Projeto pesquisa mestrado

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Projeto pesquisa mestrado

  1. 1. Gestão Pedagógica Estratégica com Ênfase na Emancipação do Indivíduo PROJETO DE PESQUISA Eduardo Vieira Corrêa 2010
  2. 2. Trabalho exigido como avaliação da DisciplinaMétodos de Investigação e Escrita Científica, soborientação da Profa. Dra. Suely Galli do Programade Mestrado em Ciências da Educação naEspecialidade de Administração Escolar.
  3. 3. Título: Gestão Pedagógica Estratégica com Ênfase na Emancipação do IndivíduoAutor: Eduardo Vieira CorrêaInstituição: Faculdade Mário Schenberg – Grupo Lusófona Brasil - Cotia SP - 2010Pós-Graduação em Supervisão Pedagógica e Formação de Formadores comacesso ao Mestrado Europeu em Ciências da EducaçãoDocente Responsável: Dra. Suely Galli SoaresINTRODUÇÃO “Planejar é preciso, pois não há vento favorável para quem não sabe para onde quer ir.” Sêneca“O planejamento não diz respeito a decisões futuras, mas às implicações futuras das decisões presentes.” Peter Drucker Ainda não existe, na maioria das instituições de ensino brasileiras, sejampúblicas ou privadas, consciência quanto à importância da Gestão PedagógicaEstratégica. Falar em estratégia nos remete, num primeiro momento, à sua principalfunção significativa vocabular, do grego “strategía”, a arte militar de planejar e executar movimentos e operações de tropas, navios e/ ou aviões, visando a alcançar ou manter posições relativas e potenciais bélicos favoráveis às futuras ações táticas sobre determinados objetivos; escolha de onde, quando e com quem batalhar; arte de aplicar meios disponíveis com vista à consecução de objetivos específicos; arte de 1 explorar condições favoráveis com o fim de alcançar objetivos específicos. Coaduna-se, com efeito, à palavra planejamento que quer dizer trabalhode preparação para qualquer empreendimento, segundo roteiros e métodosdeterminados; planificação; processo que leva a um conjunto coordenado de ações;elaboração de programas e planos. Obviamente não queremos aqui, explicitando o significado das palavrasmestras desse esboço, inflamar a idéia de guerra em favor da educação. Pelocontrário, queremos sim alertar para um mal que assola muitas instituições deensino no Brasil: a falta de planejamento e de estratégias para uma gestãopedagógica eficiente com ênfase na emancipação do indivíduo. Nesse sentido,1 Retirado do Dicionário Aurélio Século XXI. Cabe salientar que, apesar do significado nos direcionar para o sentido belicoso não é, pois, a sala de aula o terreno para tal consecução. Contudo, a significância do termo nos remete à necessidade de pensar na movimentação político-pedagógica das instituições de ensino, necessidade de missão institucional, visão de futuro e observância dos objetivos a serem alcançados.
  4. 4. Paulo Freire é emblemático por destacar as exigências necessárias à práticaeducativa libertadora. Em seu livro Pedagogia da Autonomia ele afirma que Quanto mais me torno capaz de me afirmar como SUJEITO que pode conhecer tanto melhor desempenho minha aptidão para faze-lo. Ninguém pode conhecer por mim assim como não posso conhecer pelo aluno. O que posso e o que devo fazer é, na perspectiva progressista que me acho, ao ensinar-lhe certo conteúdo, desafia-lo a que se vá percebendo na e pela própria prática, sujeito capaz de saber. Meu papel enquanto educador (...) é ajuda-lo a reconhecer-se como arquiteto de sua própria prática cognoscitiva. (FREIRE: 140). No meio educacional há muito o que se implementar em termos detecnologias de gestão institucional e a atual formação do gestor encontra-se aindalento no atendimento dessa demanda. Tanto é que, na opinião de Suely GalliSoares, o processo de modernização deve contemplar a infra-estrutura material(equipamentos, matéria-prima e ferramental), a infra-estrutura pessoal (acervo deconhecimento, tecnologias e procedimentos operacionais) e a infra-estrutura decomunicação e marketing (imagem publicitária, identidade do negócio e lugar queocupa nos meios de comunicação interno e externo). Por isso falar em PlanejamentoEstratégico como forma de estabelecer uma missão e uma visão para as escolas,afinal, “não há vento favorável para quem não sabe para onde quer ir”.Conseqüentemente, objetivos, metas, princípios e valores serão percebidos commaior clareza. Ganhará em qualidade quem souber aonde quer chegar, comochegar, quando chegar; quem souber antever passos, estabelecer as ações maiscriativas; e, principalmente, quem conseguir revestir toda a equipe no manto de umanova ordem organizacional e procedimental dentro da própria instituição. Segundo Ryon Braga e Carlos Monteiro, três justificativas explicamporque instituições educacionais brasileiras ainda não se conscientizaram quanto àimportância das questões estratégicas: 1. A competitividade no setor educacional é relativamente recente secomparada a outros setores da economia; 2. A mentalidade de mantenedores e dirigentes ainda é pouco afeita aosavanços da “ciência da gestão”, uma vez que, diferentemente de outros setores daeconomia, boa parcela dos dirigentes educacionais não tiveram formação em gestãoe nem prática mercadológica que seus cargos exigem; 3. As tarefas rotineiras e operacionais de uma instituição de ensino
  5. 5. costumam ser tão envolventes que os gestores educacionais ocupam quase todo oseu tempo “apagando incêndios” ou cumprindo rituais burocráticos, restandopouquíssimo tempo para planejar o futuro de sua empresa.É líquido e certo que vivemos, atualmente, as experiências que outros setores daeconomia já vivenciam há mais tempo. É notório, também, que a cada diaferramentas de gestão são aperfeiçoadas e o quanto as novas tecnologiasinterferem nos resultados administrativos e pedagógicos da instituição. Ensino fortee boas instalações não garantem o sucesso pedagógico-administrativo de umaescola. Buscar elementos qualitativos, novas tecnologias, procedimentos de gestãoe qualificação do corpo técnico perfazem, nesse ínterim, o caminho mais seguro noque tange o alcance dos objetivos educacionais. Acreditamos que um PDI (Plano deDesenvolvimento Institucional) – documento que identifica uma instituição e querevela sua filosofia e proposta político-pedagógica – poderia ser construído eintegrar o Planejamento Estratégico das Instituições de Ensino. Qual a nossa missãoenquanto instituição? Qual a nossa visão de futuro? Quais as nossas metas,objetivos e estratégias para alcançá-las? Estamos sensíveis e conscientes quanto areal necessidade desse trabalho? Como desenvolver um trabalho que alieplanejamento e emancipação do indivíduo com vistas ao desenvolvimento pleno desua cidadania? As respostas a essas perguntas nos indicarão a relevância e aurgência na consecução do mesmo.JUSTIFICATIVA O Administrador Escolar formado pelo Programa de Mestrado emCiências da Educação na Especialidade de Administração Escolar da FaculdadeMario Schenberg/ Escola Superior de Educação Almeida Garret, prevê umprofissional capaz de administrar uma escola com os princípios da ciência daeducação, o que supõe a pesquisa e os estudos sistematizados. Desta forma,conhecer por meio da investigação científica os fenômenos do setor educacionaljustifica esse projeto de pesquisa. Além disso, atualmente o setor educacional vivencia muitos fenômenoscorriqueiros tais como: fusões, aquisições, parcerias, etc. Portanto, é importantesaber o que as escolas tem feito para cumprir seu papel institucional de forma aobter resultados no nível educacional utilizando ferramentas da gestão pedagógica
  6. 6. estratégica.OBJETIVOS 1. Conhecer quais ferramentas de gestão pedagógica estratégica as instituições de ensino, tanto públicas quanto privadas, vêm utilizando; 2. Saber o que fazem para aprimorar a qualidade de ensino com vistas à emancipação do indivíduo.METODOLOGIA A modernidade inaugurou uma forma de racionalidade na qual háprevalência da relação meios-fins. De acordo com Boaventura de Sousa Santos2 à medida que se foi construindo a vitória da burguesia, o espaço do presente como repetição foi se ampliando. Hoje a burguesia sente que sua vitória histórica está consumada e ao vencedor consumado não interessa senão a repetição do presente (Santos, 1989). Em suma, o projeto educativo da sociedade burguesa é o da aplicaçãotécnica da Ciência. A contrapartida reside na educação emancipatória visto que amodernidade e seu modelo de verdade burguesa constrange, reduz, limita, sufoca etrivializa o indivíduo conformando-o e o encerrando num presente sem fim. Nãoobstante, as escolas tornara-se centros reprodutores desse status perverso presas,também, nesse presente sem perspectivas de futuro. Nesse sentido, a gestãopedagógica estratégica com ênfase na emancipação do indivíduo cumpre duplopapel: o de gerir a partir de ferramentas da Administração Estratégica Planejada e,por conseguinte, como diria Paulo Freire, tornar os indivíduos capazes de ir além deseus condicionantes (2001:28). Com efeito, a pesquisa educacional requer abordagens quecorrespondam a especificidade desse segmento social, a escola e suas relações. Apesquisa trabalha com o universo dos significados, motivos, aspirações, crenças,valores e atitudes, o que corresponde a um espaço mais profundo das relações, dosprocessos e dos fenômenos que não podem ser reduzidos à operacionalização dasvariáveis (MINAYO, 1994:21). É verdade, também, que é necessário método para a2 Boaventura de Sousa Santos é professor da Faculdade de Economia e do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra
  7. 7. abordagem científica do recorte de realidade que se deseja investigar. Alerta AntônioJoaquim Severino que não basta seguir um método e aplicar técnicas para se completar o entendimento do procedimento geral da ciência. Esse procedimento precisa ainda referir-se a um fundamento epistemológico que sustenta e justifica a própria metodologia aplicada. É que a ciência é sempre o enlace de uma malha teórica com os dados empíricos, é sempre uma articulação do lógico com o real, do teórico com o empírico, do ideal com o real. Toda a modalidade de conhecimento realizado por nós implica uma condição prévia, um pressuposto relacionado a nossa concepção da relação sujeito/ objeto (SEVERINO, 2003:100). É notório o caráter complementar das citações acima no tocante apesquisa que se pretende neste projeto. A preocupação está em circunscrever oobjeto, verifica-lo quantitativa e qualitativamente e analisa-lo em sua complexidade. Para bem compreender o fenômeno da gestão pedagógica estratégica ea implicação disso na qualidade do ensino com vistas à emancipação do indivíduolançaremos mão dos seguintes instrumentos para analisar instituições de ensinopúblicas e privadas do Estado de São Paulo: 1. Revisão Bibliográfica; 2. Questionário (análise quantitativa); 3. Entrevistas (análise qualitativa).RESULTADOS ESPERADOS Através da análise de todos os instrumentos de pesquisa utilizadosespera-se conhecer o que as escolas públicas e privadas tem feito na sua GestãoPedagógica Estratégica e como elas preparam o cidadão para o exercício de suasprerrogativas sociais. Além disso, esperamos produzir e trazer elementos queauxiliem na ampliação e avanço dos debates sobre gestão escolar.BIBLIOGRAFIABARROS, A. de J. P. de; LEHFELD, N. A. de S. Projeto de pesquisa: propostasmetodológicas. Petropólis: Editora Vozes, 2003.BRAGA, Ryon & MONTEIRO, Carlos. Planejamento estratégico sistêmico para instituições de ensino. Espírito Santo: Hoper Editora, 2005.
  8. 8. DEMO, P. Pesquisa: princípio científico e educativo. São Paulo: Editora Cortez,1991.______________ Metodologia científica em ciências sociais. São Paulo: EditoraAtlas, 2007.DRUCKER, Peter. Prática de Administração de Empresas. Rio de Janeiro: Fundode Cultura, 1962.FAZENDA, I. (org). Novos enfoques da pesquisa educacional. São Paulo: EditoraCortez, 1999.______________ Metodologia da pesquisa educacional. São Paulo: EditoraCortez, 1989.FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia. São Paulo: Editora Paz e Terra, 2001.GAJARDO, M. Pesquisa participante na América latina. São Paulo: EditoraBraziliense, 1986.LÖWY, M. Ideologias e ciência social: elementos para uma análise marxista.São Paulo: Editora Cortez, 1989.LUNA, S. V. de. Planejamento de pesquisa: uma introdução. São Paulo: EDUC –ED. Da PUC/SP, 2000.MEDEIROS, J. B. Redação científica: a prática de fichamentos, resumos,resenhas. São Paulo: Editora Ática, 2000.MINAYO, M. C. de S. (org.). Pesquisa social: teoria, método e criatividade.Petrópolis: Editora Vozes, 1994.PÁDUA, E. M. M. de. Metodologia da pesquisa: abordagem teórico-prática. SãoPaulo: Editora Papirus, 1999.PLANO de desenvolvimento institucional – PDI: diretrizes para elaboração.Ministério da Educação. Secretaria de Educação Superior. Secretaria de EducaçãoProfissional e Tecnológica, 2004.SEVERINO, A. J. Metodologia do trabalho científico. São Paulo: Editora Cortez,2003.SOARES, S. G. Educação e integração social. Campinas: Editora Alínea, 2003.______________ Arquitetura da identidade sobre educação, ensino eaprendizagem. São Paulo: Editora Cortez, 2001.SOARES, S. G. (org). Cultura do desafio: gestão de tecnologias de informação ecomunicação no ensino superior. Campinas: Editora Alínea, 2006.
  9. 9. TRIVIÑOS, A. N. S. Introdução à pesquisa em ciências sociais: a pesquisaqualitativa. São Paulo: Editora Atlas, 2008.

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