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DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL “ Desenvolvimento que atende às necessidades do presente sem comprometer a possibilidade das f...
Desenvolver e disseminar tecnologias de energias alternativas com o objetivo de aumentar a participação das energias renov...
FONTES  RENOVÁVEIS 44,8 %  225,8 MILHÕES   T EP Matriz energética brasileira Oferta interna de energia Fonte: Balanço Ener...
 
HISTÓRICO 2800 AC 700 DC 1850 1980
GRANDE POTENCIAL Wind Map at 80m 7 vezes a demanda atual do planeta Wind speed (m/s) 3 6 9
Fonte – www.owenscorning.com 80m Airbus A380 wing span 80m EVOLUÇÃO TECNOLÓGICA Rotor Diameter (m) 1st year of operation i...
DESENVOLVIMENTO MUNDIAL Top 10 cumulative capacity dec 2010  Top 10 new installed capacity jan-dec 2010  Fonte: GWEC Globa...
Complementaridade geográfica Redução de investimentos em transmissão Redução de consumo de combustíveis fósseis Complement...
 
 
 
 
DESENVOLVIMENTO MUNDIAL Top 10 new installed capacity jan-dec 2010  Fonte: GWEC Global Wind Statistics 2010 Brasil  2048
 
Principais iniciativas de eficiência energética no Brasil Estas atividades têm potencial estimado de redução de  2,6 milhõ...
Congresso Nacional ONS Bancos e Agências de Desenvolvimento Universidades e Centros de Pesquisas Eletrobrás ANEEL Casa Civ...
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Energia Eólica e Eficiência Energética - Boas Práticas para a Sustentabilidade

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Apresentação da Dra. Laura Porto sobre Energia Eólica e Eficiência Energética - Boas Práticas para a Sustentabilidade durante o Congresso Brasileiro de Direito e Sustentabilidade, realizado entre os dias 9 e 11 de novembro de 2011, em Curitiba

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  • Dentre as diferentes possíveis origens da definição de desenvolvimento sustentado, a qual aparece pela primeira vez no relatório da Comissão Brundtland em 1987, está a que diz que esta se baseou no dito popular africano "Nós não herdamos a Terra de nossos pais, nós a emprestamos de nossos filhos“ . Outra origem possível seria uma evolução do termo ecodesenvolvimento, utilizado por Maurice Strong, em 1973, na primeira reunião do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), e posteriormente definido por Ignacy Sachs em 1974, no seu livro “Meio Ambiente e Estilos de Desenvolvimento”. De qualquer forma, é inegável que, nas últimas três décadas, centenas de especialistas se envolveram na discussão teórica e conceitual do termo, que rapidamente passou de sustentado para sustentável, com a clássica definição dada pela Comissão para o Desenvolvimento Sustentável da ONU - desenvolvimento sustentável é aquele que atende às necessidades do presente sem comprometer a possibilidade das gerações futuras atenderem as suas próprias necessidades. A expressão ganhou status suficiente para adjetivar a Rio + 10, realizada em Joanesburgo em agosto de 2002, (Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável), e passou a ser um dos jargões mais utilizados pela mídia. Entretanto, é imprescindível que a evolução conceitual e teórica seja acompanhada pela prática.
  • A energia é essencial para se atingir as metas de desenvolvimento sustentável. Aproximadamente 2 bilhões de pessoas no mundo não têm acesso aos serviços de energia modernos. O desafio está em encontrar maneiras de se conciliar esta necessidade e a demanda por energia com o impacto sobre os recursos naturais, a fim de garantir que os objetivos de desenvolvimento sustentável sejam alcançados. (Fonte: Site CDS) O Plano de Implementação de Joanesburgo, adotado na Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável em 2002 (Rio + 10), inseriu a energia no contexto do desenvolvimento sustentável. Dentre outras coisas, o Plano levanta a necessidade de: (itens 1 a 6 do slide). A orientação para o desenvolvimento sustentável, qual seja o crescimento econômico socialmente justo e ambientalmente adequado, encontra no Brasil um ambiente privilegiado para sua aplicação, especialmente no seu aspecto energético, devido ao seu grande potencial para todas as renováveis, em função da sua localização geográfica, a qual propicia um excelente ciclo da natureza no que se refere aos aspectos climáticos. Assim sendo, o país dispõe de recursos abundantes de energia hidráulica, solar, eólica, oceanos e biomassa, o que torna possível manter a característica renovável no longo prazo – diferencial da matriz energética brasileira, quando comparada à matriz mundial. O emprego em uma escala maior, das fontes renováveis, além dos recursos hídricos, que sempre foram um destaque brasileiro na produção de eletricidade, e do etanol, como combustível, ganhou força no Brasil desde a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (Rio 92). Priorizou-se o direcionamento estratégico de incentivar a busca de outras soluções “limpas” e sustentáveis, para a matriz energética brasileira, com a preocupação de minimizar o impacto do custo de produção de energia para o consumidor.
  • Conforme as informações obtidas do BEN 2007 (Ano-base 2006): O suprimento interno de energia no Brasil, em 2006, totalizou 225,8 milhões de toneladas equivalentes de petróleo (tep). A participação de fontes renováveis, na matriz energética brasileira, totalizou, em 2006, 44,8%. A participação em países desenvolvidos é de aproximadamente 6%, enquanto que a média mundial é de 13,6%. Por outro lado, o petróleo ainda é a principal fonte primária de energia no Brasil. Junto com o gás natural corresponde a 47,5%. Brasil: grande potencial para todas as renováveis (localização geográfica privilegiada; excelente ciclo da natureza - aspectos climáticos); Recursos solares abundantes: todas as outras fontes secundárias de energia também privilegiadas; Aumento da participação relativa do Gás Natural (9% - 15%). Redução da utilização de Lenha e Carvão Vegetal (13% - 5%),decorrente da evolução tecnológica e de pressões ambientais. Aumento na participação de fontes energéticas oriundas da Agroenergia (derivados de cana-de-açúcar, H-BIO e Biodiesel) (17% - 24%). Manutenção da proporção de Fontes Renováveis em torno de 45% (mundo atualmente em cerca de 14 %).
  • Os programas sistematizados, considerados referências internacionais são: PBE - PROGRAMA BRASILEIRO DE ETIQUETAGEM criação: 1984; coordenação: INMETRO promoção da eficiência energética por meio de etiquetas informativas de classificação de equipamentos em função da eficiência energética 33 equipamentos etiquetados e 27 em processo PROCEL – PROGRAMA NACIONAL DE CONSERVAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA criação: 1985; executora: Eletrobrás áreas de atuação: comércio, saneamento, indústria, edificações, prédios públicos, iluminação pública, gestão energética municipal, etiquetagem, prêmio e selo, educação números de 1986 a 2005: energia economizada: 22 TWh/ano; redução de demanda na ponta: 5.905 MW; investimentos totais: R$ 15,6 bilhões; cerca de 700.000 tCO2e evitadas por ano; CONPET – PROGRAMA NACIONAL DE RACIONALIZAÇÃO DO USO DOS DERIVADOS DO PETRÓLEO E DO GÁS NATURAL criação: 1991; executora: Petrobras áreas de atuação: etiquetagem, transporte de cargas e passageiros, prêmio e selo conpet, educação números de 2000 a 2005: 300 milhões de litros de diesel economizados por ano; 860 mil toneladas de CO2 não emitidas por ano; 2,3 milhões de alunos e 3.800 escolas assistidos Todos os Programas, juntos, têm potencial estimado de redução de emissões de gases de efeito estufa de aproximadamente 2,6 milhões tCO2e*. *Para os cálculos das emissões do PBE, PROCEL, PEE e Lei de Eficiência, considerou-se o fator de emissão típico utilizado pelos projetos de MDL no Brasil,
  • Dentro das perspectivas apontadas, o setor de energia se apresenta como um dos mais promissores do país. Dispõe de um ambiente legal e regulatório estável, ao qual se soma a recuperação da visão de longo prazo dada pelo planejamento setorial. Dispõe ainda de enorme potencial de investimentos com boa margem de lucratividade. A gama de oportunidades é significativa, em especial na área de energia renovável - seja no agronegócio dos biocombustíveis (álcool e o biodiesel), seja na geração de energia, tanto por meio das tradicionais usinas hidrelétricas, grandes e pequenas, quanto por meio de fontes alternativas complementares como eólica, solar, biogás de resíduos sólidos urbanos e aproveitamento de resíduos vegetais e animais. Além disso, na medida em que se considera não existir energia mais barata, social e ambientalmente mais sustentável do que a energia economizada, o governo brasileiro desempenha ações em diversas outras frentes, com o intuito de promover a conservação e a racionalização do uso da energia. Estas ações abrangem a inserção de novos conceitos de eficiência energética no planejamento de longo prazo do setor energético, a imposição de limites mínimos de eficiência aos bens de consumo, a gestão energética de municípios, a otimização em sistemas de saneamento, as campanhas de conscientização do uso racional da energia, entre outros. Todas essas iniciativas, acrescidas do Programa Nacional de Universalização do Acesso e Uso da Energia Elétrica – “Luz para Todos", reforçam as premissas do governo brasileiro de conciliar as necessidades da expansão da infra-estrutura energética com o respeito sócio-ambiental. Assim promove-se o verdadeiro desenvolvimento sustentável do país, combinando as aspirações, compartilhadas por todos, de progresso econômico e material, com a necessidade da consciência ecológica na utilização dos recursos naturais, de modo a preservá-los para gerações futuras.
  • Energia Eólica e Eficiência Energética - Boas Práticas para a Sustentabilidade

    1. 1. Energia Eólica e Eficiência Energética - Boas Práticas para a Sustentabilidade Dra. Laura Porto www.editoraforum.com.br
    2. 2. Energia Eólica e Eficiência Energética - Boas Práticas para a Sustentabilidade Congresso Brasileiro de Direito e Sustentabilidade Curitiba, 10 de novembro de 2011
    3. 3. DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL “ Desenvolvimento que atende às necessidades do presente sem comprometer a possibilidade das futuras gerações atenderem as suas próprias necessidades.” Comissão de Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas – CDS/ONU
    4. 4. Desenvolver e disseminar tecnologias de energias alternativas com o objetivo de aumentar a participação das energias renováveis na matriz energética – § 20(c) Promover o acesso a serviços energéticos que sejam confiáveis, baratos, economicamente viáveis, socialmente aceitáveis e ambientalmente corretos - §9(a) Diretrizes do desenvolvimento energético sustentável adotadas no Brasil Plano de implementação de Johanesburgo - JPOI Reconhecer que os serviços energéticos têm impactos positivos na erradicação da pobreza e na melhoria da qualidade de vida –§ 9(g) Diversificar o fornecimento de energia por meio do desenvolvimento de tecnologias energéticas avançadas, mais limpas, mais eficientes e lucrativas - § 20(e) Combinar as várias tecnologias energéticas para atender às necessidades de crescimento dos serviços de energia – § 20(d) Acelerar o desenvolvimento, a disseminação e a aplicação de tecnologias de conservação e eficiência energética mais limpas e baratas – § 20(i) 1 3 5 2 4 6
    5. 5. FONTES RENOVÁVEIS 44,8 % 225,8 MILHÕES T EP Matriz energética brasileira Oferta interna de energia Fonte: Balanço Energético Brasileiro (BEN,2007) Ministério de Minas e Energia (MME) Renováveis RENOVÁVEIS NÃO RENOVÁVEIS Brasil 0 20 40 60 80 100 Mundo 14 86 45 55 %
    6. 7. HISTÓRICO 2800 AC 700 DC 1850 1980
    7. 8. GRANDE POTENCIAL Wind Map at 80m 7 vezes a demanda atual do planeta Wind speed (m/s) 3 6 9
    8. 9. Fonte – www.owenscorning.com 80m Airbus A380 wing span 80m EVOLUÇÃO TECNOLÓGICA Rotor Diameter (m) 1st year of operation installed power ‘ 85 ‘ 05 ‘ 03 ‘ 01 ‘ 99 ‘ 97 ‘ 95 ‘ 93 ‘ 91 ‘ 89 ‘ 87 ? 15m 112m 126m 160m .05 .3 .5 1.3 1.6 2 4.5 5 8/10 MW
    9. 10. DESENVOLVIMENTO MUNDIAL Top 10 cumulative capacity dec 2010 Top 10 new installed capacity jan-dec 2010 Fonte: GWEC Global Wind Statistics 2010
    10. 11. Complementaridade geográfica Redução de investimentos em transmissão Redução de consumo de combustíveis fósseis Complementaridade energética Redução de emissões de Gases e Efeito Estufa Desenvolvimento da indústria nacional Socialmente justa Rápida implantação, com reduzido impacto ambiental Potencial expressivo: 300 GW ENERGIA EÓLICA QUALIDADES
    11. 16. DESENVOLVIMENTO MUNDIAL Top 10 new installed capacity jan-dec 2010 Fonte: GWEC Global Wind Statistics 2010 Brasil 2048
    12. 18. Principais iniciativas de eficiência energética no Brasil Estas atividades têm potencial estimado de redução de 2,6 milhões de tCO 2 e por ano 1991 PROCEL 1985 PBE 1984 PEE – investimento de 1% em eficiência energética e P&D 2000 LEI DE EFICIÊNCIA ENERGÉTICA Índices mínimos de eficiência energética 2001 Conservação de Energia Etiquetagem Conservação de petróleo e gás natural
    13. 19. Congresso Nacional ONS Bancos e Agências de Desenvolvimento Universidades e Centros de Pesquisas Eletrobrás ANEEL Casa Civil, MMA, MDIC, MI, MF, MAPA, MCT e MF CCEE Governos Estaduais e Municipais ONGs e Associações Consulta Pública Energia eólica Pontes construídas
    14. 20. EMISSÕES
    15. 21. Obrigada! [email_address] “ Nós não herdamos a Terra de nossos pais, nós a emprestamos de nossos filhos.” Dito popular africano

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