SlideShare uma empresa Scribd logo
1 de 4
Baixar para ler offline
A UA U L A
     L A

    30
 30
              Calibração de relógios
              comparadores

Um problema                                   N   as aulas anteriores, vimos como se faz a
              calibração de paquímetros e micrômetros. Nesta, vamos saber como solucionar
              os problemas de calibração de relógios comparadores.

                  Introdução

                  A NBR 6388/1983 é a norma brasileira que regulamenta procedimentos,
              tolerâncias e demais condições para a calibração dos relógios comparadores.
              Temos, a seguir, alguns itens referentes à calibração desse instrumento.
                   A repetibilidade do relógio é definida como sua capacidade de repetir as
              leituras, para o comprimento medido, dentro das seguintes condições normais
              de uso:
              1. acionamento da haste móvel várias vezes, sucessivamente, em velocidades
                   diferentes, numa placa fixa de metal duro e indeformável;
              2. movimento da placa ou cilindro em qualquer direção, num plano perpen-
                   dicular ao eixo da haste móvel, e retornando ao mesmo ponto;
              3. medição de pequenos deslocamentos da ordem de 25 mm;
              4. levar o ponteiro devagar, sobre a mesma divisão da escala várias vezes,
                   primeiro num sentido e depois noutro.




                  Quando o relógio é usado em qualquer das condições descritas, o erro de
              repetição não deve exceder a 3 mm.
                  Esses ensaios devem ser executados no mínimo cinco vezes para cada ponto
              de intervalo controlado. Tais ensaios precisam ser executados no início, no meio
              e no fim do curso útil da haste móvel.
A exatidão do relógio comparador é definida como sua capacidade de,                   A U L A
dentro de intervalos específicos, dar leituras cujos erros estejam dentro dos
desvios dados na tabela a seguir, e que deve ser aplicada para qualquer ponto
de sua capacidade de medição.                                                             30
                  TABELA    - DESVIOS TOTAIS PERMISSÍVEIS (em mm)
                                Desvios permissíveis
 qualquer 0,1 volta     qualquer 0,5 volta qualquer 2,0 voltas qualquer intervalo maior
        5                      10                 15                      20

    Com essa tabela é possível identificar os desvios em 0,1; 0,5 e 2,0 voltas ou
em intervalos maiores, considerando-se erros acima de 20 mm.


    Calibração

    De acordo com a NBR6165/1980, todas as medições devem basear-se na
temperatura de 20ºC. Trata-se, no caso, de medição de exatidão e repetição. Para
isso, o relógio comparador deve ser montado num suporte suficientemente
rígido, para evitar que a falta de estabilidade do relógio possa afetar as leituras.
    Deve-se ter certeza de que os requisitos de teste sejam atendidos em
qualquer que seja o posicionamento da haste móvel do relógio em relação à
direção da gravidade.
    Para calibrar um relógio comparador é necessário que a calibração seja feita
por meio de um dispositivo específico, de modo que o relógio possa ser montado
perpendicularmente, em oposição à cabeça de um micrômetro. A leitura pode ir
de 0,001 mm até à medida superior desejada.
    Pode-se fazer uma série de leituras a intervalos espaçados adequadamente.
As leituras são feitas no comprimento total do curso útil do relógio comparador,
observando-se, no princípio, cada décimo de volta feita no relógio.
    Após as leituras, os resultados obtidos podem ser melhor analisados por meio
de um gráfico, que deve apresentar todos os desvios observados nos relógios
comparadores. Os desvios são assinalados nas ordenadas e as posições da haste
móvel, identificadas ao longo de seu curso útil, são marcadas nas abcissas.
    A figura a seguir representa um dispositivo de calibração do relógio
comparador. Observe que o relógio está assentado sobre um suporte rígido que
lhe dá estabilidade. O cabeçote do micrômetro está perpendicularmente oposto
ao relógio montado.




                      dispositivo de calibração de relógio comparador
A U L A       Erros do relógio comparador


30            A análise de todos os desvios observados no relógio comparador permite
          identificar os possíveis erros. Esses erros variam, e vão desde os mínimos até os
          máximos, o que pode fornecer parâmetros para o estabelecimento de erros
          aceitáveis, uma vez que dificilmente se obtém uma medição isenta de erros.
              Os erros do relógio comparador podem ser representados graficamente,
          como exemplificado no diagrama abaixo, facilitando a visualização e a análise do
          comportamento dos erros ao longo do curso do instrumento.




              Para facilitar a visualização e análise dos erros obtidos na primeira volta do
          relógio, pode ser utilizado outro diagrama, somente para esse deslocamento.




             Teste sua aprendizagem. Faça os exercícios a seguir e confira suas respostas
          com as do gabarito.
Marque com X a resposta correta.                                              Exercícios
                                                                                   A U L A

Exercício 1
   A norma brasileira que orienta a aferição dos relógios comparadores é a:       30
   a) ( ) ISO 9000;
   b) ( ) NBR 9001;
   c) ( ) NBR 6388;
   d) ( ) NBR 9002.

Exercício 2
   A capacidade que o relógio comparador tem para repetir leituras denomina-se:
   a) ( ) rotatividade;
   b) ( ) relatividade;
   c) ( ) circularidade;
   d) ( ) repetibilidade;

Exercício 3
   Para o relógio comparador repetir leituras é preciso que a haste móvel seja
   acionada do seguinte modo:
   a) ( ) uma vez, com uma velocidade estabelecida;
   b) ( ) várias vezes, em velocidades diferentes;
   c) ( ) em velocidade normal, contínua;
   d) ( ) durante um tempo determinado.

Exercício 4
   Na aferição, o relógio comparador deve ser montado em suporte:
   a) ( ) flexível;
   b) ( ) maleável;
   c) ( ) rígido;
   d) ( ) leve.

Exercício 5
   Para identificar desvios totais permissíveis, usa-se:
   a) ( ) diagrama;
   b) ( ) tabela;
   c) ( ) organograma;
   d) ( ) fluxograma.

Exercício 6
   Os erros do relógio comparador podem ser identificados em:
   a) ( ) fluxogramas;
   b) ( ) tabelas;
   c) ( ) registros;
   d) ( ) diagramas.

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

06. paquímetro sistema inglês
06. paquímetro  sistema inglês06. paquímetro  sistema inglês
06. paquímetro sistema inglêsEdvaldo Viana
 
Nbr 8855 eb 168 propriedades mecanicas de elementos de fixacao parafusos e pr...
Nbr 8855 eb 168 propriedades mecanicas de elementos de fixacao parafusos e pr...Nbr 8855 eb 168 propriedades mecanicas de elementos de fixacao parafusos e pr...
Nbr 8855 eb 168 propriedades mecanicas de elementos de fixacao parafusos e pr...ejfelix
 
05. paquímetro sistema metrico
05. paquímetro  sistema metrico05. paquímetro  sistema metrico
05. paquímetro sistema metricoEdvaldo Viana
 
17. régua e mesa de seno
17. régua e mesa de seno17. régua e mesa de seno
17. régua e mesa de senoEdvaldo Viana
 
Metrologia - Aula 4
Metrologia - Aula 4Metrologia - Aula 4
Metrologia - Aula 4IBEST ESCOLA
 
19.parâmetros de rugosidade
19.parâmetros de rugosidade19.parâmetros de rugosidade
19.parâmetros de rugosidadeEdvaldo Viana
 
15.relógio comparador
15.relógio comparador15.relógio comparador
15.relógio comparadorEdvaldo Viana
 
ABNT NBR ISO 10012:2004 - Sistema de Gestão de Medição
ABNT NBR ISO 10012:2004 - Sistema de Gestão de MediçãoABNT NBR ISO 10012:2004 - Sistema de Gestão de Medição
ABNT NBR ISO 10012:2004 - Sistema de Gestão de MediçãoFabiano Costa Cardoso
 
08.micrômetro tipos e usos
08.micrômetro  tipos e usos08.micrômetro  tipos e usos
08.micrômetro tipos e usosEdvaldo Viana
 
25.tolerância geometrica de forma
25.tolerância geometrica de forma25.tolerância geometrica de forma
25.tolerância geometrica de formaEdvaldo Viana
 
Metrologia - Aula 2
Metrologia - Aula 2Metrologia - Aula 2
Metrologia - Aula 2IBEST ESCOLA
 
Novo Sistema Internacional de Unidades (SI)
Novo Sistema Internacional de Unidades (SI)Novo Sistema Internacional de Unidades (SI)
Novo Sistema Internacional de Unidades (SI)Inmetro
 
Nbr 8404 indicacao do estado de superficies em desenhos tecnicos
Nbr 8404 indicacao do estado de superficies em desenhos tecnicosNbr 8404 indicacao do estado de superficies em desenhos tecnicos
Nbr 8404 indicacao do estado de superficies em desenhos tecnicosejfelix
 

Mais procurados (20)

06. paquímetro sistema inglês
06. paquímetro  sistema inglês06. paquímetro  sistema inglês
06. paquímetro sistema inglês
 
Nbr 8855 eb 168 propriedades mecanicas de elementos de fixacao parafusos e pr...
Nbr 8855 eb 168 propriedades mecanicas de elementos de fixacao parafusos e pr...Nbr 8855 eb 168 propriedades mecanicas de elementos de fixacao parafusos e pr...
Nbr 8855 eb 168 propriedades mecanicas de elementos de fixacao parafusos e pr...
 
Micrometro
MicrometroMicrometro
Micrometro
 
05. paquímetro sistema metrico
05. paquímetro  sistema metrico05. paquímetro  sistema metrico
05. paquímetro sistema metrico
 
17. régua e mesa de seno
17. régua e mesa de seno17. régua e mesa de seno
17. régua e mesa de seno
 
Tolerancia dimensional
Tolerancia dimensionalTolerancia dimensional
Tolerancia dimensional
 
Metrologia - Aula 4
Metrologia - Aula 4Metrologia - Aula 4
Metrologia - Aula 4
 
Gabarito ..
Gabarito ..Gabarito ..
Gabarito ..
 
Metrologia 2121
Metrologia 2121Metrologia 2121
Metrologia 2121
 
19.parâmetros de rugosidade
19.parâmetros de rugosidade19.parâmetros de rugosidade
19.parâmetros de rugosidade
 
15.relógio comparador
15.relógio comparador15.relógio comparador
15.relógio comparador
 
ABNT NBR ISO 10012:2004 - Sistema de Gestão de Medição
ABNT NBR ISO 10012:2004 - Sistema de Gestão de MediçãoABNT NBR ISO 10012:2004 - Sistema de Gestão de Medição
ABNT NBR ISO 10012:2004 - Sistema de Gestão de Medição
 
08.micrômetro tipos e usos
08.micrômetro  tipos e usos08.micrômetro  tipos e usos
08.micrômetro tipos e usos
 
A2.1 simbologia da soldagem
A2.1   simbologia da soldagemA2.1   simbologia da soldagem
A2.1 simbologia da soldagem
 
25.tolerância geometrica de forma
25.tolerância geometrica de forma25.tolerância geometrica de forma
25.tolerância geometrica de forma
 
Metrologia - Aula 2
Metrologia - Aula 2Metrologia - Aula 2
Metrologia - Aula 2
 
Aula26 (1)
Aula26 (1)Aula26 (1)
Aula26 (1)
 
Novo Sistema Internacional de Unidades (SI)
Novo Sistema Internacional de Unidades (SI)Novo Sistema Internacional de Unidades (SI)
Novo Sistema Internacional de Unidades (SI)
 
Nbr 8404 indicacao do estado de superficies em desenhos tecnicos
Nbr 8404 indicacao do estado de superficies em desenhos tecnicosNbr 8404 indicacao do estado de superficies em desenhos tecnicos
Nbr 8404 indicacao do estado de superficies em desenhos tecnicos
 
Metrologia
MetrologiaMetrologia
Metrologia
 

Destaque

Aula 001 - Conceitos, Definições
Aula 001 - Conceitos, DefiniçõesAula 001 - Conceitos, Definições
Aula 001 - Conceitos, DefiniçõesOsmar Rios
 
Experiências com energia mata a
Experiências com energia mata aExperiências com energia mata a
Experiências com energia mata acarmosilva74
 
O ovo - Tarsila
O ovo - TarsilaO ovo - Tarsila
O ovo - TarsilaLabAvilez
 
Apresentaçao 2
Apresentaçao 2Apresentaçao 2
Apresentaçao 2pintas45
 
Apresentação - empreender consciente
Apresentação - empreender conscienteApresentação - empreender consciente
Apresentação - empreender conscienteMaisoDias
 
Contribuições da antropologia para as pesquisas no programa de pós
Contribuições da antropologia para as pesquisas no programa de pósContribuições da antropologia para as pesquisas no programa de pós
Contribuições da antropologia para as pesquisas no programa de póslumennovum
 
Análise do Discurso Itaú
Análise do Discurso ItaúAnálise do Discurso Itaú
Análise do Discurso ItaúIBES LABCOM
 
Imperativo.emilka stelmach
Imperativo.emilka stelmachImperativo.emilka stelmach
Imperativo.emilka stelmachProfe Polaca
 
Twittadas do Micelli - 01/01/2012 - 31/01/2012
Twittadas do Micelli - 01/01/2012 - 31/01/2012Twittadas do Micelli - 01/01/2012 - 31/01/2012
Twittadas do Micelli - 01/01/2012 - 31/01/2012Sylvio Micelli
 
Multimodal component of paper
Multimodal component of paperMultimodal component of paper
Multimodal component of paperKayla Swain
 
TEC 2010 10 - Avanço dos partidos xenófobos, intolerantes e racistas nas elei...
TEC 2010 10 - Avanço dos partidos xenófobos, intolerantes e racistas nas elei...TEC 2010 10 - Avanço dos partidos xenófobos, intolerantes e racistas nas elei...
TEC 2010 10 - Avanço dos partidos xenófobos, intolerantes e racistas nas elei...LAESER IE/UFRJ
 

Destaque (20)

5555555555555
55555555555555555555555555
5555555555555
 
Project in a.p sean paul
Project in a.p sean paulProject in a.p sean paul
Project in a.p sean paul
 
Aula 001 - Conceitos, Definições
Aula 001 - Conceitos, DefiniçõesAula 001 - Conceitos, Definições
Aula 001 - Conceitos, Definições
 
Experiências com energia mata a
Experiências com energia mata aExperiências com energia mata a
Experiências com energia mata a
 
O ovo - Tarsila
O ovo - TarsilaO ovo - Tarsila
O ovo - Tarsila
 
Apresentaçao 2
Apresentaçao 2Apresentaçao 2
Apresentaçao 2
 
Apresentação - empreender consciente
Apresentação - empreender conscienteApresentação - empreender consciente
Apresentação - empreender consciente
 
galal Designs
galal Designsgalal Designs
galal Designs
 
Regimento geral uneb
Regimento geral unebRegimento geral uneb
Regimento geral uneb
 
Visão Geral do Tecnomatix
Visão Geral do TecnomatixVisão Geral do Tecnomatix
Visão Geral do Tecnomatix
 
Contribuições da antropologia para as pesquisas no programa de pós
Contribuições da antropologia para as pesquisas no programa de pósContribuições da antropologia para as pesquisas no programa de pós
Contribuições da antropologia para as pesquisas no programa de pós
 
Empresa digital2
Empresa digital2Empresa digital2
Empresa digital2
 
Análise do Discurso Itaú
Análise do Discurso ItaúAnálise do Discurso Itaú
Análise do Discurso Itaú
 
Imperativo.emilka stelmach
Imperativo.emilka stelmachImperativo.emilka stelmach
Imperativo.emilka stelmach
 
Twittadas do Micelli - 01/01/2012 - 31/01/2012
Twittadas do Micelli - 01/01/2012 - 31/01/2012Twittadas do Micelli - 01/01/2012 - 31/01/2012
Twittadas do Micelli - 01/01/2012 - 31/01/2012
 
Multimodal component of paper
Multimodal component of paperMultimodal component of paper
Multimodal component of paper
 
5x4 apresentação
5x4 apresentação5x4 apresentação
5x4 apresentação
 
TEC 2010 10 - Avanço dos partidos xenófobos, intolerantes e racistas nas elei...
TEC 2010 10 - Avanço dos partidos xenófobos, intolerantes e racistas nas elei...TEC 2010 10 - Avanço dos partidos xenófobos, intolerantes e racistas nas elei...
TEC 2010 10 - Avanço dos partidos xenófobos, intolerantes e racistas nas elei...
 
Nitrilos
NitrilosNitrilos
Nitrilos
 
Mijail gorbachov
Mijail gorbachov Mijail gorbachov
Mijail gorbachov
 

Semelhante a 30. calibração de relógios comparadores

Calibracao de relogios comparadores metr30
Calibracao de relogios comparadores metr30Calibracao de relogios comparadores metr30
Calibracao de relogios comparadores metr30lucinei30
 
Calibraçao de paquimetros e micrometros
Calibraçao de paquimetros e micrometrosCalibraçao de paquimetros e micrometros
Calibraçao de paquimetros e micrometroslucinei30
 
Calibração dimensional e qp-ecd-087
Calibração  dimensional e qp-ecd-087Calibração  dimensional e qp-ecd-087
Calibração dimensional e qp-ecd-087Almir Silva
 
22.máquina universal de medir
22.máquina universal de medir22.máquina universal de medir
22.máquina universal de medirEdvaldo Viana
 
ALINHAMENTO DE EIXOS.ppt
ALINHAMENTO DE EIXOS.pptALINHAMENTO DE EIXOS.ppt
ALINHAMENTO DE EIXOS.pptnelsonbsusigan
 
Manometro de bourdon final
Manometro de bourdon finalManometro de bourdon final
Manometro de bourdon finalMarley Rosa
 
DETERMINAÇÃO DA INCERTEZA DE MEDIÇÃO EM DURÔMETROS PARA PESQUISA METROLÓGICA
DETERMINAÇÃO DA INCERTEZA DE MEDIÇÃO EM DURÔMETROS PARA PESQUISA METROLÓGICADETERMINAÇÃO DA INCERTEZA DE MEDIÇÃO EM DURÔMETROS PARA PESQUISA METROLÓGICA
DETERMINAÇÃO DA INCERTEZA DE MEDIÇÃO EM DURÔMETROS PARA PESQUISA METROLÓGICATito Livio M. Cardoso
 
Apostila -instrumenta__o,_controle_e_automa__o_de_processos_industriais
Apostila  -instrumenta__o,_controle_e_automa__o_de_processos_industriaisApostila  -instrumenta__o,_controle_e_automa__o_de_processos_industriais
Apostila -instrumenta__o,_controle_e_automa__o_de_processos_industriaisHsneves
 
Instrumentacao simples
Instrumentacao simplesInstrumentacao simples
Instrumentacao simplesGUSTAVO LUNA
 
Apostila de Instrumentação
Apostila de InstrumentaçãoApostila de Instrumentação
Apostila de InstrumentaçãoTalitha Ferreira
 
Cap-2-Caracteristicas Estaticas e Dinamicas.ppt
Cap-2-Caracteristicas Estaticas e Dinamicas.pptCap-2-Caracteristicas Estaticas e Dinamicas.ppt
Cap-2-Caracteristicas Estaticas e Dinamicas.pptGleydsonDemonier
 
Mm qnovo
Mm qnovoMm qnovo
Mm qnovohiath
 
Vazão de gases, medição
Vazão de gases, mediçãoVazão de gases, medição
Vazão de gases, mediçãoWagner Branco
 
Calibração de trenas e qp-ecd-069
Calibração de trenas e qp-ecd-069Calibração de trenas e qp-ecd-069
Calibração de trenas e qp-ecd-069Almir Silva
 
Notas de aula de metrologia prof
Notas de aula de metrologia profNotas de aula de metrologia prof
Notas de aula de metrologia profgetulio Rodrigues
 

Semelhante a 30. calibração de relógios comparadores (20)

Calibracao de relogios comparadores metr30
Calibracao de relogios comparadores metr30Calibracao de relogios comparadores metr30
Calibracao de relogios comparadores metr30
 
15.+relóg..
15.+relóg..15.+relóg..
15.+relóg..
 
Calibraçao de paquimetros e micrometros
Calibraçao de paquimetros e micrometrosCalibraçao de paquimetros e micrometros
Calibraçao de paquimetros e micrometros
 
Calibração dimensional e qp-ecd-087
Calibração  dimensional e qp-ecd-087Calibração  dimensional e qp-ecd-087
Calibração dimensional e qp-ecd-087
 
22.máquina universal de medir
22.máquina universal de medir22.máquina universal de medir
22.máquina universal de medir
 
05 medidoresdedeslocamento
05 medidoresdedeslocamento05 medidoresdedeslocamento
05 medidoresdedeslocamento
 
ALINHAMENTO DE EIXOS.ppt
ALINHAMENTO DE EIXOS.pptALINHAMENTO DE EIXOS.ppt
ALINHAMENTO DE EIXOS.ppt
 
Metrologia - Lista de Exercícios I
Metrologia - Lista de Exercícios IMetrologia - Lista de Exercícios I
Metrologia - Lista de Exercícios I
 
Manometro de bourdon final
Manometro de bourdon finalManometro de bourdon final
Manometro de bourdon final
 
DETERMINAÇÃO DA INCERTEZA DE MEDIÇÃO EM DURÔMETROS PARA PESQUISA METROLÓGICA
DETERMINAÇÃO DA INCERTEZA DE MEDIÇÃO EM DURÔMETROS PARA PESQUISA METROLÓGICADETERMINAÇÃO DA INCERTEZA DE MEDIÇÃO EM DURÔMETROS PARA PESQUISA METROLÓGICA
DETERMINAÇÃO DA INCERTEZA DE MEDIÇÃO EM DURÔMETROS PARA PESQUISA METROLÓGICA
 
Apostila -instrumenta__o,_controle_e_automa__o_de_processos_industriais
Apostila  -instrumenta__o,_controle_e_automa__o_de_processos_industriaisApostila  -instrumenta__o,_controle_e_automa__o_de_processos_industriais
Apostila -instrumenta__o,_controle_e_automa__o_de_processos_industriais
 
Metrlogia aplicada2
Metrlogia aplicada2Metrlogia aplicada2
Metrlogia aplicada2
 
Instrumentacao simples
Instrumentacao simplesInstrumentacao simples
Instrumentacao simples
 
Apostila de Instrumentação
Apostila de InstrumentaçãoApostila de Instrumentação
Apostila de Instrumentação
 
Cap-2-Caracteristicas Estaticas e Dinamicas.ppt
Cap-2-Caracteristicas Estaticas e Dinamicas.pptCap-2-Caracteristicas Estaticas e Dinamicas.ppt
Cap-2-Caracteristicas Estaticas e Dinamicas.ppt
 
Mm qnovo
Mm qnovoMm qnovo
Mm qnovo
 
Vazão de gases, medição
Vazão de gases, mediçãoVazão de gases, medição
Vazão de gases, medição
 
Calibração de trenas e qp-ecd-069
Calibração de trenas e qp-ecd-069Calibração de trenas e qp-ecd-069
Calibração de trenas e qp-ecd-069
 
Notas de aula de metrologia prof
Notas de aula de metrologia profNotas de aula de metrologia prof
Notas de aula de metrologia prof
 
USP Pendulo invertido.pdf
USP Pendulo invertido.pdfUSP Pendulo invertido.pdf
USP Pendulo invertido.pdf
 

Mais de Edvaldo Viana

Gurus-da-qualidade pptm
Gurus-da-qualidade  pptmGurus-da-qualidade  pptm
Gurus-da-qualidade pptmEdvaldo Viana
 
Manual de normalizacao
Manual de normalizacaoManual de normalizacao
Manual de normalizacaoEdvaldo Viana
 
Capa apostila metrologia 2 mod. mecanica
Capa   apostila metrologia 2 mod. mecanicaCapa   apostila metrologia 2 mod. mecanica
Capa apostila metrologia 2 mod. mecanicaEdvaldo Viana
 
28.terminologia e conceitos de metrologia
28.terminologia e conceitos de metrologia28.terminologia e conceitos de metrologia
28.terminologia e conceitos de metrologiaEdvaldo Viana
 
26.tolerância geométrica de orientação
26.tolerância geométrica de orientação26.tolerância geométrica de orientação
26.tolerância geométrica de orientaçãoEdvaldo Viana
 
23.medição tridimensional
23.medição tridimensional23.medição tridimensional
23.medição tridimensionalEdvaldo Viana
 
20.representação de rugosidade
20.representação de rugosidade20.representação de rugosidade
20.representação de rugosidadeEdvaldo Viana
 
14.controle trigonométrico
14.controle trigonométrico14.controle trigonométrico
14.controle trigonométricoEdvaldo Viana
 
11.micrômetro interno
11.micrômetro  interno11.micrômetro  interno
11.micrômetro internoEdvaldo Viana
 
10.micrômetro sistema inglês
10.micrômetro   sistema inglês10.micrômetro   sistema inglês
10.micrômetro sistema inglêsEdvaldo Viana
 
09.micrômetro sistema métrico
09.micrômetro  sistema métrico09.micrômetro  sistema métrico
09.micrômetro sistema métricoEdvaldo Viana
 
07. paquímetro conservação
07. paquímetro  conservação07. paquímetro  conservação
07. paquímetro conservaçãoEdvaldo Viana
 
04.paquimetro tipos e usos
04.paquimetro  tipos e usos04.paquimetro  tipos e usos
04.paquimetro tipos e usosEdvaldo Viana
 
03.regua graduada, metro e trena
03.regua graduada, metro e trena03.regua graduada, metro e trena
03.regua graduada, metro e trenaEdvaldo Viana
 

Mais de Edvaldo Viana (19)

7 ferram qual cd
7 ferram qual cd7 ferram qual cd
7 ferram qual cd
 
Gurus-da-qualidade pptm
Gurus-da-qualidade  pptmGurus-da-qualidade  pptm
Gurus-da-qualidade pptm
 
Manual de normalizacao
Manual de normalizacaoManual de normalizacao
Manual de normalizacao
 
Capa apostila metrologia 2 mod. mecanica
Capa   apostila metrologia 2 mod. mecanicaCapa   apostila metrologia 2 mod. mecanica
Capa apostila metrologia 2 mod. mecanica
 
28.terminologia e conceitos de metrologia
28.terminologia e conceitos de metrologia28.terminologia e conceitos de metrologia
28.terminologia e conceitos de metrologia
 
26.tolerância geométrica de orientação
26.tolerância geométrica de orientação26.tolerância geométrica de orientação
26.tolerância geométrica de orientação
 
23.medição tridimensional
23.medição tridimensional23.medição tridimensional
23.medição tridimensional
 
21.projetores
21.projetores21.projetores
21.projetores
 
20.representação de rugosidade
20.representação de rugosidade20.representação de rugosidade
20.representação de rugosidade
 
18.rugosidade
18.rugosidade18.rugosidade
18.rugosidade
 
16.goniômetro
16.goniômetro16.goniômetro
16.goniômetro
 
14.verificadores
14.verificadores14.verificadores
14.verificadores
 
14.controle trigonométrico
14.controle trigonométrico14.controle trigonométrico
14.controle trigonométrico
 
11.micrômetro interno
11.micrômetro  interno11.micrômetro  interno
11.micrômetro interno
 
10.micrômetro sistema inglês
10.micrômetro   sistema inglês10.micrômetro   sistema inglês
10.micrômetro sistema inglês
 
09.micrômetro sistema métrico
09.micrômetro  sistema métrico09.micrômetro  sistema métrico
09.micrômetro sistema métrico
 
07. paquímetro conservação
07. paquímetro  conservação07. paquímetro  conservação
07. paquímetro conservação
 
04.paquimetro tipos e usos
04.paquimetro  tipos e usos04.paquimetro  tipos e usos
04.paquimetro tipos e usos
 
03.regua graduada, metro e trena
03.regua graduada, metro e trena03.regua graduada, metro e trena
03.regua graduada, metro e trena
 

30. calibração de relógios comparadores

  • 1. A UA U L A L A 30 30 Calibração de relógios comparadores Um problema N as aulas anteriores, vimos como se faz a calibração de paquímetros e micrômetros. Nesta, vamos saber como solucionar os problemas de calibração de relógios comparadores. Introdução A NBR 6388/1983 é a norma brasileira que regulamenta procedimentos, tolerâncias e demais condições para a calibração dos relógios comparadores. Temos, a seguir, alguns itens referentes à calibração desse instrumento. A repetibilidade do relógio é definida como sua capacidade de repetir as leituras, para o comprimento medido, dentro das seguintes condições normais de uso: 1. acionamento da haste móvel várias vezes, sucessivamente, em velocidades diferentes, numa placa fixa de metal duro e indeformável; 2. movimento da placa ou cilindro em qualquer direção, num plano perpen- dicular ao eixo da haste móvel, e retornando ao mesmo ponto; 3. medição de pequenos deslocamentos da ordem de 25 mm; 4. levar o ponteiro devagar, sobre a mesma divisão da escala várias vezes, primeiro num sentido e depois noutro. Quando o relógio é usado em qualquer das condições descritas, o erro de repetição não deve exceder a 3 mm. Esses ensaios devem ser executados no mínimo cinco vezes para cada ponto de intervalo controlado. Tais ensaios precisam ser executados no início, no meio e no fim do curso útil da haste móvel.
  • 2. A exatidão do relógio comparador é definida como sua capacidade de, A U L A dentro de intervalos específicos, dar leituras cujos erros estejam dentro dos desvios dados na tabela a seguir, e que deve ser aplicada para qualquer ponto de sua capacidade de medição. 30 TABELA - DESVIOS TOTAIS PERMISSÍVEIS (em mm) Desvios permissíveis qualquer 0,1 volta qualquer 0,5 volta qualquer 2,0 voltas qualquer intervalo maior 5 10 15 20 Com essa tabela é possível identificar os desvios em 0,1; 0,5 e 2,0 voltas ou em intervalos maiores, considerando-se erros acima de 20 mm. Calibração De acordo com a NBR6165/1980, todas as medições devem basear-se na temperatura de 20ºC. Trata-se, no caso, de medição de exatidão e repetição. Para isso, o relógio comparador deve ser montado num suporte suficientemente rígido, para evitar que a falta de estabilidade do relógio possa afetar as leituras. Deve-se ter certeza de que os requisitos de teste sejam atendidos em qualquer que seja o posicionamento da haste móvel do relógio em relação à direção da gravidade. Para calibrar um relógio comparador é necessário que a calibração seja feita por meio de um dispositivo específico, de modo que o relógio possa ser montado perpendicularmente, em oposição à cabeça de um micrômetro. A leitura pode ir de 0,001 mm até à medida superior desejada. Pode-se fazer uma série de leituras a intervalos espaçados adequadamente. As leituras são feitas no comprimento total do curso útil do relógio comparador, observando-se, no princípio, cada décimo de volta feita no relógio. Após as leituras, os resultados obtidos podem ser melhor analisados por meio de um gráfico, que deve apresentar todos os desvios observados nos relógios comparadores. Os desvios são assinalados nas ordenadas e as posições da haste móvel, identificadas ao longo de seu curso útil, são marcadas nas abcissas. A figura a seguir representa um dispositivo de calibração do relógio comparador. Observe que o relógio está assentado sobre um suporte rígido que lhe dá estabilidade. O cabeçote do micrômetro está perpendicularmente oposto ao relógio montado. dispositivo de calibração de relógio comparador
  • 3. A U L A Erros do relógio comparador 30 A análise de todos os desvios observados no relógio comparador permite identificar os possíveis erros. Esses erros variam, e vão desde os mínimos até os máximos, o que pode fornecer parâmetros para o estabelecimento de erros aceitáveis, uma vez que dificilmente se obtém uma medição isenta de erros. Os erros do relógio comparador podem ser representados graficamente, como exemplificado no diagrama abaixo, facilitando a visualização e a análise do comportamento dos erros ao longo do curso do instrumento. Para facilitar a visualização e análise dos erros obtidos na primeira volta do relógio, pode ser utilizado outro diagrama, somente para esse deslocamento. Teste sua aprendizagem. Faça os exercícios a seguir e confira suas respostas com as do gabarito.
  • 4. Marque com X a resposta correta. Exercícios A U L A Exercício 1 A norma brasileira que orienta a aferição dos relógios comparadores é a: 30 a) ( ) ISO 9000; b) ( ) NBR 9001; c) ( ) NBR 6388; d) ( ) NBR 9002. Exercício 2 A capacidade que o relógio comparador tem para repetir leituras denomina-se: a) ( ) rotatividade; b) ( ) relatividade; c) ( ) circularidade; d) ( ) repetibilidade; Exercício 3 Para o relógio comparador repetir leituras é preciso que a haste móvel seja acionada do seguinte modo: a) ( ) uma vez, com uma velocidade estabelecida; b) ( ) várias vezes, em velocidades diferentes; c) ( ) em velocidade normal, contínua; d) ( ) durante um tempo determinado. Exercício 4 Na aferição, o relógio comparador deve ser montado em suporte: a) ( ) flexível; b) ( ) maleável; c) ( ) rígido; d) ( ) leve. Exercício 5 Para identificar desvios totais permissíveis, usa-se: a) ( ) diagrama; b) ( ) tabela; c) ( ) organograma; d) ( ) fluxograma. Exercício 6 Os erros do relógio comparador podem ser identificados em: a) ( ) fluxogramas; b) ( ) tabelas; c) ( ) registros; d) ( ) diagramas.