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A Visão Espírita da Pedofilia

  1. 1. A VISÃO ESPÍRITA DA PEDOFILIAAssunto delicado e grave. Vejamos alguns aspectos iniciais:COMO O ESPIRITISMO VÊ A QUESTÃO DA PEDOFILIA?Como um grave desequilíbrio mental e espiritual, necessitando severo tratamentomultidisciplinar, isto é envolvendo diversos profissionais além de tratamentoespiritual complementar.QUAL A RAZÃO DE EXISTIREM PEDÓFILOS?A mesma razão de existirem quaisquer outros desequilíbrios psíquicos. São atitudesdoentias que se estruturaram ao longo de uma ou mais existências, ou seja,reencarnações. Ninguém foi criado pedófilo.O QUE SE PASSA NAS SUAS MENTES?Cada um deles tem uma história. Não há como colocar todos em um mesmo rótulo.Mas poder-se-ia dizer que tem um impulso sexual doente e destituído de ética.QUAIS OS TRAUMAS QUE ELES TÊM?Diversos, e variam conforme cada caso. Podem ter sofrido: violência infantil,abandono, desprezo, presenciado quando em tenra idade, sexo entre os pais, enfimoutras distorções de educação ou de vivência.COMO SE EXPLICA TAL COMPORTAMENTO?A resposta é tão difícil como explicar qualquer outra grave alteração decomportamento. São espíritos que pelo seu atraso, imaturidade, ignorância e,sobretudo pelo livre arbítrio desviaram-se da linha normal de conduta.E AS VITIMAS, POR QUE ISSO?Em diversas oportunidades, quando fizemos palestra sobre reencarnação, fomosquestionados posteriormente sobre a dolorosa e delicada circunstância da pedofilia.Principalmente, ao se propiciar perguntas nos serem dirigidas por escrito viabilizava-se este questionamento.Embora o tema seja potencialmente polêmico e desagradável, não há como ignorá-lono contexto de nossa situação planetária.Nossa abordagem será pelo ângulo transcendental e reencarnacionista considerandoque são dois espíritos, no mínimo, envolvidos na tragédia em questão. Cumpre-nosesclarecer que o livre arbítrio é o maior patrimônio que nós, espíritos humanos,temos alcançado ao atingirmos a faixa evolutiva pensante. Livre arbítrio que nãolegitima atitudes, mas oportuniza às criaturas decidir e se responsabilizar pelasconsequências de seus atos posteriores.Outra premissa que deveremos estabelecer é aquela da maior ou menor repercussãodos atos perante a Lei Universal, em função do nível de esclarecimento quepossuímos. Importante também salientar que não há atos perversos que tenham
  2. 2. sido planejados pela espiritualidade superior. Seria de uma miopia intelectual semlimites, a ideia de que alguém deve reencarnar a fim de ser violentado ou sofrerpedofilia. A concepção do Deus punitivo e vingativo já não cabe mais no dicionáriodos esclarecidos sobre a vida espiritual. Deus é a fonte inesgotável de amor. É a Leimaior que a tudo preside, uma lei de amor que coordena as leis da natureza.Então, como conceber a violência física? Como enquadrar a onipresença divina emsituações e sofrimentos que observamos? Deus estaria ausente nestascircunstâncias? Ou estaria presente? Para muitos indivíduos se estivesse presente jáseria motivo para não crer na sua existência ou na sua infinita bondade e onisciência.Outra questão importante: Quem é a “vítima”? Analisemos. Cada um de nós aoreencarnar trouxe todo o seu passado impresso indelevelmente em si mesmo, são osnúcleos energéticos que trazemos em nosso inconsciente construídos no passado.Espíritos que somos e pelas inúmeras viagens que percorremos, representadas pelasinúmeras vidas, possuímos no nosso “passaporte” inúmeros “carimbos” daspousadas onde estagiamos em vidas anteriores. Hoje, a somatória dessasexperiências se traduzem em manancial energético que irradia constantemente donosso interior para a superfície desta vida.Assim, é também a “vítima”. A criança, que hoje se apresenta de forma diferente,podem trazer de seu passado profundo marcas de atitudes prejudiciais a irmãosseus. Atitudes de desequilíbrio que são gravadas em si mesmas.Algumas dessas, hoje crianças, participaram intelectualmente de verdadeirasemboscadas visando atingir de maneira dolorosa a intimidade sexual de criaturas;outras foram executoras diretas, pela autoridade que eram investidas, de crimesnesta área. Enfim, são múltiplas as situações geradoras da desarmonia energéticaque agora pulsa constantemente nos arquivos vibratórios da criança, nossapersonagem neste drama.Pela Lei Universal da sintonia de vibrações, poderá ocorrer, em um dado momento,uma surpresa desagradável. O espírito, criança agora, poderá atrair e sintonizar como agressor, ou seja, o pedófilo, e ser agredida.Identificados dois dos protagonistas (agressor e criança), temos também queconsiderar o frequente processo obsessivo que vinha se desenvolvendo. Outraentidade pode estar fixa perifericamente ou até profundamente à trama perispiritualde um ou dos dois envolvidos no processo.Lembramos, novamente, não foi em hipótese alguma programada a violência ou oestupro, nem ele em qualquer circunstância teria justificativa. No entanto, o crimeexistindo, necessário compreender em uma visão mais ampla o que estáacontecendo. A espiritualidade sempre fará o máximo para evitar o “mal” ou nãosendo possível, apoiar aos que sofrem.O espírito submetido à violência da pedofilia sofre intensamente no processo,conforme o seu grau de maturidade espiritual. Não houve a programação, mas a
  3. 3. tendência que trazia era forte e havia o risco em passar por algo do gênero, que aespiritualidade não conseguiu evitar.A violência da pedofilia gera, muitas vezes, profundos traumas em todos osenvolvidos, exacerbando a dolorosa situação kármica da constelação familiar.Há, também, espíritos afins e benfeitores que visam amparar os envolvidos nestador. Amigos do extrafísico cheios de ternura em seu coração, com projetos dededicação e amparo, sempre se fazem presentes. O tempo se encarregará decicatrizar os ferimentos da alma. REVISTA CRISTÃ DE ESPIRITISMO - POR DR. RICARDO DI BERNARDI

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