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Apresentação final da 1ª etapa de curso de especialização, realizada no dia 20 de maio de 2004. Mais informações em http://www.eduardobrandao.com/apresentacoes/apreciacao-ergonomica-nos-postos-de-trabalho-dos-controladores-de-trafego-aereo-de-um-aeroporto-de-pequeno-porte/

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Apreciação ergonômica nos postos de trabalho dos controladores de tráfego aéreo de um aeroporto de pequeno porte

  1. 1. PUC-Rio - Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego aéreo de um aeroporto de pequeno porte CCE - Coordenação Central de Extensão & Departamento de Artes e Design FaseGraduação em Ergonomia e Usabilidade: Qualidade de Vida no Trabalho, em Casa, na Cidade. Pós 1: Apreciação ergonômica Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego aéreo de um aeroporto de pequeno porte Fase 1: Apreciação ergonômicaAndré Mattos, Desenhista industrial, Eduardo Rangel Brandão, Desenhista industrial 20 de maio de 2004
  2. 2. Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego aéreo de um aeroporto depequeno porteFase 1: Apreciação ergonômicaO QUE É ERGONOMIA?Em agosto de 2000, a IEA - Associação Internacional de Ergonomia adotou a definiçãooficial apresentada a seguir: a Ergonomia (ou Fatores Humanos) é uma disciplinacientífica relacionada ao entendimento das interações entre os seres humanos e outroselementos ou sistemas, e à aplicação de teorias, princípios, dados e métodos aprojetos a fim de otimizar o bem estar humano e o desempenho global do sistema.Os ergonomistas contribuem para o planejamento, projeto e a avaliação de tarefas,postos de trabalho, produtos, ambientes e sistemas de modo a torná-los compatíveiscom as necessidades, habilidades e limitações das pessoas.De acordo com o LEUI - Laboratório de Ergonomia e Usabilidade de Interfaces emSistemas Humano-Tecnologia, situado na PUC-Rio, a ergonomia é uma tecnologiaprojetual - ela visa não só o estudo mas a mudança.
  3. 3. Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego aéreo de um aeroporto depequeno porteFase 1: Apreciação ergonômicaO QUE É ERGONOMIA?Como uma tecnologia substantiva, a ergonomia utiliza os resultados de pesquisasdescritivas e experimentais de fisiologia, psicologia, biomecânica como basesempíricas para o projeto de máquinas, equipamentos, documentos, interfaces,software, ambientes, tarefas, organização do trabalho, programas instrucionais,seguros, confortáveis e fáceis de usar. Como uma teoria tecnológica operativa, a açãoergonômica objetiva resolver problemas na interface humano-tecnologia, usandométodos científicos da sociologia, da psicologia, da antropologia, da abordagemsistêmica e da própria ergonomia. Finalmente, deve-se enfatizar que a ergonomia temcomo foco principal o ser-humano, como um ser integral, o que significa recuperar osentido antropológico do trabalho, produzindo conhecimento para desalienação dotrabalho, para mudar e transformar o mundo.
  4. 4. Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego aéreo de um aeroporto depequeno porteFase 1: Apreciação ergonômicaDOMÍNIOS DE ESPECIALIZAÇÃO DA ERGONOMIAA palavra Ergonomia deriva do grego Ergon, que significa trabalho, e Nomos, quesignifica normas, regras e leis. Trata-se de uma disciplina orientada para umaabordagem sistêmica de todos os aspectos da atividade humana. Para darem conta daamplitude dessa dimensão e poderem intervir nas atividades do trabalho é preciso queos ergonomistas tenham uma abordagem holística de todo o campo de ação dadisciplina, tanto em seus aspectos físicos e cognitivos, como sociais, organizacionais,ambientais, etc. Freqüentemente esses profissionais intervêm em setores particularesda economia ou em domínios de aplicação específicos. Esses últimos caracterizam-sepor sua constante mutação, com a criação de novos domínios de aplicação ou doaperfeiçoamento de outros mais antigos.De maneira geral, os domínios de especialização da ergonomia são:•  Ergonomia física: está relacionada com às características da anatomia humana,antropometria, fisiologia e biomecânica em sua relação a atividade física. Os tópicosrelevantes incluem o estudo da postura no trabalho, manuseio de materiais,movimentos repetitivos, distúrbios músculo-esqueletais relacionados ao trabalho,projeto de posto de trabalho, segurança e saúde;
  5. 5. Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego aéreo de um aeroporto depequeno porteFase 1: Apreciação ergonômicaDOMÍNIOS DE ESPECIALIZAÇÃO DA ERGONOMIA•  Ergonomia cognitiva: refere-se aos processos mentais, tais como percepção,memória, raciocínio e resposta motora conforme afetem as interações entre sereshumanos e outros elementos de um sistema. Os tópicos relevantes incluem o estudoda carga mental de trabalho, tomada de decisão, desempenho especializado, interaçãohomem-computador, stress e treinamento conforme esses se relacionem a projetosenvolvendo seres humanos e sistemas;•  Ergonomia organizacional: concerne à otimização dos sistemas sóciotécnicos,incluindo suas estruturas organizacionais, políticas e de processos. Os tópicosrelevantes incluem comunicações, gerenciamento de recursos de tripulações (CRM -domínio aeronáutico), projeto de trabalho, organização temporal do trabalho, trabalhoem grupo, projeto participativo, novos paradigmas do trabalho, trabalho cooperativo,cultura organizacional, organizações em rede, tele-trabalho e gestão da qualidade.
  6. 6. Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego aéreo de um aeroporto depequeno porteFase 1: Apreciação ergonômicaO QUE É APRECIAÇÃO ERGONÔMICA?Segundo MORAES e MONT`ALVÃO (2003), a apreciação ergonômica é a primeiraetapa da intervenção ergonomizadora, e consiste em mapear os problemasergonômicos de uma determinada empresa (sistema).Durante esta fase, são realizadas observações no local de trabalho, entrevistas com ostrabalhadores, além de registros fotográficos e em vídeo, com o objetivo de delimitar osproblemas que possam ser resolvidos sob o foco da ergonomia. No final desteprocesso de apreciação, são apresentados quadros com a caracterização e posiçãoserial do sistema, a ordenação hierárquica do sistema, a expansão do sistema, amodelagem comunicacional do sistema, além de uma lista com os problemasencontrados.Isto fornece parâmetros para o ergonomista priorizar e consolidar os problemas, deacordo com a tabela G.U.T. (Gravidade x Urgência x Tendência), além de permitir odesenvolvimento de um quadro de parecer ergonômico, onde os principais problemasserão identificados e analisados. Ao terminar esta fase de apreciação ergonômica, oergonomista também aborda algumas sugestões preliminares de melhoria.
  7. 7. Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego aéreo de um aeroporto depequeno porteFase 1: Apreciação ergonômicaSISTEMA ALVOO sistema alvo desta pesquisa são os postos de trabalho dos controladores de tráfegoaéreo de um aeroporto de pequeno porte.MEISTER apud MORAES e MONT`ALVÃO (2003) afirma que no contexto daergonomia, o conceito de sistema significa que o desempenho humano no trabalho sópode ser corretamente conceituado em termos do todo organizado e que, para odesempenho do trabalho, este todo organizado é o sistema homem-máquina (interaçãodo ser-humano com utensílios, equipamentos, máquinas e ambientes). A modificaçãoem uma ou mais partes do todo organizado resulta em alteração em pelo menos umaoutra parte deste todo. A interação entre as partes visa a um determinado fim, segundoum conceito de organização (equilíbrio e desenvolvimento do sistema).SCHODERBEK apud MORAES e MONT`ALVÃO (2003) caracteriza sistema como umconjunto de objetos junto com as relações entre os objetos e entre seus atributosrelacionados uns com os outros e com o ambiente deles de modo a formar um todo.Os objetos são as funções básicas desempenhadas pelas partes do sistema.
  8. 8. Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego aéreo de um aeroporto depequeno porteFase 1: Apreciação ergonômicaPOR QUÊ O CONTROLADOR DE TRÁFEGO AÉREO?Segundo ITANI (2003), o crescimento do setor de transporte aéreo é inegável. Atravésdas inovações tecnológicas, é possível deslocar uma maior quantidade de passageirospor ano. Essas mudanças possuem um grande impacto no processo de trabalho dosistema de transporte aéreo, que compreende o deslocamento, a partida e a chegadade aeronaves, envolvendo várias categorias de trabalhadores da aviação civil, comoaeronautas e controladores de tráfego aéreo.ITANI (2003) afirma ainda que está ocorrendo uma preocupação com a reorganizaçãodos serviços dos aeroportos, devido a pressão dos passageiros no atendimento maiseficiente de balcão e serviços de terra. Mas o mesmo não ocorre com as demaisatividades. Os controladores de tráfego aéreo são uma das categorias mais afetadaspor este crescimento acelerado do sistema de transporte aéreo. As torres de controlecontinuam empregando a mesma quantidade de pessoas em suas equipes, onde oscontroladores trabalham em condições desfavoráveis, como longas jornadas junto amonitores de vídeo, controlando aeronaves em alta velocidade, chegando a monitorar12 aviões nos períodos de pico, quando só conseguiria dar conta de no máximo 6.
  9. 9. Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego aéreo de um aeroporto depequeno porteFase 1: Apreciação ergonômicaPOR QUÊ O CONTROLADOR DE TRÁFEGO AÉREO?ITANI (2003) também comenta o fato de que o controlador de tráfego aéreo geralmentenão possui assistência médica ou hospitalar, e muitos requerem suporte psicológicoespecializado para enfrentar as inúmeras situações de trabalho que provocamestresse. A condição é agravada pela remuneração baixa e inexistência de um planode carreira, o que tem levado muitos deles a procurarem por uma segunda atividadepara manter o sustento da família. Essa precariedade de condições de vida e trabalhopode ser classificada como uma situação limite de riscos ao bem-estar destesprofissionais.Para GRANDJEAN (1998), o problema de fadiga nos controladores de tráfego aéreopode causar riscos de falhas de orientação, gerando acidentes aéreos. Segundo oautor, os controladores precisam observar na tela do computador os movimentos dasaeronaves e ao mesmo tempo dar instruções e orientações por rádio aos pilotos deaviões, helicópteros e outros locais da segurança de vôo. Um controlador de tráfegoaéreo fica, por dia de trabalho, cerca de 3 horas e meia olhando continuamente para atela de computador, que fornece cerca de 800 informações codificadas.
  10. 10. Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego aéreo de um aeroporto depequeno porteFase 1: Apreciação ergonômicaPOR QUÊ O CONTROLADOR DE TRÁFEGO AÉREO?De acordo com GRANDJEAN (1998), a atividade do controlador de vôo requerexigências altas na atenção prolongada, relacionada com uma responsabilidadeelevada. Além disso, podem se instalar nessa profissão reações de estresse. Após 4horas de trabalho, ocorre uma sensível diminuição da capacidade subjetiva deprontidão da produção, ocasionando um forte aumento da fadiga.GRANDJEAN (1998) recomenda: profissões com altas exigências de atençãoprolongada, onde as primeiras limitações da capacidade da produção se instalam após4 horas, a jornada de trabalho deve ser planejada para que a duração e as pausasevitem ao máximo o aumento do risco de acidentes por fadiga. Hoje em dia, adisposição do tempo de trabalho usual de uma profissão como a do controlador detráfego aéreo ainda não contempla estas características.
  11. 11. Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego aéreo de um aeroporto depequeno porteFase 1: Apreciação ergonômicaPOR QUÊ O CONTROLADOR DE TRÁFEGO AÉREO?Pelos motivos apresentados anteriormente, o estudo dos postos de trabalho doscontroladores de tráfego aéreo foi considerado como um tema importante para odesenvolvimento de uma pesquisa sobre a intervenção ergonomizadora em sistemashomem-tarefa-máquina. Estes profissionais desempenham suas tarefas em um ritmointenso de trabalho, além de possuírem uma tarefa repetitiva e estressante, onde omenor erro pode custar vidas humanas.
  12. 12. Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego aéreo de um aeroporto depequeno porteFase 1: Apreciação ergonômicaHISTÓRIA DO AEROPORTO DE PEQUENO PORTEEm 1927 a linha Aeropostale inaugurou as comunicações aéreas entre a Europa e oBrasil. Sua base se localizava nos Afonsos, onde fica hoje a Base Aérea.Porém, o Campo dos Afonsos estava freqüentemente impedido pela nebulosidade e osvôos eram feitos a altitudes muito baixas, praticamente rasantes, ao longo do litoral esobre o mar. Dependendo das condições meteorológicas, tornava-se difícil transpor aserra existente em Jacarepaguá para atingir os Afonsos. Foi quando surgiu a idéia deum campo auxiliar.Durante muitos anos o atual aeroporto recebeu aviões da companhia Aeropostale(mais tarde Air France). Em 14 de setembro de 1944, o local do campo Air Francepassou para a jurisdição do Ministério da Aeronáutica. A área passou a ser utilizadapela Força Aérea Brasileira para treinamento de cadetes e de oficiais aviadores.
  13. 13. Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego aéreo de um aeroporto depequeno porteFase 1: Apreciação ergonômicaHISTÓRIA DO AEROPORTO DE PEQUENO PORTEEm 19 de setembro de 1966 o campo de pouso foi transformado em aeródromo paraaviação civil de pequeno porte e serviços correlatos, ficando a cargo do Ministério daAeronáutica a elaboração do plano geral do aeroporto e das suas respectivasinstalações.Em 1969, o Aeroporto começou a ser realmente construído, iniciando por uma estaçãode passageiros, um pátio para estacionamento de aeronaves e três hangares paramanutenção. As obras terminaram em 28 de dezembro de 1970 e em 19 de janeiro de1971 o Ministério de Aeronáutica autorizou, oficialmente, o início das operações noaeroporto.
  14. 14. Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego aéreo de um aeroporto depequeno porteFase 1: Apreciação ergonômicaCLASSIFICAÇÃO DO AEROPORTO DE PEQUENO PORTE•  Tipo: público;•  Utilização: aviação geral, sendo 66% asa rotativa (helicópteros) e 34% asa fixa. Nãoopera transporte regular;•  Pátio de manobras: 15 posições de estacionamento para asa rotativa e 31 posiçõesde estacionamento para aeronaves de asa fixa de pequeno porte;•  Homologação: diurno. Noturno até as 22h, somente para helicópteros (spot nº 3).
  15. 15. Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego aéreo de um aeroporto depequeno porteFase 1: Apreciação ergonômicaCARACTERÍSTICAS DO AEROPORTO DE PEQUENO PORTE•  Aviação geral;•  Escolas de pilotagem;•  Propaganda aérea;•  Pára-quedismo;•  Empresas de manutenção de aeronaves;•  Atividade comercial.
  16. 16. Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego aéreo de um aeroporto depequeno porteFase 1: Apreciação ergonômicaDADOS ESTATÍSTICOS DO AEROPORTO DE PEQUENO PORTE•  Movimento do aeroporto: o movimento do aeroporto, tanto no segmento depassageiros quanto no de aeronaves, é constituído pela aviação geral, aparecendo olazer e a instrução de vôo como os principais motivos geradores de tráfego;•  Movimento diário: a média diária em novembro de 2000 era de 281 pousos edecolagens (considerando toques e arremetidas);•  Perfil da clientela: classe A (passageiros VIP), além de pilotos e futuros pilotos querecebem treinamento no Aeroclube do Brasil e em outras empresas especializadas eminstrução.
  17. 17. Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego aéreo de um aeroporto depequeno porteFase 1: Apreciação ergonômicaEFETIVO DO AEROPORTO DE PEQUENO PORTE•  Superintendência: 3 funcionários;•  Gerência de Operações, Segurança e Manutenção: 27 funcionários;•  Gerência de Navegação Aérea: 26 funcionários;•  Gerência Administrativa Financeira: 13 funcionários;•  Seção Comercial: 5 funcionários;•  Total: 74 funcionários.
  18. 18. Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego aéreo de um aeroporto depequeno porteFase 1: Apreciação ergonômicaLOCALIZAÇÃO DO AEROPORTO DE PEQUENO PORTEO aeroporto de pequeno porte situa-se na baixada de Jacarepaguá, a sudoeste dacidade do Rio de Janeiro, a aproximadamente 30 km do centro da cidade.O aeroporto tem dois milhões de metros quadrados, limitado ao norte pela Lagoa deJacarepaguá, ao sul por uma área de reserva biológica do município do Rio de Janeiro(Bosque da Barra) e a leste/oeste por terras de terceiros. A localização do aeroporto(Barra da Tijuca) facilita o deslocamento de executivos, artistas, moradores e visitantesem viagens de lazer ou de negócios.
  19. 19. Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego aéreo de um aeroporto depequeno porteFase 1: Apreciação ergonômicaLOCALIZAÇÃO DO AEROPORTO DE PEQUENO PORTE
  20. 20. Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego aéreo de um aeroporto depequeno porteFase 1: Apreciação ergonômicaLOCALIZAÇÃO DO AEROPORTO DE PEQUENO PORTE TORRE DE CONTROLE
  21. 21. Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego aéreo de um aeroporto de pequeno porte Fase 1: Apreciação ergonômica OPERAÇÃO DO AEROPORTO DE PEQUENO PORTE: SITUAÇÃO 1 TRÁFEGO AÉREO: POUSO TORRE DE CONTROLE TRÁFEGO AÉREO: 20 DECOLAGEMCABECEIRADOIS-ZERO VENTO
  22. 22. Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego aéreo de um aeroporto de pequeno porte Fase 1: Apreciação ergonômica OPERAÇÃO DO AEROPORTO DE PEQUENO PORTE: SITUAÇÃO 2TRÁFEGO AÉREO: POUSO TORRE DE CONTROLETRÁFEGO AÉREO: DECOLAGEM 02 CABECEIRA ZERO-DOIS VENTO
  23. 23. Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego aéreo de um aeroporto depequeno porteFase 1: Apreciação ergonômicaOS CONTROLADORES DE TRÁFEGO AÉREO DO AEROPORTO DE PEQUENOPORTEAo todo são 10 controladores de tráfego aéreo, sendo que um deles desempenhaapenas tarefas administrativas. O trabalho é dividido em 4 turnos de 6h, classificadoscomo turno Alpha, turno Beta, turno Charlie e turno Delta. A cada 4 dias trabalhados, ocontrolador recebe uma folga. INÍCIO DO TURNO FINAL DO TURNO HORÁRIO DE ALMOÇO TURNO A (ALPHA) 5h 45m 11h 45m 10h - 10h 15m TURNO B (BETA) 7h 15m 13h 15m 10h 15m - 10h 30mTURNO C (CHARLIE) 11h 45m 17h 45m 14h 45m - 15h TURNO D (DELTA) 13h 15m 19h 15m 15h - 15h 15m
  24. 24. Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego aéreo de um aeroporto de pequeno porte Fase 1: Apreciação ergonômica CONFIGURAÇÃO DOS POSTOS DE TRABALHO DOS CONTROLADORES A administração do aeroporto procura realizar o controle de tráfego aéreo com 3 controladores na torre. São 5 posições de atendimento, ou seja, 2 rádios e 3 telefones. O desenho representa a planta baixa da torre de controle. 3 11 4 6 7 1 2 9 10 5 8 12 13 14 15 16 17 2 9 18 19 20 VISTA LATERAL (BANCADA) 21 22 AERONAVES EM VÔO/AERONAVES EM TERRA26 25 VENTO, TEMPERATURA E PRESSÃO (digital) VENTO, TEMPERATURA E PRESSÃO (analógico) 23 23 24 RÁDIOS TELEFONES
  25. 25. Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego aéreo de um aeroporto de pequeno porte Fase 1: Apreciação ergonômica CONFIGURAÇÃO DOS POSTOS DE TRABALHO DOS CONTROLADORES 1. Vento, temperatura e pressão. 2. Programa de computador para controle do tráfego. 3. Rádio de comunicação com o pátio. 3 11 4. Pressão (aparelho analógico). 4 6 7 5. Vento (medido através do ponto médio da pista). 1 2 9 10 5 8 6. Vento (aparelho analógico). 7. Vento (aparelho analógico). 12 13 14 15 16 17 2 9 8. Rádio auxiliar. 9. Programa de computador para controle do tráfego. 18 19 20 10. Vento, temperatura e pressão. 11. Pressão. 12. Rádio de comunicação com as aeronaves no solo. 13. Telefone de contato com órgãos de controle aéreo. 21 22 AERONAVES EM VÔO/AERONAVES EM TERRA26 25 VENTO, TEMPERATURA E PRESSÃO (digital) VENTO, TEMPERATURA E PRESSÃO (analógico) 23 23 24 RÁDIOS TELEFONES
  26. 26. Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego aéreo de um aeroporto de pequeno porte Fase 1: Apreciação ergonômica CONFIGURAÇÃO DOS POSTOS DE TRABALHO DOS CONTROLADORES 14. Hotline com a sala S (controle dos planos de vôo). 15. Linha externa (gravação de todas as conversas). 16. Rádio de comunicação com as aeronaves em vôo. 3 11 17. Telefone externo (sem gravação das conversas). 4 6 7 18. Cadeira do controlador 1. 1 2 9 10 5 8 19. Cadeira do controlador 2. 20. Cadeira do controlador 3. 12 13 14 15 16 17 2 9 21. Cadeira para eventuais visitantes. 22. Armário (utilizado como mesa - café/forninho). 18 19 20 23. Servidor (controla os outros computadores). 24. Bebedouro. 25. Alçapão (entrada/saída - via escada “caracol”). 26. Saída de emergência (para uma pequena laje). 21 22 AERONAVES EM VÔO/AERONAVES EM TERRA26 25 VENTO, TEMPERATURA E PRESSÃO (digital) VENTO, TEMPERATURA E PRESSÃO (analógico) 23 23 24 RÁDIOS TELEFONES
  27. 27. Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego aéreo de um aeroporto de pequeno porte Fase 1: Apreciação ergonômica CONFIGURAÇÃO DOS POSTOS DE TRABALHO DOS CONTROLADORES POSTO DO CONTROLADOR 1 AERONAVES EM TERRA 3 11 4 6 7 1 2 9 10 5 8 12 13 14 15 16 17 2 9 18 19 20 21 22 AERONAVES EM VÔO/AERONAVES EM TERRA26 25 VENTO, TEMPERATURA E PRESSÃO (digital) VENTO, TEMPERATURA E PRESSÃO (analógico) 23 23 24 RÁDIOS TELEFONES
  28. 28. Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego aéreo de um aeroporto de pequeno porte Fase 1: Apreciação ergonômica CONFIGURAÇÃO DOS POSTOS DE TRABALHO DOS CONTROLADORES POSTO DO CONTROLADOR 2 AERONAVES EM TERRA/EM VÔO 3 11 4 6 7 1 2 9 10 5 8 12 13 14 15 16 17 2 9 18 19 20 21 22 AERONAVES EM VÔO/AERONAVES EM TERRA26 25 VENTO, TEMPERATURA E PRESSÃO (digital) VENTO, TEMPERATURA E PRESSÃO (analógico) 23 23 24 RÁDIOS TELEFONES
  29. 29. Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego aéreo de um aeroporto de pequeno porte Fase 1: Apreciação ergonômica CONFIGURAÇÃO DOS POSTOS DE TRABALHO DOS CONTROLADORES POSTO DO CONTROLADOR 3 AERONAVES EM VÔO 3 11 4 6 7 1 2 9 10 5 8 12 13 14 15 16 17 2 9 18 19 20 21 22 AERONAVES EM VÔO/AERONAVES EM TERRA26 25 VENTO, TEMPERATURA E PRESSÃO (digital) VENTO, TEMPERATURA E PRESSÃO (analógico) 23 23 24 RÁDIOS TELEFONES
  30. 30. Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego aéreo de um aeroporto depequeno porteFase 1: Apreciação ergonômicaA VOZ DOS CONTROLADORES DE TRÁFEGO AÉREOFoi realizada, sob a forma de bate-papo, uma entrevista não-estruturada com cada umdos controladores de tráfego aéreo. Buscava-se obter opiniões sobre as condições datorre de controle e da tarefa desempenhada. Evitou-se abordar alguma parteespecífica dos postos de trabalho, com o objetivo de conhecer o ambiente estudadoatravés de uma visão generalizada, para futuramente destacar os pontos consideradoscomo carentes em melhorias.O bate-papo foi conduzido no próprio ambiente de trabalho dos controladores,enquanto os mesmos desempenhavam a sua tarefa de monitoramento de aviões emoperações de manobra pelo pátio ou em vôo. Não foi utilizado nenhum tipo de ficha ouformulário para registrar os comentários dos sujeitos, apenas gravações através deuma câmera de vídeo. Com a transcrição destes dados, é possível observar algunsdos comentários obtidos:•  “A nossa bancada de controle é relativamente nova. Antigamente era toda analógica, mas os computadores foraminstalados há uns 2 anos atrás. Infelizmente a altura da bancada é muito grande, e para eu enxergar a pista precisoficar em pé.”;•  “A distribuição dos equipamentos na bancada foi feita de uma maneira desorganizada. Nenhum controlador foiconsultado sobre isso (pela administração do aeroporto). Tem alguns aparelhos que estão instalados no extremooposto da minha cadeira, eu preciso ficar me esticando pra tomar alguma informação.”;
  31. 31. Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego aéreo de um aeroporto depequeno porteFase 1: Apreciação ergonômicaA VOZ DOS CONTROLADORES DE TRÁFEGO AÉREO•  “A torre de controle deveria estar em outro local. O tráfego aéreo passa pelas nossas costas, quando deveria ser ocontrário (passar pela frente da torre). A gente precisa ficar virando o pescoço e o tronco para trás o tempo todo, ouentão trabalhar com a nossa cadeira em uma posição perpendicular à bancada de controle, para enxergar aaeronave se aproximando.”;•  “Estou com LER no meu braço por causa do acionamento repetitivo do botão do rádio. De vez em quando eupreciso me afastar do trabalho, meu antebraço, inclusive, já está com um calombo. Esse botão do rádio é muitoduro, e para falar com a aeronave precisa apertar até o fundo, até o final, senão não funciona.”;•  “Os equipamentos de comunicação deveriam ser auriculares. Às vezes o som do meu rádio se confunde com o dorádio dele (apontando para o outro controlador). Ou então a aeronave tem um rádio ruim, muito baixo, e a genteprecisa aumentar o volume para ouvir alguma coisa. Se depois esquecemos de abaixar, quando uma aeronave comum rádio de boa qualidade nos chama em seguida, o barulho é como um estouro ensurdecedor, além de atrapalharos outros controladores”;•  “O programa de computador para o controle de tráfego aéreo não atende as nossas necessidades. Ele foidesenvolvido para outro aeroporto, e funciona muito bem para aeronaves em vôo. Mas para pousos e decolagenshá uma série de informações que o programa não me permite inserir. Já pedimos modificações, e até conseguimosalguns ajustes, mas ainda não foram suficientes.”;•  “Esse trabalho é muito estressante. Às vezes eu sonho com acidentes aéreos.”;
  32. 32. Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego aéreo de um aeroporto depequeno porteFase 1: Apreciação ergonômicaA VOZ DOS CONTROLADORES DE TRÁFEGO AÉREO•  “Aqui a gente se vira como pode. Eu já controlei, sozinho, todos os postos de trabalho da torre. A distribuição dosnossos turnos é desorganizada, tem horas que só ficam 2 controladores aqui em cima. Se um precisa ir até obanheiro, o outro tem que segurar as pontas. O legal desse trabalho é que a gente aprende a fazer várias coisas aomesmo tempo. Enquanto eu estou aqui conversando contigo, também estou prestando atenção no céu e ouvindotudo o que está sendo transmitido pelo rádio.”;•  “Apenas 3 controladores não é um número suficiente. Este trabalho é muito cansativo e estressante. Em dias demovimento de pico, não dá tempo nem de beber água ou ir até o banheiro. A gente precisa de um quarto controladoraqui em cima. Assim, depois de 2 horas de trabalho, poderia haver um revezamento entre os postos e um doscontroladores poderia estar sempre descansando.”;•  “As nossas cadeiras são horríveis, estão quase todas quebradas. Eu não consigo nem utilizar o encosto, me dáuma sensação como se eu fosse cair para trás. Além disso, como a bancada é muito alta, eu preciso ajustar ela deuma maneira que não consigo colocar o pé no chão. Se eu ajustar a cadeira de forma que ela se encaixe nabancada, eu não consigo enxergar a pista.”;•  “O alçapão para entrar aqui na torre é muito grande e pesado, ocupa muito espaço. Além disso, quando a genteprecisa descer até o banheiro, por exemplo, deixamos ele aberto. Se o controlador se distrai, pode cair dentro doburaco do alçapão. Já aconteceu algumas vezes (o alçapão se localiza atrás do posto de trabalho do controlador deaviões em terra). Às vezes a gente também prende a nossa roupa no alçapão, que rasga nossas calças, camisas oufaz arranhões em nossos braços e pernas.”.
  33. 33. Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego aéreo de um aeroporto depequeno porteFase 1: Apreciação ergonômicaCARACTERIZAÇÃO E POSIÇÃO SERIAL DO SISTEMAO quadro que será apresentado logo em seguida mostra a caracterização e posiçãoserial do sistema estudado (postos de trabalho dos controladores de tráfego aéreo),indicando a sua meta, seus requisitos, o ambiente, as restrições, as entradas e assaídas, os resultados despropositados, assim como os sistemas alimentador e ulterior.Segundo MORAES e MONT`ALVÃO (2003), é possível classificar as definições acimada seguinte maneira:•  Meta: missão, finalidade do sistema;•  Requisitos: tudo o que o sistema deve possuir para atingir a sua meta, ou seja, sãoos atributos limitadores e atributos associados do sistema;•  Ambiente do sistema: o ambiente está fora do sistema alvo, embora estabeleçafronteiras e limites para este sistema-alvo (que não exerce controle sobre o ambiente);•  Restrições do sistema: elementos que dificultam a implementação dos requisitos;
  34. 34. Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego aéreo de um aeroporto depequeno porteFase 1: Apreciação ergonômicaCARACTERIZAÇÃO E POSIÇÃO SERIAL DO SISTEMA•  Entradas e saídas do sistema: as entradas são as informações recebidas quedeterminam as ações que serão processadas para gerar as saídas. Através dassaídas, é possível avaliar o desempenho do sistema;•  Resultados despropositados do sistema: explicitam falhas ou desvios do sistema,como acidentes, produtos defeituosos, refugos, poluição, entre outros;•  Sistema alimentador: sistema anterior ao sistema alvo;•  Sistema ulterior: o sistema alvo (postos de trabalho dos controladores de tráfegoaéreo) produz saídas para um sistema que lhe é posterior, justamente o sistemaulterior.
  35. 35. Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego aéreo de um aeroporto de pequeno porte Fase 1: Apreciação ergonômica CARACTERIZAÇÃO E POSIÇÃO SERIAL DO SISTEMA RESTRIÇÕES •  Condições meteorológicas •  Espaço físico da torre META Controle e ordenação do tráfego aéreo e terrestre de aeronaves ENTRADAS • Chamadas pelo SISTEMA rádio (aeronaves SAÍDAS em terra / vôo) •  Controle do SISTEMA ALIMENTADOR SISTEMA ALVO •  Chamadas pelo espaço aéreo •  Administração telefone (sala S / Postos de trabalho da Barra ULTERIOR (sala S: controle dos controladores de •  Aeronaves em terra outros aeroportos) •  Controle dos dos planos de vôo) tráfego aéreo do •  Equipes em terra •  Contato visual aviões no pátio•  Aeronaves em terra aeroporto de •  Aeronaves em vôo (aeronaves) •  Pouso e •  Aeronaves em vôo pequeno porte •  Outros aeroportos •  Informações decolagem de •  Outros aeroportos meteorológicas aeronaves •  Planos de vôo (sala S) RESULTADOS DESPROPOSITADOS •  Acidentes aéreos REQUISITOS •  Atraso dos vôos •  Condições visuais de vôo •  LER e estresse dos •  Sistemas meteorológicos, rádio e telefone controladores
  36. 36. Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego aéreo de um aeroporto depequeno porteFase 1: Apreciação ergonômicaORDENAÇÃO HIERÁRQUICA DO SISTEMAO quadro a seguir apresenta a ordenação hierárquica do sistema estudado, ou seja,posiciona o sistema alvo de acordo com a sua continência ou inclusão em outrossistemas hierarquicamente superiores. Além disso, explicita os sistemas contidos nosistema alvo. Tem-se, portanto, níveis hierárquicos superiores que são o supra-sistemae o supra-supra sistema, até o ecossistema, e níveis hierárquicos inferioresconstituídos de subsistemas e sub-subssistemas.
  37. 37. Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego aéreo de um aeroporto depequeno porteFase 1: Apreciação ergonômicaORDENAÇÃO HIERÁRQUICA DO SISTEMA ECOSSISTEMA: Ministério da Aeronáutica SUPRA-SUPRA-SUPRA-SUPRA-SUPRA SISTEMA: COMGAP Comando Geral de Apoio SUPRA-SUPRA-SUPRA-SUPRA SISTEMA: DEPV Diretoria de Eletrônica e Proteção ao Vôo SUPRA-SUPRA-SUPRA SISTEMA: INFRAERO Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária SUPRA-SUPRA SISTEMA: Aeroporto de pequeno porte SUPRA SISTEMA: Torre de controle SISTEMA ALVO: Postos de trabalho dos controladores de tráfego aéreo do aeroporto de pequeno porte SUBSISTEMA 1: SUBSISTEMA 2: SUBSISTEMA 3: Controle de “Ponte” entre o Controle de aeronaves controle de aeronaves aeronaves em terra em terra/vôo em vôo
  38. 38. Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego aéreo de um aeroporto de pequeno porte Fase 1: Apreciação ergonômica ORDENAÇÃO HIERÁRQUICA DO SISTEMA ECOSSISTEMA: Ministério da Aeronáutica SUPRA-SUPRA SISTEMA: Aeroporto de pequeno porte SUPRA SISTEMA: Torre de controle SISTEMA ALVO: Postos de trabalho dos controladores de tráfego aéreo do aeroporto de pequeno porte SUBSISTEMA 1: SUBSISTEMA 2: SUBSISTEMA 3:Controle de aeronaves em terra “Ponte” entre o controle Controle de aeronaves em vôo de aeronaves em terra/vôo SUB-SUBSISTEMA 1: Aparelhos SUB-SUBSISTEMA 1: Aparelhos meteorológicos (pressão, SUB-SUBSISTEMA 1: Aparelhos meteorológicos (pressão, temperatura e vento) meteorológicos (pressão, temperatura e vento) temperatura e vento) SUB-SUBSISTEMA 2: Programa de SUB-SUBSISTEMA 2: Programa decomputador para controle do tráfego SUB-SUBSISTEMA 2: Telefone 1, para computador para controle do tráfego órgãos de controle aéreo SUB-SUBSISTEMA 3: Rádio para SUB-SUBSISTEMA 3: Rádio paracomunicação com aeronaves em terra SUB-SUBSISTEMA 3: Telefone 2, para comunicação com aeronaves em vôo sala S (controle dos planos de vôo) SUB-SUBSISTEMA 4: Rádio para SUB-SUBSISTEMA 4: Rádio auxiliar comunicação com o pátio SUB-SUBSISTEMA 4: Telefone 3, com linha externaSUB-SUBSISTEMA 5: Telefone 1, para SUB-SUBSISTEMA 5: Telefone 1, para órgãos de controle aéreo órgãos de controle aéreoSUB-SUBSISTEMA 6: Telefone 2, para SUB-SUBSISTEMA 6: Telefone 2, para sala S (controle dos planos de vôo) sala S (controle dos planos de vôo) SUB-SUBSISTEMA 7: Telefone 3, SUB-SUBSISTEMA 7: Telefone 3, com linha externa com linha externa
  39. 39. Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego aéreo de um aeroporto depequeno porteFase 1: Apreciação ergonômicaEXPANSÃO DO SISTEMAO próximo quadro apresenta a expansão do sistema. Todo sistema recebe comoentrada produtos provenientes de um sistema serial que o antecede e produz saídasque o sucede. Além disso, todo sistema também apresenta outros sistemas paralelos aele próprio, mas que não alimentam o sistema alvo.
  40. 40. Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego aéreo de um aeroporto depequeno porteFase 1: Apreciação ergonômicaEXPANSÃO DO SISTEMA SUPRA-SISTEMA: Torre de controle SISTEMA SERIAL 1 SISTEMA ALVO: Postos de trabalho SISTEMA PARALELO 1 Administração do controle dos controladores de tráfego aéreo Administração geral de planos de vôo (sala S) do aeroporto de pequeno porte SISTEMA SERIAL 2 SISTEMA PARALELO 2 SUBSISTEMA 1 Aeronaves em terra Empresas de manutenção Controle de aeronaves em terra SISTEMA SERIAL 3 SISTEMA PARALELO 3 Aeronaves em vôo SUBSISTEMA 2 Equipe de limpeza “Ponte” entre o controle de aeronaves em terra/vôo SISTEMA SERIAL 4 SISTEMA PARALELO 4 Equipes em terra Equipe de segurança SUBSISTEMA 3 Controle de aeronaves em vôo SISTEMA SERIAL 5 SISTEMA PARALELO 5 Outros aeroportos Restaurante SISTEMA PARALELO 6 Usuários do aeroporto
  41. 41. Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego aéreo de um aeroporto depequeno porteFase 1: Apreciação ergonômicaMODELAGEM COMUNICACIONAL DO SISTEMAA seguir será apresentado o quadro de modelagem comunicacional do sistema. Omesmo lida basicamente com a transmissão de informação, compreendendo:•  Subsistemas humanos de tomada de informação e percepção (sentidos humanosenvolvidos);•  Subsistemas humanos de resposta e regulação (ações realizadas - palavras, gestos,deslocamentos e posturas);•  Subsistemas da máquina que fornecem informações para serem processadas pelohomem;•  Subsistemas da máquina que recebem as ações do homem.
  42. 42. Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego aéreo de um aeroporto de pequeno porte Fase 1: Apreciação ergonômica MODELAGEM COMUNICACIONAL DO SISTEMA MÁQUINA Homem FONTES DE INFORMAÇÃO •  Aparelhos meteorológicos (pressão, temperatura e vento) •  Contato visual com aeronaves •  Programa de computador para CANAIS DE controle do tráfego •  Rádio auxiliar TRANSMISSÃO SISTEMAS HUMANOS •  Rádio para comunicação com ENVOLVIDOS aeronaves em terra • Audição •  Rádio para comunicação com • Visão aeronaves em vôo •  Rádio para comunicação com o pátio•  Telefone 1, para órgãos de controle aéreo •  Telefone 2, para sala S (controle dos planos de vôo) •  Telefone 3, com linha externa TRANSMISSÕES ACIONAMENTOS NEURÔNIOS •  Atender o telefone COMANDOS ATIVADOS •  Delegar comandos e procedimentos de vôo •  Binóculo •  Digitar no teclado RESPOSTAS HUMANAS •  Botão do rádio auxiliar •  Falar no rádio •  Com a boca •  Botão do rádio de aeronaves em terra •  Fazer anotações em papel •  Com a mão •  Botão do rádio de aeronaves em vôo •  Fazer ligações telefônicas •  Com o corpo •  Mouse •  Levantar da cadeira •  Com deslocamentos •  Teclado do computador •  Segurar o binóculo •  Com gestos •  Teclado do telefone 1 •  Com posturas •  Teclado do telefone 2 •  Teclado do telefone 3
  43. 43. Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego aéreo de um aeroporto depequeno porteFase 1: Apreciação ergonômicaFLUXOGRAMA FUNCIONAL AÇÃO-DECISÃOO fluxograma funcional ação-decisão será apresentado a seguir. Este fluxogramasequencial das funções, operações e atividades realizadas em série, simultâneas,alternativas ou questionáveis, assim como as decisões implicadas, faz parte doenfoque sistêmico desta pesquisa.
  44. 44. Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego aéreo de um aeroporto de pequeno porte Fase 1: Apreciação ergonômica FLUXOGRAMA FUNCIONAL AÇÃO-DECISÃO: SITUAÇÃO 1 - DECOLAGEM 3a A aeronave 1.0 2.0 já está cadastrada Controlador Verifica no sistemaINÍCIO (terra) recebe o programa e/ou 4.0 1 chamada de computador da aeronave (controle de A aeronave pelo rádio tráfego) Cadastrada não está a aeronave cadastrada no sistema no sistema 3b 5.0 6.0 7.0 8.0 9.0 Verifica Informa Passa o controle Verifica Direciona as condições as condições da aeronave 1 qual cabeceira a aeronave para 2 meteorológicas meteorológicas para o próximo da pista a entrada da (pressão, tempe- para o piloto controlador está em uso cabeceira da pista ratura e vento) da aeronave (“ponte” terra/vôo) Controlador 1 - AERONAVES EM Controlador 2 - AERONAVES EM Controlador 3 - AERONAVES TERRA TERRA/VÔO EM VÔO
  45. 45. Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego aéreo de um aeroporto de pequeno porte Fase 1: Apreciação ergonômica FLUXOGRAMA FUNCIONAL AÇÃO-DECISÃO: SITUAÇÃO 1 - DECOLAGEM 12a 13.0 Entra em contato Confere (via telefone) 10.0 11.0 cartas e mapas com outras de navegação torres de Recebe as Verifica altitude controle2 coordenações e rotas para e/ou 3 do primeiro direcionar a controlador aeronave Constata que não precisa realizar outros procedimentos 12b 14.0 15.0 16.0 17.0 18.0 Passa o controle Localiza a Observa se Recebe as Autoriza da aeronave aeronave existe outra3 coordenações a decolagem 4 para o próximo estacionada aeronave em do segundo da SIM controlador na entrada da operação (pouso controlador aeronave? (vôo) cabeceira da pista ou decolagem) NÃO Controlador 1 - AERONAVES EM Controlador 2 - AERONAVES EM Controlador 3 - AERONAVES TERRA TERRA/VÔO EM VÔO
  46. 46. Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego aéreo de um aeroporto de pequeno porte Fase 1: Apreciação ergonômica FLUXOGRAMA FUNCIONAL AÇÃO-DECISÃO: SITUAÇÃO 1 - DECOLAGEM 19.0 20.0 21.0 22.0 23.0 Informa Verifica a direção Confirma com Autoriza Faz saudação FIM as condições (altitude e rotas) o piloto o ingresso4 para o piloto, meteorológicas da aeronave a direção da aeronave desejando para o piloto no programa (altitude e rotas) na pista “bom-vôo” da aeronave de computador da aeronave de decolagem Controlador 1 - AERONAVES EM Controlador 2 - AERONAVES EM Controlador 3 - AERONAVES TERRA TERRA/VÔO EM VÔO
  47. 47. Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego aéreo de um aeroporto de pequeno porte Fase 1: Apreciação ergonômica FLUXOGRAMA FUNCIONAL AÇÃO-DECISÃO: SITUAÇÃO 2 - POUSO 3a A aeronave 1.0 2.0 já está cadastrada Controlador Verifica no sistemaINÍCIO (vôo) recebe o programa e/ou 4.0 1 chamada de computador da aeronave (controle de Cadastrada a A aeronave pelo rádio tráfego) nave (altitude, não está procedência, cadastrada previsão de no sistema chegada, tipo) 3b 7a 8.0 Informa SIM Verifica as condições 5.0 6.0 qual cabeceira 2 meteorológicas da pista para o piloto Verifica o horário está em uso da aeronave e as condições Aeroporto 1 meteorológicas está e/ou (pressão, tempe- operando? Direciona a ratura e vento) aeronave para FIM o aeroporto NÃO Santos Dumont 7b Controlador 1 - AERONAVES EM Controlador 2 - AERONAVES EM Controlador 3 - AERONAVES TERRA TERRA/VÔO EM VÔO
  48. 48. Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego aéreo de um aeroporto de pequeno porte Fase 1: Apreciação ergonômica FLUXOGRAMA FUNCIONAL AÇÃO-DECISÃO: SITUAÇÃO 2 - POUSO 12a Informa para o piloto o local FIM 9.0 10.0 11.0 do pátio para Verifica Fornece para estacionar Localiza a a aeronave se a aeronave o piloto os2 aeronave, através de está ingressando últimos e/ou através da procedimentos Não informa para contato visual via correta para pouso o piloto o local do pátio para 3 estacionar a aeronave 12b 13.0 14.0 15.0 16.0 Passa o controle Controlador (terra) Observa Recebe da aeronave aguarda a aeronave3 a chamada 4 para o outro o contato se movimentando da aeronave controlador da aeronave em direção pelo rádio (terra) pelo rádio ao pátio Controlador 1 - AERONAVES EM Controlador 2 - AERONAVES EM Controlador 3 - AERONAVES TERRA TERRA/VÔO EM VÔO
  49. 49. Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego aéreo de um aeroporto de pequeno porte Fase 1: Apreciação ergonômica FLUXOGRAMA FUNCIONAL AÇÃO-DECISÃO: SITUAÇÃO 2 - POUSO 17a Informa para o piloto o local FIM do pátio para estacionar a aeronave4 e/ou 18.0 19.0 20.0 Consulta a equipe Informa para Aguarda Recebe do pátio sobre o piloto o local FIM a resposta orientações o melhor local do pátio para da equipe da equipe para o piloto estacionar de solo de solo estacionar a aeronave 17b Controlador 1 - AERONAVES EM Controlador 2 - AERONAVES EM Controlador 3 - AERONAVES TERRA TERRA/VÔO EM VÔO
  50. 50. Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego aéreo de um aeroporto depequeno porteFase 1: Apreciação ergonômicaPROBLEMATIZAÇÃODurante a fase de apreciação ergonômica, foram encontrados, nos postos de trabalhodos controladores de tráfego aéreo do aeroporto de pequeno porte, problemasacidentários, acionais, comunicacionais, espaciais-arquiteturais de interiores, físico-ambientais, instrumentais, interacionais, interfaciais, naturais, operacionais eorganizacionais. Tais problemas serão caracterizados a seguir, junto com algumasfotografias.
  51. 51. Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego aéreo de um aeroporto depequeno porteFase 1: Apreciação ergonômicaPROBLEMATIZAÇÃO: PROBLEMA ACIDENTÁRIODe acordo com MORAES e MONT`ALVÃO (2003), os problemas acidentários podemser caracterizados da seguinte maneira:•  Comprometem os requisitos securitários que envolvem a segurança do trabalho, emcasa e no ambiente;•  Falta de dispositivos de proteção das máquinas;•  Precariedade do solo, de andaimes, rampas e escadas;•  Manutenção insuficiente;•  Deficiência de rotinas e equipamentos para emergências e incêndios;•  Falta de atendimento às normas de colocação e sinalização de extintores de incêndio.
  52. 52. Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego aéreo de um aeroporto depequeno porteFase 1: Apreciação ergonômicaPROBLEMATIZAÇÃO: PROBLEMA ACIDENTÁRIOInexistência de uma saída de incêndio adequada. Esta saída dá acesso para uma pequena laje, mas não existe uma escada de incêndio. Durante um incêndio, caso fique preso na torre de controle, o controlador deve esperar que o fogo seja contido, ou se jogar do alto da torre.
  53. 53. Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego aéreo de um aeroporto depequeno porteFase 1: Apreciação ergonômicaPROBLEMATIZAÇÃO: PROBLEMA ACIDENTÁRIOTropeções no “puxador” do alçapão de entrada/saída da torre. Ao se movimentar pela torre de controle, é comum o controlador esbarrar com o pé na pega do alçapão.
  54. 54. Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego aéreo de um aeroporto depequeno porteFase 1: Apreciação ergonômicaPROBLEMATIZAÇÃO: PROBLEMA ACIONALDe acordo com MORAES e MONT`ALVÃO (2003), os problemas acionais podem sercaracterizados da seguinte maneira:•  Constrangimentos biomecânicos no ataque acional a comandos e empunhaduras.Ângulos, movimentação e aceleração, que agravam as lesões por traumas repetitivos;•  Dimensões, conformação e acabamento, que prejudicam a apreensão e acarretampressões localizadas e calos.
  55. 55. Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego aéreo de um aeroporto depequeno porteFase 1: Apreciação ergonômicaPROBLEMATIZAÇÃO: PROBLEMA ACIONALAcionamento repetitivo do botão do rádio. O botão do rádio é muito duro e o aparelho só funciona se este botão for pressionado até o final.
  56. 56. Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego aéreo de um aeroporto depequeno porteFase 1: Apreciação ergonômicaPROBLEMATIZAÇÃO: PROBLEMA ACIONALAcionamento repetitivo do botão do rádio.
  57. 57. Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego aéreo de um aeroporto depequeno porteFase 1: Apreciação ergonômicaPROBLEMATIZAÇÃO: PROBLEMA COMUNICACIONALDe acordo com MORAES e MONT`ALVÃO (2003), os problemas comunicacionaispodem ser caracterizados da seguinte maneira:•  Falta de dispositivos de comunicação à distância;•  Ruídos na transmissão de informações sonoras ou gestuais;•  Má audibilidade das mensagens radiofônicas e/ou telefônicas.
  58. 58. Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego aéreo de um aeroporto depequeno porteFase 1: Apreciação ergonômicaPROBLEMATIZAÇÃO: PROBLEMA COMUNICACIONALDificuldade para ouvir, pelo rádio, as mensagens de algumas aeronaves. Algumas aeronaves possuem rádios de qualidade ruim, com um volume muito baixo na transmissão de suas mensagens. O controlador precisa aproximar o ouvido para perto da saída de som do rádio, resultando em posturas prejudiciais.
  59. 59. Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego aéreo de um aeroporto depequeno porteFase 1: Apreciação ergonômicaPROBLEMATIZAÇÃO: PROBLEMA COMUNICACIONALDificuldade para ouvir, pelo rádio, as mensagens de algumas aeronaves.
  60. 60. Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego aéreo de um aeroporto depequeno porteFase 1: Apreciação ergonômicaPROBLEMATIZAÇÃO: PROBLEMA COMUNICACIONALVários rádios e telefones funcionando ao mesmo tempo. É comum o controlador coordenar aeronaves pelo rádio e chamar pelo telefone, ao mesmo tempo, outras torres de controle para obter algumas informações sobre o tráfego aéreo.
  61. 61. Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego aéreo de um aeroporto depequeno porteFase 1: Apreciação ergonômicaPROBLEMATIZAÇÃO: PROBLEMA COMUNICACIONALVários rádios e telefones funcionando ao mesmo tempo.
  62. 62. Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego aéreo de um aeroporto depequeno porteFase 1: Apreciação ergonômicaPROBLEMATIZAÇÃO: PROBLEMA COMUNICACIONALVários rádios e telefones funcionando ao mesmo tempo.
  63. 63. Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego aéreo de um aeroporto depequeno porteFase 1: Apreciação ergonômicaPROBLEMATIZAÇÃO: PROBLEMA ESPACIAL-ARQUITETURALDe acordo com MORAES e MONT`ALVÃO (2003), os problemas espaciais-arquiteturais de interiores podem ser caracterizados da seguinte maneira:•  Deficiência de fluxo, circulação, isolamento, má aeração, insolação, iluminaçãonatural, isolamento acústico, térmico ou radioativo em função dos materiais deacabamento empregados;•  Falta de otimização luminosa, da cor, da ambiência gráfica, do paisagismo.
  64. 64. Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego aéreo de um aeroporto depequeno porteFase 1: Apreciação ergonômicaPROBLEMATIZAÇÃO: PROBLEMA ESPACIAL-ARQUITETURALAlçapão de entrada/saída da torre é muito grande e pesado. O controlador de aeronaves em terra precisa deixar o seu posto para que o alçapão possa ser aberto. Já houve casos em que o controlador caiu dentro do buraco do alçapão, pelo fato do mesmo estar aberto por algum motivo.
  65. 65. Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego aéreo de um aeroporto depequeno porteFase 1: Apreciação ergonômicaPROBLEMATIZAÇÃO: PROBLEMA ESPACIAL-ARQUITETURALAlçapão de entrada/saída da torre é muito grande e pesado.
  66. 66. Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego aéreo de um aeroporto depequeno porteFase 1: Apreciação ergonômicaPROBLEMATIZAÇÃO: PROBLEMA ESPACIAL-ARQUITETURALAlçapão de entrada/saída da torre é muito grande e pesado.
  67. 67. Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego aéreo de um aeroporto depequeno porteFase 1: Apreciação ergonômicaPROBLEMATIZAÇÃO: PROBLEMA FÍSICO-AMBIENTALDe acordo com MORAES e MONT`ALVÃO (2003), os problemas físico-ambientaispodem ser caracterizados da seguinte maneira:•  Temperatura, ruído, iluminação, vibração, radiação acima ou abaixo dos níveisrecomendados nas normas regulamentadoras.
  68. 68. Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego aéreo de um aeroporto depequeno porteFase 1: Apreciação ergonômicaPROBLEMATIZAÇÃO: PROBLEMA FÍSICO-AMBIENTALTemperatura muito alta ou muito baixa, devido a má distribuição do ar-condicionado. Apenas uma das saídas de ar do aparelho está aberta, prejudicando a distribuição do fluxo de ar.
  69. 69. Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego aéreo de um aeroporto depequeno porteFase 1: Apreciação ergonômicaPROBLEMATIZAÇÃO: PROBLEMA FÍSICO-AMBIENTALTemperatura muito alta ou muito baixa, devido a má distribuição do ar-condicionado.
  70. 70. Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego aéreo de um aeroporto depequeno porteFase 1: Apreciação ergonômicaPROBLEMATIZAÇÃO: PROBLEMA INSTRUMENTALDe acordo com MORAES e MONT`ALVÃO (2003), os problemas instrumentais podemser caracterizados da seguinte maneira:•  Arranjos físicos incongruentes de painéis de informações e de comandos, queacarretam dificuldades de tomada de informações e de acionamentos, em face deinconsistências de navegação e de exploração visual, com prejuízos para amemorização e para a aprendizagem.
  71. 71. Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego aéreo de um aeroporto depequeno porteFase 1: Apreciação ergonômicaPROBLEMATIZAÇÃO: PROBLEMA INSTRUMENTALOrganização incongruente dos equipamentos da bancada de controle. Por muitas vezes o controlador precisa tomar informações a partir de instrumentos que estão distribuídos em diferentes locais da bancada de controle. Em alguns caso é preciso assumir posturas prejudiciais durante o processo de tomada de dados.
  72. 72. Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego aéreo de um aeroporto depequeno porteFase 1: Apreciação ergonômicaPROBLEMATIZAÇÃO: PROBLEMA INSTRUMENTALOrganização incongruente dos equipamentos da bancada de controle. Neste caso, o controlador precisa se levantar da cadeira para consultar um instrumento que não está ao alcance do seu campo visual.
  73. 73. Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego aéreo de um aeroporto depequeno porteFase 1: Apreciação ergonômicaPROBLEMATIZAÇÃO: PROBLEMA INSTRUMENTALOrganização incongruente dos equipamentos da bancada de controle. Controlador no posto 2 (“ponte” entre as aeronaves em terra/vôo) precisa esticar o corpo para a tomada de informação a partir de um instrumento que não está ao alcance do seu campo visual.
  74. 74. Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego aéreo de um aeroporto depequeno porteFase 1: Apreciação ergonômicaPROBLEMATIZAÇÃO: PROBLEMA INSTRUMENTALOrganização incongruente dos equipamentos da bancada de controle. O controlador precisa atender um telefone que não está localizado na bancada de controle.
  75. 75. Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego aéreo de um aeroporto depequeno porteFase 1: Apreciação ergonômicaPROBLEMATIZAÇÃO: PROBLEMA INSTRUMENTALOrganização incongruente dos equipamentos da bancada de controle. O controlador consulta um instrumento no outro extremo da bancada
  76. 76. Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego aéreo de um aeroporto depequeno porteFase 1: Apreciação ergonômicaPROBLEMATIZAÇÃO: PROBLEMA INSTRUMENTALOrganização incongruente dos equipamentos da bancada de controle.
  77. 77. Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego aéreo de um aeroporto depequeno porteFase 1: Apreciação ergonômicaPROBLEMATIZAÇÃO: PROBLEMA INTERACIONALDe acordo com MORAES e MONT`ALVÃO (2003), os problemas interacionais podemser caracterizados da seguinte maneira:•  Dificuldades no diálogo computadorizado, provocadas pela navegação, peloencadeamento e pela apresentação de informações em telas de programas;•  Problemas de utilidade (realização da tarefa), usabilidade (diálogo) e amigabilidade(apresentação das telas) de interfaces informatizadas.
  78. 78. Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego aéreo de um aeroporto depequeno porteFase 1: Apreciação ergonômicaPROBLEMATIZAÇÃO: PROBLEMA INTERACIONALO programa de computador para controle de tráfego aéreo não atende aoscontroladores, pois foi desenvolvido para outro aeroporto. Há uma série deinformações que o software não permite inserir. Campos insuficientes para inserir informações sobre as aeronaves em trânsito. Existe a necessidade de maiores ajustes no programa de computador, para o mesmo se adequar perfeitamente à tarefa desempenhada pelos controladores.
  79. 79. Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego aéreo de um aeroporto depequeno porteFase 1: Apreciação ergonômicaPROBLEMATIZAÇÃO: PROBLEMA INTERACIONALO programa de computador para controle de tráfego aéreo não atende aoscontroladores, pois foi desenvolvido para outro aeroporto. Há uma série deinformações que o software não permite inserir.
  80. 80. Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego aéreo de um aeroporto depequeno porteFase 1: Apreciação ergonômicaPROBLEMATIZAÇÃO: PROBLEMA INTERACIONALO programa de computador para controle de tráfego aéreo não atende aoscontroladores, pois foi desenvolvido para outro aeroporto. Há uma série deinformações que o software não permite inserir.
  81. 81. Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego aéreo de um aeroporto depequeno porteFase 1: Apreciação ergonômicaPROBLEMATIZAÇÃO: PROBLEMA INTERACIONALO programa de computador para controle de tráfego aéreo não atende aoscontroladores, pois foi desenvolvido para outro aeroporto. Há uma série deinformações que o software não permite inserir.
  82. 82. Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego aéreo de um aeroporto depequeno porteFase 1: Apreciação ergonômicaPROBLEMATIZAÇÃO: PROBLEMA INTERFACIALDe acordo com MORAES e MONT`ALVÃO (2003), os problemas interfaciais podem sercaracterizados da seguinte maneira:•  Posturas prejudiciais resultantes de inadequações do campo de visão ou tomada deinformações, do envoltório acional ou alcances e do posicionamento de componentescomunicacionais, com prejuízos para os sistemas muscular e esquelético.
  83. 83. Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego aéreo de um aeroporto depequeno porteFase 1: Apreciação ergonômicaPROBLEMATIZAÇÃO: PROBLEMA INTERFACIALPosturas prejudiciais devido ao acionamento do alçapão de entrada/saída da torre. Postura prejudicial e esforço para abrir o alçapão.
  84. 84. Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego aéreo de um aeroporto depequeno porteFase 1: Apreciação ergonômicaPROBLEMATIZAÇÃO: PROBLEMA INTERFACIALPosturas prejudiciais devido ao acionamento do alçapão de entrada/saída da torre.
  85. 85. Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego aéreo de um aeroporto depequeno porteFase 1: Apreciação ergonômicaPROBLEMATIZAÇÃO: PROBLEMA INTERFACIALPosturas prejudiciais devido ao acionamento do insufilme. O controlador precisa ficar ajoelhado sobre a bancada e esticar o corpo para alcançar o insufilme.
  86. 86. Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego aéreo de um aeroporto depequeno porteFase 1: Apreciação ergonômicaPROBLEMATIZAÇÃO: PROBLEMA INTERFACIALPosturas prejudiciais devido ao acionamento do insufilme.
  87. 87. Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego aéreo de um aeroporto depequeno porteFase 1: Apreciação ergonômicaPROBLEMATIZAÇÃO: PROBLEMA INTERFACIALPosturas prejudiciais devido à altura da bancada dos equipamentos de controle. Controlador estica o pescoço p ara visualizar a p ista O controlador precisa esticar o pescoço para visualizar a pista.

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