Curso Introduorio ESF - Conteudo teorico modulo 1 - Territorio

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Curso Introduorio ESF - Conteudo teorico modulo 1 - Territorio

  1. 1. CURSO INTRODUTÓRIO À SAÚDEDA FAMÍLIAEAD – Santa MarcelinaMÓDULO DE CONTEÚDO 2Território e Saúde
  2. 2. Territórios e SaúdeO campo de trabalho dasEquipes de ESF
  3. 3. Por que começar discutindo território?EAD – Santa Marcelina
  4. 4. Por que conhecer o território?• Todos nós vivemos em um espaço geográfico enesse espaço existem diversas coisas que usamospara facilitar nossa vida: nossa casa, nosso localde trabalho, um lugar para encontrar os amigos,para comprar alimentos etc.• Da mesma forma, para que a sociedade exista, énecessário adaptar esse espaço em que ela sedesenvolve. Basta olhar pela janela e ver todas asconstruções feitas no espaço, como as ruas,estradas, prédios, casas.EAD – Santa Marcelina
  5. 5. EAD – Santa Marcelina
  6. 6. EAD – Santa Marcelina
  7. 7. EAD – Santa Marcelina
  8. 8. Fevereiro 2010 : Barra Funda, uma multidão tomou a plataforma de embarque no horário de pico (fonte:http://www.estadao.com.br/noticias/cidades,temporal-em-sp-deixa-dois-mortos-nesta-quarta-feira-3,506255,0.htm)EAD – Santa Marcelina
  9. 9. EAD – Santa Marcelina
  10. 10. Crianças afegãs brincam com tijolos em Jalalabad, província de Nangarh.EAD – Santa Marcelina
  11. 11. Como vimos, os lugares estão sempre setransformando, e essas transformações podemser mais harmoniosas ou mais conflituosas.Isso porque nem todos são iguais. Cada umvive de um modo, tem um tipo de trabalho,tem uma relação com o ambiente. No mesmolugar existem diferentes atores sociais que têmdiferentes interesses e forças políticas.EAD – Santa Marcelina
  12. 12. Auto-estrada de Xiayangzhang, ChinaEAD – Santa Marcelina
  13. 13. Em geral, a localização de populações em umterritório não é uma escolha das pessoas.Participam desse processo a história daocupação e apropriação do território, e asdesigualdades sociais, que têm o efeito dejuntar os semelhantes.EAD – Santa Marcelina
  14. 14. Afinal de contas ...• O território é o resultado de uma acumulação desituações históricas, ambientais, sociais quepromovem condições particulares para aprodução de doenças (Gondim, et al ).• O reconhecimento desse território é um passobásico para a caracterização da população e deseus problemas de saúde, bem como paraavaliação do impacto dos serviços sobre os níveisde saúde dessa população.EAD – Santa Marcelina
  15. 15. Espaço Geográfico• Os espaços são conjuntos de territórios e lugares ondefatos acontecem simultaneamente, e, suas repercussõessão sentidas em sua totalidade de maneiras diferentes.• Cada fato é percebido com maior ou menor intensidadede acordo com a organização sócio-espacial, cultural,político e econômica de cada população que habita eproduz cada um desses lugares.• Essa multiplicidade de territórios e lugares modifica apercepção das pessoas sobre os riscos distribuídosespacialmente.EAD – Santa Marcelina
  16. 16. • Esse espaço apresenta, portanto, além de umadelimitação espacial, um perfil histórico,demográfico, epidemiológico, administrativo,tecnológico, político, social e cultural, que ocaracteriza como um território empermanente construção (Miranda et al.,2008).EAD – Santa Marcelina
  17. 17. Não é sinônimo de território...• O território é também um espaço, porém singularizado:sempre tem limites que podem ser político-administrativo oude ação de um determinado grupo de atores sociais;• Internamente é relativamente homogêneo, com umaidentidade que vai depender da história de sua construção, eo mais importante, é portador de poder – nele se exercitam ese constroem os poderes de atuação tanto do Estado, dasagências e de seus cidadãos.EAD – Santa Marcelina
  18. 18. • A territorialização representa um importanteinstrumento de organização dos processos detrabalho e das práticas de saúde, posto que asações de saúde são implementadas sobre umabase territorial detentora de uma delimitaçãoespacial previamente determinada (Monken eBarcellos, 2005).TerritorializaçãoEAD – Santa Marcelina
  19. 19. • Para além da dimensão político-operativa dosistema de saúde, o território, na condição decotidiano vivido no qual se dá a interaçãoentre as pessoas e os serviços de saúde nonível local do SUS;• Caracteriza-se por uma população específica,vivendo em tempo e espaço determinados,com problemas de saúde definidos, mas quasesempre com condicionantes e determinantesque emergem de um plano mais geral.EAD – Santa Marcelina
  20. 20. Sendo assim...• Caracteriza-se por uma população específica,vivendo em tempo e espaço singulares, comproblemas e necessidades de saúdedeterminados, os quais para sua resoluçãodevem ser compreendidos e visualizadosespacialmente por profissionais e gestores dasdistintas unidades prestadoras de serviços desaúde.EAD – Santa Marcelina
  21. 21. Qual é a “marca” do nosso território?EAD – Santa Marcelina
  22. 22. A Zona Leste em números...Subprefeituras Distritos Área (km²)População(1996)População(2000)População(2010)DensidadeDemográfica(Hab/km²)Cidade TiradentesCidadeTiradentes15,00 140,586 189,500 211.501 14.100GuaianasesLajeado 9,20 136,022 157,316 103.996 12.093Guaianases 8,60 90,645 98,391 164.512 17.882ItaqueraCidade Líder 10,20 107,913 116,666 126.597 12.411Itaquera 14,60 189,775 201,291 204.871 14.032José Bonifácio 14,10 105,808 107,069 124.122 8.803Parque doCarmo15,40 59,838 63,985 68.258 4.432TOTAL 54,30 463,334 489,011 523.848 9.647Itaim PaulistaItaim Paulista 12,00 189,338 212,253 224.074 18.673Vila Curuçá 9,70 136,396 146,289 149.053 15.366TOTAL 21,70 325,734 358,542 373.127 17.195Fonte: http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/subprefeituras/subprefeituras/dados_demograficos/index.php?p=12758
  23. 23. Na saúde...• As várias nomenclaturas que o Sistema Único de Saúde(SUS) utiliza para as divisões territoriais servem paraoperacionalizar suas ações, quais sejam:• Município;• Distrito sanitário;• Área de abrangência , micro-área de unidades de saúde;• Dentre outros, são áreas de atuação de caráteradministrativo, gerencial, econômico ou político, que seestruturam no espaço e criam territórios próprios,dotados de poder.EAD – Santa Marcelina
  24. 24. Ao trabalhar com famílias ecomunidades é preciso pensar:• Quais são as dificuldades vivenciadas pelasfamílias para o enfrentamento do seuprocesso saúde-doença?• Qual o papel das equipes de saúde frente asvulnerabilidades das famílias?EAD – Santa Marcelina
  25. 25. Vulnerabilidade• Conceito surge na área dos Direitos Humanospara designar “grupos ou indivíduosfragilizados, jurídica ou politicamente, napromoção, proteção ou garantia de seusdireitos de cidadania (Ayres, 1999).EAD – Santa Marcelina
  26. 26. Diferente de Risco...• Risco relaciona-se a probabilidade de ocorrência deum agravo em determinados grupos ou indivíduos.• Está relacionado a Epidemiologia Clássica, que buscaisolar um determinado fenômeno, decompondo-oem partes, e discriminando-o para que assim possaverificar sua distribuição nas populações afetadas.• Ou seja, risco representa as chances matemáticas, deum individuo adoecer, ou melhor, de pertencer aogrupo dos “afetados” desde que faça parte doconjunto de expostos a uma dada situação.EAD – Santa Marcelina
  27. 27. EAD – Santa Marcelina
  28. 28. Sendo assim...• A vulnerabilidade é compreendida como conjunto dedeterminações que incluem aspectos individuais, coletivos,sociais e disponibilidade de recursos, que podem resultar emsuscetibilidades ao adoecimento ou agravos a saúde (Munoz-Sanches, Bertolozzi, 2007).• “Quer expressar ‘os potenciais’ de adoecimento/nãoadoecimento relacionados ‘a todo e cada individuo’ que viveum certo conjunto de condições” (Ayres et al, 2003).EAD – Santa Marcelina
  29. 29. Vale destacar...• As suscetibilidades ao adoecimento não estãorelacionadas ao aspecto meramenteindividual, mas também ao coletivo, e àdisponibilidade de recursos de todas asordens para proteção de pessoas ecoletividades (Ayres, 2008).EAD – Santa Marcelina
  30. 30. Vulnerabilidade individual• É compreendida como grau e a qualidade dasinformações de que dispõem as pessoas, acapacidade que tem de elaborar essasinformações e incorporá-las ao cotidiano e ointeresse de aplicá-la na prática (Silva, 2011).EAD – Santa Marcelina
  31. 31. Vulnerabilidade Social• Avalia o acesso a informação, o conteúdo e osignificado dessa informação, bem como acapacidade de colocá-la em prática. Relaciona-se com aspectos materiais, culturais, políticose morais que dizem respeito à vida emsociedade.EAD – Santa Marcelina
  32. 32. Vulnerabilidade Programática• É entendida como avaliação da capacidade deresposta de programas e instituições ascondições socialmente dadas de vulnerabilidade.EAD – Santa Marcelina
  33. 33. Outros conceitos importantes• Intersetorialidade• Autonomia• Empoderamento (empowerment)• Família• IntegralidadeEAD – Santa Marcelina
  34. 34. Efetivando o conhecimento do TerritórioPara que este movimento se inicie, a equipe temque transpor as barreiras da saúde: o primeiropasso é entender e fazer valer o princípio daIntersetorialidade e dos meios envolvidospara sua efetivação.EAD – Santa Marcelina
  35. 35. Intersetorialidade• Busca superar a visão isolada e fragmentadana elaboração e execução das ações de saúde.• Transpõe a questão “saúde” para além dasparedes das Unidades.Jorge Harada , COSEMS-SPEAD – Santa Marcelina
  36. 36. “Saúde não é apenas ausência de doença”,por isto ela incorpora o maior númeropossível de políticas públicas como:– educação, trabalho e renda,– meio ambiente, habitação,– transporte, lazer,– energia, agricultura.Intersetorialidadecontexto social,político, econômico,geográfico e cultural.EAD – Santa Marcelina
  37. 37. Impressões Pessoais relatadas pela ACS:“Condições precárias de moradia”(fragmentos de relatos de casos)“Péssimas condições de higiene”(fragmentos de relatos de casos)EAD – Santa Marcelina
  38. 38. FUNDAMENTOS PARA A CONSTRUÇÃO DO PSTAs reuniões de equipe são fóruns paracompartilhar idéias, reverpotencialidades do grupo e trabalhar odesenvolvimento das necessidades, tantoda comunidade como do território.A reunião de equipe também é fórum parao aprendizado.EAD – Santa Marcelina
  39. 39. Agora, estamos prontos para iniciar aconstrução do PST...Resgatando o conceito:O PST é um projeto coletivo paragrupos comunitários que envolve arelação da equipe com a comunidadee o seu território.EAD – Santa Marcelina
  40. 40. Fundamentos para a construção do PSTPara a construção do PST quem é omembro mais importante daequipe?EAD – Santa Marcelina
  41. 41. Fundamentos para a construção do PSTCada hora pode ser é um, pois a APS é um filmeque por atos e cenas prevê diferentesprotagonistas.Então cada hora um está em foco: poderão sermembros da comunidade, integrantes da ESFcomo o ACS, o Fisioterapeuta, o Nutricionista eaí vai...EAD – Santa Marcelina
  42. 42. Como organizar as informações esistematizar as informações para aconstrução do PST?EAD – Santa Marcelina
  43. 43. 43Desenhos para Constituição de ProjetosSituação Problema(identificado nocoletivo)Objetivo(resultado)AçõesEAD – Santa Marcelina
  44. 44. 44Passos para aelaboração do PSTEAD – Santa Marcelina
  45. 45. Construção do PSTPasso 1Conhecer o território (territorialização – elementos naturais,culturais e sua articulação com as redes sociais e de saúde).Passo 2Conhecer os indicadores de saúde – extraídos a partir dodiagnóstico das condições de saúde-doença.EAD – Santa Marcelina
  46. 46. Construção do PSTPasso 3Conhecer as singularidades das necessidades territoriais (o que levoua equipe a planejar o PST – elencar as prioridades/situações-problemas identificados).Passo 4Planejamento das ações/estratégias.Passo 5Estabelecimento de objetivos e metas (curto, médio e longo prazo).EAD – Santa Marcelina
  47. 47. Construção do PSTPasso 6Eleição dos responsáveis por ação.Passo 7Operacionalização do plano.Passo 8Reavaliação (considerando a dinamicidade do território).EAD – Santa Marcelina
  48. 48. MODELO LÓGICO SIMPLIFICADO – PROJETO DE SAÚDEDO TERRITÓRIODescrição do Problema:Objetivo/Meta:Estratégias paraalcançar osobjetivos/metasAtividades a seremdesenvolvidas(Detalhamento daExecução)Recursos necessáriospara odesenvolvimento dasatividadesResultadosesperadosResponsáveis PrazosMecanismos eindicadores paraavaliar o alcance dosresultadosEAD – Santa Marcelina
  49. 49. Mãos a Obra Equipe!EAD – Santa Marcelina
  50. 50. Referências BibliográficasGondim, R.; Grabois, V.; Mendes, W; Qualificação Gestores do SUS- 2. ed. Ver.Ampl- Rio de Janeiro, RJ: EAD/Ensp, 2011.GONDIM, Grácia M. M; et Al. Território da Saúde: A Organização do Sistema deSaúde e a Territorialização - Escola de Saúde Pública do Paraná Disponível em:http://www.escoladesaude.pr.gov.br/arquivos/File/TEXTOS_CURSO_VIGILANCIA/20.pdf; acesso em 23/01/13.EAD – Santa Marcelina
  51. 51. Referências BibliográficasMonken , Maurício; Barcellos Christovam ; Vigilância em saúde e territórioutilizado:possibilidades teóricas e metodológicas. Cad. Saúde Pública, Riode Janeiro, 21(3):898-906, mai-jun, 2005.MUNOZ SANCHEZ, Alba Idaly; BERTOLOZZI, Maria Rita. Pode o conceitode vulnerabilidade apoiar a construção do conhecimento em SaúdeColetiva?. Ciênc. saúde coletiva, Rio de Janeiro, v. 12, n. 2, Apr. 2007 .Available from<http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-81232007000200007&lng=en&nrm=iso>. accesson 29 Apr. 2013. http://dx.doi.org/10.1590/S1413-81232007000200007.Silva, T. M. R; Avaliação de vulnerabilidade de família- São Paulo, 2011.Disponível em: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/7/7141/tde-20102011-120243/pt-br.php;EAD – Santa Marcelina

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