Guia de Elaboraçãode itens    Língua Portuguesa
GUIA DE ELABORAÇÃO      DE ITENS Língua Portuguesa      2009
Centro de Políticas Públicas e Avaliação da Educaçãoda Universidade Federal de Juiz de ForaCoordenação GeralLina Kátia Mes...
Sumário  5   Apresentação  7   Seção 1 - A Avaliação Interna e a Avaliação Externa  9   1.1 Avaliação interna e avaliação ...
Apresentação  Professor,  A avaliação, como você sabe, é parte fundamental do processo de ensino-aprendizagem.  Seus resul...
Avaliação Externa                                                       Avaliação Interna e7    Seção 1 - Avaliação Intern...
8    Guia de Elaboração de itens
1.1 A avaliação Interna eExterna: uma relaçãocomplementarAvaliar é refletir sobre uma determinada realidade,   No âmbito e...
1.2 Etapas do processo de implementação da avaliação externa                              Para melhor compreendermos as ca...
A construção de itens11     Seção 2 - A construção dos itens                                        Seção 2
12     Guia de Elaboração de itens
2.1 Etapas do processo de elaboração de itensA construção de bons itens para compor os testes de proficiência utilizados n...
2.2 Ponto de partida: a                              Matriz de Referência                              Os testes de avalia...
MATRIZ DE REFERÊNCIA - SAEB             LÍNGUA PORTUGUESA - 4ª SÉRIE / 5º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL                       ...
MATRIZ DE REFERÊNCIA - SAEB                                           LÍNGUA PORTUGUESA - 8ª SÉRIE / 9º ANO DO ENSINO FUND...
MATRIZ DE REFERÊNCIA - SAEB                   LÍNGUA PORTUGUESA - 3ª SÉRIE / 3º ANO DO ENSINO MÉDIO                       ...
2.3 O perfil do                                   A excelência na elaboração de itens, contudo,                           ...
SUPORTEENUNCIADO         COMANDO                                              GABARITO  ALTERNATIVAS  DE RESPOSTAS        ...
1º passo: Escolha de um descritor                              O primeiro passo no processo de construção dos itens de ava...
2º passo: A construção do enunciado     Após a definição do descritor, passamos à construção do enunciado, escolhendo     ...
Exemplo 2                                   O suporte                                é uma história em                    ...
Exemplo 3O suporte é uma                    → letra de música.                                                            ...
B. A construção do comando para resposta                                 O enunciado traz, ainda, o comando para resposta,...
Exemplo 2         →O suporte desteitem é uma tirinha.                                                                     ...
3º. Passo: A construção das alternativas                              de resposta                              As alternat...
Ao analisarmos as alternativas de resposta, podemos observar que todas elas indicam raciocínios      possíveis de serem de...
É de suma importância para a formulação das alternativas de resposta que não sejam utilizados                             ...
2.6 Roteiro básico para a elaboração de itensApresentaremos, a seguir, um roteiro de elaboração deitens de boa qualidade p...
Itens                               •	 Devem ser inéditos.                               •	 Devem apresentar 4 alternativa...
Alternativas de resposta •	   Os distratores devem ser plausíveis. •	   Devem apresentar paralelismo sintático-semântico. ...
ATIVIDADES                              Atividade 1                              A seguir, apresentaremos itens que devem ...
Item 2 / D1      Leia o quadro abaixo.                                           BALEIA-AZUL                 HUMANOS      ...
B. ITENS DA 8a SÉRIE / 9º ANO EF                              Item 1 / D13                                    Leia o texto...
Item 2 / D5      Leia o texto e responda às questões.      O texto associado à imagem mostra que      A) desde 1897 não há...
C. ITENS DA 3ª SÉRIE / 3º ANO EM                              Item 1 / D4                                    Leia o texto:...
Item 2 / D3  Leia o texto e responda às questões   Entrevista                                 ‘EXISTEM CRIMES PIORES’, DIZ...
Atividade 2                              Propomos, agora, que você faça o seu primeiro exercício de elaboração de itens. A...
B. Exemplos de suportes que podem ser utilizados para a 8asérie / 9º ano EFSuporte 1                                      ...
C. Exemplos de suportes que podem ser utilizados para a                              3ª série / 3º ano EM                 ...
Suporte 2                      RENDA MÍNIMA - UMA IDEIA DA REVOLUÇÃO FRANCESA      A ideia de que todo cidadão tem direito...
Atividade 3                              Escolha, no Anexo IV, um suporte e elabore um item.                              ...
Critérios de                                                 revisão de itens     Seção 3 - Critérios de revisão de itens4...
Guia de Elaboração de itens44
Critérios de Revisão de itensApós a elaboração do item, é fundamental que ele sejarevisado, de modo a garantir sua qualida...
Se não atenderem                                                           2. QUANTO AOS ITENS                            ...
Se não atenderem                       4. QUANTO ÀS ALTERNATIVAS                                                          ...
Atividade 3                              Agora que você conheceu as Matrizes de Referência, as etapas e as recomendações p...
QUANTO AOS ITENS                                      Situação2.1    Devem ser inéditos.       Devem apresentar 4 alternat...
Guia de elaboracao_%20_portugues_90527
Guia de elaboracao_%20_portugues_90527
Guia de elaboracao_%20_portugues_90527
Guia de elaboracao_%20_portugues_90527
Guia de elaboracao_%20_portugues_90527
Guia de elaboracao_%20_portugues_90527
Guia de elaboracao_%20_portugues_90527
Guia de elaboracao_%20_portugues_90527
Guia de elaboracao_%20_portugues_90527
Guia de elaboracao_%20_portugues_90527
Guia de elaboracao_%20_portugues_90527
Guia de elaboracao_%20_portugues_90527
Guia de elaboracao_%20_portugues_90527
Guia de elaboracao_%20_portugues_90527
Guia de elaboracao_%20_portugues_90527
Guia de elaboracao_%20_portugues_90527
Guia de elaboracao_%20_portugues_90527
Guia de elaboracao_%20_portugues_90527
Guia de elaboracao_%20_portugues_90527
Guia de elaboracao_%20_portugues_90527
Guia de elaboracao_%20_portugues_90527
Guia de elaboracao_%20_portugues_90527
Guia de elaboracao_%20_portugues_90527
Guia de elaboracao_%20_portugues_90527
Guia de elaboracao_%20_portugues_90527
Guia de elaboracao_%20_portugues_90527
Guia de elaboracao_%20_portugues_90527
Guia de elaboracao_%20_portugues_90527
Guia de elaboracao_%20_portugues_90527
Guia de elaboracao_%20_portugues_90527
Guia de elaboracao_%20_portugues_90527
Guia de elaboracao_%20_portugues_90527
Guia de elaboracao_%20_portugues_90527
Guia de elaboracao_%20_portugues_90527
Guia de elaboracao_%20_portugues_90527
Guia de elaboracao_%20_portugues_90527
Guia de elaboracao_%20_portugues_90527
Guia de elaboracao_%20_portugues_90527
Guia de elaboracao_%20_portugues_90527
Guia de elaboracao_%20_portugues_90527
Guia de elaboracao_%20_portugues_90527
Guia de elaboracao_%20_portugues_90527
Guia de elaboracao_%20_portugues_90527
Guia de elaboracao_%20_portugues_90527
Guia de elaboracao_%20_portugues_90527
Guia de elaboracao_%20_portugues_90527
Guia de elaboracao_%20_portugues_90527
Guia de elaboracao_%20_portugues_90527
Guia de elaboracao_%20_portugues_90527
Guia de elaboracao_%20_portugues_90527
Guia de elaboracao_%20_portugues_90527
Guia de elaboracao_%20_portugues_90527
Guia de elaboracao_%20_portugues_90527
Guia de elaboracao_%20_portugues_90527
Guia de elaboracao_%20_portugues_90527
Guia de elaboracao_%20_portugues_90527
Guia de elaboracao_%20_portugues_90527
Guia de elaboracao_%20_portugues_90527
Guia de elaboracao_%20_portugues_90527
Guia de elaboracao_%20_portugues_90527
Guia de elaboracao_%20_portugues_90527
Guia de elaboracao_%20_portugues_90527
Guia de elaboracao_%20_portugues_90527
Guia de elaboracao_%20_portugues_90527
Guia de elaboracao_%20_portugues_90527
Guia de elaboracao_%20_portugues_90527
Guia de elaboracao_%20_portugues_90527
Guia de elaboracao_%20_portugues_90527
Guia de elaboracao_%20_portugues_90527
Guia de elaboracao_%20_portugues_90527
Guia de elaboracao_%20_portugues_90527
Guia de elaboracao_%20_portugues_90527
Próximos SlideShares
Carregando em…5
×

Guia de elaboracao_%20_portugues_90527

4.491 visualizações

Publicada em

Publicada em: Educação, Tecnologia
0 comentários
2 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
4.491
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
3
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
256
Comentários
0
Gostaram
2
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Guia de elaboracao_%20_portugues_90527

  1. 1. Guia de Elaboraçãode itens Língua Portuguesa
  2. 2. GUIA DE ELABORAÇÃO DE ITENS Língua Portuguesa 2009
  3. 3. Centro de Políticas Públicas e Avaliação da Educaçãoda Universidade Federal de Juiz de ForaCoordenação GeralLina Kátia Mesquita OliveiraCoordenador TécnicoManuel Fernando Palácios da Cunha e MeloCoordenação EstatísticaTufi Machado SoaresCoordenação de Divulgação dos ResultadosAnderson Córdova PenaEquipe de Banco de ItensVerônica Mendes Vieira (Coord.)Mayra da Silva MoreiraEquipe de Análise e MedidasWellington Silva (Coord.)Ailton Fonseca GalvãoClayton ValeRafael OliveiraEquipe de Língua PortuguesaHilda Aparecida Linhares da Silva Micarello (Coord.)Josiane Toledo Ferreira Silva (Coord.)Ana Letícia Duin TavaresMaika Som MachadoEdson MunckMaria Tereza ScottonEquipe de MatemáticaLina Kátia Mesquita Oliveira (Coord.)Denise Mansoldo SalazarMariângela de Assumpção de CastroTatiane Gonçalves de MoraesMara Sueli Simões MoraesNelson Antônio PirolaEquipe de editoraçãoHamilton Ferreira (Coord.)Clarissa AguiarMarcela ZaghettoRaul Furiatti MoreiraVinicius Peixoto
  4. 4. Sumário 5 Apresentação 7 Seção 1 - A Avaliação Interna e a Avaliação Externa 9 1.1 Avaliação interna e avaliação externa: uma relação complementar 10 1.2 Etapas do processo de avaliação externa 11 Seção 2 - A Construção dos Itens 13 2.1 Etapas do processo de elaboração de itens 14 2.2 Ponto de partida: a Matriz de Referência 18 2.3 O Perfil do Elaborador 18 2.4 O item e suas partes 19 2.5 Recomendações para a elaboração dos itens 29 2.6 Roteiro Básico para a elaboração de itens 32 Atividades43 Seção 3 - Critérios de Revisão de Itens 45 1 Quanto aos textos 46 2 Quantos aos itens 46 3 Quanto ao enunciado 47 4 Quanto às alternativas 47 5 Quanto aos gabaritos 48 Atividades 61 Anexo I Detalhamento da Matriz de Referência da 4a série/5o ano do EF 77 Anexo II Detalhamento das Matrizes de Referência da 8a série/9o ano do EF e do 3o ano EM99 Anexo III Quadro de Gêneros103 Anexo IV Sugestões de fontes para suportes111 Anexo V Formulário para a elaboração de itens
  5. 5. Apresentação Professor, A avaliação, como você sabe, é parte fundamental do processo de ensino-aprendizagem. Seus resultados oferecem subsídios, para que os docentes direcionem sua prática, as escolas reestruturem seus projetos pedagógicos e os sistemas de ensino definam políticas públicas voltadas para a igualdade de oportunidades educacionais e a qualidade do ensino ofertado. Sabemos que, no âmbito da sala de aula, você já dispõe de experiência com a prática da avaliação. Entretanto, como a avaliação do Sistema educacional em larga escala apresenta características diferentes daquelas avaliações que se realizam com grupos reduzidos de estudantes no cotidiano das escolas, este Guia tem o objetivo de oferecer informações e orientações, para que você conheça um pouco mais sobre a avaliação em larga escala de natureza externa e dela participe como elaborador de itens. A primeira seção deste Guia apresenta algumas considerações sobre o processo de avaliação externa e as etapas a serem percorridas nesse processo. Na segunda seção, você conhecerá os critérios a serem observados na elaboração de itens de avaliação em larga escala, as recomendações técnicas e pedagógicas a serem consideradas na elaboração de bons itens e, ainda, atividades práticas que contribuirão para que você elabore itens que atendam a tais recomendações. Os critérios para a revisão dos itens elaborados, assim como orientações sobre como proceder nessa revisão são apresentados na terceira seção do Guia. Finalmente, nos anexos, você encontrará uma síntese dos aspectos abordados na segunda e terceira seções do Guia, uma análise detalhada das Matrizes de Referência para avaliação em Língua Portuguesa do Saeb (4ª série/5º ano e 8ª série/9º ano do Ensino Fundamental, 3ª série / 3º ano do Ensino Médio), além de sugestões de suportes para a elaboração de novos itens e informações sobre as planilhas para a elaboração de itens. Esperamos que as atividades propostas neste Guia, aliadas à sua experiência docente e à sua sensibilidade, contribuam para que você, professor, torne-se um especialista na elaboração de itens. Bom trabalho!
  6. 6. Avaliação Externa Avaliação Interna e7 Seção 1 - Avaliação Interna e Avaliação Externa Seção 1
  7. 7. 8 Guia de Elaboração de itens
  8. 8. 1.1 A avaliação Interna eExterna: uma relaçãocomplementarAvaliar é refletir sobre uma determinada realidade, No âmbito escolar, a avaliação externa fornecevisto que os dados e informações gerados pela informações para que gestores da escola eavaliação possibilitam um julgamento que professores possam realizar um diagnóstico nasconduz a uma tomada de decisão. áreas em que atuam e planejar ações educativas mais eficientes.No âmbito da escola, ocorrem dois processosde avaliação muito importantes, os quais se No âmbito da gestão do sistema, a partir doscomplementam: a avaliação interna, realizada resultados, governantes e gestores passampelo professor, voltada para o desenvolvimento a ter dados que os orientarão tanto nodos processos de ensino e aprendizagem, e a redirecionamento de trajetórias, quanto noavaliação externa, que avalia o desempenho planejamento de ações mais específicas.de um conjunto de estudantes agrupados porescola ou por sistemas. Na avaliação em larga escala, apesar de os resultados poderem ser dados individualmente,Em sala de aula, a fim de avaliar o processo de seu foco é todo o sistema educacional avaliado:aprendizagem de seus estudantes, tomados a turma, a escola, a regional, o Estado.individualmente, os professores podem e devemutilizar diversos instrumentos como, por exemplo, Devemos acrescentar, ainda, que os programastrabalhos em grupo ou individuais, testes ou de avaliação em larga escala produzem doisprovas com questões de múltipla escolha ou indicadores importantes: (a) a média; e (b) oquestões abertas, dramatizações, observação, percentual de estudantes em cada nível darelatórios. Esses instrumentos apresentam escala de proficiência. A média é uma maneiracaracterísticas diferentes, mas têm em comum o de sintetizar o resultado da escola, do Município,fato de que, por meio deles, é possível avaliar- da regional e do Estado. Já o percentual dese a particularidade sobre o progresso de cada estudantes nos níveis de proficiência forneceestudante e, ao final do ano, atribuir-lhes uma informações a respeito das habilidades jánota, que varia de 0 a 100 pontos. consolidadas pelo conjunto de estudantes da rede avaliada.As avaliações em larga escala, de naturezaexterna,utilizam, mais frequentemente, testescompostos por itens de múltipla escolhapor meio dos quais apenas uma habilidade éavaliada. Esse tipo de avaliação apresenta trêsobjetivos básicos: (a) a definição de subsídiospara a formulação de políticas educacionais;(b) o acompanhamento ao longo do tempoda qualidade da educação; e (c) a produção deinformações capazes de desenvolver relações Seção 1 - Avaliação Interna e Avaliação Externasignificativas entre as unidades escolares eórgãos centrais ou distritais de secretarias, bemcomo iniciativas dentro das escolas. 9
  9. 9. 1.2 Etapas do processo de implementação da avaliação externa Para melhor compreendermos as características da avaliação externa, apresentaremos as etapas para a realização de uma avaliação em larga escala de natureza externa.Guia de Elaboração de itens10
  10. 10. A construção de itens11 Seção 2 - A construção dos itens Seção 2
  11. 11. 12 Guia de Elaboração de itens
  12. 12. 2.1 Etapas do processo de elaboração de itensA construção de bons itens para compor os testes de proficiência utilizados nos programas deavaliação em larga escala passa por diversas etapas que envolvem profissionais da educação. Aseguir, veremos um fluxograma que apresenta esse processo. . Seção 2 - A construção dos itensTodos esses procedimentos técnicos e pedagógicos, na construção de itens, são importantes paragarantir a confiabilidade do item, seu poder avaliativo e a eficiência de um programa de avaliação. 13
  13. 13. 2.2 Ponto de partida: a Matriz de Referência Os testes de avaliação em larga escala têm como Portanto, o texto é o elemento que permite objetivo aferir a proficiência dos estudantes em que sejam avaliadas essas competências. Dessa determinada área de conhecimento, em períodos forma, os itens de um teste devem medir o específicos de escolarização. Assim, é necessária desenvolvimento das múltiplas capacidades a definição das habilidades e competências que comunicativas e cognitivas de que o indivíduo serão avaliadas em cada área de conhecimento, deve dispor para responder às exigências de de modo que possam ser elaborados os itens a sua condição de ser social. O texto não deve, serem utilizados na composição dos testes. pois, ser utilizado como um pretexto para a conferência de regras gramaticais. A definição dessas habilidades é dada pela Matriz de Referência para avaliação e somente É preciso enfatizarmos que os descritores com a construção dessa Matriz de Referência não podem ser adotados como um conjunto é que temos condições de elaborar um teste de indicações básicas para as práticas de de avaliação em larga escala, visto que é essa ensino-aprendizagem nas escolas, uma vez Matriz que orienta a elaboração dos itens. que não contêm a análise do conhecimento da linguagem, as orientações didáticas, as As Matrizes de Referência do Sistema Nacional estratégias e recursos didáticos, as sugestões de Avaliação da Educação Básica – Saeb – são de como trabalhar os conteúdos, bem como resultado do estudo de Parâmetros Curriculares, não selecionam a progressão de conteúdos por Diretrizes Curriculares e livros didáticos e da ano ou ciclos. Esse tipo de orientação cabe às reflexão realizada por professores, pesquisadores Diretrizes, Parâmetros e Matrizes Curriculares. e especialistas que buscam um consenso a Aos descritores cabe, apenas, a referência para a respeito das habilidades consideradas essenciais elaboração dos itens que comporão os testes. em cada etapa do Ensino Fundamental e Médio. Apresentamos, a seguir, as Matrizes de Referência As Matrizes de Referência são compostas por um para avaliação em Língua Portuguesa, utilizadas conjunto de descritores, os quais contemplam pelo Saeb para avaliação da 4ª série/5º ano dois pontos básicos do que se pretende avaliar: e 8ª série/9º ano do Ensino Fundamental e o conteúdo programático a ser avaliado em 3ª série / 3º ano do Ensino Médio, para que cada período de escolarização; e o nível de possamos analisar sua estrutura. operação mental necessário para a habilidade avaliada. Tais descritores são selecionados para compor a Matriz, considerando-se aquilo que pode ser avaliado por meio de itens de múltipla escolha. A Matriz de Referência para avaliação de Língua Portuguesa tem como foco as práticas de leitura, as quais se organizam em dois campos de competências: domínio de estratégias de leitura de diferentes gêneros (Tópicos 1, 2 e 3 da Matriz de Referência) e domínio de recursos linguísticos-discursivos na construção de gêneros (Tópicos 4, 5 e 6 da Matriz de Referência).Guia de Elaboração de itens14
  14. 14. MATRIZ DE REFERÊNCIA - SAEB LÍNGUA PORTUGUESA - 4ª SÉRIE / 5º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL TÓPICO E SEUS DESCRITORESI – PROCEDIMENTOS DE LEITURA D1 Localizar informações explícitas em um texto. D3 Inferir o sentido de uma palavra ou expressão. D4 Inferir uma informação implícita em um texto. D6 Identificar o tema de um texto.D11 Distinguir um fato da opinião relativa a esse fato.II – IMPLICAÇÕES DO SUPORTE, DO GÊNERO E/OU DO ENUNCIADOR NA COMPREENSÃO DO TEXTO D5 Interpretar texto com auxílio de material gráfico diverso (propagandas, quadrinhos, foto, etc.). D9 Identificar a finalidade de textos de diferentes gêneros.III – RELAÇÃO ENTRE TEXTOS Reconhecer diferentes formas de tratar uma informação na comparação de textos que tratem do mesmoD15 tema, em função das condições em que ele foi produzido e daquelas em que será recebido.IV – COERÊNCIA E COESÃO NO PROCESSAMENTO DO TEXTO Estabelecer relações entre partes de um texto, identificando repetições ou substituições que contri- D2 buem para a continuidade de um texto. D7 Identificar o conflito gerador do enredo e dos elementos que constroem a narrativa. D8 Estabelecer relações de causa/consequência entre partes e elementos do texto.D12 Estabelecer relações lógico-discursivas presentes no texto, marcadas por conjunções, advérbios, etc.V – RELAÇÕES ENTRE RECURSOS EXPRESSIVOS E EFEITOS DE SENTIDOD13 Identificar efeitos de ironia ou humor em textos.D14 Reconhecer o efeito de sentido decorrente do uso de pontuação e de outras notações.VI – VARIAÇÃO LINGUÍSTICAD10 Identificar as marcas linguísticas que evidenciam o locutor e o interlocutor de um texto. Seção 2 - A construção dos itens 15
  15. 15. MATRIZ DE REFERÊNCIA - SAEB LÍNGUA PORTUGUESA - 8ª SÉRIE / 9º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL TÓPICO E SEUS DESCRITORES I – PROCEDIMENTOS DE LEITURA D1 Localizar informações explícitas em um texto. D3 Inferir o sentido de uma palavra ou expressão. D4 Inferir uma informação implícita em um texto. D6 Identificar o tema de um texto. D11 Distinguir um fato da opinião relativa a esse fato. II – IMPLICAÇÕES DO SUPORTE, DO GÊNERO E/OU DO ENUNCIADOR NA COMPREENSÃO DO TEXTO D5 Interpretar texto com auxílio de material gráfico diverso (propagandas, quadrinhos, foto, etc.). D12 Identificar a finalidade de textos de diferentes gêneros. III – RELAÇÃO ENTRE TEXTOS Reconhecer diferentes formas de tratar uma informação na comparação de textos que tratem do mesmo D20 tema, em função das condições em que ele foi produzido e daquelas em que será recebido. D21 Reconhecer posições distintas entre duas ou mais opniões relativas ao mesmo fato ou ao mesmo tema. IV – COERÊNCIA E COESÃO NO PROCESSAMENTO DO TEXTO Estabelecer relações entre partes de um texto, identificando repetições ou substituições que contri- D2 buem para a continuidade de um texto. D7 Identificar a tese de um texto. D8 Estabelecer relações entre a tese e os argumentos oferecidos para sustentá-la. D9 Diferenciar as partes principais das secundárias em um texto. D10 Identificar o conflito gerador do enredo e os elementos que compõem a narrativa. D11 Estabelecer relação causa/consequência entre partes e elementos do texto. D15 Estabelecer relações lógico-discursivas presentes no texto, marcadas por conjunções, advérbios, etc. V – RELAÇÕES ENTRE RECURSOS EXPRESSIVOS E EFEITOS DE SENTIDO D16 Identificar efeitos de ironia ou humor em textos. D17 Reconhecer o efeito de sentido decorrente do uso de pontuação e de outras notações. D18 Reconhecer o efeito de sentido decorrente da escolha de uma determinada palavra ou expressão. Reconhecer o efeito de sentido decorrente da exploração de recursos ortográficos e/ou morfossintá- D19 ticos. VI – VARIAÇÃO LINGUÍSTICA D13 Identificar as marcas linguísticas que evidenciam o locutor e o interlocutor de um texto.Guia de Elaboração de itens16
  16. 16. MATRIZ DE REFERÊNCIA - SAEB LÍNGUA PORTUGUESA - 3ª SÉRIE / 3º ANO DO ENSINO MÉDIO TÓPICO E SEUS DESCRITORESI – PROCEDIMENTOS DE LEITURA D1 Localizar informações explícitas em um texto. D3 Inferir o sentido de uma palavra ou expressão. D4 Inferir uma informação implícita em um texto. D6 Identificar o tema de um texto. D14 Distinguir um fato da opinião relativa a esse fato.II – IMPLICAÇÕES DO SUPORTE, DO GÊNERO E/OU DO ENUNCIADOR NA COMPREENSÃO DO TEXTO D5 Interpretar um texto com auxílio de material gráfico diverso (propagandas, quadrinhos, foto, etc.). D12 Identificar a finalidade de textos de diferentes gêneros.III – RELAÇÃO ENTRE TEXTOS Reconhecer diferentes formas de tratar uma informação na comparação de textos que tratam do mesmo D20 tema, em função das condições em que ele foi produzido e daquelas em que será recebido. D21 Reconhecer posições distintas entre duas ou mais opiniões relativas ao mesmo fato ou ao mesmo tema.IV – COERÊNCIA E COESÃO NO PROCESSAMENTO DO TEXTO Estabelecer relações entre partes de um texto, identificando repetições ou substituições que contribuem D2 para a continuidade de um texto. D7 Identificar a tese de um texto. D8 Estabelecer relações entre a tese e os argumentos oferecidos para sustentá-la. D9 Diferenciar as partes principais das secundárias em um texto. D10 Identificar o conflito gerador do enredo e os elementos que constroem a narrativa. D11 Estabelecer relação causa/consequência entre partes e elementos do texto. D15 Estabelecer relação lógico/discursiva presentes no texto, marcadas por conjunções, advérbios, etc.V – RELAÇÕES ENTRE RECURSOS EXPRESSIVOS E EFEITOS DE SENTIDO D16 Identificar efeitos de ironia ou humor em textos variados. D17 Reconhecer o efeito de sentido decorrente do uso da pontuação e de outras notações. D18 Reconhecer o efeito de sentido decorrente da escolha de uma determinada palavra ou expressão. D19 Reconhecer o efeito de sentido decorrente da exploração de recursos ortográficos e/ou morfossintáticos.VI – VARIAÇÃO LINGUÍSTICA D13 Identificar as marcas linguísticas que evidenciam o locutor e o interlocutor de um texto.Como você pode observar, as matrizes de referência para avaliação em LínguaPortuguesa estão organizadas em seis tópicos que, por sua vez, agrupam osdescritores. Para que bons itens de avaliação sejam elaborados, é fundamental quese compreenda a que habilidades esses descritores se referem e o que, exatamente,eles pretendem avaliar. Seção 2 - A construção dos itens Veja, nos Anexos I e II, o detalhamento das Matrizes de Referência para avaliação em Língua Portuguesa. 17
  17. 17. 2.3 O perfil do A excelência na elaboração de itens, contudo, elaborador demanda mais do que isso. É preciso imaginação e criatividade na invenção de situações que exijam o conhecimento e as habilidades Algumas características importantes devem desejadas. Demanda, principalmente, habilidade compor o perfil do elaborador de bons itens. e julgamento, que só vêm com a experiência. Entre as principais, podemos citar: • O elaborador deve ter domínio da área de conhecimento a ser avaliada. Isso significa 2.4 O item e suas que ele precisa entender o conteúdo escolar como um meio para se desenvolverem partes habilidades e competências. Trata-se de Os itens são elaborados segundo uma Matriz explorar, conforme abordado nos PCNs, o de Referência, composta por descritores conteúdo nas suas dimensões conceitual, de desempenho em determinada área de factual, procedimental e atitudinal, de conhecimento. O descritor traduz as habilidades modo a levar o estudante a mobilizar seus ou competências esperadas, associando recursos cognitivos. conteúdos curriculares e operações mentais desenvolvidas pelos estudantes. A Figura 1 • O elaborador deverá entender os processos apresenta um diagrama que ilustra o processo de desenvolvimento e aprendizagem que inicial de elaboração dos itens dos testes de caracterizam os estudantes para os quais proficiência das avaliações em larga escala. o item será construído. Isso significa que o professor-elaborador deve estar familiarizado com os prováveis níveis de desenvolvimento cognitivo e educacional, a fim de ajustar a complexidade e o grau de dificuldade dos itens de modo apropriado e Matriz de o padrão das alternativas de resposta. Referência • O elaborador deve ter o domínio da linguagem verbal utilizada pelos estudantes para quem o teste será construído. Ele deve, ↓ além de conhecer o significado das palavras e usá-las, ser habilidoso no seu emprego, Descritor de modo a fazer com que elas expressem o Conteúdos/Habilidade desejado da maneira mais simples possível. Cognitiva • O elaborador deve ter a habilidade de utilizar as técnicas de escrever itens. Para ↓ isso, é preciso que esteja familiarizado com os diversos tipos de teste e com suas possibilidades e limitações. Além disso, Item deve conhecer as características gerais de Avalia um único Descritor bons itens e precisa estar consciente dos erros comumente cometidos.Guia de Elaboração de itens Figura 1 Veja, a seguir, exemplo de item já aplicado em um teste de proficiência.18
  18. 18. SUPORTEENUNCIADO COMANDO GABARITO ALTERNATIVAS DE RESPOSTAS Vamos identificar, nesse item, cada uma das partes que o compõem. O enunciado: é estímulo, para que o estudante mobilize recursos cognitivos, a fim de solucionar o problema apresentado com base nos dados do suporte e responder ao que é solicitado pelo comando da resposta. O estímulo pode conter um texto, imagem ou outros recursos, que recebem o nome de suporte, ou pode apenas apresentar uma situação-problema, um questionamento ou questão contextualizada. O importante é que o enunciado, com ou sem suporte, apresente todos os dados e informações necessários à resolução do item. Nos testes de proficiência em Matemática, alguns itens não apresentam suporte, enquanto nos de Língua Portuguesa, a presença do suporte é obrigatória, salvo nos testes de avaliação da alfabetização. Nesse item, o enunciado é a situação descrita inicialmente, que contextualiza o problema. O suporte é representado pela tirinha. O comando para resposta pode ser dado sob a forma de complementação ou de interrogação. Ele deve ser preciso e estar nitidamente atrelado à habilidade que se pretende avaliar, explicitando com clareza a tarefa a ser realizada. Observe que, nesse exemplo, o comando está sob forma de complementação e solicita que o estudante indique o sentido da palavra “Hum” na fala do personagem. As alternativas de resposta: na 4ª série/5ºano e na 8ª série/9º ano do EF, são apresentadas numa lista de quatro opções, mas apenas uma é a correta - o gabarito. As demais alternativas são denominadas distratores e devem ser plausíveis, referindo-se a raciocínios possíveis. No exemplo, você pode verificar se os distratores são plausíveis, analisando sua compatibilidade em relação ao comando e concluindo se são possibilidades lógicas de resposta. ( Fonte: Boletim Simave/Proeb 2007, p.21.) 2.5 Recomendações escala é pautado por requisitos técnicos que Seção 2 - A construção dos itens buscam estabelecer procedimentos necessários para elaboração de à clareza e precisão dos instrumentos utilizados na avaliação. itens Para que um item apresente boa qualidade O processo de construção dos itens de múltipla pedagógica e técnica, é fundamental que escolha para compor testes de proficiência utilizados nos programas de avaliação em larga sejam observadas algumas etapas para sua elaboração. Vejamos essas etapas. 19
  19. 19. 1º passo: Escolha de um descritor O primeiro passo no processo de construção dos itens de avaliação em larga escala é a escolha de um dos descritores da Matriz de Referência. Para exemplificarmos essa escolha, selecionamos o descritor D1 da Matriz de Referência em Língua Portuguesa da 4ª série/5º ano do SAEB. Esse descritor diz respeito à habilidade de localizar uma informação que se encontra explícita em um texto. Fonte: Teste de 4ª série / 5º ano EF, Língua Portuguesa, SimaveProeb. No exemplo dado, a informação a ser identificada encontra-se no último verso do poema. Reafirmamos, aqui, a importância de o elaborador dispor de um conhecimento seguro acerca daGuia de Elaboração de itens habilidade que o descritor indica. Além disso, deve ser capaz de, a partir de sua experiência e do conhecimento que possui com relação ao desenvolvimento cognitivo dos estudantes que se encon- tram na etapa de escolarização avaliada, reconhecer o nível de dificuldade desejado na construção do item.20
  20. 20. 2º passo: A construção do enunciado Após a definição do descritor, passamos à construção do enunciado, escolhendo o suporte e elaborando o comando para resposta. A. A escolha do suporte Uma vez definido o descritor, o próximo passo da elaboração de um item de Língua Portuguesa é a seleção do suporte, ou seja, o texto que será utilizado na elaboração da situação - problema que se deseja apresentar. A escolha do suporte é uma etapa importante do processo de elaboração do item, pois ele deve inspirar o elaborador a construir boas situações-problema as quais permitam identificar aqueles estudantes proficientes na habilidade que se pretende avaliar. O suporte pode ser retirado de várias fontes, como, por exemplo, livros, jornais, revistas, panfletos, sites. Devem ser evitados, entretanto, suportes retirados de livros didáticos, também aqueles que fazem propaganda de algum produto ou marca, bem como textos literários criados pelo próprio elaborador do item. A utilização de diferentes suportes atende ao pressuposto de que um teste de proficiência deve avaliar a capacidade do estudante de ler, extrair informações significativas do que lê, para resolver o problema solicitado. Quanto mais variados os suportes, maior é a probabilidade de eles atenderem, de forma mais generalizada, aos contextos dos diferentes grupos que se submetem à avaliação. É importante que, na escolha do suporte, o elaborador considere, ainda, as situações da vida cotidiana nas quais a leitura é utilizada com propósitos comunicativos reais. Nesse sentido, pode ajudar a consulta ao quadro com os diferentes gêneros textuais e as situações nas quais eles se fazem presentes (Anexo 4). Vejamos, a seguir, exemplos de alguns itens que apresentam suportes de gêneros textuais diversos. Exemplo 1 O suporte é um fragmento de reportagem, retirada de uma → revista de circulação nacional, o qual é adequado ao período deescolarização avaliado, tanto no que diz respeito à linguagem quanto ao assunto abordado no Seção 2 - A construção dos itens texto. Fonte: Teste de 1º ano EM, Língua Portuguesa, SAERS. Esse item tem por objetivo avaliar se os estudantes são capazes de localizar uma informação explícita em um texto, habilidade relacionada no descritor D1 das Matrizes de Referência em Língua Portuguesa do Saeb/Prova Brasil. 21
  21. 21. Exemplo 2 O suporte é uma história em quadrinhos retirada → de uma revista bastante conhecida pelo público infantil e juvenil. Fonte: ProJovem. EFNE 03, 2006. Avalia-se, por meio desse item, a habilidade de o estudante identificar o fato que gera a narrativa (descritor D7, na Matriz de Referência de Língua Portuguesa da 4ª série / 5º ano e D10, nas Matrizes de Referência do 9º ano EF e 3ª série / 3º ano EM).Guia de Elaboração de itens22
  22. 22. Exemplo 3O suporte é uma → letra de música. Fonte: ProJovem. EFNE 05, dez. 2006. No Exemplo 3, o item tem por objetivo avaliar a capacidade de o estudante identificar o tema de um texto – habilidade relacionda no descritor D6 das Matrizes de Referência em Língua Portuguesa do Saeb/Prova Brasil. Cabe, aqui, mencionar que NÃO se devem utilizar suportes que apresentem expressões, objetos ou informações que possam ser identificados como: - viés cultural, discriminação e preconceito em relação a gênero, etnias, profissões, crenças, religiões, dentre outras; - apologia a comportamento e condutas em desacordo com preceitos educativos e legais, como, por exemplo, drogas, bebida, aborto, crime, arma, incitação à violência e a danos ou destruição de bem público ou privado. Os suportes escolhidos devem: Seção 2 - A construção dos itens - ser adequados ao período de escolarização avaliado; - considerar o cotidiano dos estudantes; -apresentar elemento não-verbal apenas se for imprescindível à construção do sentido do texto. Deve-se observar um número máximo de itens por suporte e por série: - 4a série / 5o ano EF até quatro itens; - 8a série / 9o ano EF até seis itens; - 3o ano EM até oito itens. 23
  23. 23. B. A construção do comando para resposta O enunciado traz, ainda, o comando para resposta, que deve indicar de forma clara e objetiva a tarefa a ser realizada em conexão com a habilidade que se pretende avaliar, ou seja, deve estar diretamente relacionado a um único descritor da Matriz de Referência. Ao elaborarmos o comando para resposta, devemos afastar todo e qualquer fator que possa dificultar a compreensão do item pelo estudante. Dessa forma, a escolha cuidadosa do vocabulário e a objetividade constituem procedimentos fundamentais para a elaboração de um bom item. Não deve ser, contudo, excessivamente breve, a ponto de sonegar informações importantes para a resolução da tarefa que será solicitada, nem excessivamente longo, contendo informações desnecessárias. De forma similar, o vocabulário deve ser adequado ao nível de escolaridade do estudante avaliado. A utilização de conceitos, fatos e terminologias nas suas formas universalizadas são garantias para que se evitem comportamentos diferenciados do item, originados de posturas ideológicas ou especificidades regionais. Vejamos, agora, o modo como os comandos para resposta podem ser construídos. Exemplo1 → O suporte deste item é um fragmento de conto. → O comando para resposta: interrogação. Fonte: Teste de 9º ano EF, Língua Portuguesa, Simave/Proeb. Esse item tem a intenção de avaliar a capacidade de o estudante identificar o fato gerador de uma narrativa (D7 da Matriz de Referência de Língua Portuguesa do Saeb/Prova Brasil 4a série / 5o ano EF e D10 das Matrizes de Referência de Língua Portuguesa do Saeb/Prova Brasil 8a série / 9o ano EF e do 3o ano EM). Analisando o comando, apresentado em forma de interrogação, constatamos a objetividade do questionamento que indica explicitamente qual a tarefa a ser realizada pelo estudante.Guia de Elaboração de itens24
  24. 24. Exemplo 2 →O suporte desteitem é uma tirinha. → O comando para resposta: uma frase incompleta.. Fonte: Teste de 9º ano EF, Língua Portuguesa, Simave/Proeb. Esse item tem a intenção de avaliar a capacidade de o estudante interpretar um texto que conjuga linguagem verbal e não-verbal (D5 das Matrizes de Referência de Língua Portuguesa do Saeb/Prova Brasil). Analisando o comando, apresentado como frase que exige complementação, constatamos a indicação explícita da tarefa a ser realizada pelo estudante. Essa é uma tarefa mais complexa do que a apresentada no Exemplo 1, pois apenas o elemento verbal não é suficiente, para que a resposta seja encontrada. É preciso recorrer à imagem para se chegar à resolução da tarefa. É fundamental lembrarmos que NÃO se deve: - utilizar formulações do tipo “pegadinha”, induzindo o estudante ao erro ou dificultando a resolução do item, nem dicas que levem à resposta correta. - empregar termos como exceto, falso, incorreto, não ou errado, uma vez que o importante é avaliar o que estudante aprendeu, e não investigar sobre o que ele não aprendeu. - utilizar termos como “sempre”, “nunca”, “todo”, “totalmente” ou qualquer outra expressão determinante. Seção 2 - A construção dos itens 25
  25. 25. 3º. Passo: A construção das alternativas de resposta As alternativas de respostas devem ser construídas tendo-se em vista a produção de informações relevantes sobre o processo de construção da habilidade avaliada. Isso significa que a resposta correta – o gabarito – deve validar a capacidade do estudante em relação à determinada habilidade cognitiva. As demais alternativas, os distratores, produzem informações importantes para a avaliação, na medida em que apontam possíveis caminhos de raciocínio dos estudantes, delimitando a etapa do desenvolvimento da aprendizagem em que o estudante se encontra. Assim, os distratores que apresentam soluções supondo erros que os estudantes costumam cometer são mais plausíveis de serem escolhidos por aqueles que não consolidaram a habilidade requerida, oferecendo informações sobre as dificuldades encontradas. No caso de distratores que são imediatamente descartados, a resposta correta surge do processo de eliminação, e não da ação reflexiva sobre a tarefa solicitada. Portanto, é recomendável que não se proponham alternativas mutuamente excludentes, nem que sejam construídas de forma a induzir o acerto por exclusão. Vamos, agora, analisar as alternativas de resposta de dois itens. Exemplo 1 → GabaritoGuia de Elaboração de itens Fonte: Teste da 3ª série / 3º ano EM, Língua Portuguesa, Simave/Proeb, 2007. No item apresentado, Exemplo 1, destacamos o gabarito – a resposta correta, as demais alternativas são os distratores – alternativas incorretas, mas plausíveis.26
  26. 26. Ao analisarmos as alternativas de resposta, podemos observar que todas elas indicam raciocínios possíveis de serem desenvolvidos pelos estudantes avaliados, permitindo-nos perceber em que estágio do desenvolvimento da habilidade eles se encontram. Esse item solicita ao estudante a identificação do tema do texto (D6 das Matrizes de Referência em Língua Portuguesa do Saeb/Prova Brasil). A resposta a esse questionamento é a alternativa D – A exaltação do valor da música popular. Para chegar ao tema de um texto, o estudante precisa mobilizar uma série de recursos cognitivos – ler o texto, fazer sua compreensão global, resumir mentalmente e inferir o assunto por ele abordado. Os distratores – alternativas incorretas A, B, C e E – trazem informações presentes no texto, mas nenhuma delas corresponde ao tema nele desenvolvido. Assim, aqueles que escolheram qualquer uma dessas alternativas revelam ainda não terem desenvolvido tal habilidade, pois tomaram como resposta correta informações pontuais presentes no texto, identificando-as como sendo o tema. Exemplo 2 →Gabarito Fonte: Teste do 9o ano EF, Língua Portuguesa, Simave/Proeb. Assim como no item do Exemplo 1, destacamos o gabarito – a resposta correta, as demais alternativas são os distratores – alternativas incorretas, mas plausíveis. Por meio desse item, avaliamos a capacidade de o estudante distinguir um fato de uma opinião (D11 da Matriz de Referência em Língua Portuguesa da 4ª série / 5º ano EF e D14 das Matrizes de Referência do 9º ano EF e 3ª série / 3º ano EM do Saeb/Prova Brasil). Nesse item, o estudante é solicitado a apontar qual é a opinião das pessoas sobre a princesa. A resposta a esse questionamento Seção 2 - A construção dos itens é a alternativa A – “é muito bonita”. Para chegar à resposta, os estudantes deveriam compreender que a forma verbal “dizem”, que antecede a expressão presente na alternativa A, indica uma opinião. Os distratores – alternativas incorretas B, C e D – apresentam fatos relativos à caracterização da personagem. Assim, aqueles que escolheram qualquer uma dessas alternativas revelam ainda não terem desenvolvido a habilidade de distinguir um fato de uma opinião. Cabe-nos, ainda, ressaltar que os distratores que apresentam respostas parciais, ou seja, que apresentam parte da resolução ou parte da resposta correta, podem exercer uma atração improdutiva sobre o estudante, na medida em que induzem ao erro sem produzir informação mais específica sobre o estágio de desenvolvimento da habilidade. 27
  27. 27. É de suma importância para a formulação das alternativas de resposta que não sejam utilizados elementos que possam induzir ao erro ou ao acerto, tais como: - determinantes específicos como: sempre, nunca, completamente e absolutamente; - associações óbvias, ou opções que sejam idênticas ou semelhantes às palavras contidas no enunciado; - inconsistências gramaticais que deem ao examinado pistas para achar a resposta; - uma opção correta muito chamativa, seja pelo seu conteúdo óbvio ou por sua formatação especial: extensão diferente das demais, por exemplo; - duas ou três opções de respostas totalmente implausíveis, o que remete o estudante à res- posta correta, inevitavelmente. - opções absurdas ou ridículas. Os itens elaborados para o 5º e 9º anos EF devem apresentar 4 alternativas; enquanto os itens para a 3ª série / 3º ano EM, 5 alternativas. Todas as alternativas devem ser plausíveis. Algumas considerações importantes • O enunciado deve conter todas as informações necessárias, para que o estudante resolva o item. Importante é evitar que o estudante erre o item porque não compreendeu o que lhe estava sendo perguntado (comando para resposta). Certifique-se de que o comando está efetivamente de acordo com o descritor. • Os itens devem ser elaborados numa linguagem apropriada aos estudantes do período de escolarização avaliado. • Os itens devem ser elaborados com pontuação correta. Se a instrução for uma frase incompleta, as alternativas devem começar com letras minúsculas e terminar com ponto apropriado para a frase. Caso o enunciado seja uma pergunta, as alternativas devem começar com letras maiúsculas. • A diversificação das fontes abre novas possibilidades de tratar o conteúdo. Vale lembrar a importância de se considerarem fontes relacionadas ao cotidiano dos estudantes. • Não se deve empregar a 1ª pessoa na elaboração dos itens. • Até sua remessa à coordenação do programa, os itens devem ser revisados por seus autores em momentos diferentes. Esse procedimento contribuirá para melhorar a qualidade do item. • Não utilizar livros didáticos.Guia de Elaboração de itens28
  28. 28. 2.6 Roteiro básico para a elaboração de itensApresentaremos, a seguir, um roteiro de elaboração deitens de boa qualidade pedagógica e técnica. Suportes • Devem ser adequados ao período de escolarização avaliado, no que diz respeito, por exemplo, à complexidade, ao assunto, etc. • Devem considerar o cotidiano dos estudantes. • Devem considerar o tempo para a realização do teste . • Devem constituir-se fragmentos que permitam a apreensão do sentido global. • Devem apresentar figuras que possuam boa qualidade gráfica. • Não é permitida a utilização de textos que apresentem qualquer tipo de viés cultural e preconceito em relação à etnia, gênero, religião, profissão, crenças religiosas, etc. • Não é permitido o emprego de textos que façam apologia a comportamentos e condutas em desacordo com preceitos educacionais, éticos e legais. • Não é permitida a utilização de fragmentos que não se constituam como uma unidade mínima significativa. • Não é permitida a adaptação de textos pelo elaborador. • Não é permitida a utilização de textos de autoria do elaborador de itens • Não é permitida a utilização de textos de propaganda ou de divulgação de produtos e/ou marcas. • Devem apresentar referência bibliográfica completa . • Devem permitir um número máximo de itens conforme o período de escolarização avaliado: 4ª série / 5º ano EF – 4 itens; 9º ano EF – 6 itens; 3ª série / 3º ano EM – 8 itens. • Devem conter títulos (mesmo os fragmentos – textos verbais). • Devem apresentar figuras que contribuam para a construção de sentido e não sejam apenas ilustração. • Devem ser numerados de 05 em 05 linhas (textos verbais). Seção 2 - A construção dos itens 29
  29. 29. Itens • Devem ser inéditos. • Devem apresentar 4 alternativas para o 5º e o 9º anos do EF e 5 alternativas para a 3ª série / 3º ano do EM. • Devem estar rigorosamente relacionados à Matriz de Referência para avaliação. • Devem apresentar um único problema. • Devem ser adequados ao período de escolarização a que se destinam. • Devem avaliar uma única habilidade. • Devem ser elaborados sem “pegadinhas”. • Devem apresentar gabarito. • Devem apresentar o descritor que avalia a habilidade a ser aferida. • Devem apresentar enunciado e alternativas estruturados de maneira positiva. • Devem referir-se a, pelo menos, um texto-base. • Não é permitida a elaboração de item cujo descritor já tenha sido abordado em um mesmo texto. • Não é permitida a utilização de itens que avaliem a capacidade de memorização • do estudante. • Não é permitida a apresentação de resposta que depende de outro item. • Não é permitido o emprego de termos como: “sempre”, “nunca”, “todo(a)”, “totalmente”,”absolutamente”, “completamente” e “somente”. • Devem apresentar enunciado e alternativas redigidos conforme a norma culta. • Devem ser elaborados de modo claro e objetivo. • Devem apresentar um único gabarito. • Devem apresentar pontuação conforme o modelo do CAEd. Enunciado • Deve apresentar, de modo completo, o problema a ser solucionado. • Não é permitido o emprego de expressões negativas. • Não é permitida a elaboração de enunciados que induzam a resposta do estudante. • Não é permitida a utilização de expressões como: “Assinale a resposta correta”, “Qual das alternativas...”, “A alternativa que indica...”, e estruturas semelhantes. • Deve deixar clara a habilidade indicada pelo descritor. • Deve fazer referência, quando necessário, à linha do texto. • Deve atender à norma culta da língua.Guia de Elaboração de itens • Não é permitida a redação na 1ª pessoa.30
  30. 30. Alternativas de resposta • Os distratores devem ser plausíveis. • Devem apresentar paralelismo sintático-semântico. • Não é permitida a elaboração de alternativas que induzam ao erro. • Não é permitido o emprego da palavra NÃO ou do prefixo IN-. • Não é permitida a elaboração de alternativas que apresentem detalhes irrelevantes ou conteúdos absurdos. • Não são permitidas alternativas mutuamente excludentes, salvo em casos em que • o descritor o exigir. • Não são permitidas alternativas que induzam ao acerto por exclusão. • Devem ser ordenadas obedecendo-se à progressão textual ou à ordem alfabética. • Devem ter, aproximadamente, a mesma extensão. • Devem apresentar um vocabulário adequado ao período de escolarização avaliado. • Devem constituir-se como respostas completas. • Não é permitida a elaboração de alternativas muito longas.Gabarito • Deve corresponder à habilidade indicada pelo descritor. • Deve ser redigido de modo a não se tornar atrativo em relação aos distratores. • Deve ter, aproximadamente, a mesma extensão dos distratores. • Deve apresentar paralelismo sintático e semântico em relação aos distratores. • Deve ser elaborado, utilizando-se vocabulário adequado ao período de escolarização avaliado. • Deve ser redigido de modo claro e objetivo. Seção 2 - A construção dos itens 31
  31. 31. ATIVIDADES Atividade 1 A seguir, apresentaremos itens que devem ser analisados. Para isso, leve em consideração as questões dadas, dentre outras. A. ITENS DA 4a SÉRIE / 5º ANO EF Item 1 / D11 ENTENDA MELHOR ESSE FENÔMENO Primeiro o céu fica bem escuro e começa a chover. Aí vem um clarão bem forte, seguido de um barulho enorme. E a gente toma o maior susto! O nome desse fenômeno, poderoso e às vezes assustador, é raio. O raio nasce em nuvens grandes e escuras, que têm a parte de baixo lisa. Elas são conhecidas como cúmulos-nimbos e ficam bem altas, entre 2 e 18 qui- lômetros do chão. Quando estão cheias de gotículas de água e pequenos pedaços de gelo, caem grandes tempestades. Com o vento as pedrinhas de gelo batem umas nas outras. Essa agitação cria partículas de eletricidade na nuvem. Se uma nuvem com muitas partículas elétricas negativas encontra outra com muitas par- tículas positivas, elas trocam essas partículas, formando uma corrente elétrica poderosa. Também pode acontecer de se formar uma corrente elétrica entre uma nuvem e o solo. Nos dois casos, o resultado final é o raio. (MOIÓLI, Júlia. Revista Recreio n.411. Janeiro/2008) A opinião do autor a respeito dos raios é que A) nascem em grandes nuvens escuras. B) são fenômenos poderosos e assustadores. C) são formados por corrente elétrica. D) surgem num clarão seguido de um barulho. 1. A tarefa indicada nesse item está relacionada ao descritor? 2. O enunciado desse item está claro e preciso? 3. A articulação entre o comando para resposta e as alternativas de resposta propostas no item está adequada? 4. Os distratores são plausíveis? 5. O que você pode fazer para melhorar a qualidade desse item?Guia de Elaboração de itens32
  32. 32. Item 2 / D1 Leia o quadro abaixo. BALEIA-AZUL HUMANOS TAMANHO DO CORPO 35 metros, em média 1,7 metro, em média PESO DO CÉREBRO 7 quilos, em média 1,3 quilo, em média De acordo com esse quadro, acima de 35 metros é o A) peso do cérebro da baleia azul. B) peso do cérebro do homem. C) tamanho do corpo da baleia azul. D) tamanho do corpo do homem1. A tarefa indicada nesse item está relacionada ao descritor?2. O enunciado desse item está claro e preciso?3. A articulação entre o comando para resposta e as alternativas de resposta propostas no item estáadequada?4. Os distratores são plausíveis?5. O que você pode fazer para melhorar a qualidade desse item? Seção 2 - A construção dos itens 33
  33. 33. B. ITENS DA 8a SÉRIE / 9º ANO EF Item 1 / D13 Leia o texto abaixo. Observando a linguagem do texto, podemos dizer que A) é a mais adequada para ser usada por todos os brasileiros. B) a língua sofre variações nos grupos sociais, no tempo e no espaço. C) é muito usada no cotidiano dos professores das escolas brasileiras. D) normalmente é empregada por jornalistas em jornais impressos. 1. A tarefa indicada nesse item está relacionada ao descritor?Guia de Elaboração de itens 2. O enunciado desse item está claro e preciso? 3. A articulação entre o comando para resposta e as alternativas de resposta propostas no item está adequada? 4. Os distratores são plausíveis? 5. O que você pode fazer para melhorar a qualidade desse item?34
  34. 34. Item 2 / D5 Leia o texto e responda às questões. O texto associado à imagem mostra que A) desde 1897 não há solução para as dores de cabeça e no corpo. B) os tipos de relógios e a solução para dores de cabeça mudaram. C) a solução para as dores de cabeça é a mesma há mais de cem anos. D) somente em 2007 descobriu-se a solução para as dores de cabeça. Seção 2 - A construção dos itens1. A tarefa indicada nesse item está relacionada ao descritor?2. O enunciado desse item está claro e preciso?3. A articulação entre o comando para resposta e as alternativas de resposta propostas no item estáadequada?4. Os distratores são plausíveis?5. O que você pode fazer para melhorar a qualidade desse item? 35
  35. 35. C. ITENS DA 3ª SÉRIE / 3º ANO EM Item 1 / D4 Leia o texto: JOVENS, NÃO BANDIDOS Ontem na Globo, sobre o episódio no Rio: — Grupo espancou e roubou empregada. Os jovens são de classe média alta ... Jovens moradores de condomínios de luxo da Barra ... Os jovens são o centro dessa questão perturbadora ... Agressores. Dias antes na Globo, sobre um episódio em São Paulo: — Quadrilha aterrorizou moradores do Morumbi. Assalto a casa de luxo ... Vários bandi- dos ... Ladrões. Para um lado, um “grupo” de “jovens”. Para outro, uma “quadrilha” de “bandidos”. Per- gunta de Xico Vargas, ontem no site Nomínimo: — Será que temos feito tudo errado e não são a cor, a casa e a carteira que forjam a bandidagem? (Nota publicada por Nelson Sá, na coluna Toda Mídia na Folha de S.Paulo em 26/06/2007, p.A14) O texto mostra que não há neutralidade no uso das palavras, porque A) as designações diferentes foram utilizadas para nomear acontecimentos parecidos. B) os sinônimos diferentes marcam a riqueza vocabular da língua portuguesa. C) os significados veiculados são compreendidos pelos usuários. D) as nomeações apresentadas trazem uma descrição verdadeira. 1. A tarefa indicada nesse item está relacionada ao descritor? 2. O enunciado desse item está claro e preciso? 3. A articulação entre o comando para resposta e as alternativas de resposta propostas no item está adequada? 4. Os distratores são plausíveis? 5. O que você pode fazer para melhorar a qualidade desse item?Guia de Elaboração de itens36
  36. 36. Item 2 / D3 Leia o texto e responda às questões Entrevista ‘EXISTEM CRIMES PIORES’, DIZ PAI DE JOVEM AGRESSOR Sergio Torres Da sucursal do Rio O microempresário Ludovico Ramalho Bruno, 46, disse acreditar que o filho Rubens Arruda, 19, estava alcoolizado ou drogado quando participou do espancamento da empregada doméstica Sirlei Pinto. “Uma pessoa normal vai fazer uma agressão dessa?”, perguntou ele após ter sido vítima de um tiroteio na delegacia. Dono de uma firma de passeios turísticos, Bruno afirmou que o filho não deveria ser preso, para não conviver com criminosos na cadeia. “Foi uma coisa feia que eles fizeram? Foi. Não justifica o que fizeram. Mas prender, botar preso, juntar eles com outros bandidos... Essas pessoas que têm estudo, que têm caráter, junto com um cara desses? Existem crimes piores.” Se forem indiciados, os acusados vão responder por tentativa de latrocínio (pena de 7 a 15 anos de prisão em caso de detenção) e lesão corporal dolosa (de 1 a 8 anos de prisão). Folha: O sr. acredita na acusação contra o seu filho? Ludovico Ramalho Bruno: Eles não são bandidos. Tem que criar outras instâncias para puni-los. Queria dizer à socie- dade que nós, pais, não temos culpa nisso. Eles cometeram erro? Cometeram. Mas não vai ser justo manter crianças que estão na faculdade, estão estudando, trabalham, presos. É desnecessário, vai marginalizar lá dentro. Foi uma coisa feia o que eles fizeram? Foi. Não justifica o que fizeram. Mas prender, botar preso, juntar eles com outros bandidos... Essas pessoas que têm estudo, têm caráter, junto com uns caras desses? Existem crimes piores. Folha: O sr. já falou com ele? Bruno: Não. É um deslize na vida dele. E vai pagar caro. Está detido, chorando, desesperado. Daqui vai ser transferido. Peço ao juiz que dê a chance para cuidarmos dos nossos filhos. Peguei a senhora que foi agredida, abracei, chorei com ela e pedi perdão. Foi a primeira coisa que fiz quando vi a moça, foi o mínimo que pude fazer. Não é justo prender cinco jovens que estudam, que trabalham, que têm pai e mãe, e juntar bandidos que a gente não sabe de onde vieram. Imagina o sofrimento desses garotos. Folha: O sr. acha que eles tinham bebido ou usado droga? Bruno: Estamos com epidemia de droga. A droga tomou conta do Brasil. O inimigo do brasileiro é a droga. Tem que legalizar isso. Botar nas farmácias, nos hospitais. Com esse dinheiro que vai ser arrecadado, pagar clínicas, botar os viciados lá, controlar a droga. Folha: Mas o sr. acha que eles poderiam estar embriagados ou drogados? Bruno: Mas é lógico. Uma pessoa normal vai fazer uma agressão dessa? Lógico que não. Lógico que estavam embria- gados, lógico que poderiam estar drogados. Eu nunca vi [o filho usar droga]. Mas como posso falar de um jovem de 19 anos que está na rua com uma epidemia de droga, com essas festas rave, essas loucuras todas. Folha: Como é seu filho em casa? Bruno: Fica no computador, vai à praia, estuda, trabalha comigo. Uma pessoa normal, um garoto normal. (Folha de S.Paulo, 26/06/2007 p. C4) Assinale a opção em que há uma correlação inadequada entre a palavra grifada e a sua interpretação. A) “Foi uma coisa feia o que eles fizeram” ( coisa = agressão). B) “Juntar eles com outros bandidos” (eles = os jovens agressores). C) “Essas pessoas que têm estudo” (essas pessoas = bandidos). Seção 2 - A construção dos itens D) “junto com um cara desses” (um cara = um bandido).1. A tarefa indicada nesse item está relacionada ao descritor?2. O enunciado desse item está claro e preciso?3. A articulação entre o comando para resposta e as alternativas de resposta propostas no item está adequada?4. Os distratores são plausíveis?5. O que você pode fazer para melhorar a qualidade desse item? 37
  37. 37. Atividade 2 Propomos, agora, que você faça o seu primeiro exercício de elaboração de itens. A seguir, você encontrará alguns suportes para a realização de sua tarefa. Para realizá-la, percorra os passos apre- sentados nesta seção. A. Exemplos de suportes que podem ser utilizados para a 4a série / 5º ano EF Suporte 1 Extraído de http://www.climatempo.com.br/previsao.php?CODCIDADE=558 Suporte 2 O que é Folclore?Guia de Elaboração de itens Podemos definir o folclore como um conjunto de mitos e lendas que as pessoas pas- sam de geração para geração. Muitos nascem da pura imaginação das pessoas, prin- cipalmente dos moradores das regiões do interior do Brasil. Muitas destas histórias fo- ram criadas para passar mensagens importantes ou apenas para assustar as pessoas. O folclore pode ser dividido em lendas e mitos. Muitos deles deram origem a festas populares, que ocorrem pelos quatro cantos do país.38 Extraído de http://www.suapesquisa.com/folclorebrasileiro/folclore.htm
  38. 38. B. Exemplos de suportes que podem ser utilizados para a 8asérie / 9º ano EFSuporte 1 Extraído de http://www.monica.com.br/comics/tirinhas/tira4.htmSuporte 2 O LOBO-GUARá O lobo-guará mede até cerca de 1 metro no ombro e pesa entre 20 e 25 kg. A sua pelagem característica é avermelhada por todo o corpo, exceto no pescoço, patas e ponta da cauda que são de cor preta. Ao contrário dos lobos, esta espécie não forma alcateias e tem hábitos solitários, juntando-se apenas em casais durante a época de reprodução. Extraído de http://pt.wikipedia.org/wiki/Lobo-guar%C3%A1 Seção 2 - A construção dos itens 39
  39. 39. C. Exemplos de suportes que podem ser utilizados para a 3ª série / 3º ano EM Suporte 1 Teresa Manuel Bandeira A primeira vez que vi Teresa Achei que ela tinha pernas estúpidas Achei também que a cara parecia uma perna Quando vi Teresa de novo Achei que os olhos eram muito mais velhos que o resto do corpo (Os olhos nasceram e ficaram dez anos esperando que o resto do corpo nascesse) Da terceira vez não vi mais nada Os céus se misturaram com a terra E o espírito de Deus voltou a se mover sobre a face das águas. Extraído de: http://www.revista.agulha.nom.br/manuelbandeira01.htmlGuia de Elaboração de itens40
  40. 40. Suporte 2 RENDA MÍNIMA - UMA IDEIA DA REVOLUÇÃO FRANCESA A ideia de que todo cidadão tem direito a uma parte da renda produzida pela sociedade é do economista inglês Thomas Paine. Combatente na Guerra da Inde- pendência americana e entusiasta da Revolução de 1789, Paine queria estender para a economia a igualdade da democracia política por Pierre-Henri de Menthon A ideia é simples: todo in- Os famintos e o penhorista, guache, irmãos Leseur, século XVIII, Museu Car- divíduo, do dia de seu nas- navalet, Paris cimento ao de sua morte, contribui para a criação da riqueza do país, e teria, por consequência, o direito de receber uma parte disso. Idealista, o dividendo univer- sal, que no Brasil se popula- rizou com o nome de “renda mínima”, é uma ideia antiga. Mesmo que alguns acreditem encontrar vestígios dele na obra de Thomas More, sua paternidade é geralmente Miseráveis recebem alimentos e casal entrega prataria da casa a um penhoris- atribuída a um economista ta. Pobreza nos tempos da Revolução francesa inspirou Paine inglês, que combateu pela independência dos Estados Unidos e foi parlamentar na Revolução Francesa: Thomas Paine. Eleito pelo departamento de Pas-de-Calais, Paine foi apresentado à Assembleia Constituinte no dia 22 de setembro de 1792 pelo abade Gregório. Nesse dia, na Salle du Manège, foi proclamado o ano I da República, e o anglo-americano Thomas Paine tornou-se personalida- de internacional. Nas palavras de François Mitterrand, em seu prefácio de uma obra coletiva intitulada Thomas Paine, cidadão do mundo, “como outros, mais familiares, Thomas Paine foi daqueles que fundaram, pela razão e pela ação, os Estados Unidos e a França republicana”. Paine nasceu em 1737, em Norfolk, Inglaterra. Após ter sido fabricante de espartilhos, mari- nheiro e alfandegário desembarcou em 1774 em Filadélfia. Desconhecido, arruinado, divorcia- do, foi tentar a sorte na dinâmica colônia americana. Ele desejava mudar o mundo e publicou textos na imprensa local. http://www2.uol.com.br/historiaviva/reportagens/renda_minima.html Seção 2 - A construção dos itens 41
  41. 41. Atividade 3 Escolha, no Anexo IV, um suporte e elabore um item. Atividade 4 Agora, você deverá escolher suportes com objetivos de elaborar itens com os descritores que foram previamente determinados. Mãos à obra!Guia de Elaboração de itens42
  42. 42. Critérios de revisão de itens Seção 3 - Critérios de revisão de itens43 Seção 3
  43. 43. Guia de Elaboração de itens44
  44. 44. Critérios de Revisão de itensApós a elaboração do item, é fundamental que ele sejarevisado, de modo a garantir sua qualidade pedagógica etécnica. Por isso, estabelecemos os critérios que devem serobservados no momento de se fazer a revisão dos itens.Veremos, a seguir, esses critérios. A sua utilização se assemelha a uma lista de controle de qualidadecujas etapas devem ser rigorosamente cumpridas. Dessa forma, após a revisão criteriosa, o itemestará pronto para a pré-testagem, e os itens que apresentarem um bom comportamento passarãoa compor o teste. Se não atenderem 1. QUANTO AOS SUPORTES ao critério Devem ser adequados ao período de escolarização avaliado no que diz 1.1 Rejeitar respeito, por exemplo, à complexidade, ao assunto, etc. 1.2 Devem considerar o cotidiano dos estudantes. Rejeitar 1.3 Devem considerar o tempo para a realização do teste . Rejeitar Devem constituir-se fragmentos que permitam a apreensão do sentido 1.4 Rejeitar global. 1.5 Devem apresentar figuras que possuam boa qualidade gráfica. Rejeitar Não é permitida a utilização de textos que apresentem qualquer tipo de 1.6 viés cultural e preconceito em relação à etnia, gênero, religião, profissão, Rejeitar crenças, variantes linguísticas, etc. Não é permitido o emprego de textos que façam apologia a 1.7 comportamentos e condutas em desacordo com preceitos educacionais, Rejeitar éticos e legais. Não é permitida a utilização de fragmentos que não se constituam como 1.8 Rejeitar uma unidade mínima significativa. 1.9 Não é permitida a utilização de textos de autoria do elaborador de itens. Rejeitar Não é permitida a utilização de textos de propaganda ou de divulgação 1.10 Rejeitar de produtos e/ou marcas. 1.11 Não é permitida a adaptação de textos pelo elaborador. Modificar 1.12 Devem apresentar referência bibliográfica completa . Modificar Devem permitir um número máximo de itens conforme o período de escolarização avaliado: 1.13 Modificar 4ª série / 5º ano EF – 4 itens; 9º ano EF – 6 itens; 3ª série / 3º ano EM – 8 itens. 1.14 Devem conter títulos (mesmo os fragmentos – textos verbais). Modificar Devem apresentar figuras que contribuam para a construção de sentido e Modificar 1.15 não sejam apenas ilustração. (exluir figura) Seção 3 - Critérios de revisão de itens 1.16 Devem ser numerados de 05 em 05 linhas (textos verbais). Modificar 45
  45. 45. Se não atenderem 2. QUANTO AOS ITENS ao critério 2.1 Devem ser inéditos. Rejeitar Devem apresentar 4 alternativas para o 5º e o 9º anos EF e 5 alternativas 2.2 Rejeitar para a 3ª série / 3º ano EM. Devem estar rigorosamente relacionados à Matriz de Referência para 2.3 Rejeitar avaliação. 2.4 Devem apresentar um único problema. Rejeitar 2.5 Devem ser adequados ao período de escolarização a que se destinam. Rejeitar 2.6 Devem avaliar uma única habilidade. Rejeitar 2.7 Devem ser elaborados sem “pegadinhas”. Rejeitar 2.8 Devem apresentar gabarito. Rejeitar 2.9 Devem apresentar o descritor que avalia a habilidade a ser aferida. Rejeitar Devem apresentar enunciado e alternativas estruturados de maneira 2.10 Rejeitar positiva. 2.11 Devem referir-se a, pelo menos, um texto-base. Rejeitar Não é permitida a elaboração de item cujo descritor já tenha sido 2.12 Rejeitar abordado em um mesmo texto. Não é permitida a utilização de itens que avaliem a capacidade de 2.13 Rejeitar memorização do estudante. 2.14 Não é permitida a apresentação de resposta que depende de outro item. Rejeitar Não é permitido o emprego de termos como: “sempre”, “nunca”, 2.15 “todo(a)”, “ totalmente”,”absolutamente”, “completamente” e Rejeitar “somente”, etc. Devem apresentar enunciado e alternativas redigidos conforme a norma 2.16 Modificar culta. 2.17 Devem ser elaborados de modo claro e objetivo. Modificar 2.18 Devem apresentar um único gabarito. Modificar 2.19 Devem apresentar pontuação conforme o modelo do CAEd. Modificar Se não atender ao 3. QUANTO AO ENUNCIADO critério 3.1 Deve apresentar, de modo completo, o problema a ser solucionado. Rejeitar 3.2 Não é permitido o emprego de expressões negativas. Rejeitar Não é permitida a elaboração de enunciados que induzam a resposta do 3.3 Rejeitar estudante. Não é permitida a utilização de expressões como: “Assinale a resposta 3.4 correta”, “Qual das alternativas...”, “A alternativa que indica...”, e Rejeitar estruturas semelhantes.Guia de Elaboração de itens 3.5 Deve deixar clara a habilidade indicada pelo descritor. Modificar 3.6 Deve fazer referência, quando necessário, à linha do texto. Modificar 3.7 Deve atender à norma culta da língua. Modificar 3.8 Não é permitida a redação na 1ª pessoa. Modificar46
  46. 46. Se não atenderem 4. QUANTO ÀS ALTERNATIVAS ao critério4.1 Os distratores devem ser plausíveis. Rejeitar4.2 Devem apresentar paralelismo sintático-semântico. Rejeitar4.3 Não é permitida a elaboração de alternativas que induzam ao erro. Rejeitar4.4 Não é permitido o emprego da palavra NÃO ou do prefixo IN-. Rejeitar Não é permitida a elaboração de alternativas que apresentem detalhes4.5 Rejeitar irrelevantes ou conteúdos absurdos. Não são permitidas alternativas mutuamente excludentes, salvo em4.6 Rejeitar casos em que o descritor o exigir.4.7 Não são permitidas alternativas que induzam ao acerto por exclusão. Rejeitar Devem ser ordenadas obedecendo à progressão textual ou à ordem4.8 Modificar alfabética.4.9 Devem ter, aproximadamente, a mesma extensão. Modificar Devem apresentar um vocabulário adequado ao período de4.10 Modificar escolarização avaliado.4.11 Devem constituir-se como respostas completas. Modificar4.12 Não é permitida a elaboração de alternativas muito longas. Modificar Se não atenderem 5. QUANTO AOS GABARITOS ao critério5.1 Devem corresponder à habilidade indicada pelo descritor. Rejeitar Devem ser redigidos de modo a não se tornarem atrativos em relação5.2 Rejeitar aos distratores.5.3 Devem ter, aproximadamente, a mesma extensão dos distratores. Modificar Devem apresentar paralelismo sintático e semântico em relação aos5.4 Modificar distratores. Devem ser elaborados utilizando-se vocabulário adequado ao período5.5 Modificar de escolarização avaliado.5.6 Devem ser redigidos de modo claro e objetivo. Modificar Seção 3 - Critérios de revisão de itens 47
  47. 47. Atividade 3 Agora que você conheceu as Matrizes de Referência, as etapas e as recomendações para a elabo- ração e a revisão de itens, vamos revisar alguns itens. Para isso, analise os itens dados e preencha o quadro conforme as indicações apresentadas anteriormente. Item 1 - 4a série / 5o ano EF QUANTO AOS SUPORTES Situação Devem ser adequados ao período de escolarização avaliado no que diz 1.1 respeito, por exemplo, à complexidade, ao assunto, etc. 1.2 Devem considerar o cotidiano dos estudantes. 1.3 Devem considerar o tempo para a realização do teste . Devem constituir-se fragmentos que permitam a apreensão do sentido 1.4 global. 1.5 Devem apresentar figuras que possuam boa qualidade gráfica. Não é permitida a utilização de textos que apresentem qualquer tipo de 1.6 viés cultural e preconceito em relação à etnia, gênero, religião, profissão, crenças, variantes linguísticas, etc. Não é permitido o emprego de textos que façam apologia a comportamentos 1.7 e condutas em desacordo com preceitos educacionais, éticos e legais. Não é permitida a utilização de fragmentos que não se constituam como 1.8 uma unidade mínima significativa. 1.9 Não é permitida a utilização de textos de autoria do elaborador de itens. Não é permitida a utilização de textos de propaganda ou de divulgação 1.10 de produtos e/ou marcas. 1.11 Não é permitida a adaptação de textos pelo elaborador.Guia de Elaboração de itens 1.12 Devem apresentar referência bibliográfica completa . Devem permitir um número máximo de itens conforme o período de 1.13 escolarização avaliado: 4ª série / 5º ano EF – 4 itens; 9º ano EF – 6 itens; 3ª série / 3º ano EM – 8 itens. 1.14 Devem conter títulos (mesmo os fragmentos – textos verbais). Devem apresentar figuras que contribuam para a construção de sentido e 1.15 não sejam apenas ilustração.48 1.16 Devem ser numerados de 05 em 05 linhas (textos verbais).
  48. 48. QUANTO AOS ITENS Situação2.1 Devem ser inéditos. Devem apresentar 4 alternativas para o 5º e o 9º anos EF e 5 alternativas2.2 para a 3ª série / 3º ano EM. Devem estar rigorosamente relacionados à Matriz de Referência para2.3 avaliação.2.4 Devem apresentar um único problema.2.5 Devem ser adequados ao período de escolarização a que se destinam.2.6 Devem avaliar uma única habilidade.2.7 Devem ser elaborados sem “pegadinhas”.2.8 Devem apresentar gabarito.2.9 Devem apresentar o descritor que avalia a habilidade a ser aferida. Devem apresentar enunciado e alternativas estruturados de maneira2.10 positiva.2.11 Devem referir-se a, pelo menos, um texto-base. Não é permitida a elaboração de item cujo descritor já tenha sido2.12 abordado em um mesmo texto. Não é permitida a utilização de itens que avaliem a capacidade de2.13 memorização do estudante.2.14 Não é permitida a apresentação de resposta que depende de outro item. Não é permitido o emprego de termos como: “sempre”, “nunca”,2.15 “todo(a)”, “ totalmente”,”absolutamente”, “completamente” e “somente”, etc. Devem apresentar enunciado e alternativas redigidos conforme a norma2.16 culta.2.17 Devem ser elaborados de modo claro e objetivo.2.18 Devem apresentar um único gabarito.2.19 Devem apresentar pontuação conforme o modelo do CAEd. QUANTO AO ENUNCIADO Situação3.1 Deve apresentar, de modo completo, o problema a ser solucionado.3.2 Não é permitido o emprego de expressões negativas. Não é permitida a elaboração de enunciados que induzam a resposta do3.3 estudante. Não é permitida a utilização de expressões como: “Assinale a resposta3.4 correta”, “Qual das alternativas...”, “A alternativa que indica...”, e Seção 3 - Critérios de revisão de itens estruturas semelhantes.3.5 Deve deixar clara a habilidade indicada pelo descritor.3.6 Deve fazer referência, quando necessário, à linha do texto.3.7 Deve atender à norma culta da língua.3.8 Não é permitida a redação na 1ª pessoa. 49

×