História da arte no Brasil

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Trabalho realizado para socialização de Paper, sobre a história da arte no Brasil

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História da arte no Brasil

  1. 1. DATA: 28.11.2015
  2. 2. Especificamente no período pré-histórico neolítico, o nome que damos a essas manifestações é ARTE RUPESTRE. A palavra rupestre vem do latim “rupes”, que significa rocha. Portanto se refere à toda arte feita em pedra, não apenas as pinturas de paredes de cavernas, mas também esculturas e utensílios.
  3. 3. O artista pintava do modo como via, sem se preocupar com estética e perfeição artística. Os temas das imagens giravam em torno do cenas do dia a dia: caça, festas, rituais. PINTURAS NATURALISTAS:
  4. 4. Esculturas de estatuetas em pedra serviam como amuleto. As formas femininas avantajadas e desproporcionais eram símbolos de fertilidade.
  5. 5. ARTE DAANTIGUIDADE NO BRASIL No Brasil a arte pré histórica está presente em sítios arqueológicos. As pinturas apresentam características naturalistas e também geométricas.
  6. 6. SÍTIOS ARQUEOLÓGICOS Sítios arqueológicos são lugares de exploração de vestígios da presença humana, seus traços e possíveis fósseis. O homem do paleolítico sul americano e neolítico no geral deixaram vestígios de sua passagem com pinturas rupestres, seus sambaquis e outras produções. Para determinarmos o tempo das peças, pinturas ou fósseis usamos o método de Carbono 14 ou Luminescência para termos uma aproximação da datação das peças.
  7. 7. O QUE É UM SAMBAQUI? ● Sambaqui a princípio parecia aos arqueólogos um local onde o homem depositava seu lixo produzido em um único lugar. Nos sambaquis temos um grande aglomerado de conchas de moluscos, ossos e objetos usados pelos povos primitivos. ● Os sambaquis são grandes montanhas artificiais, tendo até dez metros de extensão e no geral estão à beira mar ou rio. ● Sabe-se hoje que eram feitas cerimônias de sepultamento nos sambaquis, afastando assim a simples ideia de sua construção como simples “amontoado” de entulho de restos humanos.
  8. 8. Sambaqui, Cananeia - SP
  9. 9. Sambaqui, Florianópolis - SC
  10. 10. MATRIZES CULTURAIS BRASILEIRAS Indígena: - Arte corporal - Arte plumária - Cerâmica - Trançados Houve um choque cultural entre índios e portugueses na ocasião do descobrimento. Algumas tribos acabaram por absorver a cultura do “homem branco” e se distanciaram cada vez mais de sua própria cultura. Hoje podemos ver a luta das poucas tribos que ainda tentam manter suas tradições contra as políticas do “homem branco”.
  11. 11. MATRIZES CULTURAIS BRASILEIRAS Europeia (portuguesa): - Língua - Vestuário - Religião - Arte acadêmica
  12. 12. MATRIZES CULTURAIS BRASILEIRAS Africana: - Música - Danças - Comidas típicas - Construções - Religião Com a vinda dos portugueses, vieram também os escravos trazidos da África. Eles foram de grande importância no desenvolvimento da cultura popular brasileira influenciando em diversas áreas inclusive nas artes plásticas, trazendo características próprias, principalmente, à escultura e à arquitetura brasileira.
  13. 13. ARTE INDÍGENGA A arte indígena é sucessora das pinturas rupestres e outras manifestações da chamada arte pré-histórica.
  14. 14. ARTE COLONIAL Após a chegada de Cabral, Portugal tomou posse do território e transformou o Brasil em sua colônia. Primeiramente, foram construídas as feitorias, que eram construções muito simples com cerca de pau-a-pique ao redor porque os portugueses temiam ser atacados pelo índios. Preocupado com que outros povos ocupassem terras brasileiras, o rei de Portugal enviou, em 1530, uma expedição comandada por Martim Afonso de Sousa para dar início à colonização. Martim Afonso fundou a vila de são Vicente (1532) e instalou o primeiro engenho de açúcar, iniciando-se o plantio de cana-de-açúcar, que se tornaria a principal fonte de riqueza produzida no Brasil. Após a divisão em capitanias hereditárias, houve grande necessidade de construir moradias para os colonizadores que aqui chegaram e engenhos para a fabricação de açúcar. Igreja Matriz de Cananéia Pátio do Colégio
  15. 15. ARTE BARROCA O estilo barroco desenvolveu-se plenamente no Brasil durante o século XVIII, perdurando ainda no início do século XIX. O barroco brasileiro é claramente associado à religião católica. Duas linhas diferentes caracterizam o estilo barroco brasileiro. Nas regiões enriquecidas pelo comércio de açúcar e pela mineração, encontramos igrejas com trabalhos em relevos feitos em madeira - as talhas - recobertas por finas camadas de ouro, com janelas, cornijas e portas decoradas com detalhados trabalhos de escultura. Já nas regiões onde não existia nem açúcar nem ouro, as igrejas apresentam talhas modestas e os trabalhos foram realizados por artistas menos experientes e famosos do que os que viviam nas regiões mais ricas. O ponto culminante da integração entre arquitetura, escultura, talha e pintura aparece em Minas Gerais, sem dúvida a partir dos trabalhos de Aleijadinho.
  16. 16. ARTE HOLANDESA Na virada do século, os portugueses defenderam o Brasil dos invasores ingleses, franceses e holandeses. Porém, os holandeses resistiram e se instalaram no nordeste do país por quase 25 anos (início em 1624). O Conde Maurício de Nassau trouxe à “Nova Holanda” artistas e cientistas que se instalaram em Recife. Foi sob a orientação de Nassau que o arquiteto Pieter Post projetou a construção da Cidade Maurícia e também os palácios e prédios administrativos. Embora fosse comum a presença de artistas nas primeiras expedições enviadas à América, Maurício de Nassau afirmou, em carta à Luiz XIV, em 1678, ter a sua disposição seis pintores no Brasil, entre os quais Frans Post e Albert Eckhout. Holandeses, flamengos, alemães, os chamados pintores de Nassau, por não serem católicos, puderam facilmente dedicar-se a temas profanos, o que não era permitido aos portugueses. Em consequência disso foram os primeiros artistas no Brasil e na América a abordar a paisagem, os tipos étnicos, a fauna e a flora como temática de suas produções artísticas, livre dos preconceitos e das superstições que era de praxe se encontrar nas representações pictóricas que apresentavam temas americanos. Foram verdadeiros repórteres do século XVII.
  17. 17. ALBERT ECKHOUT
  18. 18. ARTE FRANCESA Nesse momento, o Brasil recebe forte influência cultural europeia, intensificada ainda mais com a chegada de um grupo de artistas franceses (1816) encarregado da fundação da Academia de Belas Artes (1826), na qual os alunos poderiam aprender as artes e os ofícios artísticos. Esse grupo ficou conhecido como Missão Artística Francesa. Os artistas da Missão Artística Francesa pintavam, desenhavam, esculpiam e construíam à moda europeia. Obedeciam ao estilo neoclássico (novo clássico), u seja, um estilo artístico que propunha a volta aos padrões da arte clássica (greco- romana) da Antiguidade. Nicolas-Antonine Taunay Jean-Baptiste Debret
  19. 19. PINTURA ACADÊMICA Uma das características gerais da pintura acadêmica é seguir os padrões de beleza da Academia de Belas Artes, ou seja, o artista não deve imitar a realidade, mas tentar recriar a beleza ideal em suas obras, por meio da imitação dos clássicos, principalmente os gregos, na arquitetura e dos renascentistas, na pintura. Pedro Américo de Figueiredo e Melo
  20. 20. ALUNOS DAACADEMIA DE BELAS-ARTES Pedro Américo Vitor Meirelles Arsênio Cintra da Silva
  21. 21. Vitor Meireles de Lima José Ferraz de Almeida Júnior
  22. 22. SEMANA DE ARTE MODERNA DE 1922 Essa arte nova aparece inicialmente através da atividade crítica e literária de Oswald de Andrade, Menotti del Picchia, Mário de Andrade e alguns outros artistas que vão se conscientizando do tempo em que vivem. Oswald de Andrade, já em 1912, começa a falar do Manifesto Futurista, de Marinetti, que propõe “o compromisso da literatura com a nova civilização técnica”. Mas, ao mesmo tempo, Oswald de Andrade alerta para a valorização das raízes nacionais, que devem ser o ponto de partida para os artistas brasileiros. Assim, cria movimentos, como o Pau-Brasil, escreve para os jornais expondo suas idéias renovadores de grupos de artistas que começam a se unir em torno de uma nova proposta estética. Antes dos anos 20, são feitas em São Paulo duas exposições de pintura que colocam a arte moderna de um modo concreto para os brasileiros: a de Lasar Segall, em 1913, e a de Anita Malfatti, em 1917. Essa divisão entre os defensores de uma estética conservadora e os de uma renovadora, prevaleceu por muito tempo e atingiu seu clímax na Semana de Arte Moderna realizada nos dias 13, 15 e 17 de fevereiro de 1922, no Teatro Municipal de São Paulo. No interior do teatro, foram apresentados concertos e conferências, enquanto no saguão foram montadas exposições de artistas plásticos, como os arquitetos Antonio Moya e George Prsyrembel, os escultores Vítor Brecheret e W. Haerberg e os desenhistas e pintores Anita Malfatti, Di Cavalcanti, John Graz, Martins Ribeiro, Zina Aita, João Fernando de Almeida Prado, Ignácio da Costa Ferreira, Vicente do Rego Monteiro e Di Cavalcanti (o idealizador da Semana e autor do desenho que ilustra a capa do catálogo).
  23. 23. Samba - Di Cavalcanti A Negra – Tarsília do Amaral Carnaval - Di Cavalcanti Antropofagia Tarsília do Amaral Operários Tarsília do Amaral
  24. 24. “A medida de uma vida não é sua duração mas sua doação.” Corrie Ten Boom

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