Texto escolar3anoguerrafria

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  1. 1. ____ Escola E. E. F. M. Félix Araújo – Geografia – Prof° Tibério Mendonça – 3º Ano A GUERRA FRIA A Guerra Fria foi a designação atribuída ao conflito político-ideológico entre os Estados Unidos (EUA), defensores do capitalismo, e a União Soviética (URSS), defensora do socialismo, compreendendo o período entre o final da Segunda Guerra Mundial e a extinção da União Soviética. É chamada "fria" porque não ho ve u qualquer combate físico, embora o mundo todo temesse a vinda de um novo conflito mundial por se tratarem de duas potências com grande arsenal de armas nucleares. Norte-americanos e soviéticos travaram uma luta ideológica, política e econômica durante esse período. Se um go verno socialista fosse implantado em algum país do Terceiro Mundo, o governo norte-americano via aí logo uma ameaça aos seus interesses; se um movimento popular combatesse um governo alinhado aos EUA, logo receberia apoio soviético. reuniria grande parte das naçõ do mundo es divididas em dois blocos. De um lado, os países do Eixo, liderados pela Alemanha, pela Itália e pelo Japão, e do outro, os Aliados, comandados principalmente pelos EUA, pela URSS, pela Inglaterra e pela França. Em dezembro de 1941, os japonees s bombardearam a base militar de Pearl Harbor, no Havaí, que pertencia aos EUA. Esse ataque determinou a entrada dos EUA na guerra, ao lado das forças aliadas contra os países do Eixo. A entrada da maior potência industrial do mundo na guerra significou um gigantesco aumento do poder de fogo das forças aliadas. No início de 1942, a situação se inverteu. De atacantes, as forças do Eixo passaram a atacadas. Período que antecedeu a Guerra Fria Para que tenhamos uma idéia mais ampla da Guerra Fria, em 1919, período pós-Primeira Guerra, foi assinado o Tratado de Versalhes, por este, os países vencidos na Primeira Guerra fica vam proibidos de possuir ou ainda de fabricar produtos bélicos, o que atingiu a Alemanha. Contudo, para conquistar os territórios perddos, i Hitler desobedeceu ao tratado e empreendeu uma política de rearmamento. Em 1935, aumentou o seu efetivo militar e construiu uma poderosa força aérea e uma numerosa esquadra. Em agosto de 1939, Alemanha e URSS assinaram o Pacto de não-agressão. Pelo acordo, a União Soviética não reagiria diante de uma agressão alemã à Polônia. Em troca, Hitler prometia apoiar uma invasão soviética à Finlândia, além de outras concessões. Em 1º de setembro de 1939, a ambição imperialista de Hitler fez com seu exército invadisse a Polônia. Aquele dia marcou o alvorecer de seis anos consecutivos de uma guerra mundial, que Em agosto 1945, o Japão que ai da se n recusava a se render, obrigou aos americanos a dar uma demonstração de seu poder lançando duas bombas atômicas sobre as cidades de Hiroshima e Nagasaki matando cerca de 170 mil pessoas no Japão. Não restou outra altern ativa. Em 02 de setembro 1945, os japoneses assinaram, assim como já havia feito Alemanha e a Itália, sua rendição. Terminava assim, a Segunda Guerra Mundial e dava início uma nova guerra, d essa vez fria; a Guerra Fria. 11 11
  2. 2. ____ Escola E. E. F. M. Félix Araújo – Geografia – Prof° Tibério Mendonça – 3º Ano O Mundo da Guerra Fria Com o final da Segunda Guerra Mundial, EUA e URSS acirraram a disputa pela hegemonia no Globo. Deram início, assim, à Guerra Fria, um dos períodos mais tensos da hi tória, que se s estendeu do imediato pós-guerra até o final da década de 1980. A Guerra Fria baseou -se na chamada Doutrina Truman, anunciada pelo presidente Harry Truman em março de 1947. O pressuosto p geopolítico fundamental da Doutrina Truman era impedir o expansionismo da URS fazendo S, alianças com outros países para isolá-lo. Plano Marshall e COMECON Com as nações européias frágeis, após uma guerra violenta, os Estados Unidos estenderam uma série de apoios econômicos à Europa aliada, para que estes países pudessem se reerguer e mostrar as vantagens do capitalismo. Assim, o Secretário de Estado dos Estados Unidos, Geo rge Marshall, propõe a criação de um amplo plano econômico, que veio a ser conhecido como Plano Marshall. Era uma série de empréstimos a bai os juros e x investimentos públicos para facilitar o fim da crise na Europa Ocidental e repelir a ameaça do socialismo entre a população descontente. Em 1951, foi elaborado o Plano Colombo, similar ao Plano Marshall, porém bem menos ambi ioso, para c estimular o desenvolvimento de países do sul e sudeste da Ásia. Somente o Japão, entre 1947 e 1950, recebeu uma ajuda financeira na ordem de 2,5 bilhões de dólares diretamente do Tesouro dos Estados Unidos, possibilitando assim, a vazão de produtos e capitais estadunidenses e a contenção do expansionismo soviético, consolidando, assim, o bloco capitalista. Em resposta ao plano econômico estadunidense, a União Soviética propôs-se a ajudar também seus países aliados, co a criação do m COMECON (Conselho para Assistência Econômica Mútua). Este conselho tinha co mo meta a recuperação dos países orientais, também para mostrar como vitrine as socialismo fazia ao povo. benfeiorias t que o A bipolarização mundial O mundo da Guerra Fria foi marcado pela bipolarização de poder entre os EUA e URSS, que buscavam ampliar suas respecti as zonas de v influência. Como bem definiu o cientista político francês Raymond Aron: "Guerra Fria, paz impossível, guerra improvável". A paz er a impossível porque as superpotências apresentavam, sob vários aspectos, um antagonismo insuperável e um conflito de interesses. No entanto, a guerra era improvável, pois um enfrentamento direto entre as superpotências poderia significar o fim de todos. A Segunda Guerra Mundial marco o u declínio da supremacia européi no mundo. a Estabeleceu-se uma política global bipolar, ou seja, centrada em dois grandes pólos (denominadas na época superpotências): EUA e URSS. Formadas por ideais distintos, ambos os pólos de poder tinham como principal meta a difusão de seus sistemas políticos e culturais no resto do mundo. Os EUA defendiam a política ca pitalista, argumentando ser ela a represetação da n democracia e da liberdade. Em contrapartida a URSS enfatizava o socialismo como resposta ao domínio burguês e solução dos problemas sociais. Sob a influência das duas doutinas, o r mundo foi dividido em dois blocos liderados cada um por uma das superpotências: a Europa Ocidental e a América Central e do Sul receberam forte influência cultural e econômica estadunidense e a maior parte da Ásia e o leste europeu, ficava sob domínio soviético. As Conferências de Cúpula Ainda durante a Segunda Guerra foram realizadas algumas Conferências destacando-se as de Yalta (União Soviética), em 1945. Nessa reunião, representantes dos EUA, Reino Unido e URSS decidiram que os soviéticos passavam a ter 12 12
  3. 3. ____ Escola E. E. F. M. Félix Araújo – Geografia – Prof° Tibério Mendonça – 3º Ano direito de implantar áreas de influência na Polônia e na Península Balcânica (Grécia, Albânia, Bulgária, Macedônia, Iugoslávia, Bósnia -Herzegóvina, Croácia, Eslovênia e Romênia; a parte européia da Turquia também se localiza na península.), exceto influência sobre a Grécia, de receber parte da indenização que seria exigida à Alemanha e de controlar a Manchúria e a parte norte da Coréia. Em junho de 1948, os EUA e seus aliados deram a largada para a reconstrução do capitalismo na Alemanha. Sem consultar a URSS, implantaram uma nova moeda nas zonas alemãs sob sua ocupação, pois uma economia forte precisa de uma moeda igualmente forte, que seja respeitada nos mercados financeiros do mundo. Foi assim que nasceu o deustch Mark, o marco alemão. A Conferência de Potsdam (Alemanha), na decidiu dividir a Alemanha em quatro zonas de ocupação entre os principais países vitoriosos na Segunda Guerra, isto é, EUA, Reino Unido e depois a França, tomariam conta do lado Oeste; e a URSS permaneceria no lado Leste. A URSS, é claro, não gostou nada, e armou um estratégico contra-ataque. Berlim, como vimos, havia sido dividida entre as potências vencedoras. Entretanto, todas as estradas e ferrovias que abasteciam a cidade estavam sob o controle das tropas soviéticas. Para mostrar sua força e dificultar os planos norte-americanos, em 24 de junho do mesmo ano, o governo da URSS d ecretou o Bloqueio de Berlim: só poderiam circular por essas vias caminhões e trens autorizados pelo comando soviético. Assim, os EUA e seus aliados não teriam como abastecer os setores de B erlim sob sua responsabilidade. O bloqueio só terminaria caso eles desistissem da nova moeda e da política de empréstimos. O Bloqueio de Berlim Junto com a França e o Reino U nido, os EUA pretendiam colaborar para a reconstrução da economia alemã nos moldes capitalistas. Estavam dispostos a emprestar dinheiro para os donos das grandes indústrias e a a judá-los a retomar a produção o mais rápido possível. A União Soviética por sua vez queria implantar o regime socialista na Alemanha e transformar as fábricas, assim como as terras, as lojas e todo o resto, em propriedade do governo. A política de emprestar dinheiro para os industriais tornava os capitalistas mais fortes e atrapalhava os planos soviéticos. Toda cidade utiliza diariament muitos e produtos que vêm de fora. Alguns são essenciais: seus habitantes precisam comer e na cidade praticamente não se produzem alimentos. Grande parte das toneladas de artigos industrializados consumidos diariamente em uma grande cidade, como remédios e produtos de higiene, também são adquiridas de outros centros urbanos. Abastecer uma grande cidade sem dispo de meios de r transporte terrestre é quase impossível. Enquanto durou o Bloqueio de B erlim, aconteceu o que parecia impossível. Durante onze meses, as zonas de ocupação francesa, britânica e norte-americana foram abastecidas exclusivamente por aviões, que subiam e desciam sem parar, durante todas as horas do dia, transformando os aeroportos locais nos mais mov imentados do mundo. Claro que isso custou uma fortuna para os EUA, que pagaram a maior parte da conta. Mas eles conseguiram provar que era impossível controlar 13 13
  4. 4. ____ Escola E. E. F. M. Félix Araújo – Geografia – Prof° Tibério Mendonça – 3º Ano uma parte de Berlim mesmo com todas as vias de acesso terrestre para cidade fechada. Em maio de 1949, a URSS recuou e suspendeu o bloqueio. Ela havi perdido uma a batalha, mas a Guerra Fria est ava apenas começando. Durante o período do bloqueio, os EUA não tentaram abrir as estradas à força. A URSS não abateu nenhum avião. Não houve enfrentamento direto entre os dois países, mas eles também não estavam em paz. Corrida Espacial e Armamentista Um dos campos que mais se beneficiaram com a Guerra Fria foi o da tecnologia. Na urgência de se mostrarem superiores aos rivais, Estados Unidos e União Soviética procuraram melhorar os seus arsenais militares. Como conseqüência, algumas tecnologias conhecidas hoje. A corrida espacial está nesse contexto. Tecnologias de lançamento de mísseis e de foguetes são muito próximas, e, portanto, os dois países investiram pesadamente na tecnologia espacial. No ano de 1957, os Soviéticos lançaram Sputnik, o primeiro artefato humano a ir ao espaço e orbitar o planeta. Em novembro do mesmo ano, os russos lançaram Sputnik II e, dentro da nave foi a bordo o primeiro ser vivo a sair do pl neta: uma cadela a laika. Ela morreu na reentrada da atmosfera, devido ao calor. Após as missões Sputnik, os Estados Unidos entraram na corrida, lançando o Explorer I, em 1958. Mas a União Soviética tinha um passo na frente, e em 1961 os soviéticos conseguiram lançar Vostok I, que era tripulada por Yuri Gagarin, o primeiro ser humano a ir ao espaço e voltar são e salvo e autor da célebre decla ração: "Eu vejo a Terra. Ela é azul!". A partir daí, a rivalidade aumentou a ponto de o presidente dos Estados Un idos, John F. Kennedy, prometer enviar estadunidenses à Lua e trazê-los de volta até o fim da década. Os soviéticos apressaram-se para vencer os estadunidenses na chegada ao satélite. As missões Zond deveriam levar os primeiros humanos a orbitarem a Lua, mas devido a falhas, só foi possível aos soviéticos o envio de missões não-tripuladas, Zond 5 e Zond 6, em 1968. Os Estados Unidos, por outro lado, enviaram a missão Apollo 11, lançada em 16 de julho de 1969, e conseguiu realizar com sucesso a missão tripulada ao solo lunar em 20 de julho de 1969. Neil Armstrong, Michael Collins e E dwin Aldrin tornaram-se os primeiros humanos a caminhar em outro corpo celeste. A corrida armamentista foi um outro empreendimento das superpetências. Cada uma das potências justificava os gasto alegando que s precisava de armas poderosas, inclusive atômicas, e exércitos maiores para se defender, caso houvesse uma guerra entre os dois blocos. Essa corrida caracterizou o chamado "equilíbrio do terror" no qual o poder de destruição de um não poderia ultrapassar a do outro, já que a cada novo invento bélico, o opositor tentava superar com um mais potente ainda. As Alianças Militares da Guerra Fria A posse dos arsenais nucleares capazes de eliminar a vida humana da Terra conferia aos EUA e à URSS a condição de superpotências. A Guerra Fria foi um período de delicado equilíbrio de poder, no qual não podia haver paz e a guerra seria sinônimo de extermínio mútuo. Na Europa, a bipolaridade se concretizou na divisão entre os países alinhados com os EUA e aqueles subordinados política, econômica e militarmente à URSS. A linha d fronteira que e delimitava os dois blocos ficou conhecida como Cortina de Ferro, um dos principais símbolos da Guerra Fria. Dos dois lados da Cortina de Ferro firmaram-se alianças militares sob o comando das superpotências. Por causa dela, passamos a estudar 14 14
  5. 5. ____ Escola E. E. F. M. Félix Araújo – Geografia – Prof° Tibério Mendonça – 3º Ano a Europa dividindo-a em duas partes: Europa Ocidental e Europa Oriental. A mais importante das organizaões ç militares foi a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), criada em 1949 p ara defender a Europa ocidental do ameaça soviética. Seus países membros são os EUA, o Canadá, Portugal, Noruega, Islândia, Dinamarca, Grécia, entre outros. A partir desta criação surge a República Federal da Alemanha (RFA), ou Alemanha Ocidental. A resposta soviética viria no mesmo ano com a criação da República Democrática Alemã (RDA) em sua respectiva zona d ocupação. e Quando a Alemanha Ocidental ingressou na Otan, em 1955, a resposta soviética veio com a criação de sua aliança militar, o Pacto de Varsóvia. A URSS delimitava, assim, sua respectiva zona de influência e seu principal mercado de armas. Até a década de 1960, a Alemanha Oriental atravessou períodos de crise econômica. Muitos berlinenses deixaram o setor oriental em busca de melhores oportunidades no setor ocidental. Para acabar com esse êxodo de trabalhadores e reafirmar sua soberania, as autoridades orientais construíram o Muro de Berlim. Na noite de 13 de agosto de 1961, a parte ocidental de Berlim foi isolada: arame farpado e soldados armados impediam a passagem dos berlinenses. A partir de então, foi erguido um muro de dividindo a cidade e que se tornou símbolo da Guerra Fria, exemplo de um mundo dividido por conflitos ideológicos. O muro foi largamente utilizado como propaganda anticomunista. Crise dos mísseis Em 1962, quando os soviéticos instalaram uma base de mísseis em Cuba, a Guerra Fria quase virou guerra quente. O governo dos EUA anunciaram que estavam dispostos a utilizar suas armas atômicas caso fosse implantada uma base militar inimiga tão perto de seu território. A URSS recuou, mas a ameaça de guerra total continuou no ar muito tempo. Esse episódi ficou conhecido o como a Crise dos Mísseis. Após a Revolução Cubana, os noter americanos, temendo que o regime socialista se espalhasse pela América, inici ram uma dura a política de repressão aos movimentos guerrilheiros da América Central e patrocinaram golpes militares e ditaduras em todo continente. Em nome dos valores do "mundo livre", muita gente foi silenciada à força e muitos governos mili tares foram implantados. O golpe militar de 1964, no Brasil, que deu origem a um longo período de ditadura, teve o apoio estratégico dos EUA. Rumo a Uma Nova Ordem Mundial Na Segunda metade da década de 1980, o líder soviético Mikhail Gorbatchev iniciou um amplo processo de libertação da economia e da política na URSS. Essas mudanças foram marcadas 15 15
  6. 6. ____ Escola E. E. F. M. Félix Araújo – Geografia – Prof° Tibério Mendonça – 3º Ano pela glasnost (abertura ou transparência política) e pela perestroika (processo de reestruturação econômica do país). Essas reformas repercutiram em todos os países socialistas da Europa, com a ascensão de movimentos democráticos e a queda dos regimes de partido único. O fim da Guerra Fria é caracterizado, para alguns estudiosos, pela queda do Muro de Berlim ocorrido na noite de 9 para 10 de novembro de 1989, e sua unificação. No ano seguinte, o Pacto de Vasóvia r anunciou o fim de suas funções militares e finalmente, em 1991, a própria URSS deixou de existir e em seu lugar, surgir m quinze países a independentes formando a CEI (Comunidade de Estados Independentes). A Rússia, a mais importante da antigas s repúblicas soviéticas, continua sendo uma potência militar, pois mantém o controle sobre as armas nucleares da extinta União Sov iética, mas certamente já perdeu a condição de superpotência. No plano militar, os EUA continuam sendo uma potência planetária. Porém no plano , econômico, o país encontrou rivais no Japão e na Alemanha, exatamente os dois grandes derrotados na Segunda Guerra Mundial. A bipolaridade é coisa do passado. Hoje o mundo é mul ipolar, embora t tenhamos uma supremacia norte-americana. completamente. Os impérios coloniais das potências européias pouco a pouco foram ruindo. Ocorreu a descolonização das nações africanas e asiáticas. Após a Segunda Guerra Mundial, o quadro geopolítico mundial mudou completamente. Nasceu uma nova ordem mundial, a ordem bipolar. O mundo bipolar entra em colapso nos anos 1980, principalmente entre 1989 e 1991. Esse colapso foi resultado, princip almente, de dois fatores conjugados: o esgotamento das economias planificadas e o surgimento de novos pólos mundiais de poder: a União Européia, o Japão e, mais recentemente, a China. Com a crise do mundo socialista e com o advento de novos pólos ou cent os econômicos r mundiais, ingressamos novamente num mundo multipolar. Mas alguns autores preferem denominar a nova ordem mundial de unimultipolar, pois, no aspecto militar, existe apenas uma superpotência atuante nos vários recantos do globo – os Estados Unidos –, e, no aspecto econômico e tecnológico, que é o mais importante atualmente, existem vários centros de poder: a União Européia, os Estados Unidos, o Japão e a China. Do ponto de vista militar, a Rússia, em tese, ai nda é uma superpotência com capacidade p ara exterminar praticamente toda a humanidade. Uma ordem geopolítica mundial, portanto, é essa situação, sempre provisória, no nível das relações – econômicas, diplomáticas e militares – entre os Estados nacionais. No início do século XX, antes da Segunda Guerra Mundial, havia uma orde mundial m multipolar. Isso quer dizer que existiam múltiplas grandes potências mundiais, que disputavam a hegemonia internacional. A partir de 1945, a ordem mundial existente antes da Segunda Guerra desmor onou 16 16

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