PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE MINAS GERAISINSTITUTO DE CIÊNCIAS HUMANASCURSO DE GEOGRAFIADISCIPLINA: PESQUISA EM GEO...
1DEDICATÓRIANós dedicamos este trabalho a todas as pessoas quenos incentivaram a cada dia buscar a excelência no estudo,co...
2AGRADECIMENTOSÀ Professora Kátia Ribeiro do IBAMA pelas indicações,À ACM (Associação Cristã de Moços) pela receptividade ...
3POEMAO pensamento mais profundo e honesto nadamais é senão o esforço da alma em manter afranca independência de seu mar, ...
4SumárioDedicatória..............................................01Agradecimentos............................................
5Figuras(ACM)1. Sexo...............................................522. Idade................................................
6(Análise comparativa)27.Idade..............................................6828.Ocupação principal..........................
7Tabelas(ACM)1. Quanto costuma gastar durante a viagem.............572. Qual é o seu local preferido na Serra do Cipó........
8Lista de SiglasOMT – Organização Mundial do Turismo.UNESCO - Organização das Nações Unidas para a Educação,Ciência e Cult...
9HIPÓTESEAs atividades turísticas embora considerada comoalternativa econômica para lugares com atrativosecológicos-paisag...
10OBJETIVOSOBJETIVO GERALAnalisar o caráter das atividades turísticas na regiãoda Serra do Cipó com vista à verificação de...
11OBJETIVOS ESPECÍFICOS Caracterizar as duas áreas de pesquisa do ponto devista de seus atrativos turísticos, populaciona...
12METASVerificar que embora a atividade turística seráconsiderada como alternativa para lugares com atrativosecológicos-pa...
13JUSTIFICATIVAA importância de escolha do objeto de pesquisa dá-sepela necessidade da conscientização do uso sustentável ...
14METODOLOGIAA metodologia aplicada consiste em um método bastantesimples, na aplicação de 50 questionários na áreamonitor...
15RESUMOO turismo se tornou no cenário atual uma importanteatividade econômica e vem se firmando como a pioneira noséculo ...
16INTRUDUÇÃOAlém de ser um dos mais belos cenários de MinasGerais, a Serra do Cipó é considerada uma das maiores áreasde b...
17primitivas, comprovados em grutas e cavernas através dedesenhos e pinturas rupestres, com idade estimada entre 2mil e 8 ...
18apelo pelo ecologismo e pelo contato com a natureza faz comque o turismo ecológico e o ecoturismo sejam atividadesmarcan...
19Pensando na sustentabilidade das áreas, desenvolvemos ahipótese de que as atividades turísticas emboraconsideradas como ...
20REFERENCIAL TEÓRICOA atividade turística é antiga, mas é na atualidadeque vem se desenvolvendo com maior intensidade, ha...
21conseqüência desta iniciativa expandiram-se as atividadesturísticas relacionadas ao alojamento e alimentação.Segundo Far...
22Ainda segundo Faria e Carneiro (2001:12) o turismo é:“um processo completo que vai desde a divulgaçãocorreta da imagem d...
23Para a Organização Mundial do Turismo (OMT) patrimôniopode ser entendido como o conjunto potencial conhecido oudesconhec...
24“O turismo situa-se na atualidade, entre os trêsmaiores produtos geradores globais de riqueza” (Rodrigues,1997) “.Segund...
25quando as opções do turista são os roteiros alternativosque exploram a exuberância da natureza.Visto que o homem moderno...
26adequada, regulamentação, segurança, interação com acomunidade, etc.” (p. 26).O Ecoturismo é apontado como a modalidade ...
27Entende-se por diversidade biológica:(...) a variedade de vida no planeta Terra, incluindoa variedade genética dentro da...
28brasileiro. Somente o uso adequado, inteligente dosrecursos poderá assegurar que eles constituam fonte desustento, sobre...
29econômica da população do planeta, que poderia serpromovida pelo uso sustentável de recursos renováveis.Para que o turis...
30Segundo a EMBRATUR “paisagem” é a porção de espaço dasuperfície terrestre apreendida visualmente. Parte dasuperfície ter...
31a população local, que acaba muitas vezes excluídas desseprocesso.Com a transformação dos espaços em mercadorias e asaçõ...
32dinâmica das populações, dos problemas da física aos dapsiquiatria, da política, das unidades culturais, dofenômeno do t...
33O SISTUR é formado por três grandes conjuntos: oconjunto das relações ambientais, o da organizaçãoestrutural e das ações...
34CARACTERIZAÇÃO HISTÓRICO-CULTURAL DA SERRA DO CIPÓA área de pesquisa, já apresentada, abrange uma áreapertencente ao mun...
35Resquícios dessa época podem ser observados no CipóVelho, com casarões coloniais e capela com oratório eimagens de santo...
36Os outros serviços existentes são bastante precários.Existe uma borracharia, uma oficina mecânica, uma oficinaexclusiva ...
37originária de partilhas de herança familiares, a partir deinventários mal-resolvidos juridicamente. Este fato gerauma co...
38DESCRIÇÃO DAS ÁREAS A SEREM TRABALHADASNa Serra do Cipó existe uma intensa atividadeturística e tem crescido muito nos ú...
39Riacho nas coordenadas 643831.1907 (longitude) e7867348.0128 (latitude). As duas áreas possuemcaracterísticas distintas ...
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41A ACM é uma área monitorada que se encontra no ParqueNacional da Serra do Cipó, ou seja, um local delimitado econtrolado...
42Para compreender o processo da atividade turística emambas as áreas na Serra do Cipó foram coletados dadosreferentes ao ...
43RODOVIA MG-10BELO HORIZONTEPORTARIAÁREADETRAYLERSVESTIÁRIOSÁREADECAMPINGREPRESAMENTO DOÁREA DE CAMPINGÁREADECHALÉSRESTAU...
44Ponto A: Consiste na entrada da ACM onde se observa açãoantrópica como forma de controle do acesso àárea.Ponto B: Este p...
45Ponto D: Estrutura de cantina e vestiário criada paraatender a área de camping.Ponto E: Represamento do curso d’água do ...
46Ponto F: Área ocupada por chalés. Hospedagens de 1, 2 ou 3quartos.Através destes registros fotográficos da organizaçãoes...
47PONTE DA USINAÁREA NÃO MONITORADACROQUIZXHTRANASTAMOSSADORIO PARAÚNASENTIDO DO CURSOPONTESOBREORIOPARAÚNADECPonto Z: Ent...
48Ponto X: Estacas que caracterizam um antigo cercamento daárea.Ponto H: Área de ocupação de turistas sem preocupação comp...
49Ponto T: Vestígios da antiga ponte que ligava uma margem aoutra do Rio Paraúna.Ponto R: Margem do Rio Paraúna.
50Ponto S: Ocupação da margem direita do Rio Paraúnacaracterizada por erosões de áreas mais frágeisprovavelmente intensifi...
51Pode-se verificar que na ponte da usina, não há umafiscalização efetiva no que tange a conservação do local ediante diss...
52ANÁLISE DOS GRÁFICOS DA ÁREA MONITORADAIDADE15%61%15%7% 2%Até 20 De 21 a 30 De 31 a 40 De 41 a 50 Acima de 50ESCOLARIDAD...
53NÍVEL DE RENDA26%15%7%17%28%7%Até 500 De 501 a 1000 De 1001 a 1500De 1501 a 2000 Acima de 2000 Sem RendaNa figura 4, ref...
54ESTADO CIVIL67%33%0%Solteiro Casado OutrosCidades7%2%2% 2% 2% 2%2%2%2%77%B. Horizonte Contagem Lagoa Santa Ribeirão das ...
55MEIO DE TRANSPORTE91%9% 0%Carro Ônibus OutroscNa figura 8, o meio de transporte podeser justificado também pelo nível de...
56INDUÇÃO DE VIAGEM4%0%53%2%11%30%Propaganda AgênciaAmigos Artigos de Jornais e RevistasInternet OutrosNa figura 11, a ind...
57COMO VIAJA170202130510152025Amigos Excursão Família Sozinho OutrosAmigos Excursão Família Sozinho OutrosQual o seu local...
58Sexo41%59%Maculino FemininoANÁLISE DOS GRÁFICOS DA ÁREA NÃO MONITORADAIdade15%58%12%9% 6%Até 20 De 21 a 30 De 31 a 40De ...
59Ocupaçao Principal61%15%6%3%12%0%3%0%Estudante Professor BancárioMilitar Comerciante Profissional LiberalFuncinário Públ...
60Meio de Transporte12%88%0%Carro Ônibus OutrosNa figura 21, referente ao meio de transporte, agrande maioria veio através...
61Motivo de visita à área411974 49 9317148102468101214161820AcessibilidadeAventuraCaminhadaCulturaLocalFaunaFériasFloraFot...
62Indução de Viagem3%0%0%9%0%88%Propaganda AgênciaAmigos Artigos de Jornais e RevistasInternet OutrosResidência UF/Exterio...
63Como Viaja1114900-125811141720Amigos Excursão Família Sozinho OutrosAmigos Excursão Família Sozinho OutrosQuanto costuma...
64Análise GeralO processo de degradação ambiental, na Serra do Cipó,não ocorreu por acaso, sendo a que a atividade turísti...
65Mediante análise dos dados coletados, observamosvários fatores que favorecem o aumento dos impactosambientais, nas áreas...
66Em contrapartida, na ACM, o grau de escolaridadevaria entre 2º e 3º grau completo (fig 28), e neste casonão podemos aval...
67Mata ciliar ao fundoReferente a idade, (figura 27) é importanteressaltar que a maioria dos turistas nas duas áreas estão...
68qualidade de vida, recreação, diversão e ao mesmo tempodescanso.Idade5,88%11,77%58,82%8,82%14,71%2,17%60,87%6,52%15,22%1...
69Ocupação Principal4,35%19,57%2,94%0,00%11,77%0,00%2,94%14,71%5,88%61,76%0,00%4,35%21,74%15,22%6,51%28,26%0,00%20,00%40,0...
70Estado Civil67,39%52,94%32,61%47,06%0,00%20,00%40,00%60,00%80,00%100,00%Ponte da Usina ACMSolteiro CasadoO nível de rend...
71número de outros estados e também provenientes de outrospaíses. Dentro de Minas Gerais o destaque fica para acidade de B...
72turistas que ali se encontravam, foram com o intuito depassar apenas o dia, retornando para suas residências nofinal da ...
73O modo como viajaram também foi uma variávelanalisada. Verifica-se que a maioria dos turistas da ACMviajam com seus fami...
74Na questão sobre os motivos que levaram a visitaras duas áreas, observamos vários aspectos com destaque paraa recreação ...
75Total em R$ (reais)869347001000200030004000Ponte da Usina ACMPonte da Usina ACMO lixo produzido possui vários destinos, ...
76O que faz com o lixo produzido5,88%11,76%0,00%82,35%0,00% 0,00% 4,00%91,30%0,00%20,00%40,00%60,00%80,00%100,00%Joga no c...
77De acordo com a entrevista feita com os turistas nasduas áreas, referente à contribuição para a conservação daárea, a ma...
78desrespeito às normas do local (poluição sonora), excessode visitantes e a cobrança de taxas para a entrada epermanência...
79ConclusãoComo se pode perceber é grande a diversidade dosturistas que visitam a região em busca do lazer e dodescanso. D...
80Cipó, sendo que um estudo mais profundo e uma maiorconscientização por parte dos turistas, com melhorespráticas e um con...
81REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICASBENI, Mário Carlos. Análise Estrutural do Turismo. Belo Horizonte: UFMG, 1998.BERTALANFFY, Lud...
82RODRIGUES, Adyr. B. Turismo e Espaço: Rumo a um conhecimento a umconhecimento. Transdiciplinar. São Paulo: HUCITEC. 1997...
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Monografia Serra do Cipó

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Monografia sobre os impactos ambientais provenientes da ação do lixo na região da Serra do Cipó, tendo como principal objeto de pesquisa a população dos turistas.

Pesquisa realizada no primeiro semestre de 2004.

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Monografia Serra do Cipó

  1. 1. PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE MINAS GERAISINSTITUTO DE CIÊNCIAS HUMANASCURSO DE GEOGRAFIADISCIPLINA: PESQUISA EM GEOGRAFIAPROFESSOR: ALECIR ANTONIO MACIEL MOREIRAEstudos Dos Impactos Ambientais Em Uma Área Monitorada eNão Monitorada Da Serra Do CipóNomes: Sidnei Passeli Dias CarvalhoJunior Carmo BragaAlberto Pelliccione FilhoGustavo Senra CoelhoSilmara Lopes CortezãoJeanne Cristina SilvaEliana Márcia PedrosoBelo Horizonte, 28 de junho de 2004
  2. 2. 1DEDICATÓRIANós dedicamos este trabalho a todas as pessoas quenos incentivaram a cada dia buscar a excelência no estudo,compreensão e análise da Geografia, com o objetivo deformar cidadãos críticos que valorizassem a sociedade comvistas ao desenvolvimento de nosso país. Aproveitamos aoportunidade para dedicarmos também a nossa professora Jonye ao nosso professor Alecir pelo tempo que permanecemosjuntos durante esta jornada de quatro anos e pelapaciência, compreensão e perseverança em nos formarprofissionais do ensino da Geografia.Também dedicamos este trabalho aos nossos pais peloapoio e incentivo para que a cada dia pudessem olhar para ofuturo – referindo-se aos dias atuais – e enxergar que seusfilhos conquistaram um grande triunfo de vitória... A todosobrigado!!!
  3. 3. 2AGRADECIMENTOSÀ Professora Kátia Ribeiro do IBAMA pelas indicações,À ACM (Associação Cristã de Moços) pela receptividade econfiança, aos nossos pais pelo apoio e paciência duranteesses quatro anos de graduação, a nós mesmos pelo esforço eforça de vontade e ao nosso mestre orientador e norteador,Alecir Antônio Maciel Moreira.
  4. 4. 3POEMAO pensamento mais profundo e honesto nadamais é senão o esforço da alma em manter afranca independência de seu mar, enquanto osimpetuosos ventos do céu e da terra conspirampara lança-la na traiçoeira e aprisionante costa.Herman Melville, Moby Dick
  5. 5. 4SumárioDedicatória..............................................01Agradecimentos...........................................02Poema....................................................03Sumário..................................................04Índice de figuras........................................05Índice de tabelas........................................07Lista de Siglas..........................................08Hipótese.................................................09Objetivo geral...........................................10Objetivos específicos....................................11Metas....................................................12Justificativa............................................13Metodologia..............................................14Resumo...................................................15Introdução...............................................16Referencial Teórico......................................20Caracterização histórico-cultural da Serra do Cipó.......34Descrição das áreas a serem trabalhadas..................38Análise dos gráficos da área monitorada..................52Análise dos gráficos da área não monitorada..............58Análise geral............................................64Conclusão................................................79Referências bibliográficas...............................81
  6. 6. 5Figuras(ACM)1. Sexo...............................................522. Idade..............................................523. Escolaridade.......................................524. Nível de renda.....................................535. Ocupação Principal.................................536. Estado civil.......................................547. Cidades............................................548. Meio de Transporte.................................559. Meio de hospedagem.................................5510.Motivo de visita à área............................5511.Indução de viagem..................................5612.Residência UF/Exterior.............................5613.Como viaja.........................................57(Ponte da Usina)14.Sexo...............................................5815.Idade..............................................5816.Escolaridade.......................................5817.Nível de Renda.....................................5818.Ocupação principal.................................5919.Cidades............................................5920.Estado civil.......................................5921.Meio de transporte.................................6022.Meio de hospedagem.................................6023.Motivo de visita à área............................6124.Indução de viagem..................................6225.Residência UF/Exterior.............................6226.Como viaja.........................................63
  7. 7. 6(Análise comparativa)27.Idade..............................................6828.Ocupação principal.................................6929.Sexo...............................................6930.Nível de renda.....................................7031.Estado civil.......................................7032.Cidades............................................7133.Meio de hospedagem.................................7234.Meio de transporte.................................7235.Como viaja.........................................7336.Indução de viagem..................................7337.Motivo de visita à área............................7438.Total em R$ (reais)................................7539.O que faz com o lixo produzido.....................76
  8. 8. 7Tabelas(ACM)1. Quanto costuma gastar durante a viagem.............572. Qual é o seu local preferido na Serra do Cipó......57(Ponte da Usina)3. Quanto costuma gastar durante a viagem............634. Qual é o seu local preferido na Serra do Cipó......63(Análise comparativa)5. Qual é o seu local preferido na Serra do Cipó......776. Qual é o seu local preferido na Serra do Cipó......77
  9. 9. 8Lista de SiglasOMT – Organização Mundial do Turismo.UNESCO - Organização das Nações Unidas para a Educação,Ciência e Cultura.EMBRATUR – Empresa Brasileira de TurismoSISTUR – Sistema de TurismoACM – Associação Cristã de Moços
  10. 10. 9HIPÓTESEAs atividades turísticas embora considerada comoalternativa econômica para lugares com atrativosecológicos-paisagísticos, não se sustenta completamente nosâmbitos natural e sócio-econômico.
  11. 11. 10OBJETIVOSOBJETIVO GERALAnalisar o caráter das atividades turísticas na regiãoda Serra do Cipó com vista à verificação de suasustentabilidade.
  12. 12. 11OBJETIVOS ESPECÍFICOS Caracterizar as duas áreas de pesquisa do ponto devista de seus atrativos turísticos, populacional,sócio-econômico e cultural; Criar mapas temáticos das áreas pesquisadas; Caracterizar o patrimônio paisagístico regional; Quantificar o fluxo turístico e caracterizar quantoa sua origem, nível sócio-econômico e cultural; Identificar os pontos de deposição de lixo, suatipologia e destino final; Caracterizar o processo de ocupação do espaçoregional; “Selecionar” na região da Serra do Cipó duas árease serem pesquisadas, sendo uma com o monitoramentoda atividade turística e outra sem o mesmomonitoramento; Elaborar o diagnóstico ambiental pontual das áreasde pesquisa.
  13. 13. 12METASVerificar que embora a atividade turística seráconsiderada como alternativa para lugares com atrativosecológicos-paisagísticos não se sustenta completamente nosâmbitos natural e sócio-econômico.
  14. 14. 13JUSTIFICATIVAA importância de escolha do objeto de pesquisa dá-sepela necessidade da conscientização do uso sustentável dosrecursos ecológicos-paisagísticos da região da Serra doCipó.O interesse principal do trabalho visa alertar quantoa um monitoramento mais adequado nas regiões pesquisadas.
  15. 15. 14METODOLOGIAA metodologia aplicada consiste em um método bastantesimples, na aplicação de 50 questionários na áreamonitorada e 50 na área não monitorada, onde traça o perfildos turistas que visitam essas áreas da serra do cipó. Asentrevistas obedeceram a horários rígidos para a coleta dosdados sobre os turistas, e posteriormente relacionadosdentro das condições aplicadas na base de amostragem. Serãorealizadas entrevistas com moradores dessas áreas num totalde 5 entrevistas em cada área. Foi feito o levantamentofotográfico e a obtenção de carta topográfica na escala dasduas áreas.A entrevista compreendeu o período do mês de maio de2004 em um determinado dia do final de semana (sábado), comcoletas realizadas no horário compreendido entre 10:00 e15:00 (Horário de Greenwich).
  16. 16. 15RESUMOO turismo se tornou no cenário atual uma importanteatividade econômica e vem se firmando como a pioneira noséculo XXI, visto que, possui um potencial enorme a serexplorado. Deste modo, o presente trabalho traz um estudodos impactos ambientais em uma área monitorada e nãomonitorada da Serra do Cipó, ACM e Ponte da Usinarespectivamente, a fim de traçar o perfil dos turistas deambas as áreas e o resultado da atividade turística no quetange os impactos ambientais.ABSTRACTThe tourism became in the current scenery animportant economical activity and it comes if as thepioneer in the century XXI, because, it possesses anenormous potential to be explored. This way, the presentwork brings a study of the environmental impacts in amonitored area and no monitored of the Serra do Curral, ACMand Ponte da Usina respectively, in order to draw thetourists of both areas profile and the result of thetourist activity in what it concerns the environmentalimpacts.
  17. 17. 16INTRUDUÇÃOAlém de ser um dos mais belos cenários de MinasGerais, a Serra do Cipó é considerada uma das maiores áreasde biodiversidade do planeta. Entre seus vales, grutas,rios e campos, a Serra do Cipó guarda um importantepatrimônio natural devido ao endemismo de sua flora efauna.A Serra do Cipó está localizada a 112 quilômetros dacapital mineira, logo depois da cidade de Lagoa Santa aosul da Cordilheira do Espinhaço. Na época dos bandeirantes,a Serra do Cipó, que era conhecida como Serra da Vacaria,foi um dos itinerários utilizados para a busca de riquezasminerais. Era este percurso que levava os Bandeirantes atéa Vila do Serro Frio e Arraial do Tejuco, atuais cidades doSerro e Diamantina respectivamente. Como marcos da épocacolonial restam na região algumas edificações e uminteressante caminho de pedras construído pelos escravos. Oinício deste caminho está localizado ao pé da Serra e segueem direção às localidades acima mencionadas passando pelascabeceiras dos rios que formam a Cachoeira hoje denominadaVéu da Noiva.A sua importância histórica é refletida na presença desítios arqueológicos com vestígios de comunidades
  18. 18. 17primitivas, comprovados em grutas e cavernas através dedesenhos e pinturas rupestres, com idade estimada entre 2mil e 8 mil anos.A Serra do Cipó é o divisor de águas para duas baciashidrográficas importantes: a do Rio São Francisco e a doRio Doce. O rio Cipó, que é o mais importante curso d’águada região, nasce do encontro dos ribeirões Mascate eGavião, sendo que o ribeirão Mascate origina-se do Câniondas Bandeirinhas enquanto o ribeirão Gavião nasce na serrada Bocaina, ambos no interior do Parque Nacional.O relevo acidentado favorece formação de cachoeiras,corredeiras e piscinas naturais. Os cânions, formaçõestípicas da região, assim como as gargantas sinuosas eprofundas, abrigam cachoeiras em seu interior.Para preservar este patrimônio natural, foi criado oParque Nacional da Serra do Cipó (PARNA Cipó) em 25 desetembro de 1984. Após a sua criação e a pavimentaçãoasfáltica da Rodovia MG10, a transformação da Serra do Cipóvem acontecendo de maneira rápida. Hoje a região conta comuma gama de serviços como: estabelecimentos comerciais,hotéis, pousadas, áreas de camping, sendo algumasestruturadas, residências, propriedades rurais e sítios derecreio. A população fixa é superior a 2.500 habitantes epossui escola estadual, municipal, posto de saúde, serviçode correio, cartório, associação comercial.Devido ao fácil acesso, a Serra do Cipó, recebe umfluxo turístico muito expressivo, o que por sua vez podeacarretar grandes influências sobre o meio ambiente. O
  19. 19. 18apelo pelo ecologismo e pelo contato com a natureza faz comque o turismo ecológico e o ecoturismo sejam atividadesmarcantes na Serra do Cipó. Ultimamente, a sociedade nogeral vem buscando um contato maior com a natureza naexpectativa de encontrar uma qualidade de vida perdida como crescimento das cidades e a diminuição do contato com overde. Porém, esse seguimento do turismo não é somentepraticado pela admiração da natureza e lazer. O ecoturismoe o turismo ecológico tem sido procurado para odesenvolvimento de estudos específicos em determinadasáreas do país.Tendo em vista que tais aspectos como acessibilidade,clima, fauna, flora dentre outros favorecem a visitação aolocal e que o desenvolvimento desordenado da recreação nasáreas escolhidas (monitorada e não monitorada) podemcomprometer os objetivos para os quais elas foramestabelecidas, o estudo sobre os impactos do uso recreativodessas áreas torna-se relevante pelo apelo de conservaçãode áreas como as escolhidas e pela grande procura doecoturismo e turismo ecológico.Tal trabalho visa contribuir para a ampliação dadiscussão sobre a sustentabilidade e as formas de como sedesenvolvem as atividades turísticas.
  20. 20. 19Pensando na sustentabilidade das áreas, desenvolvemos ahipótese de que as atividades turísticas emboraconsideradas como alternativa econômica para lugares comatrativos ecológicos-paisagísticos, não se sustentacompletamente nos âmbitos natural e sócio-econômico. Aimportância de escolha do objeto de pesquisa dá-se pelanecessidade da conscientização do uso sustentável dosrecursos ecológicos-paisagísticos das regiões escolhidas.Este trabalho tem por objetivo geral analisar ocaráter das atividades turísticas na região da Serra doCipó com vista à verificação de sua sustentabilidade.Constituem objetivos específicos são: caracterizar duasáreas de pesquisa do ponto de vista de seus atrativosturísticos, populacional, sócio-econômico e cultural; criarmapas temáticos das áreas pesquisadas; caracterizar opatrimônio paisagístico regional; quantificar o fluxoturístico e caracterizar quanto a sua origem, nível sócio-econômico e cultural; identificar os pontos de deposição delixo, sua tipologia e destino final; identificar asprincipais fontes de renda regional e a participação daatividade turística; caracterizar o processo de ocupação doespaço regional e elaborar o diagnóstico ambiental pontualdas áreas de pesquisa.
  21. 21. 20REFERENCIAL TEÓRICOA atividade turística é antiga, mas é na atualidadeque vem se desenvolvendo com maior intensidade, haja vistaque se encontra, hoje, entre as três atividades econômicasque mais geram riqueza no mundo (Rodrigues, 1997).O turismo surgiu quando as pessoas começaram a viajarde um local a outro, movidas por algum interesse ounecessidade. Os primeiros registros, do turismo, comoatividade econômica data do século XIX:“O turismo teve origem no século XIX, quando o inglêsThomas Cook, em 1841, organizou uma viagem de um diapartindo de Lancaster para Loughborug, reunindo 570 pessoasque iam participar de um congresso antiálcool e cobroupelos seus serviços”.(BENI, 2000, : 16).Este fato criou o turismo e o primeiro profissional deserviços de viagem. Thomas Cook ficou tão entusiasmado quese transformou em empresário, montando um tipo de empresapara desenvolver um sistema de funções e serviços paraviajantes que existe até hoje – as agências de viagem. Logodepois surgiu a figura do guia de turismo. Como
  22. 22. 21conseqüência desta iniciativa expandiram-se as atividadesturísticas relacionadas ao alojamento e alimentação.Segundo Faria e Carneiro1(2001:12) o Turismo pode serdefinido:“Do ponto de vista do indivíduo envolvido (turista),turismo é todo o processo compreendido no deslocamentohumano para algum local for a de sua residência outrabalho, desde sua locomoção, hospedagem, recreação,trabalho ou evento, até sua partida e todo sentimento desatisfação ou frustração. Portanto, consiste num processomais pontual, de atuação mais imediata, voltadaprincipalmente para os aspectos individuais e maisespecíficos do lazer. Do ponto de vista do local turístico,o turismo é o processo de recepção de indivíduos para arealização de atividades definidas explicitamente, ou não,por um contrato próprio. A estabilidade da oferta turísticapassa a ser interesse prioritário da comunidade envolvida,como modo de garantir permanência do aporte financeiro, oque faz com que o processo adquira uma perspectiva em longoprazo, envolvendo não só os aspectos socioeconômicos, mastambém ambientais, naturais ou manejados, urbanos ou não”.Conforme se pode observar, o turismo não pode seranalisado a partir de um ponto de vista unilateral. Eledeve ser analisado do ponto de vista do turista, dasociedade, inserida ou não no processo da área em questão,dos aspectos ambientais, econômicos e culturais. Em outraspalavras avaliações sobre o Turismo demandam pontos devista multifocais.1FARIA, Doris Santos de; CARNEIRO, Kátia Saraiva. Sustentabilidade Ecológica no Turismo –Brasília: Editora Universidade de Brasília, 2001, p 12.
  23. 23. 22Ainda segundo Faria e Carneiro (2001:12) o turismo é:“um processo completo que vai desde a divulgaçãocorreta da imagem do local a ser alcançado (paisagem), pormeios diversos, pelo turista, sua permanência e satisfação,até a volta ao local de origem, de modo que a localidadeturística permaneça conservada, no longo prazo, para acontinuidade do atendimento qualificado, a garantia dasboas condições de vida para a população local e apreservação do meio ambiente envolvido”O turismo situa-se na atualidade como uma importanteatividade econômica e para que tenha condições de sedesenvolver em um determinado espaço é necessário que haja:atrativos turísticos, serviços de apoio, equipamentos efacilidades turísticas (tais como transporte, meios dehospedagem, serviços de alimentação, etc) e infra-estrutura de apoio (tais como vias de acesso, saneamentobásico, redes elétricas e de comunicações, etc.)Osatrativos turísticos constituem a variável básica de tododesenvolvimento turístico e são compostos pelos patrimôniocultural e/ ou natural. Segundo a União das Nações Unidaspara a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) patrimôniocultural.“são os monumentos, grupos de edifícios ou sítios quetenham valor histórico,estético, arqueológico, científico,etnológico ou antropológico” e patrimônio natural “ sãoas formações físicas, biológicas e geológicas excepcionais,habitats de espécies animais e vegetais ameaçadas e áreasque tenham valor científico, de conservação e estético(UNESCO, 1972)”.
  24. 24. 23Para a Organização Mundial do Turismo (OMT) patrimôniopode ser entendido como o conjunto potencial conhecido oudesconhecido dos bens materiais ou imateriais existentes emum determinado espaço ou território, que estão á disposiçãodo homem (OMT, 1998)O turismo, ao fazer uso dos patrimônios culturais enaturais, pode contribuir para a preservação ou maiordegradação desses patrimônios. Quando bem conservados eobservadas as normas de uso adequado: quando respeitada acapacidade de exploração de cada área, o resultado é aconservação dos patrimônios. Quando existe somente aexploração sem nenhum cuidado, visando somente o ganhoimediato, o que se percebe é uma maior degradação dessespatrimônios.A atividade turística está em franco desenvolvimento,mas requer um planejamento adequado. Para planeja-lorequer-se conhecimento do ambiente alvo, o levantamento eanálise do conjunto de recursos, e dos fatores deatratividade, da oferta, das tendências da demanda,objetivando a identificação das limitações epotencialidades para um desenvolvimento sustentado dessaatividade e proposição de alternativas concretas para essefim.A região explorada pelo turismo deve ser analisada,também sob os aspectos geográficos e histórico-culturais,pois o a economia do turismo não pode substituiratividades como a agricultura, a pesca, o artesanato, pelocontrário, deve assegurar a sustentação da economia localde modo eficaz e equilibrada.
  25. 25. 24“O turismo situa-se na atualidade, entre os trêsmaiores produtos geradores globais de riqueza” (Rodrigues,1997) “.Segundo a Organização Mundial do Turismo (OMT), ofaturamento mundial do turismo em 1999 foi da ordem deU$3,4 trilhões, o que gerou de U$655 bilhões em impostos nomundo todo e empregou 204 milhões de trabalhadores. OBrasil, ainda segundo a Organização Mundial do Turismo,ocupa a 29oposição entre os países receptivos de turistasno ranking da mesma organização, o que corresponde áaproximadamente, cinco milhões de turistas estrangeiros nopaís, sendo que as duas cidades brasileiras mais procuradaspelos turistas estrangeiros são Rio de Janeiro e Salvador.Em um cenário econômico global, de enfraquecimento dopoder econômico do Estado, crescimento de redes detransnacionalização, unificação de mercados,instabilidades, aumento dos níveis de poluição, de stress eoutros problemas sócio-ambientais, que tendem a incidir namodernidade e na vida do homem contemporâneo, assiste-se auma crescente demanda por um contato maior com a natureza,atividades que proporcionem descanso, lazer, integração,etc. Tudo isso têm promovido uma reestruturação daatividade turística, criando clientelas específicas emtorno de produtos segmentados. As alternativas são bastantediversificadas: turismo de aventura, ecológico, eco-turismo, cívico, cultural, esotérico, de negócios, damelhor idade etc.Os países centrais ainda são os roteiros maisprocurados pelos turistas, devido ao charme e requinte dasgrandes cidades, mas os países periféricos levam vantagem
  26. 26. 25quando as opções do turista são os roteiros alternativosque exploram a exuberância da natureza.Visto que o homem moderno está em busca de maiorcontato com a natureza em tese “pura”, cresce cada vez maisa procura pelo chamados Turismo Ecológico que é definidocomo “ o segmento no qual turistas e promotores de viagensprocuram o contato direto com os mais diferentes ambientesnaturais, entretanto, sem a preocupação com o equilíbrioecológico, ou mesmo com a compreensão dos fluxos e dinâmicaque são estabelecidos no ambiente”. (SELVA,V.S.F., eCOUTINHO,S.F.S. “Ecotourism X Ecological Tourism inBrazil”, pp.26-28) e pelo Ecoturismo que é definido como “amodalidade de turismo cujas bases estão fincadas naspropostas do desenvolvimento sustentável: comprometimentocom as gerações futuras, justiça social e eficiênciaeconômica; considerando o ambiente nas suas múltiplasconexões – natural, econômicas, sociais e culturais”.(SELVA,V.S.F., e COUTINHO,S.F.S. “Ecotourism X EcologicalTourism in Brazil”, pp.26-28)Selva e Coutinho (2000) referindo-se ao impasse sobrea utilização dos termos observam que a incompatibilidadeentre ecoturismo e turismo ecológico é a mesma entre teoriae prática; ou ainda, esta incompatibilidade deve-se àdiferença entre o que é proposto pelo departamentoresponsável pelo turismo (no Brasil, Embratur) e o que érealizado na prática. A diferença residiria, então, naspropostas, “especialmente no que concerne a questõesrelacionadas com a comunidade local e aos requerimentosbásicos para efetivação da atividade: planejamento,capacidade de carga, guias especializados, infra-estrutura
  27. 27. 26adequada, regulamentação, segurança, interação com acomunidade, etc.” (p. 26).O Ecoturismo é apontado como a modalidade de turismode crescimento mais acentuado dos últimos anos (SEBRAE,1995). Face à tendência atual de combinar interesses porquestões ambientais, sociais e culturais ao prazer deviajar, o Ecoturismo pode situar-se como força propulsorade mudanças sociais, propugnando um novo tipo se consumo doespaço e uma nova postura frente ao ambiente.Dos benefícios originados pelo ecoturismo, emprego erenda para as populações autóctones estão entre os maisapregoados e por vezes alçados como bandeira da promoção docrescimento socioeconômico, quando se sabe que,freqüentemente, apenas uma pequena parcela do dinheirogasto pelos turistas permanece no próprio local ou próximoa ele (Lindberg, 1991; Boo, 1990 cf. cit. Lindberg e HuberJr, 1995, p. 179). Vale salientar, ainda, que muito darenda gerada pelo turismo para a população local advém deempregos informais.No Brasil, as modalidades turísticas mais praticadassão o turismo de negócio, lazer, ecoturismo, ecológico,científico e outros.Por sua extensão territorial, e pela extremadiversidade cultural, pode-se afirmar que o Brasil possuium enorme potencial turístico. Em sua porção oriental, opaís dispõe de um litoral de aproximados 9000 km deextensão com belas praias, um outback diversificado epeculiaridades climáticas que potencializaram a existênciade uma grande diversidade biológica.
  28. 28. 27Entende-se por diversidade biológica:(...) a variedade de vida no planeta Terra, incluindoa variedade genética dentro das populações e espécies, avariedade de espécies da flora, da fauna e demicrorganismos, a variedade de funções ecológicasdesempenhadas pelos organismos nos ecossistemas; e avariedade de comunidades, habitats e ecossistemas formadospelos organismos(http://www.mma.gov.br/port/sbf/chm/biodiv/biodiv.html –22/02/04)Com uma vasta diversidade biológica, fauna exuberantecom grande número de espécies, riqueza cultural e umagastronomia bem variada, o Brasil tem atraído turistas domundo inteiro, muito embora ocupe um modesto lugar napreferência dos viajantes mundiais nas várias modalidadesturísticas.Estima-se que a exploração do potencial proporcionadopela diversidade biológica brasileira esteja muito aquém desuas reais possibilidades. O país poderá inserir-se demaneira mais profunda nos mercados emissores internacionaise procurar captar e redirecionar os investimentos que sefaçam necessários para o fomento da atividade. Neste caso,a própria forma de como o país se apropria e se relacionacom seus recursos naturais deve ser questionada posto que,historicamente o povo brasileiro acostumou-se a usá-los deforma de indiscriminada e predatória. Trata-se, portanto,de uma revisão de posturas, atitudes e políticas quepermitam que, de fato, a tão alardeada fartura de recursospossa ser efetivamente utilizada em prol do povo
  29. 29. 28brasileiro. Somente o uso adequado, inteligente dosrecursos poderá assegurar que eles constituam fonte desustento, sobrevivência e bem estar para este povo.Observa-se, também, a tendência das empresas incluírem, emsua agenda de relações públicas e em seus novos mercados, aquestão do ambientalismo e seu conjugado – asustentabilidade – dado o crescente interesse que o temavem despertando nos mais diversificados segmentos dasociedade.O conceito de sustentabilidade, cuja origem remete àsrelações entre os seres humanos e o meio ambiente (recursosnaturais), baseado em Mangel et.al.(1993) pode ser enfocadosob três aspectos: a) uso sustentável, que ocorre quando osseres humanos utilizam os recursos renováveis, permitindoque os processos naturais de reposição ocorram e assim osistema poderá renovar-se indefinidamente; b) crescimentosustentável, onde a questão básica que se impõe é se ocrescimento econômico leva ou não em consideração alimitação de recursos, sem o que ocorrerá degradação doambiente pois não pode haver crescimento que sejasustentável sem o controle do crescimento populacional e doconsumo per capta de recursos; e, por fim, c)desenvolvimento sustentável, o termo mais usado e o de maisdifícil definição. De acordo com Mangel et. al.(1993) odesenvolvimento sustentável tornar-se uma tarefa impossívelquando sinônimo de crescimento sustentável que envolvacrescimento da população e do consumo de recursos, mas nãoquando tenha o significado de uso sustentável, tornando-seentão um imperativo. Ou seja, em se tratando dedesenvolvimento sustentável, o crescimento descontroladomina as possibilidades de promoção da melhoria social e
  30. 30. 29econômica da população do planeta, que poderia serpromovida pelo uso sustentável de recursos renováveis.Para que o turismo cresça com sustentabilidade énecessário que haja um desenvolvimento de formaequilibrada, respeitando os recursos físicos, bióticos,abióticos, sócio-culturais e ambientais, das regiõesreceptoras, ou seja, o turismo não pode ser estimuladocegamente apenas com a finalidade de atender a busca doslucros imediatos dos investidores. A sustentabilidade doturismo é uma questão mais política do que ambiental, ouseja, é o reflexo dos conflitos, interesses e dapluralidade dos atores envolvidos.Para que haja a sustentabilidade da atividadeturística em um determinado espaço torna-se necessário aatuação do Estado para fiscalizar, implementar políticaspúblicas que viabilizem o uso adequado dos recursosnaturais e intermediar conflitos entre os atores sociaisque fazem uso desses recursos, seja para sua sobrevivênciaseja para sua promoção econômicaA relação do turismo com o meio ambiente dá-seprincipalmente por meio da paisagem, transformada emproduto a ser consumido, ou seja, é natureza “pura”transformada em mercadoria pelos que exploram a atividadeturística.Paisagens segundo Pierre George “é o sistemageográfico formado pela influência dos processos naturais edas atividades antrópicas e configurado na escala dapercepção humana”. (Pierre George, 1975: dictionnaire de lagéographie;).
  31. 31. 30Segundo a EMBRATUR “paisagem” é a porção de espaço dasuperfície terrestre apreendida visualmente. Parte dasuperfície terrestre que em sua imagem externa e na açãoconjunta dos fenômenos que a constituem, apresentacaracterísticas homogêneas de uma certa unidade espacialbásica (Embratur), ou seja, paisagem é a porção do espaçoanalisada visualmente pelo homem.A atividade turística transforma espaços e valorizadeterminadas paisagens. Tudo isso gera, á princípio,benefícios para a população local que, passa a teroportunidades de vender seus serviços para a indústria doturismo, mas também pode ocorrer uma super valorizaçãodaquele espaço, o que irá dificultar ainda mais ascondições de sobrevivência da populações de baixa rendadaquele espaço, que não é compensada pela geração de rendado turismo.Ao produzir um espaço a indústria do turismo promovenão só mudanças econômicas, mas também mudanças culturais.Quando há uma grande procura de determinados locais pelosturistas, estes locais transformam-se em verdadeirasmercadorias e para atender as exigências dos turistas,pequenas cidades que antes tinham um pequeno comércio paraatender a população local vêem seus pequenosestabelecimentos engolidos pelos grandes empreendimentos deinfra-estrutura turística como, por exemplo, grandes redeshoteleiras, redes de fast food, agências especializadas emexplorar os recursos naturais, etc. Ou seja, a produçãodesse espaço pode produzir muito mais impactos sócio -culturais, econômicos e ambientais, do que benefícios para
  32. 32. 31a população local, que acaba muitas vezes excluídas desseprocesso.Com a transformação dos espaços em mercadorias e asações intensas de divulgação desses espaços pelo marketingturístico, as paisagens naturais e habitas até entãopreservados, passam e ser alvo de “desbravamentosturísticos”.Invariavelmente são observadas modificações ondeocorre o turismo; e não somente no meio ambiente natural ounas paisagens, mas também na comunidade local. O impacto doturismo pode ser identificado a partir dos custospotenciais – degradação do meio ambiente, injustiças einstabilidade econômicas, mudanças sócio - culturaisnegativas – e dos benefícios potenciais – geração dereceita para as áreas protegidas, criação de empregos paraas pessoas que vivem próximas a essas áreas e promoção deeducação ambiental e de conscientização sobre conservação(Boo, Elizabeth, 1995 p. 34).É necessária uma análise dos impactos causados peloturismo, não só pelas perdas ambientais, mas também pelosimpactos causados a sociedade local. Para tanto asabordagens sob a perspectiva sistêmica desempenham um papelfundamental.O autor Mario Carlos Beni em seu livro “AnáliseEstrutural do Turismo” define bem a Teoria Geral deSistemas “Ludwig von Bertalanffy observou que a TeoriaGeral de Sistemas visa compreender os princípios daintegralidade e da auto-organização em todos os níveis. Elaé sintomática de uma mudança em nossa visão geral. Suasaplicações variam da biofísica dos processos celulares á
  33. 33. 32dinâmica das populações, dos problemas da física aos dapsiquiatria, da política, das unidades culturais, dofenômeno do turismo e outros”. (BENI, Mário Carlos, 1998, p19,20).A Teoria Geral de Sistemas constituiu um enorme ganhopara a abordagem das questões ambientais, uma vez quepermitiu a compreensão dos processos de troca de energia ematéria entre os vários elementos constituintes de umsistema. A expressão ecossistema constitui um exemploprolixo da idéia de sistemas e expressa bem a forma de comoesta se encontra incorporada ao uso cotidiano do homemcomum.O equilíbrio nos sistemas é vital para o funcionamentoe manutenção dos ambientes naturais. O turismo procurautilizar-se da Teoria Geral de Sistemas na sua própriaversão, segundo Beni (1998).A capacidade de suporte dos ecossistemas naturais deveser respeitada e também é fator determinante para aexpansão do turismo, segundo o SISTUR. SISTUR - Sistema deTurismo –é definido pelo autor Mário Carlos Beni em seulivro Análise Estrutural do Turismo como: “o SISTUR ésistema aberto. Realiza trocas com o meio que o circunda epor extensão, é interdependente, nunca auto-suficiente”(BENI, Mário Carlo, 1998, pg 51.). Ou seja, o SISTUR é umsistema capaz de analisar todos os conjuntos de atividadese relações naturais ou antrópicas, nos espaços e nos meioscircundantes, onde ocorre a atividade turística.
  34. 34. 33O SISTUR é formado por três grandes conjuntos: oconjunto das relações ambientais, o da organizaçãoestrutural e das ações operacionais.A interação desses três conjuntos é a base para aformação do espaço á ser explorado pelo turismo. Para umestudo sobre a atividade turística torna-se necessário umaanálise dos componentes dos três conjuntos, pois cada umtem sua importância dentro do espaço estudado. Segundo oautor Mário Carlos Beni “Cada componente desses trêsconjuntos pode ser considerado um subsistema em si, já queapresenta funções própias e específicas, assumindocaracterísticas individualizadas”. “(BENI, Mário Carlo,1998, pg 44)”.O turismo quando tem a finalidade de explorar de formaadequada respeitando a capacidade de cada espaço, compráticas conservacionistas, contribui para que os trêsgrandes conjuntos formadores do SISTUR funcionem de formaque possibilite a exploração daquele espaço a médio e longoprazo, o que poderá contribui para o desenvolvimentoeconômico e social das regiões exploradas.Para verificar se as atividades turísticas, emboraconsideradas como alternativas econômicas para lugares comatrativos ecológicos-paisagísticos, se sustentamcompletamente nos âmbitos natural e sócio-econômico, sãonecessários estudos bem detalhados. Este estudo tem comoobjetivo analisar o caráter das atividades turísticas naregião da Serra do Cipó com vista à verificação de suasustentabilidade.
  35. 35. 34CARACTERIZAÇÃO HISTÓRICO-CULTURAL DA SERRA DO CIPÓA área de pesquisa, já apresentada, abrange uma áreapertencente ao município de Santana do Riacho,especificamente o distrito de Cardeal Mota, centro deatração, de apoio e dispersão dos visitantes da Serra doCipó e, principalmente, o centro econômico e social daregião. Os habitantes da região próximas às margens do rioCipó, em específico do Rio Paraúna, afluente do rio Cipó,os funcionários do IBAMA e de todos os habitantes doMunicípio de Jaboticatubas, estão econômica e socialmenteligados à Cardeal Mota.Anteriormente conhecida como Serra da Vacaria, aregião, segundo informações de pessoas residentes na regiãohá mais de 60 anos, era um centro criador de gado bovino emuar que servia não só as populações vizinhas comocontribuía para o abastecimento do até então Curral DelRey, futura Belo Horizonte, além dos municípios de NovaLima com carne, leite e mulas para transporte.A região foi inicialmente a primeira via naturalutilizada pelos bandeirantes com destino ao distritodiamantino do Tijuco, atual Diamantina, e da Vila do SerroFrio do Príncipe, atual Serro.
  36. 36. 35Resquícios dessa época podem ser observados no CipóVelho, com casarões coloniais e capela com oratório eimagens de santos antigas e no caminho dos escravos, quesobe a serra a partir do km 100 da rodovia MG-10, ao ladodo camping da Associação Cristã de Moços, todo calçado porgrandes blocos de quartzito. Ele tem cerca de 400m deextensão e desaparece gradativamente nas proximidades dapousada Chapéu de Sol. Este caminho por sinal é bastanteutilizado pelos turistas para poderem atingir as cachoeirasdo córrego Vacaria, a montante da cachoeira Véu da Noiva.A marca da escravidão ainda pode ser observada naregião, porém de forma muito sutil. Em antigas senzalastransformadas em pousadas simples, no candomblé, dançaancestral, e nos batuques e o boi da manta, que aindaanimam alguns encontros e festas populares, mas é nacondição sócio-econômica da maioria de seus descendentesque a percebemos com mais clareza. Muitos vivem emprecárias condições como agregados em fazendas, sem possedefinida de propriedade e com elevado índice deanalfabetismo.Com uma população de aproximadamente 1.500 pessoasCardeal Mota depende praticamente de atividade turística.Possui 24 pousadas e cerca de 16 estabelecimentoscomerciais, que associam restaurante e bar, e 5 mercearias.Estima-se que o número de leitos tem capacidade para 600pessoas. Esse número é bastante instável, pois algunsdesses estabelecimentos mudam de dono ou fecham e abremsuas portas com certa freqüência. Além destas existem cercade cinco áreas de camping nas imediações de Cardeal Motacom infra-estrutura variável.
  37. 37. 36Os outros serviços existentes são bastante precários.Existe uma borracharia, uma oficina mecânica, uma oficinaexclusiva para bicicletas, um telefone público e um postotelefônico. Recentemente foi instalada uma torre paratelefonia celular. O posto de gasolina existente foidesativado e especula-se a instalação de um novo. Aexploração de mármore existiu até cerca de oito anos atráse encontra-se atualmente desativada. Não existe posto desaúde e apenas recentemente foi aberta uma pequenafarmácia. Antes alguns poucos remédios podiam serencontrados nos armazéns locais. Possui também um depósitode material de construção, três igrejas e uma escolaestadual, a E. E. Dona Francisca Josina, que atende 250alunos do ensino fundamental de uma ampla região. Além dasdisciplinas básicas existe a disciplina Educação Ambientale Turismo, resultado de um trabalho sócio-cultural eecológico denominado Projeto Bandeirinhas, desenvolvido soba coordenação do geógrafo Márcio Spyer e por pesquisadoresde diversas áreas do conhecimento, visando a capacitação ea participação de professores locais e comunidade napreservação da terra.O abastecimento local de gêneros de primeiranecessidade, como hortifrutigranjeiros tem a maior parte desua origem em Belo Horizonte e Lagoa Santa, pois nem odistrito nem o município possuem produção que extrapole ade mera subsistência.A estrutura fundiária, não só do município como de umamaneira geral de toda a região da Serra do Cipó éconstituída principalmente por pequenas e médiaspropriedades, com atividades econômicas geralmenteinexpressivas de subsistência, de pecuária extensiva e
  38. 38. 37originária de partilhas de herança familiares, a partir deinventários mal-resolvidos juridicamente. Este fato gerauma contradição local, pois se de um lado, aliada a mávontade governamental em resolver as questões fundiárias daSerra do Cipó, sempre dificultou a plena e justadesapropriação de suas terras, por outro facilitou a vendade importantes áreas circunscritas a APA e que foramnegociadas com pessoas e grupos econômicos de BeloHorizonte e até do Exterior por quantias irrisórias,expulsando ainda mais a população nativa para as periferiasda capital.A procura por terrenos para a construção da chamadasegunda moradia, por parte da população que descobre e seapaixona pela serra do Cipó, além de inflacionar o preço daterra fez surgir um verdadeiro “boom” imobiliário, comabertura de loteamentos e áreas de chacramentos semplanejamento técnico adequado.Mais recentemente a Serra do Cipó tem atraído gruposde pessoas que se reúnem para o desenvolvimento de cursos,workshops, rallys, cavalgadas, passeios de bicicleta eencontros diversos.
  39. 39. 38DESCRIÇÃO DAS ÁREAS A SEREM TRABALHADASNa Serra do Cipó existe uma intensa atividadeturística e tem crescido muito nos últimos anos devido olocal apresentar uma rica e diversificada paisagem naturalcomo suas belas montanhas, cachoeiras, rios e também aprópria fauna e flora. Devido a este fator, a procura porestas atrações como mencionado é grande, principalmente nosfinais de semana e em feriados, tanto nacionais, comoestaduais. Esta procura pelo lazer e descanso na região daSerra do Cipó provocou nos últimos anos váriastransformações no panorama paisagístico e estrutural daregião como a implementações de clubes, pousadas, hotéis,chalés e também o crescimento populacional. Fatores comoestes provocam ao mesmo tempo o crescimento da região pelaatividade turística, mas também, impactos consideráveisreferentes ao equilíbrio ambiental. Para compreender melhorestas transformações da atividade turística e em especialna Serra do Cipó foram escolhidas duas áreas para apesquisa e compreensão com vistas a traçar não somente operfil dos visitantes, mas também o resultado de suaspresenças no que tangem as conseqüências ambientais. Asduas áreas especificamente são a ACM – Associação Cristã deMoços – que se localiza no município de Cardeal Mota nascoordenadas UTM 646416.1357 (longitude) e 7863714.1834(latitude) e a outra se localiza no município de Santana do
  40. 40. 39Riacho nas coordenadas 643831.1907 (longitude) e7867348.0128 (latitude). As duas áreas possuemcaracterísticas distintas uma da outra devido ao modo comosão usadas na prática do turismo.
  41. 41. 40
  42. 42. 41A ACM é uma área monitorada que se encontra no ParqueNacional da Serra do Cipó, ou seja, um local delimitado econtrolado seja por órgãos públicos e privados com oobjetivo de manter a conservação do meio ambiente e aomesmo tempo, a integração do homem.Na ACM existe a atuação da própria entidade e tambémdo IBAMA (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente) nocontrole da área a fim de mantê-la dentro das leisexistentes para a conservação do local evitando assim a suadestruição através da atividade turística descontrolada,das queimadas descontroladas nas matas, do lixo deixado nolocal após as visitas e outras situações que possam demaneira direta e indireta afetar o equilíbrio ambiental daregião. No município de Cardeal Mota os moradores vivem emfunção do comércio e da atividade turística onde seencontram vários estabelecimentos, como pousadas, bares,restaurantes e supermercados, o que contribui de formasignificativa para a arrecadação de impostos para omunicípio e também para o aumento do nível de renda dapopulação que é aproveitada por esses estabelecimentos comomão-de-obra. Em contrapartida ocorre um aumento aceleradodo crescimento numérico das pousadas, restaurantes, casasde campo, etc. e isso está afetando a preservação do meioambiente local, já que as áreas que abrange este municípiopertencem a APA (Área de preservação ambiental) e outraparte ao Parque Nacional da Serra do Cipó.Por outro lado, na área da Ponte da Usina que selocaliza no município de Santana do Riacho que por sua vezpertence a APA (Área de Preservação Ambiental), não existemonitoramento efetivo e eficaz no combate a degradação domeio ambiente local.
  43. 43. 42Para compreender o processo da atividade turística emambas as áreas na Serra do Cipó foram coletados dadosreferentes ao perfil dos turistas assim como registros emfotografia das áreas freqüentadas e também a descriçãofísica das mesmas.A partir de visitas às áreas pesquisadas foramelaborados croquis e registros fotográficos dos principaispontos, os quais facilitaram a visualização dos aspectosidentificados e interpretados pelas análises e gráficos járelacionados.O primeiro croqui representa a organização espacial daárea monitorada (ACM), a partir de seis pontos escolhidosde acordo com as necessidades da pesquisa.
  44. 44. 43RODOVIA MG-10BELO HORIZONTEPORTARIAÁREADETRAYLERSVESTIÁRIOSÁREADECAMPINGREPRESAMENTO DOÁREA DE CAMPINGÁREADECHALÉSRESTAURANTERIBEIRÃO SOBERBOBAR/QUISQUEESTACIONAMENTORIBEIRÃOSOBERBOCACHOEIRAVÉU DA NOIVASENTIDODORIOCROQUIÁREA MONITORADAA.C.M.ABEDCF
  45. 45. 44Ponto A: Consiste na entrada da ACM onde se observa açãoantrópica como forma de controle do acesso àárea.Ponto B: Este ponto é caracterizado pela estrutura criadapara a adequação de trailers.Ponto C: Área reservada ao camping.
  46. 46. 45Ponto D: Estrutura de cantina e vestiário criada paraatender a área de camping.Ponto E: Represamento do curso d’água do Ribeirão Soberboformando uma piscina artificial.
  47. 47. 46Ponto F: Área ocupada por chalés. Hospedagens de 1, 2 ou 3quartos.Através destes registros fotográficos da organizaçãoespacial da área monitorada (ACM) é possível perceber oalto grau de intervenção antrópica que, apesar de estar emuma área monitorada, as estruturas em concreto, vestiáriose áreas de lazer promovem uma profunda alteração do espaçonatural, o que também caracteriza a possibilidade deconsideráveis impactos ambientais.O segundo croqui representa a organização espacial daárea não monitorada (Ponte da Usina) também a partir deseis pontos escolhidos de acordo com as necessidades dapesquisa.
  48. 48. 47PONTE DA USINAÁREA NÃO MONITORADACROQUIZXHTRANASTAMOSSADORIO PARAÚNASENTIDO DO CURSOPONTESOBREORIOPARAÚNADECPonto Z: Entrada da área não monitorada sem qualquercontrole do fluxo de turistas.
  49. 49. 48Ponto X: Estacas que caracterizam um antigo cercamento daárea.Ponto H: Área de ocupação de turistas sem preocupação compreservação com o ambiente.
  50. 50. 49Ponto T: Vestígios da antiga ponte que ligava uma margem aoutra do Rio Paraúna.Ponto R: Margem do Rio Paraúna.
  51. 51. 50Ponto S: Ocupação da margem direita do Rio Paraúnacaracterizada por erosões de áreas mais frágeisprovavelmente intensificadas por trilhas.
  52. 52. 51Pode-se verificar que na ponte da usina, não há umafiscalização efetiva no que tange a conservação do local ediante disso, percebe-se muito lixo jogado pelo chão (verfotos ponte da usina), em certas partes do rio nesta áreajá ocorre o assoreamento, muitos galhos de árvores foramarrancados e também as próprias árvores. Também foiverificado que neste local existe uma gruta com pinturasrupestres e que a mesma se encontra completamente pichadapor vândalos, outro fator que contribui na interferência doequilíbrio ambiental é a própria poluição sonora. Portantopercebe-se que nesta área, conhecida como ponte da usina,caracteriza a possibilidade de profundos impactosambientais.Pode–se verificar a seguir através dos gráficos operfil dos turistas que freqüentam a ACM e a ponte dausina.
  53. 53. 52ANÁLISE DOS GRÁFICOS DA ÁREA MONITORADAIDADE15%61%15%7% 2%Até 20 De 21 a 30 De 31 a 40 De 41 a 50 Acima de 50ESCOLARIDADE4%42%30%20%4%1º Grau 2º Grau 3º Grau 3º Grau Incomp. OutrosSEXO52%48%Maculino FemininoNa figura 2, da área pesquisada (ACM) omaior número de turistas são do sexo masculinocorrespondendo a 52% contra 48% das mulheres.Na figura 1, 61% dos turistas estão na faixaetária de 21 a 30 anos, seguidos de 15% comidade até 20 anos e de 31 a 40. As pessoas comidade entre 41 e 50 anos correspondem a 7% eacima de cinquenta, 2%.Na figura 3 referente a escolaridade, observa-se um maior nível deescolaridade em relação aos turistas da área não monitorada. 30% daspessoas possuem o terceiro grau completo, e 20% incompleto. Aspessoas que tem apenas o segundo grau a porcentagem é de 42%; ogrupo do primeiro grau com 4% e outros também 4%.
  54. 54. 53NÍVEL DE RENDA26%15%7%17%28%7%Até 500 De 501 a 1000 De 1001 a 1500De 1501 a 2000 Acima de 2000 Sem RendaNa figura 4, referente ao nível de renda, os turistas daACM (área monitorada) possuem um maior poder aquisitivoo que pode ser justificado pelo próprio acesso a educação. Deacordo com os dados, 28% possuem renda acima de R$2000,00 reais, com renda entre R$1501,00 até 2000,00 são17%. Rendimentos entre R$ 1001 a 1500,00 têm-se 7% dosturistas.Também com 7% existe o grupo de turistas que nãopossuem renda e com rendimentos de até R$500, 00, 26%dos entrevistados.Ocupação Principal0% 22%4%4%0%15%20%7%28%Ocupação Principal Estudante ProfessorBancário Militar ComercianteProfissional Liberal Funcinário Público OutrosNa tabela 5, vinte turistas responderam quepreferem visitar a própria ACM devida às suasriquezas locais e outras dez disseram que nãotem um local preferido. Os demais,responderam como se pode observar acima.
  55. 55. 54ESTADO CIVIL67%33%0%Solteiro Casado OutrosCidades7%2%2% 2% 2% 2%2%2%2%77%B. Horizonte Contagem Lagoa Santa Ribeirão das NevesLondres Rio de Janeiro Nazaré Paulista BetimSta. Luzia VespasianoDe acordo com a figura 6, 77% são de Belo Horizonte,7% de Contagem e demais cidade mineiras 17%.Referente ao turista estrangeiro (2%), o mesmo é dacidade de Londres, capital inglesa. Da cidade do Rio deJaneiro, também tem 2% assim como de Nazaré Paulista(Estado de S. Paulo).Na figura 7, pode-se observar que a maiorparte dos turistas são solteiroscorrespondendo a 67%. No que tange oscasados, apenas 33%.
  56. 56. 55MEIO DE TRANSPORTE91%9% 0%Carro Ônibus OutroscNa figura 8, o meio de transporte podeser justificado também pelo nível derenda onde a grande maioria, ou seja,91% se deslocaram para o local atravésde veículos próprios e por meio deônibus apenas 9%.Meio de Hospedagem4%26%48%0%0% 22%Hotel PousadaCamping Monitorado Camping não MonitoradoAlbergue OutrosReferentea figura 9, meio de hospedagem, 48% éatravés de camping monitorado, 26% empousadas, 22% foram apenas para passar o dia e4% ficaram em hotel.MOTIVO DE VISITA À ÁREA712 12101231171172811051015202530AcessibilidadeAventuraCaminhadaCulturaLocalFaunaFériasFloraFotografiaHistóriaQualidadedeVidaRecreaçãoRelevânciaEcológicaAcessibilidade Aventura Caminhada Cultura LocalFauna Férias Flora FotografiaHistória Qualidade de Vida Recreação Relevância EcológicaNa figura 10, o motivo que em que os turistas vieram a visitar a área, nota-se que 28pessoas foram pela procura da recreação, 17 pela qualidade de vida. Pelos motivos dafauna 12 pessoas, caminhada e aventura ambos também com 12. Relevância ecológicaforam 11, Pela flora 12 e cultura local, somam-se 10.
  57. 57. 56INDUÇÃO DE VIAGEM4%0%53%2%11%30%Propaganda AgênciaAmigos Artigos de Jornais e RevistasInternet OutrosNa figura 11, a indução de viagem, observa-se que53% foi através de amigos, 11% vieram através deinformações obtidas pela internet, 4% por propagandasdiversas e 2% através de artigos e jornais e revistas.Através de outros motivos correspondem 30%.Residência UF/Exterior94%4% 2%Minas Gerais Outros Estados ExteriorNa figura 12, referente a origem dos turistas éinteressante observar que houve a ocorrênciaestrangeiros, 2%, e de outros estados brasileiros, comoo Rio de Janeiro e São Paulo, 4%. Turistas de MinasGerais correspondem a 94%.
  58. 58. 57COMO VIAJA170202130510152025Amigos Excursão Família Sozinho OutrosAmigos Excursão Família Sozinho OutrosQual o seu local preferido na Serra doCipóLocal ACMSerra Morena 3ACM 20Cachoeira Grande 3Cachoeiras 2IBAMA 1Capivara 1Bar do Nando 2Não tem 10Não sabe 3Tudo 1Quanto costuma gastardurante sua viagemACMTotal em R$ 3470Média 88,97Na figura 13, o modo como viajaram, 38% foi em família,seguido de 33% com amigos e 25% por outros motivos. Com 4%está o grupo de pessoas que viajaram sozinhas e em excursão nãohouve nenhuma ocorrência.Na tabela 1 os turistasda ACM gastaramR$3470,00 reaisNa tabela 2 vinte turistas responderam quepreferem visitar a própria ACM devida às suasriquezas locais e outras dez disseram que nãotem um local preferido. Os demais,responderam como se pode observar acima.
  59. 59. 58Sexo41%59%Maculino FemininoANÁLISE DOS GRÁFICOS DA ÁREA NÃO MONITORADAIdade15%58%12%9% 6%Até 20 De 21 a 30 De 31 a 40De 41 a 50 Acima de 50Nível de Renda32%35%24%0%6%3%Até 500 De 501 a 1000 De 1001 a 1500De 1501 a 2000 Acima de 2000 Sem RendaA figura 14, na área não monitorada amaioria das pessoas são do sexo masculino,com 59% e as mulheres correspondem a41%.Na figura 15, a faixa etária ébastante variada embora 58% estão comidades entre 21 e 30 anos. Com 15%estão as pessoas com até 20 anos, 12%de 31 a 40 anos, 9% de 41 a 50 anos eacima dos cinqüenta apenas 6%.Na figura 16, pode-se verificar que na área nãoNa área não monitorada a maior parte dosturistas, 50%, possui apenas o segundo grau, logoem seguida, 38% correspondem às pessoas comapenas o primeiro grau. Referente ao nívelsuperior, tem-se 9% com o curso incompleto e os3% restantes concluíram o curso.Escolaridade38%50%3% 9% 0%1º Grau 2º Grau 3º Grau 3º Grau Incomp. OutrosNa figura 17, a distribuição de renda são 32% dosturistas possuem uma renda de até R$500,00 reais, 35%ganham de R$501,00 a 1000,00 reais. Os turistas com rendasuperior a R$1000,00 até R$1501,00 são de 6% e acimadeste valor, 3%.É interessante observar que o índice de turistas semrenda é considerável, correspondendo a 24% do total deentrevistados.
  60. 60. 59Ocupaçao Principal61%15%6%3%12%0%3%0%Estudante Professor BancárioMilitar Comerciante Profissional LiberalFuncinário Público OutrosNa figura 18, é importante observar que referente àprofissão, 15% são apenas estudantes nãoproporcionando renda. Tem-se também que 12% sãopessoas que trabalham no comércio, no funcionalismopúblico o número é menor, 6%, como professores ovalor é ainda menor com apenas 3% dos entrevistados.O interessante é observar não houve a presença debancários e militares, mas a grande maioria, 61%possuem ocupações diversificadas no mercado detrabalho.Na figura 20, os turistas solteiroscorrespondem a 53% e os casados são47%.Estado Civil53%47%Solteiro CasadoNa figura 19, a maioria dos turistasentrevistados na área não monitorada sãoprovenientes de Belo Horizonte principalmente daregião de Venda Nova, zona norte, totalizando46%. 21% são de Ribeirão das Neves, que por suavez, é a cidade mais pobre da região metropolitanaem condições sócio-econômicas, com 18% está acidade de Vespasiano logo em seguida tem-seContagem e Lagoa Santa e o menor valorrespectivamente, Santa Luzia.
  61. 61. 60Meio de Transporte12%88%0%Carro Ônibus OutrosNa figura 21, referente ao meio de transporte, agrande maioria veio através de ônibus, o quecaracteriza realmente o perfil do turista da área nãomonitorada. As pessoas devido a um menor poderaquisitivo possuem menores chances de se deslocarematravés de carros. Por sua vez, o acesso ao local atravésde carros próprios foi de apenas 12%.Meio de Hospedagem0%0%56%0%44%0%Hotel PousadaCamping Monitorado Camping não MonitoradoAlbergue OutrosNa figura 22, os turistas se estabeleceram emcamping não monitorado correspondendo a 56%.Já os 44% são pertencentes outros modos dehospedagem. Referente a hotel, pousada, campingmonitorado e albergue não houve nenhum registroporque foram apenas para passar o dia.
  62. 62. 61Motivo de visita à área411974 49 9317148102468101214161820AcessibilidadeAventuraCaminhadaCulturaLocalFaunaFériasFloraFotografiaHistóriaQualidadedeVidaRecreaçãoRelevânciaEcológicaOutrosAcessibilidade Aventura Caminhada Cultura Local FaunaFérias Flora Fotografia História Qualidade de VidaRecreação Relevância Ecológica OutrosNa figura 23, os dados no gráfico a respeito dos motivos que levaram a viagem na Serra do Cipó,especificamente na área não monitorada mostram que, 17 pessoas foi devido à procura da qualidadede vida, 14 pela recreação, 11 pelo motivo da aventura, logo em seguida pela opção da caminhada,fotografia e flora local. Um outro fator de destaque no gráfico e a relevância ecológica que tem 8 dosmotivos a visitarem a área. Mesmo que a relevância ecológica esteja com este valor, pode-seperceber que as pessoas entrevistadas não entenderam o que significava na sua essência este termo.
  63. 63. 62Indução de Viagem3%0%0%9%0%88%Propaganda AgênciaAmigos Artigos de Jornais e RevistasInternet OutrosResidência UF/Exterior0%100%0%0%UF/Exterior M inas Gerais Outros Estados ExteriorNa figura 24, a grande maioria dos turistas, cerca de 88% vieram atravésde amigos, devido à própria característica sócio-econômica das pessoas. Aspessoas que vieram através de artigos de jornais e revistas correspondem aapenas 9% e 3% através de agência. As outras variáveis analisadas como apropaganda, internet e outras fontes não foram verificadas nas entrevistas.Na figura 25, observa-se que todos osturistas da Ponte da Usina são provenientesde Minas Gerais.
  64. 64. 63Como Viaja1114900-125811141720Amigos Excursão Família Sozinho OutrosAmigos Excursão Família Sozinho OutrosQuanto costuma gastarduarante sua viagemPonte da UsinaTotal em R$ 869Média 34,76Qual o seu local preferidona Serra do CipóLocal Ponte da UsinaBar 1Véu da noiva 71 vez 9Rio Paraúna 5Serra Morena 2Juquinha 2Cachoeira 1Usina 7Na figura 26, o modo como viajaram também foi uma variávelimportante dentro da análise. Como se pode observar 14 pessoasdisseram que vieram em excursão, uma característica importante noperfil dos turistas, 11 vieram com amigos e 9 estavam acompanhadosda família. Viajam sozinhos ou outros não foram identificados nasentrevistas.Na tabela 3 pode-se verificar queo valor total gasto pelos turistasna Ponte da Usina nãoultrapassam os R$ 1000,00 reais,e a média fica em R$ 34,76.Na tabela 4 referente aos locais preferidos pelos turistas, observa-se que umconsiderável número de turistas foi pela primeira vez, enquanto que, setedisseram que preferem ir ao Véu da Noive e outros sete especificamente na áreada Usina.
  65. 65. 64Análise GeralO processo de degradação ambiental, na Serra do Cipó,não ocorreu por acaso, sendo a que a atividade turísticatem contribuído muito para o aumento destes impactos, quepossuem níveis diferenciados de degradação em diferentesáreas.Atraídos pela exuberância natural da Serra do Cipó,grande parte dos turistas que ali freqüentam, não possuemuma consciência de uso adequado dos recursos naturais.O conjunto destes fatores foram e são condicionantes,no que tange a conscientização dos turistas que freqüentamlocais onde os recursos naturais são os grandes atrativosturísticos.Com o objetivo de traçar o perfil dos turistas quefreqüentam as áreas, objeto deste estudo: ACM e Ponte daUsina foi realizada no dia 01/05/2004 uma pesquisa decampo, na qual foram aplicados questionários nas duasáreas, no intervalo de tempo entre 10:30 e 15:00 horas.
  66. 66. 65Mediante análise dos dados coletados, observamosvários fatores que favorecem o aumento dos impactosambientais, nas áreas pesquisadas, na Serra do Cipó.O nível de escolaridade é um dos fatores que nospermitem diferenciar os aspectos observados nas duas áreas,uma vez que quanto maior o grau de instrução, maior é onível de conhecimento, o que favorece a formação de umaconscientização ambiental, mas que muitas vezes não éaplicada corretamente.Observando o gráfico de escolaridade que comparaambas as áreas (figura 28) verificamos que na área da Ponteda Usina, o grau de instrução da maioria dos turistas variaentre 1º e 2º grau. Nesta área verificamos que os turistasdeixam grande quantidade de lixo (papel, vidro, garrafaspet, comida, etc.), como também destruição de fauna eflora, principalmente as margens do rio Paraúna, causandoerosão e conseqüentemente assoreamento do rio, principallocal de concentração da população turística. A gruta comsuas pinturas rupestres totalmente pichadas e o alto índicede poluição sonora também contribuem para o desequilíbriodo meio ambiente desta área.Apesar de não ser uma área destinada a receber fluxoturístico, os órgãos responsáveis poderiam trabalhar deforma mais consciente através de medidas simples como aimplantação de lixeira e recolhimento do lixo.
  67. 67. 66Em contrapartida, na ACM, o grau de escolaridadevaria entre 2º e 3º grau completo (fig 28), e neste casonão podemos avaliar se o nível de escolaridade podeinterferir ou não no comportamento dos turistas, pois nestaárea existem regras e fiscalização por parte dosorganizadores. Existem muitas lixeiras espalhadas por todaa área, sacolas são distribuídas na entrada para orecolhimento do lixo juntamente com o regulamento do uso dolocal.Em contrapartida, verificamos outros tipos deimpactos ambientais, que não estão apenas relacionados coma má utilização do local pelos turistas, mas também, com aintervenção antrópica através da criação de estruturasfísicas, das quais podemos citar: contenção de água doRibeirão Soberbo, piscinas artificiais, estruturas emconcretos para áreas de trailers e chalés, vestiários,quadras, parques infantis, áreas de lazer, estacionamentose trilhas, o que contribui para adensamento e a compactaçãodo solo comprometendo o abastecimento hídrico local.Observamos também que os chalés foram construídos bempróximos das margens do Ribeirão Soberbo, desrespeitando oespaço mínimo destinado à mata ciliar.
  68. 68. 67Mata ciliar ao fundoReferente a idade, (figura 27) é importanteressaltar que a maioria dos turistas nas duas áreas estãona faixa etária entre 21 e 30 anos, ou seja, de acordo comos relatos dos entrevistados, são turistas que procuram
  69. 69. 68qualidade de vida, recreação, diversão e ao mesmo tempodescanso.Idade5,88%11,77%58,82%8,82%14,71%2,17%60,87%6,52%15,22%15,22%0,00%20,00%40,00%60,00%80,00%100,00%Até 20 De 21 a 30 De 31 a 40 De 1 a 50 Acima de 50Ponte da Usina ACMOs turistas de ambas as áreas possuem ocupaçãoprofissional diversificadas como professores, comerciantes,funcionários públicos, estudantes, bancários, profissionaisliberais e dentre outros.Em relação às outras ocupações acima citadas há umaconsiderável diferença entre as duas áreas. Na ACM, asocupações principais dos turistas foram: estudantes(21,74%), profissionais liberais (19,57%), comerciantes(15,22%) e outros (28,25%)- não citados. Na Ponte da Usinaas principais ocupações foram: estudantes (14,71%),comerciantes (11,77%) e outros (61,76%)- não citados.
  70. 70. 69Ocupação Principal4,35%19,57%2,94%0,00%11,77%0,00%2,94%14,71%5,88%61,76%0,00%4,35%21,74%15,22%6,51%28,26%0,00%20,00%40,00%60,00%80,00%100,00%Estudante Professor Bancário Militar Comerciante ProfissionalLiberalFuncinárioPúblicoOutrosPonte da Usina ACMNas duas áreas pesquisadas, a incidência do sexomasculino foi maior; ACM são 58,82% contra 41,18% do sexofeminino; na Ponte da Usina são 52,17% contra 47,83% dosexo feminino.Sexo58,82%52,17%47,83%41,18%0,00%20,00%40,00%60,00%80,00%100,00%Ponte da Usina ACMMaculino FemininoCom relação ao estado civil, o maior número deturistas solteiros encontravam-se na ACM (67,39%) contra(52,94%) na Ponte da Usina.
  71. 71. 70Estado Civil67,39%52,94%32,61%47,06%0,00%20,00%40,00%60,00%80,00%100,00%Ponte da Usina ACMSolteiro CasadoO nível de renda, explica-se de acordo com asprofissões. Rendas acima de R$ 2000,00 reais foramencontradas apenas na ACM, e renda entre R$ 1001,00 a2000,00 reais e maior incidência também nesta área.Turistas sem renda, com rendas até R$ 500,00 e entreR$ 501 e 1000,00 foram maiores na Ponte da Usina.Nível de Renda3 2 ,3 5 %3 5 ,3 0 %2 ,9 4 %2 3 ,5 3 %1 7 ,3 9 %2 8 ,2 6 %0 ,0 0 %5 ,8 8 % 6 ,5 2 %1 5 ,2 2 %2 6 ,0 9 %6 ,5 2 %0,00%20,00%40,00%60,00%80,00%Até 500 De 501 a 1000 De 1001 a1500De 1501 a2000Acima de 2000 Sem RendaPonte da Usina ACMPartindo para a análise da origem dos turistas,observamos que a maioria é de Minas Gerais, um pequeno
  72. 72. 71número de outros estados e também provenientes de outrospaíses. Dentro de Minas Gerais o destaque fica para acidade de Belo Horizonte, onde na ACM são 76,09% e Ponte daUsina 47,06%.O maior número de turistas que visitaram a Ponte daUsina são da região metropolitana de Belo Horizonte,destacando-se principalmente Ribeirão das Neves eVespasiano, de onde são a maioria.Turistas de outras cidades fora do estado e deoutros países são respectivamente, do Rio de Janeiro(capital), Nazaré Paulista (São Paulo) e Londres(Inglaterra).Cidades20,59% 17,95%76,09%2,20% 2,17% 2,17%5,88%5,88% 2,64%47,06%6,52%2,17%2,17%2,17%2,17% 2,17%0,00%20,00%40,00%60,00%80,00%100,00%BeloHorizonteBetimContagemLagoaSantaLondresNazaréPaulistaRibeirãodasNevesRiodeJaneiroSta.LuziaVespasianoPonte da Usina ACMPor ser a Ponte da Usina uma área não monitoradapossuindo um de perfil de turistas com menor grau deescolaridade e baixo poder aquisitivo, o meio de hospedagemverificado foi o camping na mesma área, uma vez que não hácobrança de tarifas. Observamos também que muitos dos
  73. 73. 72turistas que ali se encontravam, foram com o intuito depassar apenas o dia, retornando para suas residências nofinal da tarde.Ao contrário da ACM, a maioria hospedou-se emlocais pagos como pousadas, camping monitorado e hotéis.Os turistas que se encontravam na ACM viajaram, emsua maioria, de carro próprio. Ao contrário da Ponte daUsina onde a sua maioria viajaram de ônibus.Meio de Transporte0,00%0,00%11,76%88,24%8,70%91,30%0,00%20,00%40,00%60,00%80,00%100,00%Carro Ônibus OutrosPonte da Usina ACM
  74. 74. 73O modo como viajaram também foi uma variávelanalisada. Verifica-se que a maioria dos turistas da ACMviajam com seus familiares e com amigos. Na Ponte da Usina,a maioria viajou através de excursão (como pode serverificado pelos meios de transporte – fretam um ônibus),outros em menor número foram com amigos e por ultimo comfamiliares.Como Viaja111490 0170202130510152025Amigos Excursão Família Sozinho OutrosNúmerodepessoasPonte da Usina ACMNo que se refere a indução da viagem, nas duasáreas, a maioria respondeu que foram através da indicaçãode amigos.Indução da Viagem0 13130 02 025151401020304050Propaganda Agência Amigos Artigos deJornais eRevistasInternet OutrosPonte da Usina ACM
  75. 75. 74Na questão sobre os motivos que levaram a visitaras duas áreas, observamos vários aspectos com destaque paraa recreação e qualidade de vida.Motivo de visita à área4711 129127104124 3911973117 1714811128051015202530Ponte da Usina ACMA cessibilidade A ventura C aminhadaC ultura Lo cal F auna F ériasF lo ra F o to grafia H istóriaQualidade de Vida R ecreação R elevância Eco lógicaOutro sReferente a questão de quanto gastaram indo às duasáreas, verifica-se na figura 40 que na ACM o valor total emreais ultrapassou R$3.000,00 reais enquanto que na Ponte daUsina não chegou a R$1.000,00 reais. Esta grande diferençaé explicada pelo nível de renda entre os turistas, pois naACM um número significativo possui rendas superiores aR$1.000,00 reais e em contrapartida na ponte da usina asrenda não superam R$500,00 e R$1.000,00 reais.
  76. 76. 75Total em R$ (reais)869347001000200030004000Ponte da Usina ACMPonte da Usina ACMO lixo produzido possui vários destinos, a lixeira,o chão, os rios e muito outros, e analisandoespecificamente as duas áreas e de acordo com a figura 42pode-se perceber que a maioria respondeu que recolhe edeposita em locais apropriados. No caso da ACM existemvárias lixeiras espalhadas pelo local, o que facilita orecolhimento e deposição em locais apropriados. Na ponte dausina, vários turistas levaram sacos plásticos para orecolhimento dos dejetos porque devido o local não sermonitorado não existe a fixação de lixeiras para melhororganização do recolhimento do lixo. O interessante éobservar que uma parcela dos turistas da ponte da usinadisse que joga o lixo pelo próprio local, ou seja, no chãoe/ou leito do rio Paraúna o que compromete de certa forma oecossistema local.
  77. 77. 76O que faz com o lixo produzido5,88%11,76%0,00%82,35%0,00% 0,00% 4,00%91,30%0,00%20,00%40,00%60,00%80,00%100,00%Joga no chão Joga no curso dágua Recolhe e depositaem locais adequadosOutrosPonte da Usina ACMPode-se perceber nas duas tabelas que são vários oslugares procurados pelos turistas, ou seja, as belezasnaturais como as próprias cachoeiras da região. Ointeressante de observar, é que sete dos trinta e quatroturistas que foram para a ponte da usina disseram que olocal preferido é o Véu da Noiva, uma grande queda d’águaque se localiza na ACM, local que cobra uma taxa paraentrar, onde através das taxas tem o objetivo de preservare fazer as devidas manutenções da área.
  78. 78. 77De acordo com a entrevista feita com os turistas nasduas áreas, referente à contribuição para a conservação daárea, a maioria na ponte da usina disse que entendem que aconservação da área depende da limpeza do local, e que osvisitantes não joguem lixo em locais indevidos preservandoassim a flora local. De acordo com os turistas da ACM, elesdisseram que acreditam que a conservação da área passa pelorecolhimento adequado do lixo produzido e pela preservaçãoda natureza local.A consciência ambiental também foi perguntada aosturistas e os que estavam na ponte da usina disseram em suamaioria que entendem como a preservação do local para usofruto futuro, e os que estavam na ACM disseram que é a nãodegradação do meio ambiente, a preservação da fauna e daflora com a finalidade de deixar o local do mesmo modo quefoi encontrado. Os entrevistados da ponte da usina dentrodos problemas encontrados na área disseram que existemlixos em locais inadequados, erosão as margens do rio,“pedras” no rio, infra-estrutura precária (ponte antiga,falta de lixeiras, áreas para refeições, etc) e falta defiscalização para uma melhor controle da área. Já na ACM amaioria disse que os problemas encontrados foram oQual o seu local preferido na Serrado CipóLocal Ponte da UsinaBar 1Véu da noiva 71ª vez 9Rio Paraúna 5Serra Morena 2Juquinha 2Cachoeira 1Usina 7Qual o seu local preferido naSerra do CipóLocal ACMSerra Morena 3ACM 20Cachoeira Grande 3Cachoeiras 2IBAMA 1Capivara 1Bar do Nando 2Não tem 10Não sabe 3Tudo 1
  79. 79. 78desrespeito às normas do local (poluição sonora), excessode visitantes e a cobrança de taxas para a entrada epermanência na área.O modo como se diverte na Serra do Cipó tambémfoi perguntado e os turistas da ponte da usina disseram quese divertem nadando no rio Paraúna, descansando, fazendocaminhada e curtindo a natureza e na ACM, são ascaminhadas, fotografias, descanso e a apreciação danatureza como meio de relaxamento.
  80. 80. 79ConclusãoComo se pode perceber é grande a diversidade dosturistas que visitam a região em busca do lazer e dodescanso. Dentro deste panorama também a forma de ver,compreender e atuar na Serra do Cipó se dá de maneiradiferenciada.A Serra do Cipó dentro da sua área possui umcomplexo paisagístico ambiental rico, o que torna a regiãoum centro atrativo que envolve a atividade turística e estáem amplo crescimento.É importante ressaltar que todo esse crescimentodepende de um planejamento integrado que viabilize avisitação dos turistas de maneira controlada e racional,para que o desenvolvimento da região possa ocorrer nãoapenas nos âmbitos natural e sócio-econômico, mas também noque diz respeito a uma conscientização mútua do verdadeirovalor que a Serra do Cipó possui. Agindo com racionalidadeatravés de órgãos governamentais e não-governametais etambém juntamente com toda a sociedade, os valoresambientais, culturais e socioeconômicos poderão promover odesenvolvimento sustentável de todas as áreas que compõem aSerra do Cipó.As variáveis pesquisadas contribuem para uma melhorcompreensão e análise da atividade turística na Serra do
  81. 81. 80Cipó, sendo que um estudo mais profundo e uma maiorconscientização por parte dos turistas, com melhorespráticas e um controle eficaz por parte dos órgãosresponsáveis, podem contribuir e ao mesmo tempo garantirmedidas que venham beneficiar os moradores locais e osturistas que visitam ambas as áreas.
  82. 82. 81REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICASBENI, Mário Carlos. Análise Estrutural do Turismo. Belo Horizonte: UFMG, 1998.BERTALANFFY, Ludwing von. Teoria Geral dos sistemas. Petrópolis: Vozes, 1351p.BOO, Elizabeth. “O planejamento Ecoturístico para Áreas Protegidas”. In:LINDBERG, Kreg & HAWKINS, Donald E. (ed.) Ecoturismo; um guia paraplanejamento e gestão. São Paulo: SENAC, p. 31-58. 1995.FARIA, Doris Santos de, CARNEIRO, Kátia Saraiva. Sustentabilidade Ecológica noTurismo – Brasília: Universidade de Brasília. 2001.GEORGE, Pierre. Dictionnaire de la géographie, 1998.LINDBERG, Kreg. & HUBER Jr., Richard M.“Questões Econômicas na Gestão doEcoturismo” In: LINDBERG, Kreg & HAWKINS, Donald E. (ed.) Ecoturismo:Um guia para planejamento e gestão. São Paulo: SENAC, p.143-196. 1995.MANGEL, Marc; HOFMAN, Robert J.; NORSE, Elliot. A. & TWISS Jr., John. R.1993. “Sustainability and Ecological Research”. Ecological Application. V. 3n. 4. 547-549MOURA, Antônio Márcio Ferreira. Serra do Cipó MG. Ecoturismo e impactos sócio-ambientais. Belo Horizontes. UFMG/IGC. 1999.
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