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SUMÁRIO


INTRODUÇÃO ............................................................................................................ 4
1 O MOVIMENTO FEMINISTA ................................................................................... 5
   1.1 PRIMEIRA ONDA .............................................................................................. 9
   1.2 SEGUNDA ONDA ............................................................................................ 10
   1.3 TERCEIRA ONDA............................................................................................ 11
2 O FEMINISMO HOJE ............................................................................................ 11
   2.1 DIA INTERNACIONAL DA MULHER ............................................................... 12
   2.2 DIA INTERNACIONAL DE COMBATE À VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER . 12
CONCLUSÃO ........................................................................................................... 14
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ......................................................................... 15
ANEXOS ................................................................................................................... 16
4




                                 INTRODUÇÃO


      O feminismo é um movimento que tem origem no ano de 1848, na convenção
dos direitos da   mulher   em   Nova   Iorque.   Este   movimento   adquire   cunho
reivindicatório por ocasião das grandes revoluções. As conquistas da Revolução
Francesa, que tinha como lema Igualdade, Liberdade e Fraternidade, são
reivindicados pelas feministas porque elas acreditavam que os direitos sociais e
políticos adquiridos a partir das revoluções deveriam se estender a elas enquanto
cidadãs. Algumas conquistas podem ser registradas como consequência da
participação da mulher nesta revolução, um exemplo é o divórcio.
      Os movimentos feministas são movimentos políticos cuja meta é conquistar a
igualdade de direitos entre homens e mulheres, isto é, garantir a participação da
mulher na sociedade de forma equivalente à dos homens. Além disso, os
movimentos feministas são movimentos intelectuais e teóricos que procuram
desnaturalizar a ideia de que há uma diferença entre os gêneros. No que se refere
aos seus direitos, não deve haver diferenciação entre os sexos. No entanto, a
diferenciação dos gêneros é naturalizada em praticamente todas as culturas
humanas.
5



1O MOVIMENTO FEMINISTA


      O movimento feminista tem uma característica muito particular que deve ser
tomada em consideração pelos interessados em entender sua história e seus
processos: é um movimento que produz sua própria reflexão crítica, sua própria
teoria. Esta coincidência entre militância e teoria é rara e deriva-se, entre outras
razões, do tipo social de militante que impulsionou, pelo menos em um primeiro
momento, o feminismo da segunda metade do século XX: mulheres de classe
média, educadas, principalmente, nas áreas das Humanidades, da Crítica Literária e
da Psicanálise. Pode se conhecer o movimento feminista a partir de duas vertentes:
da história do feminismo, ou seja, da ação do movimento feminista, e da produção
teórica feminista nas áreas da História, Ciências Sociais, Crítica Literária e
Psicanálise. Por esta sua dupla característica, tanto o movimento feminista quanto a
sua teoria transbordaram seus limites, provocando um interessante embate e
reordenamento de diversas naturezas na história dos movimentos sociais e nas
próprias teorias das Ciências Humanas em geral.
      Ao longo da história ocidental sempre houve mulheres que se rebelaram
contra sua condição, que lutaram por liberdade e muitas vezes pagaram com suas
próprias vidas. A Inquisição da Igreja Católica foi implacável com qualquer mulher
que desafiasse os princípios por ela pregados como dogmas insofismáveis. Mas a
chamada primeira onda do feminismo aconteceu a partir das últimas décadas do
século XIX , quando as mulheres, primeiro na Inglaterra, organizaram-se para lutar
por seus direitos, sendo que o primeiro deles que se popularizou foi o direito ao voto.
As sufragetes, como ficaram conhecidas, promoveram grandes manifestações em
Londres, foram presas várias vezes, fizeram greves de fome. Em 1913, na famosa
corrida de cavalo em Derby, a feminista Emily Davison atirou-se à frente do cavalo
do Rei, morrendo. O direito ao voto foi conquistado no Reino Unido em 1918.
      No Brasil, a primeira onda do feminismo também se manifestou mais
publicamente por meio da luta pelo voto. A sufragetes brasileiras foram lideradas por
Bertha Lutz, bióloga, cientista de importância, que estudou no exterior e voltou para
o Brasil na década de 1910, iniciando a luta pelo voto. Foi uma das fundadoras da
Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, organização que fez campanha
pública pelo voto, tendo inclusive levado, em 1927, um abaixo-assinado ao Senado,
pedindo a aprovação do Projeto de Lei, de autoria do Senador Juvenal Larmartine,
6



que dava o direito de voto às mulheres. Este direito foi conquistado em 1932,
quando foi promulgado o Novo Código Eleitoral brasileiro.
      Ainda nesta primeira onda do feminismo no Brasil, vale chamar a atenção
para o movimento das operárias de ideologia anarquista, reunidas na ―União das
Costureiras, Chapeleiras e Classes Anexas‖. Em manifesto de 1917, proclamam: ―Se
refletirdes um momento vereis quão dolorida é a situação da mulher nas fábricas,
nas oficinas, constantemente, amesquinhadas por seres repelentes‖. Este feminismo
inicial, tanto na Europa e nos Estados Unidos como no Brasil, perdeu força a partir
da década de 1930 e só aparecerá novamente, com importância, na década de
1960. No decorrer destes trinta anos um livro marcará as mulheres e será
fundamental para a nova onda do feminismo: O segundo sexo, de Simone de
Beauvoir, publicado pela primeira vez em 1949. Nele, Beauvoir estabelece uma das
máximas do feminismo: ―não se nasce mulher, se torna mulher‖.
      A década de 1960 é particularmente importante para o mundo ocidental: os
Estados Unidos entravam com todo o seu poderio na Guerra do Vietnã, envolvendo
um grande número de jovens. No mesmo país surgiu o movimento hippie, na
Califórnia, que propôs uma forma nova de vida, que contrariava os valores morais e
de consumo norte-americanos, propagando seu famoso lema: ―paz e amor‖. Na
Europa, aconteceu o ―Maio de68‖, em Paris, quando estudantes ocuparam a
Sorbonne, pondo em xeque a ordem acadêmica estabelecida há séculos; somou-se
a isso, a própria desilusão com os partidos burocratizados da esquerda comunista.
O movimento alastrou-se pela França, onde os estudantes tentaram uma aliança
com operários, o que teve reflexos em todo o mundo. Foi também nos primeiros
anos da década que foi lançada a pílula anticoncepcional, primeiro nos Estados
Unidos, e logo depois na Alemanha. A música vivia a revolução dos Beatles e
Rolling Stones. Em meio a esta efervescência, Betty Friedan lança em 1963 o livro
que seria uma espécie de ―bíblia‖ do novo feminismo: A mística feminina. Durante a
década, na Europa e nos Estados Unidos, o movimento feminista surge com toda a
força, e as mulheres pela primeira vez falam diretamente sobre a questão das
relações de poder entre homens e mulheres. O feminismo aparece como um
movimento libertário, que não quer só espaço para a mulher – no trabalho, na vida
pública, na educação –, mas que luta, sim, por uma nova forma de relacionamento
entre homens e mulheres, em que esta última tenha liberdade e autonomia para
decidir sobre sua vida e seu corpo. Aponta, e isto é o que há de mais original no
7



movimento, que existe uma outra forma de dominação – além da clássica
dominação de classe –, a dominação do homem sobre a mulher – e que uma não
pode ser representada pela outra, já que cada uma tem suas características
próprias.
      No Brasil, a década de 1960 teve uma dinâmica diversa em relação ao resto
do mundo. O país, nos primeiros anos da década, teve grande efervescência: a
música revolucionava-se com a Bossa Nova, Jânio Quadros, após uma vitória
avassaladora, renunciava, Jango chegava ao poder, aceitando o parlamentarismo, a
fim de evitar um golpe de estado. O ano de 1963 foi de radicalizações: de um lado, a
esquerda partidária, os estudantes e o próprio governo; de outro, os militares, o
governo norte-americano e uma classe média assustada. Em 1964, veio o golpe
militar, relativamente moderado no seu início, mas que se tornaria no mitológico ano
de 1968, uma ditadura militar das mais rigorosas, por meio do Ato Institucional n. 5
(AI-5), que transformava o Presidente da República em um ditador.
      Portanto, enquanto na Europa e nos Estados Unidos o cenário era muito
propício para o surgimento de movimentos libertários, principalmente aqueles que
lutavam por causas identitárias, no Brasil o que tínhamos era um momento de
repressão total da luta política legal, obrigando os grupos de esquerda a irem para a
clandestinidade e partirem para a guerrilha. Foi no ambiente do regime militar e
muito limitado pelas condições que o país vivia na época, que aconteceram as
primeiras manifestações feministas no Brasil na década de 1970. O regime militar via
com grande desconfiança qualquer manifestação de feministas, por entendê-las
como política e moralmente perigosas. Em 1975, na I Conferência Internacional da
Mulher, no México, a Organização das Nações Unidas (ONU) declarou os próximos
dez anos como a década da mulher. No Brasil, aconteceu, naquele ano, uma
semana de debates sob o título ―O papel e o comportamento da mulher na realidade
brasileira‖, com o patrocínio do Centro de Informações da ONU. No mesmo ano,
Terezinha Zerbini lançou o Movimento Feminino pela Anistia, que terá papel muito
relevante na luta pela anistia, que ocorreu em 1979.
      Enquanto as mulheres no Brasil organizavam as primeiras manifestações, as
exiladas, principalmente em Paris, entravam em contato com o feminismo europeu e
começavam a reunirem-se, apesar da grande oposição dos homens exilados, seus
companheiros na maioria, que viam o feminismo como um desvio na luta pelo fim da
ditadura e pelo socialismo. A Carta Política, lançada pelo Círculo da Mulher em
8



Paris, em 1976 dá uma medida muito boa da difícil situação em que estas mulheres
encontravam-se: ―Ninguém melhor que o oprimido está habilitado a lutar contra a
sua opressão. Somente nós mulheres organizadas autonomamente podemos estar
na vanguarda dessa luta, levantando nossas reivindicações e problemas
específicos. Nosso objetivo ao defender a organização independente das mulheres
não é separar, dividir, diferenciar nossas lutas das lutas que conjuntamente homens
e mulheres travam pela destruição de todas as relações de dominação da sociedade
capitalista‖.
       Com a redemocratização dos anos 1980, o feminismo no Brasil entra em uma
fase de grande efervescência na luta pelos direitos das mulheres: há inúmeros
grupos e coletivos em todas as regiões tratando de uma gama muito ampla de
temas – violência, sexualidade, direito ao trabalho, igualdade no casamento, direito à
terra, direito à saúde materno-infantil, luta contra o racismo, opções sexuais. Estes
grupos organizavam-se, algumas vezes, muito próximos dos movimentos populares
de mulheres, que estavam nos bairros pobres e favelas, lutando por educação,
saneamento, habitação e saúde, fortemente influenciadas pelas Comunidades
Eclesiais de Base da Igreja Católica. Este encontro foi muito importante para os dois
lados: o movimento feminista brasileiro, apesar de ter origens na classe média
intelectualizada, teve uma interface com as classes populares, o que provocou
novas percepções, discursos e ações em ambos os lados.
       Uma das mais significativas vitórias do feminismo brasileiro foi a criação do
Conselho Nacional da Condição da Mulher (CNDM), em 1984, que, tendo sua
secretária com status de ministro, promoveu junto com importantes grupos – como o
Centro Feminista de Estudos e Assessoria (CFEMEA), de Brasília – uma campanha
nacional para a inclusão dos direitos das mulheres na nova carta constitucional. Do
esforço resultou que a Constituição de 1988 é uma das que mais garante direitos
para a mulher no mundo. O CNDM perdeu completamente a importância com os
governos de Fernando Collor de Mello e Fernando Henrique Cardoso. No primeiro
governo de Luiz Inácio Lula da Silva, foi criada a Secretaria Especial de Políticas
para as Mulheres, com status de ministério, e foi recriado o Conselho, com
características mais próximas do que ele havia sido originalmente.
       Ainda na última década do século XX, o movimento sofreu, seguindo uma
tendência mais geral, um processo de profissionalização, por meio da criação de
Organizações     Não-Governamentais      (ONGs),     focadas,    principalmente,   na
9



intervenção junto ao Estado, a fim de aprovar medidas protetoras para as mulheres
e de buscar espaços para a sua maior participação política. Uma das questões
centrais dessa época era a luta contra a violência, de que a mulher é vítima,
principalmente a violência doméstica. Além das Delegacias Especiais da Mulher,
espalhadas pelo país, a maior conquista foi a Lei Maria da Penha (Lei n. 11 340, de
      7 de agosto de 2006), que criou mecanismos para coibir a violência doméstica
e familiar contra a mulher.


1.1 PRIMEIRA ONDA


      A primeira onda do feminismo se refere a um período extenso de atividade
feminista ocorrido durante o século XIX e início do século XX no Reino Unido e nos
Estados Unidos, que tinha o foco originalmente na promoção da igualdade nos
direitos contratuais e de propriedade para homens e mulheres, e na oposição de
casamentos arranjados e da propriedade de mulheres casadas (e seus filhos) por
seus maridos. No entanto, no fim do século XIX, o ativismo passou a se focar
principalmente na conquista de poder político, especialmente o direito ao sufrágio
por parte das mulheres. Ainda assim, feministas como Voltairine de Cleyre e
Margaret Sanger já faziam campanhas pelos direitos sexuais, reprodutivos
eeconômicos das mulheres nesta época.
      No Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda, as sufragetes e, talvez de maneira
ainda mais eficiente, as sufragistas, fizeram campanha pelo voto da mulher. Em
1918 o Representationofthe People Act foi aprovado, concedendo o voto às
mulheres acima de 30 anos de idade que possuíssem uma ou mais casas. Em 1928
este direito foi estendido a todas as mulheres acima de vinte e um anos de idade.
Nos Estados Unidos, líderes deste movimento incluíram Lucretia Mott, Lucy Stone,
Elizabeth CadyStanton e Susan B. Anthony, que haviam todas lutado pela abolição
da escravidão antes de defender o direito das mulheres ao voto; todas eram
influenciadas profundamente pelo pensamento quaker. A primeira onda do
feminismo, nos Estados Unidos, envolveu uma ampla variedade de mulheres;
algumas, como Frances Willard, pertenciam a grupos cristãos como a Woman's
Christian Temperance Union; outras, como MatildaJoslyn Gage, eram mais radicais,
e se expressavam dentro da NationalWomanSuffrageAssociation, ou de maneira
independente. O fim da primeira onda do feminismo nos EUA é considerado como
10



tendo terminado com a aprovação da 19ª Emenda à Constituição dos Estados
Unidos, de 1919, que concedeu a mulher o direito ao voto em todos os estados.
       O termo primeira onda foi cunhado em retrospecto, depois que o termo
feminismo de segunda onda começou a ser usado para descrever um movimento
feminista mais novo, que focalizava tanto no combate às desigualdades sociais e
culturais quanto às políticas.
       A primeira onda de feministas, ao contrário da segunda, preocupou-se muito
pouco com a questão do aborto; no geral, eram contrárias ao conceito. Embora
nunca tenha se casado, Anthony publicou seus pontos de vista sobre o casamento,
sustentando que uma mulher deveria poder recusar-se a fazer sexo com seu marido;
a mulher americana não tinha, então, qualquer recurso legal contra o estupro por
seu próprio marido. Primordial, em sua opinião, era conceder a mulher o direito ao
seu próprio corpo, que ela via como um elemento essencial na prevenção de
gravidezes indesejadas, através do uso de abstinência como método contraceptivo.
Escreveu sobre o assunto em seu jornal, The Revolution, em 1869, argumentando
que, em vez de meramente tentar aprovar uma lei contra o aborto, sua causa
principal deveria também ser abordada. A simples aprovação de uma lei anti-aborto
seria "apenas cortar o topo da erva daninha, enquanto sua raiz permanece".


1.2 SEGUNDA ONDA


       Segunda onda do feminismo se refere a um período da atividade feminista
que teria começado no início da década de 1960 e durado até o fim da década de
1980. A acadêmica ImeldaWhelehan sugere que a segunda onda teria sido uma
continuação da fase anterior do feminismo, que envolveu as sufragetes do Reino
Unido e Estados Unidos. A segunda onda feminista continuou a existir deste então,
e coexistiu com o que é chamado de terceira onda; a estudiosa EstelleFreedman
agrupa a primeira e a segunda onda do feminismo, afirmando que a primeira teria
tido o foco em direitos como o sufrágio, enquanto a segunda se preocupava
principalmente com questões de igualdade e o fim da discriminação.
       A ativista e autora feminista Carol Hanisch cunhou o slogan "O pessoal é
político", que se tornou sinônimo desta segunda onda. As feministas de segunda
onda viam as desigualdades culturais e políticas das mulheres como ligadas
inexoravelmente, e encorajavam ativamente as mulheres a compreenderem
11



aspectos de suas vidas pessoas como sendo profundamente politizados, e refletindo
as estruturas de poder sexistas.


1.3 TERCEIRA ONDA


      A terceira onda do feminismo ou o Ogedismo começou no início da década de
1990, como uma resposta às supostas falhas da segunda onda, e também como
uma retaliação a iniciativas e movimentos criados pela segunda onda. O feminismo
da terceira onda visa desafiar ou evitar aquilo que vê como as definições
essencialistas da feminilidade feitas pela segunda onda que colocaria ênfase demais
nas experiências das mulheres brancas de classe média-alta.
      Uma interpretação pós-estruturalista do gênero e da sexualidade é central à
maior parte da ideologia da terceira onda. As feministas da terceira onda
frequentemente enfatizam a "micropolítica", e desafiam os paradigmas da segunda
onda sobre o que é e o que não é bom para as mulheres. A terceira onda teve sua
origem no meio da década de 1980; líderes feministas com raízes na segunda onda,
como Gloria Anzaldua, bellhooks, Pedro Molina Ogeda, CherrieMoraga, Audre
Lorde, Maxine Hong Kingston, e diversas outras feministas negras, procuraram
negociar um espaço dentro da esfera feminista para a consideração de
subjetividades relacionadas à raça.
      A terceira onda do feminismo também apresenta debates internos. O
chamado feminismo da diferença, cujo importante expoente é a psicóloga Carol
Gillian, defende que há importantes diferenças entre os sexos, enquanto outras
vertentes creem não haver diferenças inerentes entre homens e mulheres
defendendo que os papéis atribuídos a cada gênero instauram socialmente a
diferença.


2O FEMINISMO HOJE


      Muitas feministas acreditam que a discriminação contra mulheres ainda existe
tanto em países subdesenvolvidos quanto em países desenvolvidos. O quanto de
discriminação e a dimensão do problema são questões abertas.
      Existem muitas ideias no movimento a respeito da severidade dos problemas
atuais, a essência e como enfrentá-los. Em posições extremas encontram-se certas
12



feministas radicais que argumentam que o mundo poderia ser muito melhor se
houvesse poucos homens. Algumas feministas afastam-se das correntes principais
do movimento, como CamillePaglia; se afirmam feministas, mas acusam o
feminismo de ser, por vezes, uma forma de preconceito contra o homem. (Há um
grande número de feministas que questiona o rótulo "feminista", aplicado a essas
dissidentes).
      Muitas feministas, no entanto, também questionam o uso da palavra
"feminismo" para se referir a atitudes que propagam a violência contra qualquer
gênero ou para grupos que não reconhecem uma igualdade entre os sexos.
Algumas feministas dizem que o feminismo pode ser apenas uma visão da "mulher
como povo". Posições que se baseiam na separação dos sexos são consideradas,
para esses grupos, sexistas ao invés de feministas.
      Há feministas, que fazem questão de assumir diferenças entre os sexos — ao
contrário da corrente principal que sugere que homem e mulher são iguais. A ciência
moderna não tem um parecer claro sobre a extensão das diferenças entre homem e
mulher, além dos aspectos físicos (anatómicos, genéticos, hormonais). O feminismo
sustenta que, embora os sexos sejam anatomicamente diferentes, nenhuma
diferença deve servir de base à discriminação.
      O debate sobre questões feministas no Ocidente não deve, no entanto,
distrair o movimento feminista de seu principal objetivo no século XXI: promover
maiores direitos para as mulheres nas sociedades do Oriente.


2.1 DIA INTERNACIONAL DA MULHER


      O Dia Internacional da Mulher é celebrado a 8 de Março de todos os anos. É
um dia comemorativo para a celebração dos feitoseconômicos, políticos e sociais
alcançados pela mulher. De entre outros eventos históricos relevantes, há a
lembrança do marcanteincêndio na fábrica da TriangleShirtwaist (Nova Iorque, 1911)
em que 140 mulheres perderam a vida.


2.2 DIA INTERNACIONAL DE COMBATE À VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER


      O Dia Internacional de Combate a Violência contra a Mulher é celebrado em
25 de Novembro, decidido pelo Primeiro Encontro Feminista dalatino-americano e do
13



Caribe em 1981, e oficialmente adotado pela ONU em 1999. A data marca o brutal
assassinato das revolucionáriasIrmãs Mirabal a mando do então, ditador da
República Dominicana, Rafael Trujillo, em 25 de novembro de 1961.
14




                                 CONCLUSÃO


       A história do movimento feminista possui três grandes momentos. O primeiro
foi motivado pelas reivindicações por direitos democráticos como o direito ao voto,
divórcio, educação e trabalho no fim do século 19. O segundo, no fim da década de
1960, foi marcado pela liberação sexual (impulsionada pelo aumento dos
contraceptivos). Já o terceiro começou a ser construído no fim dos anos 70, com a
luta de caráter sindical.
       O divórcio e o aborto foram dois temas que marcaram o movimento durante a
década de 1970.Meados de 1970 e 1980 o movimento feminista entrou em declínio,
em razão das profundas transformações sociais, políticas e econômicas que
atingiram as sociedades. Crises econômicas, da violência e do terrorismo, foram
temas que ganharam maior atenção do público e da cena política. Porém, o
feminismo avançou consideravelmente a partir da década de 1990, retomando a luta
reivindicativa com base em novas demandas sociais.
15




                     REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS


      ALVES, Branca Moreira & PITANGUY, Jacqueline. O que é feminismo. São
Paulo: Editora Brasiliense, 1991.


      PINTO, Céli Regina Jardim. Uma história do feminismo no Brasil. São Paulo:
Editora Fundação Perseu Abramo, 2003.


      SCIELO, Feminismo, história e poder.
      Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/rsocp/v18n36/03.pdf>.
      Acesso em 02 de nov. 2012.


      INFOESCOLA, Feminismo.
      Disponível em: <http://www.infoescola.com/sociologia/feminismo.html>.
      Acesso em 02 de nov. 2012.
16




                                  ANEXOS




      Luta por igualdade entre homens e mulheres.




      Passeata pelo Dia Internacional da Mulher em Daca,Bangladesh, organizado
pelo Sindicato Comercial Nacional das Trabalhadoras, em 8 de março de 2005.

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Sociologia feminismo

  • 1. SUMÁRIO INTRODUÇÃO ............................................................................................................ 4 1 O MOVIMENTO FEMINISTA ................................................................................... 5 1.1 PRIMEIRA ONDA .............................................................................................. 9 1.2 SEGUNDA ONDA ............................................................................................ 10 1.3 TERCEIRA ONDA............................................................................................ 11 2 O FEMINISMO HOJE ............................................................................................ 11 2.1 DIA INTERNACIONAL DA MULHER ............................................................... 12 2.2 DIA INTERNACIONAL DE COMBATE À VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER . 12 CONCLUSÃO ........................................................................................................... 14 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ......................................................................... 15 ANEXOS ................................................................................................................... 16
  • 2. 4 INTRODUÇÃO O feminismo é um movimento que tem origem no ano de 1848, na convenção dos direitos da mulher em Nova Iorque. Este movimento adquire cunho reivindicatório por ocasião das grandes revoluções. As conquistas da Revolução Francesa, que tinha como lema Igualdade, Liberdade e Fraternidade, são reivindicados pelas feministas porque elas acreditavam que os direitos sociais e políticos adquiridos a partir das revoluções deveriam se estender a elas enquanto cidadãs. Algumas conquistas podem ser registradas como consequência da participação da mulher nesta revolução, um exemplo é o divórcio. Os movimentos feministas são movimentos políticos cuja meta é conquistar a igualdade de direitos entre homens e mulheres, isto é, garantir a participação da mulher na sociedade de forma equivalente à dos homens. Além disso, os movimentos feministas são movimentos intelectuais e teóricos que procuram desnaturalizar a ideia de que há uma diferença entre os gêneros. No que se refere aos seus direitos, não deve haver diferenciação entre os sexos. No entanto, a diferenciação dos gêneros é naturalizada em praticamente todas as culturas humanas.
  • 3. 5 1O MOVIMENTO FEMINISTA O movimento feminista tem uma característica muito particular que deve ser tomada em consideração pelos interessados em entender sua história e seus processos: é um movimento que produz sua própria reflexão crítica, sua própria teoria. Esta coincidência entre militância e teoria é rara e deriva-se, entre outras razões, do tipo social de militante que impulsionou, pelo menos em um primeiro momento, o feminismo da segunda metade do século XX: mulheres de classe média, educadas, principalmente, nas áreas das Humanidades, da Crítica Literária e da Psicanálise. Pode se conhecer o movimento feminista a partir de duas vertentes: da história do feminismo, ou seja, da ação do movimento feminista, e da produção teórica feminista nas áreas da História, Ciências Sociais, Crítica Literária e Psicanálise. Por esta sua dupla característica, tanto o movimento feminista quanto a sua teoria transbordaram seus limites, provocando um interessante embate e reordenamento de diversas naturezas na história dos movimentos sociais e nas próprias teorias das Ciências Humanas em geral. Ao longo da história ocidental sempre houve mulheres que se rebelaram contra sua condição, que lutaram por liberdade e muitas vezes pagaram com suas próprias vidas. A Inquisição da Igreja Católica foi implacável com qualquer mulher que desafiasse os princípios por ela pregados como dogmas insofismáveis. Mas a chamada primeira onda do feminismo aconteceu a partir das últimas décadas do século XIX , quando as mulheres, primeiro na Inglaterra, organizaram-se para lutar por seus direitos, sendo que o primeiro deles que se popularizou foi o direito ao voto. As sufragetes, como ficaram conhecidas, promoveram grandes manifestações em Londres, foram presas várias vezes, fizeram greves de fome. Em 1913, na famosa corrida de cavalo em Derby, a feminista Emily Davison atirou-se à frente do cavalo do Rei, morrendo. O direito ao voto foi conquistado no Reino Unido em 1918. No Brasil, a primeira onda do feminismo também se manifestou mais publicamente por meio da luta pelo voto. A sufragetes brasileiras foram lideradas por Bertha Lutz, bióloga, cientista de importância, que estudou no exterior e voltou para o Brasil na década de 1910, iniciando a luta pelo voto. Foi uma das fundadoras da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, organização que fez campanha pública pelo voto, tendo inclusive levado, em 1927, um abaixo-assinado ao Senado, pedindo a aprovação do Projeto de Lei, de autoria do Senador Juvenal Larmartine,
  • 4. 6 que dava o direito de voto às mulheres. Este direito foi conquistado em 1932, quando foi promulgado o Novo Código Eleitoral brasileiro. Ainda nesta primeira onda do feminismo no Brasil, vale chamar a atenção para o movimento das operárias de ideologia anarquista, reunidas na ―União das Costureiras, Chapeleiras e Classes Anexas‖. Em manifesto de 1917, proclamam: ―Se refletirdes um momento vereis quão dolorida é a situação da mulher nas fábricas, nas oficinas, constantemente, amesquinhadas por seres repelentes‖. Este feminismo inicial, tanto na Europa e nos Estados Unidos como no Brasil, perdeu força a partir da década de 1930 e só aparecerá novamente, com importância, na década de 1960. No decorrer destes trinta anos um livro marcará as mulheres e será fundamental para a nova onda do feminismo: O segundo sexo, de Simone de Beauvoir, publicado pela primeira vez em 1949. Nele, Beauvoir estabelece uma das máximas do feminismo: ―não se nasce mulher, se torna mulher‖. A década de 1960 é particularmente importante para o mundo ocidental: os Estados Unidos entravam com todo o seu poderio na Guerra do Vietnã, envolvendo um grande número de jovens. No mesmo país surgiu o movimento hippie, na Califórnia, que propôs uma forma nova de vida, que contrariava os valores morais e de consumo norte-americanos, propagando seu famoso lema: ―paz e amor‖. Na Europa, aconteceu o ―Maio de68‖, em Paris, quando estudantes ocuparam a Sorbonne, pondo em xeque a ordem acadêmica estabelecida há séculos; somou-se a isso, a própria desilusão com os partidos burocratizados da esquerda comunista. O movimento alastrou-se pela França, onde os estudantes tentaram uma aliança com operários, o que teve reflexos em todo o mundo. Foi também nos primeiros anos da década que foi lançada a pílula anticoncepcional, primeiro nos Estados Unidos, e logo depois na Alemanha. A música vivia a revolução dos Beatles e Rolling Stones. Em meio a esta efervescência, Betty Friedan lança em 1963 o livro que seria uma espécie de ―bíblia‖ do novo feminismo: A mística feminina. Durante a década, na Europa e nos Estados Unidos, o movimento feminista surge com toda a força, e as mulheres pela primeira vez falam diretamente sobre a questão das relações de poder entre homens e mulheres. O feminismo aparece como um movimento libertário, que não quer só espaço para a mulher – no trabalho, na vida pública, na educação –, mas que luta, sim, por uma nova forma de relacionamento entre homens e mulheres, em que esta última tenha liberdade e autonomia para decidir sobre sua vida e seu corpo. Aponta, e isto é o que há de mais original no
  • 5. 7 movimento, que existe uma outra forma de dominação – além da clássica dominação de classe –, a dominação do homem sobre a mulher – e que uma não pode ser representada pela outra, já que cada uma tem suas características próprias. No Brasil, a década de 1960 teve uma dinâmica diversa em relação ao resto do mundo. O país, nos primeiros anos da década, teve grande efervescência: a música revolucionava-se com a Bossa Nova, Jânio Quadros, após uma vitória avassaladora, renunciava, Jango chegava ao poder, aceitando o parlamentarismo, a fim de evitar um golpe de estado. O ano de 1963 foi de radicalizações: de um lado, a esquerda partidária, os estudantes e o próprio governo; de outro, os militares, o governo norte-americano e uma classe média assustada. Em 1964, veio o golpe militar, relativamente moderado no seu início, mas que se tornaria no mitológico ano de 1968, uma ditadura militar das mais rigorosas, por meio do Ato Institucional n. 5 (AI-5), que transformava o Presidente da República em um ditador. Portanto, enquanto na Europa e nos Estados Unidos o cenário era muito propício para o surgimento de movimentos libertários, principalmente aqueles que lutavam por causas identitárias, no Brasil o que tínhamos era um momento de repressão total da luta política legal, obrigando os grupos de esquerda a irem para a clandestinidade e partirem para a guerrilha. Foi no ambiente do regime militar e muito limitado pelas condições que o país vivia na época, que aconteceram as primeiras manifestações feministas no Brasil na década de 1970. O regime militar via com grande desconfiança qualquer manifestação de feministas, por entendê-las como política e moralmente perigosas. Em 1975, na I Conferência Internacional da Mulher, no México, a Organização das Nações Unidas (ONU) declarou os próximos dez anos como a década da mulher. No Brasil, aconteceu, naquele ano, uma semana de debates sob o título ―O papel e o comportamento da mulher na realidade brasileira‖, com o patrocínio do Centro de Informações da ONU. No mesmo ano, Terezinha Zerbini lançou o Movimento Feminino pela Anistia, que terá papel muito relevante na luta pela anistia, que ocorreu em 1979. Enquanto as mulheres no Brasil organizavam as primeiras manifestações, as exiladas, principalmente em Paris, entravam em contato com o feminismo europeu e começavam a reunirem-se, apesar da grande oposição dos homens exilados, seus companheiros na maioria, que viam o feminismo como um desvio na luta pelo fim da ditadura e pelo socialismo. A Carta Política, lançada pelo Círculo da Mulher em
  • 6. 8 Paris, em 1976 dá uma medida muito boa da difícil situação em que estas mulheres encontravam-se: ―Ninguém melhor que o oprimido está habilitado a lutar contra a sua opressão. Somente nós mulheres organizadas autonomamente podemos estar na vanguarda dessa luta, levantando nossas reivindicações e problemas específicos. Nosso objetivo ao defender a organização independente das mulheres não é separar, dividir, diferenciar nossas lutas das lutas que conjuntamente homens e mulheres travam pela destruição de todas as relações de dominação da sociedade capitalista‖. Com a redemocratização dos anos 1980, o feminismo no Brasil entra em uma fase de grande efervescência na luta pelos direitos das mulheres: há inúmeros grupos e coletivos em todas as regiões tratando de uma gama muito ampla de temas – violência, sexualidade, direito ao trabalho, igualdade no casamento, direito à terra, direito à saúde materno-infantil, luta contra o racismo, opções sexuais. Estes grupos organizavam-se, algumas vezes, muito próximos dos movimentos populares de mulheres, que estavam nos bairros pobres e favelas, lutando por educação, saneamento, habitação e saúde, fortemente influenciadas pelas Comunidades Eclesiais de Base da Igreja Católica. Este encontro foi muito importante para os dois lados: o movimento feminista brasileiro, apesar de ter origens na classe média intelectualizada, teve uma interface com as classes populares, o que provocou novas percepções, discursos e ações em ambos os lados. Uma das mais significativas vitórias do feminismo brasileiro foi a criação do Conselho Nacional da Condição da Mulher (CNDM), em 1984, que, tendo sua secretária com status de ministro, promoveu junto com importantes grupos – como o Centro Feminista de Estudos e Assessoria (CFEMEA), de Brasília – uma campanha nacional para a inclusão dos direitos das mulheres na nova carta constitucional. Do esforço resultou que a Constituição de 1988 é uma das que mais garante direitos para a mulher no mundo. O CNDM perdeu completamente a importância com os governos de Fernando Collor de Mello e Fernando Henrique Cardoso. No primeiro governo de Luiz Inácio Lula da Silva, foi criada a Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, com status de ministério, e foi recriado o Conselho, com características mais próximas do que ele havia sido originalmente. Ainda na última década do século XX, o movimento sofreu, seguindo uma tendência mais geral, um processo de profissionalização, por meio da criação de Organizações Não-Governamentais (ONGs), focadas, principalmente, na
  • 7. 9 intervenção junto ao Estado, a fim de aprovar medidas protetoras para as mulheres e de buscar espaços para a sua maior participação política. Uma das questões centrais dessa época era a luta contra a violência, de que a mulher é vítima, principalmente a violência doméstica. Além das Delegacias Especiais da Mulher, espalhadas pelo país, a maior conquista foi a Lei Maria da Penha (Lei n. 11 340, de 7 de agosto de 2006), que criou mecanismos para coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher. 1.1 PRIMEIRA ONDA A primeira onda do feminismo se refere a um período extenso de atividade feminista ocorrido durante o século XIX e início do século XX no Reino Unido e nos Estados Unidos, que tinha o foco originalmente na promoção da igualdade nos direitos contratuais e de propriedade para homens e mulheres, e na oposição de casamentos arranjados e da propriedade de mulheres casadas (e seus filhos) por seus maridos. No entanto, no fim do século XIX, o ativismo passou a se focar principalmente na conquista de poder político, especialmente o direito ao sufrágio por parte das mulheres. Ainda assim, feministas como Voltairine de Cleyre e Margaret Sanger já faziam campanhas pelos direitos sexuais, reprodutivos eeconômicos das mulheres nesta época. No Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda, as sufragetes e, talvez de maneira ainda mais eficiente, as sufragistas, fizeram campanha pelo voto da mulher. Em 1918 o Representationofthe People Act foi aprovado, concedendo o voto às mulheres acima de 30 anos de idade que possuíssem uma ou mais casas. Em 1928 este direito foi estendido a todas as mulheres acima de vinte e um anos de idade. Nos Estados Unidos, líderes deste movimento incluíram Lucretia Mott, Lucy Stone, Elizabeth CadyStanton e Susan B. Anthony, que haviam todas lutado pela abolição da escravidão antes de defender o direito das mulheres ao voto; todas eram influenciadas profundamente pelo pensamento quaker. A primeira onda do feminismo, nos Estados Unidos, envolveu uma ampla variedade de mulheres; algumas, como Frances Willard, pertenciam a grupos cristãos como a Woman's Christian Temperance Union; outras, como MatildaJoslyn Gage, eram mais radicais, e se expressavam dentro da NationalWomanSuffrageAssociation, ou de maneira independente. O fim da primeira onda do feminismo nos EUA é considerado como
  • 8. 10 tendo terminado com a aprovação da 19ª Emenda à Constituição dos Estados Unidos, de 1919, que concedeu a mulher o direito ao voto em todos os estados. O termo primeira onda foi cunhado em retrospecto, depois que o termo feminismo de segunda onda começou a ser usado para descrever um movimento feminista mais novo, que focalizava tanto no combate às desigualdades sociais e culturais quanto às políticas. A primeira onda de feministas, ao contrário da segunda, preocupou-se muito pouco com a questão do aborto; no geral, eram contrárias ao conceito. Embora nunca tenha se casado, Anthony publicou seus pontos de vista sobre o casamento, sustentando que uma mulher deveria poder recusar-se a fazer sexo com seu marido; a mulher americana não tinha, então, qualquer recurso legal contra o estupro por seu próprio marido. Primordial, em sua opinião, era conceder a mulher o direito ao seu próprio corpo, que ela via como um elemento essencial na prevenção de gravidezes indesejadas, através do uso de abstinência como método contraceptivo. Escreveu sobre o assunto em seu jornal, The Revolution, em 1869, argumentando que, em vez de meramente tentar aprovar uma lei contra o aborto, sua causa principal deveria também ser abordada. A simples aprovação de uma lei anti-aborto seria "apenas cortar o topo da erva daninha, enquanto sua raiz permanece". 1.2 SEGUNDA ONDA Segunda onda do feminismo se refere a um período da atividade feminista que teria começado no início da década de 1960 e durado até o fim da década de 1980. A acadêmica ImeldaWhelehan sugere que a segunda onda teria sido uma continuação da fase anterior do feminismo, que envolveu as sufragetes do Reino Unido e Estados Unidos. A segunda onda feminista continuou a existir deste então, e coexistiu com o que é chamado de terceira onda; a estudiosa EstelleFreedman agrupa a primeira e a segunda onda do feminismo, afirmando que a primeira teria tido o foco em direitos como o sufrágio, enquanto a segunda se preocupava principalmente com questões de igualdade e o fim da discriminação. A ativista e autora feminista Carol Hanisch cunhou o slogan "O pessoal é político", que se tornou sinônimo desta segunda onda. As feministas de segunda onda viam as desigualdades culturais e políticas das mulheres como ligadas inexoravelmente, e encorajavam ativamente as mulheres a compreenderem
  • 9. 11 aspectos de suas vidas pessoas como sendo profundamente politizados, e refletindo as estruturas de poder sexistas. 1.3 TERCEIRA ONDA A terceira onda do feminismo ou o Ogedismo começou no início da década de 1990, como uma resposta às supostas falhas da segunda onda, e também como uma retaliação a iniciativas e movimentos criados pela segunda onda. O feminismo da terceira onda visa desafiar ou evitar aquilo que vê como as definições essencialistas da feminilidade feitas pela segunda onda que colocaria ênfase demais nas experiências das mulheres brancas de classe média-alta. Uma interpretação pós-estruturalista do gênero e da sexualidade é central à maior parte da ideologia da terceira onda. As feministas da terceira onda frequentemente enfatizam a "micropolítica", e desafiam os paradigmas da segunda onda sobre o que é e o que não é bom para as mulheres. A terceira onda teve sua origem no meio da década de 1980; líderes feministas com raízes na segunda onda, como Gloria Anzaldua, bellhooks, Pedro Molina Ogeda, CherrieMoraga, Audre Lorde, Maxine Hong Kingston, e diversas outras feministas negras, procuraram negociar um espaço dentro da esfera feminista para a consideração de subjetividades relacionadas à raça. A terceira onda do feminismo também apresenta debates internos. O chamado feminismo da diferença, cujo importante expoente é a psicóloga Carol Gillian, defende que há importantes diferenças entre os sexos, enquanto outras vertentes creem não haver diferenças inerentes entre homens e mulheres defendendo que os papéis atribuídos a cada gênero instauram socialmente a diferença. 2O FEMINISMO HOJE Muitas feministas acreditam que a discriminação contra mulheres ainda existe tanto em países subdesenvolvidos quanto em países desenvolvidos. O quanto de discriminação e a dimensão do problema são questões abertas. Existem muitas ideias no movimento a respeito da severidade dos problemas atuais, a essência e como enfrentá-los. Em posições extremas encontram-se certas
  • 10. 12 feministas radicais que argumentam que o mundo poderia ser muito melhor se houvesse poucos homens. Algumas feministas afastam-se das correntes principais do movimento, como CamillePaglia; se afirmam feministas, mas acusam o feminismo de ser, por vezes, uma forma de preconceito contra o homem. (Há um grande número de feministas que questiona o rótulo "feminista", aplicado a essas dissidentes). Muitas feministas, no entanto, também questionam o uso da palavra "feminismo" para se referir a atitudes que propagam a violência contra qualquer gênero ou para grupos que não reconhecem uma igualdade entre os sexos. Algumas feministas dizem que o feminismo pode ser apenas uma visão da "mulher como povo". Posições que se baseiam na separação dos sexos são consideradas, para esses grupos, sexistas ao invés de feministas. Há feministas, que fazem questão de assumir diferenças entre os sexos — ao contrário da corrente principal que sugere que homem e mulher são iguais. A ciência moderna não tem um parecer claro sobre a extensão das diferenças entre homem e mulher, além dos aspectos físicos (anatómicos, genéticos, hormonais). O feminismo sustenta que, embora os sexos sejam anatomicamente diferentes, nenhuma diferença deve servir de base à discriminação. O debate sobre questões feministas no Ocidente não deve, no entanto, distrair o movimento feminista de seu principal objetivo no século XXI: promover maiores direitos para as mulheres nas sociedades do Oriente. 2.1 DIA INTERNACIONAL DA MULHER O Dia Internacional da Mulher é celebrado a 8 de Março de todos os anos. É um dia comemorativo para a celebração dos feitoseconômicos, políticos e sociais alcançados pela mulher. De entre outros eventos históricos relevantes, há a lembrança do marcanteincêndio na fábrica da TriangleShirtwaist (Nova Iorque, 1911) em que 140 mulheres perderam a vida. 2.2 DIA INTERNACIONAL DE COMBATE À VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER O Dia Internacional de Combate a Violência contra a Mulher é celebrado em 25 de Novembro, decidido pelo Primeiro Encontro Feminista dalatino-americano e do
  • 11. 13 Caribe em 1981, e oficialmente adotado pela ONU em 1999. A data marca o brutal assassinato das revolucionáriasIrmãs Mirabal a mando do então, ditador da República Dominicana, Rafael Trujillo, em 25 de novembro de 1961.
  • 12. 14 CONCLUSÃO A história do movimento feminista possui três grandes momentos. O primeiro foi motivado pelas reivindicações por direitos democráticos como o direito ao voto, divórcio, educação e trabalho no fim do século 19. O segundo, no fim da década de 1960, foi marcado pela liberação sexual (impulsionada pelo aumento dos contraceptivos). Já o terceiro começou a ser construído no fim dos anos 70, com a luta de caráter sindical. O divórcio e o aborto foram dois temas que marcaram o movimento durante a década de 1970.Meados de 1970 e 1980 o movimento feminista entrou em declínio, em razão das profundas transformações sociais, políticas e econômicas que atingiram as sociedades. Crises econômicas, da violência e do terrorismo, foram temas que ganharam maior atenção do público e da cena política. Porém, o feminismo avançou consideravelmente a partir da década de 1990, retomando a luta reivindicativa com base em novas demandas sociais.
  • 13. 15 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ALVES, Branca Moreira & PITANGUY, Jacqueline. O que é feminismo. São Paulo: Editora Brasiliense, 1991. PINTO, Céli Regina Jardim. Uma história do feminismo no Brasil. São Paulo: Editora Fundação Perseu Abramo, 2003. SCIELO, Feminismo, história e poder. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/rsocp/v18n36/03.pdf>. Acesso em 02 de nov. 2012. INFOESCOLA, Feminismo. Disponível em: <http://www.infoescola.com/sociologia/feminismo.html>. Acesso em 02 de nov. 2012.
  • 14. 16 ANEXOS Luta por igualdade entre homens e mulheres. Passeata pelo Dia Internacional da Mulher em Daca,Bangladesh, organizado pelo Sindicato Comercial Nacional das Trabalhadoras, em 8 de março de 2005.