Fluxo de Caixa: teoria e prática

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Apresentação sobre Fluxo de Caixa: teoria e prática.
Prof. Elmano Ramalho Cavalcanti

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Fluxo de Caixa: teoria e prática

  1. 1. Fluxo de Caixa (Teoria e Prática) Elmano Ramalho Cavalcant i 2006
  2. 2. Objetivos da apresentação Motivá-lo a ter interesse sobre Fluxo de Caixa; O que é e para que serve o FC; Comprender como ele funciona; Convecê-los a usar um FC pessoal para controle financeiro. Realizar um exercício de fixação.
  3. 3. Motivação “86% das MPE sem noção clara dos custos” (1) Instituições financeiras geralmente exigem a apresentação do FC antes de realizarem empréstimos.
  4. 4. Definição do problema Como administrar (planejar e controlar) as finanças da empresa de forma a aplicar as sobras de caixa, e evitar a falta de dinheiro?
  5. 5. O que é? Instrumento de controle financeiro. Planilha/gráfico contendo informações sobre entradas e saídas de capital, realizadas em determinados períodos.
  6. 6. FC – Objetivos Principais Auxiliar o empresário a tomar decisões sobre a situação financeira da empresa. (guia do empreendedor – Sebrae) Sua administração tem por objetivo preservar uma liquidez imediata essencial à manutenção das atividades da empresa.(3)
  7. 7. FC – Objetivos específicos Saber se a empresa tem estado no azul ou vermelho e por que; Planejar melhores políticas de prazos de pagamentos e recebimentos; Auxiliar a decidir onde aplicar os recursos; Facilitar o cálculo do IRR; Avaliar o momento certo para realizar promoções, reposição de estoques, etc. Evitar excessos e falta de recursos (liquidez imediata).
  8. 8. FC - Para quem serve? Empresários Administradores Contadores Investidores Você
  9. 9. Exemplo Inicial (empréstimo) Entrad a tempo Saíd a dias semanas meses anos
  10. 10. Exemplo Inicial (empréstimo)
  11. 11. Outro exemplo Um aluno de computação comprou hoje de manhã um carro em 1+19 por R$220.000,00 e pagará em 20 parcelas que começam com R$ 500,00 e vão aumentando em R$100,00 a cada mês. 0+N: Sn = S0 + (n – 1).r1+N: Sn = S0 + n.r
  12. 12. Sessão Revisão Alguns dos próximos slides já foram vistos na disciplina. O objetivo é contextualizar o FC nos exercícios apresentados.
  13. 13. Revisão 1: Juros simples  Calcular o montante obtido pela aplicação de um capital de 200 mil reais pelo prazo de um ano, a juros simples de 5% ao mês P = R$200.000,00 n = 1ano  12 meses i = 5%ao mês  5/100  0,05 Solução [com fluxo de caixa]?
  14. 14. i = 0,05 Ek = Jk = n.i S0 = investimento Mk = montante no mês k FCI: Fluxo de Caixa de Investimento Solução: M12 = S0.(1 + Ek) Revisão 1: Juros simples
  15. 15. Revisão 2: Juros Compostos  Exercício: determinar o montante devido em função de um empréstimo de 100 mil reais, pelo prazo de um ano, a juros de 2.5% am. [Apresente o fluxo de caixa]
  16. 16. FCF: Fluxo de Caixa Financeiro i = 0,025 E0 = Empréstimo Sk = Pk (pagamento k) Mk = montante pago até o mês k Revisão 2: Juros Compostos
  17. 17. Revisão 3: Valor Futuro de fluxos de caixa múltiplos  Exercício: Se você aplicar R$ 100 daqui a um ano, 200 daqui a 2 anos e 300 daqui a 3 anos, quanto terá em 3 anos, a uma taxa de 7%a.a.? Quanto do montante é formado por juros? Quanto você terá em 5 anos? [Qual o tipo de FC neste caso?]
  18. 18. 100+7,0 200 100+14,49 200+14,0 300 100+22,50 200+28,98 300+21,0 100+31,08 200+45,0 300+43,47 7,0 28,49 72,48 119,55 Revisão 3: Valor Futuro de fluxos de caixa múltiplos FCI: Fluxo de Caixa de Investimento Total de juros: 100FC (100) FC (200) FC (300) 307,0 628,49 672,48 6119,55Montante total:
  19. 19. Revisão 4: Avaliação de investimentos (NPV) Valor Presente de fluxos de caixa múltiplos  Um investimento promete três pagamentos de 5.000. O primeiro daqui a quatro anos, o segundo daqui a cinco e o terceiro daqui a 6 anos. Se você espera conseguir rendimentos de 11%, qual é o valor máximo deste investimento hoje? Qual o valor futuro desses fluxos de caixa?
  20. 20. Revisão 4: Avaliação de investimentos (NPV) FCI: Fluxo de Caixa de Investimento 5.000 5.000+550 5.000 11% 5.000+1.160,5 5.000+550 5.000 FV = 15.000 + 1.710,50 = 16.710,50 NPV = S0 = 8.934,12 S0 x 1,116 = FV M1 = 9.914,65 M2 = 11.005,26 M3 = 12.215,84 M4 = 8.562,62 M5 = 4.504,51 M6 = 0,0
  21. 21. Análise de Investimento ou Financiamento     Conexão entre NPV e IRR NPVA > NPVB então InvestA é melhor do que InvestB NPVA > NPVB então FinancA é pior do que FinancB Fonte: (6)
  22. 22. Valor Presente Líquido no contexto do Fluxo de Caixa 1. Parcelas iguais (begin): 2. Parcelas iguais (end): 3. Parcelas diferentes:
  23. 23. Fim... da Revisão.
  24. 24. Diagrama Geral de um FC empresarial Fonte: Adaptado de Assaf Neto e Silva (1995).
  25. 25. Contexto do FC nas finanças da empresa Relação da Demonstração do Fluxo de Caixa com a Demonstração de Resultado e o Balanço Patrimonial. Fonte: referência (4)
  26. 26. Classificação das E/S do FC Operacional: todas as que envolvem a produção e venda de produtos e a prestação de serviços; Investimento: Compra equipamentos, imóveis, instalações fabris, treinamento de funcionários, etc. Financeiro: valores relativos à obtenção de recursos para a empresa, quer de terceiros, quer dos próprios sócios. Empréstimos, taxas de juros.
  27. 27. Tipos de Fluxos Fluxo de Caixa Operacional    R$ R$
  28. 28. Tipos de Fluxos Fluxo de Caixa de Investimento    R$ R$
  29. 29. Tipos de Fluxos Fluxo de Caixa Financeiro    R$ R$
  30. 30. Transações que não afetam o caixa Fluxo de Caixa “Neutro” - Movimentações    R$ R$
  31. 31. FC Previsto x Realizado EMPRESA E.R.C. FLUXO DE CAIXA SEMANAS 1 ITENS Previsto Realizado % R/P   A - Existência: caixa/bancos 1.500,00 1.000,00 66,67 * B - Entradas         Vendas a Vista 15.000,00 14.000,00 93,33 * Recebimentos 2.500,00 3.500,00 140,00   Empréstimos         Outras 750,00 500,00 66,67 * Total de Entradas (B) 18.250,00 18.000,00     C - Disponível (A + B) 19.750,00 19.000,00     D - Saídas         Fornecedores 4.000,00 4.000,00 100,00   Pagamentos 1.500,00 1.750,00 116,67 * Pessoal 2.000,00 2.500,00 125,00 * Impostos e Encargos 4.500,00 4.200,00 93,33   Total de Saídas (D) 12.000,00 12.450,00     E - Saldo Final (C - D) 7.750,00 6.550,00    
  32. 32. Verificação do aprendizado Questõe s
  33. 33. Sessão prática
  34. 34. Referências (1) Pesquisa de Conjuntura das Micro e Pequenas Empresas (MPE) do Estado de São Paulo (Pecompe) do Sebrae, Marco Aurélio Bedê e Pedro João Gonçalves, 2002. (2) Fluxo de Caixa e Custos na Pequena Indústria - Guia do Empreendedor, Sebrae. (3) DALBELLO, L. A relevância do uso do fluxo de caixa como ferramenta de gestão financeira para avaliação da liquidez e capaicade de financiamento de empresas. Florianópolis, 1999 Dissertação (Mestrado em Engenharia de Produção), PPGEP, UFSC. (4): Ferreira, N. S. A importância da gestão do fluxo de caixa no processo decisório das empresas. João Pessoa, 2003. (Monografia do curso de especialização em controladoria da UFPB).
  35. 35. Referências (5): Wikipédia: Cash Flow (http://en.wikipedia.org/wiki/Cash_flow) (6): Material de Matemática Financeira de Ulisses Sodré (http://pessoal.sercomtel.com.br/matematica/financeira/matfin.htm) (7) Saiba mais - Fluxo de Caixa. Sebrae.
  36. 36. Glossário  Ativo: Em contabilidade, o Ativo se constitui de bens e direitos do Patrimônio.  Debêntures: é um título de crédito representativo de empréstimo que uma companhia faz junto a terceiros e que assegura a seus detentores direito contra a emissora, nas condições constantes da escritura de emissão.  Hipoteca: uma forma de garantir um valor emprestado tendo como base um imóvel  Liquidez: conceito econômico que considera a facilidade com que um ativo pode ser convertido no meio de troca da economia
  37. 37.  Montante: o valor emprestado acrescido dos juros cobrados.  NPV (Net Present Value): O Valor Presente Líquido de um fluxo de caixa de uma operação é o somatório de todos os valores atuais calculados no instante t=0 para cada elemento isolado da operação.  IRR (Internal Rate Return): A Taxa Interna de Retorno (IRR=Internal Rate Return) de um fluxo de caixa da operação é a taxa real de juros da operação financeira. Glossário

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