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Equipe Professor Rômulo Passos | 2015
APOSTILA COMPLETA DE TÉCNICO EM
ENFERMAGEM P/ CONCURSOS
MÓDULO IV
TEORIA E QUESTÕES COMENTADAS
CursoEspecíficode Técnicode EnfermagemparaConcurso
Curso Específico de Técnico de Enfermagem para Concurso Página1
Módulo IV
Amigo (a)!
Chegamos ao nosso quarto módulo da Apostila de Técnico de Enfermagem para
Concursos.
Nesse módulo abordaremos conteúdos sobre Atuação nos períodos pré‐operatório,
trans‐operatório e pós‐operatório. Materiais e equipamentos básicos que compõem as salas de
cirurgia e recuperação anestésica. Atuação durante os procedimentos cirúrgico‐anestésicos.
Recuperação da anestesia. Rotinas de limpeza da sala de cirurgia. Manuseio de equipamentos:
autoclaves; seladora térmica e lavadora automática ultrassônica. Uso de material estéril.
Noções de controle de infecção hospitalar.
Constam nesse material questões comentadas, bem como a abordagem teórica dos
conteúdos mais cobrados pelas bancas.
É pensando em você e na sua aprovação que nos empenhamos em elaborar aulas
direcionadas e organizadas, já que cada aula aborda teoria e resolução de questões de
determinado tópico do edital.
Boa Aula!
Profº. Dimas Nascimento
Profª. Joanna Melo
Prof°. Rômulo Passos
Profª. Cássia Moésia
CursoEspecíficode Técnicode EnfermagemparaConcurso
Curso Específico de Técnico de Enfermagem para Concurso Página2
Centro Cirúrgico
1 - Assistência de enfermagem em unidade cirúrgica: pré, trans e
pós operatório
Cirurgia é o tratamento de doença, lesão ou deformidade externa e/ou interna com o
objetivo de reparar, corrigir ou aliviar um problema físico. Sendo realizada no centro
cirúrgico que é o conjunto de áreas e instalações que permitem efetuar a cirurgia nas melhores
condições de segurança para o paciente e de conforto para a equipe de saúde.
Dependendo do risco de vida, a cirurgia pode ser de emergência, urgência, requerida,
eletiva ou opcional.
Categorias de Cirurgia com Base na Urgência
Classificação Indicações para a Cirurgia Exemplos
Emergência – o paciente necessita
de atenção imediata; o distúrbio pode
ser ameaçador à vida.
Imediato
Sangramento grave; obstrução vesical ou
intestinal; fratura de crãnio; feridas por armas
de fogo ou branca; queimaduras extensas.
Urgência - o paciente precisa de
atenção rápida.
Dentro de 24-30 h
Infecção aguda da vesícula; cálculos renais e
uretrais.
Requerida – o paciente precisa
realizar a cirurgia.
Planejada dentro de algumas
semanas ou meses
Hiperplasia prostática sem obstrução de
bexiga; distúbios da tireoide; cataratas.
Eletiva – o paciente pode ser
operado.
A não realização da cirurgia não
é catastrófica
Reparação de cicratizes; hérnia simples;
reparação vaginal.
Opcional – essa decisão é do
paciente.
Preferência pessoal
Cirurgia cosmética.
A cirurgia também é classificada de acordo com a finalidade:
Ela pode ser diagnóstica como, por exemplo, quando uma biópsia é realizada uma
laparotomia exploratória é feita; curativa, quando, por exemplo, uma massa tumoral é
ressecada ou um apêndice inflamado é removido; reparadora, quando, por exemplo,
múltiplas feridas devem ser reconstituídas; reconstrutiva ou cosmética, como, por exemplo,
CursoEspecíficode Técnicode EnfermagemparaConcurso
Curso Específico de Técnico de Enfermagem para Concurso Página3
se uma mamoplastia ou rejuvenescimento facial é realizado; ou paliativa, se a dor deve ser
aliviada ou um problema corrigido – por exemplo, quando uma sonda de gastrotomia é
inserida para compensar a incapacidade de deglutir alimentos.
Alguns autores incluem a cirurgia radical e ablativa na classificação por finalidade. A
primeira (radical) apresenta a finalidade de ressecção parcial ou total do órgão ou estrutura
afetada, a exemplo da remoção do útero e do estômago. A segunda (ablativa) é a excisão ou
remoção de uma parte doente do corpo, a exemplo da amputação, remoção de apêndice,
colecistectomia.
O atendimento do cliente cirúrgico é feito por um conjunto de setores interligados,
como o pronto-socorro, ambulatório, enfermaria clínica ou cirúrgica, centro cirúrgico (CC) e a
recuperação pós-anestésica (RPA). Todos estes setores devem ter um objetivo comum:
proporcionar uma experiência menos traumática possível e promover uma recuperação rápida
e segura ao cliente.
O ambulatório ou pronto-socorro realiza a anamnese, o exame físico, a prescrição do
tratamento clínico ou cirúrgico e os exames diagnósticos. A decisão pela cirurgia, muitas
vezes, é tomada quando o tratamento clínico não surtiu o efeito desejado.
O cliente pode ser internado um ou dois dias antes da cirurgia, ou no mesmo dia,
dependendo do tipo de preparo que a mesma requer. O cliente do pronto-socorro é
diretamente encaminhado ao centro cirúrgico, devido ao caráter, geralmente, de emergência
do ato cirúrgico. O centro cirúrgico é o setor destinado às intervenções cirúrgicas e deve
possuir a recuperação pós-anestésica para prestar a assistência pós-operatória imediata.
Após a recuperação anestésica, o cliente é encaminhado à unidade de internação, onde
receberá os cuidados pós-operatórios que visam prevenir a ocorrência de complicações.
O número de microrganismos presentes no tecido a ser operado determinará o potencial
de contaminação da ferida cirúrgica. De acordo com a Portaria nº 2.616/98, de 12/5/98, do
Ministério da Saúde, as cirurgias são classificadas em:
 Limpas: são realizadas em tecidos estéreis ou de fácil descontaminação, na ausência
de processo infeccioso local, sem penetração nos tratos digestório, respiratório ou
urinário, em condições ideais de sala de cirurgia. Exemplo: cirurgia de ovário;
CursoEspecíficode Técnicode EnfermagemparaConcurso
Curso Específico de Técnico de Enfermagem para Concurso Página4
 Potencialmente contaminadas: são realizadas em tecidos de difícil descontaminação,
na ausência de supuração local, com penetração nos tratos digestório, respiratório ou
urinário sem contaminação significativa. Exemplo: redução de fratura exposta;
 Contaminadas: são realizadas em tecidos recentemente traumatizados e abertos, de
difícil descontaminação, com processo inflamatório mas sem supuração. Exemplo:
apendicite supurada;
 Infectadas: são realizadas em tecido com supuração local, tecido necrótico, feridas
traumáticas sujas. Exemplo: cirurgia do reto e ânus com pus.
Para prevenir a infecção e propiciar conforto e segurança ao cliente e equipe cirúrgica, a
planta física e a dinâmica de funcionamento possuem características especiais. Assim, o CC
deve estar localizado em área livre de trânsito de pessoas e de materiais. Devido ao seu risco,
esta unidade é dividida em áreas:
 Não-restrita: as áreas de circulação livre são consideradas áreas não-restritas e
compreendem os vestiários, corredor de entrada para os clientes e funcionários e sala
de espera de acompanhantes. O vestiário, localizado na entrada do centro cirúrgico, é a
área onde todos devem colocar o uniforme privativo: calça comprida, túnica, gorro,
máscara e propés.
 Semi-restritas: nestas áreas pode haver circulação tanto do pessoal como de
equipamentos, sem contudo provocarem interferência nas rotinas de controle e
manutenção da assepsia. Como exemplos temos as salas de guarda de material,
administrativa, de estar para os funcionários, copa e expurgo. A área de expurgo pode
ser a mesma da Central de Material Esterilizado, e destina-se a receber e lavar os
materiais utilizados na cirurgia.
 Restrita: o corredor interno, as áreas de escovação das mãos e a sala de operação
(SO) são consideradas áreas restritas dentro do centro cirúrgico; para evitar infecção
operatória, limita-se a circulação de pessoal, equipamentos e materiais.
CursoEspecíficode Técnicode EnfermagemparaConcurso
Curso Específico de Técnico de Enfermagem para Concurso Página5
A enfermagem perioperatória é o termo itilizado para descrever os cuidados de
enfermagem administrados na experiência cirurgica total do paciente: pré-operatória, intra-
operatória, recuperação anestésica e pós-operatória.
Fase pré-operatória – a partir do momento em que se toma a decisão para a
intervenção cirúrgica até a transferência do pacinete para a sala de cirurgia;
 Pré-operatório mediato: o cliente é submetido a exames que auxiliam na
confirmação do diagnóstico e que auxiliarão o planejamento cirúrgico, o
tratamento clínico para diminuir os sintomas e as precauções necessárias para
evitar complicações pós-operatórias, ou seja, abrange o período desde a
indicação para a cirurgia até o dia anterior à mesma;
 Pré-operatório imediato: corresponde às 24 horas anteriores à cirurgia e tem
por objetivo preparar o cliente para o ato cirúrgico mediante os seguintes
procedimentos: jejum, limpeza intestinal, esvaziamento vesical, preparo da pele
e aplicação de medicação pré-anestésica.
Fase intra-operatória (trasoperatória) – desde o momento em que o paciente é
recebido na sala de cirurgia até quando é admitido na sala de recuperação pós-anestésica.
Fase de recuperação anestésica - desde o momento em que o paciente é admitido na
sala de recuperação pós-anestésica até do momento da saída na sala de recuperação pós-
anestésica.
Fase pós-operatória – a partir do momento da admissão na sala de recuperação pós-
anestésica até a avaliação domiciliar/clínica de acompanhamento.
De forma genérica, o período perioperatório pode ser dividido em: pré-operatório,
transoperatório (intraoperatório), e pós-operatório. De forma detalhada, pode ser dividido nas
seguintes fases: pré-operatória mediata e imediata, transoperatória, recuperação anestésica e
pós-operatória.
Em relação ao Tempo Cirúrgico ele compreende, de modo geral, a sequência dos quatro
procedimentos realizados pelo cirurgião durante o ato operatório. Inicia-se pela diérese, que
significa dividir, separar ou cortar os tecidos através do bisturi, bisturi elétrico, tesoura, serra
ou laser; em seguida, se faz a hemostasia, através de compressão direta com os dedos, uso de
pinças, bisturi elétrico (termocautério) ou sutura para prevenir, deter ou impedir o
CursoEspecíficode Técnicode EnfermagemparaConcurso
Curso Específico de Técnico de Enfermagem para Concurso Página6
sangramento. Ao se atingir a área comprometida, faz-se a exérese, que é a cirurgia
propriamente dita. A etapa final é a síntese cirúrgica, com a aproximação das bordas da ferida
operatória através de sutura, adesivos e/ou ataduras.
Vejamos questões sobre o tema:
1. (Hospital Guilherme Álvaro – Santos/CETRO/2013/JM) O termo perioperatório é
empregado para descrever todo o período da cirurgia. Sobre os períodos perioperatórios,
analise as assertivas abaixo.
I. O termo pré-operatório tem início no momento da cirurgia e continua até o paciente chegar
à recuperação anestésica.
II. O termo intraoperatório inclui todo procedimento cirúrgico até a transferência para a área
de recuperação.
III. O termo pós-operatório inclui a admissão do paciente na recuperação anestésica e
continua até o paciente receber uma avaliação de acompanhamento em casa ou ser
transferido para uma unidade de reabilitação.
É correto o que se afirma em:
(A) I e III, apenas.
(B) I e IV, apenas.
(C) I, III e IV, apenas.
(D) II e III, apenas.
(E) I, apenas.
COMENTÁRIOS:
A enfermagem perioperatória e perianestésica aborda os papeis de enfermagem
relevantes para as três fases da experiência cirúrgica:
O conceito de cada fase veremos na análise de cada uma das afirmativas da questão.
Pré-operatória Intra-operatória Pós-operatória
CursoEspecíficode Técnicode EnfermagemparaConcurso
Curso Específico de Técnico de Enfermagem para Concurso Página7
Vejamos:
AFIRMATIVA (I): O termo PRÉ-OPERATÓRIO tem início quando se toma a
decisão de se prosseguir com a intervenção cirúrgica e termina com a transferência do
paciente para a mesa da sala cirúrgica. Afirmativa INCORRETA.
AFIRMATIVA (II): O termo INTRA-OPERATÓRIO inclui todo procedimento
cirúrgico até a transferência para a área de recuperação. Afirmativa CORRETA.
AFIRMATIVA (III): O termo PÓS-OPERATÓRIO inclui a admissão do paciente na
recuperação anestésica e continua até o paciente receber uma avaliação de acompanhamento
em casa ou ser transferido para uma unidade de reabilitação. Afirmativa CORRETA.
Portanto, é correto o que se afirmar em II e III. Gabarito letra D.
2. (IBC/AOCP/2012/RP) O período perioperatório compreende as fases
a) transoperatória imediata, pré-operatória mediata, pós-operatória imediada, mediata e
tardio.
b) pré-operatória mediata e imediata, transoperatória, recuperação anestésica e pós-
operatória.
c) intraoperatória mediata, pré-operatória, período refratário e pós-operatória.
d) pré-operatória imediata, transoperatória, reabilitação anestésica.
e) cirúrgica propriamente dita, pós-operatória mediata e tardia.
COMENTÁRIOS:
A enfermagem perioperatória é o termo itilizado para descrever os cuidados de
enfermagem administrados na experiência cirurgica total do paciente: pré-operatória, intra-
operatória, recuperação anestésica e pós-operatória.
Fase pré-operatória – a partir do momento em que se toma a decisão para a
intervenção cirúrgica até a transferência do pacinete para a sala de cirurgia;
 Pré-operatório mediato: o cliente é submetido a exames que auxiliam na
confirmação do diagnóstico e que auxiliarão o planejamento cirúrgico, o tratamento
clínico para diminuir os sintomas e as precauções necessárias para evitar complicações
pós-operatórias, ou seja, abrange o período desde a indicação para a cirurgia até o dia
anterior à mesma;
CursoEspecíficode Técnicode EnfermagemparaConcurso
Curso Específico de Técnico de Enfermagem para Concurso Página8
 Pré-operatório imediato: corresponde às 24 horas anteriores à cirurgia e tem por
objetivo preparar o cliente para o ato cirúrgico mediante os seguintes procedimentos:
jejum, limpeza intestinal, esvaziamento vesical, preparo da pele e aplicação de
medicação pré-anestésica.
Fase intra-operatória (trasoperatória) – desde o momento em que o paciente é
recebido na sala de cirurgia até quando é admitido na sala de recuperação pós-anestésica.
Fase de recuperação anestésica - desde o momento em que o paciente é admitido na
sala de recuperação pós-anestésica até do momento da saída na sala de recuperação pós-
anestésica.
Fase pós-operatória – a partir do momento da admissão na sala de recuperação pós-
anestésica até a avaliação domiciliar/clínica de acompanhamento.
De forma genérica, o período perioperatório pode ser dividido em: pré-operatório,
transoperatório (intraoperatório), e pós-operatório. De forma detalhada, pode ser dividido
nas seguintes fases: pré-operatória mediata e imediata, transoperatória, recuperação
anestésica e pós-operatória.
Nesses termos, o gabarito é a letra B.
3. (Prefeitura de Nossa Senhora do Socorro-SE/AOCP/2011/RP) O período Pré-
Operatório Imediato, se refere à
a) 24 horas imediatamente anteriores à cirurgia.
b) 48 horas anteriores à cirurgia.
c) do início ao término do procedimento anestésicocirúrgico.
d) ao momento em que o paciente é recepcionado no centro cirúrgico.
e) momento em que o paciente recebe a informação de que será submetido ao procedimento
cirúrgico.
COMENTÁRIOS:
O pré-operatório imediato corresponde às 24 horas anteriores à cirurgia e tem por
objetivo preparar o cliente para o ato cirúrgico mediante os seguintes procedimentos: jejum,
limpeza intestinal, esvaziamento vesical, preparo da pele e aplicação de medicação pré-
anestésica. Logo, o gabarito é a letra A.
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Curso Específico de Técnico de Enfermagem para Concurso Página9
4. (Prefeitura de Ibiporã-PR/AOCP/2011/RP) As infecções pós-operatórias podem ser
analisadas de acordo com o potencial de contaminação da ferida cirúrgica. Dentre os
procedimentos citados abaixo assinale aquele que corresponde a uma Cirurgia Limpa.
a) Colecistectomia.
b) Fratura exposta.
c) Mastectomia radical.
d) Colostomia.
e) Desbridamento de escara.
COMENTÁRIOS:
De acordo com a Portaria nº 2.616/98, a classificação das cirurgias deverá ser feita no
final do ato cirúrgico, pelo cirurgião, de acordo com as seguintes indicações:
Cirurgias Limpas - são aquelas realizadas em tecidos estéreis ou passíveis de
descontaminação, na ausência de processo infeccioso e inflamatório local ou falhas técnicas
grosseiras, cirurgias eletivas com cicatrização de primeira intenção e sem drenagem aberta.
Cirurgias em que não ocorrem penetrações nos tratos digestivo, respiratório ou urinário;
Cirurgias Potencialmente Contaminadas - são aquelas realizadas em tecidos
colonizados por flora microbiana pouco numerosa ou em tecidos de difícil descontaminação,
na ausência de processo infeccioso e inflamatório e com falhas técnicas discretas no
transoperatório. Cirurgias com drenagem aberta enquadram-se nesta categoria. Ocorre
penetração nos tratos digestivo, respiratório ou urinário sem contaminação significativa.
Cirurgias Contaminadas - são aquelas realizadas em tecidos recentemente
traumatizados e abertos, colonizados por flora bacteriana abundante, cuja descontaminação
seja difícil ou impossível, bem como todas aquelas em que tenham ocorrido falhas técnicas
grosseiras, na ausência de supuração local. Na presença de inflamação aguda na incisão e
cicatrização de segunda intenção, ou grande contaminação a partir do tubo digestivo.
Obstrução biliar ou urinária também se incluem nesta categoria.
Cirurgias infectadas - são todas as intervenções cirúrgicas realizadas em qualquer
tecido ou órgão, em presença de processo infeccioso (supuração local) e/ou tecido necrótico.
Dito isso, vamos classificar as cirurgias especificadas na questão:
Item A. Em regra, colecistectomia (retirada cirúrgica da vesícula biliar) pode ser
classificada como cirurgia contaminada, potencialmente contaminda ou infectada, a
CursoEspecíficode Técnicode EnfermagemparaConcurso
Curso Específico de Técnico de Enfermagem para Concurso Página10
depender da situação do paciente.
Item B. Em regra, a fratura exposta pode ser classificada como cirurgia
contaminada.
Item C. Em regra, a mastectomia radical é classificada como cirurgia limpa.
Item D. Em regra, a colostomia – que consiste na exteriorização do intestino grosso,
mais comumente do cólon transverso ou sigmoide, através da parede abdominal, para
eliminação de gases ou fezes – pode ser classificada como cirurgia potencialemente
contaminada.
Item E. Em regra, o desbridamento de escara, por se caracterizar em um processo
infeccioso e nécrotico, é classificado como cirurgia infectada.
Nessa tela, o gabarito é a letra C.
5. (PROCAPE/UPENET/UPE/2013/JM) Qual a sequência lógica das 4 fases fundamentais para
realizar cirurgias?
A) Diérese, hemostasia, exérese e sínteses.
B) Análise, exérese, síntese e sutura.
C) Diérese, corte, síntese e exérese.
D) Hemostasia, exérese, diérese e síntese.
E) Análise, diérese, hemostasia e sutura.
COMENTÁRIOS1
:
A sequência lógica das 4 fases fundamentais para realizar cirurgias são:
1. Diérese: fase de abertura;
2. Hemostasia: conter sangramento;
3. Exérese: retirada completa ou parcial de órgão ou tecido;
4. Síntese: união dos tecidos (sutura).
Portanto, alternativa correta letra A.
1
Rosa M. T. L. Manual de instrumentação cirúrgica.Mundial.
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Curso Específico de Técnico de Enfermagem para Concurso Página11
6. (PROCAPE/UPENET/UPE/2013/JM) De acordo com o potencial de contaminação das
cirurgias, assinale (V) nas afirmativas Verdadeiras ou (F) nas Falsas.
( ) Inserção de marca-passo definitivo é considerada cirurgia limpa, uma vez que é realizada
em tecido estéril, passível de descontaminação, sem haver processo infeccioso local.
( ) As cirurgias potencialmente contaminadas são realizadas em tecidos colonizados por flora
microbiana pouco numerosas, em tecidos cavitários com comunicação com o meio externo
ou de difícil descontaminação na ausência de processo infeccioso local.
( ) São cirurgias classificadas como contaminadas: vascular, ortopédicas, plásticas e de
mediastino.
Assinale a alternativa que contém a sequência CORRETA.
A) V, F, F. B) V, V, F. C) V, V, V. D) F, F, F. E) F, F, V.
COMENTÁRIOS2
:
As cirurgias podem ser classificadas de acordo com o potencial de contaminação.
Vejamos abaixo:
1. Cirurgias limpas: São aquelas realizadas em tecidos estéreis ou passíveis de
descontaminação, na ausência de processo infeccioso e inflamatório local ou falhas
técnicas grosseiras, cirurgias eletivas e traumáticas com cicatrização de primeira
intenção e sem drenagem. Cirurgias em que não ocorrem penetrações nos tratos
digestivo, respiratório ou urinário.
2. Cirurgias potencialmente contaminadas: realizadas em tecidos colonizados por
flora microbiana pouco numerosa ou em tecidos de difícil descontaminação, na
ausência de processo infeccioso e inflamatório e com falhas técnicas discretas no
transoperatório. Cirurgias limpas com drenagem, se enquadram nesta categoria.
Ocorre penetração nos tratos digestivo, respiratório ou urinário sem contaminação
significativa.
2
Brasil. Ministérioda Saúde. Portarianº 930, de 27 de agostode 1992. Dispõe sobre normas para controle de infecção
hospitalar.
CursoEspecíficode Técnicode EnfermagemparaConcurso
Curso Específico de Técnico de Enfermagem para Concurso Página12
3. Cirurgias contaminadas: realizadas em tecidos traumatizados recentemente e
abertos, colonizados por flora bacteriana abundante, cuja descontaminação seja
difícil ou impossível, bem como todas aquelas em que tenham ocorrida falhas
técnicas grosseiras, na ausência de supuração local. Presença de inflamação aguda na
incisão e cicatrização de segunda intenção, grande contaminação a partir do tubo
digestivo. Obstrução biliar ou urinária.
4. Cirurgias infectadas: todas as intervenções cirúrgicas realizadas em qualquer tecido
ou órgão, em presença de processo infeccioso (supuração local), tecido necrótico,
corpos estranhos e feridas de origem suja.
Faremos agora a análise das afirmativas. Vamos começar?
Afirmativa (I). Inserção de marca-passo definitivo é considerada cirurgia limpa, uma
vez que é realizada em tecido estéril, passível de descontaminação, sem haver processo
infeccioso local. Afirmativa Verdadeira.
Afirmativa (II). As cirurgias potencialmente contaminadas são realizadas em
tecidos colonizados por flora microbiana pouco numerosas, em tecidos cavitários com
comunicação com o meio externo ou de difícil descontaminação na ausência de processo
infeccioso local. Afirmativa Verdadeira.
Afirmativa (III). São cirurgias classificadas como limpas: vascular, ortopédicas,
plásticas e de mediastino. Afirmativa Falsa.
Gabarito letra B.
7. (UFMT/2013/RP) Relativo ao potencial de contaminação, as cirurgias se classificam em
limpas, potencialmente contaminadas, contaminadas e infectadas. A coluna da esquerda
apresenta a classificação das cirurgias e a da direita, os tipos de cirurgia. Numere a coluna da
direita em conformidade com a da esquerda.
Assinale a sequência correta.
1 – Limpas
2 – Potencialmente contaminadas
3 – Contaminadas
4 – Infectadas
( ) Colectomia e amigdalectomia
( ) Neurocirugia e mastoplastia
( ) Cirurgia de reto e ânus com pus
( ) Colecistectomia e histerectomia abdominal
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Curso Específico de Técnico de Enfermagem para Concurso Página13
a) 2, 1, 4, 3
b) 4, 2, 3, 1
c) 3, 1, 4, 2
d) 3, 2, 1, 4
COMENTÁRIOS:
Vejamos as principais características dos tipos de cirurgia apresentados na questão:
1. Cirurgias Potencialmente Contaminadas - são aquelas realizadas em tecidos
colonizados por flora microbiana pouco numerosa ou em tecidos de difícil descontaminação,
na ausência de processo infeccioso e inflamatório e com falhas técnicas discretas no
transoperatório. Ocorre penetração nos tratos digestivo, respiratório ou urinário sem
contaminação significativa. Ex.: Colectomia (retirada parcial ou total do intestino grosso) e
amigdalectomia (retirada das amídalas).
2. Cirurgias Limpas - são aquelas realizadas em tecidos estéreis ou passíveis de
descontaminação, na ausência de processo infeccioso e inflamatório local ou falhas técnicas
grosseiras, cirurgias eletivas com cicatrização de primeira intenção e sem drenagem aberta.
Cirurgias em que não ocorrem penetrações nos tratos digestivo, respiratório ou urinário.
Ex.: Neurocirugia e mastoplastia (cirurgia das mamas).
3. Cirurgias infectadas - são todas as intervenções cirúrgicas realizadas em qualquer
tecido ou órgão, em presença de processo infeccioso (supuração local) e/ou tecido necrótico.
Ex.: Cirurgia de reto e ânus com pus.
4. Cirurgias Contaminadas - são aquelas realizadas em tecidos recentemente
traumatizados e abertos, colonizados por flora bacteriana abundante, cuja descontaminação
seja difícil ou impossível, bem como todas aquelas em que tenham ocorrido falhas técnicas
grosseiras, na ausência de supuração local. Na presença de inflamação aguda na incisão e
cicatrização de segunda intenção, ou grande contaminação a partir do tubo
digestivo. Obstrução biliar ou urinária também se incluem nesta categoria. Ex.:
Colecistectomia e histerectomia abdominal.
Dessa forma, o gabarito da questão é a letra A.
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Curso Específico de Técnico de Enfermagem para Concurso Página14
8. (Prefeitura de Lagarto-SE/AOCP/2011/RP) Em relação à Finalidade do procedimento
as cirurgias podem ser classificadas em
a) limpa, contaminada, potencialmente contaminada, infectada.
b) pequena, média e grande.
c) paliativa, radical, plástica, diagnóstica.
d) urgência, Emergência, eletiva.
e) porte I, porte II, porte III e porte IV.
COMENTÁRIOS:
De acordo com Brunner & Studart, a cirurgia pode ser realizada por uma série de
razões (finalidades). Ela pode ser diagnóstica como, por exemplo, quando uma biópsia é
realizada uma laparotomia exloratória é feita; curativa, quando, por exemplo, uma massa
tumoral é ressecada ou um apêndice inflamádo é removido; reparadora, quando, por
exemplo, múltiplas feridas devem ser recostituidas; reconstrutiva ou cosmética, como, por
exemplo, se uma mamoplastia ou rejuvenecimento facial é realizado; ou paliativa, se a dor
deve ser aliviada ou um problema corrigido – por exemplo, quando uma sonda de
gastrotomia é inserida para compensar a incapacidade de deglutir alimentos.
Alguns autores incluem a cirurgia radical e ablativa na classificação por finalidade. A
primeira (radical) apresenta a finalidade de ressecção parcial ou total do órgão ou estrutura
afetada, a exemplo da remoção do útero e do estômago. A segunda (ablativa) é a excisão ou
remoção de uma parte doente do corpo, a exemplo da amputação, remoção de apêndice,
colecistectomia.
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Curso Específico de Técnico de Enfermagem para Concurso Página15
A cirurgia também pode ser classificada conforme o grau de urgência envolvido, com
o uso de termos como emergência, urgência, requerida, eletiva e opcional:
Categorias de Cirurgia com Base na Urgência
Classificação Indicações para a Cirurgia Exemplos
Emergência – o paciente necessita
de atenção imediata; o distúrbio
pode ser ameaçador à vida.
Imediato
Sangramento grave; obstrução vesical ou
intestinal; fratura de crãnio; feridas por armas
de fogo ou branca; queimaduras extensas.
Urgência - o paciente precisa de
atenção rápida.
Dentro de 24-30 h
Infecção aguda da vesícula; cálculos renais e
uretrais.
Requerida – o paciente precisa
realizar a cirurgia.
Planejada dentro de algumas
semanas ou meses
Hiperplasia prostática sem obstrução de
bexiga; distúbios da tireoide; cataratas.
Eletiva – o paciente pode ser
operado.
A não realização da cirurgia não
é catastrófica
Reparação de cicratizes; hérnia simples;
reparação vaginal.
Opcional – essa decisão é do
paciente.
Preferência pessoal
Cirurgia cosmética.
Fonte: Adaptado de Brunner & Studart, 2011.
Portanto, em relação à finalidade do procedimento, as cirurgias podem ser
classificadas em paliativa, radical, plástica, diagnóstica. O gabarito é a letra C.
9. (UFPR-2013/RP) No planejamento da assistência de enfermagem ao paciente cirúrgico, é
importante para o enfermeiro conhecer a informação do tipo de procedimento ao qual foi
submetido. Os procedimentos cirúrgicos costumam ser categorizados conforme a urgência, o
risco e a finalidade. Considere os seguintes procedimentos cirúrgicos:
1. Cirurgia para diagnóstico.
2. Cirurgia eletiva.
3. Cirurgia ablativa.
4. Cirurgia paliativa.
5. Cirurgia de emergência.
6. Cirurgia reparadora.
7. Cirurgia para transplante.
8. Cirurgia construtora.
9. Cirurgia de urgência.
Quais desses procedimentos cirúrgicos são classificados por finalidade?
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Curso Específico de Técnico de Enfermagem para Concurso Página16
a) 1, 5, 6, 7, 8 e 9 apenas.
b) 2, 3, 5, 7 e 9 apenas.
c) 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7 e 8 apenas.
d) 1, 2, 4 e 9 apenas.
e) 1, 3, 4 e 8 apenas.
COMENTÁRIOS:
Esse tipo de questão é resolvido mais facilmente por eliminação dos itens
incontestavelmente incorretos, visto que a a classificação das cirurgias pode variar
dependendo da fonte.
Nós sabemos que as cirurgias de emergência e urgência são incontestavelmente
classificadas conforme o grau de urgência envolvido, e não quanto a finalidade. Apenas com
essa informação, eliminamos os itens A, B, C e D. Existem outras formas de eliminação das
assertivas erradas, demonstrei uma possibilidade.
Os procedimentos cirúrgicos listados na questão classificados por finalidade são os
seguintes: cirurgia para diagnóstico, cirurgia ablativa, cirurgia paliativa e cirurgia
construtora. Nessa tela, o gabarito da questão é a letra E.
10. (Prefeitura de Machadinho d'Oeste-RO/FUNCAB/2013/RP) Assinale a alternativa
que contém a correta classificação da categoria cirúrgica.
a) Eletiva – o paciente precisa fazer a cirurgia.
b) Opcional – o paciente deverá fazer a cirurgia.
c) Urgência – o paciente requer atenção podendo fazer a cirurgia dentro de algumas
semanas.
d) Necessária – a decisão fica por conta do paciente.
e) Emergência – o paciente requer atenção imediata; o distúrbio pode ter risco para a vida.
COMENTÁRIOS:
Vejamos a classificação correta dos tipos de cirurgia descritos na questão:
Item A. Eletiva – o paciente pode ser operado. A não realização da cirurgia não é
catastrófica. Por outro lado, na cirurgia requerida, o paciente precisa fazer a cirurgia.
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Item B. Opcional – a decisão em fazer a cirurgia é do paciente, por uma
preferência pessoal, a exemplo das cirurgias plásticas.
Item C. Urgência – o paciente requer atenção rápida, dentro de 24 a 30 horas.
Item D. Necessária – a cirurgia deve ser realizada, ou seja, a decisão não fica por
conta do paciente.
Item E. Emergência – o paciente requer atenção imediata; o distúrbio pode ter risco
para a vida.
O gabarito, portanto, é a letra E.
11. (Hospital Guilherme Álvaro – Santos/CETRO/2013/JM) Assinale a alternativa que
apresenta uma cirurgia potencialmente contaminada.
(A) Incisão com secreção purulenta.
(B) Cirurgias realizadas no reto.
(C) Cirurgia no sistema musculoesquelético.
(D) Cirurgia realizada no trato gastrintestinal.
(E) Cirurgias de traumatismo cranioencefálico abertas.
COMENTÁRIOS3
:
De acordo com a Portaria nº 930/1992, as infecções pós-operatórias devem ser
analisadas de acordo com o potencial de contaminação da ferida cirúrgica, entendido como o
número de microrganismos presentes no tecido a ser operado. Portanto, as operações podem
ser classificadas como:
1. CIRURGIAS LIMPAS: realizadas em tecidos estéreis ou passíveis de
descontaminação, na ausência de processo infeccioso e inflamatório local ou falhas
técnicas grosseiras, cirurgias eletivas e traumáticas com cicatrização de primeira
intenção e sem drenagem. São as cirurgias em que não ocorrem penetrações nos
tratos digestivo, respiratório ou urinário.
3
Brasil.Ministério da Saúde.Portaria nº930,de 27 de agosto de 1992. Disponível em: //htt.
sna.saude.gov.br/legisla/legisla/inf_h/GM_P930_92inf_h.doc
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Curso Específico de Técnico de Enfermagem para Concurso Página18
2. CIRURGIAS POTENCIALMENTE CONTAMINADAS: São aquelas realizadas
em tecidos colonizados por flora microbiana pouco numerosa ou em tecidos de
difícil descontaminação, na ausência de processo infeccioso e inflamatório e com
falhas técnicas discretas no transoperatório. Cirurgias limpas com drenagem se
enquadram nesta categoria. Ocorre penetração nos tratos digestivo, respiratório ou
urinário sem contaminação significativa.
3. CIRURGIAS CONTAMINADAS: São aquelas realizadas em tecidos
traumatizados recentemente e abertos, colonizados por flora bacteriana
abundante, cuja descontaminação seja difícil ou impossível, bem como todas
aquelas em que tenham ocorrido falhas técnicas grosseiras, na ausência de supuração
local. Presença de inflamação aguda na incisão e cicatrização de segunda intenção,
grande contaminação a partir do tubo digestivo.
4. CIRURGIAS INFECTADAS: Intervenções cirúrgicas realizadas em qualquer
tecido ou órgão, em presença de processo infeccioso (supuração local), tecido
necrótico, corpos estranhos e feridas de origem suja.
Bem, agora que fizemos essa breve revisão, partiremos para classificação das cirurgias
mencionadas nas alternativas.
Alternativa A: Incisão com secreção purulenta. Cirurgia infectada.
Alternativa B: Cirurgias realizadas no reto. Cirurgia contaminada.
Alternativa C: Cirurgia no sistema musculoesquelético. Cirurgia limpa.
Alternativa D: Cirurgia realizada no trato gastrintestinal. Cirurgia potencialmente
contaminada.
Alternativa E: Cirurgias de traumatismo crânioencefálico abertas. Cirurgia limpa.
Logo, a alternativa que apresenta uma cirurgia potencialmente contaminada é a D.
12. (Prefeitura de Colatina-ES/FUNCAB/2012/RP) Faz parte das atividades de
enfermagem durante a fase pós-operatória:
a) instruir o paciente com outros membros da equipe de enfermagem.
b) estabelecer o acesso venoso.
c) colocar o dispositivo de aterramento no paciente.
d) descrever as limitações físicas.
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e) verificar se as contagens de compressas, agulhas e instrumentos estão corretas.
COMENTÁRIOS:
Em geral, são ações de enfermagem no período intraoperatório: (c) colocar o
dispositivo de aterramento no paciente; e (e) verificar, na sala de cirurgia, se as contagens de
compressas, agulhas e instrumentos estão corretas.
É uma ação que pode ser realizada no período pré-operatório ou intraoperatório, a
depender da situação do paciente: (b) estabelecer o acesso venoso.
Em geral, são ações de enfermagem nos períodos pré-operatório, intraoperatório e pós-
operatório: (a) instruir o paciente com outros membros da equipe de enfermagem; e (d)
descrever as limitações físicas.
A alternativa “mais correta“ é a letra D (gabarito da questão). Todavia, também é ação
de enfermagem no período pós-operatório instruir o paciente com outros membros da
equipe de enfermagem. Por isso, essa questão deveria ter sido anulada.
13. (Prefeitura de São Benedito do Rio Preto-MA/ IMA/2014) O senhor T.D.G., 56 anos,
casado, aposentado, é diabético, e apresentou necrose no membro inferior direito, por isso,
foi encaminhado para o centro cirúrgico, pelo cirurgião vascular para amputação do membro,
mas ao dar entrada no centro cirúrgico, teve uma parada cardíaca e faleceu. Quanto ao
período operatório pode-se considerar que o mesmo faleceu no:
a) Pré-operatório imediato.
b) Pós-operatório imediato.
c) Intra-operatório.
d) Transoperatório.
e) Operatório.
COMENTÁRIOS:
Vamos relembrar:
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Fase pré-operatória – a partir do momento em que se toma a decisão para a
intervenção cirúrgica até a transferência do pacinete para a sala de cirurgia;
 Pré-operatório mediato: o cliente é submetido a exames que auxiliam na
confirmação do diagnóstico e que auxiliarão o planejamento cirúrgico, o
tratamento clínico para diminuir os sintomas e as precauções necessárias para
evitar complicações pós-operatórias, ou seja, abrange o período desde a
indicação para a cirurgia até o dia anterior à mesma;
 Pré-operatório imediato: corresponde às 24 horas anteriores à cirurgia e tem
por objetivo preparar o cliente para o ato cirúrgico mediante os seguintes
procedimentos: jejum, limpeza intestinal, esvaziamento vesical, preparo da pele
e aplicação de medicação pré-anestésica.
Fase intra-operatória (transoperatória) – desde o momento em que o paciente é
recebido na sala de cirurgia até quando é admitido na sala de recuperação pós-anestésica.
Fase de recuperação anestésica - desde o momento em que o paciente é admitido na
sala de recuperação pós-anestésica até do momento da saída na sala de recuperação pós-
anestésica.
Fase pós-operatória – a partir do momento da admissão na sala de recuperação pós-
anestésica até a avaliação domiciliar/clínica de acompanhamento.
De acordo com o caso hipotético dado na questão, o gabarito é letra D, pois o paciente
encontra-se no transoperatório.
14. (Prefeitura de São Caetano do Sul-SP/Caipimes/2009/RP) Com relação aos cuidados
operatórios, segundo a condição clínica do paciente, é correto afirmar que
a) o pré-operatório inicia-se quando o paciente vai ao Centro Cirúrgico, neste momento será
o inicio para as orientações; e o pós-operatório imediato é realizado na unidade de
recuperação pós-anestésica.
b) os fatores que interferem no processo de cicatrização são: extensão da lesão, idade, estado
nutricional, diabetes, infecção, irrigação sanguínea insuficiente e a imunossupressão.
c) os fatores que interferem na condição clínica relacionada ao processo de cicatrização são:
extensão da lesão, tipo de vestimenta, estado nutricional, hipertensão, infecção, receber
antibióticoterapia preventivo, irrigação sanguínea insuficiente e a imunossupressão.
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Curso Específico de Técnico de Enfermagem para Concurso Página21
d) a evolução clínica satisfatória do paciente e a estabilização do estado hemodinâmico são
sinais de que a fase critica do pós-operatório terminou e que poderá ser transferido para o
quarto. Considera também que o transporte sendo rápido, mesmo que haja instabilidade, essa
condição poderá ser corrigida quando o paciente chegar ao local determinado.
COMENTÁRIOS:
Vejamos cada item para melhor compreensão do tema:
Item A. Incorreto. O pré-operatório ocorre a partir do momento em que se toma a
decisão para a intervenção cirúrgica até a transferência do paciente para a sala de
cirurgia.
O pós-operatório inicia-se a partir da saída do cliente da sala de operação e perdura até
sua total recuperação. Subdivide-se em pós-operatório imediato (POI): até às 24
horas posteriores à cirurgia; pós-operatório mediato: após as 24 horas e até 7 dias
depois; e tardio, após 7 dias do recebimento da alta.
Item B. Correto. Os fatores que interferem no processo de cicatrização são: extensão
da lesão, idade, estado nutricional, diabetes, infecção, irrigação sanguínea insuficiente e a
imunossupressão.
Item C. Incorreto. Item descabido. Ora, o tipo de vestimenta e hipertensão não são
fatores que interferem na condição clínica relacionada ao processo de cicatrização.
Item D. Incorreto. Após ser submetido à avaliação do enfermeiro e do anestesista, o
paciente poderá receber alta da Sala de Recuperação Pós-Anestésica (SRPA). Nessa
avaliação, consideram-se as drogas utilizadas na anestesia, o nível de consciência do
paciente e o seu estado geral.
O paciente deverá apresentar:
 padrão respiratório eficaz, com troca gasosa adequada;
 presença de reflexos glossofaríngeos;
 estabilização dos sinais vitais;
 retorno do nível de consciência;
 mínimo de dor possível;
 sinais de volemia adequada, como volume urinário de 30mL/h e PA
estabilizada no nível de normalidade do paciente;
 ausência de sangramentos por sondas ou drenos.
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Curso Específico de Técnico de Enfermagem para Concurso Página22
Para o paciente ser transferido da Sala de Recuperação Pós-Anestésica (SRPA) para o
quarto são necessários o estabelecimento dos achados descritos acima, e não apenas a
evolução clínica satisfatória do paciente e a estabilização do estado hemodinâmico.
Ademais, não é recomendado que o transporte após a cirurgia seja rápido e gere
instabilidade.
Desse modo, o gabarito da questão é a letra B.
15. (Prefeitura de Nossa Senhora do Socorro-SE/AOCP/2011/RP) O período Pré-
Operatório Imediato, se refere à
a) 24 horas imediatamente anteriores à cirurgia.
b) 48 horas anteriores à cirurgia.
c) do início ao término do procedimento anestésicocirúrgico.
d) ao momento em que o paciente é recepcionado no centro cirúrgico.
e) momento em que o paciente recebe a informação de que será submetido ao procedimento
cirúrgico.
COMENTÁRIOS:
O pré-operatório imediato corresponde às 24 horas anteriores à cirurgia e tem por
objetivo preparar o cliente para o ato cirúrgico mediante os seguintes procedimentos: jejum,
limpeza intestinal, esvaziamento vesical, preparo da pele e aplicação de medicação pré-
anestésica. Logo, o gabarito é a letra A.
16. (MCO-UFBA/EBSERH/IADES/2014) Quanto às funções do instrumentador cirúrgico,
é correto afirmar que a ele cabe:
a) receber e identificar o paciente na sala cirúrgica.
b) acender as luzes e focalizá-las no campo cirúrgico.
c) colocar placa de bisturi elétrico e ligá-lo quando solicitado.
d) fixar o curativo e transportar o paciente para a sala de recuperação pós-anestésica.
e) certificar-se de que não permaneceram, no campo operatório, compressas, gazes e
instrumentos.
COMENTÁRIOS:
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O instrumentador cirúrgico é o profissional responsável por prever os materiais
necessários à cirurgia, bem como preparar a mesa com os instrumentais, fios cirúrgicos e
outros materiais necessários, ajudar na colocação de campos operatórios, fornecer os
instrumentais e materiais à equipe cirúrgica e manter a limpeza e proteção dos instrumentais
e materiais contra a contaminação.
Assim, o gabarito é a letra E.
17. (HUPES-UFBA/EBSERH/IADES/2014) Ao circulante de uma sala cirúrgica cabe
controlar e zelar pela ordem, limpeza e assepsia da sala operatória. A respeito das demais
funções do circulante, é correto citar a de
a) auxiliar no posicionamento do paciente.
b) auxiliar na colocação de campos operatórios.
c) realizar tarefas relacionadas à intervenção cirúrgica.
d) entregar o instrumental de forma segura, prevenindo acidentes.
e) preparar a sala de cirurgia com material de sutura e antissepsia.
COMENTÁRIOS:
O auxiliar de enfermagem ou o técnico de enfermagem pode desempenhar a função de
circulante da sala cirúrgica. O circulante deve realizar as seguintes funções:
 Verificar os materiais, aparelhos ou solicitações especiais à mesma;
 Manter a sala em boas condições de limpeza;
 Observar se o lavabo está equipado para uso e lavar as mãos;
 Testar o funcionamento dos aparelhos sob sua responsabilidade, verificando suas
perfeitas condições de uso;
 Revisar o material esterilizado e providenciar os materiais específicos em quantidade
suficiente para a cirurgia;
 Com o anestesista, checar a necessidade de material para o carrinho de anestesia;
 Preparar a infusão endovenosa e a bandeja de antissepsia;
 Dispor os pacotes de aventais, campos, luvas e a caixa de instrumentais em local
limpo e acessível;
 Receber o cliente de forma a tentar diminuir sua ansiedade, transmitindo-lhe
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confiança, segurança e tranquilidade;
 Conferir os dados do prontuário, e após o cliente deve ser transferido da maca para a
mesa cirúrgica;
 Auxiliar o anestesista no posicionamento do cliente, também auxiliar, quando
necessário, a suprir material - e durante a cirurgia comunicar e registrar as alterações
do que observou;
 Ajudar os integrantes da equipe cirúrgica a se paramentarem;
Portanto, o gabarito é a letra A.
18. (HU-UFMS/EBSERH/AOCP/2014) Durante o ato cirúrgico, a enfermagem deve
atentar-se para a realização de cuidados pertinentes. Assinale a alternativa que NÃO
corresponda aos cuidados requeridos neste momento.
a) Oclusão de globo ocular para prevenção de ulcerações em córnea.
b) Adequação de posicionamento para evitar dor no pósoperatório.
c) Verificar acesso venoso para prevenir extravasamento de solução.
d) Atentar-se à ocorrência de hipotensão e/ou hipotermia.
e) Esvaziamento intestinal completo.
COMENTÁRIOS:
É dever da equipe médica e de enfermagem assegurar-lhe um ato operatório seguro,
prestando alguns cuidados específicos, entre outros:
 Verificar o anestésico administrado na dosagem certa para evitar a dor;
 Manter os olhos do cliente ocluídos, para evitar úlceras de córnea;
 Atentar para o posicionamento do cliente, de modo a evitar escaras e dor no pós-
operatório;
 Evitar extravasamento de solução para fora da veia.
 Atentar-se à ocorrência de hipotensão e/ou hipotermia.
Logo, a única alternativa INCORRETA é a letra E, pois é um cuidado que deverá ser
feito em outro momento.
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19. (HC-UFMG/EBSERH/AOCP/2014) São atribuições do técnico de enfermagem no
Centro Cirúrgico, EXCETO
a) colher material para exame de laboratório de acordo com a solicitação médica em
impresso próprio e conforme regulamentação do exercício profissional da enfermagem.
b) auxiliar o cirurgião e realizar a sutura da pele ao final da cirurgia, se solicitado pelo
enfermeiro.
c) dispor os instrumentos cirúrgicos sobre a mesa apropriada, com técnica asséptica.
d) administrar a medicação prescrita, fazer curativos simples e controlar os sinais vitais de
acordo com os protocolos da unidade.
e) exercer as atribuições de circulante de sala.
COMENTÁRIOS:
Essa questão é bem simples, fácil de resolver por eliminação, pois a única alternativa
INCORRETA é a letra B, pois NÃO é função da equipe de enfermagem a realização de
sutura.
20. (HUCAM-UFES/ EBSERH/AOCP/2014) Das atribuições que o técnico de enfermagem
pode executar dentro do centro cirúrgico, incluem, EXCETO
a) responsabilizar-se pelo encaminhamento das peças cirúrgicas aos laboratórios
especializados.
b) atuar como instrumentador cirúrgico, entregando os instrumentais cirúrgicos ao cirurgião
e assistentes com habilidade e presteza.
c) atuar como circulante de sala, conferir os materiais e equipamentos necessários ao ato
cirúrgico.
d) controlar o material esterilizado, verificando prazos de validade, como também ter
controle dos equipamentos, verificando as condições dos dispositivos que garantam a
segurança dos pacientes.
e) coordenação das atividades de enfermagem dentro do centro cirúrgico.
COMENTÁRIOS:
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Curso Específico de Técnico de Enfermagem para Concurso Página26
Mais uma questão simples, após exposição inicial do tema e das questões, fica claro
que a alternativa INCORRETA é a letra E, pois de acordo com a Lei Nº 7.498/86, Dispõe
sobre a regulamentação do exercício da Enfermagem e dá outras providências, são atividade
Privativas do Enfermeiro:
 Direção do órgão de enfermagem integrante da estrutura básica da instituição de
saúde, pública e privada, e chefia de serviço e de unidade de enfermagem;
 Organização e direção dos serviços de enfermagem e de suas atividades técnicas
e auxiliares nas empresas prestadoras desses serviços;
 Planejamento, organização, coordenação, execução e avaliação dos serviços da
assistência de enfermagem;
 Consultoria, auditoria e emissão de parecer sobre matéria de enfermagem;
 Consulta de enfermagem;
 Prescrição da assistência de enfermagem;
 Cuidados diretos de enfermagem a pacientes graves com risco de vida;
 Cuidados de enfermagem de maior complexidade técnica e que exijam
conhecimentos de base científica e capacidade de tomar decisões imediatas.
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2 - Materiais e equipamentos básicos que compõem as salas de
cirurgia e recuperação anestésica.
Para que o processo cirúrgico transcorra sem intercorrências e de forma planejada, as
salas cirúrgicas são equipadas por equipamentos fixos:
 Foco central,
 Negatoscópio:aparelho utilizado para a visualização dos raios X, composto por
lâmpada fluorescente e placa de acrílico.
 Sistema de canalização de ar e gases
 Mesa cirúrgica manual ou automática com colchonete de espuma
 Perneiras metálicas
 Suporte de ombros e braços,
 Arco para narcose
 Coxins e talas para auxiliar no posicionamento do cliente.
Com relação à controlar os dados fisiológicos do cliente e evitar complicações
anestésicas, a sala de cirurgia deve ser equipada com:
 Esfigmomanômetro
 Monitor de eletrocardiograma
 Material para intubação traqueal
 Equipamentos para ventilação e oxigenação
 Aspirador de secreções
 Oxímetro de pulso e outros aparelhos especializados.
Os equipamentos auxiliares são aqueles que podem ser movimentados pela sala, de
acordo com a necessidade:
 Suporte de hamper e bacia
 Mesas auxiliares
 Bisturi elétrico
 Foco auxiliar
 Banco giratório
 Escada
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 Estrado
 Balde inoxidável com rodinhas ou rodízios
 Carros ou prateleiras para materiais estéreis, de consumo
 Soluções antissépticas
Ainda são necessários diversos pacotes esterilizados contendo aventais (avental com
abertura para a frente), luvas de diferentes tamanhos, campos duplos, campos simples,
compressas grandes e pequenas, gazes, impermeável (para forrar a mesa do instrumentador),
cúpulas grandes e pequenas, cuba rim, bacia, sondas e drenos diversos, cabo com borracha
para aspirador e cabo de bisturi elétrico (pode vir acondicionado em caixas). Outros materiais
esterilizados são as caixas de instrumentais, o estojo de material cortante (pode estar
acondicionado dentro da caixa de instrumentais), bandeja de material para anestesia e fios de
sutura de diferentes números e tipos.
Como materiais complementares: a balança para pesar compressas e gazes, as soluções
antissépticas, esparadrapo, ataduras, pomada anestésica, medicamentos anestésicos e de
emergência, soluções endovenosas do tipo glicosada, fisiológica, bicarbonato de sódio,
solução de álcool hexa-hídrico (Manitol), de Ringer e de Ringer Lactato.
Para a realização do procedimento cirúrgico-anestésico, temos:
O aparelho de anestesia é composto de vários itens integrados entre si com função
básica de administrar gases durante a anestesia inalatória, sendo constituído basicamente de
três componentes, a saber: a secção de fluxo continuo, sistema respiratório e respirador.
O bisturi de argônio é um equipamento utilizado para rapidamente coagular grandes
superfícies sangrantes. Não existe contato entre a ponta do bisturi e a superfície a ser
coagulada, evitando o acúmulo de tecido coagulado na ponta do bisturi, bem como evitando o
deslocamento de coágulos já formados na superfície do fígado. O sangramento e o tempo
cirúrgico são reduzidos significativamente.
O bisturi elétrico (ou eletrocautério) é um equipamento em que a corrente elétrica corta
o tecido humano vaporizando a água da região. A corrente entra no organismo do paciente
através do bisturi e sai por uma placa de metal ou borracha condutora colocada junto ao
corpo.
O laparoscópio é composto por um sistema de lentes para a captação de imagens e de
um de fibra ótica para a transmissão do feixe luminoso oriundo da fonte de luz. O feixe
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Curso Específico de Técnico de Enfermagem para Concurso Página29
luminoso permitirá que a imagem do interior da cavidade seja captada. A microcâmera é
acoplada a ele para a recepção de imagens do interior da cavidade abdominal ou torácica.
Quanto maior o calibre do laparoscópio, maior sua resolução.
A manta térmica é utilizada nos pacientes cirúrgicos para evitar a hipotermia, pois a
manutenção de normotermia central no período intra-operatório é recomendável com base em
estudos que demonstram redução das complicações nesses pacientes.
Além dos equipamentos citados, podemos elencar ainda: aspirador cirúrgico, foco
cirúrgico de teto e portátil, mesa cirúrgica, bomba de infusão, desfibrilador cardíaco,
monitor, equipamentos de videocirurgia.
Agora, vejamos uma questão sobre o tema:
21. (HUCAM-UFES/EBSERH/AOCP/2014) Em relação aos materiais e equipamentos do
centro cirúrgico, quais são os equipamentos que são fixos dentro das salas de cirurgia?
a) Foco auxiliar, bisturi elétrico, aspirador de secreções.
b) Aparelho de anestesia, mesa cirúrgica, monitor multiparamétrico.
c) Balde de inox, suporte de soro, hamper.
d) Foco cirúrgico central, negatoscópio, rede canalizada de gases medicinais.
e) Balança, Mesas auxiliares (Mayo, instrumentação e de roupas).
COMENTÁRIOS:
Após apresentação do tema acima, vamos relembrar:
Para que o processo cirúrgico transcorra sem intercorrências e de forma planejada, as
salas cirúrgicas são equipadas por equipamentos fixos:
 Foco central,
 Negatoscópio: aparelho utilizado para a visualização dos raios X, composto por
lâmpada fluorescente e placa de acrílico.
 Sistema de canalização de ar e gases
 Mesa cirúrgica manual ou automática com colchonete de espuma
 Perneiras metálicas
 Suporte de ombros e braços,
 Arco para narcose
 Coxins e talas para auxiliar no posicionamento do cliente.
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Logo, o gabarito é a letra D.
22. (Prefeitura de Goiana-PE/IPAD/2010/RP) Os cuidados de enfermagem em centro
cirúrgico são de fundamental importância para a segurança do procedimento a ser realizado.
Em relação ao uso do bisturi elétrico, a placa neutra deverá ser posicionada:
a) preferencialmente em áreas de proeminências ósseas.
b) preferencialmente em áreas com grande quantidade de pelo.
c) preferencialmente na região glútea após ser tricotomizada e umedecida.
d) sob a panturrilha ou outra região de grande massa muscular.
e) nos membros superior ou inferior direito após ser umedecido.
COMENTÁRIOS:
O dispositivo de aterramento no paciente é indispensável para a proteção dele em
decorrência de descargas elétricas no momento da cirurgia, a exemplo dos procedimentos
realizados com o bisturi elétrico. Nesse caso, faz-se necessário aplicar gel condutor na placa
neutra, para neutralizar a carga elétrica quando do contato da mesma com o corpo do cliente,
conforme orientação do fabricante. A seguir, deve-se colocar a placa neutra sob a
panturrilha ou outra região de grande massa muscular, evitando áreas que dificultem o
seu contato com o corpo do cliente, como saliências ósseas, pele escarificada, áreas de
grande pilosidade, pele úmida.
Deste modo, o gabarito é a letra D.
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3 – TIPOS DE ANESTESIAS
A anestesia tem como objetivo o estado de relaxamento, perda da sensibilidade e dos
reflexos, de forma parcial ou total, provocada pela ação de drogas anestésicas, é evitar a dor e
facilitar o ato operatório pela equipe cirúrgica. Os principais objetivos são: suprir a
sensibilidade dolorosa durante a cirurgia, com manutenção ou não da consciência;
relaxamento muscular; proporcionar condições ideias para a ação da equipe cirúrgica.
Os principais tipos de anestesia são o seguinte: geral, raquianestesia, peridural, local e
tópica.
 Anestesia geral: administra-se o anestésico por via inalatória, endovenosa ou
combinado (inalatória e endovenosa), com o objetivo de promover um estado
reversível de ausência de sensibilidade, relaxamento muscular, perda de reflexos
e inconsciência devido à ação de uma ou mais drogas no sistema nervoso.
 Raquianestesia: é indicada para as cirurgias na região abdominal e de membros
inferiores, porque o anestésico é depositado no espaço subaracnóide da região
lombar, produzindo insensibilidade aos estímulos dolorosos por bloqueio da
condução nervosa.
 Anestesia peridural: o anestésico é depositado no espaço peridural, ou seja, o
anestesista não perfura a duramater. O anestésico se difunde nesse espaço, fixa-
se no tecido nervoso e bloqueia as raízes nervosas.
 Anestesia local: infiltra-se o anestésico nos tecidos próximos ao local da incisão
cirúrgica. Utilizam-se anestésicos associados com a adrenalina, com o objetivo
de aumentar a ação do bloqueio por vasoconstrição e prevenir sua rápida
absorção para a corrente circulatória.
 Anestesia tópica: está indicada para alívio da dor da pele lesada por feridas,
úlceras e traumatismos, ou de mucosas das vias aéreas e sistema geniturinário.
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Após o ato cirúrgico, inicia-se o processo de recuperação da consciência, em
consequência da regressão da anestesia. São fases da regressão da anestesia:
1- Imediata (minutos): o paciente apresenta volta à consciência, existe presença de
reflexos das vias aéreas superiores e movimentação;
2- Intermediária (minutos/horas): identificação de sinais luminosos ou auditivos;
3- Tardia: motora e sensorial.
São Estágios Clínicos da Regressão da Anestesia:
1 - o paciente responde a estímulos dolorosos;
2 - ocorre abertura dos olhos ao comando verbal;
3 - o paciente responde a perguntas simples.
4 - o paciente apresenta boa orientação no tempo e no espaço.
Vamos resolver algumas questões:
23. (Prefeitura de Ibiporã-PR/AOCP/2011/RP) Analise as assertivas e assinale a
alternativa que aponta a(s) correta(s). A medicação pré-anestésica (MPA) consiste na
administração de uma série de medicamentos, antes da anestesia. São finalidades da MPA:
I. reduzir as secreções das vias aéreas.
II. facilitar a indução da anestesia.
III. proporcionar sedação, analgesia e amnésia.
IV. proporcionar efeito anestésico.
a) Apenas I e II.
b) Apenas II.
c) Apenas III e IV.
d) Apenas I, II e III.
e) I, II, III e IV.
COMENTÁRIOS:
A medicação pré-anestésica (MPA) consiste na administração de uma série de
medicamentos, antes da anestesia com finalidade de tornar o ato cirúrgico mais agradável
para o paciente pela indução de sedação física e psíquica, e de assegurar condições mais
favoráveis para o trabalho do anestesiologista. As finalidades da MPA são as seguintes:
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Curso Específico de Técnico de Enfermagem para Concurso Página33
 Redução da ansiedade
 Sedação
 Amnésia
 Analgesia
 Redução das secreções das vias aéreas
 Prevenção de respostas a reflexos autonômicos, redução do volume do conteúdo
gástrico e aumento do seu pH
 Efeito antiemético
 Redução das necessidades de anestésicos
 Facilitação de indução suave da anestesia
 Profilaxia de reações alérgicas
Todavia, quem proporciona o efeito anestésico é o próprio anestésico, e não a
medicação pré-anestésica. Logo, o gabarito é a letra D.
24. (Exército Brasileiro/2011-EsFCEx/RP) O Óxido Nitroso (N2O) é frequentemente
utilizado no processo anestésico por:
a) promover bom relaxamento.
b) impedir a depressão do miocárdio.
c) não se associar a outros agentes voláteis.
d) não causar hipóxia mesmo sendo administrado em altas dosagens.
e) ter indução e recuperação rápidas, além de ter efeitos aditivos para outros anestésicos.
COMENTÁRIOS:
A anestesia geral é um estado de inconsciência reversível, caracterizado por amnésia,
analgesia, depressão dos reflexos, relaxamento muscular e depressão neurovegetativa,
resultante da ação de uma ou mais drogas no sistema nervoso. Tem como objetivo a
depressão irregular e reversível do sistema nervoso central, produzida por fármacos, que
determinarão graus variados de bloqueio sensorial, motor, de reflexos e cognição.
Existem 3 tipos de anestesia geral: inalatória, intravenosa e balanceada.
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Curso Específico de Técnico de Enfermagem para Concurso Página34
Como em todos os tipos da anestesia geral existe o importante comprometimento do
sistema nervoso central, é necessário que o paciente tenha a permeabilidade das vias aéreas
garantida e, para isso, faz-se necessária a intubação traqueal.
Na anestesia geral inalatória, os agentes anestésicos voláteis são utilizados sob
pressão e o estado de anestesia é alcançado quando o agente inalado atinge concentração
adequada no cérebro, levando à depressão.
Vários são os agentes inalatórios disponíveis, cada um com suas vantagens e
desvantagens, que necessitam ser conhecidos pela equipe para se prestar assistência de
qualidade ao indivíduo operado. Os mais comumente utilizado são: oxido nitroso (N2O) e
halogenados (alotano, influrano, isoflurano, cevoflurano, desflurano, metoxiflurano).
Com relação aos efeitos no sistema nervoso central (SNC), o oxido nitroso (N2O)
produz inconsciência de forma rápida, porém é um analgésico fraco e potencializa o efeito
hipnoanalgésicos e dos barbitúricos.
Na anestesia geral intravenosa, a infusão de drogas é realizada, como o próprio nome
diz, por uma acesso venoso, tendo como meta atingir os 5 elementos de uma boa anestesia.
Para isso, são empregados os anestésicos venosos não opióides (barbitúricos, cetamina,
droperidol, etomidato, propofol e benzodiazepínicos), opióides (fentanil, alfentanil,
sulfentanil e remifentanil) e bloqueadores neuromusculares.
A anestesia geral balanceada é aquela realizada pela combinação de agentes
anestésicos inalatórios e intravenosos. Esse tipo de anestesia tem sido amplamente
empregado nos mais diversos tipos de procedimentos cirúrgicos.
A partir do exposto, constatamos que o gabarito da questão é a letra E.
4- SALA DE RECUPERAÇÃO PÓS ANESTÉSICA (SRPA)
A sala de recuperação pós-anestésica (SRPA) é o local destinado a receber o paciente
em pós-operatório imediato até que recupere a consciência e tenha seus sinais vitais estáveis.
A assistência prestada ao paciente na SRPA requer cuidados constantes, porque é uma fase
delicada do pós-operatório, necessitando de uma monitorização constante e controle de sua
evolução. Para a prestação do cuidado em tais condições críticas é necessário que a equipe de
enfermagem esteja em constante estado de alerta para atuar de maneira rápida e eficiente;
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compete ao enfermeiro considerar os diversos fatores de risco existentes relacionados ao
trauma anestésico-cirúrgico.
Conforme o Conselho Regional de Medicina do Estado do Ceará, a SRPA é uma
unidade de cuidados específicos cuja função é garantir a recuperação segura da anestesia e
prestar cuidados pós-operatórios imediatos a pacientes egressos das salas de cirurgias.
Entretanto, os pacientes com indicação de tratamento intensivo, pacientes graves e/ou de risco
devem ser encaminhados a Unidade de Tratamento Intensivo (UTI). Além disso, é requisito
obrigatório que a SRPA disponha de meios adequados para lidar com doentes portadores de
enfermidades infectocontagiosas, de maneira que estes não ofereçam riscos adicionais aos
demais pacientes nem ao corpo funcional da unidade.
Dessa forma, caso a SRPA não disponha de meios adequados para lidar com pacientes
infectados sem oferecer riscos aos demais pacientes, estes não deverão ser admitidos na sala
de recuperação pós-anestésica.
Já os pacientes que foram submetidos à anestesia geral, cirurgia demorada, ou que
apresentam períodos de hipotensão e/ou grandes hemorragias, ou que estejam na iminência de
tê-las novamente devem ser admitidos na sala de recuperação pós-anestésica.
O paciente nesse período necessita de monitorização constante e controle de sua
evolução.
 Cuidados de enfermagem:
 Conferir a identificação da paciente;
 Fazer exame físico;
 Monitorar FC, PA, Saturação de oxigênio, temperatura, nível de consciência e
dor;
 Manter vias aéreas permeáveis;
 Instalar nebulização de oxigênio;
 Oximetria periférica < 92%;
 Promover conforto e aquecimento;
 Verificar condições do curativo (sangramentos), fixação de sondas e drenos;
 Anotar débitos de drenos e sondas;
 Fazer balanço hídrico se necessário;
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Curso Específico de Técnico de Enfermagem para Concurso Página36
 Observar dor, náusea e vômito e comunicar anestesiologista;
 Minimizar fatores de estresse;
 Orientar o paciente quanto ao termino da cirurgia, garantir sua privacidade e
zelar por sua segurança;
 Aplicar o índice de Aldrette e Kroulik a fim de estabelecer os critérios de alta
as sala de recuperação anestésica. Receberá alta se o valor da escala de Aldrete
e Kroulik estiver acima de 8.
O Índice de Aldrete e Kroulik foi criado e validado em 1970. Em 1995 foi submetido a
uma revisão pelos próprios autores. É utilizado, desde sua criação, na avaliação e evolução
dos pacientes no período pós-anestésico pela análise da atividade muscular, da respiração, da
circulação, da consciência e da saturação de oxigênio. A pontuação varia de 0 a 2 pontos para
cada parâmetro, na qual o zero (0) indica condições de maior gravidade, a pontuação um (1)
corresponde a um nível intermediário e, a dois (2) representa as funções restabelecidas. Ao
final de cada avaliação é efetuada a soma desses escores. Um total de oito (8) a dez (10)
pontos indicam que o paciente está em condições de alta da SRPA. Essa somatória é atingida
pela maioria dos pacientes após duas (2) horas de permanência nessa sala.
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Curso Específico de Técnico de Enfermagem para Concurso Página37
As indicações para alta da SRPA são atribuições do médico plantonista, em comum
acordo com o médico anestesiologista assistente. São critérios para alta do paciente da SRPA:
estabilidade dos sinais vitais; retorno do estado de consciência; controle efetivo da dor;
Agora, vejamos uma questão sobre o tema:
25. (HU-UFGD/EBSERH/AOCP/2014) Preencha as lacunas e assinale a alternativa correta.
“O paciente submetido a uma cirurgia sob anestesia geral ou regional encontra-se em estado
de potencial instabilidade cardiorrespiratória, decorrente de alterações fisiológicas e/ou
fisiopatológicas do procedimento anestésicocirúrgico. Assim, deve ser realizado controles
seriados de Sinais Vitais de ___________ minutos na primeira hora do período de
permanência na Recuperação Pós-anestésica, podendo passar de ____________minutos nas
horas subsequentes, desde que o paciente se apresente estável.”
a) 10 em 10 / 60 em 60
b) 05 em 05 / 15 em 15
c) 20 em 20 / 40 em 40
d) 30 em 30 / 45 em 45
e) 15 em 15 / 30 em 30
COMENTÁRIOS:
Na RPA, na primeira hora o controle dos sinais vitais é realizado de 15 em 15
minutos; se estiver regular, de 30 em 30 minutos. Mantida a regularidade do quadro, o
tempo de verificação do controle deve ser espaçado para 1/1h, 2/2h, e assim por diante. Esta
avaliação deve ser contínua até a alta da SRPA. As intervenções de enfermagem focam no
monitoramento e manutenção das vias respiratórias, sistema respiratório, condição
circulatória, estado neurológico e controle da dor.
A partir dos comentários, contatamos que o gabarito da questão é a letra A.
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26. (Prefeitura do Paulista– PE/UPE/2014/JM) Sobre cuidados pós-operatórios na sala de
recuperação pós-anestésica, analise as afirmativas abaixo e coloque V nas Verdadeiras e F
nas Falsas.
( ) Observar o tipo de cirurgia realizada e qualquer complicação intraoperatória, bem como
monitorar drenos e curativos.
( ) Não há necessidade de conhecer a qual tipo de anestesia o cliente foi submetido, pois, ao
término da cirurgia, não há mais relação do tipo anestésico com o pós-operatório.
( ) Monitorar cuidadosamente os SSVV do paciente que se submeteu à anestesia geral, até
que os SSVV estejam estáveis por, pelo menos, 30 min e dentro dos limites de normalidade.
( ) Avaliar vias de infusão, tubos ou drenos, perda sanguínea estimada, condição da ferida,
medicamentos usados, infusões e débito urinário.
Assinale a alternativa que contém a sequência CORRETA.
A)V-V-V-F B) V-F-V-V C) V-F-F-F D) F-F-F-V E) F-V-V-F
COMENTÁRIOS9
:
A sala de recuperação pós-anestésica é o local onde o paciente permanece até que
recupere sua consciência e tenha seus sinais vitais estáveis, sempre sob a observação e os
cuidados constantes da equipe de enfermagem.
Vejamos as afirmativas.
Afirmativa I. VERDADEIRA. Observar o tipo de cirurgia realizada e qualquer
complicação intraoperatória, bem como monitorar drenos e curativos.
Afirmativa II. FALSA. Há necessidade de conhecer a qual tipo de anestesia o cliente
foi submetido, pois, ao término da cirurgia, ainda existe relação do tipo anestésico com o
pós-operatório.
Afirmativa III. VERDADEIRA. Monitorar cuidadosamente os SSVV do paciente que
se submeteu à anestesia geral, até que os SSVV estejam estáveis por, pelo menos, 30 min e
dentro dos limites de normalidade.
Afirmativa IV. VERDADEIRA. Avaliar vias de infusão, tubos ou drenos, perda
sanguínea estimada, condição da ferida, medicamentos usados, infusões e débito urinário.
Dessa forma, a alternativa que apresenta a sequência correta é a B.
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27. (Hospital Guilherme Álvaro – Santos/CETRO/2013/JM) Assinale a alternativa que
não apresenta uma função do Técnico de Enfermagem na recuperação anestésica.
(A) Aplicar o índice de Aldrette Kroulik nos pacientes sob sua responsabilidade.
(B) Realizar controle de psicotrópicos.
(C) Realizar prescrições médicas.
(D) Informar ao enfermeiro sobre as condições dos pacientes e possíveis intercorrências.
(E) Realizar a transferência dos pacientes, com segurança, até a unidade de origem.
COMENTÁRIOS4
:
A sala de recuperação anestésica é um local destinado a receber o paciente em pós-
operatório imediato até que ele recupere a consciência e tenha seus sinais vitais estáveis. O
paciente nesse período necessita de monitorização constante e controle de sua evolução.
Cuidados de enfermagem;
 Conferir a identificação da paciente;
 Fazer exame físico;
 Monitorar FC, PA, Saturação de oxigênio, temperatura, nível de consciência e
dor;
 Manter vias aéreas permeáveis;
 Instalar nebulização de oxigênio;
 Oximetria periférica < 92%;
 Promover conforto e aquecimento;
 Verificar condições do curativo (sangramentos), fixação de sondas e drenos;
 Anotar débitos de drenos e sondas;
 Fazer balanço hídrico se necessário;
 Observar dor, náusea e vômito e comunicar anestesiologista;
 Minimizar fatores de estresse;
 Orientar o paciente quanto ao termino da cirurgia, garantir sua privacidade e
zelar por sua segurança;
4
Ceará. Universidade Federal doCeará. Protocolode anestesiologia:SRPA – Sala de RecuperaçãoPós-anestésica.
Disponível em:
http://www.meac.ufc.br/arquivos/biblioteca_cientifica/File/PROTOCOLO%20ANESTESIOLOGIA/salarecuperacaoposanestesi
ca.pdf
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 Aplicar o índice de Aldrette e Kroulik a fim de estabelecer os critérios de alta
as sala de recuperação anestésica. Receberá alta se o valor da escala de
Aldrete e Kroulik estiver acima de 8.
Vejamos dentre as alternativas quais as funções do técnico de enfermagem na
recuperação anestésica:
Alternativa A. Aplicar o índice de Aldrette Kroulik nos pacientes sob sua
responsabilidade. Alternativa CORRETA. Esse índice tem como proposta, a avaliação dos
sistemas cardiovascular, respiratório, nervoso central e muscular dos pacientes, através de
parâmetros clínicos de fácil verificação, como frequência respiratória, pressão arterial,
atividade muscular, consciência e saturação periférica de oxigênio mediante oximetria de
pulso.
Alternativa B. Realizar controle de psicotrópicos. Alternativa INCORRETA. Essa é
uma atividade desempenhada pelo médico.
Alternativa C. Realizar prescrições médicas. Alternativa CORRETA. As prescrições
medicas devem ser realizadas.
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Alternativa D. Informar ao enfermeiro sobre as condições dos pacientes e possíveis
intercorrências. Alternativa CORRETA.
Alternativa E. Realizar a transferência dos pacientes, com segurança, até a unidade de
origem. Alternativa CORRETA.
Logo, o gabarito é a letra B.
28. (HC-UFTM/EBSERH/IADES/2013) Considere um paciente na sala de recuperação
pós-anestésica. O enfermeiro e o anestesista devem monitorar as condições gerais do
paciente a cada minuto ou hora para que ele seja liberado desse setor. Um dos métodos
conhecidos nesse processo é o:
a) Kocher.
b) Aldret e Kroulik.
c) Addisson.
d) David Rocci.
e) Mayo.
COMENTÁRIOS:
A fim de estabelecer os critérios de alta da sala de recuperação anestésica é indicado a
aplicação do índice de Aldrette e Kroulik. Esse índice tem como proposta, a avaliação dos
sistemas cardiovascular, respiratório, nervoso central e muscular dos pacientes, através de
parâmetros clínicos de fácil verificação, como frequência respiratória, pressão arterial,
atividade muscular, consciência e saturação periférica de oxigênio mediante oximetria de
pulso. Receberá alta se o valor da escala de Aldrete e Kroulik estiver acima de 8.
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Logo, o gabarito é a letra B.
29. (HUPES-UFBA/EBSERH/IADES/2014) Após a realização de uma gastroplastia, o
paciente ficará em observação na SRPA e retornará ao quarto:
a) duas horas depois.
b) três horas depois.
c) quando estiver totalmente acordado.
d) quando estiver bem acordado, com toda sua sensibilidade e orientação recuperadas.
e) 24 horas depois.
COMENTÁRIOS:
As indicações para alta da SRPA são atribuições do médico plantonista, em comum
acordo com o médico anestesiologista assistente. São critérios para alta do paciente da
SRPA:
 Estabilidade dos sinais vitais;
 Retorno do estado de consciência;
 Controle efetivo da dor;
Assim, o gabarito é a letra D.
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5 - POSICIONAMENTOS CIRÚRGICOS
A posição do paciente na mesa de cirurgia depende do procedimento cirúrgico a ser
realizado, bem como da condição física do paciente. O potencial para o desconforto
transitório ou para a lesão permanente está presente, porque muitas posições são desajeitadas.
Vamos ver abaixo os tipos de posições:
A posição decúbito dorsal (supina) é aquela
em que o paciente se encontra deitado de costas, com
as pernas estendidas e os braços estendidos e
apoiados em talas. O dorso do paciente e a coluna
vertebral estão repousando na superfície do colchão
da mesa cirúrgica.
A posição trendelenburg é uma variação da
posição de decúbito dorsal em que a parte superior do
dorso é abaixada e os pés são elevados. Após o término
do procedimento cirúrgico, o paciente deve ser
movimentado lenta e vagarosamente, retomando a
posição de decúbito dorsal para prevenir hipotensão
arterial e evitar sobrecarga cardiovascular.
A posição trendelenburg reversa
(proclive), como o próprio nome sugere, é reversa
à posição trendelenburg, ou seja, é descrita como
aquela que a cabeceira é elevada e os pés são
abaixados. Geralmente é escolhida para oferecer
melhor acesso à cabeça e ao pescoço.
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A posição de litotômia ou ginecológica é a
variação mais extrema do decúbito dorsal. O paciente
permanece em decúbito dorsal, com as pernas
flexionadas, afastadas e apoiadas em perneiras
acolchoadas, e os braços estendidos e apoiados em
talas. Essa postura não natural tem grande potencial
para traumas ao paciente.
Na posição fowler, o paciente permanece semi-
sentado na mesa de operação. Essa posição é utilizada
para conforto do paciente quando há dispnéia. Na
maioria das vezes, essa posição é utilizada para
neurocirurgias. O paciente deve ser cuidadosamente
posicionado sobre a mesa. O dorso da mesa é elevado e
o suporte para os pés deve ser colocado ou mantido.
O tórax, na posição lateral (sims), permite abordagem operatória nas regiões mais
superiores da cavidade torácica.
Na posição decúbito ventral (prona), o
paciente fica deitado de abdômen para baixo, com os
braços estendidos para frente e apoiados em talas. O
sistema respiratório fica mais vulnerável nessa
posição as modificações da posição permitem a
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Curso Específico de Técnico de Enfermagem para Concurso Página45
abordagem de coluna cervical, região occipital, dorso, lombar, sacroccígea, retal e
extremidades inferiores.
A posição de Jackknife, Kraske, Canivete ou
Depage é uma modificação do decúbito ventral e é usada
para procedimentos proctológicos e de coluna lombar. Os
membros inferiores, o tórax e os membros superiores são
abaixados, de forma que o corpo fique fletido sobre a
mesa, mantendo-se a região a ser operada em plano mais
elevado.
Vejamos agora algumas questões sobre o tema:
30. (Assembleia Legislativa do Amazonas-AM/ISAE/2011/RP) A posição do paciente na
mesa cirúrgica depende do procedimento cirúrgico a ser realizado. O paciente deve
permanecer na posição mais confortável possível e a área operatória deve ser adequadamente
exposta.
Analise as descrições a seguir.
I. O paciente é deitado sobre o ventre, com as nádegas expostas em plano superior pela
flexão do tronco sobre as coxas, lembrando um “V” invertido. Esta posição é utilizada em
cirurgia proctológica.
II. O paciente é colocado de lado, sendo o equilíbrio obtido pela flexão da perna colocada
inferiormente e pela extensão da superior, separadas com o auxílio de uma pequena
almofada ou coxim. Utiliza-se uma fita larga de esparadrapo passada transversalmente sobre
o quadril do paciente, fixando-o à mesa operatória.
III. O paciente é colocado em decúbito dorsal com a cabeça em nível superior aos pés. Esta
posição é usada em alguns tempos cirúrgicos na mamoplastia.
As descrições acima referem-se, respectivamente, às posições:
a) proclive, Depage ou Kraske e de Sims.
b) proclive, de Sims e Depage ou Kraske.
c) Depage ou Kraske, proclive e de Sims.
d) Depage ou Kraske, de Sims e proclive.
e) de Sims, proclive e Depage ou Kraske.
Figura - Posição de Jackknife, Kraske, Canivete
ou Depage.
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COMENTÁRIOS:
Vejamos cada item da questão:
Item I. A posição de Jackknife,
Kraske, Canivete ou Depage é uma
modificação do decúbito ventral e é usada
para procedimentos proctológicos e de
coluna lombar. Os membros inferiores, o
tórax e os membros superiores são
abaixados, de forma que o corpo fique
fletido sobre a mesa, mantendo-se a
região a ser operada em plano mais elevado.
O paciente é deitado sobre o ventre, com as nádegas expostas em plano superior pela
flexão do tronco sobre as coxas, lembrando um “V” invertido. Esta posição é utilizada em
cirurgia proctológica.
Item II. Na posição lateral (sims), o paciente é colocado de lado, sendo o equilíbrio
obtido pela flexão da perna colocada inferiormente e pela extensão da superior, separadas
com o auxílio de uma pequena almofada ou coxim. Utiliza-se uma fita larga de esparadrapo
passada transversalmente sobre o quadril do paciente, fixando-o à mesa operatória.
O tórax, na posição lateral (sims), permite abordagem operatória nas regiões mais
superiores da cavidade torácica.
Figura - Posiçãode Jackknife, Kraske, Canivete ou Depage.
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Item III. A posição trendelenburg
reversa (proclive), como o próprio nome sugere,
é reversa à posição trendelenburg, ou seja, é
descrita como aquela que a cabeceira é elevada e
os pés são abaixados. Geralmente é escolhida
para oferecer melhor acesso à cabeça e ao
pescoço.
Nessa posição, o paciente é colocado em decúbito dorsal com a cabeça em nível
superior aos pés. Esta posição é usada em alguns tempos cirúrgicos na mamoplastia.
O gabarito, portanto, é a letra D.
31. (UFPE/2013/RP) No procedimento anestésico, a posição do paciente é de fundamental
importância. Quanto às modalidades de posição do paciente na mesa operatória, é correto
afirmar que:
a) a posição de Tremdelenburg reversa é utilizada para elevação dos membros inferiores. É
uma variação da posição ventral.
b) a posição de litotomia, postura não natural, tem grande potencial para causar traumas ao
paciente. A flexão extrema das coxas compromete a função respiratória, pelo incremento na
pressão intra-abdominal, com consequente diminuição do volume pulmonar.
c) a posição de Jackknife, Kraske, Canivete ou Depage é uma derivação da posição de
decúbito dorsal.
d) a posição prona, ou decúbito dorsal, é a mais frequente, pois reflete a posição natural do
corpo em repouso.
e) a posição supina corresponde à posição em que o paciente se encontra com o ventre
voltado para a mesa cirúrgica, favorecendo o acesso às costas, necessário em cirurgias da
coluna.
COMENTÁRIOS:
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Vamos detalhar os itens da questão:
Item A. Incorreto. A posição de tremdelenburg reversa é utilizada para elevação
da cabeça e pescoço e rebaixamento os membros inferiores. É uma variação da
posição tremdelenburg.
Item B. Correto. A posição de litotomia, postura não natural, tem grande potencial
para causar traumas ao paciente. A flexão extrema das coxas compromete a função
respiratória, pelo incremento na pressão intra-abdominal, com consequente diminuição do
volume pulmonar.
Item C. Incorreto. A posição de Jackknife, Kraske, Canivete ou Depage é uma
derivação da posição de decúbito ventral.
Item D. Incorreto. A posição decúbito dorsal é a mais frequente, pois reflete a posição
natural do corpo em repouso. Todavia, a posição prona é a ventral.
Item E. Incorreto. A posição supina é a decúbito dorsal. Por outro lado, a posição
ventral corresponde à posição em que o paciente se encontra com o ventre voltado para a
mesa cirúrgica, favorecendo o acesso às costas, necessário em cirurgias da coluna.
Deste modo, o gabarito é a letra B.
32. (HUPES-UFBA/EBSERH/IADES/2014) O posicionamento operatório mais adequado
para intervenções cirúrgicas de acesso aos rins, toracotomia e lobotomia é a posição
a) ventral ou prona.
b) de Trendelemburg.
c) de Jackknife ou canivete.
d) de decúbito lateral ou Sims.
e) de litotomia ou ginecológica.
COMENTÁRIOS:
O tórax, na posição lateral (sims), permite abordagem operatória nas regiões mais
superiores da cavidade torácica.
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Logo, o gabarito é a letra D.
33. (Prefeitura de Vassouras-RS/FUNCAB/2012/RP) A Enfermeira, ao receber a criança
na unidade após a cirurgia com anestesia raquidiana, deve manter decúbito:
a) horizontal.
b) ventral.
c) fowler.
d) Trendelenburg.
e) litotômico.
COMENTÁRIOS:
A anestesia tem como objetivo o estado de relaxamento, perda da sensibilidade e dos
reflexos, de forma parcial ou total, provocada pela ação de drogas anestésicas, é evitar a dor
e facilitar o ato operatório pela equipe cirúrgica.
Os principais tipos de anestesia são o seguinte: geral, raquianestesia, peridural, local e
tópica.
Anestesia geral: administra-se o anestésico por via inalatória, endovenosa ou
combinado (inalatória e endovenosa), com o objetivo de promover um estado reversível de
ausência de sensibilidade, relaxamento muscular, perda de reflexos e inconsciência devido à
ação de uma ou mais drogas no sistema nervoso.
Raquianestesia: é indicada para as cirurgias na região abdominal e de membros
inferiores, porque o anestésico é depositado no espaço subaracnóide da região lombar,
produzindo insensibilidade aos estímulos dolorosos por bloqueio da condução nervosa.
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Anestesia peridural: o anestésico é depositado no espaço peridural, ou seja, o
anestesista não perfura a duramater. O anestésico se difunde nesse espaço, fixa-se no tecido
nervoso e bloqueia as raízes nervosas.
Anestesia local: infiltra-se o anestésico nos tecidos próximos ao local da incisão
cirúrgica. Utilizam-se anestésicos associados com a adrenalina, com o objetivo de aumentar
a ação do bloqueio por vasoconstrição e prevenir sua rápida absorção para a corrente
circulatória.
Anestesia tópica: está indicada para alívio da dor da pele lesada por feridas, úlceras e
traumatismos, ou de mucosas das vias aéreas e sistema geniturinário.
A anestesia espinal ou raquianestesia é realizada mediante a aplicação de anestésico
local no espaço subaracnóide, espaço que contém o líquido cefaloraquidiano (LCR),
localizado entre as membranas dura-máter e subaracnóide, resultando em bloqueio
simpático, bloqueio motor, analgesia e
insensibilidade aos estímulos.
A raquianestesia é feita em procedimentos
cirúrgicos realizados abaixo da cicatriz umbilical,
isto é, correções de hérnias umbilical e inguinal,
cirurgias urológicas, ginecológicas, vasculares e
ortopédicas.
O enfermeiro deve auxiliar o paciente no
posicionamento para a anestesia, proporcionando-
lhe conforto e segurança. O posicionamento
adequado para a realização da raquianestesia é o
decúbito lateral na posição fetal (pernas fletidas
com os joelhos próximos do abdome e meio do
tórax), ou sentado sobre a mesa cirúrgica,
aproximando o mento do tórax. O objetivo do
posicionamento é garantir a flexão máxima das
vértebras lombares.
Figura - Locais de injeçãopara a anestesia espinal
(raquianestesia) e epidural (Fonte: Brunner e
Studart).
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Curso Específico de Técnico de Enfermagem para Concurso Página51
A posição decúbito dorsal é aquela em
que o paciente se encontra deitado de costas,
com as pernas estendidas e os braços
estendidos e apoiados em talas. O dorso do
paciente e a coluna vertebral estão repousando
na superfície do colchão da mesa cirúrgica.
Esta é a posição indicada no pós-operatório de pacientes que receberam a raquianestesia
durante o procedimento cirúrgico.
Nesses termos, o gabarito é a letra A.
34. (HC-UFMG/ EBSERH/AOCP/2014) Em uma cirurgia de colpoperineoplastia, a
paciente deve permanecer na mesa cirúrgica sob a posição:
a) Fowler.
b) Supina.
c) Litotômica.
d) Decúbito ventral.
e) Trendelemburg.
COMENTÁRIOS:
A colpoperineoplastia é a cirurgia plástica da vagina e do períneo.
Portanto a posição adequada é a posição de litotômia
ou ginecológica é a variação mais extrema do
decúbito dorsal. O paciente permanece em decúbito
dorsal, com as pernas flexionadas, afastadas e
apoiadas em perneiras acolchoadas, e os braços
estendidos e apoiados em talas. Essa postura não
natural tem grande potencial para traumas ao paciente.
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Curso Específico de Técnico de Enfermagem para Concurso Página52
6 – Métodos de Esterilização e Desinfecção, Limpeza.
É importante diferenciar alguns termos:
 Limpeza é a remoção mecânica de sujidade em objetos inanimados ou
superfícies, imprescindível antes da execução de processos de desinfecção e/ou
esterilização.
 Esterilização é o processo de destruição de todas as formas de vida microbiana,
ou seja, bactérias na forma vegetativa e esporuladas, fungos e vírus, mediante a
aplicação de agentes físicos e químicos.
 Desinfecção é processo físico ou químico que elimina a maioria dos
microrganismos patogênicos de objetos inanimados e superfícies, com exceção
de esporos bacterianos, podendo ser de baixo, médio ou alto nível.
 Desinfecção de baixo nível: processo físico ou químico que elimina bactérias
vegetativas, alguns vírus e fungos, de objetos inanimados e superfícies, sem atividade
contra microbactérias ou esporos bacterianos.
 Desinfecção de médio nível: processo físico ou químico que elimina bactérias
vegetativas, microbactérias, maioria dos vírus e fungos, de objetos inanimados e
superfícies.
 Desinfecção de alto nível: processo físico ou químico que destrói todos os
microrganismos de objetos inanimados e superfícies, exceto um número elevado de
esporos bacterianos.
 Assepsia é o conjunto de medidas que utilizamos para impedir a penetração de
microorganismos num ambiente que logicamente não os tem, logo um ambiente
asséptico é aquele que está livre de infecção.
 Antissepsia é o conjunto de medidas propostas para inibir o crescimento de
microorganismos ou removê-los de um determinado ambiente, podendo ou não
destruí-los e para tal fim utilizamos antissépticos ou desinfetantes.
 Limpeza/lavagem: É a remoção de sujidade do piso, de paredes, teto, mobiliários e
equipamentos, utilizando-se água e detergente. Esse processo é fundamental para que a
desinfecção se processe adequadamente. A limpeza mecânica com detergente elimina
80% dos microrganismos e os desinfetantes químicos eliminam cerca de 90% a 95%
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Curso Específico de Técnico de Enfermagem para Concurso Página53
destes.
O processo de limpeza no centro cirúrgico deve cumprir determinadas etapas: pré-
operatória, operatória, concorrente e terminal.
Limpeza pré-operatória: é efetuada geralmente pelo pessoal do plantão noturno e com
o intuito de remover as partículas de poeira depositadas nas superfícies horizontais após o
final da limpeza terminal. Essa remoção deve ser feita uma hora antes do início da primeira
cirurgia da programação a ser realizada.
A limpeza operatória: é a que se executa durante o procedimento cirúrgico, restrita à
contaminação ao redor do campo operatório. As áreas contaminadas com material biológico
como sangue, secreção, muco devem receber cuidados com um agente químico de amplo
espectro, para que não ocorra secagem da superfície e disseminação contaminando o ar, não
se devendo, entretanto, manipular roupas ou lixo durante esse período. O aspecto mais
importante desta limpeza é a remoção mecânica da sujidade.
Limpeza concorrente: é executada no término de cada cirurgia. A equipe cirúrgica ao
deixar a sala de operação deve colocar o avental no hamper e as luvas em local determinado,
para auxiliar o circulante na arrumação da sala para a próxima cirurgia. O hamper deve ser
fechado e levado ao local de acesso à lavanderia. O instrumental deve ser colocado aberto em
caixas pelo instrumentador ainda devidamente paramentado ou pelo circulante de sala, usando
luvas. Em seguida, encaminhado ao expurgo do centro de material o mais cedo possível para
o reprocessamento.
Limpeza terminal: No final do dia, após o término de programação cirúrgica, executa-
se a limpeza terminal do centro cirúrgico. O mobiliário e equipamentos são limpos com
agente adequado, incluindo rodas e gavetas, levando em consideração que a fricção mecânica
é importante para remoção da sujidade. As macas e os carros de transporte também devem ser
limpos. As paredes devem ser lavadas se houver necessidade. O chão deve ser lavado com
água e sabão com o uso da máquina a vácuo.
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Curso Específico de Técnico de Enfermagem para Concurso Página54
De acordo com Anvisa5
, os tipos de produtos químicos utilizados em limpeza de
superfícies fixas são os seguintes:
 Produtos alvejantes - geralmente à base de cloro, buscam, além de algum efeito
desinfetante, o clareamento de determinados pisos.
 Produtos desincrustantes e enzimáticos - tem em sua formulação enzimas que
facilitam a remoção de sujidades. São mais utilizados para a limpeza de artigos e
não de superfícies, pois os objetos precisam nele ficar submersos por um período
de tempo.
 Produtos desinfetantes - utilizados na presença de matéria orgânica visível em
qualquer superfície e em locais e instalações que possam constituir risco de
contaminação para pacientes e funcionários, devido presença frequente de
descarga de excreta, secreção ou exsudação de material orgânico.
 Produtos tensoativos e detergentes - são os produtos que contêm
necessariamente em sua formulação substâncias que têm a finalidade de limpar
através da redução da tensão superficial (umectação), dispersão e suspensão da
sujeira.
Com relação ao processos de esterilização, veremos os mais cobrados em provas de
concurso, que são: por calor úmido (autoclaves) e calor seco (estufas):
O vapor quente sob pressão: é o método mais usado para esterilização de materiais
médico-hospitalares do tipo crítico. É não tóxico, de baixo custo e esporicida. Por esses
motivos, deve ser usado para todos os itens que não sejam sensíveis ao calor e à umidade.
O calor úmido destrói os microorganismos por coagulação e desnaturação irreversíveis de
suas enzimas e proteínas estruturais. Este tipo de processo é realizado em autoclaves.
Quanto as vantagens do calor úmido, é possível considerar o rápido aquecimento e a
penetração do calor em artigos têxteis e a destruição de esporos microbianos em um
curto período de exposição. Ele também é um processo econômico, de fácil controle de
qualidade e não deixa resíduos tóxicos nos materiais submetidos ao processo de esterilização.
Em relação às desvantagens do calor úmido, podemos citar o efeito deletério sobre
alguns materiais, particularmente aqueles que são intolerantes ao calor (produtos
5
Anvisa (disponível em http://www.ccih.med.br/Caderno%20E.pdf)
CursoEspecíficode Técnicode EnfermagemparaConcurso
Curso Específico de Técnico de Enfermagem para Concurso Página55
termossensíveis). Dependendo do material utilizado na fabricação dos artigos, o calor úmido
poderá promover um efeito de corrosão e podem também ocorrer danos em fibras ópticas.
Outra limitação é a não esterilização de óleos e pós, por serem impermeáveis ao vapor, os
quais devem ser esterilizados por calor seco ou radiação.
A esterilização pelo calor seco é feita em estufas elétricas equipadas com termostato e
ventilador, a fim de promover um aquecimento mais rápido, controlado e uniforme dentro da
câmara. A circulação de ar quente e o aquecimento dos materiais se faz de forma lenta e
irregular, requerendo longos períodos de exposição e temperatura mais elevada do que o
vapor saturado sob pressão para se alcançar a esterilização.
Este processo deve se restringir a artigos que não possam ser esterilizados pelo
vapor saturado sob pressão, pelo dano que a umidade pode lhes causar ou quando são
impermeáveis, como vaselina, óleos e pós.
As estufas são usadas para esterilizar materiais ¨secos¨, como vidraria, principalmente
as de precisão, seringas, agulhas, pós, instrumentos cortantes, gases vaselinadas, gases
furacinadas, óleos, vaselina, etc.
A esterilização acontece quando a temperatura no interior da estufa atinge de 160 ºC a
170ºC, durante 1 a 2 horas (dependendo do equipamento)6
, ocorrendo destruição de
microorganismos, inclusive os esporos. Deve-se salientar que a temperatura precisa
permanecer constante por todo esse tempo, evitando-se abrir a porta da estufa antes de vencer
o tempo.
Atualmente, a indicação para a esterilização por meio de calor seco é a esterilização de
óleos e pós. Todavia, para a maioria dos serviços de saúde no Brasil, esses produtos são
facilmente adquiridos já esterilizados. A ANVISA não recomenda a utilização de estufas em
serviços de saúde.
6
Alguns autoresrelatamque o temponecessáriopara esterilização por meio de estufa varia entre duas a uma hora,
quando em temperaturas de 160 º C a 170º C, respectivamente.
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  • 1. Equipe Professor Rômulo Passos | 2015 APOSTILA COMPLETA DE TÉCNICO EM ENFERMAGEM P/ CONCURSOS MÓDULO IV TEORIA E QUESTÕES COMENTADAS
  • 2. CursoEspecíficode Técnicode EnfermagemparaConcurso Curso Específico de Técnico de Enfermagem para Concurso Página1 Módulo IV Amigo (a)! Chegamos ao nosso quarto módulo da Apostila de Técnico de Enfermagem para Concursos. Nesse módulo abordaremos conteúdos sobre Atuação nos períodos pré‐operatório, trans‐operatório e pós‐operatório. Materiais e equipamentos básicos que compõem as salas de cirurgia e recuperação anestésica. Atuação durante os procedimentos cirúrgico‐anestésicos. Recuperação da anestesia. Rotinas de limpeza da sala de cirurgia. Manuseio de equipamentos: autoclaves; seladora térmica e lavadora automática ultrassônica. Uso de material estéril. Noções de controle de infecção hospitalar. Constam nesse material questões comentadas, bem como a abordagem teórica dos conteúdos mais cobrados pelas bancas. É pensando em você e na sua aprovação que nos empenhamos em elaborar aulas direcionadas e organizadas, já que cada aula aborda teoria e resolução de questões de determinado tópico do edital. Boa Aula! Profº. Dimas Nascimento Profª. Joanna Melo Prof°. Rômulo Passos Profª. Cássia Moésia
  • 3. CursoEspecíficode Técnicode EnfermagemparaConcurso Curso Específico de Técnico de Enfermagem para Concurso Página2 Centro Cirúrgico 1 - Assistência de enfermagem em unidade cirúrgica: pré, trans e pós operatório Cirurgia é o tratamento de doença, lesão ou deformidade externa e/ou interna com o objetivo de reparar, corrigir ou aliviar um problema físico. Sendo realizada no centro cirúrgico que é o conjunto de áreas e instalações que permitem efetuar a cirurgia nas melhores condições de segurança para o paciente e de conforto para a equipe de saúde. Dependendo do risco de vida, a cirurgia pode ser de emergência, urgência, requerida, eletiva ou opcional. Categorias de Cirurgia com Base na Urgência Classificação Indicações para a Cirurgia Exemplos Emergência – o paciente necessita de atenção imediata; o distúrbio pode ser ameaçador à vida. Imediato Sangramento grave; obstrução vesical ou intestinal; fratura de crãnio; feridas por armas de fogo ou branca; queimaduras extensas. Urgência - o paciente precisa de atenção rápida. Dentro de 24-30 h Infecção aguda da vesícula; cálculos renais e uretrais. Requerida – o paciente precisa realizar a cirurgia. Planejada dentro de algumas semanas ou meses Hiperplasia prostática sem obstrução de bexiga; distúbios da tireoide; cataratas. Eletiva – o paciente pode ser operado. A não realização da cirurgia não é catastrófica Reparação de cicratizes; hérnia simples; reparação vaginal. Opcional – essa decisão é do paciente. Preferência pessoal Cirurgia cosmética. A cirurgia também é classificada de acordo com a finalidade: Ela pode ser diagnóstica como, por exemplo, quando uma biópsia é realizada uma laparotomia exploratória é feita; curativa, quando, por exemplo, uma massa tumoral é ressecada ou um apêndice inflamado é removido; reparadora, quando, por exemplo, múltiplas feridas devem ser reconstituídas; reconstrutiva ou cosmética, como, por exemplo,
  • 4. CursoEspecíficode Técnicode EnfermagemparaConcurso Curso Específico de Técnico de Enfermagem para Concurso Página3 se uma mamoplastia ou rejuvenescimento facial é realizado; ou paliativa, se a dor deve ser aliviada ou um problema corrigido – por exemplo, quando uma sonda de gastrotomia é inserida para compensar a incapacidade de deglutir alimentos. Alguns autores incluem a cirurgia radical e ablativa na classificação por finalidade. A primeira (radical) apresenta a finalidade de ressecção parcial ou total do órgão ou estrutura afetada, a exemplo da remoção do útero e do estômago. A segunda (ablativa) é a excisão ou remoção de uma parte doente do corpo, a exemplo da amputação, remoção de apêndice, colecistectomia. O atendimento do cliente cirúrgico é feito por um conjunto de setores interligados, como o pronto-socorro, ambulatório, enfermaria clínica ou cirúrgica, centro cirúrgico (CC) e a recuperação pós-anestésica (RPA). Todos estes setores devem ter um objetivo comum: proporcionar uma experiência menos traumática possível e promover uma recuperação rápida e segura ao cliente. O ambulatório ou pronto-socorro realiza a anamnese, o exame físico, a prescrição do tratamento clínico ou cirúrgico e os exames diagnósticos. A decisão pela cirurgia, muitas vezes, é tomada quando o tratamento clínico não surtiu o efeito desejado. O cliente pode ser internado um ou dois dias antes da cirurgia, ou no mesmo dia, dependendo do tipo de preparo que a mesma requer. O cliente do pronto-socorro é diretamente encaminhado ao centro cirúrgico, devido ao caráter, geralmente, de emergência do ato cirúrgico. O centro cirúrgico é o setor destinado às intervenções cirúrgicas e deve possuir a recuperação pós-anestésica para prestar a assistência pós-operatória imediata. Após a recuperação anestésica, o cliente é encaminhado à unidade de internação, onde receberá os cuidados pós-operatórios que visam prevenir a ocorrência de complicações. O número de microrganismos presentes no tecido a ser operado determinará o potencial de contaminação da ferida cirúrgica. De acordo com a Portaria nº 2.616/98, de 12/5/98, do Ministério da Saúde, as cirurgias são classificadas em:  Limpas: são realizadas em tecidos estéreis ou de fácil descontaminação, na ausência de processo infeccioso local, sem penetração nos tratos digestório, respiratório ou urinário, em condições ideais de sala de cirurgia. Exemplo: cirurgia de ovário;
  • 5. CursoEspecíficode Técnicode EnfermagemparaConcurso Curso Específico de Técnico de Enfermagem para Concurso Página4  Potencialmente contaminadas: são realizadas em tecidos de difícil descontaminação, na ausência de supuração local, com penetração nos tratos digestório, respiratório ou urinário sem contaminação significativa. Exemplo: redução de fratura exposta;  Contaminadas: são realizadas em tecidos recentemente traumatizados e abertos, de difícil descontaminação, com processo inflamatório mas sem supuração. Exemplo: apendicite supurada;  Infectadas: são realizadas em tecido com supuração local, tecido necrótico, feridas traumáticas sujas. Exemplo: cirurgia do reto e ânus com pus. Para prevenir a infecção e propiciar conforto e segurança ao cliente e equipe cirúrgica, a planta física e a dinâmica de funcionamento possuem características especiais. Assim, o CC deve estar localizado em área livre de trânsito de pessoas e de materiais. Devido ao seu risco, esta unidade é dividida em áreas:  Não-restrita: as áreas de circulação livre são consideradas áreas não-restritas e compreendem os vestiários, corredor de entrada para os clientes e funcionários e sala de espera de acompanhantes. O vestiário, localizado na entrada do centro cirúrgico, é a área onde todos devem colocar o uniforme privativo: calça comprida, túnica, gorro, máscara e propés.  Semi-restritas: nestas áreas pode haver circulação tanto do pessoal como de equipamentos, sem contudo provocarem interferência nas rotinas de controle e manutenção da assepsia. Como exemplos temos as salas de guarda de material, administrativa, de estar para os funcionários, copa e expurgo. A área de expurgo pode ser a mesma da Central de Material Esterilizado, e destina-se a receber e lavar os materiais utilizados na cirurgia.  Restrita: o corredor interno, as áreas de escovação das mãos e a sala de operação (SO) são consideradas áreas restritas dentro do centro cirúrgico; para evitar infecção operatória, limita-se a circulação de pessoal, equipamentos e materiais.
  • 6. CursoEspecíficode Técnicode EnfermagemparaConcurso Curso Específico de Técnico de Enfermagem para Concurso Página5 A enfermagem perioperatória é o termo itilizado para descrever os cuidados de enfermagem administrados na experiência cirurgica total do paciente: pré-operatória, intra- operatória, recuperação anestésica e pós-operatória. Fase pré-operatória – a partir do momento em que se toma a decisão para a intervenção cirúrgica até a transferência do pacinete para a sala de cirurgia;  Pré-operatório mediato: o cliente é submetido a exames que auxiliam na confirmação do diagnóstico e que auxiliarão o planejamento cirúrgico, o tratamento clínico para diminuir os sintomas e as precauções necessárias para evitar complicações pós-operatórias, ou seja, abrange o período desde a indicação para a cirurgia até o dia anterior à mesma;  Pré-operatório imediato: corresponde às 24 horas anteriores à cirurgia e tem por objetivo preparar o cliente para o ato cirúrgico mediante os seguintes procedimentos: jejum, limpeza intestinal, esvaziamento vesical, preparo da pele e aplicação de medicação pré-anestésica. Fase intra-operatória (trasoperatória) – desde o momento em que o paciente é recebido na sala de cirurgia até quando é admitido na sala de recuperação pós-anestésica. Fase de recuperação anestésica - desde o momento em que o paciente é admitido na sala de recuperação pós-anestésica até do momento da saída na sala de recuperação pós- anestésica. Fase pós-operatória – a partir do momento da admissão na sala de recuperação pós- anestésica até a avaliação domiciliar/clínica de acompanhamento. De forma genérica, o período perioperatório pode ser dividido em: pré-operatório, transoperatório (intraoperatório), e pós-operatório. De forma detalhada, pode ser dividido nas seguintes fases: pré-operatória mediata e imediata, transoperatória, recuperação anestésica e pós-operatória. Em relação ao Tempo Cirúrgico ele compreende, de modo geral, a sequência dos quatro procedimentos realizados pelo cirurgião durante o ato operatório. Inicia-se pela diérese, que significa dividir, separar ou cortar os tecidos através do bisturi, bisturi elétrico, tesoura, serra ou laser; em seguida, se faz a hemostasia, através de compressão direta com os dedos, uso de pinças, bisturi elétrico (termocautério) ou sutura para prevenir, deter ou impedir o
  • 7. CursoEspecíficode Técnicode EnfermagemparaConcurso Curso Específico de Técnico de Enfermagem para Concurso Página6 sangramento. Ao se atingir a área comprometida, faz-se a exérese, que é a cirurgia propriamente dita. A etapa final é a síntese cirúrgica, com a aproximação das bordas da ferida operatória através de sutura, adesivos e/ou ataduras. Vejamos questões sobre o tema: 1. (Hospital Guilherme Álvaro – Santos/CETRO/2013/JM) O termo perioperatório é empregado para descrever todo o período da cirurgia. Sobre os períodos perioperatórios, analise as assertivas abaixo. I. O termo pré-operatório tem início no momento da cirurgia e continua até o paciente chegar à recuperação anestésica. II. O termo intraoperatório inclui todo procedimento cirúrgico até a transferência para a área de recuperação. III. O termo pós-operatório inclui a admissão do paciente na recuperação anestésica e continua até o paciente receber uma avaliação de acompanhamento em casa ou ser transferido para uma unidade de reabilitação. É correto o que se afirma em: (A) I e III, apenas. (B) I e IV, apenas. (C) I, III e IV, apenas. (D) II e III, apenas. (E) I, apenas. COMENTÁRIOS: A enfermagem perioperatória e perianestésica aborda os papeis de enfermagem relevantes para as três fases da experiência cirúrgica: O conceito de cada fase veremos na análise de cada uma das afirmativas da questão. Pré-operatória Intra-operatória Pós-operatória
  • 8. CursoEspecíficode Técnicode EnfermagemparaConcurso Curso Específico de Técnico de Enfermagem para Concurso Página7 Vejamos: AFIRMATIVA (I): O termo PRÉ-OPERATÓRIO tem início quando se toma a decisão de se prosseguir com a intervenção cirúrgica e termina com a transferência do paciente para a mesa da sala cirúrgica. Afirmativa INCORRETA. AFIRMATIVA (II): O termo INTRA-OPERATÓRIO inclui todo procedimento cirúrgico até a transferência para a área de recuperação. Afirmativa CORRETA. AFIRMATIVA (III): O termo PÓS-OPERATÓRIO inclui a admissão do paciente na recuperação anestésica e continua até o paciente receber uma avaliação de acompanhamento em casa ou ser transferido para uma unidade de reabilitação. Afirmativa CORRETA. Portanto, é correto o que se afirmar em II e III. Gabarito letra D. 2. (IBC/AOCP/2012/RP) O período perioperatório compreende as fases a) transoperatória imediata, pré-operatória mediata, pós-operatória imediada, mediata e tardio. b) pré-operatória mediata e imediata, transoperatória, recuperação anestésica e pós- operatória. c) intraoperatória mediata, pré-operatória, período refratário e pós-operatória. d) pré-operatória imediata, transoperatória, reabilitação anestésica. e) cirúrgica propriamente dita, pós-operatória mediata e tardia. COMENTÁRIOS: A enfermagem perioperatória é o termo itilizado para descrever os cuidados de enfermagem administrados na experiência cirurgica total do paciente: pré-operatória, intra- operatória, recuperação anestésica e pós-operatória. Fase pré-operatória – a partir do momento em que se toma a decisão para a intervenção cirúrgica até a transferência do pacinete para a sala de cirurgia;  Pré-operatório mediato: o cliente é submetido a exames que auxiliam na confirmação do diagnóstico e que auxiliarão o planejamento cirúrgico, o tratamento clínico para diminuir os sintomas e as precauções necessárias para evitar complicações pós-operatórias, ou seja, abrange o período desde a indicação para a cirurgia até o dia anterior à mesma;
  • 9. CursoEspecíficode Técnicode EnfermagemparaConcurso Curso Específico de Técnico de Enfermagem para Concurso Página8  Pré-operatório imediato: corresponde às 24 horas anteriores à cirurgia e tem por objetivo preparar o cliente para o ato cirúrgico mediante os seguintes procedimentos: jejum, limpeza intestinal, esvaziamento vesical, preparo da pele e aplicação de medicação pré-anestésica. Fase intra-operatória (trasoperatória) – desde o momento em que o paciente é recebido na sala de cirurgia até quando é admitido na sala de recuperação pós-anestésica. Fase de recuperação anestésica - desde o momento em que o paciente é admitido na sala de recuperação pós-anestésica até do momento da saída na sala de recuperação pós- anestésica. Fase pós-operatória – a partir do momento da admissão na sala de recuperação pós- anestésica até a avaliação domiciliar/clínica de acompanhamento. De forma genérica, o período perioperatório pode ser dividido em: pré-operatório, transoperatório (intraoperatório), e pós-operatório. De forma detalhada, pode ser dividido nas seguintes fases: pré-operatória mediata e imediata, transoperatória, recuperação anestésica e pós-operatória. Nesses termos, o gabarito é a letra B. 3. (Prefeitura de Nossa Senhora do Socorro-SE/AOCP/2011/RP) O período Pré- Operatório Imediato, se refere à a) 24 horas imediatamente anteriores à cirurgia. b) 48 horas anteriores à cirurgia. c) do início ao término do procedimento anestésicocirúrgico. d) ao momento em que o paciente é recepcionado no centro cirúrgico. e) momento em que o paciente recebe a informação de que será submetido ao procedimento cirúrgico. COMENTÁRIOS: O pré-operatório imediato corresponde às 24 horas anteriores à cirurgia e tem por objetivo preparar o cliente para o ato cirúrgico mediante os seguintes procedimentos: jejum, limpeza intestinal, esvaziamento vesical, preparo da pele e aplicação de medicação pré- anestésica. Logo, o gabarito é a letra A.
  • 10. CursoEspecíficode Técnicode EnfermagemparaConcurso Curso Específico de Técnico de Enfermagem para Concurso Página9 4. (Prefeitura de Ibiporã-PR/AOCP/2011/RP) As infecções pós-operatórias podem ser analisadas de acordo com o potencial de contaminação da ferida cirúrgica. Dentre os procedimentos citados abaixo assinale aquele que corresponde a uma Cirurgia Limpa. a) Colecistectomia. b) Fratura exposta. c) Mastectomia radical. d) Colostomia. e) Desbridamento de escara. COMENTÁRIOS: De acordo com a Portaria nº 2.616/98, a classificação das cirurgias deverá ser feita no final do ato cirúrgico, pelo cirurgião, de acordo com as seguintes indicações: Cirurgias Limpas - são aquelas realizadas em tecidos estéreis ou passíveis de descontaminação, na ausência de processo infeccioso e inflamatório local ou falhas técnicas grosseiras, cirurgias eletivas com cicatrização de primeira intenção e sem drenagem aberta. Cirurgias em que não ocorrem penetrações nos tratos digestivo, respiratório ou urinário; Cirurgias Potencialmente Contaminadas - são aquelas realizadas em tecidos colonizados por flora microbiana pouco numerosa ou em tecidos de difícil descontaminação, na ausência de processo infeccioso e inflamatório e com falhas técnicas discretas no transoperatório. Cirurgias com drenagem aberta enquadram-se nesta categoria. Ocorre penetração nos tratos digestivo, respiratório ou urinário sem contaminação significativa. Cirurgias Contaminadas - são aquelas realizadas em tecidos recentemente traumatizados e abertos, colonizados por flora bacteriana abundante, cuja descontaminação seja difícil ou impossível, bem como todas aquelas em que tenham ocorrido falhas técnicas grosseiras, na ausência de supuração local. Na presença de inflamação aguda na incisão e cicatrização de segunda intenção, ou grande contaminação a partir do tubo digestivo. Obstrução biliar ou urinária também se incluem nesta categoria. Cirurgias infectadas - são todas as intervenções cirúrgicas realizadas em qualquer tecido ou órgão, em presença de processo infeccioso (supuração local) e/ou tecido necrótico. Dito isso, vamos classificar as cirurgias especificadas na questão: Item A. Em regra, colecistectomia (retirada cirúrgica da vesícula biliar) pode ser classificada como cirurgia contaminada, potencialmente contaminda ou infectada, a
  • 11. CursoEspecíficode Técnicode EnfermagemparaConcurso Curso Específico de Técnico de Enfermagem para Concurso Página10 depender da situação do paciente. Item B. Em regra, a fratura exposta pode ser classificada como cirurgia contaminada. Item C. Em regra, a mastectomia radical é classificada como cirurgia limpa. Item D. Em regra, a colostomia – que consiste na exteriorização do intestino grosso, mais comumente do cólon transverso ou sigmoide, através da parede abdominal, para eliminação de gases ou fezes – pode ser classificada como cirurgia potencialemente contaminada. Item E. Em regra, o desbridamento de escara, por se caracterizar em um processo infeccioso e nécrotico, é classificado como cirurgia infectada. Nessa tela, o gabarito é a letra C. 5. (PROCAPE/UPENET/UPE/2013/JM) Qual a sequência lógica das 4 fases fundamentais para realizar cirurgias? A) Diérese, hemostasia, exérese e sínteses. B) Análise, exérese, síntese e sutura. C) Diérese, corte, síntese e exérese. D) Hemostasia, exérese, diérese e síntese. E) Análise, diérese, hemostasia e sutura. COMENTÁRIOS1 : A sequência lógica das 4 fases fundamentais para realizar cirurgias são: 1. Diérese: fase de abertura; 2. Hemostasia: conter sangramento; 3. Exérese: retirada completa ou parcial de órgão ou tecido; 4. Síntese: união dos tecidos (sutura). Portanto, alternativa correta letra A. 1 Rosa M. T. L. Manual de instrumentação cirúrgica.Mundial.
  • 12. CursoEspecíficode Técnicode EnfermagemparaConcurso Curso Específico de Técnico de Enfermagem para Concurso Página11 6. (PROCAPE/UPENET/UPE/2013/JM) De acordo com o potencial de contaminação das cirurgias, assinale (V) nas afirmativas Verdadeiras ou (F) nas Falsas. ( ) Inserção de marca-passo definitivo é considerada cirurgia limpa, uma vez que é realizada em tecido estéril, passível de descontaminação, sem haver processo infeccioso local. ( ) As cirurgias potencialmente contaminadas são realizadas em tecidos colonizados por flora microbiana pouco numerosas, em tecidos cavitários com comunicação com o meio externo ou de difícil descontaminação na ausência de processo infeccioso local. ( ) São cirurgias classificadas como contaminadas: vascular, ortopédicas, plásticas e de mediastino. Assinale a alternativa que contém a sequência CORRETA. A) V, F, F. B) V, V, F. C) V, V, V. D) F, F, F. E) F, F, V. COMENTÁRIOS2 : As cirurgias podem ser classificadas de acordo com o potencial de contaminação. Vejamos abaixo: 1. Cirurgias limpas: São aquelas realizadas em tecidos estéreis ou passíveis de descontaminação, na ausência de processo infeccioso e inflamatório local ou falhas técnicas grosseiras, cirurgias eletivas e traumáticas com cicatrização de primeira intenção e sem drenagem. Cirurgias em que não ocorrem penetrações nos tratos digestivo, respiratório ou urinário. 2. Cirurgias potencialmente contaminadas: realizadas em tecidos colonizados por flora microbiana pouco numerosa ou em tecidos de difícil descontaminação, na ausência de processo infeccioso e inflamatório e com falhas técnicas discretas no transoperatório. Cirurgias limpas com drenagem, se enquadram nesta categoria. Ocorre penetração nos tratos digestivo, respiratório ou urinário sem contaminação significativa. 2 Brasil. Ministérioda Saúde. Portarianº 930, de 27 de agostode 1992. Dispõe sobre normas para controle de infecção hospitalar.
  • 13. CursoEspecíficode Técnicode EnfermagemparaConcurso Curso Específico de Técnico de Enfermagem para Concurso Página12 3. Cirurgias contaminadas: realizadas em tecidos traumatizados recentemente e abertos, colonizados por flora bacteriana abundante, cuja descontaminação seja difícil ou impossível, bem como todas aquelas em que tenham ocorrida falhas técnicas grosseiras, na ausência de supuração local. Presença de inflamação aguda na incisão e cicatrização de segunda intenção, grande contaminação a partir do tubo digestivo. Obstrução biliar ou urinária. 4. Cirurgias infectadas: todas as intervenções cirúrgicas realizadas em qualquer tecido ou órgão, em presença de processo infeccioso (supuração local), tecido necrótico, corpos estranhos e feridas de origem suja. Faremos agora a análise das afirmativas. Vamos começar? Afirmativa (I). Inserção de marca-passo definitivo é considerada cirurgia limpa, uma vez que é realizada em tecido estéril, passível de descontaminação, sem haver processo infeccioso local. Afirmativa Verdadeira. Afirmativa (II). As cirurgias potencialmente contaminadas são realizadas em tecidos colonizados por flora microbiana pouco numerosas, em tecidos cavitários com comunicação com o meio externo ou de difícil descontaminação na ausência de processo infeccioso local. Afirmativa Verdadeira. Afirmativa (III). São cirurgias classificadas como limpas: vascular, ortopédicas, plásticas e de mediastino. Afirmativa Falsa. Gabarito letra B. 7. (UFMT/2013/RP) Relativo ao potencial de contaminação, as cirurgias se classificam em limpas, potencialmente contaminadas, contaminadas e infectadas. A coluna da esquerda apresenta a classificação das cirurgias e a da direita, os tipos de cirurgia. Numere a coluna da direita em conformidade com a da esquerda. Assinale a sequência correta. 1 – Limpas 2 – Potencialmente contaminadas 3 – Contaminadas 4 – Infectadas ( ) Colectomia e amigdalectomia ( ) Neurocirugia e mastoplastia ( ) Cirurgia de reto e ânus com pus ( ) Colecistectomia e histerectomia abdominal
  • 14. CursoEspecíficode Técnicode EnfermagemparaConcurso Curso Específico de Técnico de Enfermagem para Concurso Página13 a) 2, 1, 4, 3 b) 4, 2, 3, 1 c) 3, 1, 4, 2 d) 3, 2, 1, 4 COMENTÁRIOS: Vejamos as principais características dos tipos de cirurgia apresentados na questão: 1. Cirurgias Potencialmente Contaminadas - são aquelas realizadas em tecidos colonizados por flora microbiana pouco numerosa ou em tecidos de difícil descontaminação, na ausência de processo infeccioso e inflamatório e com falhas técnicas discretas no transoperatório. Ocorre penetração nos tratos digestivo, respiratório ou urinário sem contaminação significativa. Ex.: Colectomia (retirada parcial ou total do intestino grosso) e amigdalectomia (retirada das amídalas). 2. Cirurgias Limpas - são aquelas realizadas em tecidos estéreis ou passíveis de descontaminação, na ausência de processo infeccioso e inflamatório local ou falhas técnicas grosseiras, cirurgias eletivas com cicatrização de primeira intenção e sem drenagem aberta. Cirurgias em que não ocorrem penetrações nos tratos digestivo, respiratório ou urinário. Ex.: Neurocirugia e mastoplastia (cirurgia das mamas). 3. Cirurgias infectadas - são todas as intervenções cirúrgicas realizadas em qualquer tecido ou órgão, em presença de processo infeccioso (supuração local) e/ou tecido necrótico. Ex.: Cirurgia de reto e ânus com pus. 4. Cirurgias Contaminadas - são aquelas realizadas em tecidos recentemente traumatizados e abertos, colonizados por flora bacteriana abundante, cuja descontaminação seja difícil ou impossível, bem como todas aquelas em que tenham ocorrido falhas técnicas grosseiras, na ausência de supuração local. Na presença de inflamação aguda na incisão e cicatrização de segunda intenção, ou grande contaminação a partir do tubo digestivo. Obstrução biliar ou urinária também se incluem nesta categoria. Ex.: Colecistectomia e histerectomia abdominal. Dessa forma, o gabarito da questão é a letra A.
  • 15. CursoEspecíficode Técnicode EnfermagemparaConcurso Curso Específico de Técnico de Enfermagem para Concurso Página14 8. (Prefeitura de Lagarto-SE/AOCP/2011/RP) Em relação à Finalidade do procedimento as cirurgias podem ser classificadas em a) limpa, contaminada, potencialmente contaminada, infectada. b) pequena, média e grande. c) paliativa, radical, plástica, diagnóstica. d) urgência, Emergência, eletiva. e) porte I, porte II, porte III e porte IV. COMENTÁRIOS: De acordo com Brunner & Studart, a cirurgia pode ser realizada por uma série de razões (finalidades). Ela pode ser diagnóstica como, por exemplo, quando uma biópsia é realizada uma laparotomia exloratória é feita; curativa, quando, por exemplo, uma massa tumoral é ressecada ou um apêndice inflamádo é removido; reparadora, quando, por exemplo, múltiplas feridas devem ser recostituidas; reconstrutiva ou cosmética, como, por exemplo, se uma mamoplastia ou rejuvenecimento facial é realizado; ou paliativa, se a dor deve ser aliviada ou um problema corrigido – por exemplo, quando uma sonda de gastrotomia é inserida para compensar a incapacidade de deglutir alimentos. Alguns autores incluem a cirurgia radical e ablativa na classificação por finalidade. A primeira (radical) apresenta a finalidade de ressecção parcial ou total do órgão ou estrutura afetada, a exemplo da remoção do útero e do estômago. A segunda (ablativa) é a excisão ou remoção de uma parte doente do corpo, a exemplo da amputação, remoção de apêndice, colecistectomia.
  • 16. CursoEspecíficode Técnicode EnfermagemparaConcurso Curso Específico de Técnico de Enfermagem para Concurso Página15 A cirurgia também pode ser classificada conforme o grau de urgência envolvido, com o uso de termos como emergência, urgência, requerida, eletiva e opcional: Categorias de Cirurgia com Base na Urgência Classificação Indicações para a Cirurgia Exemplos Emergência – o paciente necessita de atenção imediata; o distúrbio pode ser ameaçador à vida. Imediato Sangramento grave; obstrução vesical ou intestinal; fratura de crãnio; feridas por armas de fogo ou branca; queimaduras extensas. Urgência - o paciente precisa de atenção rápida. Dentro de 24-30 h Infecção aguda da vesícula; cálculos renais e uretrais. Requerida – o paciente precisa realizar a cirurgia. Planejada dentro de algumas semanas ou meses Hiperplasia prostática sem obstrução de bexiga; distúbios da tireoide; cataratas. Eletiva – o paciente pode ser operado. A não realização da cirurgia não é catastrófica Reparação de cicratizes; hérnia simples; reparação vaginal. Opcional – essa decisão é do paciente. Preferência pessoal Cirurgia cosmética. Fonte: Adaptado de Brunner & Studart, 2011. Portanto, em relação à finalidade do procedimento, as cirurgias podem ser classificadas em paliativa, radical, plástica, diagnóstica. O gabarito é a letra C. 9. (UFPR-2013/RP) No planejamento da assistência de enfermagem ao paciente cirúrgico, é importante para o enfermeiro conhecer a informação do tipo de procedimento ao qual foi submetido. Os procedimentos cirúrgicos costumam ser categorizados conforme a urgência, o risco e a finalidade. Considere os seguintes procedimentos cirúrgicos: 1. Cirurgia para diagnóstico. 2. Cirurgia eletiva. 3. Cirurgia ablativa. 4. Cirurgia paliativa. 5. Cirurgia de emergência. 6. Cirurgia reparadora. 7. Cirurgia para transplante. 8. Cirurgia construtora. 9. Cirurgia de urgência. Quais desses procedimentos cirúrgicos são classificados por finalidade?
  • 17. CursoEspecíficode Técnicode EnfermagemparaConcurso Curso Específico de Técnico de Enfermagem para Concurso Página16 a) 1, 5, 6, 7, 8 e 9 apenas. b) 2, 3, 5, 7 e 9 apenas. c) 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7 e 8 apenas. d) 1, 2, 4 e 9 apenas. e) 1, 3, 4 e 8 apenas. COMENTÁRIOS: Esse tipo de questão é resolvido mais facilmente por eliminação dos itens incontestavelmente incorretos, visto que a a classificação das cirurgias pode variar dependendo da fonte. Nós sabemos que as cirurgias de emergência e urgência são incontestavelmente classificadas conforme o grau de urgência envolvido, e não quanto a finalidade. Apenas com essa informação, eliminamos os itens A, B, C e D. Existem outras formas de eliminação das assertivas erradas, demonstrei uma possibilidade. Os procedimentos cirúrgicos listados na questão classificados por finalidade são os seguintes: cirurgia para diagnóstico, cirurgia ablativa, cirurgia paliativa e cirurgia construtora. Nessa tela, o gabarito da questão é a letra E. 10. (Prefeitura de Machadinho d'Oeste-RO/FUNCAB/2013/RP) Assinale a alternativa que contém a correta classificação da categoria cirúrgica. a) Eletiva – o paciente precisa fazer a cirurgia. b) Opcional – o paciente deverá fazer a cirurgia. c) Urgência – o paciente requer atenção podendo fazer a cirurgia dentro de algumas semanas. d) Necessária – a decisão fica por conta do paciente. e) Emergência – o paciente requer atenção imediata; o distúrbio pode ter risco para a vida. COMENTÁRIOS: Vejamos a classificação correta dos tipos de cirurgia descritos na questão: Item A. Eletiva – o paciente pode ser operado. A não realização da cirurgia não é catastrófica. Por outro lado, na cirurgia requerida, o paciente precisa fazer a cirurgia.
  • 18. CursoEspecíficode Técnicode EnfermagemparaConcurso Curso Específico de Técnico de Enfermagem para Concurso Página17 Item B. Opcional – a decisão em fazer a cirurgia é do paciente, por uma preferência pessoal, a exemplo das cirurgias plásticas. Item C. Urgência – o paciente requer atenção rápida, dentro de 24 a 30 horas. Item D. Necessária – a cirurgia deve ser realizada, ou seja, a decisão não fica por conta do paciente. Item E. Emergência – o paciente requer atenção imediata; o distúrbio pode ter risco para a vida. O gabarito, portanto, é a letra E. 11. (Hospital Guilherme Álvaro – Santos/CETRO/2013/JM) Assinale a alternativa que apresenta uma cirurgia potencialmente contaminada. (A) Incisão com secreção purulenta. (B) Cirurgias realizadas no reto. (C) Cirurgia no sistema musculoesquelético. (D) Cirurgia realizada no trato gastrintestinal. (E) Cirurgias de traumatismo cranioencefálico abertas. COMENTÁRIOS3 : De acordo com a Portaria nº 930/1992, as infecções pós-operatórias devem ser analisadas de acordo com o potencial de contaminação da ferida cirúrgica, entendido como o número de microrganismos presentes no tecido a ser operado. Portanto, as operações podem ser classificadas como: 1. CIRURGIAS LIMPAS: realizadas em tecidos estéreis ou passíveis de descontaminação, na ausência de processo infeccioso e inflamatório local ou falhas técnicas grosseiras, cirurgias eletivas e traumáticas com cicatrização de primeira intenção e sem drenagem. São as cirurgias em que não ocorrem penetrações nos tratos digestivo, respiratório ou urinário. 3 Brasil.Ministério da Saúde.Portaria nº930,de 27 de agosto de 1992. Disponível em: //htt. sna.saude.gov.br/legisla/legisla/inf_h/GM_P930_92inf_h.doc
  • 19. CursoEspecíficode Técnicode EnfermagemparaConcurso Curso Específico de Técnico de Enfermagem para Concurso Página18 2. CIRURGIAS POTENCIALMENTE CONTAMINADAS: São aquelas realizadas em tecidos colonizados por flora microbiana pouco numerosa ou em tecidos de difícil descontaminação, na ausência de processo infeccioso e inflamatório e com falhas técnicas discretas no transoperatório. Cirurgias limpas com drenagem se enquadram nesta categoria. Ocorre penetração nos tratos digestivo, respiratório ou urinário sem contaminação significativa. 3. CIRURGIAS CONTAMINADAS: São aquelas realizadas em tecidos traumatizados recentemente e abertos, colonizados por flora bacteriana abundante, cuja descontaminação seja difícil ou impossível, bem como todas aquelas em que tenham ocorrido falhas técnicas grosseiras, na ausência de supuração local. Presença de inflamação aguda na incisão e cicatrização de segunda intenção, grande contaminação a partir do tubo digestivo. 4. CIRURGIAS INFECTADAS: Intervenções cirúrgicas realizadas em qualquer tecido ou órgão, em presença de processo infeccioso (supuração local), tecido necrótico, corpos estranhos e feridas de origem suja. Bem, agora que fizemos essa breve revisão, partiremos para classificação das cirurgias mencionadas nas alternativas. Alternativa A: Incisão com secreção purulenta. Cirurgia infectada. Alternativa B: Cirurgias realizadas no reto. Cirurgia contaminada. Alternativa C: Cirurgia no sistema musculoesquelético. Cirurgia limpa. Alternativa D: Cirurgia realizada no trato gastrintestinal. Cirurgia potencialmente contaminada. Alternativa E: Cirurgias de traumatismo crânioencefálico abertas. Cirurgia limpa. Logo, a alternativa que apresenta uma cirurgia potencialmente contaminada é a D. 12. (Prefeitura de Colatina-ES/FUNCAB/2012/RP) Faz parte das atividades de enfermagem durante a fase pós-operatória: a) instruir o paciente com outros membros da equipe de enfermagem. b) estabelecer o acesso venoso. c) colocar o dispositivo de aterramento no paciente. d) descrever as limitações físicas.
  • 20. CursoEspecíficode Técnicode EnfermagemparaConcurso Curso Específico de Técnico de Enfermagem para Concurso Página19 e) verificar se as contagens de compressas, agulhas e instrumentos estão corretas. COMENTÁRIOS: Em geral, são ações de enfermagem no período intraoperatório: (c) colocar o dispositivo de aterramento no paciente; e (e) verificar, na sala de cirurgia, se as contagens de compressas, agulhas e instrumentos estão corretas. É uma ação que pode ser realizada no período pré-operatório ou intraoperatório, a depender da situação do paciente: (b) estabelecer o acesso venoso. Em geral, são ações de enfermagem nos períodos pré-operatório, intraoperatório e pós- operatório: (a) instruir o paciente com outros membros da equipe de enfermagem; e (d) descrever as limitações físicas. A alternativa “mais correta“ é a letra D (gabarito da questão). Todavia, também é ação de enfermagem no período pós-operatório instruir o paciente com outros membros da equipe de enfermagem. Por isso, essa questão deveria ter sido anulada. 13. (Prefeitura de São Benedito do Rio Preto-MA/ IMA/2014) O senhor T.D.G., 56 anos, casado, aposentado, é diabético, e apresentou necrose no membro inferior direito, por isso, foi encaminhado para o centro cirúrgico, pelo cirurgião vascular para amputação do membro, mas ao dar entrada no centro cirúrgico, teve uma parada cardíaca e faleceu. Quanto ao período operatório pode-se considerar que o mesmo faleceu no: a) Pré-operatório imediato. b) Pós-operatório imediato. c) Intra-operatório. d) Transoperatório. e) Operatório. COMENTÁRIOS: Vamos relembrar:
  • 21. CursoEspecíficode Técnicode EnfermagemparaConcurso Curso Específico de Técnico de Enfermagem para Concurso Página20 Fase pré-operatória – a partir do momento em que se toma a decisão para a intervenção cirúrgica até a transferência do pacinete para a sala de cirurgia;  Pré-operatório mediato: o cliente é submetido a exames que auxiliam na confirmação do diagnóstico e que auxiliarão o planejamento cirúrgico, o tratamento clínico para diminuir os sintomas e as precauções necessárias para evitar complicações pós-operatórias, ou seja, abrange o período desde a indicação para a cirurgia até o dia anterior à mesma;  Pré-operatório imediato: corresponde às 24 horas anteriores à cirurgia e tem por objetivo preparar o cliente para o ato cirúrgico mediante os seguintes procedimentos: jejum, limpeza intestinal, esvaziamento vesical, preparo da pele e aplicação de medicação pré-anestésica. Fase intra-operatória (transoperatória) – desde o momento em que o paciente é recebido na sala de cirurgia até quando é admitido na sala de recuperação pós-anestésica. Fase de recuperação anestésica - desde o momento em que o paciente é admitido na sala de recuperação pós-anestésica até do momento da saída na sala de recuperação pós- anestésica. Fase pós-operatória – a partir do momento da admissão na sala de recuperação pós- anestésica até a avaliação domiciliar/clínica de acompanhamento. De acordo com o caso hipotético dado na questão, o gabarito é letra D, pois o paciente encontra-se no transoperatório. 14. (Prefeitura de São Caetano do Sul-SP/Caipimes/2009/RP) Com relação aos cuidados operatórios, segundo a condição clínica do paciente, é correto afirmar que a) o pré-operatório inicia-se quando o paciente vai ao Centro Cirúrgico, neste momento será o inicio para as orientações; e o pós-operatório imediato é realizado na unidade de recuperação pós-anestésica. b) os fatores que interferem no processo de cicatrização são: extensão da lesão, idade, estado nutricional, diabetes, infecção, irrigação sanguínea insuficiente e a imunossupressão. c) os fatores que interferem na condição clínica relacionada ao processo de cicatrização são: extensão da lesão, tipo de vestimenta, estado nutricional, hipertensão, infecção, receber antibióticoterapia preventivo, irrigação sanguínea insuficiente e a imunossupressão.
  • 22. CursoEspecíficode Técnicode EnfermagemparaConcurso Curso Específico de Técnico de Enfermagem para Concurso Página21 d) a evolução clínica satisfatória do paciente e a estabilização do estado hemodinâmico são sinais de que a fase critica do pós-operatório terminou e que poderá ser transferido para o quarto. Considera também que o transporte sendo rápido, mesmo que haja instabilidade, essa condição poderá ser corrigida quando o paciente chegar ao local determinado. COMENTÁRIOS: Vejamos cada item para melhor compreensão do tema: Item A. Incorreto. O pré-operatório ocorre a partir do momento em que se toma a decisão para a intervenção cirúrgica até a transferência do paciente para a sala de cirurgia. O pós-operatório inicia-se a partir da saída do cliente da sala de operação e perdura até sua total recuperação. Subdivide-se em pós-operatório imediato (POI): até às 24 horas posteriores à cirurgia; pós-operatório mediato: após as 24 horas e até 7 dias depois; e tardio, após 7 dias do recebimento da alta. Item B. Correto. Os fatores que interferem no processo de cicatrização são: extensão da lesão, idade, estado nutricional, diabetes, infecção, irrigação sanguínea insuficiente e a imunossupressão. Item C. Incorreto. Item descabido. Ora, o tipo de vestimenta e hipertensão não são fatores que interferem na condição clínica relacionada ao processo de cicatrização. Item D. Incorreto. Após ser submetido à avaliação do enfermeiro e do anestesista, o paciente poderá receber alta da Sala de Recuperação Pós-Anestésica (SRPA). Nessa avaliação, consideram-se as drogas utilizadas na anestesia, o nível de consciência do paciente e o seu estado geral. O paciente deverá apresentar:  padrão respiratório eficaz, com troca gasosa adequada;  presença de reflexos glossofaríngeos;  estabilização dos sinais vitais;  retorno do nível de consciência;  mínimo de dor possível;  sinais de volemia adequada, como volume urinário de 30mL/h e PA estabilizada no nível de normalidade do paciente;  ausência de sangramentos por sondas ou drenos.
  • 23. CursoEspecíficode Técnicode EnfermagemparaConcurso Curso Específico de Técnico de Enfermagem para Concurso Página22 Para o paciente ser transferido da Sala de Recuperação Pós-Anestésica (SRPA) para o quarto são necessários o estabelecimento dos achados descritos acima, e não apenas a evolução clínica satisfatória do paciente e a estabilização do estado hemodinâmico. Ademais, não é recomendado que o transporte após a cirurgia seja rápido e gere instabilidade. Desse modo, o gabarito da questão é a letra B. 15. (Prefeitura de Nossa Senhora do Socorro-SE/AOCP/2011/RP) O período Pré- Operatório Imediato, se refere à a) 24 horas imediatamente anteriores à cirurgia. b) 48 horas anteriores à cirurgia. c) do início ao término do procedimento anestésicocirúrgico. d) ao momento em que o paciente é recepcionado no centro cirúrgico. e) momento em que o paciente recebe a informação de que será submetido ao procedimento cirúrgico. COMENTÁRIOS: O pré-operatório imediato corresponde às 24 horas anteriores à cirurgia e tem por objetivo preparar o cliente para o ato cirúrgico mediante os seguintes procedimentos: jejum, limpeza intestinal, esvaziamento vesical, preparo da pele e aplicação de medicação pré- anestésica. Logo, o gabarito é a letra A. 16. (MCO-UFBA/EBSERH/IADES/2014) Quanto às funções do instrumentador cirúrgico, é correto afirmar que a ele cabe: a) receber e identificar o paciente na sala cirúrgica. b) acender as luzes e focalizá-las no campo cirúrgico. c) colocar placa de bisturi elétrico e ligá-lo quando solicitado. d) fixar o curativo e transportar o paciente para a sala de recuperação pós-anestésica. e) certificar-se de que não permaneceram, no campo operatório, compressas, gazes e instrumentos. COMENTÁRIOS:
  • 24. CursoEspecíficode Técnicode EnfermagemparaConcurso Curso Específico de Técnico de Enfermagem para Concurso Página23 O instrumentador cirúrgico é o profissional responsável por prever os materiais necessários à cirurgia, bem como preparar a mesa com os instrumentais, fios cirúrgicos e outros materiais necessários, ajudar na colocação de campos operatórios, fornecer os instrumentais e materiais à equipe cirúrgica e manter a limpeza e proteção dos instrumentais e materiais contra a contaminação. Assim, o gabarito é a letra E. 17. (HUPES-UFBA/EBSERH/IADES/2014) Ao circulante de uma sala cirúrgica cabe controlar e zelar pela ordem, limpeza e assepsia da sala operatória. A respeito das demais funções do circulante, é correto citar a de a) auxiliar no posicionamento do paciente. b) auxiliar na colocação de campos operatórios. c) realizar tarefas relacionadas à intervenção cirúrgica. d) entregar o instrumental de forma segura, prevenindo acidentes. e) preparar a sala de cirurgia com material de sutura e antissepsia. COMENTÁRIOS: O auxiliar de enfermagem ou o técnico de enfermagem pode desempenhar a função de circulante da sala cirúrgica. O circulante deve realizar as seguintes funções:  Verificar os materiais, aparelhos ou solicitações especiais à mesma;  Manter a sala em boas condições de limpeza;  Observar se o lavabo está equipado para uso e lavar as mãos;  Testar o funcionamento dos aparelhos sob sua responsabilidade, verificando suas perfeitas condições de uso;  Revisar o material esterilizado e providenciar os materiais específicos em quantidade suficiente para a cirurgia;  Com o anestesista, checar a necessidade de material para o carrinho de anestesia;  Preparar a infusão endovenosa e a bandeja de antissepsia;  Dispor os pacotes de aventais, campos, luvas e a caixa de instrumentais em local limpo e acessível;  Receber o cliente de forma a tentar diminuir sua ansiedade, transmitindo-lhe
  • 25. CursoEspecíficode Técnicode EnfermagemparaConcurso Curso Específico de Técnico de Enfermagem para Concurso Página24 confiança, segurança e tranquilidade;  Conferir os dados do prontuário, e após o cliente deve ser transferido da maca para a mesa cirúrgica;  Auxiliar o anestesista no posicionamento do cliente, também auxiliar, quando necessário, a suprir material - e durante a cirurgia comunicar e registrar as alterações do que observou;  Ajudar os integrantes da equipe cirúrgica a se paramentarem; Portanto, o gabarito é a letra A. 18. (HU-UFMS/EBSERH/AOCP/2014) Durante o ato cirúrgico, a enfermagem deve atentar-se para a realização de cuidados pertinentes. Assinale a alternativa que NÃO corresponda aos cuidados requeridos neste momento. a) Oclusão de globo ocular para prevenção de ulcerações em córnea. b) Adequação de posicionamento para evitar dor no pósoperatório. c) Verificar acesso venoso para prevenir extravasamento de solução. d) Atentar-se à ocorrência de hipotensão e/ou hipotermia. e) Esvaziamento intestinal completo. COMENTÁRIOS: É dever da equipe médica e de enfermagem assegurar-lhe um ato operatório seguro, prestando alguns cuidados específicos, entre outros:  Verificar o anestésico administrado na dosagem certa para evitar a dor;  Manter os olhos do cliente ocluídos, para evitar úlceras de córnea;  Atentar para o posicionamento do cliente, de modo a evitar escaras e dor no pós- operatório;  Evitar extravasamento de solução para fora da veia.  Atentar-se à ocorrência de hipotensão e/ou hipotermia. Logo, a única alternativa INCORRETA é a letra E, pois é um cuidado que deverá ser feito em outro momento.
  • 26. CursoEspecíficode Técnicode EnfermagemparaConcurso Curso Específico de Técnico de Enfermagem para Concurso Página25 19. (HC-UFMG/EBSERH/AOCP/2014) São atribuições do técnico de enfermagem no Centro Cirúrgico, EXCETO a) colher material para exame de laboratório de acordo com a solicitação médica em impresso próprio e conforme regulamentação do exercício profissional da enfermagem. b) auxiliar o cirurgião e realizar a sutura da pele ao final da cirurgia, se solicitado pelo enfermeiro. c) dispor os instrumentos cirúrgicos sobre a mesa apropriada, com técnica asséptica. d) administrar a medicação prescrita, fazer curativos simples e controlar os sinais vitais de acordo com os protocolos da unidade. e) exercer as atribuições de circulante de sala. COMENTÁRIOS: Essa questão é bem simples, fácil de resolver por eliminação, pois a única alternativa INCORRETA é a letra B, pois NÃO é função da equipe de enfermagem a realização de sutura. 20. (HUCAM-UFES/ EBSERH/AOCP/2014) Das atribuições que o técnico de enfermagem pode executar dentro do centro cirúrgico, incluem, EXCETO a) responsabilizar-se pelo encaminhamento das peças cirúrgicas aos laboratórios especializados. b) atuar como instrumentador cirúrgico, entregando os instrumentais cirúrgicos ao cirurgião e assistentes com habilidade e presteza. c) atuar como circulante de sala, conferir os materiais e equipamentos necessários ao ato cirúrgico. d) controlar o material esterilizado, verificando prazos de validade, como também ter controle dos equipamentos, verificando as condições dos dispositivos que garantam a segurança dos pacientes. e) coordenação das atividades de enfermagem dentro do centro cirúrgico. COMENTÁRIOS:
  • 27. CursoEspecíficode Técnicode EnfermagemparaConcurso Curso Específico de Técnico de Enfermagem para Concurso Página26 Mais uma questão simples, após exposição inicial do tema e das questões, fica claro que a alternativa INCORRETA é a letra E, pois de acordo com a Lei Nº 7.498/86, Dispõe sobre a regulamentação do exercício da Enfermagem e dá outras providências, são atividade Privativas do Enfermeiro:  Direção do órgão de enfermagem integrante da estrutura básica da instituição de saúde, pública e privada, e chefia de serviço e de unidade de enfermagem;  Organização e direção dos serviços de enfermagem e de suas atividades técnicas e auxiliares nas empresas prestadoras desses serviços;  Planejamento, organização, coordenação, execução e avaliação dos serviços da assistência de enfermagem;  Consultoria, auditoria e emissão de parecer sobre matéria de enfermagem;  Consulta de enfermagem;  Prescrição da assistência de enfermagem;  Cuidados diretos de enfermagem a pacientes graves com risco de vida;  Cuidados de enfermagem de maior complexidade técnica e que exijam conhecimentos de base científica e capacidade de tomar decisões imediatas.
  • 28. CursoEspecíficode Técnicode EnfermagemparaConcurso Curso Específico de Técnico de Enfermagem para Concurso Página27 2 - Materiais e equipamentos básicos que compõem as salas de cirurgia e recuperação anestésica. Para que o processo cirúrgico transcorra sem intercorrências e de forma planejada, as salas cirúrgicas são equipadas por equipamentos fixos:  Foco central,  Negatoscópio:aparelho utilizado para a visualização dos raios X, composto por lâmpada fluorescente e placa de acrílico.  Sistema de canalização de ar e gases  Mesa cirúrgica manual ou automática com colchonete de espuma  Perneiras metálicas  Suporte de ombros e braços,  Arco para narcose  Coxins e talas para auxiliar no posicionamento do cliente. Com relação à controlar os dados fisiológicos do cliente e evitar complicações anestésicas, a sala de cirurgia deve ser equipada com:  Esfigmomanômetro  Monitor de eletrocardiograma  Material para intubação traqueal  Equipamentos para ventilação e oxigenação  Aspirador de secreções  Oxímetro de pulso e outros aparelhos especializados. Os equipamentos auxiliares são aqueles que podem ser movimentados pela sala, de acordo com a necessidade:  Suporte de hamper e bacia  Mesas auxiliares  Bisturi elétrico  Foco auxiliar  Banco giratório  Escada
  • 29. CursoEspecíficode Técnicode EnfermagemparaConcurso Curso Específico de Técnico de Enfermagem para Concurso Página28  Estrado  Balde inoxidável com rodinhas ou rodízios  Carros ou prateleiras para materiais estéreis, de consumo  Soluções antissépticas Ainda são necessários diversos pacotes esterilizados contendo aventais (avental com abertura para a frente), luvas de diferentes tamanhos, campos duplos, campos simples, compressas grandes e pequenas, gazes, impermeável (para forrar a mesa do instrumentador), cúpulas grandes e pequenas, cuba rim, bacia, sondas e drenos diversos, cabo com borracha para aspirador e cabo de bisturi elétrico (pode vir acondicionado em caixas). Outros materiais esterilizados são as caixas de instrumentais, o estojo de material cortante (pode estar acondicionado dentro da caixa de instrumentais), bandeja de material para anestesia e fios de sutura de diferentes números e tipos. Como materiais complementares: a balança para pesar compressas e gazes, as soluções antissépticas, esparadrapo, ataduras, pomada anestésica, medicamentos anestésicos e de emergência, soluções endovenosas do tipo glicosada, fisiológica, bicarbonato de sódio, solução de álcool hexa-hídrico (Manitol), de Ringer e de Ringer Lactato. Para a realização do procedimento cirúrgico-anestésico, temos: O aparelho de anestesia é composto de vários itens integrados entre si com função básica de administrar gases durante a anestesia inalatória, sendo constituído basicamente de três componentes, a saber: a secção de fluxo continuo, sistema respiratório e respirador. O bisturi de argônio é um equipamento utilizado para rapidamente coagular grandes superfícies sangrantes. Não existe contato entre a ponta do bisturi e a superfície a ser coagulada, evitando o acúmulo de tecido coagulado na ponta do bisturi, bem como evitando o deslocamento de coágulos já formados na superfície do fígado. O sangramento e o tempo cirúrgico são reduzidos significativamente. O bisturi elétrico (ou eletrocautério) é um equipamento em que a corrente elétrica corta o tecido humano vaporizando a água da região. A corrente entra no organismo do paciente através do bisturi e sai por uma placa de metal ou borracha condutora colocada junto ao corpo. O laparoscópio é composto por um sistema de lentes para a captação de imagens e de um de fibra ótica para a transmissão do feixe luminoso oriundo da fonte de luz. O feixe
  • 30. CursoEspecíficode Técnicode EnfermagemparaConcurso Curso Específico de Técnico de Enfermagem para Concurso Página29 luminoso permitirá que a imagem do interior da cavidade seja captada. A microcâmera é acoplada a ele para a recepção de imagens do interior da cavidade abdominal ou torácica. Quanto maior o calibre do laparoscópio, maior sua resolução. A manta térmica é utilizada nos pacientes cirúrgicos para evitar a hipotermia, pois a manutenção de normotermia central no período intra-operatório é recomendável com base em estudos que demonstram redução das complicações nesses pacientes. Além dos equipamentos citados, podemos elencar ainda: aspirador cirúrgico, foco cirúrgico de teto e portátil, mesa cirúrgica, bomba de infusão, desfibrilador cardíaco, monitor, equipamentos de videocirurgia. Agora, vejamos uma questão sobre o tema: 21. (HUCAM-UFES/EBSERH/AOCP/2014) Em relação aos materiais e equipamentos do centro cirúrgico, quais são os equipamentos que são fixos dentro das salas de cirurgia? a) Foco auxiliar, bisturi elétrico, aspirador de secreções. b) Aparelho de anestesia, mesa cirúrgica, monitor multiparamétrico. c) Balde de inox, suporte de soro, hamper. d) Foco cirúrgico central, negatoscópio, rede canalizada de gases medicinais. e) Balança, Mesas auxiliares (Mayo, instrumentação e de roupas). COMENTÁRIOS: Após apresentação do tema acima, vamos relembrar: Para que o processo cirúrgico transcorra sem intercorrências e de forma planejada, as salas cirúrgicas são equipadas por equipamentos fixos:  Foco central,  Negatoscópio: aparelho utilizado para a visualização dos raios X, composto por lâmpada fluorescente e placa de acrílico.  Sistema de canalização de ar e gases  Mesa cirúrgica manual ou automática com colchonete de espuma  Perneiras metálicas  Suporte de ombros e braços,  Arco para narcose  Coxins e talas para auxiliar no posicionamento do cliente.
  • 31. CursoEspecíficode Técnicode EnfermagemparaConcurso Curso Específico de Técnico de Enfermagem para Concurso Página30 Logo, o gabarito é a letra D. 22. (Prefeitura de Goiana-PE/IPAD/2010/RP) Os cuidados de enfermagem em centro cirúrgico são de fundamental importância para a segurança do procedimento a ser realizado. Em relação ao uso do bisturi elétrico, a placa neutra deverá ser posicionada: a) preferencialmente em áreas de proeminências ósseas. b) preferencialmente em áreas com grande quantidade de pelo. c) preferencialmente na região glútea após ser tricotomizada e umedecida. d) sob a panturrilha ou outra região de grande massa muscular. e) nos membros superior ou inferior direito após ser umedecido. COMENTÁRIOS: O dispositivo de aterramento no paciente é indispensável para a proteção dele em decorrência de descargas elétricas no momento da cirurgia, a exemplo dos procedimentos realizados com o bisturi elétrico. Nesse caso, faz-se necessário aplicar gel condutor na placa neutra, para neutralizar a carga elétrica quando do contato da mesma com o corpo do cliente, conforme orientação do fabricante. A seguir, deve-se colocar a placa neutra sob a panturrilha ou outra região de grande massa muscular, evitando áreas que dificultem o seu contato com o corpo do cliente, como saliências ósseas, pele escarificada, áreas de grande pilosidade, pele úmida. Deste modo, o gabarito é a letra D.
  • 32. CursoEspecíficode Técnicode EnfermagemparaConcurso Curso Específico de Técnico de Enfermagem para Concurso Página31 3 – TIPOS DE ANESTESIAS A anestesia tem como objetivo o estado de relaxamento, perda da sensibilidade e dos reflexos, de forma parcial ou total, provocada pela ação de drogas anestésicas, é evitar a dor e facilitar o ato operatório pela equipe cirúrgica. Os principais objetivos são: suprir a sensibilidade dolorosa durante a cirurgia, com manutenção ou não da consciência; relaxamento muscular; proporcionar condições ideias para a ação da equipe cirúrgica. Os principais tipos de anestesia são o seguinte: geral, raquianestesia, peridural, local e tópica.  Anestesia geral: administra-se o anestésico por via inalatória, endovenosa ou combinado (inalatória e endovenosa), com o objetivo de promover um estado reversível de ausência de sensibilidade, relaxamento muscular, perda de reflexos e inconsciência devido à ação de uma ou mais drogas no sistema nervoso.  Raquianestesia: é indicada para as cirurgias na região abdominal e de membros inferiores, porque o anestésico é depositado no espaço subaracnóide da região lombar, produzindo insensibilidade aos estímulos dolorosos por bloqueio da condução nervosa.  Anestesia peridural: o anestésico é depositado no espaço peridural, ou seja, o anestesista não perfura a duramater. O anestésico se difunde nesse espaço, fixa- se no tecido nervoso e bloqueia as raízes nervosas.  Anestesia local: infiltra-se o anestésico nos tecidos próximos ao local da incisão cirúrgica. Utilizam-se anestésicos associados com a adrenalina, com o objetivo de aumentar a ação do bloqueio por vasoconstrição e prevenir sua rápida absorção para a corrente circulatória.  Anestesia tópica: está indicada para alívio da dor da pele lesada por feridas, úlceras e traumatismos, ou de mucosas das vias aéreas e sistema geniturinário.
  • 33. CursoEspecíficode Técnicode EnfermagemparaConcurso Curso Específico de Técnico de Enfermagem para Concurso Página32 Após o ato cirúrgico, inicia-se o processo de recuperação da consciência, em consequência da regressão da anestesia. São fases da regressão da anestesia: 1- Imediata (minutos): o paciente apresenta volta à consciência, existe presença de reflexos das vias aéreas superiores e movimentação; 2- Intermediária (minutos/horas): identificação de sinais luminosos ou auditivos; 3- Tardia: motora e sensorial. São Estágios Clínicos da Regressão da Anestesia: 1 - o paciente responde a estímulos dolorosos; 2 - ocorre abertura dos olhos ao comando verbal; 3 - o paciente responde a perguntas simples. 4 - o paciente apresenta boa orientação no tempo e no espaço. Vamos resolver algumas questões: 23. (Prefeitura de Ibiporã-PR/AOCP/2011/RP) Analise as assertivas e assinale a alternativa que aponta a(s) correta(s). A medicação pré-anestésica (MPA) consiste na administração de uma série de medicamentos, antes da anestesia. São finalidades da MPA: I. reduzir as secreções das vias aéreas. II. facilitar a indução da anestesia. III. proporcionar sedação, analgesia e amnésia. IV. proporcionar efeito anestésico. a) Apenas I e II. b) Apenas II. c) Apenas III e IV. d) Apenas I, II e III. e) I, II, III e IV. COMENTÁRIOS: A medicação pré-anestésica (MPA) consiste na administração de uma série de medicamentos, antes da anestesia com finalidade de tornar o ato cirúrgico mais agradável para o paciente pela indução de sedação física e psíquica, e de assegurar condições mais favoráveis para o trabalho do anestesiologista. As finalidades da MPA são as seguintes:
  • 34. CursoEspecíficode Técnicode EnfermagemparaConcurso Curso Específico de Técnico de Enfermagem para Concurso Página33  Redução da ansiedade  Sedação  Amnésia  Analgesia  Redução das secreções das vias aéreas  Prevenção de respostas a reflexos autonômicos, redução do volume do conteúdo gástrico e aumento do seu pH  Efeito antiemético  Redução das necessidades de anestésicos  Facilitação de indução suave da anestesia  Profilaxia de reações alérgicas Todavia, quem proporciona o efeito anestésico é o próprio anestésico, e não a medicação pré-anestésica. Logo, o gabarito é a letra D. 24. (Exército Brasileiro/2011-EsFCEx/RP) O Óxido Nitroso (N2O) é frequentemente utilizado no processo anestésico por: a) promover bom relaxamento. b) impedir a depressão do miocárdio. c) não se associar a outros agentes voláteis. d) não causar hipóxia mesmo sendo administrado em altas dosagens. e) ter indução e recuperação rápidas, além de ter efeitos aditivos para outros anestésicos. COMENTÁRIOS: A anestesia geral é um estado de inconsciência reversível, caracterizado por amnésia, analgesia, depressão dos reflexos, relaxamento muscular e depressão neurovegetativa, resultante da ação de uma ou mais drogas no sistema nervoso. Tem como objetivo a depressão irregular e reversível do sistema nervoso central, produzida por fármacos, que determinarão graus variados de bloqueio sensorial, motor, de reflexos e cognição. Existem 3 tipos de anestesia geral: inalatória, intravenosa e balanceada.
  • 35. CursoEspecíficode Técnicode EnfermagemparaConcurso Curso Específico de Técnico de Enfermagem para Concurso Página34 Como em todos os tipos da anestesia geral existe o importante comprometimento do sistema nervoso central, é necessário que o paciente tenha a permeabilidade das vias aéreas garantida e, para isso, faz-se necessária a intubação traqueal. Na anestesia geral inalatória, os agentes anestésicos voláteis são utilizados sob pressão e o estado de anestesia é alcançado quando o agente inalado atinge concentração adequada no cérebro, levando à depressão. Vários são os agentes inalatórios disponíveis, cada um com suas vantagens e desvantagens, que necessitam ser conhecidos pela equipe para se prestar assistência de qualidade ao indivíduo operado. Os mais comumente utilizado são: oxido nitroso (N2O) e halogenados (alotano, influrano, isoflurano, cevoflurano, desflurano, metoxiflurano). Com relação aos efeitos no sistema nervoso central (SNC), o oxido nitroso (N2O) produz inconsciência de forma rápida, porém é um analgésico fraco e potencializa o efeito hipnoanalgésicos e dos barbitúricos. Na anestesia geral intravenosa, a infusão de drogas é realizada, como o próprio nome diz, por uma acesso venoso, tendo como meta atingir os 5 elementos de uma boa anestesia. Para isso, são empregados os anestésicos venosos não opióides (barbitúricos, cetamina, droperidol, etomidato, propofol e benzodiazepínicos), opióides (fentanil, alfentanil, sulfentanil e remifentanil) e bloqueadores neuromusculares. A anestesia geral balanceada é aquela realizada pela combinação de agentes anestésicos inalatórios e intravenosos. Esse tipo de anestesia tem sido amplamente empregado nos mais diversos tipos de procedimentos cirúrgicos. A partir do exposto, constatamos que o gabarito da questão é a letra E. 4- SALA DE RECUPERAÇÃO PÓS ANESTÉSICA (SRPA) A sala de recuperação pós-anestésica (SRPA) é o local destinado a receber o paciente em pós-operatório imediato até que recupere a consciência e tenha seus sinais vitais estáveis. A assistência prestada ao paciente na SRPA requer cuidados constantes, porque é uma fase delicada do pós-operatório, necessitando de uma monitorização constante e controle de sua evolução. Para a prestação do cuidado em tais condições críticas é necessário que a equipe de enfermagem esteja em constante estado de alerta para atuar de maneira rápida e eficiente;
  • 36. CursoEspecíficode Técnicode EnfermagemparaConcurso Curso Específico de Técnico de Enfermagem para Concurso Página35 compete ao enfermeiro considerar os diversos fatores de risco existentes relacionados ao trauma anestésico-cirúrgico. Conforme o Conselho Regional de Medicina do Estado do Ceará, a SRPA é uma unidade de cuidados específicos cuja função é garantir a recuperação segura da anestesia e prestar cuidados pós-operatórios imediatos a pacientes egressos das salas de cirurgias. Entretanto, os pacientes com indicação de tratamento intensivo, pacientes graves e/ou de risco devem ser encaminhados a Unidade de Tratamento Intensivo (UTI). Além disso, é requisito obrigatório que a SRPA disponha de meios adequados para lidar com doentes portadores de enfermidades infectocontagiosas, de maneira que estes não ofereçam riscos adicionais aos demais pacientes nem ao corpo funcional da unidade. Dessa forma, caso a SRPA não disponha de meios adequados para lidar com pacientes infectados sem oferecer riscos aos demais pacientes, estes não deverão ser admitidos na sala de recuperação pós-anestésica. Já os pacientes que foram submetidos à anestesia geral, cirurgia demorada, ou que apresentam períodos de hipotensão e/ou grandes hemorragias, ou que estejam na iminência de tê-las novamente devem ser admitidos na sala de recuperação pós-anestésica. O paciente nesse período necessita de monitorização constante e controle de sua evolução.  Cuidados de enfermagem:  Conferir a identificação da paciente;  Fazer exame físico;  Monitorar FC, PA, Saturação de oxigênio, temperatura, nível de consciência e dor;  Manter vias aéreas permeáveis;  Instalar nebulização de oxigênio;  Oximetria periférica < 92%;  Promover conforto e aquecimento;  Verificar condições do curativo (sangramentos), fixação de sondas e drenos;  Anotar débitos de drenos e sondas;  Fazer balanço hídrico se necessário;
  • 37. CursoEspecíficode Técnicode EnfermagemparaConcurso Curso Específico de Técnico de Enfermagem para Concurso Página36  Observar dor, náusea e vômito e comunicar anestesiologista;  Minimizar fatores de estresse;  Orientar o paciente quanto ao termino da cirurgia, garantir sua privacidade e zelar por sua segurança;  Aplicar o índice de Aldrette e Kroulik a fim de estabelecer os critérios de alta as sala de recuperação anestésica. Receberá alta se o valor da escala de Aldrete e Kroulik estiver acima de 8. O Índice de Aldrete e Kroulik foi criado e validado em 1970. Em 1995 foi submetido a uma revisão pelos próprios autores. É utilizado, desde sua criação, na avaliação e evolução dos pacientes no período pós-anestésico pela análise da atividade muscular, da respiração, da circulação, da consciência e da saturação de oxigênio. A pontuação varia de 0 a 2 pontos para cada parâmetro, na qual o zero (0) indica condições de maior gravidade, a pontuação um (1) corresponde a um nível intermediário e, a dois (2) representa as funções restabelecidas. Ao final de cada avaliação é efetuada a soma desses escores. Um total de oito (8) a dez (10) pontos indicam que o paciente está em condições de alta da SRPA. Essa somatória é atingida pela maioria dos pacientes após duas (2) horas de permanência nessa sala.
  • 38. CursoEspecíficode Técnicode EnfermagemparaConcurso Curso Específico de Técnico de Enfermagem para Concurso Página37 As indicações para alta da SRPA são atribuições do médico plantonista, em comum acordo com o médico anestesiologista assistente. São critérios para alta do paciente da SRPA: estabilidade dos sinais vitais; retorno do estado de consciência; controle efetivo da dor; Agora, vejamos uma questão sobre o tema: 25. (HU-UFGD/EBSERH/AOCP/2014) Preencha as lacunas e assinale a alternativa correta. “O paciente submetido a uma cirurgia sob anestesia geral ou regional encontra-se em estado de potencial instabilidade cardiorrespiratória, decorrente de alterações fisiológicas e/ou fisiopatológicas do procedimento anestésicocirúrgico. Assim, deve ser realizado controles seriados de Sinais Vitais de ___________ minutos na primeira hora do período de permanência na Recuperação Pós-anestésica, podendo passar de ____________minutos nas horas subsequentes, desde que o paciente se apresente estável.” a) 10 em 10 / 60 em 60 b) 05 em 05 / 15 em 15 c) 20 em 20 / 40 em 40 d) 30 em 30 / 45 em 45 e) 15 em 15 / 30 em 30 COMENTÁRIOS: Na RPA, na primeira hora o controle dos sinais vitais é realizado de 15 em 15 minutos; se estiver regular, de 30 em 30 minutos. Mantida a regularidade do quadro, o tempo de verificação do controle deve ser espaçado para 1/1h, 2/2h, e assim por diante. Esta avaliação deve ser contínua até a alta da SRPA. As intervenções de enfermagem focam no monitoramento e manutenção das vias respiratórias, sistema respiratório, condição circulatória, estado neurológico e controle da dor. A partir dos comentários, contatamos que o gabarito da questão é a letra A.
  • 39. CursoEspecíficode Técnicode EnfermagemparaConcurso Curso Específico de Técnico de Enfermagem para Concurso Página38 26. (Prefeitura do Paulista– PE/UPE/2014/JM) Sobre cuidados pós-operatórios na sala de recuperação pós-anestésica, analise as afirmativas abaixo e coloque V nas Verdadeiras e F nas Falsas. ( ) Observar o tipo de cirurgia realizada e qualquer complicação intraoperatória, bem como monitorar drenos e curativos. ( ) Não há necessidade de conhecer a qual tipo de anestesia o cliente foi submetido, pois, ao término da cirurgia, não há mais relação do tipo anestésico com o pós-operatório. ( ) Monitorar cuidadosamente os SSVV do paciente que se submeteu à anestesia geral, até que os SSVV estejam estáveis por, pelo menos, 30 min e dentro dos limites de normalidade. ( ) Avaliar vias de infusão, tubos ou drenos, perda sanguínea estimada, condição da ferida, medicamentos usados, infusões e débito urinário. Assinale a alternativa que contém a sequência CORRETA. A)V-V-V-F B) V-F-V-V C) V-F-F-F D) F-F-F-V E) F-V-V-F COMENTÁRIOS9 : A sala de recuperação pós-anestésica é o local onde o paciente permanece até que recupere sua consciência e tenha seus sinais vitais estáveis, sempre sob a observação e os cuidados constantes da equipe de enfermagem. Vejamos as afirmativas. Afirmativa I. VERDADEIRA. Observar o tipo de cirurgia realizada e qualquer complicação intraoperatória, bem como monitorar drenos e curativos. Afirmativa II. FALSA. Há necessidade de conhecer a qual tipo de anestesia o cliente foi submetido, pois, ao término da cirurgia, ainda existe relação do tipo anestésico com o pós-operatório. Afirmativa III. VERDADEIRA. Monitorar cuidadosamente os SSVV do paciente que se submeteu à anestesia geral, até que os SSVV estejam estáveis por, pelo menos, 30 min e dentro dos limites de normalidade. Afirmativa IV. VERDADEIRA. Avaliar vias de infusão, tubos ou drenos, perda sanguínea estimada, condição da ferida, medicamentos usados, infusões e débito urinário. Dessa forma, a alternativa que apresenta a sequência correta é a B.
  • 40. CursoEspecíficode Técnicode EnfermagemparaConcurso Curso Específico de Técnico de Enfermagem para Concurso Página39 27. (Hospital Guilherme Álvaro – Santos/CETRO/2013/JM) Assinale a alternativa que não apresenta uma função do Técnico de Enfermagem na recuperação anestésica. (A) Aplicar o índice de Aldrette Kroulik nos pacientes sob sua responsabilidade. (B) Realizar controle de psicotrópicos. (C) Realizar prescrições médicas. (D) Informar ao enfermeiro sobre as condições dos pacientes e possíveis intercorrências. (E) Realizar a transferência dos pacientes, com segurança, até a unidade de origem. COMENTÁRIOS4 : A sala de recuperação anestésica é um local destinado a receber o paciente em pós- operatório imediato até que ele recupere a consciência e tenha seus sinais vitais estáveis. O paciente nesse período necessita de monitorização constante e controle de sua evolução. Cuidados de enfermagem;  Conferir a identificação da paciente;  Fazer exame físico;  Monitorar FC, PA, Saturação de oxigênio, temperatura, nível de consciência e dor;  Manter vias aéreas permeáveis;  Instalar nebulização de oxigênio;  Oximetria periférica < 92%;  Promover conforto e aquecimento;  Verificar condições do curativo (sangramentos), fixação de sondas e drenos;  Anotar débitos de drenos e sondas;  Fazer balanço hídrico se necessário;  Observar dor, náusea e vômito e comunicar anestesiologista;  Minimizar fatores de estresse;  Orientar o paciente quanto ao termino da cirurgia, garantir sua privacidade e zelar por sua segurança; 4 Ceará. Universidade Federal doCeará. Protocolode anestesiologia:SRPA – Sala de RecuperaçãoPós-anestésica. Disponível em: http://www.meac.ufc.br/arquivos/biblioteca_cientifica/File/PROTOCOLO%20ANESTESIOLOGIA/salarecuperacaoposanestesi ca.pdf
  • 41. CursoEspecíficode Técnicode EnfermagemparaConcurso Curso Específico de Técnico de Enfermagem para Concurso Página40  Aplicar o índice de Aldrette e Kroulik a fim de estabelecer os critérios de alta as sala de recuperação anestésica. Receberá alta se o valor da escala de Aldrete e Kroulik estiver acima de 8. Vejamos dentre as alternativas quais as funções do técnico de enfermagem na recuperação anestésica: Alternativa A. Aplicar o índice de Aldrette Kroulik nos pacientes sob sua responsabilidade. Alternativa CORRETA. Esse índice tem como proposta, a avaliação dos sistemas cardiovascular, respiratório, nervoso central e muscular dos pacientes, através de parâmetros clínicos de fácil verificação, como frequência respiratória, pressão arterial, atividade muscular, consciência e saturação periférica de oxigênio mediante oximetria de pulso. Alternativa B. Realizar controle de psicotrópicos. Alternativa INCORRETA. Essa é uma atividade desempenhada pelo médico. Alternativa C. Realizar prescrições médicas. Alternativa CORRETA. As prescrições medicas devem ser realizadas.
  • 42. CursoEspecíficode Técnicode EnfermagemparaConcurso Curso Específico de Técnico de Enfermagem para Concurso Página41 Alternativa D. Informar ao enfermeiro sobre as condições dos pacientes e possíveis intercorrências. Alternativa CORRETA. Alternativa E. Realizar a transferência dos pacientes, com segurança, até a unidade de origem. Alternativa CORRETA. Logo, o gabarito é a letra B. 28. (HC-UFTM/EBSERH/IADES/2013) Considere um paciente na sala de recuperação pós-anestésica. O enfermeiro e o anestesista devem monitorar as condições gerais do paciente a cada minuto ou hora para que ele seja liberado desse setor. Um dos métodos conhecidos nesse processo é o: a) Kocher. b) Aldret e Kroulik. c) Addisson. d) David Rocci. e) Mayo. COMENTÁRIOS: A fim de estabelecer os critérios de alta da sala de recuperação anestésica é indicado a aplicação do índice de Aldrette e Kroulik. Esse índice tem como proposta, a avaliação dos sistemas cardiovascular, respiratório, nervoso central e muscular dos pacientes, através de parâmetros clínicos de fácil verificação, como frequência respiratória, pressão arterial, atividade muscular, consciência e saturação periférica de oxigênio mediante oximetria de pulso. Receberá alta se o valor da escala de Aldrete e Kroulik estiver acima de 8.
  • 43. CursoEspecíficode Técnicode EnfermagemparaConcurso Curso Específico de Técnico de Enfermagem para Concurso Página42 Logo, o gabarito é a letra B. 29. (HUPES-UFBA/EBSERH/IADES/2014) Após a realização de uma gastroplastia, o paciente ficará em observação na SRPA e retornará ao quarto: a) duas horas depois. b) três horas depois. c) quando estiver totalmente acordado. d) quando estiver bem acordado, com toda sua sensibilidade e orientação recuperadas. e) 24 horas depois. COMENTÁRIOS: As indicações para alta da SRPA são atribuições do médico plantonista, em comum acordo com o médico anestesiologista assistente. São critérios para alta do paciente da SRPA:  Estabilidade dos sinais vitais;  Retorno do estado de consciência;  Controle efetivo da dor; Assim, o gabarito é a letra D.
  • 44. CursoEspecíficode Técnicode EnfermagemparaConcurso Curso Específico de Técnico de Enfermagem para Concurso Página43 5 - POSICIONAMENTOS CIRÚRGICOS A posição do paciente na mesa de cirurgia depende do procedimento cirúrgico a ser realizado, bem como da condição física do paciente. O potencial para o desconforto transitório ou para a lesão permanente está presente, porque muitas posições são desajeitadas. Vamos ver abaixo os tipos de posições: A posição decúbito dorsal (supina) é aquela em que o paciente se encontra deitado de costas, com as pernas estendidas e os braços estendidos e apoiados em talas. O dorso do paciente e a coluna vertebral estão repousando na superfície do colchão da mesa cirúrgica. A posição trendelenburg é uma variação da posição de decúbito dorsal em que a parte superior do dorso é abaixada e os pés são elevados. Após o término do procedimento cirúrgico, o paciente deve ser movimentado lenta e vagarosamente, retomando a posição de decúbito dorsal para prevenir hipotensão arterial e evitar sobrecarga cardiovascular. A posição trendelenburg reversa (proclive), como o próprio nome sugere, é reversa à posição trendelenburg, ou seja, é descrita como aquela que a cabeceira é elevada e os pés são abaixados. Geralmente é escolhida para oferecer melhor acesso à cabeça e ao pescoço.
  • 45. CursoEspecíficode Técnicode EnfermagemparaConcurso Curso Específico de Técnico de Enfermagem para Concurso Página44 A posição de litotômia ou ginecológica é a variação mais extrema do decúbito dorsal. O paciente permanece em decúbito dorsal, com as pernas flexionadas, afastadas e apoiadas em perneiras acolchoadas, e os braços estendidos e apoiados em talas. Essa postura não natural tem grande potencial para traumas ao paciente. Na posição fowler, o paciente permanece semi- sentado na mesa de operação. Essa posição é utilizada para conforto do paciente quando há dispnéia. Na maioria das vezes, essa posição é utilizada para neurocirurgias. O paciente deve ser cuidadosamente posicionado sobre a mesa. O dorso da mesa é elevado e o suporte para os pés deve ser colocado ou mantido. O tórax, na posição lateral (sims), permite abordagem operatória nas regiões mais superiores da cavidade torácica. Na posição decúbito ventral (prona), o paciente fica deitado de abdômen para baixo, com os braços estendidos para frente e apoiados em talas. O sistema respiratório fica mais vulnerável nessa posição as modificações da posição permitem a
  • 46. CursoEspecíficode Técnicode EnfermagemparaConcurso Curso Específico de Técnico de Enfermagem para Concurso Página45 abordagem de coluna cervical, região occipital, dorso, lombar, sacroccígea, retal e extremidades inferiores. A posição de Jackknife, Kraske, Canivete ou Depage é uma modificação do decúbito ventral e é usada para procedimentos proctológicos e de coluna lombar. Os membros inferiores, o tórax e os membros superiores são abaixados, de forma que o corpo fique fletido sobre a mesa, mantendo-se a região a ser operada em plano mais elevado. Vejamos agora algumas questões sobre o tema: 30. (Assembleia Legislativa do Amazonas-AM/ISAE/2011/RP) A posição do paciente na mesa cirúrgica depende do procedimento cirúrgico a ser realizado. O paciente deve permanecer na posição mais confortável possível e a área operatória deve ser adequadamente exposta. Analise as descrições a seguir. I. O paciente é deitado sobre o ventre, com as nádegas expostas em plano superior pela flexão do tronco sobre as coxas, lembrando um “V” invertido. Esta posição é utilizada em cirurgia proctológica. II. O paciente é colocado de lado, sendo o equilíbrio obtido pela flexão da perna colocada inferiormente e pela extensão da superior, separadas com o auxílio de uma pequena almofada ou coxim. Utiliza-se uma fita larga de esparadrapo passada transversalmente sobre o quadril do paciente, fixando-o à mesa operatória. III. O paciente é colocado em decúbito dorsal com a cabeça em nível superior aos pés. Esta posição é usada em alguns tempos cirúrgicos na mamoplastia. As descrições acima referem-se, respectivamente, às posições: a) proclive, Depage ou Kraske e de Sims. b) proclive, de Sims e Depage ou Kraske. c) Depage ou Kraske, proclive e de Sims. d) Depage ou Kraske, de Sims e proclive. e) de Sims, proclive e Depage ou Kraske. Figura - Posição de Jackknife, Kraske, Canivete ou Depage.
  • 47. CursoEspecíficode Técnicode EnfermagemparaConcurso Curso Específico de Técnico de Enfermagem para Concurso Página46 COMENTÁRIOS: Vejamos cada item da questão: Item I. A posição de Jackknife, Kraske, Canivete ou Depage é uma modificação do decúbito ventral e é usada para procedimentos proctológicos e de coluna lombar. Os membros inferiores, o tórax e os membros superiores são abaixados, de forma que o corpo fique fletido sobre a mesa, mantendo-se a região a ser operada em plano mais elevado. O paciente é deitado sobre o ventre, com as nádegas expostas em plano superior pela flexão do tronco sobre as coxas, lembrando um “V” invertido. Esta posição é utilizada em cirurgia proctológica. Item II. Na posição lateral (sims), o paciente é colocado de lado, sendo o equilíbrio obtido pela flexão da perna colocada inferiormente e pela extensão da superior, separadas com o auxílio de uma pequena almofada ou coxim. Utiliza-se uma fita larga de esparadrapo passada transversalmente sobre o quadril do paciente, fixando-o à mesa operatória. O tórax, na posição lateral (sims), permite abordagem operatória nas regiões mais superiores da cavidade torácica. Figura - Posiçãode Jackknife, Kraske, Canivete ou Depage.
  • 48. CursoEspecíficode Técnicode EnfermagemparaConcurso Curso Específico de Técnico de Enfermagem para Concurso Página47 Item III. A posição trendelenburg reversa (proclive), como o próprio nome sugere, é reversa à posição trendelenburg, ou seja, é descrita como aquela que a cabeceira é elevada e os pés são abaixados. Geralmente é escolhida para oferecer melhor acesso à cabeça e ao pescoço. Nessa posição, o paciente é colocado em decúbito dorsal com a cabeça em nível superior aos pés. Esta posição é usada em alguns tempos cirúrgicos na mamoplastia. O gabarito, portanto, é a letra D. 31. (UFPE/2013/RP) No procedimento anestésico, a posição do paciente é de fundamental importância. Quanto às modalidades de posição do paciente na mesa operatória, é correto afirmar que: a) a posição de Tremdelenburg reversa é utilizada para elevação dos membros inferiores. É uma variação da posição ventral. b) a posição de litotomia, postura não natural, tem grande potencial para causar traumas ao paciente. A flexão extrema das coxas compromete a função respiratória, pelo incremento na pressão intra-abdominal, com consequente diminuição do volume pulmonar. c) a posição de Jackknife, Kraske, Canivete ou Depage é uma derivação da posição de decúbito dorsal. d) a posição prona, ou decúbito dorsal, é a mais frequente, pois reflete a posição natural do corpo em repouso. e) a posição supina corresponde à posição em que o paciente se encontra com o ventre voltado para a mesa cirúrgica, favorecendo o acesso às costas, necessário em cirurgias da coluna. COMENTÁRIOS:
  • 49. CursoEspecíficode Técnicode EnfermagemparaConcurso Curso Específico de Técnico de Enfermagem para Concurso Página48 Vamos detalhar os itens da questão: Item A. Incorreto. A posição de tremdelenburg reversa é utilizada para elevação da cabeça e pescoço e rebaixamento os membros inferiores. É uma variação da posição tremdelenburg. Item B. Correto. A posição de litotomia, postura não natural, tem grande potencial para causar traumas ao paciente. A flexão extrema das coxas compromete a função respiratória, pelo incremento na pressão intra-abdominal, com consequente diminuição do volume pulmonar. Item C. Incorreto. A posição de Jackknife, Kraske, Canivete ou Depage é uma derivação da posição de decúbito ventral. Item D. Incorreto. A posição decúbito dorsal é a mais frequente, pois reflete a posição natural do corpo em repouso. Todavia, a posição prona é a ventral. Item E. Incorreto. A posição supina é a decúbito dorsal. Por outro lado, a posição ventral corresponde à posição em que o paciente se encontra com o ventre voltado para a mesa cirúrgica, favorecendo o acesso às costas, necessário em cirurgias da coluna. Deste modo, o gabarito é a letra B. 32. (HUPES-UFBA/EBSERH/IADES/2014) O posicionamento operatório mais adequado para intervenções cirúrgicas de acesso aos rins, toracotomia e lobotomia é a posição a) ventral ou prona. b) de Trendelemburg. c) de Jackknife ou canivete. d) de decúbito lateral ou Sims. e) de litotomia ou ginecológica. COMENTÁRIOS: O tórax, na posição lateral (sims), permite abordagem operatória nas regiões mais superiores da cavidade torácica.
  • 50. CursoEspecíficode Técnicode EnfermagemparaConcurso Curso Específico de Técnico de Enfermagem para Concurso Página49 Logo, o gabarito é a letra D. 33. (Prefeitura de Vassouras-RS/FUNCAB/2012/RP) A Enfermeira, ao receber a criança na unidade após a cirurgia com anestesia raquidiana, deve manter decúbito: a) horizontal. b) ventral. c) fowler. d) Trendelenburg. e) litotômico. COMENTÁRIOS: A anestesia tem como objetivo o estado de relaxamento, perda da sensibilidade e dos reflexos, de forma parcial ou total, provocada pela ação de drogas anestésicas, é evitar a dor e facilitar o ato operatório pela equipe cirúrgica. Os principais tipos de anestesia são o seguinte: geral, raquianestesia, peridural, local e tópica. Anestesia geral: administra-se o anestésico por via inalatória, endovenosa ou combinado (inalatória e endovenosa), com o objetivo de promover um estado reversível de ausência de sensibilidade, relaxamento muscular, perda de reflexos e inconsciência devido à ação de uma ou mais drogas no sistema nervoso. Raquianestesia: é indicada para as cirurgias na região abdominal e de membros inferiores, porque o anestésico é depositado no espaço subaracnóide da região lombar, produzindo insensibilidade aos estímulos dolorosos por bloqueio da condução nervosa.
  • 51. CursoEspecíficode Técnicode EnfermagemparaConcurso Curso Específico de Técnico de Enfermagem para Concurso Página50 Anestesia peridural: o anestésico é depositado no espaço peridural, ou seja, o anestesista não perfura a duramater. O anestésico se difunde nesse espaço, fixa-se no tecido nervoso e bloqueia as raízes nervosas. Anestesia local: infiltra-se o anestésico nos tecidos próximos ao local da incisão cirúrgica. Utilizam-se anestésicos associados com a adrenalina, com o objetivo de aumentar a ação do bloqueio por vasoconstrição e prevenir sua rápida absorção para a corrente circulatória. Anestesia tópica: está indicada para alívio da dor da pele lesada por feridas, úlceras e traumatismos, ou de mucosas das vias aéreas e sistema geniturinário. A anestesia espinal ou raquianestesia é realizada mediante a aplicação de anestésico local no espaço subaracnóide, espaço que contém o líquido cefaloraquidiano (LCR), localizado entre as membranas dura-máter e subaracnóide, resultando em bloqueio simpático, bloqueio motor, analgesia e insensibilidade aos estímulos. A raquianestesia é feita em procedimentos cirúrgicos realizados abaixo da cicatriz umbilical, isto é, correções de hérnias umbilical e inguinal, cirurgias urológicas, ginecológicas, vasculares e ortopédicas. O enfermeiro deve auxiliar o paciente no posicionamento para a anestesia, proporcionando- lhe conforto e segurança. O posicionamento adequado para a realização da raquianestesia é o decúbito lateral na posição fetal (pernas fletidas com os joelhos próximos do abdome e meio do tórax), ou sentado sobre a mesa cirúrgica, aproximando o mento do tórax. O objetivo do posicionamento é garantir a flexão máxima das vértebras lombares. Figura - Locais de injeçãopara a anestesia espinal (raquianestesia) e epidural (Fonte: Brunner e Studart).
  • 52. CursoEspecíficode Técnicode EnfermagemparaConcurso Curso Específico de Técnico de Enfermagem para Concurso Página51 A posição decúbito dorsal é aquela em que o paciente se encontra deitado de costas, com as pernas estendidas e os braços estendidos e apoiados em talas. O dorso do paciente e a coluna vertebral estão repousando na superfície do colchão da mesa cirúrgica. Esta é a posição indicada no pós-operatório de pacientes que receberam a raquianestesia durante o procedimento cirúrgico. Nesses termos, o gabarito é a letra A. 34. (HC-UFMG/ EBSERH/AOCP/2014) Em uma cirurgia de colpoperineoplastia, a paciente deve permanecer na mesa cirúrgica sob a posição: a) Fowler. b) Supina. c) Litotômica. d) Decúbito ventral. e) Trendelemburg. COMENTÁRIOS: A colpoperineoplastia é a cirurgia plástica da vagina e do períneo. Portanto a posição adequada é a posição de litotômia ou ginecológica é a variação mais extrema do decúbito dorsal. O paciente permanece em decúbito dorsal, com as pernas flexionadas, afastadas e apoiadas em perneiras acolchoadas, e os braços estendidos e apoiados em talas. Essa postura não natural tem grande potencial para traumas ao paciente.
  • 53. CursoEspecíficode Técnicode EnfermagemparaConcurso Curso Específico de Técnico de Enfermagem para Concurso Página52 6 – Métodos de Esterilização e Desinfecção, Limpeza. É importante diferenciar alguns termos:  Limpeza é a remoção mecânica de sujidade em objetos inanimados ou superfícies, imprescindível antes da execução de processos de desinfecção e/ou esterilização.  Esterilização é o processo de destruição de todas as formas de vida microbiana, ou seja, bactérias na forma vegetativa e esporuladas, fungos e vírus, mediante a aplicação de agentes físicos e químicos.  Desinfecção é processo físico ou químico que elimina a maioria dos microrganismos patogênicos de objetos inanimados e superfícies, com exceção de esporos bacterianos, podendo ser de baixo, médio ou alto nível.  Desinfecção de baixo nível: processo físico ou químico que elimina bactérias vegetativas, alguns vírus e fungos, de objetos inanimados e superfícies, sem atividade contra microbactérias ou esporos bacterianos.  Desinfecção de médio nível: processo físico ou químico que elimina bactérias vegetativas, microbactérias, maioria dos vírus e fungos, de objetos inanimados e superfícies.  Desinfecção de alto nível: processo físico ou químico que destrói todos os microrganismos de objetos inanimados e superfícies, exceto um número elevado de esporos bacterianos.  Assepsia é o conjunto de medidas que utilizamos para impedir a penetração de microorganismos num ambiente que logicamente não os tem, logo um ambiente asséptico é aquele que está livre de infecção.  Antissepsia é o conjunto de medidas propostas para inibir o crescimento de microorganismos ou removê-los de um determinado ambiente, podendo ou não destruí-los e para tal fim utilizamos antissépticos ou desinfetantes.  Limpeza/lavagem: É a remoção de sujidade do piso, de paredes, teto, mobiliários e equipamentos, utilizando-se água e detergente. Esse processo é fundamental para que a desinfecção se processe adequadamente. A limpeza mecânica com detergente elimina 80% dos microrganismos e os desinfetantes químicos eliminam cerca de 90% a 95%
  • 54. CursoEspecíficode Técnicode EnfermagemparaConcurso Curso Específico de Técnico de Enfermagem para Concurso Página53 destes. O processo de limpeza no centro cirúrgico deve cumprir determinadas etapas: pré- operatória, operatória, concorrente e terminal. Limpeza pré-operatória: é efetuada geralmente pelo pessoal do plantão noturno e com o intuito de remover as partículas de poeira depositadas nas superfícies horizontais após o final da limpeza terminal. Essa remoção deve ser feita uma hora antes do início da primeira cirurgia da programação a ser realizada. A limpeza operatória: é a que se executa durante o procedimento cirúrgico, restrita à contaminação ao redor do campo operatório. As áreas contaminadas com material biológico como sangue, secreção, muco devem receber cuidados com um agente químico de amplo espectro, para que não ocorra secagem da superfície e disseminação contaminando o ar, não se devendo, entretanto, manipular roupas ou lixo durante esse período. O aspecto mais importante desta limpeza é a remoção mecânica da sujidade. Limpeza concorrente: é executada no término de cada cirurgia. A equipe cirúrgica ao deixar a sala de operação deve colocar o avental no hamper e as luvas em local determinado, para auxiliar o circulante na arrumação da sala para a próxima cirurgia. O hamper deve ser fechado e levado ao local de acesso à lavanderia. O instrumental deve ser colocado aberto em caixas pelo instrumentador ainda devidamente paramentado ou pelo circulante de sala, usando luvas. Em seguida, encaminhado ao expurgo do centro de material o mais cedo possível para o reprocessamento. Limpeza terminal: No final do dia, após o término de programação cirúrgica, executa- se a limpeza terminal do centro cirúrgico. O mobiliário e equipamentos são limpos com agente adequado, incluindo rodas e gavetas, levando em consideração que a fricção mecânica é importante para remoção da sujidade. As macas e os carros de transporte também devem ser limpos. As paredes devem ser lavadas se houver necessidade. O chão deve ser lavado com água e sabão com o uso da máquina a vácuo.
  • 55. CursoEspecíficode Técnicode EnfermagemparaConcurso Curso Específico de Técnico de Enfermagem para Concurso Página54 De acordo com Anvisa5 , os tipos de produtos químicos utilizados em limpeza de superfícies fixas são os seguintes:  Produtos alvejantes - geralmente à base de cloro, buscam, além de algum efeito desinfetante, o clareamento de determinados pisos.  Produtos desincrustantes e enzimáticos - tem em sua formulação enzimas que facilitam a remoção de sujidades. São mais utilizados para a limpeza de artigos e não de superfícies, pois os objetos precisam nele ficar submersos por um período de tempo.  Produtos desinfetantes - utilizados na presença de matéria orgânica visível em qualquer superfície e em locais e instalações que possam constituir risco de contaminação para pacientes e funcionários, devido presença frequente de descarga de excreta, secreção ou exsudação de material orgânico.  Produtos tensoativos e detergentes - são os produtos que contêm necessariamente em sua formulação substâncias que têm a finalidade de limpar através da redução da tensão superficial (umectação), dispersão e suspensão da sujeira. Com relação ao processos de esterilização, veremos os mais cobrados em provas de concurso, que são: por calor úmido (autoclaves) e calor seco (estufas): O vapor quente sob pressão: é o método mais usado para esterilização de materiais médico-hospitalares do tipo crítico. É não tóxico, de baixo custo e esporicida. Por esses motivos, deve ser usado para todos os itens que não sejam sensíveis ao calor e à umidade. O calor úmido destrói os microorganismos por coagulação e desnaturação irreversíveis de suas enzimas e proteínas estruturais. Este tipo de processo é realizado em autoclaves. Quanto as vantagens do calor úmido, é possível considerar o rápido aquecimento e a penetração do calor em artigos têxteis e a destruição de esporos microbianos em um curto período de exposição. Ele também é um processo econômico, de fácil controle de qualidade e não deixa resíduos tóxicos nos materiais submetidos ao processo de esterilização. Em relação às desvantagens do calor úmido, podemos citar o efeito deletério sobre alguns materiais, particularmente aqueles que são intolerantes ao calor (produtos 5 Anvisa (disponível em http://www.ccih.med.br/Caderno%20E.pdf)
  • 56. CursoEspecíficode Técnicode EnfermagemparaConcurso Curso Específico de Técnico de Enfermagem para Concurso Página55 termossensíveis). Dependendo do material utilizado na fabricação dos artigos, o calor úmido poderá promover um efeito de corrosão e podem também ocorrer danos em fibras ópticas. Outra limitação é a não esterilização de óleos e pós, por serem impermeáveis ao vapor, os quais devem ser esterilizados por calor seco ou radiação. A esterilização pelo calor seco é feita em estufas elétricas equipadas com termostato e ventilador, a fim de promover um aquecimento mais rápido, controlado e uniforme dentro da câmara. A circulação de ar quente e o aquecimento dos materiais se faz de forma lenta e irregular, requerendo longos períodos de exposição e temperatura mais elevada do que o vapor saturado sob pressão para se alcançar a esterilização. Este processo deve se restringir a artigos que não possam ser esterilizados pelo vapor saturado sob pressão, pelo dano que a umidade pode lhes causar ou quando são impermeáveis, como vaselina, óleos e pós. As estufas são usadas para esterilizar materiais ¨secos¨, como vidraria, principalmente as de precisão, seringas, agulhas, pós, instrumentos cortantes, gases vaselinadas, gases furacinadas, óleos, vaselina, etc. A esterilização acontece quando a temperatura no interior da estufa atinge de 160 ºC a 170ºC, durante 1 a 2 horas (dependendo do equipamento)6 , ocorrendo destruição de microorganismos, inclusive os esporos. Deve-se salientar que a temperatura precisa permanecer constante por todo esse tempo, evitando-se abrir a porta da estufa antes de vencer o tempo. Atualmente, a indicação para a esterilização por meio de calor seco é a esterilização de óleos e pós. Todavia, para a maioria dos serviços de saúde no Brasil, esses produtos são facilmente adquiridos já esterilizados. A ANVISA não recomenda a utilização de estufas em serviços de saúde. 6 Alguns autoresrelatamque o temponecessáriopara esterilização por meio de estufa varia entre duas a uma hora, quando em temperaturas de 160 º C a 170º C, respectivamente.