Literatura nos Vestibulares do RS Prof. Edir Alonso Vieira
<ul><li>25 questões, envolvendo: </li></ul><ul><li>12 leituras obrigatórias </li></ul><ul><li>escolas literárias e respect...
Exemplo de questão
Exemplo de questão
UFSM <ul><li>15 questões, envolvendo: </li></ul><ul><li>12 leituras obrigatórias </li></ul><ul><li>Teoria literária </li><...
Exemplo de questão
 
Fundação <ul><li>20 questões, envolvendo: </li></ul><ul><li>7 leituras obrigatórias </li></ul><ul><li>escolas literárias e...
Leituras Destacadas
Os Lusíadas Luís Vaz de Camões Classicismo
<ul><li>Estrutura:  Poema épico, constituído de dez cantos. São 1102 estrofes em oitava-rima (ABABABCC). Ao todo, são 8816...
<ul><li>Proposição: Cantar os feitos heróicos do povo português </li></ul><ul><li>Invocação: Tágides (musas do Tejo) </li>...
Episódios importantes <ul><li>Canto I </li></ul><ul><li>- Concílio dos Deuses </li></ul><ul><li>- Moçambique / Falso Guia ...
Porteira Fechada Cyro Martins Romance de 30
<ul><li>A Obra integra a chamada Trilogia do Gaúcho a Pé: Sem Rumo (1937); Porteira Fechada (1944); Estrada Nova (1954). <...
Personagens <ul><li>João Guedes </li></ul><ul><li>Maria José </li></ul><ul><li>Filhos: Isabel / Tita / Lelo / Picucha / Au...
Concerto Campestre Luiz Antonio de Assis Brasil
<ul><li>Romance de Costumes: decadência moral, social e política da estância no interior do RS </li></ul><ul><li>Local: Vi...
O significado do título CONCERTO CAMPESTRE X CULTURA, SENSIBILIDADE, TRANSFORMAÇÃO NATUREZA BRUTA, TENDÊNCIA À ESTAGNAÇÃO
Personagens <ul><li>Clara Vitória </li></ul><ul><li>Maestro (Miguel) </li></ul><ul><li>Major Eleutério de Fontes </li></ul...
Leituras Destacadas
Feliz Ano Novo Rubem Fonseca
<ul><li>Temas:  Violência urbana; Angústia; Solidão </li></ul><ul><li>Estilo:  </li></ul><ul><li>Narrativas em 1ª Pessoa <...
O Vôo da Madrugada Sérgio Sant’Ana
<ul><li>Primeira Parte:  Morte, solidão, angústia, erotismo. </li></ul><ul><li>Segunda Parte:  “O Gorila” </li></ul><ul><l...
<ul><li>Um conto de palavras que valessem mais por sua modulação que por seu significado. Um conto abstrato e concreto com...
<ul><li>Tangencia e corteja o nada. Mas com haver um nada, ainda mais sem alguém a concebê-lo, esse não-tempo e não-lugar ...
Os Tambores Silenciosos Josué Guimarães
<ul><li>Sátira Política  </li></ul><ul><li>Semana da Pátria 1936 – Era Vargas </li></ul><ul><li>Lagoa Branca (cidade fictí...
Personagens <ul><li>Coronel João Cândido (Prefeito) </li></ul><ul><li>Irmãs Pilar: Maria Celeste, Maria de Jesus, Maria de...
Leituras Destacadas
Poemas Escolhidos Fernando Pessoa Modernismo Português
<ul><li>Heterônimos x Pseudônimos </li></ul><ul><li>Pseudônimo: nome falso </li></ul><ul><li>Heterônimo: personalidade dif...
Fernando Pessoa ele-mesmo  (ortônimo) <ul><li>Poeta-filósofo </li></ul><ul><li>Escreveu poemas líricos ( Cancioneiro ) e é...
<ul><li>Autopsicografia </li></ul><ul><li>O poeta é um fingidor. </li></ul><ul><li>Finge tão completamente </li></ul><ul><...
Alberto Caeiro <ul><li>Mestre dos heterônimos </li></ul><ul><li>Poeta do campo:  O Guardador de Rebanhos </li></ul><ul><li...
<ul><li>Há metafísica bastante em não pensar em nada. </li></ul><ul><li>[...] </li></ul><ul><li>O único sentido íntimo das...
Ricardo Reis <ul><li>Poeta de inspiração clássica </li></ul><ul><li>Retoma  locus amoenus ,  carpe diem  e  aurea mediocri...
<ul><li>Não só quem nos odeia ou nos inveja </li></ul><ul><li>Nos limita e oprime; quem nos ama </li></ul><ul><li>Não meno...
Álvaro de Campos <ul><li>Poeta moderno, futurista </li></ul><ul><li>Poeta do “não” </li></ul><ul><li>Sua poesia reflete o ...
<ul><li>Lisbon Revisited (1923) </li></ul><ul><li>NÃO: Não quero nada.  </li></ul><ul><li>Já disse que não quero nada.  </...
<ul><li>Sou um técnico, mas tenho técnica só dentro da técnica.  </li></ul><ul><li>Fora disso sou doido, com todo o direit...
LENDAS DO SUL Simões Lopes Neto Pré-Modernismo
Aspectos Gerais <ul><li>17 Lendas </li></ul><ul><li>- Lendas do Sul </li></ul><ul><li>- Lendas Missioneiras </li></ul><ul>...
A M’Boitatá <ul><li>Mito guaranítico –  explicação para a aparição dos  fogos-fátuos  no campo </li></ul><ul><li>Oralidade...
A Salamanca do Jarau <ul><li>Misto de Lenda e  Conto Gauchesco  –  Blau Nunes como protagonista. </li></ul><ul><li>Foco na...
O Negrinho do Pastoreio <ul><li>Foco narrativo:  3ª pessoa </li></ul><ul><li>O Estancieiro e seu filho  –  contraponto da ...
Panorama da Literatura Gaúcha
Partenon Literário <ul><li>Apolinário Porto Alegre </li></ul><ul><li>Lobo da Costa </li></ul>Simbolismo <ul><li>Eduardo Gu...
Pré-Modernismo <ul><li>Simões Lopes Neto </li></ul>Modernismo <ul><li>Mario Quintana </li></ul>Romance de 30 <ul><li>Erico...
Contemporâneos <ul><li>Caio Fernando Abreu </li></ul><ul><li>Josué Guimarães </li></ul><ul><li>Tabajara Ruas </li></ul><ul...
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Literatura Nos Vestibulares Do Rs

  1. 1. Literatura nos Vestibulares do RS Prof. Edir Alonso Vieira
  2. 2. <ul><li>25 questões, envolvendo: </li></ul><ul><li>12 leituras obrigatórias </li></ul><ul><li>escolas literárias e respectivos autores e obras </li></ul><ul><li>autores portugueses </li></ul><ul><li>autores gaúchos </li></ul><ul><li>autores contemporâneos </li></ul><ul><li>Teatro e MPB </li></ul>
  3. 3. Exemplo de questão
  4. 4. Exemplo de questão
  5. 5. UFSM <ul><li>15 questões, envolvendo: </li></ul><ul><li>12 leituras obrigatórias </li></ul><ul><li>Teoria literária </li></ul><ul><li>Escolas literárias e respectivos autores e obras </li></ul><ul><li>Autores contemporâneos </li></ul>
  6. 6. Exemplo de questão
  7. 8. Fundação <ul><li>20 questões, envolvendo: </li></ul><ul><li>7 leituras obrigatórias </li></ul><ul><li>escolas literárias e respectivos autores e obras </li></ul><ul><li>autores portugueses </li></ul><ul><li>autores gaúchos </li></ul><ul><li>autores contemporâneos </li></ul><ul><li>Teatro e MPB </li></ul>
  8. 9. Leituras Destacadas
  9. 10. Os Lusíadas Luís Vaz de Camões Classicismo
  10. 11. <ul><li>Estrutura: Poema épico, constituído de dez cantos. São 1102 estrofes em oitava-rima (ABABABCC). Ao todo, são 8816 versos decassílabos. </li></ul><ul><li>Título: Lusíadas – significa “Lusitanos”, ou seja, são os próprios lusos, em sua alma como em sua ação.(Luso=luz) </li></ul><ul><li>Tema: Camões cantará as conquistas de Portugal, as glórias dos navegadores, os reis do passado; em outras palavras, a história de Portugal . </li></ul><ul><li>Ação: </li></ul><ul><li>Histórica - a viagem de Vasco da Gama às Índias. </li></ul><ul><li>Mitológica Vênus X Baco </li></ul>
  11. 12. <ul><li>Proposição: Cantar os feitos heróicos do povo português </li></ul><ul><li>Invocação: Tágides (musas do Tejo) </li></ul><ul><li>Dedicatória: A D. Sebastião </li></ul><ul><li>Narração </li></ul><ul><li>Epílogo </li></ul>
  12. 13. Episódios importantes <ul><li>Canto I </li></ul><ul><li>- Concílio dos Deuses </li></ul><ul><li>- Moçambique / Falso Guia </li></ul><ul><li>Canto II </li></ul><ul><li>- Mombaça </li></ul><ul><li>- Queixa de Vênus / Júpiter prenuncia a Glória de Portugal </li></ul><ul><li>- Mercúrio é enviado </li></ul><ul><li>Canto III </li></ul><ul><li>- Mudança de Foco Narrativo (Vasco) </li></ul><ul><li>- História de Portugal / Inês de Castro </li></ul><ul><li>Canto IV </li></ul><ul><li>- Velho do Restelo </li></ul><ul><li>Canto V </li></ul><ul><li>- Gigante Adamastor </li></ul>
  13. 14. Porteira Fechada Cyro Martins Romance de 30
  14. 15. <ul><li>A Obra integra a chamada Trilogia do Gaúcho a Pé: Sem Rumo (1937); Porteira Fechada (1944); Estrada Nova (1954). </li></ul><ul><li>Narrador: 3ª Pessoa </li></ul><ul><li>Estrutura: Não-linear </li></ul><ul><li>Espaço: Boa Ventura </li></ul><ul><li>Tempo: Década de 30 </li></ul><ul><li>Linguagem: predominantemente formal, com algum regionalismo. </li></ul>
  15. 16. Personagens <ul><li>João Guedes </li></ul><ul><li>Maria José </li></ul><ul><li>Filhos: Isabel / Tita / Lelo / Picucha / Aurora </li></ul><ul><li>Querubina / Oscar / Maria Isabel </li></ul><ul><li>Júlio Bica / Hélio </li></ul><ul><li>Cap. Fagundes </li></ul><ul><li>Dr. Alcides </li></ul>
  16. 17. Concerto Campestre Luiz Antonio de Assis Brasil
  17. 18. <ul><li>Romance de Costumes: decadência moral, social e política da estância no interior do RS </li></ul><ul><li>Local: Vila de São Vicente, às margens do rio Santa Maria (Sudeste do estado) </li></ul><ul><li>Momento: entre a Rev. Farroupilha e a Rev.Federalista. </li></ul><ul><li>Trama central: o amor proibido entre Clara Vitória e o Maestro. </li></ul><ul><li>Linguagem: Romance realista tradicional </li></ul><ul><li>Estrutura: Alternância entre Presente/flash backs e pequenas antecipações ao final da cada capítulo, criando tensões para o Futuro. </li></ul>
  18. 19. O significado do título CONCERTO CAMPESTRE X CULTURA, SENSIBILIDADE, TRANSFORMAÇÃO NATUREZA BRUTA, TENDÊNCIA À ESTAGNAÇÃO
  19. 20. Personagens <ul><li>Clara Vitória </li></ul><ul><li>Maestro (Miguel) </li></ul><ul><li>Major Eleutério de Fontes </li></ul><ul><li>D. Brígida </li></ul><ul><li>Silvestre Pimentel </li></ul><ul><li>Vigário </li></ul><ul><li>Rossini (André Grilo) </li></ul><ul><li>Siá Gonçalves </li></ul><ul><li>Eugênio </li></ul><ul><li>Ambrósio </li></ul>
  20. 21. Leituras Destacadas
  21. 22. Feliz Ano Novo Rubem Fonseca
  22. 23. <ul><li>Temas: Violência urbana; Angústia; Solidão </li></ul><ul><li>Estilo: </li></ul><ul><li>Narrativas em 1ª Pessoa </li></ul><ul><li>Personagens Marginais </li></ul><ul><li>Linguagem crua, brutal </li></ul><ul><li>Contos em destaque: </li></ul><ul><li>Feliz Ano Novo </li></ul><ul><li>Passeio Noturno </li></ul><ul><li>Entrevista </li></ul>
  23. 24. O Vôo da Madrugada Sérgio Sant’Ana
  24. 25. <ul><li>Primeira Parte: Morte, solidão, angústia, erotismo. </li></ul><ul><li>Segunda Parte: “O Gorila” </li></ul><ul><li>Terceira Parte: Contos-Ensaios sobre o “olhar” </li></ul><ul><li>Contos em destaque: </li></ul><ul><li>O Vôo da Madrugada </li></ul><ul><li>Um conto nefando? </li></ul><ul><li>Um conto abstrato / Um conto obscuro </li></ul>
  25. 26. <ul><li>Um conto de palavras que valessem mais por sua modulação que por seu significado. Um conto abstrato e concreto como uma composição tocada por um grupo instrumental; límpido e obscuro, espiral azul num campo de narcisos defronte a uma torre a descortinar um lago assombrado em que o atirar uma pedra espraia a água em lentos círculos sob os quais nada um peixe turvo que é visto por ninguém e no entanto existe como algas no fundo do oceano; [...] um conto em que os vocábulos são como notas indeterminadas numa pauta; que é como o bater suave e espaçado de um sino propagando-se nos corredores de um mosteiro; um conto que é como uma ponte de ornamentos num rio enevoado em cujo curso um casal se beija num bote que desliza à deriva vagarosamente. Um conto recendendo a nenúfares e jasmim, vicioso como um círculo vicioso, às vezes agudo como um estilete que desenhasse formas sobre uma pele sem feri-la. </li></ul><ul><li>(Um conto Abstrato) </li></ul>
  26. 27. <ul><li>Tangencia e corteja o nada. Mas com haver um nada, ainda mais sem alguém a concebê-lo, esse não-tempo e não-lugar de que tudo e todos estarão ausentes? Muitos o temem como temem a morte, mas há também quem possa se regozijar com a sua antecipação – algum enfermo ou suicida, por exemplo, antegozando esse nada pleno e aconchegante e, portanto, de algum modo dele desfrutando, desse nada ser depois. [...] De todo modo, para escrevê-lo, o contista busca em si forças misteriosas, obscuras, que lhe concedam um texto belo que o compense de sua tamanha solidão, fazendo-o sentir-se, por meio dele, amando e sendo amado, ainda que esteja absolutamente só em seu apartamento. </li></ul><ul><li> (Um conto obscuro) </li></ul>
  27. 28. Os Tambores Silenciosos Josué Guimarães
  28. 29. <ul><li>Sátira Política </li></ul><ul><li>Semana da Pátria 1936 – Era Vargas </li></ul><ul><li>Lagoa Branca (cidade fictícia) = Referência implícita à ditadura militar no Brasil </li></ul><ul><li>Narrador em 3ª Pessoa, sob a perspectiva dos binóculos das Irmãs Pilar </li></ul>
  29. 30. Personagens <ul><li>Coronel João Cândido (Prefeito) </li></ul><ul><li>Irmãs Pilar: Maria Celeste, Maria de Jesus, Maria de Lourdes, Maria de Fátima, Maria Madalena, Maria da Graça e Maria da Glória. </li></ul><ul><li>Paulino Cassales (Inspetor) </li></ul><ul><li>Cap. Ernesto Salgado / D. Isabel / Sgt. Deoclécio </li></ul><ul><li>Dr. Lúcio Machado (Pres. Da Câmara) / D. Benigna </li></ul><ul><li>Casa da Zica </li></ul><ul><li>Pe. Barteli/ Rev. Ezequiel / Dr. Fadul </li></ul><ul><li>Ver. Paulino Paim </li></ul><ul><li>Prof. Ulisses </li></ul>
  30. 31. Leituras Destacadas
  31. 32. Poemas Escolhidos Fernando Pessoa Modernismo Português
  32. 33. <ul><li>Heterônimos x Pseudônimos </li></ul><ul><li>Pseudônimo: nome falso </li></ul><ul><li>Heterônimo: personalidade diferente do autor com </li></ul><ul><ul><li> nome; </li></ul></ul><ul><ul><li> biografia; </li></ul></ul><ul><ul><li> estilo; </li></ul></ul><ul><ul><li> visão de mundo. </li></ul></ul>
  33. 34. Fernando Pessoa ele-mesmo (ortônimo) <ul><li>Poeta-filósofo </li></ul><ul><li>Escreveu poemas líricos ( Cancioneiro ) e épicos ( Mensagem ) </li></ul>
  34. 35. <ul><li>Autopsicografia </li></ul><ul><li>O poeta é um fingidor. </li></ul><ul><li>Finge tão completamente </li></ul><ul><li>Que chega a fingir que é dor </li></ul><ul><li>A dor que deveras sente. </li></ul><ul><li>E os que lêem o que escreve, </li></ul><ul><li>Na dor lida sentem bem, </li></ul><ul><li>Não as duas que ele teve, </li></ul><ul><li>Mas só a que eles não têm. </li></ul><ul><li>E assim nas calhas de roda </li></ul><ul><li>Gira, a entreter a razão, </li></ul><ul><li>Esse comboio de corda </li></ul><ul><li>Que se chama coração. </li></ul>Mar Português Ó mar salgado, quanto do teu sal São lágrimas de Portugal! Por te cruzarmos, quantas mães choraram, Quantos filhos em vão rezaram! Quantas noivas ficaram por casar Para que fosses nosso, ó mar! Valeu a pena? Tudo vale a pena Se a alma não é pequena. Quem quere passar além do Bojador Tem que passar além da dor. Deus ao mar o perigo e o abismo deu, Mas nele é que espelhou o céu.
  35. 36. Alberto Caeiro <ul><li>Mestre dos heterônimos </li></ul><ul><li>Poeta do campo: O Guardador de Rebanhos </li></ul><ul><li>Rejeita tudo que impede o pleno contato sensorial com o mundo </li></ul><ul><li>“ Coloquei no Alberto Caeiro todo o meu poder de despersonalização.” F. Pessoa </li></ul><ul><li>Encontra a felicidade na natureza </li></ul><ul><li>Vocabulário pouco variado </li></ul><ul><li>Versos livres e brancos </li></ul>
  36. 37. <ul><li>Há metafísica bastante em não pensar em nada. </li></ul><ul><li>[...] </li></ul><ul><li>O único sentido íntimo das cousas </li></ul><ul><li>É elas não terem sentido íntimo nenhum. </li></ul><ul><li>Não acredito em Deus porque nunca o vi. </li></ul><ul><li>Se ele quisesse que eu acreditasse nele, </li></ul><ul><li>Sem dúvida que viria falar comigo </li></ul><ul><li>E entraria pela minha porta dentro </li></ul><ul><li>Dizendo-me, Aqui estou! </li></ul><ul><li>[...] </li></ul>
  37. 38. Ricardo Reis <ul><li>Poeta de inspiração clássica </li></ul><ul><li>Retoma locus amoenus , carpe diem e aurea mediocritas </li></ul><ul><li>Influência de Horácio: escreve odes </li></ul><ul><li>Purista </li></ul><ul><li>Vocabulário erudito e sintaxe rebuscada </li></ul><ul><li>Procura desfrutar apenas os prazeres contemplativos e regrados </li></ul><ul><li>Retoma os deuses clássicos (pagãos) </li></ul>
  38. 39. <ul><li>Não só quem nos odeia ou nos inveja </li></ul><ul><li>Nos limita e oprime; quem nos ama </li></ul><ul><li>Não menos nos limita. </li></ul><ul><li>Que os deuses me concedam que, despido </li></ul><ul><li>De afetos, tenha a fria liberdade </li></ul><ul><li>Dos píncaros sem nada. </li></ul><ul><li>Quem quer pouco, tem tudo; quem quer nada </li></ul><ul><li>É livre; quem não tem, e não deseja, </li></ul><ul><li>Homem, é igual aos deuses. </li></ul>
  39. 40. Álvaro de Campos <ul><li>Poeta moderno, futurista </li></ul><ul><li>Poeta do “não” </li></ul><ul><li>Sua poesia reflete o espírito frenético da vida moderna </li></ul><ul><li>Visão pessimista e desiludida sobre a existência </li></ul><ul><li>Estilo febril, de versos longos, bastante próximos da prosa, que enumeram pensamentos descontínuos </li></ul><ul><li>Despreza a rima e a métrica </li></ul><ul><li>Linguagem coloquial </li></ul><ul><li>“ Pus em Álvaro de Campos toda a emoção.” F. Pessoa </li></ul>
  40. 41. <ul><li>Lisbon Revisited (1923) </li></ul><ul><li>NÃO: Não quero nada. </li></ul><ul><li>Já disse que não quero nada. </li></ul><ul><li>Não me venham com conclusões! </li></ul><ul><li>A única conclusão é morrer. </li></ul><ul><li>Não me tragam estéticas! </li></ul><ul><li>Não me falem em moral! </li></ul><ul><li>Tirem-me daqui a metafísica! </li></ul><ul><li>Não me apregoem sistemas completos, não me enfileirem conquistas </li></ul><ul><li>Das ciências (das ciências, Deus meu, das ciências!) — </li></ul><ul><li>Das ciências, das artes, da civilização moderna! </li></ul><ul><li>Que mal fiz eu aos deuses todos? </li></ul><ul><li>Se têm a verdade, guardem-na! </li></ul>
  41. 42. <ul><li>Sou um técnico, mas tenho técnica só dentro da técnica. </li></ul><ul><li>Fora disso sou doido, com todo o direito a sê-lo. </li></ul><ul><li>Com todo o direito a sê-lo, ouviram? </li></ul><ul><li>Não me macem, por amor de Deus! </li></ul><ul><li>Queriam-me casado, fútil, quotidiano e tributável? </li></ul><ul><li>Queriam-me o contrário disto, o contrário de qualquer coisa? </li></ul><ul><li>Se eu fosse outra pessoa, fazia-lhes, a todos, a vontade. </li></ul><ul><li>Assim, como sou, tenham paciência! </li></ul><ul><li>Vão para o diabo sem mim, </li></ul><ul><li>Ou deixem-me ir sozinho para o diabo! </li></ul><ul><li>Para que havemos de ir juntos? </li></ul><ul><li>Não me peguem no braço! </li></ul><ul><li>Não gosto que me peguem no braço. Quero ser sozinho. </li></ul><ul><li>Já disse que sou sozinho! </li></ul><ul><li>Ah, que maçada quererem que eu seja da companhia! </li></ul><ul><li>[...] </li></ul>
  42. 43. LENDAS DO SUL Simões Lopes Neto Pré-Modernismo
  43. 44. Aspectos Gerais <ul><li>17 Lendas </li></ul><ul><li>- Lendas do Sul </li></ul><ul><li>- Lendas Missioneiras </li></ul><ul><li>- Lendas do Centro e do Norte do Brasil </li></ul><ul><li>Estilização : Criação simoneana (linguagem, eventos, personagens) misturada à cultura popular. </li></ul><ul><li>Fixação do universo gauchesco (mitos, usos, costumes, linguagem, paisagem, história) </li></ul>
  44. 45. A M’Boitatá <ul><li>Mito guaranítico – explicação para a aparição dos fogos-fátuos no campo </li></ul><ul><li>Oralidade: “ Foi assim:” “Minto” “Mas, como dizia:” </li></ul><ul><li>TRECHO </li></ul><ul><li>“ Cada bicho guarda no corpo o sumo do que comeu. </li></ul><ul><li>A tambeira que só come trevo maduro dá no leite o cheiro do milho verde; o cerdo que come carne de bagual nem alqueires de mandioca o limpam bem; e o socó tristonho o biguá matreiro até no sangue têm cheiro de pescado. Assim também, nos homens, que até sem comer nada, dão nos olhos a cor de seus arrancos. O homem de olhos limpos guapo e mão-aberta; cuidado com os.vermelhos; mais cuidados -com os amarelos; e, toma tendência doble com os raiados e baços!… Assim foi também, mas doutro jeito, com a boiguaçu, que tantos olhos comeu.” </li></ul>
  45. 46. A Salamanca do Jarau <ul><li>Misto de Lenda e Conto Gauchesco – Blau Nunes como protagonista. </li></ul><ul><li>Foco narrativo – 3ª pessoa, mas com ampla utilização do discurso direto. </li></ul><ul><li>Tradição Oral - “Aqui está tudo o que eu sei, que a minha avó charrua contava à minha mãe, e que ela já ouviu, como cousa velha, contar por outros, que esses viram![...] “ </li></ul><ul><li>Travessia para o universo mágico das lendas – A Teiniaguá (poder de sedução da mulher) e o Sacristão. </li></ul><ul><li>Reestabelecimento do equilíbrio: </li></ul><ul><li>“ E agora estava certo de que era pobre como dantes, porém que comeria em paz o seu churrasco...; e em paz o seu chimarrão, em paz a sua sesta, em paz a sua vida! “ </li></ul>
  46. 47. O Negrinho do Pastoreio <ul><li>Foco narrativo: 3ª pessoa </li></ul><ul><li>O Estancieiro e seu filho – contraponto da generosidade e da cordialidade inerentes ao heroísmo gauchesco. </li></ul><ul><li>O Negrinho: Alegoria da brutalidade da escravidão e exaltação da fé. </li></ul><ul><li>TRECHO: </li></ul><ul><li>“ Quem perder suas prendas no campo, guarde esperança: junto de algum moirão ou sob os ramos das árvores, acenda uma vela para o Negrinho do pastoreio e vá lhe dizendo — Foi por aí que eu perdi... Foi por aí que eu perdi... Foi por ai que eu perdi!... </li></ul><ul><li>Se ele não achar… ninguém mais. </li></ul>
  47. 48. Panorama da Literatura Gaúcha
  48. 49. Partenon Literário <ul><li>Apolinário Porto Alegre </li></ul><ul><li>Lobo da Costa </li></ul>Simbolismo <ul><li>Eduardo Guimaraens </li></ul><ul><li>Alceu Wasmosy </li></ul>
  49. 50. Pré-Modernismo <ul><li>Simões Lopes Neto </li></ul>Modernismo <ul><li>Mario Quintana </li></ul>Romance de 30 <ul><li>Erico Verissimo </li></ul><ul><li>Cyro Martins </li></ul><ul><li>Dyonélio Machado </li></ul>
  50. 51. Contemporâneos <ul><li>Caio Fernando Abreu </li></ul><ul><li>Josué Guimarães </li></ul><ul><li>Tabajara Ruas </li></ul><ul><li>Luiz Antonio de Assis Brasil </li></ul><ul><li>Charles Kiefer </li></ul><ul><li>Moacyr Scliar </li></ul><ul><li>Luis Fernando Verissimo </li></ul>
  51. 52. Acesse http://literatura-edir.blogspot.com

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