Texto: Anísia de Paulo Figueiredo                   Diagramação: Inêz Maria ZeferinoArte Gráfica e Ilustrações: Anderson G...
PEDAGOGIA DE JESUS MESTRE,        UMA OPÇÃO METODOLÓGICAQuestões iniciais: Método: um caminho do Mestre e do Discípulo J...
I – Introdução      Como indicadores desse caminho, adotamosem primeiro momento algumas teorias trabalhadaspelo Prof. Dani...
O autor emprega o temo "marco", queentendemos como indicador.
O marco referencial reúne três componentesmetodológicos: marco situacional, o marco doutrinal, o marco operativo.
Noutras palavras, o marco referencial incluiprimeiramente um olhar inteligente sobre a realidadeonde atuam ou irão atuar o...
Esse olhar contém a intenção, a utopia, oideal, em se tratando do ser humano e desociedade; o terceiro momento    se refer...
 reflexão, ação prospectiva realidade avaliada, concretização.
Os     três   momentos       visam     àtransformação      da     realidade,      cujoprocesso possibilitará o surgimento ...
II - Proposta pedagógica para o ER, segundo  um paradigma     Jesus de Nazaré é o Mestre de todos as  épocas.     Contexto...
 a de ser alguém, em contínua busca do  significado da sua existência; a de estar no mundo como ser vivente,  integrante...
a de ser alguém em relação consigo mesmo e com os seus semelhantes, mediante o uso da razão, dos sentimentos e da vontade...
(Figueiredo, 1995: 30)
Jesus encontrou alguém, ao longo de seu caminho;olhou profunda e inteligentemente para aquela mulher como ser humano, co...
observou a     realidade   onde   ela   se encontrava;refletiu com ela, trazendo à tona elementos fundamentais da sua ex...
• O agir-proposta decorre da reflexão e da  mudança de atitude; encaminha para o  agir-resposta:• o sujeito assume um novo...
MÉTODO DIALÉTICO Método que orienta a proposta pedagógica de muitos educadores: Paulo Freire, ontem, adotou o método dial...
Refleão   Reflexão?                  x                            Ação               Dialética                 Dos Ação   ...
Jesus apresenta o método como paradigmapara qualquer proposta pedagógica de ER eEducação em geral: Sua habilidade em faze...
 Sua competência de Mestre é destaque: não  impõe, propõe. Proposta x Resposta Proposta exigente e paciente Reflexão p...
ITINERÁRIO PEDAGÓGICO DE JESUS MESTRE               JO 4,3-39                                               6 - (REAÇÃO)  ...
ITINERÁRIO PEDAGÓGICO DE JESUS MESTRE                                                      6 - Realimentação do           ...
6 - Realimentação do diálogo                                                                                (REAÇÃO – CONH...
1   1Os fariseus ficaram sabendo que Jesus          atraía discípulos e batizava mais                                do qu...
5Chegou  então, a uma cidade da      2  Samaria chamada Sicar, perto do  campo que Jacó tinha dado ao seu  filho José.6Aí ...
3        7Entãochegou uma mulher da              Samaria para tirar água.       “O Educador, antes de ser um         espec...
47(...)   Jesus lhe pediu: “Dê-me de beber”.8(Os discípulos tinham ido à cidade para comprar mantimentos.) O educador que ...
5      O Educador é, acima de tudo,      alguém que sabe escutar com      paciência, principalmente no     início dos prim...
6                        10Jesusrespondeu: “Se você conhecesse                               o dom de Deus, e quem lhe est...
13Jesus  respondeu: “Quem bebe desta7                  água vai ter sede de novo.        14Mas aquele que beber da água qu...
16Jesus  disse à samaritana:8    Vá chamar o seu marido e volte aqui”.       17A mulher respondeu: Eu não tenho           ...
19A  mulher então disse a Jesus:               9                              “Senhor, vejo que és profeta!               ...
23“Mas  está chegando a hora, e é agora,   em que os verdadeiros adoradores                                               ...
11                                    27Nesse  momento, os discípulos de                                                  ...
28(...)      e disse para as pessoas:  29“Venham ver um homem que me        12  disse tudo o que eu fiz.30Será que ele não...
13                                     37(...)                                           Na verdade, é como diz o         ...
1.   A linguagem é princípio e, ao mesmo tempo,     critério    para    a   metodologia      do   ensino     religioso em ...
3.   De um lado, as predisposições naturais     inatas do ser humano para a experiência     do     religioso.    “Dimensão...
4.   Do outro lado, estão os determinantes culturais,     as         aprendizagens,         as         habilidades     met...
5.   A   linguagem   é,   portanto,   o   principal   recurso     pedagógico do ER. Todo assunto será motivo, sinal     pr...
É proposta impregnada de inúmerosaspectos da prática pedagógica de JesusMestre e seus seguidores:   predispõe educadores ...
 exercita o respeito mútuo; facilita o ensino e a aprendizagem; constrói    o   conhecimento     de   forma interativa...
É   oportunidade     para    desafiar     a educandos       e      educadores         a confrontarem suas aspirações com ...
Em se tratando de discípulos que, de repente,assumem o papel de continuadores da missãodo Mestre, educadoras e educadores ...
DE QUE DISCÍPULO ESTAMOS FALANDO?                 Ser pessoal, enquanto                  personalidade única, mas aberto ...
Reflexão/Ação                                 ec-sistência        EXISTÊNCIA         HUMANA                               ...
CONSEQUÊNCIAS      PARA O ENSINO RELIGIOSO  Todos os conteúdos ganham significado e sãopropícios ao ER, assim como o ER pe...
Portanto, as ações pedagógicas não são fins, masmeios para se conseguir o alvo: o ser humano emprocesso de crescimento con...
QUESTÕES No ano em que Paulo Freire é   consagrado com o título de         Patrono da Educação      Brasileira, que inicia...
E AGORA?COMO PROSSEGUIR?
Pegagogia de jesus mestre
Pegagogia de jesus mestre
Pegagogia de jesus mestre
Próximos SlideShares
Carregando em…5
×

Pegagogia de jesus mestre

449 visualizações

Publicada em

0 comentários
0 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

  • Seja a primeira pessoa a gostar disto

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
449
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
2
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
11
Comentários
0
Gostaram
0
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Pegagogia de jesus mestre

  1. 1. Texto: Anísia de Paulo Figueiredo Diagramação: Inêz Maria ZeferinoArte Gráfica e Ilustrações: Anderson Gomes Ribeiro
  2. 2. PEDAGOGIA DE JESUS MESTRE, UMA OPÇÃO METODOLÓGICAQuestões iniciais: Método: um caminho do Mestre e do Discípulo Jesus Mestre, um paradigma em que integram Método e Conteúdo Método é um itinerário pedagógico favorável a um tipo de educação O ER a serviço da educação em que interagem Mestre e Discípulo Que habilidades e competências são apontadas por Jesus Mestre, em seu itinerário? O Mestre tem meta definida: o Discípulo que, de repente, se torna Mestre.
  3. 3. I – Introdução Como indicadores desse caminho, adotamosem primeiro momento algumas teorias trabalhadaspelo Prof. Danilo Gandin que apresenta algunsaspectos de metodologia que nos pareceminspirados no Mestre de Nazaré, designados“marcos”. Esses figuram como elementos maisespecíficos de um roteiro a ser utilizado com asdevidas adaptações.
  4. 4. O autor emprega o temo "marco", queentendemos como indicador.
  5. 5. O marco referencial reúne três componentesmetodológicos: marco situacional, o marco doutrinal, o marco operativo.
  6. 6. Noutras palavras, o marco referencial incluiprimeiramente um olhar inteligente sobre a realidadeonde atuam ou irão atuar os educadores; a seguir,um olhar para o ideal que se busca nos parâmetrosde uma reflexão voltada para a ação transformadora.
  7. 7. Esse olhar contém a intenção, a utopia, oideal, em se tratando do ser humano e desociedade; o terceiro momento se refere àspropostas de como agir para alcançar o que sepretende.
  8. 8.  reflexão, ação prospectiva realidade avaliada, concretização.
  9. 9. Os três momentos visam àtransformação da realidade, cujoprocesso possibilitará o surgimento donovo, da nova sociedade, do novo serhumano renovado em seus princípios ecritérios de justiça, solidariedade, paz.
  10. 10. II - Proposta pedagógica para o ER, segundo um paradigma Jesus de Nazaré é o Mestre de todos as épocas. Contextos e contingências históricas. É Ele que nos apresenta as coordenadas dialéticas da realização do ser humano contextualizado, nas seguintes condições:
  11. 11.  a de ser alguém, em contínua busca do significado da sua existência; a de estar no mundo como ser vivente, integrante de um sistema que reconhece na sua totalidade e especificidade e com o qual mantém intercâmbio;
  12. 12. a de ser alguém em relação consigo mesmo e com os seus semelhantes, mediante o uso da razão, dos sentimentos e da vontade;a de ser alguém que indaga sobre as razões de ser quem, por quê, como, onde, para quê; e, por esse e outros motivos, busca o Transcendente, como ser transcendente, sem perda da condição imanente.
  13. 13. (Figueiredo, 1995: 30)
  14. 14. Jesus encontrou alguém, ao longo de seu caminho;olhou profunda e inteligentemente para aquela mulher como ser humano, contextualizado;
  15. 15. observou a realidade onde ela se encontrava;refletiu com ela, trazendo à tona elementos fundamentais da sua existência e experiência, na perspectiva do ser;impulsionou-a para uma ação, iluminada pela razão e por novos sentimentos.
  16. 16. • O agir-proposta decorre da reflexão e da mudança de atitude; encaminha para o agir-resposta:• o sujeito assume um novo papel na sociedade.• não é um simples papel.• tem a ver com o seu Projeto de Vida, nas diversas formas e situações do processo de seu crescimento e realização pessoal e social.
  17. 17. MÉTODO DIALÉTICO Método que orienta a proposta pedagógica de muitos educadores: Paulo Freire, ontem, adotou o método dialético. Danilo Gandin, hoje, valoriza o planejamento participativo. Ambos não admitem “exclusão”, mas são humanamente coerentes com o que, há dois mil anos atrás, constituiu a prática pedagógica do Mestre de Nazaré.
  18. 18. Refleão Reflexão? x Ação Dialética Dos Ação Anos 80 x sínteseReflexão Práxis Refletida
  19. 19. Jesus apresenta o método como paradigmapara qualquer proposta pedagógica de ER eEducação em geral: Sua habilidade em fazer o caminho, ao andar, é significativa em sua arte de educar; Normalmente, caminha junto com os educandos.
  20. 20.  Sua competência de Mestre é destaque: não impõe, propõe. Proposta x Resposta Proposta exigente e paciente Reflexão profunda, a partir do simples, do concreto, do simbólico, do humano do subjetivo e objetivo.
  21. 21. ITINERÁRIO PEDAGÓGICO DE JESUS MESTRE JO 4,3-39 6 - (REAÇÃO) JO 4, 10-12 5 - (MEDITAÇÃO) 7 – (REFLEXÃO) JO 4, 9 JO 4, 13-14 8 - (REAÇÃO) 4 - (REFLEXÃO) JO 4, 15-17 JO 4, 7B 15 - CONTINUAÇÃO... 3 - (AÇÃO) 9 - (REFLEXÃO) JO 4, 39 JO 4, 6-7 JO 4, 19-21 2 - (REFLEXÃO) 10 - (AÇÃO REFLETIDA) 1- (AÇÃO) JO 4, 22-23 JO 4, 5 JO 4, 3-414 – (AÇÃO/ TRANSFORMAÇÃO) 11 - (REAÇÃO/INTERIORIZAÇÃO) JO 4, 29-30 JO 4,25 13 – (REFLEXÃO/AVALIAÇÃO) 12 - (AÇÃO/ CONSTRUÇÃO) JO 4, 28 A JO 4, 26 VERSÃO 1
  22. 22. ITINERÁRIO PEDAGÓGICO DE JESUS MESTRE 6 - Realimentação do diálogo (REAÇÃO) 7 – Proposta impulso à resposta 5 - Atitude de escuta (REFLEXÃO) (MEDITAÇÃO) 4 - Estímulo alimentador do pretexto 8 - Acolhida do novo (REFLEXÃO) (REAÇÃO) 3 - Pretexto para o 15 - Prosseguimento da desencadear do 9 - Opção - Ato livrerealização contínua do Ser, processo (REFLEXÃO) com novos pretextos e (AÇÃO) razões CONTINUAÇÃO... 2 - Predisposição do 10 - Experiência do encontro educador com quem transmite as razões (REFLEXÃO) do Ser (AÇÃO REFLETIDA) 14 - Novo Ser - Agente da transformação 1- Contexto onde(AÇÃO/ TRANSFORMAÇÃO) está o educando 11 - Experiência na busca de (AÇÃO) plenitude do Ser (REAÇÃO/INTERIORIZAÇÃO) 13 - Predisposição para novas buscas, na convivência com os demais (REFLEXÃO/AVALIAÇÃO) 12 - Discernimento das razões íntimas e transcendentes do Ser e Existir (AÇÃO/ CONSTRUÇÃO) VERSÃO 2
  23. 23. 6 - Realimentação do diálogo (REAÇÃO – CONHECIMENTO CRÍTICO) JO 4, 10-12 5 - Atitude de escuta 7 – Proposta, impulso à resposta (CONHECIMENTO DADO) (REFLEXÃO- CONHECIMENTO CONSTRUÍDO) JO 4, 9 JO 4, 13-14 8 - Acolhida do novo 4 - Estímulo alimentador do pretexto (REAÇÃO - CONHECIMENTO CONCRETIZADO) (REFLEXÃO – CONHECIMENTO DA REALIDADE) JO 4, 15-17 JO 4, 7B 9 - Opção - Ato livre 3 - Pretexto para (REFLEXÃO - RECONHECIMENTO DA REALIDADE) O desencadear do processo JO 4, 19-2115 – Prosseguimento da realização contínua (AÇÃO PROSPECTIVA ) do Ser,com novos pretextos e razões JO 4, 6-7 CONTINUAÇÃO... 10 - Experiência do encontro JO 4, 39 com quem transmite as razões do Ser 2 - Predisposição do educador (AÇÃO – RECONHECIMENTO DO OUTRO) (REFLEXÃO) JO 4, 22-23 JO 4, 5 14 - Novo Ser - Agente da transformação (AÇÃO/ TRANSFORMADORA – SABER AGIR) 11 - Experiência na busca JO 4, 29-30 1- Contexto onde está o educando de plenitude do Ser (AÇÃO) (REFLEXÃO-RECONHECIMENTO DE SI) JO 4, 3-4 JO 4,25 13 – Predisposição para novas buscas, na convivência com os demais 12 - Discernimento das razões íntimas (REFLEXÃO/AVALIAÇÃO) e transcendentais do Ser e Existir JO 4, 28 A (AÇÃO/ CONSTRUÇÃO DO NOVO SABER) JO 4, 26 VERSÃO 3
  24. 24. 1 1Os fariseus ficaram sabendo que Jesus atraía discípulos e batizava mais do que João. 2(Na verdade, não era Jesus que batizava, mas os seus discípulos.) 3Ao saber disso Jesus deixou a Judéia e foi de novo para a Galiléia. 4Jesus tinha que atravessar a Samaria. “O mestre é um articulador do processo da educação. Precisa saber o que quer, antes de atravessar as Samarias da vida, as Samarias da educação”.
  25. 25. 5Chegou então, a uma cidade da 2 Samaria chamada Sicar, perto do campo que Jacó tinha dado ao seu filho José.6Aí ficava o poço de Jacó. Cansado da viagem, Jesus sentou-se junto ao poço. Era quase meio-dia. O educador é, antes de tudo, alguém aberto para receber o educando, junto a um outro Poço, onde beberá a água que gera vida, faz crescer! O Poço da Educação!
  26. 26. 3 7Entãochegou uma mulher da Samaria para tirar água. “O Educador, antes de ser um especialista, é um clínico competente. Como tal, é capaz de um diagnóstico que lhe permite ter em mãos todos os elementos que orientarão o seu desempenho pedagógico” O processo educativo tem um objetivo que, para ser alcançado, exige conhecimento claro da realidade para a qual se busca educar e educar-se.
  27. 27. 47(...) Jesus lhe pediu: “Dê-me de beber”.8(Os discípulos tinham ido à cidade para comprar mantimentos.) O educador que faz a opção pelo princípio dialético é alguém que vivência e fazvivenciar novas experiências, articuladas com a lógica do educando.
  28. 28. 5 O Educador é, acima de tudo, alguém que sabe escutar com paciência, principalmente no início dos primeiros passos da caminhada que faz junto com o educando. O Mestre desperta o desejo de mudança em função de um ideal e dos propósitos de vida em função desse ideal.
  29. 29. 6 10Jesusrespondeu: “Se você conhecesse o dom de Deus, e quem lhe está pedindo de beber, você é que lhe pediria. E ele daria a você água viva”. 11A mulher disse a Jesus: “Senhor, não tens um balde, e o poço é fundo. De onde vais tirar água viva? 12Certamente não pretendes ser maior do que o nosso pai Jacó, que nos deu este poço, e do qual ele bebeu junto com seus filhos e animais!”Educando e Educador são sujeitos da busca!
  30. 30. 13Jesus respondeu: “Quem bebe desta7 água vai ter sede de novo. 14Mas aquele que beber da água que eu vou dar, esse nunca mais terá sede. E a água que eu lhe darei vai se tornar dentro dele uma fonte que jorra para a vida eterna”. 15A mulher disse: “Senhor, dá-me dessa água, para que eu não tenha mais sede, nem precise vir aqui para tirar”. Impulsionada a pedir daquela água, a mulher sente-se desafiada pela necessidade que surge. É despertada para algo. O Mestre sustenta o contínuo esforço de alguém ao andar rumo a algo mais.
  31. 31. 16Jesus disse à samaritana:8 Vá chamar o seu marido e volte aqui”. 17A mulher respondeu: Eu não tenho marido”, Jesus disse: “Você tem razão ao dizer que não tem marido. 18De fato, você teve cinco maridos. E o homem que você tem agora não é seu marido. Nisso você falou a verdade”. A intercomunicação entre duas consciências que se respeitam favorece o discernimento e a opção pelo que é verdadeiro, pelo que dá sentido a uma vida livre.
  32. 32. 19A mulher então disse a Jesus: 9 “Senhor, vejo que és profeta! 20Os nossos pais adoram a Deus nesta montanha. E vocês judeus dizem que é em Jerusalém o lugar onde se deve adorar”. 21Jesus disse: “Mulher, acredite em mim. Está chegando a hora em não adorarão o Pai, nem sobre esta montanha e nem em Jerusalém. 22Vocês adoram o que não conhecem, nós adoramos o que conhecemos, porque a salvação vem dos judeus”. Educandos têm sede de tudo o que pode ajuda-los a discernir e aencontrar as razões de seu “ser quem”, “existir para quê” e “agir por quê, onde, quando, como”.
  33. 33. 23“Mas está chegando a hora, e é agora, em que os verdadeiros adoradores 10 vão adorar o Pai em espírito e verdade. Porque são estes os adoradores que o Pai procura.24Deus é espírito, e aqueles que o adoram devem adorá-lo em espírito e verdade.”25A Mulher disse a Jesus: “Eu sei que vai chegar um Messias (aquele que se chama Cristo); e, quando chegar, ele nos vai mostrar todas as coisas”.26Jesus disse: “Esse Messias sou eu, que estou falando com você”. O ER visa a busca do significado mais profundo da existência, ao mesmo tempo em que se constrói o conhecimento a ser transformado em saber escolar. E ainda concorre para discernir o que fazer com esse saber.
  34. 34. 11 27Nesse momento, os discípulos de Jesus chegaram. E ficaram admirados de ver Jesus falando com uma mulher, mas ninguém perguntou o que ele queria, ou por que ele estava conversando com a mulher. 28Então a mulher deixou o balde e foi para a cidade (...). O Projeto Educativo, com sua proposta pedagógica, será o marco orientador de todo o itinerário.Tendo em vista um novo tipo de ser humano e de sociedade que se quer formar, não perde de vista o protagonismo de todos os envolvidos no processo, de forma participativa.
  35. 35. 28(...) e disse para as pessoas: 29“Venham ver um homem que me 12 disse tudo o que eu fiz.30Será que ele não é o Messias?” O pessoal saiu da cidade e foi ao encontro de Jesus. Ao encontrar o que satisfaz sua sede de infinito, o educandosensibilizado, é capaz de perceber o significado mais profundo da existência. Não se chega à busca doTranscendente, sem a experiência do próprio ser na condiçãotranscendente e imanente, pois o ser humano é portador de potencialidades que se desenvolvem harmonicamente.
  36. 36. 13 37(...) Na verdade, é como diz o provérbio: “Um semeia e outro colhe”. 38Eu enviei vocês para colher aquilo que vocês não trabalharam. Outros trabalharam, e vocês entraram no trabalho deles. 39Muitos samaritanos dessa cidade acreditaram em Jesus por causa do testemunho que a mulher tinha dado.O método é em suma um caminho que se percorre para se chegaraté onde queremos. Seu veículo principal é o processo interativo das partes que mantêm a marcha da condução.
  37. 37. 1. A linguagem é princípio e, ao mesmo tempo, critério para a metodologia do ensino religioso em ambiente escolar.2. Duas faces de uma mesma moeda estarão presentes em todo o processo do ensino religioso como área de conhecimento, instrumento pedagógico eficaz que não perdeu a sua condição de disciplina, porque tem a ver com a matéria que lhe deu origem.
  38. 38. 3. De um lado, as predisposições naturais inatas do ser humano para a experiência do religioso. “Dimensão natural que envolve todo o ser, mas precisamente por isto ela deve ser de modo correto educada, desenvolvida”. ( João Paulo II, in L’Osservatore Romano, 06/06/1986, p. 04)
  39. 39. 4. Do outro lado, estão os determinantes culturais, as aprendizagens, as habilidades metodológicas, as diferentes formas e expressões de convivência com o sagrado, nos mais diversificados grupos ou ambientes onde o ser humano está inserido! Não há neutralidade em educação. O texto no contexto pressupõe um pretexto, que desperta o interesse do sujeito para a busca de algo mais, seja dentro ou fora do grupo religioso.
  40. 40. 5. A linguagem é, portanto, o principal recurso pedagógico do ER. Todo assunto será motivo, sinal provocativo e/ou conteúdo de ER, porque tem a ver com as necessidades e interesses dos educandos. É instrumento “sine qua non” no processo ensino / aprendizagem.6. Sem ela não é possível desvelar e apropriar-se do conhecimento na sua especificidade e singularidade sem perda da afinidade com a matéria que lhe dá origem e permite o diálogo do ER com outras áreas de conhecimento.
  41. 41. É proposta impregnada de inúmerosaspectos da prática pedagógica de JesusMestre e seus seguidores: predispõe educadores e educandos para a participação; incentiva a responsabilidade; promove a autonomia;
  42. 42.  exercita o respeito mútuo; facilita o ensino e a aprendizagem; constrói o conhecimento de forma interativa concorre para o desenvolvimento das potencialidades do(a), educando(a), enquanto ser pessoal e social.
  43. 43. É oportunidade para desafiar a educandos e educadores a confrontarem suas aspirações com os eventuais conflitos, a superar obstáculos; e a manter o entusiasmo em função de um bem comum, como pessoas conscientes de seu papel no grupo e no mundo. É um dos caminhos mais adequados para a aquisição de conhecimento e sua aplicação a curto, médio e longo prazo.
  44. 44. Em se tratando de discípulos que, de repente,assumem o papel de continuadores da missãodo Mestre, educadoras e educadores brasileirosnos legaram ricas experiências e fundamentos nesta perspectiva, como as de Paulo Freire, declarado Patrono da Educação Brasileira. Convém conferir, através da retomada de alguns de suas pensamentos.
  45. 45. DE QUE DISCÍPULO ESTAMOS FALANDO?  Ser pessoal, enquanto personalidade única, mas aberto aos demais: ser de relações.  O Ser do DEVER /SER nas dimensões mais profundas da existência.  SER AQUI, um SER-AÍ, LÁ, com perspectivas, do VIR-A-SER : ser imanente/transcendente, em processo de aperfeiçoamento.  SER-PROJETO, impulsionado pelo desejo do sempre mais, em comunhão com o Mestre...
  46. 46. Reflexão/Ação ec-sistência EXISTÊNCIA HUMANA possibilidade SER AQUI, SER AÍ, LÁ... (“DASEIN”) Com – vive = dialética da reciprocidade. RAZÕES DE SER E ESTAR AÍ.O Projeto de Vida Original dá origem a inúmeros outros projetos sob a ótica social, política, pedagógica, cultural e outras mais.
  47. 47. CONSEQUÊNCIAS PARA O ENSINO RELIGIOSO Todos os conteúdos ganham significado e sãopropícios ao ER, assim como o ER perpassa todoseles, em momentos oportunos e com linguagemadequada.
  48. 48. Portanto, as ações pedagógicas não são fins, masmeios para se conseguir o alvo: o ser humano emprocesso de crescimento continuado, na busca dematuridade, realização pessoal e social, em ummundo concreto, onde será agente detransformação, utilizando-se de habilidades ecompetências no desempenho da missão.
  49. 49. QUESTÕES No ano em que Paulo Freire é consagrado com o título de Patrono da Educação Brasileira, que iniciativas podem ser tomadas pelosEducadores e Educadoras, nosentindo da realização de umareflexão mais profunda de sua prática, para descobrir aspectos da filosofia da educação condizentes com a proposta de Jesus Mestre? De que modo o ER poderiacontribuir para a concretização desta prática no ambiente escolar?
  50. 50. E AGORA?COMO PROSSEGUIR?

×