TCC Gestão Empresas WEG Eduardo Luis Olinger

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TCC Gestão Empresas WEG Eduardo Luis Olinger

  1. 1. FATEC – FACULDADE TECNOLOGIA SENAC DE BLUMENAU UFSC – UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA Eduardo Luis Olinger COMPOSTO DE MARKETING Uma análise do desenvolvimento de uma pequena empresa a multinacional. Blumenau 2005
  2. 2. Página 1 FATEC – FACULDADE TECNOLOGIA SENAC DE BLUMENAU UFSC – UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA Curso de Gestão de Empresas Prof. Rafael Ricardo Jacomossi COMPOSTO DE MARKETING Blumenau 2005
  3. 3. Página 2 Dedicatória “Aprendes que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias. E o que importa não é o que tens na vida, mas quem tens na vida. E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher. Aprendes que não temos que mudar de amigos se compreendemos que os amigos mudam, percebes que o teu melhor amigo e tu podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos.
  4. 4. Página 3 Agradecimentos Agradecemos a oportunidade, a nós concedida pelo Prof. Rafael Ricardo Jacomossi, de através deste trabalho passarmos a compreender melhor, os meandros do marketing, que possibilitaram a uma pequena empresa, se tornar uma multinacional.
  5. 5. Página 4 “Deus não joga dados com o Universo” Albert Einstein
  6. 6. Página 5 OBJETIVO O presente trabalho tem como objetivo visualizarmos o composto de marketing de uma multinacional, observando a evolução da empresa ao longo de suas quatro décadas. Uma análise básica que mostra os caminhos cursados, para alcançar um mercado de cinco continentes e mais de 100 países.
  7. 7. Página 6 Índice Objetivo ......................................................................................05 Introdução ................................................................................. 07 Histórico .................................................................................... 07 Como tudo começou ................................................................. 09 WEG chega ao mercado para ficar ............................................10 Isto é WEG .................................................................................13 Um parque fabril para crescer a vontade ...................................16 Aonde a WEG quer ir .................................................................17 A sucessão para impulsionar o sucesso ................................... 20 Produtos ................................................................................... 22 Preço ......................................................................................... 26 Promoção .................................................................................. 26 Marketing E-Business ......................................................…….. 27 Praça .......................................................................................... 30 Planejamento Estratégico .......................................................... 31 Comitê científico tecnológico ...................................................... 33 Competências Gerenciais ........................................................... 36 Visão Estratégica ......................................................................... 40 Internacionalização – Empresa Global ........................................ 42 Compromisso WEG ..................................................................... 43 Expansão WEG no mundo .......................................................... 44 Gestão de Pessoas ..................................................................... 48 Sistemas da Qualidade ................................................................ 51 Conclusão .................................................................................... 56 Bibliografia ................................................................................... 57
  8. 8. Página 7 INTRODUÇÃO Nos empreendimentos de sucesso, não é apenas o trabalho que explica o crescimento. É preciso mais. O gosto pelo arrojo. A ousadia de acreditar possível e realizável, o apenas imaginado. Também é importante, a perspicácia do planejamento, a adoção de técnicas gerenciais compatíveis com a inovação e a valorização do capital intelectual. A história do capitalismo está repleta de exemplos, onde empreendedores, utilizando-se de intuição, coragem de assumir riscos, trabalho e por que não a sorte, transformaram seus sonhos em realidade. Uma realidade em forma de empreendimento, que sem dúvida é uma extrapolação de suas vidas, um sucesso de mercado que movimenta a economia, gerando riquezas. Neste sentido, este trabalho apresenta uma síntese do sonho de 3 empreendedores, onde através de muito trabalho, disciplina, entusiasmo e perseverança, construíram uma das maiores empresas de motores elétricos do mundo, a WEG S/A. As informações contidas neste trabalho, foram conseguidas através de entrevistas com diretores e gerentes da empresa, do livro “40 anos História da WEG”, Site corporativo da WEG e Sites pesquisados na Internet.. HISTÓRICO - EMPREENDEDORES Ao longo da história da humanidade, não há nenhuma dúvida, que empreendedores participaram ativamente da construção do sistema político, econômico e industrial, gerando empregos, renda e riquezas ao redor do mundo.
  9. 9. Página 8 Não eliminou-se as desigualdades, como a miséria, fome, mas a bem da verdade, graças aos empreendedores que chegou-se à chamada revolução industrial, tecnológica e mais recentemente na era da informação. Portanto, dentro deste contexto torna-se relevante indagar: O que é ser empreendedor? Nas palavras de DRUCKER (1987), “o empreendedor é uma pessoa que vê a mudança como norma e a explora como sendo uma oportunidade”. Dentre as inúmeras características dos empreendedores, FILION (1991) destaca: Estabelecer visão e objetivos, identificando recursos que os ajudam a realizá-los; Iniciar mudanças; Padrão de trabalho está relacionado a imaginação e criatividade; Definir tarefas e papéis para criar a estrutura de uma organização. Na verdade as organizações criadas por empreendedores, são uma extrapolação de seus mundos subjetivos, ou seja: o negócio faz parte da sua vida. Segundo autores como (TIMONS, 1990; GIBB, 1991), a tarefa mais importante parece ser imaginar e definir o que eles querem fazer e, freqüentemente, como irão fazê-lo. Dentro dos setores da economia – primário, secundário e terciário – existem inúmeros exemplos de empreendedores que através de suas idéias, perseverança e trabalho, contribuíram ativamente para que a engrenagem da economia, continua-se a gerar riquezas e soluções para a humanidade.
  10. 10. Página 9 A seguir mostramos como um empreendimento oriundo da visão de 3 empreendedores, transformaram suas idéias em uma das maiores empresas de motores elétricos da América Latina. COMO TUDO COMEÇOU No início da década de 60, o empreendedor Eggon João da Silva que trabalhava na “João Wiest & Cia Ltda.”, uma empresa especializada em escapamentos para veículos, já aspirava ter o seu próprio negócio. Nas conversas que realizava com os amigos, sempre deixou transparecer que seu objetivo maior, era empreender sua própria empresa na área de motores elétricos. Possuía conhecimentos administrativos, contábeis e financeiros, mas para o negócio almejado, havia necessidade de conhecimentos elétricos e mecânicos. Como detinha um grande poder de persuasão, não demorou muito tempo, para convencer seu amigo Werner Ricardo Voigt, um exímio eletricista e o competente mecânico Geraldo Werninghaus, à juntos iniciarem uma empresa, cujo objetivo seria produzir motores elétricos. Não resta dúvida, como pode ser visto no livro “40 anos História da Weg”, que o caminho para o sucesso não foi fácil. Houve muitos obstáculos, porém com trabalho, disciplina, entusiasmo e perseverança, todos foram ultrapassados. O DIFÍCIL COMEÇO Registrada em 30 de junho de 1961, em 16 de setembro do mesmo ano, iniciou-se a produção de motores na Eletromotores Jaraguá Ltda, nome pioneiro da Weg motores de hoje. Num imóvel alugado na avenida Getúlio Vargas, 667, em Jaraguá do Sul (SC), preparam-se para a produção do primeiro motor.
  11. 11. Página 10 Tendo o capital de Cr$ 3.600,00 - o equivalente a US$ 11.726 ou a três fuscas, na época -, os sócios decidem-se pela marca com as iniciais de seus nomes: W (Werner), E (Eggon) e G (Geraldo) que em alemão significa caminho a empresa inicia suas atividades. Produzir motores elétricos, no início da década de 60, numa cidadezinha de 20 mil habitantes no interior de Santa Catarina, era improvável, mas não para Werner Voigt, Eggon da Silva e Geraldo Werninghaus. Na segunda-feira, dia 18, o expediente começa cedo, às 7 horas. Com trabalho, disciplina e persistência, o início da caminhada impunha muitas dificuldades, mas cada motor concluído ou vendido era uma comemoração silenciosa. Nos primeiros três meses e meio, em 1961, são montados 146 motores elétricos, totalizando 51,5 cavalos-força. A WEG CHEGA AO MERCADO PARA FICAR Nos dois primeiros anos os obstáculos são muitos. O mercado de motores elétricos era dominado por marca conceituadas como Arno, GE, Búfalo, Brasil e Paulista. As primeiras vendas são feitas em Santa Catarina. O principal mercado era São Paulo, mas a dificuldade de transporte, comunicação e a desconfiança na nova marca, impõem que a WEG comercialize seus primeiros motores diretamente aos consumidores. Os Paulistas não acreditavam que um motor produzido no interior de Santa Catarina, pudesse funcionar. O nome WEG, era pronunciado “Uég” na cidade de São Paulo como motivo de gozação. Conhecidos e conceituados eram os motores produzidos pela “Arno” ou pela “GE”. Igualmente conhecidas eram as marcas “Búfalo”, “Brasil” ou “Paulista”.
  12. 12. Página 11 Contudo, estes obstáculos não desestimularam os três empreendedores da WEG. A produção nos primeiros meses foi estrategicamente distribuída no mercado de Santa Catarina, parte do Paraná e Rio Grande do Sul. Quem fazia as primeiras vendas, foi o próprio Eggon João da Silva, muitas vezes carregando um motor debaixo do braço para demonstração junto aos clientes. A estratégia nos anos seguintes para conquistar mercado em São Paulo, foi vender os motores diretamente ao mercado consumidor, em vez dos grandes atacadistas que preferiam os motores “Arno” e “GE”. Depois de conseguir a simpatia dos consumidores, iniciou-se a procura da marca WEG pelos grandes atacadistas. Este era o clima da WEG. Vencer todos os obstáculos. Produzir soluções, avançar sempre. Ampliando a linha de produção, pesquisando novos produtos, estabelecendo novas fronteiras tecnológicas e conquistando sempre mais novos e maiores mercados. Na fábrica, as condições de trabalho foram sensivelmente melhoradas, assim como ampliado significativamente o parque de máquinas. Nesta área torna-se relevante destacar que as soluções de Geraldo Werninghaus e de seu pai, Wilhelm, e de Werner Ricardo Voigt, foram decisivas, pois eles conseguiram produzir na própria empresa muitos dos equipamentos necessários para a linha de produção. Foi assim, por exemplo, que surgiu a primeira máquina de injetar reatores, que nasceu do projeto e do talento de Wilhelm Werninghaus. No início de 1963, os fundadores ampliam os negócios com a criação de duas novas empresas: a Saweg - com a participação de Samir Mattar -, para produzir reatores e transformadores para geladeiras, e a Nina, fábrica de
  13. 13. Página 12 máquinas de lavar roupa, tendo como sócio Eugênio José da Silva, irmão de Eggon. Ambos os empreendimentos são desativados em 1967. As vendas de motores evoluem e a empresa exigia a expansão. Então decide- se pela criação de um parque fabril próprio, com a aquisição de um terreno na rua Venâncio da Silva Porto, próximo à sede alugada. Em fevereiro de 1964 começam as construções da nova fábrica e em outubro daquele ano, a Eletromotores Jaraguá instala-se em sua sede própria. Seguindo um processo industrial compatível com os novos tempos, a WEG dá um salto tecnológico, exigindo aperfeiçoamento técnico, iniciando o treinamento contínuo de seus colaboradores. O aprimoramento tecnológico possibilita a construção dos primeiros equipamentos de produção: máquina de injetar rotores, forno de ferro fundido a óleo para tampas e carcaças, máquina de estampo progressivo para cortar chapas de rotores e estatores. UM EXEMPLO DE CORAGEM E AUDÁCIA: No final de 1964, havia uma dificuldade técnica na linha de produção. Por mais que Geraldo ou Werner e seus companheiros tentassem, persistia o impasse. Durante semanas foram concentrados esforços, mas apesar desta multiplicação de atenções, mantinha-se o problema. Foi então, que Geraldo Werninghaus tomou conhecimento de um anúncio, da Motores Brasil, de São Paulo, no jornal “O Estado de São Paulo”, oferecendo vaga de mecânico. E Geraldo teve uma idéia que, se realizada, poderia resolver o impasse da WEG. Não pensou duas vezes. Passou a mão em sua carteira de trabalho, providenciou um registro falso de firma fictícia, onde registrou admissão e demissão, e seguiu rapidamente para São Paulo. Foi
  14. 14. Página 13 solicitar o emprego e, se admitido, poderia conhecer como a Motores Brasil conseguia resolver aquela situação. Chegando na empresa, a vaga já estava preenchida, mas ele não desistiu. Esperou dois dias, até conseguir falar com o responsável pela ferramentaria. Apresentou-se como filho de imigrante alemão em busca de emprego, com a garantia de ser profissional no setor. Geraldo acabou sendo contratado, e logo no primeiro dia conseguiu descobrir a técnica de fundir guias e afixar punções, que são pinos que furam a chapa das matrizes de estamparia. Ficou mais duas semanas e depois abandonou o emprego, vindo direto para Jaraguá aplicar a tão enigmática quanto difícil técnica. A WEG terminou a década de 60, produzindo cerca de 30.000 motores elétricos. Começou a ampliar suas atividades a partir da década de 80, com a fabricação de geradores, componentes eletroeletrônicos, produtos para automação industrial, transformadores de força e distribuição, tintas líquidas e em pó e vernizes eletroisolantes. Hoje a WEG é a maior indústria de motores elétricos da América Latina, está presente em mais de 100 países nos cinco continentes. Tem os processos de produção mais avançados e os mais exigentes programas de qualidade total. E, mais importante que tudo isso, tem o mesmo capital inicial, baseado no trabalho e na disciplina, multiplicado por cada um de seus colaboradores comprometidos com a satisfação do cliente. ISTO É WEG A trajetória da empresa ao longo destes anos é marcada pelo êxito. Maior fabricante latino americana de motores elétricos e uma das maiores do mundo,
  15. 15. Página 14 a WEG atua nas áreas de comando e proteção, variação de velocidade, automação de processos industriais, geração e distribuição de energia e tintas e vernizes industriais. Totalmente nacional, contando com mais de 14 mil colaboradores em todo mundo, a WEG atingiu R$ 2.608 bilhões de faturamento em 2004, um crescimento de 29% em relação ao ano de 2003 (R$ 2.015 bilhões). As exportações foram responsáveis por quase 40% do faturamento bruto, com o faturamento de R$ 1.050,7 milhões (R$ 781,2 milhões em 2003) no mercado externo. A produção se concentra em sete parques fabris localizados no Brasil (Guaramirim (SC), Blumenau (SC), Guarulhos (SP), São Bernardo do Campo (SP), Manaus (AM) e dois em Jaraguá do Sul (SC), sede da empresa), três na Argentina, um no México, um em Portugal e um na China, além de 18 filiais e presença em mais de 100 países no mundo. Produzindo inicialmente motores elétricos, a WEG começou a ampliar suas atividades a partir da década de 80, com a produção de componentes eletroeletrônicos, produtos para automação industrial, transformadores de força e distribuição, tintas líquidas e em pó e vernizes eletroisolantes. Cada vez mais a empresa está se consolidando não só como fabricante de motores, mas como fornecedor de sistemas elétricos industriais completos. Em 1989 os três fundadores passam para o Conselho de Administração da empresa e Décio da Silva é escolhido o Diretor Presidente Executivo da WEG. UM VÔO EM BUSCA DE TECNOLOGIA O crescimento já não consegue atender a demanda aquecida do mercado. A indústria brasileira estava no auge do “milagre econômico”.
  16. 16. Página 15 Exigia volumes maiores de motores elétricos. Para acelerar o passo e crescer rapidamente, os fundadores vão à Alemanha, em busca de tecnologia. Trazem projetos de uma nova geração de motores, os primeiros no Brasil a se enquadrarem nas normas técnicas da ABNT e da IEC - International Electrical Commisson. Para dominar a avançada tecnologia eletromecânica européia são necessários investimentos, subsídios e financiamentos do BNDE para aquisição de equipamentos de alta precisão, oriundos da Alemanha. Em dois anos a linha de montagem recebe o que havia de mais moderno, exigindo a criação de novos setores e ampliação do parque fabril. Neste período são montados vários laboratórios, que deram origem ao Centro Tecnológico, em 1980. Estabelecido o intercâmbio tecnológico, a WEG experimenta um crescimento espetacular. A nova arrancada é baseada em um novo motor com “o máximo em versatilidade e o máximo de eficiência”. O produto surpreende o mercado brasileiro, reunindo características técnicas e mecânicas de insuperável qualidade, resultado do uso de modernos e sofisticados equipamentos. Depois de dois anos de rigorosos teste, o é lançado o novo motor, em 1970, ano das primeiras exportações. Para coroar a primeira década, a WEG passa a figurar entre as principais empresas brasileiras e ensaia os primeiros passos no mercado internacional, participando da feira de importação Parceiros para o Progresso, em Berlim, Alemanha. Consolida-se no mercado interno, com filiais em São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre e Belo Horizonte. Em 1969 surge a publicação Notícias WEG.
  17. 17. Página 16 A FORÇA QUE VEM DO SUL Uma das mais conceituadas revistas econômicas da época, Banas, fez uma reportagem de capa, mostrando a força da WEG que despontava no cenário empresarial brasileiro, apresentando um retrospecto de crescimento fantástico. Na entrevista Eggon da Silva disse: “quando faltam máquinas, você pode comprá-las; se não há dinheiro, você toma emprestado. Mas homens você não pode comprar nem pedir emprestado. E homens motivados por uma idéia são a base do êxito”. Em 1972 está em execução um ambicioso projeto de expansão, que incluem uma moderna fundição, novos equipamentos e máquinas para a usinagem e ferramentaria. Com os investimentos, a previsão é triplicar a produção em três anos. A empresa conquista a auto-suficiência na fundição de carcaças, conta com ferramentaria própria, trefila e esmalta os fios de cobre. Nesse ano lança o motor IP 54, um motor blindado, com tecnologia avançada e desempenho superior. Também inicia a diversificação, com projetos de reflorestamento. Recolhe 18% do ICMS de Jaraguá do Sul, e torna-se a principal empregadora da cidade. Também passa a oferecer assistência médica aos colaboradores. Cria as filiais de Recife (1972), e em 1978, de Porto Alegre, São Paulo e Belo Horizonte. UM PARQUE FABRIL PARA CRESCER À VONTADE Em 1973, há necessidade de espaço. Os 30 mil metros quadrados e os 7 mil de área construída não comportam mais a voracidade de crescimento. Então são adquiridos mais 400 mil metros quadrados, no principal acesso de Jaraguá do Sul. Ali iniciam as construções do parque fabril II, a começar pela
  18. 18. Página 17 fábrica II para produzir motores monofásicos de ¼ a 1cv, que entra em operação no início de 1974. A linha de produtos atende praticamente todas as necessidades do mercado, fornecendo desde a potência de ¼ cv. O tripé de atuação no mercado fixa-se em preços justo, qualidade tecnológica e uma rede de oficinas. A assistência técnica teve seus primeiros credenciamentos ainda na década de 60, contribuindo para a aceitação do motor Weg no mercado. Com orientações e informações sempre atualizadas, o assistente técnico é um dos responsáveis pelo sucesso progressivo da WEG. Não demora para a empresa contar com a maior rede de assistência técnica do Brasil. Com o objetivo de conquistar o mercado internacional, participa das principais feiras eletroeletrônicas no exterior e cria um empresa na Alemanha, a Jara, marca dos motores exportados para a Europa, onde já havia o registro da marca WEG, coincidentemente, uma pequena fábrica alemã de motores elétricos. Em 1971, o crescimento é de 72% e em 1972 de 71%, enquanto o segmento de máquinas e equipamentos cresce, 23% e 21%, respectivamente. AONDE A WEG QUER IR? No início da década de 80, a WEG repensa a sua estratégia empresarial e começa a planejar o futuro, em busca de resultados programados. Por duas décadas a empresa convive com crises da economia brasileira e oscilações de mercado, contornadas com ações ágeis e risco calculado. As vendas despencam em 1981 e emperram por quase dois anos. A recessão abala mais não abate a WEG, que soube tirar proveito da crise. Ao invés de demissão em massa, a empresa reduz a jornada de trabalho em 25% e desencadeia um espetacular plano de treinamento, preparando-se para dias
  19. 19. Página 18 melhores. A fábrica transforma-se em escola e os colaboradores em estudantes de matemática, português, alfabetização e atualização cultural. No fervor do conhecimento, é instalado o Centro Tecnológico, com o compromisso de desenvolver tecnologia de ponta. Com equipes próprias de pesquisadores, a empresa mantém sofisticados laboratórios, onde realiza ensaios e a fabricação de protótipos, além de preservar a documentação técnica de cada produto. Paralelamente incrementa relações de intercâmbio tecnológico com centros de pesquisa de universidades brasileiras e internacionais. É HORA DE DIVERSIFICAR PARA CRESCER A WEG não podia seguir fabricando apenas motores elétricos. Era preciso complementar, agregar tecnologia e solução elétrica e eletrônica aos famosos motores. As principais marcas internacionais do setor sinalizavam nesta direção. Para absorver técnicas avançadas, é firmado um acordo tecnológico na área de eletrônica de potência com a Asea, da Suécia. Mas a associação durou pouco. Surge em janeiro de 1981, a WEG Acionamentos, apta a produzir componentes eletroeletrônicos e promover a engenharia de aplicação para sistemas, firmando-se no comando e proteção de motores. A empresa também é o embrião de outra futura divisão, a de automação industrial, desenvolvendo controladores programáveis e centros de controle de motores. Em junho do mesmo ano, outro indício da diversificação. A empresa adquire a Ecemic, de Blumenau (SC) e surge a WEG Transformadores, formando uma
  20. 20. Página 19 sinergia em aplicações industriais. Logo a empresa destaca-se em transformadores de distribuição e força, com uma forte presença nos mercados de geração, distribuição e transmissão de energia elétrica. Ainda naquele mesmo ano, em agosto, nasce a WEG Máquinas, para produzir máquinas elétricas girantes de grande porte, direcionada principalmente aos segmentos como mineração, petroquímica, usinas, papel e celulose. A nova empresa absorve também a produção de motores de corrente contínua e de média e alta potência, além de geradores de energia. A AUTOMAÇÃO É O FUTURO AGORA A automação industrial deu seu primeiro passo na WEG no final da década de 70, mas firmou-se em 1988 com a criação da WEG Automação, inicialmente no pólo tecnológico de Florianópolis. Além de sistemas de posicionamento e controle, a unidade surge com o robô de posicionamento linear Posilin, usado principalmente em ambientes insalubres, por exemplo pintura, ou trabalhos repetitivos como o manuseio, carga e descarga de peças. Com a transferência para o parque fabril em Jaraguá do Sul em 1993, estrutura-se no mercado de eletrônica de potência, instalações industriais, automação e controle de processo industriais. Neste ano também lança um novo conversor de freqüência digital, depois microprocessado; seguindo-se aprimoramentos da linha de drives, como inversores, chaves de partida estática e servoconversores. Os controladores programáveis são desenvolvidos pela WEG desde o meado da década de 80, inicialmente com tecnologia adquirida, sendo que em 1990,
  21. 21. Página 20 após dois anos de pesquisa, desenvolve com tecnologia própria um controlador de médio porte, o A250. Sucederam-se inovações e hoje a empresa oferece controladores de pequeno, médio e grande porte, além do equipamento para posição. Conta com um centro de negócio de automação, tendo como base os painéis elétricos, incluindo centros de controle de motores, inclusive inteligente com controladores ou computadores. A SUCESSÃO PARA IMPULSIONAR O SUCESSO Sucessão empresarial é um tema delicado, que envolve questões relacionadas com poder, sentimentos, dinheiro e ambição, que se tornam ainda mais suscetíveis em empresas familiares. Mas a WEG é um exemplo de um processo sucessório bem sucedido. Quando a empresa completa 15 anos, os três fundadores assinam um documento extenso que passa a nortear a política de sucessão: “não será, nunca, conduzida como uma sociedade familiar... os cargos de alta direção serão preenchidos por profissionais capazes, sejam ou não familiares”. Com a permanente consultoria de João Bosco Lodi, a WEG vence as diferentes etapas e prepara os possíveis sucessores. Após 13 anos da assinatura do documento, uma votação entre os executivos e parentes diretos dos fundadores define a sucessão, efetivando Décio da Silva, filho de Eggon, no cargo de presidente executivo, a partir de março de 1989, então com 33 anos de idade. Até chegar a presidência, Décio da Silva prepara-se profissionalmente. Faz parte da primeira turma do Centro de Treinamento. Forma-se em Engenharia
  22. 22. Página 21 Mecânica e Administração. Durante 10 anos exerce diferente funções e cargos na WEG, depois estagia em empresas similares na Alemanha e Itália. ASSUME A NOVA GERAÇÃO Com a diversificação dos negócios de alta tecnologia, uma nova geração assume os postos de comando, a maioria com formação superior em administração, engenharia mecânica, elétrica e eletrônica. Martin Werninghaus, economista, chega em 1982 e atua em praticamente todas os setores administrativos. Em 1985 é transferido para a WEG Transformadores, chegando a superintendente, tendo sido antes diretor na filial de São Paulo. Agora é o diretor de Produção da WEG Motores. Harry Schmelzer Júnior, engenheiro, inicia pelas áreas de ensaios e vendas da WEG Motores, em 1980. É transferido para a Engenharia da WEG Acionamentos, em 1985, onde depois assume a gerência de Vendas, diretoria Comercial e a superintendência. Ronaldo Klitzke, veterinário, é admitido em 1986, como gerente e diretor da Florestal, estando à frente de projetos de reflorestamento, piscicultura e pecuária. Sérgio da Silva Schwartz entra em 1985, passando pela auditoria interna, centro de negócios e volta para o Suprimentos como diretor em 1994 e depois a diretoria de Logística. Roberto Krelling começa na WEG Máquinas em 1984, logo nomeado gerente de Fabricação e diretor de Produção, em 1988. Em 1991 chega o engenheiro Umberto Gobbato como superintendente da WEG Automação e em 1996, Joambell Marques Marques, com a aquisição
  23. 23. Página 22 Motores Elétricos Brasil, unidade de Guarulhos. Também foram diretores Emílio da Silva Neto, Armin Lueff, Lotário Hobus, Eraldo Pacielo, Antonio Fontenelle e Paulo Cavalcanti Albuquerque. PRODUTOSPRODUTOSPRODUTOSPRODUTOS
  24. 24. Página 23 A ampla gama de produtos reduz significativamente o risco de concentração. Cada uma das linhas de produtos apresenta grande sinergia com as demais. CENTROS DE NEGÓCIOS A WEG NA VIDA DAS PESSOAS - PRODUTOS: • Motores Fracionários • Contatores e Relés • Botões e Sinanleiros • Fusíveis • Inversores • Chaves de Partida APLICAÇÕES: • Condicionadores de Ar • Máquina de lavar Roupa • Bombas D´Agua • Cortadores de Grama • Portões Eletrônicos • Esteiras Ergométricas A WEG NAS INDÚSTRIASA WEG NAS INDÚSTRIASA WEG NAS INDÚSTRIASA WEG NAS INDÚSTRIAS ---- PRODUTOS:PRODUTOS:PRODUTOS:PRODUTOS: • Motores Elétricos Industriais • Sistemas de Automação e Controle de Processos • Chaves Soft-Starters • Disjuntores e Contatores
  25. 25. Página 24 • Botoeiras e Fusíveis • Relés e Capacitores • Transformadores • Geradores • Tintas Industriais e Vernizes Eletroisolantes Centros de Controle de Motores Inteligentes APLICAÇÕES: • Sistemas de Refrigeração • Subestações de Energia • Centrífugas de Açúcar • Bombas e Compressores • Pontes e Esteiras Rolantes • Extrusoras e Injetoras • Guindastes e Pórticos • Laminadores e Trefilas • Máquinas de Papel e Bobinadeiras • Fornos e Moinhos • Ventiladores e Exaustores • Elevadores CENTRO DE NEGÓCIOS INDUSTRIAISCENTRO DE NEGÓCIOS INDUSTRIAISCENTRO DE NEGÓCIOS INDUSTRIAISCENTRO DE NEGÓCIOS INDUSTRIAIS
  26. 26. Página 25 Segmentos de Mercado • Siderurgia • Papel e Celulose • Mineração • Saneamento • Alimentos • Cimento • Outros PRODUTOS ENVOLVIDOS • Transformadores de Potência • Painéis Elétricos • Inversores de Frequência • Motores de Baixa e Média Tensão • Controladores Programáveis • Software de Supervisão e Controle Industrial CENTRO DE NEGÓCIOS SUBESTAÇÕES • Atuação Própria até 15 MVA ONAN • 138 KV (Base Trafo) - Mercado Industrial • (SE WEG e Contratação de serviços e parceiros do mercado Parceria acima de 15 MVA ONAN • 230 KV e Concessionárias (Se Parceiro - Caso a caso com parceiros e componentes WEG)
  27. 27. Página 26 PREÇO A política de preço da Weg é flexível, dependendo de quem compra. Isto caracteriza-se pela estratégia de preço baseado em valor, oligopólio com 80% do mercado nacional. Variação da demanda elástica; clientes mais antigos conseguem mais vantagens, como descontos e prazo. Outra variável no preço são as dificuldades que as empresas fornecedoras no mercado internacional enfrentam, pois qualquer variação cambial é crítica, afetando a competitividade da Weg no mercado externo, pois qualquer aumento é crítico no preço final. PROMOÇÃO A Weg divulga seus produtos através de: Feiras e Eventos Revistas Técnicas Folders
  28. 28. Página 27 Marketing direto, com visitas subsidiadas pela Weg independentemente do país Marketing one-to-one, onde cada cliente é tratado individualmente, baseado nas suas próprias necessidades e características. Isso agrega valor a marca e gera um dos melhores efeitos para uma campanha de marketing, a fidelização do cliente, o que faz com que essa seja considerada hoje como supra-sumo das técnicas de marketing. Portal Eletrônico: através do portal a Weg recebe mais de 23 mil acessos por mês e ganha módulos que atendem não apenas o cliente. A empresa chama a solução de Universo Weg Online, pois permite que os representantes comerciais e a equipe interna de vendas, por exemplo, acessem informações como pedidos, notas fiscais, histórico de clientes, estoques, previsões de entregas e duplicatas. O portal hoje é responsável R$ 185 milhões de dólares em pedidos, ou 22% do faturamento anual da empresa. MARKETING ATUAL MOVIDO A E-BUSINESS A Weg apostou num portal de comércio eletrônico para integrar clientes e fornecedores e vender mais. O portal de e-business deve responder, a partir de 2005, por 185 milhões de dólares em pedidos, ou 22% do faturamento anual da empresa. Consultar notas fiscais, estoque, fazer pedidos e planejamento de compras a qualquer hora são algumas das vantagens que a Weg oferece a cerca de 1100 clientes, entre indústrias, revendas e assistências técnicas por meio de seu portal Weg Online. A semente do Weg Online foi plantada em 2000, para
  29. 29. Página 28 estimular o planejamento da produção. A Weg precisava conhecer com certa antecedência as necessidades de compras de seus principais clientes de produtos seriados para melhorar a qualidade de sua programação de produção. Criou, então, o Projeto Parceria, que tinha como meta receber as previsões de compra a curto e médio prazos. “Existia uma oportunidade de melhorar a relação com alguns clientes OEM. Então criamos uma solução para que eles anotassem os pedidos no sistema e, assim, interagissem com o nosso planejamento de produção”. “Esse projeto se transformou no portal, que é hoje o principal veículo de comunicação com nossos maiores clientes e também com as filiais no exterior”. O sistema escolhido para o portal, na época, foi o WebSphere, da IBM. Ele oferecia apenas a oportunidade de planejar. Depois, foram sendo incorporadas as funções de recebimento de pedidos de compras e disponibilização de informações básicas, como estoques, prazos de entrega, dados de faturamento e pagamentos. O projeto entrou no ar em outubro de 2000 com três clientes piloto. Em 2001, depois de alguns ajustes, a empresa treinou 80 clientes para utilizar o portal, sob argumento de que a solução trazia vantagens como redução de custos telefônicos e administrativos para as duas partes. “Uma das maiores dificuldades era a precariedade das conexões de internet na época. Apesar disso, cerca de 30 desses clientes adotaram o Weg Online Clientes para enviar seus pedidos. Em 2002, a empresa decidiu padronizar as tecnologias que utilizava no Weg Online Clientes e no Weg Online Fornecedores e a escolhida foi a da Microsoft. O Weg Online Clientes foi então totalmente redesenhado em .Net, com a inclusão de mais funcionalidades. O novo Weg Online entrou no ar em março
  30. 30. Página 29 de 2003. De lá até hoje, passou de 267 para 1278 clientes cadastrados. “Houve diminuição do processo manual de digitação de pedidos e com isso conseguimos reduzir os erros, planejar a produção, gerenciar melhor o estoque e cortar custos com telefonia e pessoal. Antes tínhamos funcionários dedicados exclusivamente ao atendimento de fax e telefone. Hoje, eles podem focar o trabalho no atendimento ao cliente”. “Os clientes, por outro lado, também reduziram custos com telefonia e pessoal e, além disso, podem planejar suas compras, consultar estoque, acompanhar pedidos, sem limitações de dia ou horário”. Hoje o Weg Online recebe 19 mil acessos por mês e ganhou módulos que atendem não apenas os clientes. A empresa chama a solução de Universo Weg Online, pois permite que os representantes comerciais e a equipe interna de vendas, por exemplo, acessem informações como pedidos, notas fiscais, históricos de clientes, estoques, previsões de entrega e duplicatas. Eles também encontram informações sobre comissões de vendas. As assistências técnicas podem registrar e acompanhar as garantias e o envio de reclamações dos clientes. Também há módulos para os fornecedores, que consultam previsões de consumo e necessidades diárias de materiais. Até para as transportadoras existem funcionalidades, como solicitações de cotação de frete e de coleta. Até julho deste ano, as vendas pelo Weg Online chegaram a 55 milhões de reais, o que representa 3,8 % do faturamento total da empresa. Com as implementações previstas, a partir de 2005 a Weg espera obter cerca de 185 milhões de dólares em pedidos feitos pela internet, o que representa aproximadamente 22% de seu faturamento anual.
  31. 31. Página 30 PRAÇA A praça dos produtos da WEG alcança todo mercado nacional (cerca de 80%); com esta abrangência necessitou expandir seu mercado, tornando-se uma empresa multinacional. Esta presente nos 5 continentes, em 100 paises, já alcançando 3% do mercado mundial. Sua metodologia utiliza desde a venda direta, até distribuidores e revendedores globais e locais. A logística de transporte e distribuição utiliza principalmente transporte marítimo, devido ao peso dos produtos. Depende de uma boa infra estrutura dos portos de Itajaí e São Francisco. PACOTES DE SOLUÇÕES GLOBAIS Desde o início de sua história, a WEG entende que deve ser um agente de transformação, fornecendo soluções completas para o negócio de seus clientes. Este conceito extrapola o fornecimento de produtos. Desde 1995 operam os centros de negócios, inicialmente na WEG Automação. Aproveitando a sinergia de seus produtos e serviços, os centros englobam os
  32. 32. Página 31 segmentos de Energia, Automação Industrial e de Subestações, com a coordenação e integração tecnológica do projeto. No centro de negócios de Energia inclui motores elétricos, turbo-geradores, transformadores, painéis de comando e proteção. Em Automação Industrial, a solução é formado por motores, inversores, transformadores, painéis, controladores programáveis e componentes elétricos. Em meados de 2000, passa a oferecer Subestações, com transformadores, painéis de baixa e média tensão, engenharia e serviços. Isso amplia a capacidade da WEG de atender de forma global as instalações ou ampliações de complexos industriais, desde a engenharia de planejamento, produtos e implantação. Os centros de negócios por segmentos agregam valor, componentes e serviços. São também referências e atestados de credibilidade no mercado internacional. PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO ESTABELECE DIRETRIZES PARA: Marketing Finanças Tecnologia Recursos Humanos Qualidade Exportação
  33. 33. Página 32 POLÍTICA DE P&D Pesquisar • Geração De Tecnologia Própria • Entender, Dominar, Desenvolver • Inovar • Contratação De Tecnologia Fixar Tecnologia • Através De Trabalhos De Tecnologia, Softwares, Relatórios, Desenhos, Especificações, Normas Etc. Para • Difusão, Perpetuação E Treinamento. Resultado • Pessoas Experientes E Empresa Experiente.
  34. 34. Página 33 COMITÊ CIENTÍFICO E TECNOLÓGICO UNIVERSIDADES BRASILEIRAS PARCERIAS TECNOLÓGICAS NACIONAIS UFSC • Servomotores com ímãs de terras raras. • Desenvolvimento de ímãs de terras raras. • Desenvolvimento de servomotor e servoconversor. • Projeto FINEP-TEC: •Metodologia de cálculo de motores (EFCAD). • Choque térmico em rotores. • Refrigeração de máquinas elétricas • Curso de Pós graduação em máquinas elétricas • Curso em Especialização em Eletrônica de Potência. • Curso de Especialização em Engenharia de Produção. • Curso de Mestrado em Mecânica de Precisão.
  35. 35. Página 34 UFRGS e PUC-RS • Desenvolvimento de motor com materiais magnéticos sinterizados. UNERJ - Jaraguá do Sul • Desenvolvimento de Geradores Elétricos Síncronos de Alto Rendimento (Projeto submetido à FINEP em Junho/2002) PARCERIAS TECNOLÓGICAS IPT - São Paulo • Convênio de Pesquisa Cooperativa para o Desenvolvimento dos Aços Elétricos. FURB - Blumenau • Curso de Especialização em Transformadores. UFMG • Influência da Alimentação não senoidal sobre as perdas no ferro de Motores de Indução. • Influência do comprimento do cabo de alimentação e da freqüência de chaveamento do inversor sobre os pulsos de tensão do motor. PARCERIAS TECNOLÓGICAS INTERNACIONAIS HANNOVER • Software para cálculo e análise de máquinas elétricas. DRESDEN • Acordo tecnológico para desenvolvimento de contatores, relés e disjuntores. AACHEN • Torneamento fino em eixo - substituição de retífica. WUPPERTAL
  36. 36. Página 35 • Desenvolvimento de inversores de freqüência com controle vetorial - sensorless. WISCONSIN • Desenvolvimento de motor + controle para máquina de lavar roupa. CLIENTES ELEVADORES ATLAS Motor com ímãs de terras raras para elevadores (Prêmio Finep). ELECTROLUX Motor para máquina de lavar roupa. CENTROS DE PESQUISA CEPEL - Motor com supercondutor. CERTI - Calibração e aferição de instrumentos. Definição do Portfólio de produtos. COMPRA DE TECNOLOGIA • 1968 - Dr. Braun (Projeto Motor IEC) • 1978 - AEG (Motores CC e Geradores) • 1980 - ASEA (Eletrônica de Potência) - ASEA (Motores de Alta Tensão) • 1981 - AEG (Contatores) • 1982 - AEG (Motores de Alta Tensão) • 1986 - Hauser (Eletrônica de potência/automação) • 1996 - GE (Contatores) • 1997 - Herberts (Verniz eletroisolante)
  37. 37. Página 36 INVESTIMENTO EM P&D Percentual sobre a receita líquida: 2,5% INVESTIMENTO EM CAPACITAÇÃO TECNOLÓGICA PERCENTUAL DE FATURAMENTO GERADO POR PRODUTOS NOVOS Índice de Inovação Tecnológica = 70% (menos de 5 anos) TREINAMENTO POLÍTICA: • Crescimento Profissional E Pessoal • Voltado Para As Necessidades De Cargo • Treinamento Como Investimento Objetivo: • Formação Da Mão-De-Obra • Difusão Da Cultura Da Empresa • Crescimento E Diversificação (Criação De Novas Empresas)
  38. 38. Página 37 • Criação De Perspectivas De Carreira Investimento: • Us$ 3,5 Milhões / Ano EDUCAÇÃO E TREINAMENTO - CURSOS Mec. Manutenção Ferramentaria Eletrotécnica Eletrônica Mecatrônica Química Qualificação Op. Bobinagem Qualificação Op. Produção Preparador Máquinas Mecânica Geral Esp. Máquinas Elétricas Girantes Esp. Transform. De Força Mest. Máquinas Elétricas Girantes Mestre Em Automação Ind. Especialização (Administração) Leitura Recomendada Cursos Específicos
  39. 39. Página 38 Rodízio De Funções Programa De Trainees Programa De Estagiários Twi - Aplicado Treinamento Teórico Prático Habilidades Treinamento Operacional Peb Auxílio Escolar Idiomas Cursos Internos Cursos Externos GESTÃO PARTICIPATIVA - Estrutura • Direção Geral • Comitês • Gerência • Chefia • Treinamento • Comissões • CCQ Comissões: São grupos de trabalho interno, formalmente constituídos, com poder de decisão em primeira instância, sujeitos ao referendum da diretoria. Características:
  40. 40. Página 39 Máximo 8 membros, reúnem-se no mínimo uma vez por mês, supervisionada por um diretor Exemplos de comissões: Gestão da qualidade, sistemas administrativos, treinamento, compras, desenvol. De produtos,... Existem atualmente no grupo weg 65 comissões PWQP - PROGRAMA WEG DA QUALIDADE E PRODUTIVIDADE Atingir padrões internacionais de qualidade e produtividade O QUÊ ? Desenvolver/Pesquisar/Fixar, Normalizar/Automatizar QUANDO ? I - METAS ESPECÍFICAS Implantar em empresa piloto o Sistema de Auditoria Implantar em empresa piloto o Sistema de Auditoria da Qualidade, integrando o Sistema da Qualidade NBR ISO 9001 e TQC II-DESENVOLVIMENTO TECNOLÓGICO III-NORMALIZAÇÃO IV -SEGURANÇA E SAÚDE PARTICIPAÇÃO NOS RESULTADOS: PLANO MOTIVACIONAL Todo colaborador recebe participação nos resultados calculada com base no lucro líquido do grupo WEG. A distribuição é proporcional ao salário de cada um e paga por ocasião da distribuição de dividendos aos acionistas. Participação nos resultados 1/3 Para todos os colaboradores 1/3 Avaliação de equipes e atingimento de metas
  41. 41. Página 40 1/3 Para colaboradores das Empresas com lucro e atingimento de metas Distribuição dos Lucros Distribuição dos Lucros até 12,5% SÍNTESE DA FILOSOFIA DA EMPRESA “ Se faltam máquinas, você pode comprá-las; se não há dinheiro, você toma emprestado; mas homens você não pode comprar, nem pedir emprestado. Homens motivados por uma idéia são a base do êxito”. Eggon João da Silva VISÃO ESTRATÉGICA • Ser o maior fabricante mundial de motores elétricos industriais de baixa tensão; • Ser um centro de excelência em Máquinas Elétricas Girantes; • A nossa região será um pólo de referência mundial em Máquinas Elétricas Girantes (raio de 200 km). • Treinar nosso corpo técnico/administrativo (Treinamento de Engenheiros...); • Desenvolver nossos clientes com conhecimento sobre os nossos produtos (Centro Treinamento Clientes); • Divulgar a Imagem da WEG, no meio Acadêmico Mundial (Comitê Científico e Tecnológico). • Parque Fabril • Uma das maiores plantas do mundo para produção de motores elétricos de forma integrada e sinérgica, possibilitando ganhos de escala. • Média de 40.000 motores produzidos diariamente e 25.000 tipos de motores diferentes produzidos anualmente.
  42. 42. Página 41 Principal Parque Fabril em Jaraguá do Sul, SC CORPORAÇÃO WEG PRESIDENTE EXECUTIVO - Décio da Silva Diretor de Marketing - Jaime Richter Diretor Administrativo e de Relações com Invest. - Alidor Lueders Diretor Técnico - Moacyr Rogério Sens Diretores Corporativos Diretores das Unidades: Motores Dir. Superintendente - Moacyr R. Sens Dir. de Produção - Luis A. Tiefensee Dir. de Logística - Sérgio Schwartz Dir. de Vendas - Celso Vili Siebert Automação Dir. Superintendente - Umberto Gobbato Exportação Dir. Américas, Australásia e África - Douglas C. Stange Dir. Europa e Rússia - Roberto Bauer Transformadores
  43. 43. Página 42 Dir. Superintendente - Luiz A. Oppermann Acionamentos Dir. Superintendente - Harry Schmelzer Química Dir. Superintendente - Jaime Richter Máquinas Dir. Superintendente - Sinesio Tenfen Dir. Produção - Roberto Krelling A INTERNACIONALIZAÇÃO TORNA A WEG UMA EMPRESA GLOBAL A meta é ser líder mundial em motores elétricos industriais. Determinada em seu objetivo, inicia a partir de 1991, um programa arrojado de internacionalização, instalando filiais próprias nos cinco continentes. Inicialmente cria nos Estados Unidos, a WEG Electric Motors, para atender diretamente os fabricantes de máquinas e equipamentos, além de captar as tendências tecnológicas, no maior mercado mundial de motores elétricos. Depois também passa a atuar como distribuidor. Amplia o sistema de distribuição para o México e Canadá, aproveitando a formação do mercado comum do hemisfério Norte, o Nafta. Para consolidar sua posição no Mercosul, chega à Argentina, onde assume a liderança do mercado. Em 1992 decide criar uma empresa para atender toda a Europa, a partir da Bélgica. Mas a WEG aprende uma lição: era preciso uma filial própria em cada país. Assim, sucessivamente abre empresas na Alemanha (95), Inglaterra (96) e em 1998, surgem mais três filiais européias, na França, Espanha e na Suécia, para aumentar a participação no mercado mais competitivo e exigente do mundo. Em 2001 instala-se na Venezuela e Itália.
  44. 44. Página 43 Também chega à Ásia, com a WEG Japan, em Tóquio, para medir força com os competitivos fabricantes asiáticos de motores elétricos. No emergente mercado da Oceania, instala a WEG Austrália, formando-se uma rede global de negócios, que soma mais de cem países nos cinco continentes. Em 1996 é realizada no Brasil a primeira InterWeg, convenção com as filiais e representantes do exterior. COMPROMISSO WEG Agregar valor aos clientes, fornecendo produtos e serviços competitivos internacionalmente • Criar continuamente valor aos nossos acionistas através de uma rentabilidade superior ao custo do capital investido • Motivar continuamente nossos colaboradores e criar oportunidades de desenvolvimento pessoal e profissional • Ser uma empresa cidadã, participando da vida comunitária e preservando o meio ambiente Agregar valor aos clientes, fornecendo produtos e serviços competitivos internacionalmente • Criar continuamente valor aos nossos acionistas através de uma rentabilidade superior ao custo do capital investido • Motivar continuamente nossos colaboradores e criar oportunidades de desenvolvimento pessoal e profissional • Ser uma empresa cidadã, participando da vida comunitária e preservando o meio ambiente VANTAGENS COMPETITIVAS • Líder de mercado no Brasil • Rede de distribuição e assistência técnica
  45. 45. Página 44 • Tecnologia de ponta • Produtos e serviços sob medida • Atuação integrada e sinérgica • Eficiência operacional e logística • Marca • Presença em mais de 100 países EXPANSÃO DA WEG NO MUNDO • 1991 Weg Electric Motors Estados Unidos • 1992 Weg Europe Bélgica • 1994 Weg Equipamientos Electricos Argentina • 1994 Weg Japan Japão • 1995 Weg Austrália Austrália • 1995 Weg Germany Alemanha • 1997 Weg Electric Motors UK Inglaterra • 1998 Weg France França • 1998 Weg Scandinávia Suécia • 1998 Weg Ibéria Espanha • 1999 Weg México México • 2001 Weg Itália Itália • 2001 Weg Venezuela Venezuela • 2002 Weg Portugal Portugal • 2003 Weg Chile Chile • 2003 Weg Colômbia Colômbia
  46. 46. Página 45 REDE DE SERVIÇOS • 1.100 + Assistentes técnicos em todo o mundo • 850 + Fora do Brasil MERCADO 2003 R$ 2.015,1 Milhões 2004 R$ 2.639,1 Milhões Motores Industriais de Baixa Tensão: Mercado Mundial estimado em US$ 7 Bilhões
  47. 47. Página 46 Market Share da WEG estimado em 4% Mercado Brasileiro estimado em US$ 200 Milhões Market Share da WEG 80% ESTRATÉGIA DE NEGÓCIOS • Fortalecimento da Marca WEG no Brasil e no Exterior • Internacionalização • Contínua Inovação Tecnológica • Atuação direta em grandes consumidores e empresas de engenharia. • Fidelização de clientes. • Ampla linha de produtos, sistemas eletroeletrônicos e tintas. • Empresa com atuação global, com produtos competitivos e crescimento constante em todas as suas linhas de produtos. • Expansão para o Oriente (China e Índia). • Construção ou aquisição de novas unidades fabris e ampliação da rede de distribuição no exterior. • Investimento contínuo em P&D – 2% da receita líquida. • Intensificar programas de padronização de produtos e processos. • Estratégia de Negócios • Intensificar Sinergias/Soluções Industriais CRIAÇÃO DE NOVOS NEGÓCIOS APOIO NO PÓS-VENDA • Aproveitar a estrutura de vendas existente para integrar a venda de produtos e serviços. • Fornecimento de pacotes elétricos e sistemas de automação industrial, intensificando as sinergias.
  48. 48. Página 47 • Busca contínua de novos negócios de forma a agregar valor aos produtos existentes da empresa • Ampla rede de assistência técnica espalhada globalmente para estreitar o relacionamento com o cliente após a venda. • Customização. EM RESUMO: PONTOS FORTES: • Ampla rede de distribuição e excelente assistência técnica • Tecnologia de vanguarda • Linha diversificada de produtos • Presença em 60 países • 1 to 1 Marketing (Projetos) RESULTADOS: • Líder de mercado no Brasil • Produtos e serviços personalizados • Reconhecimento da marca WEG • Sólida situação financeira • Crescimento elevado e consistente Presença Global - Participação na Receita Bruta – 1º Sem/05
  49. 49. Página 48 VERTICALIZAÇÃO A WEG possui estrutura integrada de produção, produzindo internamente vários bens e serviços, que são consumidos no desenvolvimento das atividades principais, gerando as seguintes vantagens : ESCALA Maior volume de produção gera ganhos de escala, necessário para competir com concorrentes globais; Alta eficiência operacional. Agilidade Total controle do abastecimento das linhas de produção Qualidade Produtos padronizados; Possibilidade de aprendizagem contínua de todas as etapas do processo de produção. Custo Produtos customizados, reduzindo custos de produção. GESTÃO DE PESSOAS – “SE MOTIVADAS, SÃO A BASE DO ÊXITO” Desde a fundação, o êxito da WEG esteve baseada na força transformadora de seus colaboradores. Com a instalação do parque fabril próprio, a partir de 1965, a empresa vive as transformações na área industrial, com a introdução de novos sistemas de produção. O mercado de trabalho não oferecia mão-de-obra qualificada, a maioria vinda da agricultura. Era preciso treinar, reciclar e reforçar os conhecimentos. Entra em cena o professor espanhol Antônio Serrano de La Peña, que desenvolve um plano
  50. 50. Página 49 geral de treinamento. São meses de esforço concentrado de cursos e palestras para todos, inclusive a diretoria. É criado um plano hierárquico de funções e responsabilidades, com o objetivo de colocar o profissional certo no lugar certo. O treinamento também abrange a equipe comercial. Em 1966, realiza-se a primeira convenção nacional de vendas. Definitivamente a educação passa a ser uma das prioridades, para o desenvolvimento e qualificação profissional, sendo o Centro de Treinamento, criado em 1968, o destaque na formação de jovens e adultos em cursos profissionalizantes. Hoje, cerca de 15% dos colaboradores são ex-alunos do Centroweg. Outra preocupação pioneira é com o bem-estar. Desde o início são comuns as confraternizações. Em 1966 é instalada a associação recreativa, um clube para a prática de esportes, festas e o congraçamento de colaboradores e familiares. No mesmo ano, cria-se a primeira CIPA - Comissão Interna de Prevenção de Acidentes, zelando desde então pela saúde e a segurança. Em 1991 é implantado o Programa WEG de Qualidade e Produtividade, consolidando o processo da administração participativa. Boa parte desses ótimos resultados influencia diretamente a vida na cidade. Uma das formas mais visíveis é a distribuição de lucros aos colaboradores. Além da injeção de capital em todos os setores da economia de Jaraguá que a distribuição de lucros provoca, a WEG ainda participa de forma direta na melhoria da qualidade de vida do município. “Os bons resultados da WEG sempre foram e sempre vão ser sinônimo de bons resultados para Jaraguá do Sul e toda a região”, afirma o diretor presidente Décio da Silva. “Um dos nossos quatro compromissos é: ‘Ser uma empresa cidadã, participando da vida
  51. 51. Página 50 comunitária e preservando o meio ambiente.’ E na WEG, compromisso assumido é compromisso cumprido”, completa. RESPONSABILIDADE SOCIAL E COMUNITÁRIA A história de ações sociais da WEG confunde-se com o desenvolvimento de Jaraguá do Sul. O crescimento da empresa e da cidade é entrelaçado em um parceria de orgulho e sucesso. Com os colaboradores, a WEG tem o compromisso de propiciar um ambiente para o autodesenvolvimento profissional e pessoal. Como empresa cidadã dispõe-se a gerar qualidade de vida. As prioridades são educação, cultura e bem-estar. A boa saúde começa na alimentação nutritiva e saudável servida em refeitórios próprios. Dispõe de atendimento ambulatorial, médico e odontológico. Também contribui com os hospitais da cidade. Mantém recreativas para o esporte e lazer. A educação é prioridade absoluta, além de treinamento e bolsas de estudo, a WEG lidera um programa para a formação de adultos, para completarem, no mínimo, o ensino fundamental. O Centro de Treinamento forma em torno de 100 adolescentes e adultos por ano em cursos profissionalizantes. Outro destaque da WEG é o setor de treinamento, que investe em cursos, tanto internos quanto externos, para os colaboradores. Criado em 1968 para suprir a falta de mão de obra na área de mecânica, o Centroweg cresceu e diversificou suas atividades juntamente com a WEG. Hoje, atua na formação de menores nas áreas de mecânica, eletrônica, elétrica, mecatrônica e química, para menores, e mecânica para adultos. Os alunos, que têm os mesmos direitos e deveres dos colaboradores da WEG,
  52. 52. Página 51 passam 80% do tempo em um dos nove laboratórios, em aulas práticas. Com idade variando entre os 15 e os 18 anos, recebem, além do ensino gratuito, uma ajuda de custo. Em pouco mais de 35 anos de atividades, mais de 2000 alunos foram formados pelo centro de treinamento. Atualmente, 15% dos colaboradores da WEG são ex-alunos do Centroweg. Também são pioneiros os programas de previdência privada, participação nos resultados, preservação do meio ambiente e investimento em cultura, a WEG participa da construção do Centro Cultural de Jaraguá do Sul. Em 1998 o jornal Notícias WEG transforma-se em WEG em Revista, com muito mais informações e matérias mais abrangentes. SISTEMAS DA QUALIDADE Em 1997, recebeu o Prêmio Nacional da Qualidade, maior premiação brasileira do setor. Grande parte deste êxito deve-se à administração participativa, um conceito aplicado desde o chão de fábrica. Os Círculos de Controle de Qualidade (CCQ), implantados em 1982, já fazem parte da cultura da empresa. Através desses grupos, cada colaborador pode apresentar sugestões sobre segurança no trabalho, saúde e qualidade de vida. Muitas das sugestões resultam em novos processos de produção e até em novas máquinas, gerando mais economia e produtividade. UMA REFERÊNCIA EM QUALIDADE AUTÊNTICA Orientada por normas, processos, procedimentos e comportamentos, a WEG institui a qualidade autêntica, visando a satisfação do cliente. Esta determinação tem o reconhecimento público, como o Prêmio Petrobrás de
  53. 53. Página 52 Qualidade (1986 e 96) e o Prêmio Nacional da Qualidade (1997), equivalente aos prêmios Deming, do Japão e Malcom Baldrridge, dos Estados Unidos. É uma das pioneiras no Brasil na administração participativa, sendo também uma das primeiras empresas brasileiras a adotar a participação nos resultados. Com a implantação do programa visa atingir padrões internacional de qualidade e produtividade. Em 1992, foi uma das primeiras empresas brasileiras a ser certificada pelas normas da ISO 9001, confirmando a gestão da qualidade total. Sempre na vanguarda de programas inovadores, a WEG chega ao TQC (Total Quality Control). SISTEMAS DA QUALIDADE - O COMPROMISSO DE FAZER O MELHOR A WEG incorpora definitivamente a cultura da qualidade. É um princípio básico que se transforma em pré-requisito. Para conquistar níveis competitivos de eficiência e produtividade, percorre um longo caminho. A busca incessante por melhorias contínuas é histórica. É uma pioneira na inspeção da qualidade durante o processo de fabricação, já em 1964, quando os motores saem da linha de montagem com o “carimbo da qualidade”. Outro personagem de destaque na história é Walter Christian, diretor do Instituto Brasileiro da Qualidade, Em 1969, com Walter Christian (Dono de uma biblioteca de literatura técnica, ele doa as publicações de seu acervo e teve seu nome consagrado na biblioteca da WEG.); ele tem atuação decisiva nos programas de reformulação de produtos e da organização industrial, no período de transformações entre 1968 e 1974. É criada uma “política da qualidade” e em 1974 surgem os grupos de racionalização, três anos depois realiza-se a primeira campanha do “zero defeito”, depois também chamada de
  54. 54. Página 53 “guerra contra o defeito”. Aparece então a seção de normalização, que desde 1978 coordena criação e o fluxo de normas técnicas. Em 1981 surge o manual da qualidade e os círculos de qualidade, CCQ. Durante 20 anos ininterruptos de criatividade, entusiasmo e participação efetiva dos colaboradores, o CCQ da WEG é um modelo, que anualmente reúne em uma exposição os trabalhos de destaques de cada equipe. ATÉ O ANO 2007 SEREMOS: O maior fabricante mundial de motores elétricos industriais de baixa tensão • Empresa líder no Brasil e de referência internacional em motores alta tensão, geradores, drives e motores fracionários • Empresa de referência latino-americana em transformadores e dispositivos elétricos baixa tensão • Empresa de referência latino-americana em sistemas eletroeletrônicos industriais e sistemas para geração de energia • Empresa líder de eletroisolantes e de tintas industriais do Brasil A WEG é referência em sua especialidade e abocanha 4% do mercado mundial – o que a coloca entre as dez maiores do planeta. Para aperfeiçoar seus motores, a WEG investe 3% do faturamento em P&D – ou seja, cerca de R$ 33,5 milhões anuais. Só nesse departamento há 500 engenheiros, sem contar os pesquisadores que trabalham nas universidades e em outras instituições. Apostando também na internacionalização como estratégia de negócio, a empresa mantém fábricas no México, na Argentina, em Portugal e na China, assim como 18 representações comerciais em diversos lugares do mundo. Para completar, a WEG procura estar sempre atenta às tendências do
  55. 55. Página 54 A penetração dos produtos da WEG lá fora é possível graças a um planejamento minucioso. A companhia atuava no México, desde 2000, mas só ergueu sua fábrica no país, em maio de 2005, quando tinha certeza de que o mercado local era seguro e lucrativo. “Exportar não é fácil”, diz Décio da Silva, presidente da empresa. Para competir em pé de igualdade com gigantes como a japonesa Mitsubish e a sueca ABB, a WEG disputa cada cliente e corre sem parar atrás de novidades. “No setor de motores elétricos, a tecnologia comprada está sempre em atraso. Para que nosso produto seja competitivo e inovador, é preciso desenvolver tecnologia própria”. A WEG pode ser considerada um benchmark para o setor industrial brasileiro. Hoje, poucas empresas desenvolvem e aplicam componentes tecnológicos nos produtos que vendem no mercado internacional. A pauta brasileira de exportações, em grande parte, é composta por produtos primários – como metais, derivados de tecidos, matérias-primas e mercadorias da agropecuária. Segundo o Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (IEDI), apenas 30% das exportações brasileiras são de produtos considerados de média e alta tecnologia. No primeiro caso, estão incluídos os equipamentos mecânicos, automóveis e máquinas elétricas. No segundo, produtos de informática, eletroeletrônicos, farmacêuticos, aviões e química fina. Esse percentual revela um atraso em relação ao mercado internacional. Hoje, 65% de tudo o que se compra no mundo é composto por equipamentos com médio e alto conteúdo tecnológico. “Parte das indústrias brasileiras ainda fica receosa em produzir tecnologia visando à exportação, seja por uma questão cultural ou por falta de experiência”, avalia Luiz Gustavo Fraxino, presidente do Comitê de Comércio Internacional da Câmara Americana de Comércio em Curitiba.
  56. 56. Página 55 O Brasil continua sendo o centro produtivo da WEG, mesmo com a expansão da empresa no exterior. Nos próximos 3 anos, devemos investir mais de R$ 150 milhões na modernização e expansão dos parques fabris no Brasil. A estratégia da WEG é dividida em duas partes: no Brasil, fornecer soluções industriais completas, como sistemas de automação e geração de energia; no mundo, o foco é em motores elétricos e inversores. A WEG pretende iniciou a produção na Ásia em 2004, através da aquisição de um fabricante local. A opção pela Ásia, além de logística, leva em conta a necessidade de ter o status de fabricante local e faz parte da estratégia mundial da WEG de ter um grande centro de produção no Brasil e fábricas localizadas em cada continente. A Índia é um mercado totalmente fechado, mas como o país tem enfrentado problemas de fornecimento de energia, reduziu impostos de importação de equipamentos para geração e transmissão. Nesse nicho de mercado a WEG tem atuado com motores de alta tensão e geradores, sendo estes os principais produtos comercializados pela filial aberta recentemente, que conta com uma equipe de 12 pessoas. A China é nossa primeira base de produção na Ásia, mas a aquisição de uma fábrica no país serve para atender o mercado asiático como um todo, não para exportar para os Estados Unidos, a Europa ou mesmo o Brasil. CONCLUSÕES A origem da cultura WEG está nos três fundadores. Eles começaram a empresa muita pequena, com o firme propósito de deixá-la forte antes dos fundadores ficarem ricos. Em uma organização, a sua cultura e seus valores são o patrimônio mais forte e permanente. Prédios, máquinas, equipamentos,
  57. 57. Página 56 tudo isso é efêmero, tudo isso passa e se torna obsoleto com o tempo. A cultura da WEG, esse legado que recebemos dos três fundadores, sempre foi baseada na valorização das pessoas, na visão de longo prazo e numa gestão moderna e acima de tudo participativa. Empreendedores são pessoas comuns, porém com ideais e objetivos bem definidos e uma profunda convicção em si mesmo. Através deste trabalho, percebe-se que no caso da WEG S/A, os três fundadores tinham a fome insaciável dos que nascem para escrever algumas linhas a mais no capítulo que cada um de nós deve produzir no livro da vida. Eram homens de trabalho, realizadores, que possuem uma chama que queima mais forte, ainda que silenciosa, mas que consome e ilumina os homens capazes de produzirem mais. O sonho deles, tornou-se uma importante realidade para a pequena cidade de Jaraguá do Sul, bem como para o país. Praticaram o marketing “boca a boca”; foram conquistando o mercado progressivamente, ampliando seu raio de ação de local, para estadual, regional, nacional, e hoje é uma corporação global, presente nos cinco continentes, e em franca expansão. Souberam evoluir, evitando conflitos familiares, profissionalizando a sucessão dos quadros administrativos da empresa. A política de qualidade adotada, se revelou um grande diferencial. Os produtos WEG, no setor, são sinônimos de confiabilidade.
  58. 58. Página 57 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS LUEDERS, Alidor - Informações fornecidas pelo Diretor Administrativo e de Relações com Investidores MANDOLESI SÁ, Caio Alessandro - Informações fornecidas pelo Depto. De Marketing WEG EM REVISTA (2000), Mar. Abr. - 25 anos História da WEG, 1986. WEG EM REVISTA (2000), Mar. Abr. - 40 anos História da WEG, 1986. http://www.weg.com.br - Site corporativo http://www.abmbrasil.com.br/cim/download.asp http://info.abril.com.br/corporate/premio/conteudo_54007.shtml http://www.empreendedores.net/casos.asp?cod=24 http://www.iedi.org.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?2=44&infoid=728&sid=71&1=162 CRAWFORD, Richard, Na Era do Capital Humano. São Paulo: Editora Atlas, 1997. DRUKER, P.F., Inovação e Espírito Empreendedor, Editora Pioneira, São Paulo, 1987. EDVINSSON, L. & MALONE, M. S., Capital Intelectual. São Paulo: Makron Books, 1998. FILION, L.J., Visão e relações: elementos para um metamodelo de atividade empreendedora. International Small Business Journal, 1991. GIBB, A.A, Enterprise culture-its meanig and implications for education in training, Journal of European na Industrial Training, Monograph, Vol. 11, n.2, 1991. KAHANER, Larry, Competitive Intelligence. New York: Simon & Schuster Press, 1996 KEISLER, Sara & sproull Lee, Connections: New Ways of Working in Networked Organizations. Cambridge: MIT Press, 1992. MCRAE, Hamish, The World in 2020: Power, Culture and Prosperity. Boston: Harvard Business School Press, 1994. NAISBITT, John, Megatendências Asia: Oito Megatendências Asiáticas que Estão Transformando o Mundo. Rio de Janeiro: Editora Campus, 1996. NONAKA, I.; TAKEUCHI, H., Criação de Conhecimento na Empresa. Rio de Janeiro: Editora Campus, 1997. SVEIBY, K. E., A Nova Riqueza das Organizações. Rio de Janeiro: Editora Campus, 1998. TIMMONS, J.A., New venture creation, Homewood IL:IRWIN, 1990. THURROW, Lester C., O Futuro do Capitalismo. Rio de Janeiro: Rocco, 1997. TYSON, Kirk, Bussiness Intelligence. New York: Leading Edge Publication, 1986.

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