Apresentação de história

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Apresentação de história

  1. 1. PROPOSTA CURRICULAR DO ESTADO DE SÃO PAULO APRESENTAÇÃO, CONTORNOS E OBJETIVOS DA DISCIPLINA HISTÓRIA
  2. 2. “ Papai, então me explica para que serve a História” Marc Bloch (Apologia da História)
  3. 3. Muito mais do que falar sobre o que é a História, é oferecer-lhes condições para refletirem criticamente sobre suas experiências de viver a história e para identificarem as relações que essas guardam com experiências históricas de outros sujeitos em tempos, lugares e culturas diversas da sua.
  4. 4. A História busca explicar tanto as permanências e as regularidades das formações sociais quanto as mudanças e as transformações que se estabelecem no embate das ações humanas. Os registros ou as evidências da luta dos agentes históricos são o ponto de partida para entendermos os processos históricos .
  5. 6. Ensinar história é uma atividade submetida a duas transformações permanentes: do objeto em si e da ação pedagógica . O objeto em si (o “fazer histórico”) é transformado pelas mudanças sociais, pelas novas descobertas arqueológicas, pelo debate metodológico, pelo surgimento de novas documentações e por muitos outros motivos. A ação pedagógica muda porque mudam seus agentes: mudam os professores, mudam os alunos, mudam as convenções de administração escolar. Se estamos concluindo que a escola muda também, é imperativo pensar que a renovação do ensino de História deve acontecer.
  6. 7. Nos meios mais inquietos dos anos 60 e 70 acreditava-se que convicções políticas bastavam para fornecer todas as respostas e nortear as práticas de ensino. Acreditava que estudar história era algo simplista, pois em qualquer lugar era possível identificar os bons e os maus, quem era nosso e quem era deles. Hoje se sabe que estudar História, interpretá-la, ensiná-la não é tão fácil como parecia, um mero instrumento de propaganda ideológica ou revolução .
  7. 8. <ul><li>É preciso mostrar que é possível </li></ul><ul><li>desenvolver uma prática de ensino adequada aos novos tempos (e alunos): rica de conteúdo, socialmente responsável e sem ingenuidade e nostalgia. </li></ul><ul><li>A seleção de conteúdos faz parte de um conjunto formado pela preocupação com o saber escolar, com as capacidades e com as habilidades, e não pode ser trabalhada independentemente. Os conteúdos curriculares não são um fim em si mesmos, mas meios básicos para constituir competências cognitivas ou sociais, priorizando-as sobre as informações. </li></ul><ul><li>A proposta está calcada em alguns eixos norteadores: </li></ul><ul><li>os sujeitos do processo de ensino/aprendizagem – aluno e professor ; </li></ul><ul><li>a finalidade do ensino – formação geral; </li></ul><ul><li>competências, interdisciplinaridade e contextualização e metodologia. </li></ul>
  8. 9. Nas palavras do historiador Eric Hobsbawm: “ Ser membro da comunidade humana é situar-se com relação a seu passado”, passado este que “é uma dimensão permanente da consciência humana, um componente inevitável das instituições, valores e padrões da sociedade”. A História é referência. É preciso, portanto, que seja bem ensinada.
  9. 10. <ul><li>- O papel do professor é o de estabelecer </li></ul><ul><li>uma articulação entre o patrimônio </li></ul><ul><li>cultural da humanidade e o universo </li></ul><ul><li>cultural do aluno, </li></ul><ul><li>- Tornar o conhecimento escolar significativo, </li></ul><ul><li>Ajudá-los a compreender e aprender história . </li></ul><ul><li>Cada estudante precisa se perceber, de fato, como sujeito histórico , e isso só se consegue quando ele se dá conta dos esforços que nossos antepassados fizeram para chegarmos ao estágio civilizatório no qual nos encontramos. </li></ul>
  10. 11. A PRESENTE PROPOSTA PARA O ENSINO DE HISTÓRIA, FOI ELABORADA A PARTIR DA CONSIDERAÇÃO INICIAL DE QUE A DISCIPLINA DEVE FUNCIONAR COMO INTRUMENTO CAPAZ DE LEVAR O ALUNO A PERCEBER-SE COMO PARTE DE UM AMPLO MEIO SOCIAL. ASSIM, MESMO PARTINDO DAS RELAÇÕES MAIS IMEDIATAS, COMO A FAMÍLIA, POR MEIO DO ESTUDO DA HISTÓRIA, O ALUNO PODERÁ COMPREENDER AS DETERMINAÇÕES SOCIAIS, TEMPORAIS E ESPACIAIS PRESENTES NA SOCIEDADE.
  11. 12. CURRÍCULO - HISTÓRIA As fontes históricas devem receber tratamento adequado em suas análises.
  12. 14. <ul><li>EVIDENCIAR A COMPLEXIDADE DA AMBIÊNCIA CULTURAL, DAS DIMENSÕES SOCIAIS, ECONÔMICAS E POLÍTICAS AO LONGO DO PROCESSO HISTÓRICO; </li></ul><ul><li>APRESENTAR DISCUSSÕES HISTORIOGRÁFICAS RECENTES ACERCA DE CADA UM DOS TEMAS OU CONJUNTOS TEMÁTICOS APRESENTADOS NAS DIFERENTES SITUAÇÕES DE APRENDIZAGEM ; </li></ul>
  13. 15. - CONTEMPLAR O CONHECIMENTO PRÉVIO DOS ALUNOS (SONDAGEM INICIAL/DESENVOLVIMENTO DAS AULAS); - FOMENTAR PROCEDIMENTOS E ESTRATÉGIAS QUE CONTEMPLAM INSTÂNCIAS DE PESQUISA, PARTICIPAÇÃO E PRODUÇÃO TEXTUAL;
  14. 16. Para iniciar o aluno nos processos de ensino-aprendizagem, sugere-se uma reflexão sobre alguns conceitos e procedimentos do conhecimento histórico considerados fundamentais. A partir dessas considerações, é possível iniciar um debate construtivo para corrigir, redimensionar, confirmar, ampliar e sugerir outras possibilidades , para que os alunos se apropriem de uma formação histórica que os auxilie em sua vivência como cidadãos .
  15. 17. GRADE CURRICULAR CONCEITOS PRINCIPAIS – ENSINO FUNDAMENTAL - TEMPO E SOCIEDADE - HISTÓRIA E MEMÓRIA - HISTÓRIA E TRABALHO - CULTURA E SOCIEDADE
  16. 18. GRADE CURRICULAR – CONCEITOS PRINCIPAIS - ENSINO MÉDIO - HISTÓRIA E DIVERSIDADE - HISTÓRIA E TRABALHO - CULTURA E SOCIEDADE
  17. 19. Quanto mais o aluno sentir a História como algo próximo dele , mais terá vontade de interagir com ela, não como uma coisa externa, distante, mas como uma prática que ele sentirá qualificado e inclinado a exercer. - Favorecer ao aluno a oportunidade torná-lo investigador, transpor seu conhecimento a partir do aprendido.
  18. 20. É preciso deixar claro, porém, que não é proposta do ensino básico a formação de pequenos historiadores. O que importa é que a organização dos conteúdos e a articulação das estratégias para trabalhar com eles levem em conta esses procedimentos para a produção do conhecimento histórico.
  19. 22. ESTRUTURA DOS CADERNOS DO PROFESSOR
  20. 23. ORIENTAÇÃO SOBRE OS CONTEÚDOS DO BIMESTRE/APRESENTAÇÃO -SITUAÇÕES DE APRENDIZAGEM -SONDAGEM INICIAL/SENSIBILIZAÇÃO -ROTEIRO PARA APLICAÇÃO DA SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM -GRADE DE AVALIAÇÃO DA SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM
  21. 24. -PROPOSTAS DE QUESTÕES PARA A APLICAÇÃO EM AVALIAÇÃO FINAL -PROPOSTAS DE SITUAÇÕES DE RECUPERAÇÃO -RECURSOS PARA AMPLIAR A PERSPECTIVA DO PROFESSOR E DO ALUNO PARA A COMPREENSÃO DO TEMA -BIBLIOGRAFIA
  22. 25. SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM: SITUAÇÃO: UMA PRÁTICA DIDÁTICA CONSCIENTE E ORGANIZADA; NÃO É SOMENTE UMA AULA EXPOSITIVA E MAGISTRAL; NÃO É SOMENTE UMA RESOLUÇÃO DE EXERCÍCIOS; NÃO É SOMENTE UM PROJETO; NÃO ESTÁ SOMENTE RESTRITA À SALA DE AULA PORÉM, NASCEM NAS SALAS DE AULA E UTILIZAM VARIADAS FERRAMENTAS PEDAGÓGICAS.
  23. 26. ETAPAS DE CONSTRUÇÃO DE UMA SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM: 1)CONHECER E ELENCAR OS CONTEÚDOS ESPECÍFICOS; 2) IDENTIFICAR OS OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM; 3) PARTIR DAS REPRESENTAÇÕES DOS ALUNOS;
  24. 27. 4) UTILIZAR “ERROS” E OBSTÁCULOS COMO INSTRUMENTOS DE ENSINO; 5) CONSTRUIR E PLANEJAR DISPOSITIVOS E SEQÜÊNCIAS DIDÁTICAS; 6) ENVOLVER ALUNOS EM ATIVIDADES DE PESQUISA, EM PROJETOS DE CONHECIMENTO; PERRENOUD, P. Dez novas competências para Ensinar, Porto Alegre, Artmed, 2000
  25. 28. Competências Gerais Habilidades gerais e específicas - Representar - Comunicar-se - Conviver - Ler e expressar-se com textos, ícones, etc - Converter uma linguagem em outra - Registrar observações - Descrever situações - Sistematizar dados - Elaborar relatórios - Argumentar - Trabalhar em grupo - Investigar e intervir em situações reais - Formular questões - Realizar observações - Estabelecer relações - Interpretar, propor e fazer experimentos - Fazer e verificar hipóteses -Diagnosticar e enfrentar problemas, individualmente ou em equipe - Estabelecer conexões e dar contexto - Relacionar informações e processos com seus contextos e diversas áreas de conhecimento - Identificar dimensões sociais, éticas em questões técnicas e científicas Analisar o papel da ciência e da tecnologia no presente e ao longo da História
  26. 29. SITUAÇÕES DE APRENDIZAGEM - COMO APLICÁ-LAS NO ENSINO DE HISTÓRIA? EXEMPLO PRÁTICO DE APLICAÇÃO E POSSIBILIDADES
  27. 30. CADERNO DO PROFESSOR 5ª SÉRIE ENSINO FUNDAMENTAL 3º BIMESTRE E 1ª SÉRIE DO ENSINO MÉDIO
  28. 31. NUNCA É DEMAIS INSISTIR QUE, PARA ENSINAR HISTÓRIA, DESPERTAR E ALIMENTAR NOS ALUNOS O GOSTO POR ESSA DISCIPLINA, É PRECISO GOSTAR DE HISTÓRIA. SÓ GOSTANDO É POSSÍVEL CHEGAR À CONSTITUIÇÃO DE AMBIENTES ESCOLARES MARCADOS PELA REFLEXÃO E ANIMADOS PELO DEBATE PARTICIPATIVO.
  29. 32. BIBLIOGRAFIA: BRASILIA. Ministério da Educação, Scretaria de Educação Básica, 2008. Orientações Curriculares para o Ensino Médio – Ciências Humanas e suas Tecnologias BITTENCOURT, Circe (org.). O saber histórico na sala de aula. São Paulo: Contexto, 2006. - (Repensando o Ensino) KARNAL, Leandro (org.). História na sala de aula: conceitos, práticas e propostas. Editora contexto. SÃO PAULO. Secretaria de Estado da Educação. Coordenadoria de Estudos e Normas Pedagógicas. Proposta Curricular – Ensino Médio / Ensino Fundamental (5ª a 8ªséries) – Cenp – SEESP. __________. Secretaria de Estado da Educação. Coordenadoria de Estudos e Normas Pedagógicas. Proposta Curricular do Estado de São Paulo: História – São Paulo SEE, 2008. Parâmetros curriculares nacionais : história /Secretaria de Educação Fundamental. Brasília : MEC /SEF, 1998.108 p. Professora Coordenadora da Oficina Pedagógica de História Elvira Aparecida Ciaramicoli Aliceda – Diretoria de Ensino – Região de Tupã

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