Capítulo 3: Diagnose ergonômica

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Monografia de especialização “Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego aéreo de um aeroporto de pequeno porte”. Página 96 até 130. Mais informações em http://www.eduardobrandao.com/publicacoes/monografia-especializacao/capitulo-3-diagnose-ergonomica/

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Capítulo 3: Diagnose ergonômica

  1. 1. 3.Diagnose ergonômica3.1.O que é diagnose ergonômica? Segundo MORAES e MONT`ALVÃO (2003), a fase da diagnoseergonômica permite aprofundar os problemas encontrados durante a apreciaçãoergonômica. Registram-se frequências, sequências e/ou duração de posturas,tomada de informações, acionamentos, comunicações e/ou deslocamentos dostrabalhadores. Também realizam-se gravações em vídeo, entrevistas e aplicam-sequestionários. A seguir serão apresentados a caracterização da tarefa, o quadro deatividades e meios, a ambiência tecnológica dos postos de trabalho, a ambiênciafísica dos postos de trabalho, o perfil dos controladores de tráfego aéreo, aavaliação do local de trabalho, as sugestões de melhoria (dada pelos próprioscontroladores), outros aspectos do ambiente de trabalho, a carga mental da tarefa,o fluxograma de atividades, a tabela de atividades, os registros comportamentais,a aplicação do método RULA (avaliação de posturas), a aplicação do métodoNASA (avaliação da carga mental), o quadro diagnóstico ergonômico e asconsiderações finais.3.2.Caracterização da tarefa De acordo com MORAES e MONT`ALVÃO (2003), a caracterização datarefa é a fase inicial da análise da tarefa. Esta caracterização procura definir oobjetivo a ser atingido com a realização da tarefa, os requisitos necessários, porparte do homem e do sistema, para realizar a tarefa e a presença humanaenvolvida na tarefa.
  2. 2. Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego 97aéreo de um aeroporto de pequeno porteFigura 75 - Caracterização da tarefa.3.3.Quadro de atividades e meios Segundo MORAES e MONT`ALVÃO (2003), o quadro de atividades emeios dá continuidade ao processo de discriminação da tarefa, apresentando adescrição das atividades envolvidas (tomadas de informações, manipulações eacionamentos, comunicações orais e gestuais, deslocamentos espaciais,movimentação de materiais e assunções posturais) e dos meios utilizados pararealizar a tarefa (equipamentos, ferramentas, utensílios e materiais).Figura 76 - Quadro de atividades e meios.
  3. 3. Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego 98aéreo de um aeroporto de pequeno porte3.4.Ambiência física e tecnológica O item 1.13. Configuração dos postos de trabalho dos controladores detráfego aéreo do aeroporto de pequeno porte apresentou uma planta baixa datorre de controle, ilustrando as posições de atendimento e a localização dosequipamentos utilizados para a realização da tarefa. O quadro a seguir mostra umalista de todos estes equipamentos, assim como as condições físicas (iluminação,ruídos e temperatura) em que o trabalho é realizado.Figura 77 - Ambiência tecnológica e ambiência física do aeroporto de pequeno porte.3.5.Ambiência física: iluminação Segundo a NBR 5413, os níveis de iluminância por classe de tarefas visuaissão: Classe Iluminância (lux) Tipo de atividade Tarefas com requisitos B - Iluminação geral para visuais normais, trabalho 500 - 750 - 1000 área de trabalho médio de maquinaria, escritóriosTabela 6 - Níveis de iluminância por classe de tarefas visuais.
  4. 4. Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego 99aéreo de um aeroporto de pequeno porteFigura 78 - Gráfico representando os níveis de iluminância dos postos de trabalho doscontroladores de tráfego aéreo do aeroporto de pequeno porte. OBS: os níveis de iluminância foram medidos em uma tarde inicialmenteensolarada. Entre as 15h30/16h o tempo foi modificado devido a uma frente fria, epassou de ensolarado para nublado. É possível observar os registros deiluminância de acordo com os seguintes horários: Posto 1 Posto 2 Posto 3 300 lux 250 lux 100 lux 14h * sem insufilme * com insufilme * com insufilme 140 lux 120 lux 120 lux 15h * sem insufilme * com insufilme * com insufilme 70 lux 70 lux 70 lux 16h * sem insufilme * com insufilme * com insufilme 30 lux 30 lux 30 lux 17h * sem insufilme * sem insufilme * sem insufilme 30 lux 50 lux 30 lux 18h * luz artificial * luz artificial * luz artificialTabela 7 - Registros de iluminância nos postos de trabalho dos controladores de tráfegoaéreo do aeroporto de pequeno porte. De acordo com o gráfico apresentado anteriormente, os níveis deiluminância ficaram bem abaixo dos valores estabelecidos pela NBR 5413. Noentanto, nenhum controlador de tráfego aéreo se queixou quanto a luminosidadedo seu ambiente de trabalho. Todos consideraram seus postos como bemiluminados. É válido ressaltar que as tarefas são praticamente desenvolvidasdurante o dia, uma vez que o expediente se encerra entre 19h e 19h15. A torre decontrole do aeroporto de pequeno porte tem a característica de operar somentedurante o período diurno.
  5. 5. Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego 100aéreo de um aeroporto de pequeno porte3.6.Ambiência física: ruídos Segundo a NBR 10152, os níveis de ruído aceitáveis para efeito de confortosão de até 65 dB. De acordo com o gráfico, os níveis de ruído na torre de controledo aeroporto de pequeno porte excedem os limites recomendáveis para o confortonos postos de trabalho. Este excesso é gerado basicamente pelos aparelhos derádio, utilizados para a comunicação com as aeronaves.Figura 79 - Gráfico representando os níveis de ruído dos postos de trabalho doscontroladores de tráfego aéreo do aeroporto de pequeno porte. Posto 1 Posto 2 Posto 3 14h 79,5 dB 83 dB 77,2 dB 15h 77,1 dB 73,8 dB 68 dB 16h 80,5 dB 75,9 dB 75,9 dB 17h 78,5 dB 78,5 dB 78,5 dB 18h 81,4 dB 81,4 dB 81,4 dBTabela 8 - Registros de ruído nos postos de trabalho dos controladores de tráfego aéreodo aeroporto de pequeno porte.3.7.Ambiência física: temperatura e umidade relativa do ar Segundo a NR 17, o índice de temperatura efetiva deve permanecer entre20ºC e 23ºC e a umidade relativa do ar superior a 40%. Foi registrada umatemperatura efetiva de 24ºC dentro da torre, um ponto acima da indicada pela NR17. A umidade relativa do ar registrou 62%. Os níveis estão dentro dos limitesrecomendados.
  6. 6. Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego 101aéreo de um aeroporto de pequeno porteFigura 80 - Gráfico representando a temperatura dos postos de trabalho doscontroladores de tráfego aéreo do aeroporto de pequeno porte.Figura 81 - Gráfico representando a umidade relativa dos postos de trabalho doscontroladores de tráfego aéreo do aeroporto de pequeno porte.3.8.A voz dos controladores de tráfego aéreo Foram distribuídos questionários para os 10 controladores de tráfego aéreodo aeroporto de pequeno porte, além de 1 coordenador e 1 superintendente. Foramabordadas questões sobre o perfil destes sujeitos e suas considerações sobre olocal de trabalho, aspectos da tarefa e carga mental envolvida. Procurou-se levantar a opinião de cada um dos controladores sobre oambiente de trabalho da torre, seus equipamentos e o mobiliário. Para isso foramutilizadas 50 perguntas, sendo 49 fechadas e uma aberta, onde o controlador pôdeexpressar sua opinião sobre o que poderia ser mudado para melhorar o seutrabalho.
  7. 7. Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego 102aéreo de um aeroporto de pequeno porte Dos 12 questionários distribuídos, 8 foram devolvidos. A seguir, osresultados obtidos através dos mesmos.3.8.1.A voz dos controladores de tráfego aéreo: perfil dos controladoresde tráfego aéreo Foram apresentadas 4 perguntas sobre o perfil do entrevistado, com opçõesde resposta em múltipla escolha. Os resultados obtidos foram os seguintes:Figura 82 - Perfil dos controladores de tráfego aéreo: sexo. OBS: a idade média dos controladores está situada entre 34 e 50 anos. Aopção da faixa-etária não foi preenchida através de múltipla-escolha. Cadacontrolador indicou sua idade. A média foi obtida entre a idade do controladormais jovem e a do controlador mais velho.
  8. 8. Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego 103aéreo de um aeroporto de pequeno porteFigura 83- Perfil dos controladores de tráfego aéreo: escolaridade.Figura 84 - Perfil dos controladores de tráfego aéreo: tempo de trabalho no aeroporto depequeno porte.
  9. 9. Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego 104aéreo de um aeroporto de pequeno porte3.8.2.A voz dos controladores de tráfego aéreo: avaliação do local detrabalho Foram apresentadas 7 perguntas sobre o ambiente de trabalho, com a opçãode resposta em uma escala de avaliação que variou entre bom, regular e ruim. Osresultados obtidos foram os seguintes:Figura 85 - Avaliação do local de trabalho: ambiente de trabalho. Foram apresentadas 12 perguntas sobre o mobiliário e equipamento, com aopção de resposta em uma escala de avaliação que variou entre bom, regular eruim. Os resultados obtidos foram os seguintes:
  10. 10. Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego 105aéreo de um aeroporto de pequeno porteFigura 86 - Avaliação do local de trabalho: mobiliário e equipamento.
  11. 11. Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego 106aéreo de um aeroporto de pequeno porte3.8.3.A voz dos controladores de tráfego aéreo: o controlador com apalavra Entre as 50 perguntas do questionário, apenas uma era aberta: O que podeser mudado para a melhoria do seu trabalho? Isto permitiu que os controladoresexpressassem suas opiniões sobre a tarefa realizada, o ambiente de trabalho, etc.Os resultados obtidos foram os seguintes: “A disposição de alguns equipamentos no console, a qualidade dos telefones e as cadeiras”. “Aumentar o tamanho interno da torre. Por exemplo: eliminação do alçapão, diminuição das paredes (altura da parede), etc”. “Sistema de telefonia digital acoplado à bancada”. “Cadeiras mais firmes, janelas móveis, bancada mais adequada à visualização da pista e equipamentos meteorológicos mais confiáveis”. “As cadeiras, a bancada e colocação de insufilme para diminuir a claridade na torre”. “Melhorar o nível de ruídos, aumentar o número de operadores, diminuir a carga de trabalho, melhorar a ergonomia geral e estímulo com melhores salários”. “Não há limpeza no teclado e mouse. Os telefones não são apropriados, deveria ter uma central. Os instrumentos meteorológicos analógicos estão mal instalados em cima da torre, onde os ventos são diferentes da pista. Os instrumentos digitais não são homologados”.3.8.4.A voz dos controladores de tráfego aéreo: outros aspectos doambiente de trabalho Foram apresentadas 12 perguntas sobre outros aspectos do ambiente detrabalho, com a opção de resposta em uma escala de avaliação que variou entresim e não. Os resultados obtidos foram os seguintes:
  12. 12. Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego 107aéreo de um aeroporto de pequeno porteFigura 87 - Outros aspectos do ambiente de trabalho.3.8.5.A voz dos controladores de tráfego aéreo: carga mental Foram apresentadas 6 perguntas sobre o estresse envolvido no trabalho docontrolador, com a opção de resposta em uma escala de avaliação que variou entresim e não. Os resultados obtidos foram os seguintes:Figura 88 - Carga mental. Foram apresentadas 5 perguntas sobre a necessidade de atenção constantedo controladores durante o seu trabalho, com a opção de resposta em uma escalade avaliação que variou entre sim e não. Os resultados obtidos foram os seguintes:
  13. 13. Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego 108aéreo de um aeroporto de pequeno porteFigura 89 - Carga mental. Foram apresentadas 3 perguntas sobre a possibilidade do controladordesviar o olhar da tarefa, com a opção de resposta em uma escala de avaliação quevariou entre sim e não. Os resultados obtidos foram os seguintes:Figura 90 - Carga mental.3.9.Fluxograma de atividades Segundo MORAES e MONT`ALVÃO (2003), o fluxograma de atividadescompreende as grandes funções do sistema, onde estas funções estão em um nívelde abstração que permita compreender diversas configurações do sistema. Sãoabordadas as tomadas de informações, os acionamentos, os deslocamentos, ascomunicações e as decisões do operador.
  14. 14. Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego 109aéreo de um aeroporto de pequeno porteFigura 91 - Fluxograma de atividades: situação 1 - decolagem.
  15. 15. Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego 110aéreo de um aeroporto de pequeno porteFigura 92 - Fluxograma de atividades: situação 2 - pouso.3.10.Tabela de atividades MORAES e MONT`ALVÃO (2003) classificam a tabela deatividade/assunção postural como a ilustração dos momentos da atividade datarefa que ocasionam constrangimentos para o operador, seja durante a tomada deinformações, de acionamentos ou deslocamentos.
  16. 16. Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego 111aéreo de um aeroporto de pequeno porte Manipulações e Manipulações e Manipulações e acionamentos acionamentos acionamentosAbrir ou fechar o alçapão Abrir ou fechar o alçapão Abrir ou fechar o alçapão Manipulações e Manipulações e Manipulações e acionamentos acionamentos acionamentos Acionar o insufilme Acionar o insufilme Acionar o insufilme Manipulações e Manipulações e Manipulações e acionamentos acionamentos acionamentosCadastrar a aeronaves no Cadastrar a aeronaves no Cadastrar a aeronaves noprograma de computador programa de computador programa de computador (controle de tráfego) (controle de tráfego) (controle de tráfego)
  17. 17. Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego 112aéreo de um aeroporto de pequeno porte Comunicações Comunicações Comunicações Enviar comandos, via Enviar comandos, via rádio, para as aeronaves Enviar comandos, via rádio, para as aeronaves rádio, para as aeronaves Comunicações Comunicações Comunicações Falar no telefone Falar no telefone Falar no telefone Tomada de informaçõesTomada de informações Tomada de informações Receber chamadas das Receber chamadas das aeronaves pelo rádio Receber chamadas das aeronaves pelo rádio aeronaves pelo rádio Deslocamentos Deslocamentos Deslocamentos espaciais espaciais espaciais Subir e descer escadas Subir e descer escadas Subir e descer escadas
  18. 18. Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego 113aéreo de um aeroporto de pequeno porte Comunicações Comunicações ComunicaçõesTrocar informações com o Trocar informações com o Trocar informações com o outro controlador outro controlador outro controladorTomada de informações Tomada de informações Tomada de informações Verificar as condições Verificar as condições Verificar as condiçõesmeteorológicas (pressão, meteorológicas (pressão, meteorológicas (pressão, temperatura e vento) temperatura e vento) temperatura e vento)Tomada de informações Tomada de informações Tomada de informações Verificar o programa de Verificar o programa de Verificar o programa de computador (controle de computador (controle de computador (controle de tráfego aéreo) tráfego aéreo) tráfego aéreo) Tomada de informaçõesTomada de informações Tomada de informaçõesVisualizar as aeronaves no Visualizar as aeronaves no espaço aéreo espaço aéreo Visualizar as aeronaves no espaço aéreoTomada de informações Tomada de informações Tomada de informações Visualizar as aeronaves noVisualizar as aeronaves no Visualizar as aeronaves no pátio e na pista pátio e na pista pátio e na pistaTabela 9 - Tabela de atividades.
  19. 19. Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego 114aéreo de um aeroporto de pequeno porte3.11.Registros comportamentais De acordo com MORAES e MONT`ALVÃO (2003), após o conhecimentodas atividades, meios envolvidos, troca de informações e posturas assumidas narealização da tarefa, é hora da coleta de dados através dos registroscomportamentais. Estes registros se referem às posturas assumidas peloexplorador, a exploração visual e a tomada de informações, as manipulaçõesacionais, as comunicações, os deslocamentos durante a realização de umadeterminada tarefa, etc. É possível registrar a frequência, a sequência e a duraçãocom que ocorrem esses eventos, e a esquematização destes registros resulta emredes de intensidade de fluxo, mapofluxogramas, cartas de-para, gráficos, entreoutros. Para as observações na torre de controle do aeroporto de pequeno porte,foram escolhidos os seguintes tipos de registros comportamentais: • Registro diacrônico sequencial de eventos por amostragem de tempo: define-se um intervalo de tempo e para cada intervalo, ao seu final, o observador olha e anota o que está ocorrendo, na sequência em que os eventos acontecem; • Registro diacrônico de frequência temporal de evento: definem-se os eventos a serem observados e registra-se a frequência com que ocorrem estes eventos em um determinado tempo; • Registro sincrônico de frequência concomitante de eventos: definem-se os eventos a serem observados e efetuam-se registros intervalados nos quais se verificam, para o contingente dos sujeitos presentes no local, a ocorrência do evento pesquisado.3.11.1.Registros comportamentais: registro diacrônico sequencial deeventos por amostragem de tempo Para a realização do registro diacrônico sequencial de eventos poramostragem de tempo no posto 1 - aeronaves em terra, definiu-se um intervalo detempo e para cada intervalo, ao seu final, o observador olhou e anotou o que
  20. 20. Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego 115aéreo de um aeroporto de pequeno porteestava ocorrendo durante a sequência que os eventos aconteceram. Foramrealizadas sequências com um intervalo de 3 segundos, até atingir 5 minutos paracada observação (no total foram 3 registros, 15 minutos).Figura 91 - Registro diacrônico seqüencial de eventos por amostragem de tempo - Posto1: aeronaves em terra. A tabela ilustra as situações observadas durante o registro diacrônicosequencial de eventos por amostragem de tempo no posto 1 - aeronaves em terra. Digitando no Falando no rádio Falando no telefone teclado do Fora do posto de (33,6%) (9,6%)computador (8,3%) trabalho (19,6%) Observando o Observando oObservando a pista monitor - condições monitor - programa Observando o pátio do aeroporto meteorológicas de controle de do aeroporto (15%) (2,6%) (3%) tráfego aéreo (8%)Tabela 10 - Registro diacrônico seqüencial de eventos por amostragem de tempo - Posto1: aeronaves em terra. Para a realização do registro diacrônico sequencial de eventos poramostragem de tempo no posto 3 - aeronaves em vôo, definiu-se um intervalo detempo e para cada intervalo, ao seu final, o observador olhou e anotou o queestava ocorrendo durante a sequência que os eventos aconteceram. Foram
  21. 21. Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego 116aéreo de um aeroporto de pequeno porterealizadas sequências com um intervalo de 3 segundos, até atingir 5 minutos paracada observação (no total foram 3 registros, 15 minutos).Figura 92 - Registro diacrônico seqüencial de eventos por amostragem de tempo - Posto3: aeronaves em vôo. A tabela ilustra as situações observadas durante o registro diacrônicosequencial de eventos por amostragem de tempo no posto 3 - aeronaves em vôo. Digitando no Falando no rádio Fora do posto de (39%) Falando no telefone trabalho (9%) teclado do (8%)computador (11%) Observando o Observando o Observando o monitor - programa monitor - condiçõesObservando a pista espaço aéreo do de controle de meteorológicas do aeroporto (4%) aeroporto (11,3%) tráfego aéreo (3,6%) (14%)Tabela 11 - Registro diacrônico seqüencial de eventos por amostragem de tempo - Posto3: aeronaves em vôo.
  22. 22. Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego 117aéreo de um aeroporto de pequeno porte3.11.2.Registros comportamentais: registro diacrônico de frequênciatemporal do evento Para a realização do registro diacrônico de frequência temporal do eventono posto 1 - aeronaves em terra, definiu-se os eventos a serem observados eregistrou-se a frequência com que ocorreram estes eventos em um determinadotempo. O gráfico a seguir ilustra os eventos observados e a sua frequência duranteo tempo de 5 minutos (no total foram 3 observações de 5 minutos, tendo comoresultado 15 minutos de registro).Figura 93 - Registro diacrônico de frequência temporal do evento - Posto 1: aeronavesem terra. A tabela ilustra as situações observadas durante o registro diacrônico defrequência temporal do evento no posto 1 - aeronaves em terra. Digitando no Olhando para a teclado do Falando no Falando no Fora do posto cabeceira da computador rádio (18,88%) telefone (4,7%) de trabalho pista - cab. 02 (10,34%) (1,88%) (0%)
  23. 23. Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego 118aéreo de um aeroporto de pequeno porte Olhando para o Olhando para oOlhando para a Olhando para o monitor - monitor - prog. cabeceira da Olhando para o condições met. lado direito do de controlepista - cab. 20 colega (6,58%) pátio (10,34%) (6,58%) (9,40%) (0,94%)Olhando para olado esquerdo Olhando para o Utilizando o Outros (5,64%) mouse do do pátio pátio, em frente (15,04%) computador (5,64%) (3,76%)Tabela 12 - Registro diacrônico de frequência temporal do evento no posto 1 - aeronavesem terra. O gráfico a seguir ilustra o resultado obtido com o registro diacrônico defrequência temporal do evento no posto 2 - “ponte” entre aeronaves em terra/vôo.Houve a observação dos eventos e registro da sua frequência durante o tempo de 5minutos.Figura 94 - Registro diacrônico de frequência temporal do evento no posto 2 - “ponte”entre aeronaves em terra/vôo. A tabela ilustra as situações observadas durante o registro diacrônico defrequência temporal do evento no posto 2 - “ponte” entre aeronaves em terra/vôo.
  24. 24. Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego 119aéreo de um aeroporto de pequeno porte Falando no telefone 1 Falando no telefone 2 (0%) (0%) Falando no telefone 3 (0%) Olhando para os Olhando para o colega instrumentos Outros (71,4%) (28,56%) meteorológicos (0%)Tabela 13 - Registro diacrônico de frequência temporal do evento no posto 2 - “ponte”entre aeronaves em terra/vôo. O gráfico a seguir ilustra o resultado obtido com o registro diacrônico defrequência temporal do evento no posto 3 - aeronaves em vôo. Observou-se oseventos e a sua frequência durante o tempo de 5 minutos (no total foram 3observações de 5 minutos, tendo como resultado 15 minutos de registro).Figura 95 - Registro diacrônico de frequência temporal do evento no posto 3 - aeronavesem vôo.
  25. 25. Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego 120aéreo de um aeroporto de pequeno porte A tabela ilustra as situações observadas durante o registro diacrônico defrequência temporal do evento no posto 3 - aeronaves em vôo. Olhando para a Olhando para aDigitando no Falando no cabeceira da cabeceira da Falando no teclado do rádio (26,04%) pista - cab. 02 pista - cab. 20 telefonecomputador (0%) (0%) (0,88%) (9,68%) Olhando para o Olhando para o Olhando para o Olhando para oOlhando para monitor - monitor - prog. espaço aéreo, espaço aéreo, o colega condições met. de controle à direita atrás (5,28%) (7,04%) (5,28%) (9,68%) (15,84%)Olhando para Utilizando o Olhando para o mouse do o espaço Outros (4,4%) espaço aéreo, computador aéreo, à em frente (2,64%) esquerda (3,52%) (8,8%)Tabela 14 - Registro diacrônico de frequência temporal do evento no posto 3 - aeronavesem vôo.3.11.3.Registros comportamentais: registro sincrônico de frequênciaconcomitante de eventos Para a realização do registro sincrônico de frequência concomitante deeventos no posto 1 - aeronaves em terra, definiu-se os eventos a serem observadose efetuou-se registros intervalados nos quais se verificam a ocorrência do eventopesquisado. O gráfico a seguir ilustra os eventos observados e a sua ocorrênciadurante o tempo de 5 minutos (no total foram 3 observações de 5 minutos, tendocomo resultado 15 minutos de registro).
  26. 26. Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego 121aéreo de um aeroporto de pequeno porteFigura 96 - Registro sincrônico de frequência concomitante de eventos no posto 1 -aeronaves em terra. A tabela ilustra as situações observadas durante o registro sincrônico defrequência concomitante de eventos no posto 1 - aeronaves em terra. Sentado, com Sentado, com inclinação do Sentado, com Sentado e inclinação do Sentado tronco p/ inclinação do esticando o tronco para (19,8%) esquerda tronco para pescoço (3,3%) direita (6,6%) (9,9%) frente (13,2%) Em pé, com Em pé, com Em pé, com inclinação do inclinação do inclinação do Fora do posto Em pé (9,9%) tronco para tronco p/ tronco para de trabalho direita (9,9%) esquerda frente (9,9%) (7,6%) (9,9%)Tabela 15 - Registro sincrônico de frequência concomitante de eventos no posto 1 -aeronaves em terra. O gráfico ilustra o resultado obtido com o registro sincrônico de frequênciaconcomitante de eventos no posto 2 - “ponte” entre aeronaves em terra/vôo(observação e registro de ocorrências durante 5 minutos).
  27. 27. Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego 122aéreo de um aeroporto de pequeno porteFigura 97 - Registro sincrônico de frequência concomitante de eventos no posto 2 -“ponte” entre aeronaves em terra/vôo. A tabela ilustra as situações observadas durante o registro sincrônico defrequência concomitante de eventos no posto 2 - “ponte” entre aeronaves emterra/vôo. Sentado, com Sentado, com Sentado, com inclinação do Sentado e Sentado inclinação do inclinação do tronco esticando o (57,12%) tronco para tronco para p/esquerda pescoço (0%) direita (14,28%) frente (0%) (28,56%) Em pé, com Em pé, com Em pé, com Fora do posto inclinação do inclinação do inclinação do de trabalho Em pé (0%) tronco para tronco para tronco para (0%) direita (0%) frente (0%) esquerda (0%)Tabela 16 - Registro sincrônico de frequência concomitante de eventos no posto 2 -“ponte” entre aeronaves em terra/vôo. O gráfico ilustra o resultado obtido com o registro sincrônico de frequênciaconcomitante de eventos no posto 3 - aeronaves em vôo (3 registros de 5 minutos,totalizando 15 minutos).
  28. 28. Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego 123aéreo de um aeroporto de pequeno porteFigura 98 - Registro sincrônico de frequência concomitante de eventos no posto 3 -aeronaves em vôo. A tabela ilustra as situações observadas durante o registro sincrônico defrequência concomitante de eventos no posto 3 - aeronaves em vôo. Sentado, com Sentado, com Sentado, com Sentado e Sentado inclinação do inclinação do inclinação do esticando o (14,8%) tronco para tronco p/ tronco para pescoço (7,4%) direita (22,2%) esquerda frente (3,7%) (22,2%) Em pé, com Em pé, com Em pé, com inclinação do Fora do posto inclinação do inclinação do tronco p/ de trabalho Em pé (3,7%) tronco para tronco para esquerda (14,8%) direita (3,7%) frente (0%) (7,4%)Tabela 17 - Registro sincrônico de frequência concomitante de eventos no posto 3 -aeronaves em vôo.
  29. 29. Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego 124aéreo de um aeroporto de pequeno porte3.12.Método RULA de avaliação de posturas MC ATAMNEY e CORLETT (1993) desenvolveram um procedimentopara avaliar posturas, forças e atividade muscular que contribuem para dor e lesãodos membros superiores. O método denominado Rapid Upper Limb Assessment(RULA) sugere uma rápida avaliação dos constrangimentos nos membrossuperiores, utilizando a técnica de observação de posturas adotadas pelosmembros superiores, pescoço, costas e pernas, estabelecendo cotações de acordocom ângulos dessas partes do corpo. Para o cálculo destas cotações, foi utilizado a “ferramenta” do Osmond -Ergonomic Workplace Solutions, localizada no sitehttp://www.ergonomics.co.uk/Rula/Ergo. Através desta ferramenta, obteve-se um escore 7/7 (para os lados direito eesquerdo do corpo) na avaliação das posturas, que indica um nível de ação 4, ondesão necessárias pesquisas e mudanças imediatamente. Cotação Tabela de atividade (para cada braço) Braço 3 (+45º à +90º) Ante-braço 1 (+60º à +100º) Punhos 2 (-15º a +15º)
  30. 30. Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego 125aéreo de um aeroporto de pequeno porte Punhos torcidos 1 (pouco torcido) Tabela de atividade Cotação Nuca 3 (> +20º) Tronco 3 (+20º à +60º) Pernas 1 (bem apoiadas)Tabela 18 - Método RULA - Rapid Upper Limb Assessment - aplicado nos postos detrabalho dos controladores de tráfego aéreo do aeroporto de pequeno porte. • Grande Escore (posturas dos membros superiores direitos e esquerdos, posturas do pescoço, tronco e pernas): 7/7 • Nível de Ação 4: os escores 7 ou acima de 7 indicam que são necessárias pesquisas e mudanças imediatamente. • OBS: não há força muscular ou levantamento de cargas.3.13.Método NASA-TLX Para a avaliação da carga mental, são utilizados métodos baseados nasimpressões subjetivas dos indivíduos em relação à carga mental que o mesmoexperimenta ao realizar uma tarefa. Um método quantitativo de acesso à cargamental de trabalho presente em diversos postos de trabalho foi desenvolvido pelo
  31. 31. Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego 126aéreo de um aeroporto de pequeno porteHuman Perform Group do NASA Ames Research Center. O NASA-TLX é umprocedimento de taxa multidimensional que provê uma pontuação global de cargade trabalho baseada na média ponderada de avaliação de seis demandas: exigênciamental, exigência temporal, realização, nível de esforço total e nível de frustração.Assim, utilizando as taxas (que variam de 0 a 20) e os pesos (que oscilam entre 0e 5), foi feito o teste com 2 controladores de tráfego aéreo do aeroporto depequeno porte, sendo obtidos os seguintes gráficos para carga mental:Figura 99 - Teste NASA realizado com o primeiro controlador.Figura 100 - Teste NASA realizado com o segundo controlador.3.14.Quadro diagnóstico ergonômico Segundo MORAES e MONT`ALVÃO (2003), através da análise dasinformações obtidas durante a análise da tarefa, chega-se ao diagnósticoergonômico e buscam-se recomendações ergonômicas para que os
  32. 32. Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego 127aéreo de um aeroporto de pequeno porteconstrangimentos observados e as sugestões dos operadores possam serimplementados na fase seguinte (projetação ergonômica). Exigências e Zonas e constran- Avaliações e Recomen- Problemas subsistemas gimentos da opiniões dações tarefa Os registros Movimento indicaram que oProblema repetitivo dos rádio é oAcional dedos instrumento mais Troca do (apertar/soltar) Acionamento utilizado pelos equipamento,Posto 1 para o repetitivo do controladores com diferentes(controle de acionamento botão do Durante a sua acionamentosaeronaves em do botão do rádio tarefa, causando para o botãoterra), Posto 3 rádio, durante dores nos do rádio(aeronaves em a comunicação braços, nosvôo) entre os postos dedos e nas e as aeronaves mãos Os registros indicaram que as flexões e PosturaProblema inclinações do incorreta naComunicacional tronco, na Troca do Dificuldade aproximação tentativa de equipamento, para ouvir, do ouvido juntoPosto 1 escutar o privilegiando a pelo rádio, as ao aparelho de(controle de aparelho de utilização de mensagens rádio, duranteaeronaves em rádio, são as equipamento de algumas a comunicaçãoterra), Posto 3 posturas mais de rádio aeronaves entre os postos(aeronaves em assumidas pelos auricular de trabalho evôo) controladores, as aeronaves causando dores no pescoço e no tronco Utilização deProblema equipamentoComunicacional Devido ao de rádio excesso de Os registros de auricular ePosto 1 entrada de carga mental central PABX(controle de Vários rádios dados, existe indicaram que o para oaeronaves em e telefones grande excesso de telefone.terra), posto 2 funcionando dificuldade informações Também é(“ponte” entre ao mesmo para o causam recomendávelaeronaves tempo controlador constrangimentos que apenas oterra/vôo), selecionar a para a tarefa controlador 2posto 3 informação atenda as(aeronaves em desejada ligaçõesvôo) telefônicasProblema Os registrosInstrumental Esticar o indicaram que as Organização pescoço, flexões e Reorganizar aPosto 1 incongruente esticar o tronco inclinações do localização(controle de dos e posturas tronco, na dosaeronaves em equipamentos inadequadas tentativa de equipamentosterra), posto 2 da bancada na tentativa de visualizar os na bancada de(“ponte” entre de controle visualizar os instrumentos, são controleaeronaves instrumentos uma dasterra/vôo), posturas mais
  33. 33. Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego 128aéreo de um aeroporto de pequeno porteposto 3 assumidas pelos(aeronaves em controladores,vôo) causando dores no pescoço e no tronco Por não Os registrosProblema conseguir indicaram que asInterfacial visualizar a flexões e Posturas pista, o inclinações doPosto 1 prejudiciais controlador tronco, na(controle de na precisa esticar Redimen- tentativa deaeronaves em visualização pescoço, ficar sionamento da visualizar a pista,terra), posto 2 da pista de pé, levantar altura da são uma das(“ponte” entre devido à e sentar na bancada de posturas maisaeronaves altura da cadeira, além controle assumidas pelosterra/vôo), bancada de de inclinar o controladores,posto 3 controle seu tronco causando dores(aeronaves em para frente, no pescoço e novôo) para trás ou tronco para os lados.ProblemaInterfacial Segundo a Falta de apoio avaliação de Cadeiras comPosto 1 Posturas para o tronco e alguns encostos e(controle de prejudiciais para os pés controladores, as regulagensaeronaves em devido à (dependendo cadeiras não melhores,terra), posto 2 inadequação da regulagem, foram mais(“ponte” entre das cadeiras os pés não consideradas confortáveis eaeronaves dos tocam no adequadas para adaptadas aosterra/vôo), controladores chão) o exercício da controladoresposto 3 função(aeronaves emvôo) Os registrosProblema indicaram que asInterfacial Esticar o flexões e Posturas pescoço, inclinações doPosto 1 prejudiciais esticar o tronco tronco, na Reorganização(controle de para a e posturas tentativa de da localizaçãoaeronaves em visualização inadequadas visualizar ao dos postos deterra), posto 2 do espaço na tentativa de redor, são uma trabalho dentro(“ponte” entre aéreo, do visualizar o das posturas da torre deaeronaves pátio e da espaço aéreo, mais assumidas controleterra/vôo), pista do o pátio ou a pelosposto 3 aeroporto pista do controladores,(aeronaves em aeroporto causando doresvôo) no pescoço e no troncoProblema Atender mais Reorganização DistribuiçãoOrganizacional de um posto dos horários, dos horários Os registros de ao mesmo tornando-os dos turnos. carga mentalPosto 1 tempo (quando compatíveis Não existe a indicaram(controle de um dos 3 (iniciando e possibilidade excesso deaeronaves em controladores terminando na do informações,terra), posto 2 precisa se mesma hora). controlador pressão e ritmo(“ponte” entre ausentar - ir Utilizar um fazer uma intenso para aaeronaves até o banheiro quarto pausa realização daterra/vôo), ou descer até controlador na durante o tarefaposto 3 a torre, que trabalho(aeronaves em administração). revezará o
  34. 34. Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego 129aéreo de um aeroporto de pequeno portevôo) Realizar as controle de atividades de aeronaves maneira com os outros prolongada e 3 sem controladores interrupçõesTabela 19 - Quadro diagnóstico ergonômico dos postos de trabalho dos controladores detráfego aéreo do aeroporto de pequeno porte.3.15.Conclusões da diagnose ergonômica A análise da tarefa dos controladores de tráfego aéreo do aeroporto depequeno porte indicou: • O registro diacrônico sequencial de eventos por amostragem de tempo e o registro diacrônico de frequência temporal do evento mostraram que falar no rádio é a atividade mais frequente, exigindo uma maior atenção do controlador para a realização da sua tarefa; • O registro sincrônico de frequência concomitante de eventos mostrou que a postura sentada com inclinações e flexões do tronco (para direita, esquerda e para frente) é a mais frequente para a realização da tarefa de controle de tráfego aéreo; • Através dos questionários, no item aspectos do ambiente de trabalho, a maioria dos controladores indicou a sensação de dores no pescoço, tronco e costas, ocasionadas pelas posturas assumidas durante a realização da sua tarefa; • Através dos questionários, nos itens sobre a carga mental envolvida na tarefa - estresse e atenção constante - foi constatado que a maioria dos controladores sofre a influência do excesso de informação, necessidade de precisão, pressão da função e ritmo intenso de trabalho. Apesar de todas as recomendações listadas no quadro diagnósticoergonômico, acredita-se que a utilização de um quarto controlador na torre decontrole deveria ser priorizada, permitindo que os outros operadores do sistemafaçam uma pausa durante a tarefa, além de uma melhor divisão na tomada deinformações entre os postos de trabalho. Um único controlador, por exemplo,poderia ficar responsável por todos os telefones, liberando os outros apenas para ocontrole de tráfego aéreo através do rádio.
  35. 35. Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego 130aéreo de um aeroporto de pequeno porte De acordo com GRANDJEAN (1998), a atividade do controlador de vôorequer exigências altas na atenção prolongada, relacionada com umaresponsabilidade elevada. Além disso, podem se instalar nessa profissão reaçõesde estresse. Após 4 horas de trabalho, ocorre uma sensível diminuição dacapacidade subjetiva de prontidão da produção, ocasionando um forte aumento dafadiga. GRANDJEAN (1998) recomenda: profissões com altas exigências deatenção prolongada, onde as primeiras limitações da capacidade da produção seinstalam após 4 horas, a jornada de trabalho deve ser planejada para que a duraçãoe as pausas evitem ao máximo o aumento do risco de acidentes por fadiga. Além da possibilidade de pausas durante a tarefa, uma outra recomendaçãoimportante seria a reorganização da localização dos instrumentos na bancada decontrole, assim como o redimensionamento da mesma. No entanto, todas estas sugestões vão de encontro a pontos cruciais, que nãopodem deixar de ser observados no sistema estudado, como: • Custos para a reorganização dos instrumentos da bancada e mobiliário da torre; • Custos para a utilização de um quarto controlador na torre; • Espaço físico reduzido da torre de controle, tornando desconfortável a presença de um quarto controlador. Todos estes fatores serão considerados como os pontos de partida para afase de projetação ergonômica.

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