http://antinatoportugal.wordpress.com                       antinatoportugal@gmail.com               PAGAN – Plataforma An...
necessárias… para proteger as populações e zonas civis ameaçadas de seratacadas… excluindo totalmente a deslocação de uma ...
Fim imediato da intervenção militar ocidental na Líbia!20 de Março de 2011
Próximos SlideShares
Carregando em…5
×

Comunicado da PAGAN sobre a intervenção ocidental na líbia

312 visualizações

Publicada em

PAGAN - Plataforma Anti-Guerra, Anti-NATO, condena intervenção do dispositivo militar ocidental na Líbia

Publicada em: Notícias e política
0 comentários
0 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

  • Seja a primeira pessoa a gostar disto

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
312
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
1
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
4
Comentários
0
Gostaram
0
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Comunicado da PAGAN sobre a intervenção ocidental na líbia

  1. 1. http://antinatoportugal.wordpress.com antinatoportugal@gmail.com PAGAN – Plataforma Anti-Guerra, Anti-NATO Comunicado Líbia – Nova intervenção do dispositivo militar ocidental1. O ano de 2011 iniciou-se com manifestações populares contra osregimes ditatoriais no Médio Oriente e no Norte de África; regimes, aliás,com conhecidas conivências com os poderes ocidentais. A ausência dedemocracia e o aumento dos preços dos bens alimentares têm tido umpapel importante naquelas manifestações;2. Contrariamente ao acontecido na Tunísia e no Egipto, acontestação na Líbia revestiu a forma de revolta armada, com a presençade interferências e apoios ocidentais, que subestimaram as capacidadesde reacção de Kadhafi, no poder desde 1969 e só recentemente“descoberto” como ditador demente e sanguinário. Tal como aconteceucom Ben Ali ou Mubarak;3. A Líbia é responsável por 2.2% da produção de petróleomas detém 3.5% das reservas mundiais, as maiores da África; quanto aogás produz 0.5% mas tem 0.8% das reservas. Acresce que a Líbia é umdos principais fornecedores da Europa, particularmente do Sul (24% doabastecimento italiano e 9/11% dos restantes) e que, sendo os recursosenergéticos pertencentes a uma companhia estatal, aguçam a cobiça dasmultinacionais;4. Nesse quadro, o CS da ONU, por proposta ocidental, declaraque os estados-membros “ajam a título individual ou no quadro deorganismos ou arranjos regionais … para tomarem as medidas
  2. 2. necessárias… para proteger as populações e zonas civis ameaçadas de seratacadas… excluindo totalmente a deslocação de uma força de ocupaçãoestrangeira sob qualquer forma“. Cremos que a invasão se seguirá sobqualquer pretexto, com ou sem o aval da ONU;5. Rapidamente, o dispositivo militar ocidental, unificado emtorno do Pentágono, com o apoio da peonagem francesa e inglesa,corresponde à sua própria iniciativa diplomática no seio da ONU ecomeça a bombardear a Líbia, gerando mais uma forma de incentivar oressentimento do mundo islâmico contra os países da UE e contra asuserania norte-americana;6. Porém, no Bahrain, a violência do governo sobremanifestantes desarmados, com o apoio de tropas do Conselho deCooperação do Golfo (filial do Pentágono/Nato) não tornou proscrito omonarca; no Iémen, a intervenção brutal sobre os manifestantes porparte do governo, não atrai a animosidade dos ocidentais; e na Palestinaou em Gaza, particularmente, desenrola-se uma violência quotidiana,atropelos aos mais elementares direitos humanos, sob o olhar distraído daUE e dos EUA. Porquê? Porque no Bahrain está sediado o comandomilitar dos EUA para a região do Golfo; porque no Iémen, al Saleh é umelemento próximo dos EUA, interessado na estabilidade em torno do Babel-Mandeb; e Israel é objecto da tolerância infinita dos ocidentais. Seráque o CS vai alargar a sua actuação punitiva a estes países, assumindo adefesa das suas populações contra regimes ditatoriais e repressivos?7. A PAGAN não aceita intervenções militares entre paísessoberanos e a ingerência nos assuntos internos de cada Estado, remetendopara os próprios povos a única legitimidade de decidir sobre as suasformas de governo e de gerir conflitos;8. A PAGAN recusa aos EUA e aos países da UE,individualmente ou em conjunto, o direito de se arrogarem ao papel dezeladores da “ordem” internacional ou internos em todo o mundo.Sobretudo através de intervenções armadas que provocam maisdesordem que paz e desenvolvimento, como se vê no Afeganistão, noIraque, no Kosovo…9. A PAGAN denuncia e recusa todas as atitudes dos governoseuropeus conducentes ao aumento da animosidade dos paísesmuçulmanos contra as atitudes neocoloniais dos EUA e da UE;10. E incita todas as pessoas e organizações sociais para anecessidade de redução das desigualdades e para o aumento dademocracia na bacia do Mediterrâneo;
  3. 3. Fim imediato da intervenção militar ocidental na Líbia!20 de Março de 2011

×