A quimbanda-no-rs

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A quimbanda-no-rs

  1. 1. AS DIFERENTES FORMAS DE CULTO DA QUIMBANDANO RIO GRANDE DO SULRudinei Borba1Pesquisador Independente eAutodidataJaneiro / 2013RESUMOO propósito deste texto é analisarmos as formas de culto de Quimbandapraticadas no Rio Grande do Sul e suas diferenças, traçando um paralelo com a diásporaBantú, seus ritos, crenças, e espíritos, que ficaram conhecidos nas religiões afro-brasileiras como Exú.PALAVRAS CHAVES: Quimbanda, kimbanda, Exú, nganga, bantú, banto, espíritos,reinos.ABSTRACTThe purpose of this paper is to analyze the forms of worship practiced atQuimbanda of Rio Grande do Sul and their differences, drawing a parallel with diasporabantu, its rites, beliefs, and spirits, which became known in africans-brazilian religionsas Exu.KEYWORD: Quimbanda, kimbanda, Exú, nganga, bantú, banto, espirits, kingdoms.1. O autor é iniciado na Quimbanda brasileira há 12 anos, praticando seu culto através dos “SeteReinos”, juntamente com seus “Nove povos” dentro de cada um desses reinos, preservando as suasparticularidades através das oferendas, cores de vestimentas, plantas, etc.
  2. 2. As Diferentes Formas de Culto da Quimbanda no Rio Grande Do SulRudinei Borba2INTRODUÇÃODentro da cultura tradicional Bantú2existe a crença da sobrevivência dosespíritos, onde estes após a morte podem ou não gozarem de grandes prestígios, atuandocomo guardiões de uma pessoa e até mesmo de todo um clã familiar.Após o estudo sobre a raiz tradicional Bantú, analisaremos as diferentes praticasdo culto de Quimbanda dentro do nosso Estado, podendo ser ocultadas pordesconhecimento nosso as práticas rituais de outras regiões do nosso país.Temos o conhecimento de três formas que mais são praticadas dentro do RioGrande do Sul, e podemos citar:1. Culto dos Exús praticado dentro da Umbanda;2. Culto dos Exús através do sincretismo com Demônios;3. Culto dos Exús através do Reino das Encruzilhadas, do Cruzeiro e dasAlmas;Ao final analisaremos os diferentes significados de “Nganga”, podendo ser onome do sacerdote de Quimbanda ou também o assentamento dos Exús, carregando emsi os elementos dos “Sete Reinos”.A KIMBANDA BANTÚ E SUA CRENÇAA “kimbanda Bantú” possui a crença na sobrevivência dos espíritos após amorte, conservando seus nomes terrenos até que percam sua individualidade e passe aconviver com os demais espíritos em outras partes da natureza.Já na cultura “banta afrodescendente”, chamada de Quimbanda Brasileira, oespírito perde seu nome terreno e recebe o nome de Exú, sendo integrado em algum2. Os Bantos (grafados ainda Bantú) constituem um grupo etnolinguístico localizado principalmente naÁfrica subsariana que engloba cerca de 400 subgrupos étnicos diferentes. A unidade deste grupo,contudo, aparece de maneira mais clara no âmbito linguístico, uma vez que essas centenas desubgrupos têm como língua materna uma língua da família banta. Utilizaremos em nosso trabalho apalavra Bantú na forma escrita “Banto”.
  3. 3. As Diferentes Formas de Culto da Quimbanda no Rio Grande Do SulRudinei Borba3determinado “Reino”. Esta associação dos espíritos com o nome Exú foi criada nadiáspora através do pensamento de que essa entidade estaria atrelada ao mal, na formade Diabo cristão, onde efetuaremos um estudo mais detalhado no decorrer do nossotexto.Segundo Omotobàtálá (1999, pg. 12) o espírito ganha grande destaque na culturabantú, como segue:! " # (a tradução é nossa).Analisando essa parte do texto, entendemos que os bantos possuem a crença dasobrevivência do espírito após a morte, e que esses espíritos podem influenciar na vidados vivos.Acreditamos que com o surgimento da Umbanda Cruzada3dentro dos terreirosde Batuque, este possa ter sofrido uma influência banta, passando a crer que todos osmortos poderiam prejudicar os vivos, simplificando qualquer espírito ao nome deÉégún. O autor ainda diz (1999, pg. 12):" #! $ % & ()*+) $ & , ()*+) $ & - -- ./*0 ,1-2 ,3-*- ,1 +4 4 . 5 ,6, $ &, 7 " # (a tradução énossa)3. Com grande expansão que a Umbanda vinha tendo na década de 60 no Rio Grande do Sul, osBatuqueiros mais tradicionais acabaram englobando este culto dentro do mesmo espaço físico doterreiro, procurando que não causasse atrito entre ambos rituais, para saber mais, ver: PEDRO ORO,ARI. As Religiões Afro-Brasileiras, debates do NER, ANO 09, N. 13 P. 9-23, JAN./JUN. 2008, PortoAlegre, 2008.
  4. 4. As Diferentes Formas de Culto da Quimbanda no Rio Grande Do SulRudinei Borba4Segundo a fala do autor, existe a crença banta de que os espíritos se dividem emdois grupos após a morte, perdendo sua individualidade e vivendo no espaço mato. Estaparte do texto explicaria perfeitamente porque o culto está intimamente ligado a estelocal da natureza, onde as pessoas viviam antes do desenvolvimento urbano, passando ase tornar mais tarde o “Reino das matas”, antes da formação do “Reino dasEncruzilhadas”.Olhando por esse ângulo, pensamos que talvez o primeiro reino de quimbandafosse o “das Matas” e mais tarde o das Encruzilhadas teria ganhado mais expansão. Deacordo com o relato do autor ainda na mesma página, nos faz crer que talvez possamosestar certos, como segue:" # * 8 -99 : ; " # (atradução é nossa)Ao ler esta parte do texto, percebe-se que os mortos bantos eram enterrados nomato embaixo das árvores, estas acabariam mais tarde se tornando sagradas para eles,dando origem a “povos” dentro deste espaço sagrado, onde citamos o “povo dasárvores”, chefiado pelo Exú Quebra-galho, mencionado também pelo autor em seulivro.O fato dos espíritos terem integrado um determinado espaço da natureza, daria aimpressão hoje que determinado Exú estaria subordinado a um Òrìsà tanto naUmbanda, quanto no Batuque, causando mais tarde o entendimento errôneo de que estaentidade Exú estaria no mesmo grau que um espírito inferior e com menos importância.Dando sequência no texto de Omotobàtálá (1999, pg. 12), o mesmo informa:" # ; 9 ), 7 ( < =4*+4 >?@- 4.-2A4 B C $ , 7 & D % -% > B > B >: DB
  5. 5. As Diferentes Formas de Culto da Quimbanda no Rio Grande Do SulRudinei Borba5! " # (a tradução é nossa)Novamente o autor informa que o espírito perde sua individualidade paraintegrar um grupo, este que na Umbanda foram chamados de falanges e na nossaQuimbanda são considerados como “Reinos”.Notamos na fala do mesmo que a cultura banta também forma a base do cultoUmbandista, onde cultuam os espíritos de pessoas vindas do Congo, Angola, Guiné, etc.Estas pessoas de alguma forma foram importantes para a formação do Brasil, poisvieram da África através da escravidão e envelheceram nas senzalas, passando a recebermais tarde o nome de “Pretos Velhos” devido à idade que se encontravam, sendocultuados coletivamente sem deixarem de serem espíritos. Omotobàtálá (1999 pg. 14),diz:" # 4 %! 9! 9 8E ( :<%8 " # (a tradução é nossa)Entendemos que tanto a umbanda quanto a quimbanda brasileira, tiveram suasbases ritualísticas nos povos bantos, herdando os costumes do uso da pemba, dapólvora, perfume, etc. Estas práticas vieram na bagagem dos escravos bantos para oBrasil no período pré-colonial, pois vemos o uso de alguns desses elementos somentenessas vertentes afrodescendentes.Pensamos que os bantos perderam muito sua identidade ritualística, por serem osprimeiros a vir para o Brasil através da escravidão, diferente dos escravos yorùbá queadentraram muito tempo depois em nosso país.Os Bantos, diferentes dos yorùbá, foram os que viveram mais tempo emsenzalas, tento quase que noventa por cento de suas crenças e culturas retiradas e
  6. 6. As Diferentes Formas de Culto da Quimbanda no Rio Grande Do SulRudinei Borba6cristianizadas. Citamos novamente os “Pretos Velhos” que envelheceram em solobrasileiro, perdendo quase toda sua identidade religiosa e devido a sua cristianização,passaram a serem devotas dos santos católicos, como: Santo Antonio, São Benedito, SãoMiguel das Almas, etc.Eles foram umas das poucas entidades que foram cultuadas de acordo com oscostumes bantos, onde tiveram seus nomes de batismo no Brasil, preservados após suamorte, onde citamos alguns: Vovó Joaquina, Maria Conga (Maria do Congo), Pai Joséda Guiné, etc. Hoje estes espíritos são cultuados tanto da Umbanda, quanto naQuimbanda, onde nesta última estão vinculados ao Reino das Almas, dentro do povo doCativeiro.Esses Pretos Velhos apelidados de Quimbandeiros ou Curandeiros ganharamessas qualidades devido à possibilidade de terem sido em vida sacerdotes antes de viremcomo escravos para o Brasil, onde iremos ver mais adiante o significado daterminologia sacerdotal “nganga”.Também ao ler a parte do texto de Omotobàtálá, surge uma curiosidade referenteàs vestimentas usadas pelos Exús da quimbanda atual, pois no culto de Umbandaacreditam que o espírito cultuado baixo nome de Exú não tem preferências, nem víciosde bebidas e charutos, sendo utilizados estes materiais como objetos pessoais detrabalho da entidade. Na Quimbanda esses objetos aparecem na forma de agrado eoferendas aos espíritos do culto, fazendo com que os mesmos se lembrassem de quandotinham vida terrena.Notamos novamente que talvez o “Reino das Matas” na Quimbanda, tivesse sidoo primeiro a existir, pois de acordo com o nosso contato com algumas entidades quepertencem a este Reino e se manifestam nas sessões, geralmente gostam de ficar semcamisa e de calças dobradas nas pernas, demonstrando como andavam vestidos naépoca em que tiveram sua passagem na terra, comportando-se como pessoas quetiveram suas vidas no campo e nas plantações, utilizando cigarros, chapéus de palhas,bebidas alcoólicas com mel de abelhas, etc.Estudando as fontes apresentadas pelo autor e entendendo um pouco mais dacrença banta não aculturada, podemos agora analisar as diferentes formas de culto daquimbanda praticada dentro dos terreiros no Rio Grande do Sul, onde seguiremos a
  7. 7. As Diferentes Formas de Culto da Quimbanda no Rio Grande Do SulRudinei Borba7sequência já mencionada anteriormente na introdução do nosso trabalho.CULTO DOS EXÚS PRATICADO DENTRO DA UMBANDAAcreditamos que os Bantos foram os que mais sofreram com a perda de suasdivindades em solo brasileiro, pois através da escravidão foram tiradas suas crenças eimpostas a religião dominante local, que na época era o cristianismo, surgindo assim a“Umbanda Brasileira”.Assim como houve na Umbanda o sincretismo das suas entidades, ondepodemos citar os Caboclos (espíritos) da falange de Xangô tendo sincretismo com oSanto católico São Jerônimo, os Caboclos (espíritos) da falange de Ogum tendosincretismo com São Jorge, etc.Na quimbanda também teve a tentativa “infeliz” ao nosso entendimento, dosincretismo religioso, onde compararam os seus espíritos de culto com demônioscristãos. Acreditamos que à origem da perseguição ao culto na década de sessenta sedeu ao fato da Umbanda ter feito o sincretismo de seus espíritos com os Santos cristãosmencionados anteriormente, fazendo com que as pessoas de batismo católico queadentravam em seu culto, pensassem que os demais espíritos cultuados fora destespadrões estariam desqualificados para serem lembrados e reverenciados, destinando osmesmos ao que chamavam naquela época de entidades das trevas.A Umbanda autodenominada de “Pura” ou “Linha Branca” acabousimplificando o culto dos Exús como "As Entidades da Esquerda", automaticamenteassociando estes espíritos a tudo que fosse negativo, nefastos ou atrasados, etc. Suaassociação com o diabo era evidente, pois os Exús foram introduzidos na Umbandacomo guardiões das esferas negativas, passando a serem subordinados aos seus guiasespirituais, os caboclos e suas falanges.Segundo Cacique Nei4(informação pessoal), nos diz:4. Cacique Nei recebe a entidade nome Cobra-Coral, possuindo sessenta e cinco anos de iniciado naUmbanda “Linha Branca”, onde o mesmo é dirigente espiritual de dois terreiros na cidade de Canoas -RS.
  8. 8. As Diferentes Formas de Culto da Quimbanda no Rio Grande Do SulRudinei Borba8* ) -:F9 = *$ & 9O informante acredita que estes espíritos denominados de Exús são menosevoluídos em relação aos Caboclos, cultuados em seus rituais de Umbanda. Cacique Neiainda relata:>-: @ + !) -:F =9-:F - <G 4 -:F) E ) :B (Dialogo realizado em Novembro de 2012 – Viamão – RS na casado autor)Através da fala do Senhor Nei, podemos entender que não existem meio termos,pois a Umbanda praticada pelo informante difere do culto de Quimbanda, pois acreditaque ambas são religiões com doutrinas diferentes, mesmo sendo brasileiras e tendo suabase nos rituais bantos. Diante do pensamento do informante, encontramos um belotexto5que nos faz crer que a Umbanda já teve seu surgimento separado da Quimbanda,onde diz:" #* 1* $ 9! & :G :$ & !- <5. Disponível em:< http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/kimbanda/kimbanda.php>
  9. 9. As Diferentes Formas de Culto da Quimbanda no Rio Grande Do SulRudinei Borba9! ! 9: H !!C 1 ) ! HE :C C $ & -:$ D & " #Com a informação do texto, entendemos que houve uma tentativa decristianização dos escravos negros e dos índios já libertos no Brasil, onde algunsaceitaram a imposição da igreja e outros não. A aceitação de alguns desses grupos teriaocasionado o surgimento da Umbanda que se autodenominou na época de “linhaBranca”, passando a crer na inferioridade dos Exús para terem maior expansão de culto.A segunda parte que resolveu preservar sua crença foi extremamente perseguida,tendo seu sincretismo atrelado aos demônios cristãos, como veremos no próximocapítulo. O sincretismo da Umbanda “dita branca” fez com que seu culto tivesse umaaceitação maior por parte dos católicos brasileiros, pois era mais fácil atribuir ainferioridade ao Exú, alegando o mesmo ser escravo do caboclo de Umbanda, do quedar um culto especial e separado aos mesmos.Ainda nos dias de hoje percebemos que pessoas com criação cristã denominamde “linha branca” o culto de Umbanda, e de “Linha Negra” o culto de Quimbanda.O CULTO DOS EXÚS ATRAVÉS DO SINCRETISMO COM DEMÔNIOSNa história das religiões, o sincretismo é uma fusão de concepções religiosasdiferentes, ou, a influência exercida por uma religião nas práticas de outra.Assim como as entidades da Umbanda, em meados dos anos sessenta os Exús deQuimbanda também sofreram sincretismos religiosos, formando naquela época asexpressões populares de “linha da direita” e “linha da esquerda”. Através dosincretismo, os Caboclos tiveram suas imagens vinculadas às divindades cristãs do bem,diferente dos Exús que tiveram as suas associadas às entidades consideradas pagãs pelo
  10. 10. As Diferentes Formas de Culto da Quimbanda no Rio Grande Do SulRudinei Borba10povo cristão.Omotobàtálá (1999, pg. 15) cita alguns desses sincretismos: “Exú Rei SeteEncruzilhadas com Astaroth, de Linha Negra, Exú Rei Sete Liras com Lúcifer, ExúTranca-Rua com Tarchimache, Exú Tirirí com Fleruty, Exú Meia Noite com Hael, ExúCapa Preta com Musifin, etc”.Todos esses nomes de demônios fez com que uma boa parte de praticantes daQuimbanda do nosso Estado, acreditasse que seus Exús seriam mais malvados ouperversos, para conquistar atenção do público menos informado, gerando até mesmouma deturpação geral do culto de Quimbanda, expandindo-se essa crença até o ÒrìsàÈsù dos yorùbá.Júlio de Agonjú Sí (2000, pg. 80) chegou a registrar que todos Exús tanto deQuimbanda, quanto yorùbá são entidades do mal, baseando-se em um relato de umescritor da década de sessenta, como segue:" # = !-: $ & I J$ & *< F K: ! 9< :-: < 9 -: $ &I J$ &- : :L $M ! L 2 L -: NO& L =- >-: B >-: B> B >2 C B> B>-: B C M>2 /< B - >-: B?A >-: $ &B>-: B >< C B ? ! : !: 1 L > + B " #
  11. 11. As Diferentes Formas de Culto da Quimbanda no Rio Grande Do SulRudinei Borba11O autor afirma literalmente em seu relato que o nome Exú teria sua origem emExud (povo avesso a Deus), usando como base um livro de um escritor Umbandista quenão aceitava o culto de quimbanda dentro do Brasil, denegrindo a imagem de Exú semter nenhuma base concreta, pois utilizou uma cultura, a hebraica, que veio muito tempodepois da existência do Òrìsà Èsù yorùbá.Voltamos nossa atenção para parte que o autor escreve: “Com acréscimo dealgumas linhas de quem vos escreve essa obra”, que já abriria margem, por nossa parte,a desconfiança das fontes apresentadas, pois ele apenas relata que “Exud” teria sidopronunciado na língua Ijudice, chamando esta de idioma, sem ao menos explicar queesta expressão serve apenas para dizer que é um “diálogo feito de espírito para espírito”,ou seja, não sendo um dialeto propriamente dito.Não entendemos porque o autor buscou bases em materiais Bíblicos, para atestaralgo que denegrisse a imagem de Exú, sem ao menos estudar a fundo as fontesescolhidas, causando uma impressão errônea em relação a todo culto de Quimbandapraticado dentro do Rio Grande do Sul. Não entendemos também porque o autor usou aexpressão: “Não se trata de preconceito ou discriminação” se transpareceu a nósexatamente esta intenção, pois nas páginas seguintes de seu trabalho relatou que ambasas entidades, Exú de Quimbanda e Èsù yorùbá, fariam parte do que o mesmo chamou de“seitas de magia negra” e que o leitor “procurasse um Rabino para comprovar essaveracidade dos fatos”.Acreditamos que na década de sessenta, o escritor Aluizio Fontenelle, a fonte doautor, poderia ter utilizado essa expressão “Exud” para denegrir a imagem de Exú,usando como base os mesmos estudos dos nomes de demônios que mencionamosanteriormente. O autor usou essa fonte de forma arbitrária como se a mesma provasseseu pensamento, quando diz: “uma exposição real e verdadeira da origem da palavraExud”, que para nós é totalmente desqualificado para defender sua tese.Luiz Marins (2010, pg. 29-30) documentou também essa tentativa de denegrir aimagem do Òrìsà Èsù yorùbá através de um oríkì mal traduzido propositalmente anosso ver, afirmando que Èsù seria o inimigo dos Òrìsà, como segue:" # 4 2 C
  12. 12. As Diferentes Formas de Culto da Quimbanda no Rio Grande Do SulRudinei Borba12- PQQR 1 -: / /A ? C /5 7 @I J / M , PQNS* QN 7T I J U 9 U T K! >-: B !C V W <- <9 7TC ! I J -! 9C " #Ao ler parte do texto apresentado por Luiz Marins, percebemos que não sóhouve a tentativa de denegrir a imagem do Exú de Quimbanda, como também tiveram amesma intenção com o Òrìsà Èsù yorùbá, que nos faz acreditar que os espíritoscultuados dentro da Quimbanda foram associados a este nome yorùbá devido àperseguição de qualquer tipo de culto da descendência africana daquela época.Pensamos que naquele tempo onde havia muitas perseguições das religiões dematrizes africanas, acabaram generalizando ao mesmo nome “Exú” as divindades ÒrìsàÈsù yorùbá e a divindade Bantú Aluvaia, por serem as divindades mais conhecidas porambas às culturas, que deram a origem da frase popular: “Sem Exú não se faz nada”.Acreditamos que o sincretismo religioso dos Exús com os demôniosmencionados anteriormente, acabou repercutindo também nas imagens de adoraçãoproduzidas em gesso na década de sessenta, onde eram pintadas apenas nas coresvermelhas, as mesmas atribuídas ao diabo cristão, onde percebemos estar ocorrendouma mudança, mesmo que lentamente, na forma que estão sendo pintadas estasimagens. As novas imagens de Quimbanda já são encontradas pintadas nas cores depele humana, sem aparentarem ser demoníacas e deixando de lado a cor vermelha quevinha sendo empregada.Entendemos que o sincretismo dos espíritos cultuados na Quimbanda com osdemônios cristãos se deu através de hostes6infernais descritas nos antigos manuscritosou grimórios7da idade média, onde alguns diziam que “Lúcifer” se comunicaria com o6. Tropas, exércitos.7. Um grimório é um livro de conhecimentos mágicos, com anotações de práticas pessoais, ou seja, umdiário mágico, escrito entre o final da Idade Média e o século XVIII.
  13. 13. As Diferentes Formas de Culto da Quimbanda no Rio Grande Do SulRudinei Borba13homem através da música, fazendo assim que fosse associada sua imagem à do “ExúRei da Lira” que era responsável por esse “Reino”, onde havia locais de jogatinas,cantorias e prostituição, onde está mais bem explicado no livro de Omotobàtálá.Logo a imagem de todos Exús de quimbanda e de sua parte feminina, as pombasgiras, ficaram denegridas e associadas a tudo de mal que existisse naquela época.Pensamos que os Exús não convivem no mesmo plano vibracional que osdemônios, estes que nunca tiveram existência física, onde desta forma não poderiam serincorporados por nenhum médium e também por não fazerem parte da crença banta.Alguns praticantes dessa modalidade de culto de quimbanda criaram umahierarquia fundamentada nesse sincretismo demoníaco, retirada de um livro de nome“Grimorium Verum” que existia muito tempo antes do Brasil ser descoberto, ondemenciona seus demônios chefes de alto grau:1. Belzebú2. Lúcifer3. AstarothSeguindo essa linha de comando viriam os demais Exús associados aosdemônios que já mencionamos anteriormente. Quer nos parecer que através dosurgimento deste tipo de culto, acabou se perdendo particularidades do culto de Exú Reida Lira que foi trocado pela imagem caída de Lúcifer.Com o surgimento dessa modalidade, percebemos uma perda ritualística muitogrande da maioria dos Exús de quimbanda, de seus reinos, povos e clãs, por terembuscado explicações para Quimbanda em uma cultura totalmente diferente da Banta.Acreditamos que essa maneira de ver o culto de quimbanda foi o maisprejudicial para imagem da mesma, bem como, dos sacerdotes do culto que ficaramassociados à imagem de bruxos, feiticeiros, etc.
  14. 14. As Diferentes Formas de Culto da Quimbanda no Rio Grande Do SulRudinei Borba14CULTO DOS EXÚS ATRAVÉS DO REINO DAS ENCRUZILHADAS, CRUZEIRO EDAS ALMAS.Talvez este seja o culto de Quimbanda mais praticado dentro do Rio Grande doSul, pois seus rituais são feitos com os assentamentos dos espíritos baixo nome de Exú,utilizando o uso de sacrifícios de animais, caracterizando-os assim como um ritual dequimbanda separado da Umbanda.Podemos falar deste ritual porque praticamos o mesmo, onde entendemos quehouve uma perca ritual em sua essência de culto, onde no nosso entendimento estaforma ritualística foi perdida com passar dos tempos, pois nos dias atuais quando seinicia nos rituais, tão logo lhe entregam um colar de miçangas (guia) na cor vermelha epreta, esperando que possamos receber algum espírito para que este seja doutrinadobaixo denominação de Exú.Com passar dos tempos, este espírito vindo a ter uma evolução doutrináriamaior, poderá dizer a qual Reino pertence.Nesta forma de culto sem o devido entendimento, se pensa que os Exúspertençam apenas ao Reino das Encruzilhadas, outros dos Cruzeiros e por fim dasAlmas, dando a cor das vestimentas da entidade e de suas guias da seguinte forma:1. Encruzilhadas e Cruzeiros: Preto e vermelho2. Almas: Preto e brancoNesse tipo de culto se acredita que os Exús das Encruzilhadas e os Exús dosCruzeiros estejam integrados apenas por alguns Exús, a exemplos: Exú Tiriri, ExúMarabo, Exú Destranca Rua, Exú Sete encuzilhadas, etc.Já no último, o Reino das Almas foi atribuído também neste, todos os Exúspertencentes ao espaço cemitério, como exemplo: Exú Caveira, Tata Caveira, Exú dasAlmas, Pombagira Maria Padilha das Almas, etc. Englobando todos Exús a um únicoReino, o das Almas.Pensamos que a simplificação do culto dos Exús atrelados apenas à crença daexistência de “três Reinos” nos faz acreditar que foi desta forma que se perdeu a
  15. 15. As Diferentes Formas de Culto da Quimbanda no Rio Grande Do SulRudinei Borba15informação da existência dos demais Reinos existentes dentro do culto de Quimbanda,publicado pelo nosso autor em questão, onde podemos citá-los:1. Reino da Encruzilhada2. Reino do Cruzeiro3. Reino das Matas4. Reino da Kalunga (Cemitério)5. Reino das Almas6. Reino da Lira7. Reino da Kalunga Grande (Mar)Omotobàtálá (1999, pg. 20-28) registrou a existência de nove (09) povos dentrode cada reino de Quimbanda, onde podemos perceber a organização dos reinos e comoperdemos o culto aos demais reinos e seus povos:@ - ! GP& ? - ! @ = -:F @O& ? - ! 2 = -:F - ! X& ? - ! 2 = -:FY& ? - ! = -:F , DZ& ? - ! , = -:FS& ? - ! ( = -:F .[& ? - ! ? = -:F ,N& ? - ! - = -:F + Q& ? - ! ? = -:F ,@ = !P& ? = ! @ = -:FO& ? = ! ? = -:F ( %X& ? = ! 2 = -:F = !Y& ? = ! , = -:F ,Z& ? = ! ( = -:F ( 9S& ? = ! = -:F = ![& ? = ! - = -:F [ ?N& ? = ! ? = -:F , *Q& ? = ! , = -:F ( $( + &@ ,P& ? 8 = -:F E +
  16. 16. As Diferentes Formas de Culto da Quimbanda no Rio Grande Do SulRudinei Borba16O& ? ? = -:FX& ? , ? = -:F ,Y& ? = = -:F =Z& ? = -:F *S& ? , = -:F ?[& ? = = -:F =N& ? M = -:F =Q& ? = -:F@ ( $= &P& ? ? ( = -:F ?O& ? = -:FX& ? = = -:F =Y& ? M = -:F 1Z& ? = = -:F =S& ? , ( = -:F ([& ? 2 ( = -:F =N& ? = = -:F =Q& ? , = -:F = ? $ -:F , &@P& ? 2 = -:F 2O& ? = = -:F ?X& ? . % = -:F , 9Y& ? A = -:F = %Z& ? / < = -:F * 2 !S& ? , = -:F [ , [& ? ( = -:F 9 =N& ? ? = -:F + ,Q& ? 4 = -: [ ?@ 2P& ? / = -:F /O& ? = = -:F =X& ? 2 = -:F 2Y& ? = = -:F =Z& ? , = -:F ?S& ? 4 = -:F ? $4 -:F 4 &[& ? 2 : = -:F + $ -:F 2 : &N& ? 2 = -:F ,Q& ? = = -:F = C
  17. 17. As Diferentes Formas de Culto da Quimbanda no Rio Grande Do SulRudinei Borba17@ 7 $ &P& ? @ = -:F @O& ? = = -:F = X& ? ? = -:F ? ?Y& ? , = -:F , Z& ? 2 = -:F 2S& ? , = -:F ,[& ? 1 = -:F 1N& ? . = -:F .9) ? / = -:F = (a tradução é nossa).Através dos registros do autor, podemos perceber o quanto foi perdido o culto demuitos destes nomes de Exús, principalmente no Reino da Lira que foi totalmenteextinta e mal compreendida atualmente nos cultos dentro do Rio Grande do Sul, onde seconhece apenas o Exú Sete da Lira, mas que o autor nesta mesma obra explica commaiores detalhes, que no qual ocultaremos por não ser o foco do nosso trabalho, maspodemos resumir que este Exú atua em locais que possuam cabarés, jogatinas, músicas,prostituição, etc.O autor ainda separa o “Reino das Almas” do “Reino da Kalunga (Cemitério)”,onde atualmente são cultuados juntos, mas que possuem diferenças de culto.Com a lista dos Reinos informada, podemos perceber que os espaços de cultodos espíritos estão separados em diferentes partes da natureza, através dos reinos, comopraticado na Kimbanda Bantú e que a Quimbanda brasileira herdou essa forma de culto.Entendemos que esta seria a forma mais coerente de culto da nossa Quimbandarealinhada com a crença banta, onde é separada do culto da Umbanda, possuindo suasparticularidades nos rituais através de seus Reinos, abrindo margem para que sejamcultuados os Exús que perderam seu culto com passar dos tempos.Esta forma de cultuar Exú faz com que cada entidade em determinado Reinotenhas suas cores específicas de suas vestimentas, de seus colares de miçangas, ondecitamos “alguns” exemplos das cores utilizadas por Reino:1. Reino da Encruzilhada= vermelho e preto;1. Reino das Matas= Verde e preto e ou Marrom, preto e verde;2. Reino das Almas= Preto e Roxo;
  18. 18. As Diferentes Formas de Culto da Quimbanda no Rio Grande Do SulRudinei Borba18Nesse mesmo rumo, poderíamos separar suas oferendas através dasparticularidades de cada um dos reinos de atuação, diferente de criar uma oferendaGeneralizada para Exú de Quimbanda, como vem sendo praticada dentro do nossoEstado, e que talvez possamos caminhar juntos num mesmo rumo lógico deentendimento do culto.O SACERÓCIO DE QUIMBANDA E SUA FUNÇÃOO sacerdócio de quimbanda no Brasil ficou muito mal interpretado com passardos tempos, devido a esse culto ter sofrido grandes perseguições religiosas como vimosanteriormente, onde a chamada “Umbanda Branca” ganhava expansão e aceitação pelopovo, afirmando cultuar entidades ligadas aos Santos Católicos, ganhando assim força einúmeros adeptos e se alastrando como rastro de pólvora naquela época.Entendemos que o uso da magia de quimbanda para o mal é totalmente de livrearbítrio do homem e não é culpa da entidade, pois o mal está atribuído de várias formasem diversas religiões. A função do sacerdote de quimbanda é bem explicada porOmotobàtálá (1999, pg. 13) quando diz:" # 4 * $ &9K - G /*+8*+ *+ *+,+ *+ /*0 *+ 3 *+ " # (atraduçãoénossa).Através da fala do autor podemos notar que os sacerdotes de Kimbanda Bantúeram chamados de nganga, que nessa cultura eram considerados “doutores”, tendogrande conhecimento de ervas, poções, pós, etc. Estes eram considerados os médicosem sua cultura, praticando circuncisões nos meninos da tribo8, e fazendo com que essaexpressão “doutor” ficasse conhecida até os dias de hoje, quando escutamos pontos8. Disponível em INTERNET, ver in: <http://www.lugardoreal.com/imaxe/circunciso-2/>
  19. 19. As Diferentes Formas de Culto da Quimbanda no Rio Grande Do SulRudinei Borba19cantados que exaltam sua qualidade:-:F ]. ]. -:F ]-:F ], (cantiga de domínio público)Seguindo texto de Omotobàtálá, o mesmo ainda relata:" # ? * * 9 !? :? $ &- " # (atraduçãoénossa).Percebe-se que para o sacerdócio de quimbanda, o nganga recebia de seusacerdote uma aprendizagem onde conseguiria aprender rituais, pós, ervas, plantas,defumações, banhos rituais, etc.Outra curiosidade é que o mesmo permaneceria no mato para ser possuído poralgum espírito que mais tarde poderia ser doutrinado, sendo muito parecido compraticado atualmente nas nossas sessões de Quimbanda, onde o Exú chefe do nzo (casa)chama um espírito para se manifestar no noviço, e com passar dos tempos saberá qualReino esse espírito será cultuado, quais suas cores de vestimenta, seus colares demiçangas (guias), bebidas, fumos, oferendas, etc. O texto na mesma página ainda diz:" #% = ! G- ]= % ]
  20. 20. As Diferentes Formas de Culto da Quimbanda no Rio Grande Do SulRudinei Borba20- ]C % ]" # (atraduçãoénossa).^ !- <9!HD 4 D 4 * $ &" #O relato apresentado pelo autor é muito importante para os praticantes dequimbanda, pois explica o ponto cantado muito utilizado nas casas de culto, mas quenunca tínhamos o registro do seu significado, onde podemos acrescentar que osaprendizes dos nganga (sacerdotes) tinham que beber infusões de plantas alucinógenaspara ir à busca dos elementos que formariam sua nganga (assentamento) onde seriafixado no mesmo o seu espírito de trabalho. Desta forma caiam em transe e erampossuídos por espíritos da floresta, semelhante ao culto xamã.Através deste culto, os nganga (sacerdotes) acreditam que vivem espíritos muitopoderosos nas matas, estes que foram em vida grandes guerreiros que mereciam serlembrados e reconhecidos, onde muitas vezes se tinha a crença que alguns delespoderiam após a morte se encantar em alguns animais dentro da floresta. Citamosalguns desses animais: Serpentes, panteras, cobras, entre outros, gerando assim a crençade algumas entidades com nomes de animais atualmente cultuados na nossaQuimbanda.O autor além de informar que a palavra nganga significa “Chefe, sacerdote,doutor, curandeiro”, nos diz também que serve para referir-se ao assentamento do Exúdentro de sua casa, quando a forma ritualística for à praticada através dos Sete Reinos.Esses assentamentos chamados também de nganga, são compostos por diversoselementos pertencentes a cada um dos Sete Reinos, como: Terras, pedras, pós, metais,pólvora, plantas, galhos, pimentas, ossos de animais, etc.
  21. 21. As Diferentes Formas de Culto da Quimbanda no Rio Grande Do SulRudinei Borba21Os materiais mencionados devem ser buscados junto aos locais onde estãosituados os Reinos, sendo dispostos ritualisticamente dentro de um caldeirão de ferro eou um grande vaso de barro, formando assim a nganga do chefe do culto, que após suasacralização permanecerá na nzo (casa) de Exú, como sendo o local que receberásacrifícios de animais anualmente.A Quimbanda praticada no Brasil ganhou nomes diferentes em outroscontinentes, onde citamos as linhagens religiosas do Palo Mayombe, Kimbiza Palo, ePalo Monte, onde as mesmas tem o mesmo objetivo de cultuar seus espíritos emdeterminados Reinos da natureza, bem como o culto da própria natureza, através do usodas plantas, ervas, etc.CONSIDERAÇÕES FINAISAtravés do nosso texto, tivemos a intenção de apresentar uma imagem maispositiva da Quimbanda praticada no Brasil, utilizando estudos realinhados com a culturatradicional Bantú e estudando sua origem e vivência religiosa. Através deste estudotivemos um melhor entendimento das diferentes formas de culto praticado dentro donosso Estado do Rio Grande do Sul.Tentamos mostrar a seriedade e a importância religiosa da nossa culturareligiosa, que vem cada dia sendo desprestigiada, mas que pode a partir do nossotrabalho, ser mais bem compreendida. Vimos que através do surgimento do sincretismoreligioso a Quimbanda Brasileira teve uma perca ritualística muito grande, causando afalta do conhecimento dos demais “Reinos” existentes, onde os Exús estão atreladosjunto com toda sua gama ritualística.Percebemos a tentativa de desprestigiar a imagem do Èsù yorùbá junto àsentidades Bantú, através das perseguições de outras religiões que ajudaram nacolonização do nosso país, mas que hoje estas atitudes podem ser mais bem avaliadas.Compreendemos melhor a expressão “nganga”, tão usada em nossos rituais,explicando sua função para designar tanto o sacerdócio, quanto o assentamento do Exúcultuado através dos Reinos, dentro de sua casa de culto.
  22. 22. As Diferentes Formas de Culto da Quimbanda no Rio Grande Do SulRudinei Borba22Pensamos que talvez as pessoas possam, antes de criar rituais, de terempreconceitos com culto de quimbanda, possam tentar buscar fontes mais confiáveis deestudos, para que assim não seja perdida ou mal compreendida toda uma culturareligiosa.Saravá Exú! Sem você não se faz nada!
  23. 23. As Diferentes Formas de Culto da Quimbanda no Rio Grande Do SulRudinei Borba23FONTES BIBLIOGRÁFICASABRAHAM, R. C. Dictionary of Yoruba Modern, London, Hodder & Stougthon, 1962[1946].BARRETTI FILHO, Aulo. Dos Yorùbá ao Candomblé Kétu, Edusp, São Paulo, 2010.DE AGONJÚ SÍ, Júlio. Religião Natural Africana – Culto e Rituais Yorùbá Ànàgo,Esteio, 2006.OMOTOBÀTÁLÁ, Bàbá Osvaldo. Reino de Kimbanda, Bayo Editores, Montevidéu1999.PEDRO ORO, Ari. As Religiões Afro-Brasileiras, debates do NER, ano 09, n. 13 p. 9-23, Jan/Jun. 2008, Porto Alegre, 2008.

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