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4                                 INTRODUÇÃO      O feminismo é um movimento que tem origem no ano de 1848, na convençãodo...
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15                     REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS      ALVES, Branca Moreira & PITANGUY, Jacqueline. O que é feminismo. Sã...
16                                  ANEXOS      Luta por igualdade entre homens e mulheres.      Passeata pelo Dia Interna...
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  1. 1. SUMÁRIOINTRODUÇÃO ............................................................................................................ 41 O MOVIMENTO FEMINISTA ................................................................................... 5 1.1 PRIMEIRA ONDA .............................................................................................. 9 1.2 SEGUNDA ONDA ............................................................................................ 10 1.3 TERCEIRA ONDA............................................................................................ 112 O FEMINISMO HOJE ............................................................................................ 11 2.1 DIA INTERNACIONAL DA MULHER ............................................................... 12 2.2 DIA INTERNACIONAL DE COMBATE À VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER . 12CONCLUSÃO ........................................................................................................... 14REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ......................................................................... 15ANEXOS ................................................................................................................... 16
  2. 2. 4 INTRODUÇÃO O feminismo é um movimento que tem origem no ano de 1848, na convençãodos direitos da mulher em Nova Iorque. Este movimento adquire cunhoreivindicatório por ocasião das grandes revoluções. As conquistas da RevoluçãoFrancesa, que tinha como lema Igualdade, Liberdade e Fraternidade, sãoreivindicados pelas feministas porque elas acreditavam que os direitos sociais epolíticos adquiridos a partir das revoluções deveriam se estender a elas enquantocidadãs. Algumas conquistas podem ser registradas como consequência daparticipação da mulher nesta revolução, um exemplo é o divórcio. Os movimentos feministas são movimentos políticos cuja meta é conquistar aigualdade de direitos entre homens e mulheres, isto é, garantir a participação damulher na sociedade de forma equivalente à dos homens. Além disso, osmovimentos feministas são movimentos intelectuais e teóricos que procuramdesnaturalizar a ideia de que há uma diferença entre os gêneros. No que se refereaos seus direitos, não deve haver diferenciação entre os sexos. No entanto, adiferenciação dos gêneros é naturalizada em praticamente todas as culturashumanas.
  3. 3. 51O MOVIMENTO FEMINISTA O movimento feminista tem uma característica muito particular que deve sertomada em consideração pelos interessados em entender sua história e seusprocessos: é um movimento que produz sua própria reflexão crítica, sua própriateoria. Esta coincidência entre militância e teoria é rara e deriva-se, entre outrasrazões, do tipo social de militante que impulsionou, pelo menos em um primeiromomento, o feminismo da segunda metade do século XX: mulheres de classemédia, educadas, principalmente, nas áreas das Humanidades, da Crítica Literária eda Psicanálise. Pode se conhecer o movimento feminista a partir de duas vertentes:da história do feminismo, ou seja, da ação do movimento feminista, e da produçãoteórica feminista nas áreas da História, Ciências Sociais, Crítica Literária ePsicanálise. Por esta sua dupla característica, tanto o movimento feminista quanto asua teoria transbordaram seus limites, provocando um interessante embate ereordenamento de diversas naturezas na história dos movimentos sociais e naspróprias teorias das Ciências Humanas em geral. Ao longo da história ocidental sempre houve mulheres que se rebelaramcontra sua condição, que lutaram por liberdade e muitas vezes pagaram com suaspróprias vidas. A Inquisição da Igreja Católica foi implacável com qualquer mulherque desafiasse os princípios por ela pregados como dogmas insofismáveis. Mas achamada primeira onda do feminismo aconteceu a partir das últimas décadas doséculo XIX , quando as mulheres, primeiro na Inglaterra, organizaram-se para lutarpor seus direitos, sendo que o primeiro deles que se popularizou foi o direito ao voto.As sufragetes, como ficaram conhecidas, promoveram grandes manifestações emLondres, foram presas várias vezes, fizeram greves de fome. Em 1913, na famosacorrida de cavalo em Derby, a feminista Emily Davison atirou-se à frente do cavalodo Rei, morrendo. O direito ao voto foi conquistado no Reino Unido em 1918. No Brasil, a primeira onda do feminismo também se manifestou maispublicamente por meio da luta pelo voto. A sufragetes brasileiras foram lideradas porBertha Lutz, bióloga, cientista de importância, que estudou no exterior e voltou parao Brasil na década de 1910, iniciando a luta pelo voto. Foi uma das fundadoras daFederação Brasileira pelo Progresso Feminino, organização que fez campanhapública pelo voto, tendo inclusive levado, em 1927, um abaixo-assinado ao Senado,pedindo a aprovação do Projeto de Lei, de autoria do Senador Juvenal Larmartine,
  4. 4. 6que dava o direito de voto às mulheres. Este direito foi conquistado em 1932,quando foi promulgado o Novo Código Eleitoral brasileiro. Ainda nesta primeira onda do feminismo no Brasil, vale chamar a atençãopara o movimento das operárias de ideologia anarquista, reunidas na ―União dasCostureiras, Chapeleiras e Classes Anexas‖. Em manifesto de 1917, proclamam: ―Serefletirdes um momento vereis quão dolorida é a situação da mulher nas fábricas,nas oficinas, constantemente, amesquinhadas por seres repelentes‖. Este feminismoinicial, tanto na Europa e nos Estados Unidos como no Brasil, perdeu força a partirda década de 1930 e só aparecerá novamente, com importância, na década de1960. No decorrer destes trinta anos um livro marcará as mulheres e seráfundamental para a nova onda do feminismo: O segundo sexo, de Simone deBeauvoir, publicado pela primeira vez em 1949. Nele, Beauvoir estabelece uma dasmáximas do feminismo: ―não se nasce mulher, se torna mulher‖. A década de 1960 é particularmente importante para o mundo ocidental: osEstados Unidos entravam com todo o seu poderio na Guerra do Vietnã, envolvendoum grande número de jovens. No mesmo país surgiu o movimento hippie, naCalifórnia, que propôs uma forma nova de vida, que contrariava os valores morais ede consumo norte-americanos, propagando seu famoso lema: ―paz e amor‖. NaEuropa, aconteceu o ―Maio de68‖, em Paris, quando estudantes ocuparam aSorbonne, pondo em xeque a ordem acadêmica estabelecida há séculos; somou-sea isso, a própria desilusão com os partidos burocratizados da esquerda comunista.O movimento alastrou-se pela França, onde os estudantes tentaram uma aliançacom operários, o que teve reflexos em todo o mundo. Foi também nos primeirosanos da década que foi lançada a pílula anticoncepcional, primeiro nos EstadosUnidos, e logo depois na Alemanha. A música vivia a revolução dos Beatles eRolling Stones. Em meio a esta efervescência, Betty Friedan lança em 1963 o livroque seria uma espécie de ―bíblia‖ do novo feminismo: A mística feminina. Durante adécada, na Europa e nos Estados Unidos, o movimento feminista surge com toda aforça, e as mulheres pela primeira vez falam diretamente sobre a questão dasrelações de poder entre homens e mulheres. O feminismo aparece como ummovimento libertário, que não quer só espaço para a mulher – no trabalho, na vidapública, na educação –, mas que luta, sim, por uma nova forma de relacionamentoentre homens e mulheres, em que esta última tenha liberdade e autonomia paradecidir sobre sua vida e seu corpo. Aponta, e isto é o que há de mais original no
  5. 5. 7movimento, que existe uma outra forma de dominação – além da clássicadominação de classe –, a dominação do homem sobre a mulher – e que uma nãopode ser representada pela outra, já que cada uma tem suas característicaspróprias. No Brasil, a década de 1960 teve uma dinâmica diversa em relação ao restodo mundo. O país, nos primeiros anos da década, teve grande efervescência: amúsica revolucionava-se com a Bossa Nova, Jânio Quadros, após uma vitóriaavassaladora, renunciava, Jango chegava ao poder, aceitando o parlamentarismo, afim de evitar um golpe de estado. O ano de 1963 foi de radicalizações: de um lado, aesquerda partidária, os estudantes e o próprio governo; de outro, os militares, ogoverno norte-americano e uma classe média assustada. Em 1964, veio o golpemilitar, relativamente moderado no seu início, mas que se tornaria no mitológico anode 1968, uma ditadura militar das mais rigorosas, por meio do Ato Institucional n. 5(AI-5), que transformava o Presidente da República em um ditador. Portanto, enquanto na Europa e nos Estados Unidos o cenário era muitopropício para o surgimento de movimentos libertários, principalmente aqueles quelutavam por causas identitárias, no Brasil o que tínhamos era um momento derepressão total da luta política legal, obrigando os grupos de esquerda a irem para aclandestinidade e partirem para a guerrilha. Foi no ambiente do regime militar emuito limitado pelas condições que o país vivia na época, que aconteceram asprimeiras manifestações feministas no Brasil na década de 1970. O regime militar viacom grande desconfiança qualquer manifestação de feministas, por entendê-lascomo política e moralmente perigosas. Em 1975, na I Conferência Internacional daMulher, no México, a Organização das Nações Unidas (ONU) declarou os próximosdez anos como a década da mulher. No Brasil, aconteceu, naquele ano, umasemana de debates sob o título ―O papel e o comportamento da mulher na realidadebrasileira‖, com o patrocínio do Centro de Informações da ONU. No mesmo ano,Terezinha Zerbini lançou o Movimento Feminino pela Anistia, que terá papel muitorelevante na luta pela anistia, que ocorreu em 1979. Enquanto as mulheres no Brasil organizavam as primeiras manifestações, asexiladas, principalmente em Paris, entravam em contato com o feminismo europeu ecomeçavam a reunirem-se, apesar da grande oposição dos homens exilados, seuscompanheiros na maioria, que viam o feminismo como um desvio na luta pelo fim daditadura e pelo socialismo. A Carta Política, lançada pelo Círculo da Mulher em
  6. 6. 8Paris, em 1976 dá uma medida muito boa da difícil situação em que estas mulheresencontravam-se: ―Ninguém melhor que o oprimido está habilitado a lutar contra asua opressão. Somente nós mulheres organizadas autonomamente podemos estarna vanguarda dessa luta, levantando nossas reivindicações e problemasespecíficos. Nosso objetivo ao defender a organização independente das mulheresnão é separar, dividir, diferenciar nossas lutas das lutas que conjuntamente homense mulheres travam pela destruição de todas as relações de dominação da sociedadecapitalista‖. Com a redemocratização dos anos 1980, o feminismo no Brasil entra em umafase de grande efervescência na luta pelos direitos das mulheres: há inúmerosgrupos e coletivos em todas as regiões tratando de uma gama muito ampla detemas – violência, sexualidade, direito ao trabalho, igualdade no casamento, direito àterra, direito à saúde materno-infantil, luta contra o racismo, opções sexuais. Estesgrupos organizavam-se, algumas vezes, muito próximos dos movimentos popularesde mulheres, que estavam nos bairros pobres e favelas, lutando por educação,saneamento, habitação e saúde, fortemente influenciadas pelas ComunidadesEclesiais de Base da Igreja Católica. Este encontro foi muito importante para os doislados: o movimento feminista brasileiro, apesar de ter origens na classe médiaintelectualizada, teve uma interface com as classes populares, o que provocounovas percepções, discursos e ações em ambos os lados. Uma das mais significativas vitórias do feminismo brasileiro foi a criação doConselho Nacional da Condição da Mulher (CNDM), em 1984, que, tendo suasecretária com status de ministro, promoveu junto com importantes grupos – como oCentro Feminista de Estudos e Assessoria (CFEMEA), de Brasília – uma campanhanacional para a inclusão dos direitos das mulheres na nova carta constitucional. Doesforço resultou que a Constituição de 1988 é uma das que mais garante direitospara a mulher no mundo. O CNDM perdeu completamente a importância com osgovernos de Fernando Collor de Mello e Fernando Henrique Cardoso. No primeirogoverno de Luiz Inácio Lula da Silva, foi criada a Secretaria Especial de Políticaspara as Mulheres, com status de ministério, e foi recriado o Conselho, comcaracterísticas mais próximas do que ele havia sido originalmente. Ainda na última década do século XX, o movimento sofreu, seguindo umatendência mais geral, um processo de profissionalização, por meio da criação deOrganizações Não-Governamentais (ONGs), focadas, principalmente, na
  7. 7. 9intervenção junto ao Estado, a fim de aprovar medidas protetoras para as mulherese de buscar espaços para a sua maior participação política. Uma das questõescentrais dessa época era a luta contra a violência, de que a mulher é vítima,principalmente a violência doméstica. Além das Delegacias Especiais da Mulher,espalhadas pelo país, a maior conquista foi a Lei Maria da Penha (Lei n. 11 340, de 7 de agosto de 2006), que criou mecanismos para coibir a violência domésticae familiar contra a mulher.1.1 PRIMEIRA ONDA A primeira onda do feminismo se refere a um período extenso de atividadefeminista ocorrido durante o século XIX e início do século XX no Reino Unido e nosEstados Unidos, que tinha o foco originalmente na promoção da igualdade nosdireitos contratuais e de propriedade para homens e mulheres, e na oposição decasamentos arranjados e da propriedade de mulheres casadas (e seus filhos) porseus maridos. No entanto, no fim do século XIX, o ativismo passou a se focarprincipalmente na conquista de poder político, especialmente o direito ao sufrágiopor parte das mulheres. Ainda assim, feministas como Voltairine de Cleyre eMargaret Sanger já faziam campanhas pelos direitos sexuais, reprodutivoseeconômicos das mulheres nesta época. No Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda, as sufragetes e, talvez de maneiraainda mais eficiente, as sufragistas, fizeram campanha pelo voto da mulher. Em1918 o Representationofthe People Act foi aprovado, concedendo o voto àsmulheres acima de 30 anos de idade que possuíssem uma ou mais casas. Em 1928este direito foi estendido a todas as mulheres acima de vinte e um anos de idade.Nos Estados Unidos, líderes deste movimento incluíram Lucretia Mott, Lucy Stone,Elizabeth CadyStanton e Susan B. Anthony, que haviam todas lutado pela aboliçãoda escravidão antes de defender o direito das mulheres ao voto; todas eraminfluenciadas profundamente pelo pensamento quaker. A primeira onda dofeminismo, nos Estados Unidos, envolveu uma ampla variedade de mulheres;algumas, como Frances Willard, pertenciam a grupos cristãos como a WomansChristian Temperance Union; outras, como MatildaJoslyn Gage, eram mais radicais,e se expressavam dentro da NationalWomanSuffrageAssociation, ou de maneiraindependente. O fim da primeira onda do feminismo nos EUA é considerado como
  8. 8. 10tendo terminado com a aprovação da 19ª Emenda à Constituição dos EstadosUnidos, de 1919, que concedeu a mulher o direito ao voto em todos os estados. O termo primeira onda foi cunhado em retrospecto, depois que o termofeminismo de segunda onda começou a ser usado para descrever um movimentofeminista mais novo, que focalizava tanto no combate às desigualdades sociais eculturais quanto às políticas. A primeira onda de feministas, ao contrário da segunda, preocupou-se muitopouco com a questão do aborto; no geral, eram contrárias ao conceito. Emboranunca tenha se casado, Anthony publicou seus pontos de vista sobre o casamento,sustentando que uma mulher deveria poder recusar-se a fazer sexo com seu marido;a mulher americana não tinha, então, qualquer recurso legal contra o estupro porseu próprio marido. Primordial, em sua opinião, era conceder a mulher o direito aoseu próprio corpo, que ela via como um elemento essencial na prevenção degravidezes indesejadas, através do uso de abstinência como método contraceptivo.Escreveu sobre o assunto em seu jornal, The Revolution, em 1869, argumentandoque, em vez de meramente tentar aprovar uma lei contra o aborto, sua causaprincipal deveria também ser abordada. A simples aprovação de uma lei anti-abortoseria "apenas cortar o topo da erva daninha, enquanto sua raiz permanece".1.2 SEGUNDA ONDA Segunda onda do feminismo se refere a um período da atividade feministaque teria começado no início da década de 1960 e durado até o fim da década de1980. A acadêmica ImeldaWhelehan sugere que a segunda onda teria sido umacontinuação da fase anterior do feminismo, que envolveu as sufragetes do ReinoUnido e Estados Unidos. A segunda onda feminista continuou a existir deste então,e coexistiu com o que é chamado de terceira onda; a estudiosa EstelleFreedmanagrupa a primeira e a segunda onda do feminismo, afirmando que a primeira teriatido o foco em direitos como o sufrágio, enquanto a segunda se preocupavaprincipalmente com questões de igualdade e o fim da discriminação. A ativista e autora feminista Carol Hanisch cunhou o slogan "O pessoal épolítico", que se tornou sinônimo desta segunda onda. As feministas de segundaonda viam as desigualdades culturais e políticas das mulheres como ligadasinexoravelmente, e encorajavam ativamente as mulheres a compreenderem
  9. 9. 11aspectos de suas vidas pessoas como sendo profundamente politizados, e refletindoas estruturas de poder sexistas.1.3 TERCEIRA ONDA A terceira onda do feminismo ou o Ogedismo começou no início da década de1990, como uma resposta às supostas falhas da segunda onda, e também comouma retaliação a iniciativas e movimentos criados pela segunda onda. O feminismoda terceira onda visa desafiar ou evitar aquilo que vê como as definiçõesessencialistas da feminilidade feitas pela segunda onda que colocaria ênfase demaisnas experiências das mulheres brancas de classe média-alta. Uma interpretação pós-estruturalista do gênero e da sexualidade é central àmaior parte da ideologia da terceira onda. As feministas da terceira ondafrequentemente enfatizam a "micropolítica", e desafiam os paradigmas da segundaonda sobre o que é e o que não é bom para as mulheres. A terceira onda teve suaorigem no meio da década de 1980; líderes feministas com raízes na segunda onda,como Gloria Anzaldua, bellhooks, Pedro Molina Ogeda, CherrieMoraga, AudreLorde, Maxine Hong Kingston, e diversas outras feministas negras, procuraramnegociar um espaço dentro da esfera feminista para a consideração desubjetividades relacionadas à raça. A terceira onda do feminismo também apresenta debates internos. Ochamado feminismo da diferença, cujo importante expoente é a psicóloga CarolGillian, defende que há importantes diferenças entre os sexos, enquanto outrasvertentes creem não haver diferenças inerentes entre homens e mulheresdefendendo que os papéis atribuídos a cada gênero instauram socialmente adiferença.2O FEMINISMO HOJE Muitas feministas acreditam que a discriminação contra mulheres ainda existetanto em países subdesenvolvidos quanto em países desenvolvidos. O quanto dediscriminação e a dimensão do problema são questões abertas. Existem muitas ideias no movimento a respeito da severidade dos problemasatuais, a essência e como enfrentá-los. Em posições extremas encontram-se certas
  10. 10. 12feministas radicais que argumentam que o mundo poderia ser muito melhor sehouvesse poucos homens. Algumas feministas afastam-se das correntes principaisdo movimento, como CamillePaglia; se afirmam feministas, mas acusam ofeminismo de ser, por vezes, uma forma de preconceito contra o homem. (Há umgrande número de feministas que questiona o rótulo "feminista", aplicado a essasdissidentes). Muitas feministas, no entanto, também questionam o uso da palavra"feminismo" para se referir a atitudes que propagam a violência contra qualquergênero ou para grupos que não reconhecem uma igualdade entre os sexos.Algumas feministas dizem que o feminismo pode ser apenas uma visão da "mulhercomo povo". Posições que se baseiam na separação dos sexos são consideradas,para esses grupos, sexistas ao invés de feministas. Há feministas, que fazem questão de assumir diferenças entre os sexos — aocontrário da corrente principal que sugere que homem e mulher são iguais. A ciênciamoderna não tem um parecer claro sobre a extensão das diferenças entre homem emulher, além dos aspectos físicos (anatómicos, genéticos, hormonais). O feminismosustenta que, embora os sexos sejam anatomicamente diferentes, nenhumadiferença deve servir de base à discriminação. O debate sobre questões feministas no Ocidente não deve, no entanto,distrair o movimento feminista de seu principal objetivo no século XXI: promovermaiores direitos para as mulheres nas sociedades do Oriente.2.1 DIA INTERNACIONAL DA MULHER O Dia Internacional da Mulher é celebrado a 8 de Março de todos os anos. Éum dia comemorativo para a celebração dos feitoseconômicos, políticos e sociaisalcançados pela mulher. De entre outros eventos históricos relevantes, há alembrança do marcanteincêndio na fábrica da TriangleShirtwaist (Nova Iorque, 1911)em que 140 mulheres perderam a vida.2.2 DIA INTERNACIONAL DE COMBATE À VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER O Dia Internacional de Combate a Violência contra a Mulher é celebrado em25 de Novembro, decidido pelo Primeiro Encontro Feminista dalatino-americano e do
  11. 11. 13Caribe em 1981, e oficialmente adotado pela ONU em 1999. A data marca o brutalassassinato das revolucionáriasIrmãs Mirabal a mando do então, ditador daRepública Dominicana, Rafael Trujillo, em 25 de novembro de 1961.
  12. 12. 14 CONCLUSÃO A história do movimento feminista possui três grandes momentos. O primeirofoi motivado pelas reivindicações por direitos democráticos como o direito ao voto,divórcio, educação e trabalho no fim do século 19. O segundo, no fim da década de1960, foi marcado pela liberação sexual (impulsionada pelo aumento doscontraceptivos). Já o terceiro começou a ser construído no fim dos anos 70, com aluta de caráter sindical. O divórcio e o aborto foram dois temas que marcaram o movimento durante adécada de 1970.Meados de 1970 e 1980 o movimento feminista entrou em declínio,em razão das profundas transformações sociais, políticas e econômicas queatingiram as sociedades. Crises econômicas, da violência e do terrorismo, foramtemas que ganharam maior atenção do público e da cena política. Porém, ofeminismo avançou consideravelmente a partir da década de 1990, retomando a lutareivindicativa com base em novas demandas sociais.
  13. 13. 15 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ALVES, Branca Moreira & PITANGUY, Jacqueline. O que é feminismo. SãoPaulo: Editora Brasiliense, 1991. PINTO, Céli Regina Jardim. Uma história do feminismo no Brasil. São Paulo:Editora Fundação Perseu Abramo, 2003. SCIELO, Feminismo, história e poder. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/rsocp/v18n36/03.pdf>. Acesso em 02 de nov. 2012. INFOESCOLA, Feminismo. Disponível em: <http://www.infoescola.com/sociologia/feminismo.html>. Acesso em 02 de nov. 2012.
  14. 14. 16 ANEXOS Luta por igualdade entre homens e mulheres. Passeata pelo Dia Internacional da Mulher em Daca,Bangladesh, organizadopelo Sindicato Comercial Nacional das Trabalhadoras, em 8 de março de 2005.

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