História e reforma psiquiátrica parte 1

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História e reforma psiquiátrica parte 1

  1. 1. HISTÓRIA E REFORMA PSIQUIÁTRICA
  2. 2. <ul><li>Grécia: pessoas com poderes divinos </li></ul><ul><li>As frases enigmáticas dos loucos aproximam os homens das ordens dos Deuses </li></ul><ul><li>Neste período não era controlados ou excluídos sendo transformada em instrumento de mensagens divinas </li></ul>Histórico
  3. 3. <ul><li>Idade Média na Europa: também marcada pela peste e pela lepra </li></ul><ul><li>A loucura era vista como expressão da força da natureza, como algo não humano fala incompreensível significava contato divino, mágico </li></ul>Histórico
  4. 4. Histórico
  5. 5. <ul><li>Ganha caráter moral e deixa de ser instrumento das forças da natureza </li></ul><ul><li>Entendida como o contrário da razão e vista como um conjunto de vícios dos homens, como a preguiça </li></ul>Histórico
  6. 6. <ul><li>Século XVII: surge o mercantilismo </li></ul><ul><li>Período onde domina o pensamento que a população é o maior bem que um país pode ter </li></ul><ul><li>Encarceramento de todos aqueles que não podem contribuir para o movimento de produção, de comércio ou de consumo de mercadorias </li></ul>Histórico
  7. 7. <ul><li>Exclusão se dá devido à mudança na relação do homem com o trabalho </li></ul><ul><li>Necessidade de disciplina e de um novo controle social </li></ul>Histórico
  8. 8. <ul><li>Criados em toda Europa estabelecimentos de internação: velhos, crianças abandonadas, aleijados, mendigos, portadores de doenças venéreas e os loucos </li></ul><ul><li>Verdadeiros depósitos humanos, sem intenção de tratamento </li></ul><ul><li>Encarcerados eram obrigados à trabalhos forçados, servindo como punição </li></ul>Histórico
  9. 10. <ul><li>Essa limpeza acontece até a Revolução Francesa em 1789 </li></ul><ul><li>Lema: igualdade, liberdade e fraternidade </li></ul><ul><li>Início do processo de reabsorção dos excluídos: auxílio financeiro e médico em suas próprias casas aos necessitados </li></ul><ul><li>Loucos permaneciam encarcerados: considerados perigosos para o convívio social </li></ul>Histórico
  10. 11. <ul><li>Antes do final do século XVIII, a medicina não se interessava em saber o quê e o por quê do que dizia o louco </li></ul><ul><li>Final do século XVIII: Philippe Pinel difunde uma nova concepção de loucura </li></ul>Histórico
  11. 12. <ul><li>Pinel fundamenta a alienação mental como distúrbios das funções intelectuais do sistema nervoso </li></ul><ul><li>Cérebro: sede da mente e na mente se manifesta loucura </li></ul>Conceitos de Pinel
  12. 13. <ul><li>Divide os sintomas em classes: mania, melancolia, demência e idiotismo </li></ul>Conceitos de Pinel
  13. 14. <ul><li>Loucura: desarranjo das faculdades cerebrais </li></ul><ul><li>Causas físicas </li></ul><ul><li>Causas morais </li></ul>Conceitos de Pinel
  14. 15. <ul><li>De origem cerebral, como pancada na cabeça, formação defeituosas do cérebro e hereditariedade </li></ul>Causas Físicas
  15. 16. <ul><li>As mais importantes </li></ul><ul><li>Paixões intensas e excessos de todos os tipos </li></ul>Causas Morais
  16. 17. <ul><li>Loucura adquire estatuto de doença mental que requer saber médico e técnicas específicas </li></ul><ul><li>Fica constituída a psiquiatria como saber médico </li></ul>Conceitos de Pinel
  17. 18. <ul><li>Pinel: França </li></ul><ul><li>Tuke: Inglaterra </li></ul><ul><li>Esquirol: um dos maiores teóricos dessa escola- o alienismo </li></ul>Representantes
  18. 19. Representantes
  19. 20. <ul><li>Entendimento da loucura enquanto desrazão, ou seja alienação mental </li></ul><ul><li>Tratamento deve ser baseado no asilo </li></ul><ul><li>Espaço asilar e disciplina rígida vão ser elementos importantes do tratamento </li></ul><ul><li>Consiste em confrontar a confusão, a desrazão </li></ul>Alienismo
  20. 21. <ul><li>É hoje uma dependência do Hospital Geral de Paris </li></ul>La Salpetrière
  21. 22. <ul><li>Nome devido ter sido construído em 1656 no local de uma antiga fábrica de pólvora, cujo componente principal é o salitre (salpêtre) </li></ul><ul><li>Situado oposto ao arsenal do rei, na outra margem do Sena, o hospital foi primitivamente um albergue e orfanato, criado para mendigos da cidade </li></ul>La Salpetrière
  22. 23. La Salpetrière
  23. 24. <ul><li>Recebia filhas de nobres pobres e arruinados </li></ul><ul><li>A todos era dado ensinamento religioso, além de alfabetização </li></ul><ul><li>Degenerou em um repugnante depósito de loucos e malfeitores </li></ul>La Salpetrière
  24. 25. <ul><li>1680: abrigava mendigos, aleijados, epiléticos, paralíticos, vítimas de doenças mentais ainda tida como manifestações demoníacas </li></ul><ul><li>Prisão de prostitutas presas pela cidade </li></ul><ul><li>Gemidos e impropérios gritados a todo tempo com grande infestações de ratos </li></ul>La Salpetrière
  25. 26. <ul><li>Noite de 3 e 4 de setembro de 1792 </li></ul><ul><li>Bando de bêbados decidiu libertar as prostitutas ali recolhidas </li></ul><ul><li>Demais mulheres doentes mentais, alcoólatras e portadoras de deficiência física foram arrastadas pelas ruas e massacradas à vista do povo </li></ul>Massacre de La Salpêtrière
  26. 27. Massacre de La Salpêtrière
  27. 28. <ul><li>São critérios estatísticos do que é comum ou incomum </li></ul><ul><li>Não se aplicam à doença mental </li></ul>Normalidade X Anormalidade
  28. 29. <ul><li>Anormal não é conceito da psiquiatria </li></ul><ul><li>Patológico é uma estrutura nova e autônoma </li></ul><ul><li>Anormal pode não ser patológico </li></ul><ul><li>Patológico pode ser normal </li></ul>Anormal X Patológico
  29. 30. <ul><li>Doença mental não faz parte do continum saúde-doença </li></ul><ul><li>É um acontecimento novo na vida do indivíduo </li></ul>Binômio Saúde-Doença
  30. 31. <ul><li>É um aspecto da saúde em geral que, a partir de uma concepção integral como entidade biopsicossocial, não pode ser vista em separado </li></ul>Saúde Mental
  31. 32. <ul><li>É um estado relativamente duradouro na qual a pessoa está bem ajustada, tem alegria de viver e consegue auto-realização </li></ul><ul><li>É um estado positivo e não apenas ausência de perturbação mental </li></ul>Saúde Mental
  32. 33. <ul><li>Ciência que trata as doenças mentais </li></ul><ul><li>É a área do conhecimento médico-científico que ocupa dos estudos dos transtornos mentais em seus diferentes aspectos: etiológicos, clínicos, prognóstico de prevenção e tratamento </li></ul>Psiquiatria
  33. 34. <ul><li>Fundamentação teórica em que se baseia a psiquiatria </li></ul><ul><li>Define os sinais e sintomas, agrupando-os em diferentes entidades psicopatológicas </li></ul>Psicopatologia
  34. 35. <ul><li>Visão romântica </li></ul><ul><li>Excêntrico </li></ul><ul><li>Insensato </li></ul><ul><li>Contestador </li></ul>Loucura
  35. 36. <ul><li>Estado de sofrimento mental </li></ul><ul><li>Perda da capacidade de comunicação </li></ul><ul><li>Perda da capacidade normativa: patologia da liberdade </li></ul><ul><li>O grito de Edward Munch </li></ul>Doença Mental
  36. 37. <ul><li>Nazismo e bomba atômica: mudanças do modo da humanidade olhar o mundo </li></ul>Reformas Psiquiátricas – Modelos Assistencias Pós-Guerra

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