A Durabilidade das Construções

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As Normas Brasileiras preconizam um procedimento voltado para o Cliente que não vem sendo respeitado pelos Projetos e Execução atuais, deixando os problemas na mão dos Usuários a que se deve verdadeiramente a qualidade, como Clientes da obra.

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A Durabilidade das Construções

  1. 1. Afinal, a quem interessa a Durabilidade das Estruturas de Concreto? A visão com foco no Cliente Egydio Hervé Neto
  2. 2. <ul><li>Como Engenheiros de Estruturas somos fundamentalmente dependentes de oportunidades de trabalho nesta área, que surgem devido às necessidades básicas da sociedade atendidas pelo setor público, indústria e comércio ou exploradas por empresários da construção. </li></ul>Atividade profissional
  3. 3. <ul><li>O Brasil é um dos países que mais se destaca mundialmente pelo interesse que suas Empresas e Empresários demonstram pela Qualidade e pela quantidade de programas de certificação e melhoria em desenvolvimento. </li></ul><ul><li>O setor da construção é um dos mais operantes nesta corrida pela qualidade. </li></ul>Qualidade na Construção
  4. 4. <ul><li>Qualidade é a satisfação do Cliente! </li></ul>O que é qualidade?
  5. 5. <ul><li>Quando falamos em construção temos dois focos de atividade em necessária sintonia: </li></ul><ul><li>O “negócio” da construção </li></ul><ul><li>A Engenharia </li></ul>Qual é o nosso foco?
  6. 6. O negócio da construção <ul><li>Como negócio a construção visa resultados, tem estratégias comerciais e de marketing, busca identificar as oportunidades do mercado e maximizar os lucros mediante o atendimento de necessidades dos clientes. </li></ul>
  7. 7. O negócio da construção <ul><li>Como Engenharia a construção segue padrões de qualidade que envolvem segurança, conforto e durabilidade através de estudos técnicos especializados que exigem capacitação profissional específica de acordo com a Lei. </li></ul>
  8. 8. Quem é o nosso cliente? <ul><li>Em qualquer obra temos sempre dois Clientes a atender: </li></ul><ul><li>O Proprietário – aquele que nos contrata. </li></ul><ul><ul><ul><li>Empreendedor na construção, dirigente de órgão público, empresário industrial </li></ul></ul></ul><ul><li>O Usuário – aquele que de fato vai “testar” e “sentir” a qualidade. </li></ul><ul><ul><ul><li>Morador de residência, empregado de escritório, operário de indústria, usuário de obra pública </li></ul></ul></ul>
  9. 9. O papel do Proprietário <ul><li>Seja em que situação esteja atuando, o fato é que o Proprietário é a pessoa que está com a oportunidade e os recursos na mão para a contratação do Projeto e da Execução de uma obra. </li></ul><ul><li>Usando parâmetros de mercado e respeitando a Lei, deverá adquirir e induzir à produção, os profissionais e demais insumos para viabilizar a obra. </li></ul><ul><li>Como Contratante e depois “vendedor” da obra à sociedade, de acordo com o Código de Defesa do Consumidor será sua a responsabilidade primeira sobre a qualidade e funcionamento da obra perante os usuários, sejam eles adquirentes de residências ou escritórios, sejam empregados de indústrias, sejam cidadãos usuários de obras públicas, e é a eles que deverá responder como primeiro responsável, indenizando qualquer dano, independente de culpa. </li></ul>
  10. 10. O papel do Usuário <ul><li>A obra, em todos os sentidos, é feita para o Usuário. </li></ul><ul><li>A responsabilidade pela qualidade é do Proprietário que deverá, respeitando o escopo Engenharia, contratar profissional legalmente habilitado para desenvolver este escopo. </li></ul><ul><li>É a ele que se deve a qualidade e no caso das construções, por ser assunto de grande complexidade técnica, onde a qualidade não se limita às coisas evidentes, a responsabilidade é regulamentada pelas Normas Técnicas da ABNT, que, sendo citadas no Código de Defesa do Consumidor, têm força de Lei. </li></ul><ul><li>As Normas ABNT estão em constante atualização e a versão utilizada em qualquer obra é obrigatoriamente sempre a mais atual. </li></ul>
  11. 11. <ul><li>“ Manual de utilização, inspeção e manutenção” </li></ul><ul><ul><li>Este é o título do item 25.4, último item da NBR6118:2003 Projeto de Estruturas de Concreto, que assim se expressa: </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>“ ... de posse das informações dos projetos, dos materiais e produtos utilizados e da execução da obra, deve ser produzido por profissional habilitado, devidamente contratado pelo contratante, um manual de utilização, inspeção e manutenção. Esse manual deve especificar de forma clara e sucinta, os requisitos básicos para a utilização e a manutenção preventiva, necessárias para garantir a vida útil prevista para a estrutura, conforme indicado na ABNT NBR 5674.” </li></ul></ul></ul>Durabilidade: foco no usuário
  12. 12. <ul><li>NBR5674:1999 “Manutenção de edificações – Procedimento” </li></ul><ul><ul><li>Tópicos da “Introdução” : </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>“ A manutenção de edificações é um tema cuja importância tem crescido no setor da construção civil, superando, gradualmente, a cultura de se pensar o processo de construção limitado até o momento quando a edificação é entregue e entra em uso.” </li></ul></ul></ul>A responsabilidade pela manutenção
  13. 13. <ul><li>NBR5674:1999 “Manutenção de edificações – Procedimento” </li></ul><ul><li>Tópicos da “Introdução” </li></ul><ul><li>“ As edificações são o suporte físico para a realização direta ou indireta de todas as atividades produtivas, e possuem, portanto, um papel social fundamental. Todavia, as edificações apresentam uma característica que as diferencia de outros produtos: elas são construídas para atender seus usuários durante muitos anos, e ao longo deste tempo de serviço devem apresentar condições adequadas ao uso a que se destinam, resistindo aos agentes ambientais e de uso que alteram suas propriedades técnicas iniciais.” </li></ul>Durabilidade: foco no usuário
  14. 14. <ul><li>Item 6: “Diretrizes para durabilidade das estruturas de concreto” </li></ul><ul><ul><ul><li>6.1 Exigências de Durabilidade </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>As estruturas de concreto devem ser projetadas e construídas de modo que sob as condições ambientais previstas na época do projeto e quando utilizadas conforme o preconizado em projeto conservem sua segurança, estabilidade e aptidão em serviço, durante o período correspondente à sua vida útil. </li></ul></ul></ul>Durabilidade: foco da NBR 6118:2003 Projeto Edifício Martinelli 1929 Inauguração (SP) Edifício Martinelli 2007 Sede da SEHAB PMSP
  15. 15. <ul><li>A prática difundida de retirada de escoramentos e fôrmas em idades muito reduzidas do concreto não está sendo acompanhada dos cuidados que deveriam ser levados e conta e que hoje estão explícitos em nossa normalização. </li></ul><ul><li>Sabendo-se que a deformação lenta e a deformação por fluência se instalam na estrutura no momento da incidência das cargas sobre a mesma, esse momento passa a ser o da retirada dos escoramentos e formas, quando as cargas de serviço, freqüentemente, são até maiores do que as que incidirão finalmente na estrutura, por ocasião do seu uso. </li></ul><ul><li>É para este momento portanto, que devem ser calculadas as deformações da estrutura, desde o Projeto, considerando nas fórmulas valores para fck e Ec nas idades críticas , anteriores a 28 dias, determinadas com precisão nos cronogramas e nos estudos para a definição do plano de desforma , previsto no item 10.2 da NBR14931:2003. </li></ul>A Engenharia da obra acima do “negócio”
  16. 16. <ul><li>Valores de f ck e E c para etapas construtivas </li></ul><ul><ul><li>Caberá ao executante contemplar em seu cronograma prazos para atendimento dos valores estabelecidos em Projeto, bem como comprovar esse atendimento antes das ações de retirada de fôrmas e escoramentos (NBR14931 Execução de Estruturas de concreto – Procedimento), inclusive com documentos que farão parte da entrega da obra ao Proprietário. </li></ul></ul>Especificação do Concreto no Projeto
  17. 17. <ul><li>É fundamental o atendimento ao valor do módulo para a garantia do respeito aos limites de deformação e fissuração previstos no cálculo. </li></ul><ul><li>Cabe ao responsável pela execução monitorar, pelo controle através de ensaios, o momento da retirada de parte ou todo o escoramento e fôrmas, tendo em vista atender aos valores definidos pelo projetista estrutural ( Projeto Executivo ). </li></ul><ul><li>De modo prático o controle pode ser feito pela resistência, desde que haja uma correlação confiável determinada previamente para o concreto da obra, seja por uma dosagem prévia, seja por ensaios realizados com concretos de menor responsabilidade fornecidos no início da obra. </li></ul><ul><li>Cabe ao responsável pela execução comprovar o atendimento ao f ck e E ci antes da movimentação de estruturas auxiliares, protensão ou outros carregamentos críticos da estrutura. </li></ul>Módulo de Elasticidade
  18. 18. Especificação do Concreto no Projeto <ul><li>Valores de f ck e E c para etapas construtivas </li></ul><ul><ul><li>Em função de necessidades executivas ou ganhos econômicos devidamente aprovadas pelo Proprietário e mantendo o atendimento ao Projeto, poderá ser utilizado na execução concreto com características estruturais maiores que as estabelecidas no Projeto para E c28 e f ck28 , visando a redução de prazos e/ou a antecipação de datas para retirada de escoramentos ou fôrmas. </li></ul></ul><ul><ul><li>Esta será uma decisão no nível da execução, mas deverá ser devidamente documentada e aprovada formalmente pelo Projetista Estrutural, o qual deverá proceder à revisão das condições de cálculo adotadas originalmente e fornecer as modificações eventualmente necessárias. </li></ul></ul><ul><ul><li>A revisão do cálculo é um aumento do escopo para o Projetista estrutural e deverá ser obrigatoriamente remunerado a este profissional. </li></ul></ul>
  19. 19. <ul><li>Há outros mecanismos indutores da fissuração do concreto. Entre eles, associado ao excesso de água total, é a falta de uma cura adequada. </li></ul><ul><li>A cura é o procedimento dimensionado e adotado na obra para evitar, o mais possível, a rápida perda de água pela superfície exposta do concreto, que leva à retração hidráulica , isto é, a redução de volume com geração de tensões de tração e ruptura do concreto ainda sem resistência. </li></ul><ul><li>Influem neste mecanismo a temperatura e a umidade ambientes, a presença de ventos e a temperatura do próprio concreto. </li></ul><ul><li>Há situações tão críticas que a proteção deve iniciar-se junto com o espalhamento do concreto – o mais possível já acabado, sob pena de haver 100% de probabilidade de fissuração até cerca de 30 minutos após o lançamento. </li></ul>A velha e boa cura
  20. 20. Cura por Molhagem com mangueira (ABCP)
  21. 21. Cura por mantas de aniagem umedecidas (ABCP)
  22. 22. Cura Química (ABCP)
  23. 23. Controle como parte do Projeto Revista Concreto n.° 52, “Confiabilidade dos resultados de ensaios”; Fernando Mentone
  24. 24. <ul><li>www.ventuscore.com.br </li></ul><ul><li>Egydio Hervé Neto </li></ul><ul><li>Fones: 51-99589117/32129345 </li></ul><ul><li>[email_address] </li></ul>

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