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O Que é Isso, Companheiro

  1. O Que é Isso, Companheiro? Fernando Gabeira
  2. A obra e seu contexto • Publicada em 1979 (Anistia) • Relato sobre o período da Ditadura Militar no Brasil. • Golpe (1964) • Maio de 1968 / Morte de Édson Luís
  3. A obra e seu contexto • AI5 (1968) • Sequestro do Embaixador dos EUA (1969) • Prisão de Gabeira (1970) • Exílio (1970) • Flashes do Exílio - Chile (1973)
  4. Gênero, linguagem e estilo • Caráter memorialístico • Relato informal, conversa com o leitor “O amigo(a) talvez fosse muito jovem em 64. Eu mesmo achei a morte de Getúlio um barato só porque nos deram um dia livre na escola. Um golpe de estado, entretanto, mexe com a vida de milhares de pessoas. Gente sendo presa, gente fugindo, gente perdendo o emprego, gente aparecendo para ajudar, novas amizades, ressentimentos ...”
  5. • Narrativa não-linear (flashes) “Irarrazabal chama-se a rua por onde caminhávamos em setembro. É um nome inesquecível porque jamais conseguimos pronunciá-lo corretamente em espanhol e porque foi ali, pela primeira vez, que vimos passar um caminhão cheio de cadáveres. Era uma tarde de 1973, em Santiago do Chile [...]”
  6. Estrutura da Obra 16 Capítulos: • 1 a 14: – Análise da conjuntura política brasileira; – Resistência contra a ditadura: divisão interna da esquerda. – Relatos da atividade como jornalista; – Episódios históricos (Golpe, morte de Édson Luís, Passeata do 100 mil) – Guerrilha conta o Regime
  7. “Chega um momento em que o narrador precisa ajustar melhor suas linhas, tensionar melhor o seu arco, tirar alguns efeitos técnicos. Todos esperam isso dele, sobretudo na hora da emoção” • Cap. 15: Babilônia, Babilônia – Sequestro do Embaixador dos EUA (Charles Burke Elbrick) – Gabeira: Intelectual, não Guerrilheiro. Figura apenas vigiando o Embaixador no cárcere. – Sensibilidade para o drama humano: Gabeira solta a arma durante a conversa com o Embaixador
  8. Manifesto do MR-8 Grupos revolucionários detiveram hoje o Sr. Charles Burke Elbrick, embaixador dos Estados Unidos, levando- o para algum lugar do país, onde o mantêm preso. Este ato não é um episódio isolado. Ele se soma aos inúmeros atos revolucionários já levados a cabo: assaltos a bancos, nos quais se arrecadam fundos para a revolução, tomando de volta o que os banqueiros tomam do povo e de seus empregados; ocupação de quartéis e delegacias, onde se conseguem armas e munições para a luta pela derrubada da ditadura; invasões de presídios, quando se libertam revolucionários, para devolvê-los à luta do povo; explosões de prédios que simbolizam a opressão; e o justiçamento de carrascos e torturadores. [...] Leia a íntegra do manifesto redigido por Franklin Martins
  9. • Cap.16: Onde o Filho chora e a mãe não ouve – “Geladeira” / Transferência para SP – Prisão, interrogatórios – Tortura: Cap. Albernaz – Tranferência para o DOPS, depois para o RJ – Conversa com um Guarda que se diz cansado (participara da perseguição que resultou na morte de um estudante) – Sequestro do Cônsul Japonês – Sequestro do Embaixador Alemão – Exílio : “Tchau Brasil.”
  10. Acesse: http://literatura-edir.blogspot.com
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