CENTRO UNIVERSITÁRIO AUGUSTO MOTTA
CURSO DE COMUNICAÇÃO SOCIAL
TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO
HOAX NO JORNALISMO
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CENTRO UNIVERSITÁRIO AUGUSTO MOTTA
CURSO DE COMUNICAÇÃO SOCIAL
TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO
HOAX NO JORNALISMO
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FICHA CADASTRAL
Nome completo do aluno: Eduardo Leonel Barreto
Matricula:10100672
E-mail: eduardoleonel.jornalista@gmail.c...
EDUARDO LEONEL BARRETO
HOAX NO JORNALISMO
O processo comunicativo que ocorre nas redes sociais e os ruídos que
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CENTRO UNIVERSITÁRIO AUGUSTO MOTTA
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DEDICATÓRIA
Eu dedico este trabalho, primeiramente, à minha avó Lucila Barreto que
com a sua simplicidade, foi o meu espel...
AGRADECIMENTOS
À Vanessa Paiva, minha professora e orientadora, que muito me ensinou
durante a vida acadêmica e me ajudou ...
“A busca pela audiência é importante,
mas o Jornalismo só cumpre sua
função quando mobiliza a sociedade de
alguma forma. A...
RESUMO
BARRETO, Eduardo Leonel. Hoax no jornalismo: o processo comunicativo que
ocorre nas redes sociais e os ruídos que i...
SUMÁRIO
INTRODUÇÃO...........................................................................................................
1
INTRODUÇÃO
Com a popularização das redes sociais, ficou evidente a essência delas:
comunicar-se e relacionar-se com outr...
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No segundo capítulo veremos o surgimento e a dinâmica das redes sociais
e a forma de comunicação que ocorre dentro delas...
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CAPÍTULO 1
WEB 1.0 e 2.0
1.1 O surgimento da Internet
A internet surgiu na década de 60 como um projeto de pesquisa mili...
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Markup Language), que permitem navegar de um site a outro, ou de uma
página a outra. A World Wide Web (www) lançou seu v...
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ser empregada, de forma expressiva, para atender finalidades jornalísticas, a
partir da sua utilização comercial.
Com a ...
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passa a caracterizar a internet como interativa. Alex Primo cita O’Reilly que
destaca esta transição importante na web:
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definição de Web 2.0 é construída a partir do distanciamento em relação ao
passado recente da Web, o qual assinala uma p...
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Os autores ainda afirmam que “o Jornalismo jamais obteve tantas e variadas
formas de atuação interessantes como hoje, gr...
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passavam a ocupar um espaço na Internet”19
. A autora observa que nesta fase,
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conteúdo e, sobretudo, por permitir tratar de assuntos de interesses desse público
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O envolvimento de cidadãos comuns, antes considerados meros leitores,
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efetivamente jornalistas e os cidadãos participam efetivamente na produção,
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construção das notícias é a questão da credibilidad...
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CAPÍTULO 2
AS REDES SOCIAIS E O HOAX
2.1 As redes sociais
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potencial de disseminar informações. Esses valores são chamados capital social”.
Para Tomaél, “no ambiente das redes, o...
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novos valores sociais”. Mazzanti55
diz que “a Internet é agora a precursora de
folclores contemporâneos”.
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redes sociais, é um ambiente favorável à disseminação e proliferação de boatos
ou rumores.
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jornalista Edgard Matsuki.
2.4 Quais ...
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22
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23
Para Fraga, Rollemberg e Terra, “o dano causado por meios de
comunicação, mídias, por conta de seu conteúdo ser falso o...
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CAPÍTULO 3
O HOAX E A FALHA NA APURAÇÃO JORNALÍSTICA
3.1 A popularização das redes sociais
O volume de informações que ...
25
instituições ou grupos (os indivíduos envolvidos na rede), de um lado, e suas
respectivas conexões, de outro.
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26
não ter reelaborado o seu papel neste cenário de permanente troca de
informações e de conexões ubíquas”, afirma Mielnic...
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urgência da notícia em tempo real”95
, e afirmando que “o que é imperativo no
jornalismo, porém, é a necessidade da ver...
28
Mas como o jornalista deve se comportar frente a uma informação que
julgue incerta? Werner100
, editor da mídia social ...
29
Levar conteúdo valioso e entretenimento para as pessoas da rede; para
definir sua imagem perante os outros atores; para...
30
a coluna Planeta Bizarro do G1107
, que compartilha notícias polêmicas e curiosas,
publicou a informação de uma espanho...
31
Figura 1: A página do site EGO publica a informação da participação de Selton Mello em Games Of Thrones.
A reportagem d...
32
a notícia é o mais importante para o jornalismo” 112
. Felipe Venetiglio, em seu site,
explica todo o processo:
Fiz um ...
33
muitas vezes, devido à acirrada concorrência existente entre os sites jornalísticos,
que culmina em publicar notícias m...
34
Novamente o site Boatos.org resolveu investigar o caso124
. Segundo o site,
algumas evidências colocaram em xeque a inf...
35
posou para fotos sem nenhuma cicatriz. O site ainda lista outros motivos126
, como
o fato da massagista ter criado uma ...
36
seis perguntas básicas: O quê? Quem? Quando? Onde? Como? Por quê?128
.
Dasmaceno e Lima afirmam que “o hoax utiliza-se ...
37
132
VIANA, Luciana. O Hoax e os desafios jornalísticos no trato da informação. Disponível em:
http://www.intercom.org.b...
38
CONCLUSÃO
O advento da internet e as transformações da web trouxeram novas
possibilidades para o jornalismo. Não podemo...
39
primordial uma apuração criteriosa com o objetivo de garantir informações de
qualidade e produzida com responsabilidade...
40
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
LIVROS:
CASTELLS, Manuel. A galáxia da internet. Reflexões sobre a internet, os
negócios e a...
41
http://pucriodigital.com.pucrio.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=13188&sid=17
5#.VWMJhtJViko. Acesso em 24/05/201...
42
BOATOS.ORG. Lorota: massagista americana gasta R$ 47 mil para ter três
seios. Disponível em: http://www.boatos.org/biza...
43
CÓDIGO FONTE. Número de usuários do Facebook está quase
ultrapassando a quantidade de pessoas na China. Disponível em:
...
44
COSTA, Helton; KONDLATSCH, Rafael. Sujeito emissor: O “bolsa
prostituição” como verdade nas redes sociais. Disponível e...
45
DIÁRIO DIGITAL. Primeira mensagem de correio eletrônico enviada há 40
anos. Disponível em: http://diariodigital.sapo.pt...
46
EXAME.COM. Número de usuários ativos do Twitter bate expectativas.
Disponível em: http://exame.abril.com.br/tecnologia/...
47
http://gazetaonline.globo.com/_conteudo/2014/09/noticias/mundo/1497900-
massagista-de-21-anos-implanta-terceiro-peito-p...
48
http://www.revistas.univerciencia.org/index.php/famecos/article/viewFile/336/267.
Acesso em: 13/05/2015.
MARINHO, S, P....
49
MORETZSOHN, Sylvia. Redes sociais, boatos e jornalismo. Disponível em:
http://observatoriodaimprensa.com.br/cadernodaci...
50
PALACIOS, Marcos. Jornalismo Online, Informação e Memória:
Apontamentos para debate. Disponível em:
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51
PRIMO, Alex; TRÄSEL, Marcelo. Webjornalismo participativo e a produção
aberta de notícias. Disponível em: www.ufrgs.br/...
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Hoax no Jornalismo: O processo comunicativo que ocorre nas redes sociais e os ruídos que interferem na apuração jornalística para a web.

  1. 1. CENTRO UNIVERSITÁRIO AUGUSTO MOTTA CURSO DE COMUNICAÇÃO SOCIAL TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO HOAX NO JORNALISMO O processo comunicativo que ocorre nas redes sociais e os ruídos que interferem na apuração jornalística para a web por Eduardo Leonel Barreto Rio de Janeiro 2015.1
  2. 2. CENTRO UNIVERSITÁRIO AUGUSTO MOTTA CURSO DE COMUNICAÇÃO SOCIAL TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO HOAX NO JORNALISMO O PROCESSO COMUNICATIVO QUE OCORRE NAS REDES SOCIAIS E OS RUÍDOS QUE INTERFEREM NA APURAÇÃO JORNALÍSTICA PARA A WEB Trabalho acadêmico apresentado ao Curso de Comunicação Social da UNISUAM, como parte dos requisitos para obtenção do Título de Bacharel em Comunicação Social (Jornalismo). Por: Eduardo Leonel Barreto Professor-Orientador: Prof. Ms. Vanessa Paiva Rio de Janeiro 2015.1
  3. 3. FICHA CADASTRAL Nome completo do aluno: Eduardo Leonel Barreto Matricula:10100672 E-mail: eduardoleonel.jornalista@gmail.com
  4. 4. EDUARDO LEONEL BARRETO HOAX NO JORNALISMO O processo comunicativo que ocorre nas redes sociais e os ruídos que interferem na apuração jornalística para a web Banca Examinadora composta para a defesa de Monografia para obtenção do grau de Bacharel em Comunicação Social (Jornalismo). APROVADA em: ______ de ___________ de _______ Professor-Orientador: ____________________________________________ Professor Convidado: ____________________________________________ Professor Convidado: ____________________________________________ Rio de Janeiro 2015.1
  5. 5. CENTRO UNIVERSITÁRIO AUGUSTO MOTTA ÁREA DE .................................................. CURSO DE ................................................................................. ATA DE MONOGRAFIA Aos ...... dias do mês de ................................., do ano de 20......, na sala ............do bloco ........., da Unidade ................................................. do Centro Universitário Augusto Motta – UNISUAM, reuniu-se a Banca Examinadora de Monografia composta pelos Professores: ............................................................. ........................................................................ como Orientador, ......................... ............................................................................................. e .............................. ........................................................................................., sob a presidência do primeiro, para julgamento do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) intitulado ................................................................................................................................... ................................................................................................ de autoria de .............................................................................................................................., matrícula número ..............................., como requisito para a obtenção do grau de ............................................................................................ Após o exame do trabalho escrito, apresentado aos membros anteriormente, e a respectiva defesa, a Banca Examinadora (sugestões da banca)........................................................................................................................ ........................................................................................................................... conferindo o grau ................. (..........................). E, nada mais havendo a registrar, eu,....................................................................................................., lavrei a presente ata que segue por todos os membros assinada. Rio de Janeiro, ............ de ................................. de 20....... Presidente (Orientador): ....................................................................................... Primeiro Membro:.................................................................................................. Segundo Membro: ................................................................................................
  6. 6. DEDICATÓRIA Eu dedico este trabalho, primeiramente, à minha avó Lucila Barreto que com a sua simplicidade, foi o meu espelho para que eu nunca pudesse desistir dos meus sonhos. Eu te amo. Dedico à minha amada esposa Elaine Barreto pelo apoio incondicional e pelo olhar crítico a cada linha escrita. À minha primeira e já amada filha que está chegando para tornar a minha vida mais interessante. Eduarda, papai já te ama.
  7. 7. AGRADECIMENTOS À Vanessa Paiva, minha professora e orientadora, que muito me ensinou durante a vida acadêmica e me ajudou ter a certeza da minha vocação. Aos professores que passaram pela minha vida acadêmica e que vão deixar saudades: Mirian Magalhães, profissional de alto nível. Maria João Palma, mais que uma professora, uma amiga. Altayr Derossi, aulas apaixonantes de fotografia. Alexandre Ferreira, radiojornalismo levado a sério, e Cíntia Neves, com seus conselhos motivadores. Ao professor e Coordenador do curso de Comunicação Social, Ovídio Mota, pelos debates intelectuais e jornalísticos em sala de aula. A todos os meus amigos no qual compartilhamos conhecimentos, vontade e ansiedade. Não caberiam todos aqui. Nós somos vencedores. Ao Edgard Matsuki, pela gentileza e disponibilidade pelo qual me ajudou na pesquisa deste trabalho. À minha família, minha base forte.
  8. 8. “A busca pela audiência é importante, mas o Jornalismo só cumpre sua função quando mobiliza a sociedade de alguma forma. Aplicando a ética e a moral.” Carol Aleixo
  9. 9. RESUMO BARRETO, Eduardo Leonel. Hoax no jornalismo: o processo comunicativo que ocorre nas redes sociais e os ruídos que interferem na apuração jornalística para a web. Orientador: Profª. Ms. Vanessa Paiva. Rio de Janeiro: Unisuam, 2015. 66 páginas. Monografia. (Graduação em Comunicação Social). O presente trabalho busca entender como surgem e como se propagam os hoaxes ou boatos virtuais, que atuam como ruídos que prejudicam o trabalho jornalístico. Para tal iremos analisar desde o advento da internet, passando pela revolução da web 2.0, a democratização da informação e o jornalismo participativo. O foco principal será investigar a falha na apuração e as consequências para a credibilidade do trabalho jornalístico. Palavras-chave: Hoax; jornalismo participativo; apuração jornalística.
  10. 10. SUMÁRIO INTRODUÇÃO.........................................................................................................1 CAPÍTULO 1 – WEB 1.0 e 2.0................................................................................3 1.1 O surgimento da internet...................................................................................3 1.2 A revolução na web 2.0.....................................................................................5 1.3 O webjornalismo................................................................................................7 1.4 Os blogs e a democratização na informação.....................................................9 1.4 O jornalismo participativo.................................................................................10 CAPÍTULO 2 – AS REDES SOCIAIS E O HOAX.................................................15 2.1 As redes sociais...............................................................................................15 2.2 A comunicação nas redes sociais....................................................................16 2.3 O hoax.............................................................................................................18 2.4 Quais as motivações na propagação do hoax?...............................................20 2.5 As consequências do hoax no jornalismo........................................................22 CAPÍTULO 3 – O HOAX E A FALHA NA APURAÇÃO JORNALÍSTICA....................................................................................................24 3.1 A popularização das redes sociais..................................................................24 3.2 A apuração em tempo real...............................................................................26 3.3 O hoax nos sites jornalíticos............................................................................29 3.3 Jornalismo fast-food.........................................................................................32 CONCLUSÃO........................................................................................................38 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS.....................................................................40 ANEXOS................................................................................................................55
  11. 11. 1 INTRODUÇÃO Com a popularização das redes sociais, ficou evidente a essência delas: comunicar-se e relacionar-se com outros indivíduos. E, mais ainda, a comunicação agora é de todos para todos. A democratização da informação trouxe novas possibilidades: agora todos são ao mesmo tempo produtores e receptores de informações. Porém, com a maior possibilidade de conexão entre as pessoas, e em tempo mais veloz e que, agora, independe da distância e do espaço. O presente trabalho tem como objetivo principal discorrer sobre o processo comunicativo que ocorre nas redes sociais e os ruídos que interferem na apuração jornalística para a web. A ideia principal surgiu após uma inquietação pessoal, primeiramente com os questionamentos acerca da validade do trabalho jornalístico frente às novas possibilidades midiáticas, que consequentemente se traduz na desvalorização do jornalista. Em segundo lugar, o crescente ruído no processo de comunicação através das redes sociais com os hoaxes que, muitas vezes, são traiçoeiros para a prática do profissional de comunicação. No primeiro capítulo veremos o surgimento da internet na década de 60, como ferramenta militar nos EUA e, posteriormente, as primeiras formas primitivas de webjornalismo. A revolução da web 2.0, que tornou a internet mais interativa, e a migração do jornalismo tradicional para o ambiente digital. Também abordaremos o surgimento do webjornalismo atual e a popularização dos blogs com a democratização da informação. Será também abordada a crescente do jornalismo participativo na internet.
  12. 12. 2 No segundo capítulo veremos o surgimento e a dinâmica das redes sociais e a forma de comunicação que ocorre dentro delas. A dinâmica do Hoax, que é diferente dos boatos e rumores, tendo uma característica mais virtual. Por fim, analisaremos as motivações para o compartilhamento de informações falsas, bem como as consequências no webjornalismo. No ultimo capítulo, iremos discorrer sobre a popularização das redes sociais e o perigo da apuração em tempo real no jornalismo online, que fornece um campo fértil para os hoaxes. E, por fim, dissecaremos dois estudos de caso que trouxeram consequências ruins para os jornais na internet.
  13. 13. 3 CAPÍTULO 1 WEB 1.0 e 2.0 1.1 O surgimento da Internet A internet surgiu na década de 60 como um projeto de pesquisa militar nos EUA durante a Guerra Fria. Segundo Manuel Castells (2003, p. 13), a origem foi através da Advanced Research Projects Agency (ARPA), em setembro de 1969, para mobilizar recursos de pesquisas nas universidades americanas. O propósito inicial era proteger informações sigilosas do governo americano, caso houvesse algum ataque russo às bases americanas. O primeiro nó de ligação entre dois computadores da Arpanet tinha sido estabelecido em 02 de Setembro de 1969, pelo que a história da Internet e do e-mail em rede se confundem. Desde então, a internet se expandiu, surgindo novas possibilidades. No início dos anos 60, o filósofo e sociólogo americano Theodore Nelson inventou o termo “hipertexto” para formalizar a ideia de escrita/leitura não-linear em um sistema de informática, pelo sistema Xanadu. O grande mote do trabalho de Nelson era tornar os computadores acessíveis para pessoas comuns: uma interface para um usuário deve ser tão simples que um iniciante, numa emergência, deve entendê-la em 10 segundos.1 Foi esse projeto que ficou conhecido como “World Wide Web”, ou simplesmente Web, como o conhecemos. Pinho (2003, p. 33) considera a Web como, provavelmente, o item mais importante da Internet. Em 1990 com a criação, por um pesquisador do Conselho Europeu para a Pesquisa Nuclear em Genebra (Cern), Tim Berners-Lee, do protocolo HTTP (Hyper Text Transfer Protocol) e da linguagem HTML (Hyper Text 1 WIKIPÉDIA. Theodor Nelson. Disponível em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Theodor_Nelson. Acesso em: 12/03/2015.
  14. 14. 4 Markup Language), que permitem navegar de um site a outro, ou de uma página a outra. A World Wide Web (www) lançou seu vôo, e a internet se abriu ao público, empresas particulares e privadas. Uma multidão de sites apareceu. 2 Segundo Xavier (2005), o hipertexto concretiza a possibilidade de tornar seu usuário “um leitor inserido nas principais discussões em curso no mundo ou, se preferir, fazê-lo adquirir apenas uma visão geral das grandes questões do ser humano na atualidade”. De acordo com Gabriel (2010, p. 78), do início da internet comercial, em meados dos anos de 1990, aos dias de hoje, temos testemunhado mudanças significativas: passamos da web estática para a web dinâmica; da web da leitura para a web da participação. A web 1.0 é chamada de “estática”, pois seus conteúdos não podem ser alterados pelos usuários finais, ou seja, serve apenas à leitura, por isso o termo “estática”. Segundo esta definição, nos parece se tratar de diferentes tipos de versões de web, porém, na verdade, tais títulos enfatizam apenas as mudanças na utilização da internet pelos desenvolvedores e usuários. Gabriel (2010, p. 79) reforça essa ideia ao afirmar que os termos web 1.0. 2.0 e 3.0 estão mais relacionados à mudança no comportamento dos usuários web do que a tecnologias que proporcionaram essas mudanças. Segundo Luciana Mielniczuk3 , jornalista doutorada e integrante do Grupo de Pesquisa em Jornalismo Online pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) (2001), graças ao avanço na tecnologia e nas comunicações, a internet passa a 2 DUMAS, Véronique. A origem da internet. Disponível em http://www2.uol.com.br/historiaviva/reportagens/o_nascimento_da_internet.html. Acesso em 10/03/2015. 3 MIELNICZUK, Luciana. Características e implicações do jornalismo na Web. Disponível em www.facom.ufba.br/jol/pdf/2001_mielniczuk_caracteristicasimplicacoes.pdf. Acesso em 12/03/2015.
  15. 15. 5 ser empregada, de forma expressiva, para atender finalidades jornalísticas, a partir da sua utilização comercial. Com a popularização da Internet e a expansão do ciberespaço, os veículos passaram a migrar para a web. A Internet também foi se adaptando e passou a ter suas próprias características, apropriando-se de muitas particularidades do rádio, da TV e do impresso. E por ser uma prática relativamente nova nesse ambiente virtual, o fazer jornalístico ainda se confunde nas mais variadas denominações, como jornalismo online, jornalismo digital e webjornalismo. 4 No início dos anos 90, quando surgiram as primeiras formas primitivas de Webjornalismo, este era apenas uma extensão do jornalismo tradicional, nada mais que uma versão virtual dos jornais de papel. Pinho traduz de forma simplificada a contribuição da internet no jornalismo: “a internet é acima de tudo a maior enciclopédia, biblioteca, livraria, universidade, agenda de telefones e seção de referência, que nunca foi antes imaginada. E tudo isto está acessível pela janela de um monitor de computador". (PINHO, 2003, p. 98). 1.2 A revolução na Web 2.0 A Web 2.0 é um termo popularizado a partir de 2004 pela empresa americana O'Reilly Media para designar uma segunda geração de comunidades e serviços, tendo como conceito a "Web como plataforma", envolvendo wikis, aplicativos baseados em folksonomia, redes sociais, blogs e Tecnologia da Informação. 5 O termo Web 2.0 tornou-se popular pelas palavras do irlandês Tim O'Reilly, cujo termo “busca descrever o atual período da rede cuja ênfase passa da publicação (que caracterizou os primeiros dez anos da web) para a colaboração” 6 . Dessa forma, o foco da Web 2.0, não está na tecnologia, mas nas pessoas e também nos serviços de empresas que estas pessoas utilizam. Este novo termo 4 MIELNICZUK, Luciana. Características e implicações do jornalismo na Web. Disponível em www.facom.ufba.br/jol/pdf/2001_mielniczuk_caracteristicasimplicacoes.pdf. Acesso em 12/03/2015. 5 WIKIPÉDIA. Web 2.0. Disponível em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Web_2.0#cite_note-1. Acesso em 12/03/2015.
  16. 16. 6 passa a caracterizar a internet como interativa. Alex Primo cita O’Reilly que destaca esta transição importante na web: Blogs com comentários e sistema de assinaturas em vez de home-pages estáticas e atomizadas; em vez de álbuns virtuais, prefere-se o Flickr, onde os internautas além de publicar suas imagens e organizá-las através de associações livres, podem buscar fotos em todo o sistema; como alternativas aos diretórios, enciclopédias online e jornais online, surgem sistemas de organização de informações (del.icio.us e Technorati, por exemplo), enciclopédias escritas colaborativamente (como a Wikipédia) e sites de webjornalismo participativo (como Ohmy News, Wikinews e Slashdot). 7 Segundo Antonia Alves8 , “a diferença entre a Web 1.0 e a Web 2.0 está no significado das palavras download e upload”. Se antes o usuário pesquisava conteúdos que lhe interessavam, com a Web 2.0 ele também pode enviar arquivos de textos e outras mídias, além de escrever no texto elaborado por outras pessoas9 . Para Primo10 , a Web 2.0 pode ser conceituada como a segunda geração de serviços online, caracterizada por potencializar as formas de publicação, compartilhamento e organização de informações. Nela, os espaços interativos entre participantes e o processo são extremamente ampliados. Além disso, o autor também ressalta que a Web 2.0 não se restringe a apenas uma combinação de técnicas de informática, mas também a uma era do período tecnológico, na qual ocorre um conjunto de novas estratégias mercadológicas e processos de comunicação mediados por computador. Para Sá e Bertocchi11 , basicamente a 6 PRIMO, Alex; SMANIOTTO, Ana. Comunidades de blogs e espaços conversacionais. Disponível em www.ufrgs.br/limc/PDFs/insanus.pdf. Acesso em 12/03/2015. 7 PRIMO, Alex. O aspecto relacional das interações na Web 2.0. Disponível em: http://www.ufrgs.br/limc/PDFs/web2.pdf. Acesso em 12/03/2015. 8 ALVES, Antônia. EAD: planejar de olho no sujeito social. Disponível em: http://recantodasletras.uol.com.br/artigos/825967. Acesso em: 11/03/2015. 9 Idem 10 PRIMO, Alex. O aspecto relacional das interações na Web 2.0. Disponível em: http://www.ufrgs.br/limc/PDFs/web2.pdf. Acesso em 12/03/2015. 11 SÁ, Alberto; BERTOCCHI, Daniela. A Web 2.0 no ano de 2006. Disponível em: http://www.lasics.uminho.pt/ojs/index.php/anuario2006/article/viewFile/380/3. Acesso em 16/03/2015.
  17. 17. 7 definição de Web 2.0 é construída a partir do distanciamento em relação ao passado recente da Web, o qual assinala uma passagem do predomínio das grandes empresas tradicionais de software (como a Microsoft) para o advento das empresas prestadoras de serviços na Internet, desviando o centro de influência do computador pessoal para a rede enquanto plataforma. 1.3 O Webjornalismo Segundo o site Wikipédia12 , o Jornalismo online, ou JOL, pode ser definido como a “coleta e distribuição de informações por redes de computadores como internet ou por meios digitais”. Professor de Planejamento Gráfico e Mídias Digitais da Universidade Federal de Santa Maria, no RS, José Rocha lembra que “os holandeses Bardoel e Deuze usam um nome específico e adequado para esta produção: network journalism, o jornalismo em rede”13 . Estudante de Jornalismo do CEUNSP, o Centro Universitário Nossa Senhora do Patrocínio, na cidade de Salto-SP, Giovana Nava, simplifica a definição de webjornalismo. O Webjornalismo (cyberjornalismo, jornalismo online, jornalismo digital) nada mais é do que o jornalismo na internet. Antes era apenas um complemento – algumas empresas jornalísticas tinham sites que eram atualizados regularmente. Hoje, está se tornando o foco principal de todos os veículos de imprensa. 14 Para Oliveira e Glanzmman, o Jornalismo evoluiu e se adaptou às inovações tecnológicas para aperfeiçoar e propagar conteúdo, e que a Web 2.0 ampliou estas formas de propagação e produção através de várias ferramentas. 12 WIKIPEDIA. Jornalismo online. Disponível em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Jornalismo_online. Acesso em: 19/03/2015. 13 ROCHA, José. Entendendo o jornalismo online. Disponível em: http://meiradarocha.jor.br/news/2000/12/31/entendendo-o-jornalismo-online. Acesso em 16/03/2015. 14 CASA DOS FOCAS. O que é webjornalismo?. Disponível em: http://www.casadosfocas.com.br/o-que-e-webjornalismo. Acesso em 16/03/2015.
  18. 18. 8 Os autores ainda afirmam que “o Jornalismo jamais obteve tantas e variadas formas de atuação interessantes como hoje, graças à nova era”.15 Assim como a prática do Jornalismo se beneficiou das diversas tecnologias criadas com o passar dos anos, a Web 2.0 também oferece uma série de vantagens para os profissionais atuais exercerem a profissão. Além da praticidade e da velocidade que um computador conectado à rede pode apresentar, a integração das mídias amplia o repertório do jornalista, bem como as aplicações da Web 2.0 agregam valor ao processo comunicacional, potencializando as formas de apuração, publicação, compartilhamento e organização de informações. 16 Viana afirma que cada vez percebemos mais comum as práticas de coleta e trato da informação “tendo a internet como fonte nos mais diversos suportes e formatos midiáticos, englobando tanto os meios online quanto offline e incluindo jornais, revistas e programas televisivos de todos os gêneros”.17 Com o jornalismo cada vez mais presente no ambiente online. Para Mielniczuk, se antes da invenção da World Wide Web (WWW) a rede já era utilizada para a divulgação de informações, tendo como características os serviços oferecidos para um público muito específico, através da distribuição de e- mails, de boletins, e recursos semelhantes, agora a Internet tem o seu uso mais expressivo para atender finalidades jornalísticas com caráter comercial, com o desenvolvimento da Web no início dos anos 9018 . Segundo a autora, ao longo desta década do jornalismo na web, é possível identificar três fases distintas na evolução do Jornalismo Online no Brasil. Primeiro, o momento chamado de transpositivo: “os produtos oferecidos, em sua maioria, eram reproduções de partes dos grandes jornais impressos, que 15 OLIVEIRA, Carolina F.; GLANZMMAN, José H. Jornalismo na era da Web 2.0. Disponível em: www.cesjf.br/revistas/.../06_COMUNICACAO_jornalismonaeradaweb.pdf. Acesso em 16/03/2015. 16 Idem 17 VIANA, Luciana. O Hoax e os desafios jornalísticos no trato da informação. Disponível em www.intercom.org.br/papers/nacionais/2010/resumos/R5-1857-1.pdf. Acesso em 18/03/2015. 18 MIELNICZUK, Luciana. Características e implicação do Jornalismo na Web. Disponível em www.facom.ufba.br/jol/pdf/2002_mielniczuk_piramides_invertidas.pdf. Acesso em 18/03/2015.
  19. 19. 9 passavam a ocupar um espaço na Internet”19 . A autora observa que nesta fase, não passavam de transposições de algumas matérias do jornal impresso, atualizados a cada 24 horas. A internet se aperfeiçoou em estrutura, então chegamos na segunda fase, que a autora denomina de metáfora. Nesta fase, mesmo ainda sendo meras cópias do impresso para a Web, começam a surgir links com chamadas para notícias de fatos que acontecem no período entre as edições; o e-mail passa a ser utilizado como uma possibilidade de comunicação entre jornalista e leitor ou entre os leitores, através de fóruns de debates; a elaboração das notícias passa a explorar os recursos oferecidos pelo hipertexto. A tendência ainda era a existência de produtos vinculados não só ao modelo do jornal impresso, mas também às empresas jornalísticas cuja credibilidade e rentabilidade estavam associadas ao jornalismo impresso. 20 Na terceira fase, tem-se o webjornalismo: “são sites jornalísticos que extrapolam a idéia de uma simples versão para a Web de um jornal impresso e passam a explorar de forma melhor as potencialidades oferecidas pela rede”.21 1.4 Os Blogs e a democratização da informação. O Blog é uma contração do termo inglês Web Log. Pela definição, tem características de diário que é atualizado regularmente22 . Segundo Araújo23 , a palavra se tornou muito popular a partir de 1999, “quando surgiram os primeiros softwares de edição de páginas on-line que dispunham os arquivos inseridos em ordem cronológica reversa”, ou seja, os arquivos seguem uma ordem de hierarquia, com os mais recentes no topo da página. A popularidade dos blogs entre os seus usuários se deu justamente pela facilidade em disponibilizar 19 MIELNICZUK, Luciana. Características e implicação do Jornalismo na Web. Disponível em www.facom.ufba.br/jol/pdf/2002_mielniczuk_piramides_invertidas.pdf. Acesso em 18/03/2015. 20 Idem 21 Idem 22 PRIBERAM DICIONÁRIO. Blo-gue. Disponível em: http://www.priberam.pt/dlpo/blogue. Acesso em 23/03/2015. 23 ARAUJO, Artur. A notícia que é notícia: o blog jornalístico. Disponível em: www.nuted.ufrgs.br/objetos/2005/obj_blog/conceito.pdf. Acesso em 23/03/2015.
  20. 20. 10 conteúdo e, sobretudo, por permitir tratar de assuntos de interesses desse público de modo bastante informal. Segundo Zuza: A partir do momento em que o escrito deixa o tradicional diário de papel para a página do computador, ele perde a intimidade do caderno fechado e ganha evidência no ciberespaço, um campo aberto em que todos têm a chance de ler e comentar. 24 Atualmente existem cerca de 112 milhões de blogs e cerca de 120 mil são criados diariamente, de acordo com o estudo State of Blogosphere25 . Este fenômeno se deu, principalmente, pela democratização da informação, especialmente na internet. Entende-se democratizar como popularizar, tornar acessível a todas as classes26 . Lima afirma que “a democratização da comunicação é um processo no qual temos avançando, em especial, por intermédio das potencialidades oferecidas pela internet”27 . A interatividade e a multiplicidade de opinião é o novo cenário que se apresenta no Jornalismo, antes tradicional, e como principal característica unilateral. “Graças à Internet, os usuários podem se juntar e compartilhar ideias. A inovação liderada por usuários é parte desse cenário criativo e democrático da nova era. As pessoas querem ter voz”. (LABORATÓRIO INTEGRADO DE MARKETING E CULTURA, 2005, p.14). 1.5 Jornalismo participativo Não tem intermediário na informação, não tem ditadura da informação. Todo mundo produz e distribui conteúdo. 28 24 ZUZA, Erika. O uso do blog por meios jornalísticos no Brasil. Disponível em: http://www.portcom.intercom.org.br/revistas/index.php/inovcom/article/view/326. Acesso em 25/03/2015. 25 WIKIPEDIA. Blog. Disponível em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Blog. Acesso em 23/03/2015. 26 DICIONÁRIO ONLINE DE PORTUGUÊS. Democratização. Disponível em: http://www.dicio.com.br/democratizar/. Acesso em 26/03/2014. 27 LIMA, Venício. Regular a mídia para democratizar a comunicação. Disponível em: http://www.teoriaedebate.org.br/colunas/midia/regular-midia-para-democratizar-comunicacao. Acesso em 26/03/2015. 28 MERIGO apud AMARAL, Mauro. U2 faz Show em São Paulo e quem aparece é a Katilce. Disponível em: http://www.carreirasolo.org/inspiracao/katilce-e-o-show-do-u2#.VRVacI4YHgx. Acesso em 27/03/2015.
  21. 21. 11 O envolvimento de cidadãos comuns, antes considerados meros leitores, na publicação e edição de conteúdos jornalísticos, tem se tornado uma prática cada vez mais comum. A esta tendência atribui-se o conceito de “jornalismo participativo”, “jornalismo cidadão” ou mesmo “jornalismo open-source”29 . Cavalcanti define Jornalismo Colaborativo como sendo: Um modelo de jornalismo em que o leitor ou usuário deixa de ser um mero receptor e participa, parcial ou integralmente, do processo de produção de determinado conteúdo jornalístico. Nele, o receptor de conteúdo passou a produzir material para as plataformas dos veículos tradicionais. São indivíduos sem formação jornalística que, engajados na ideia de reconhecimento como parte integrante do jornal, passam a participar dos processos de produção e construção da informação. 30 Savi afirma que, por serem classificações recentes, “possuem definições similares que ainda estão sendo trabalhadas, pois não se chegou a um consenso para estabelecer com maior precisão o significado e diferenças entre elas”31 . O autor conclui ainda que o uso de ferramentas como os blogs e wikis “possibilitavam que pessoas sem conhecimentos específicos de informática ou programação pudessem publicar informações na web”. Para Gilmor, “a tecnologia deu-nos um kit de ferramentas para comunicação que permite a qualquer um tornar-se um jornalista a baixo custo e, na teoria, com alcance global. Nada disto teria sido possível no passado”32 . Segundo Aroso, “só se deve falar em jornalismo participativo quando existem 29 WIKIPEDIA. Web 2.0. Disponível em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Web_2.0. Acesso em 24/03/2015. 30 CAVALCANTI apud DORNELLES, Beatriz; LAUX, Morgana. Experiência de jornalismo colaborativo na produção do noticiário de blogs do jornal Zero Hora aproxima leitores de cadernos de bairro a produtores da notícia. Disponível em: http://www.mundodigital.unesp.br/revista/index.php/comunicacaomidiatica/article/view/303/182. Acesso em 23/03/2015. 31 SAVI, Rafael. Utilização de ferramentas interativas em jornalismo participativo: uma análise de casos de blogs, wikis, fóruns e podcasts em meados da primeira década do século XXI. Disponível em: http://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/90833. Acesso em 27/03/2015. 32 GILMOR apud FRANCISCO, Kárita. O jornalismo e as redes sociais: participação, inovação ou repetição de modelos tradicionais? Disponível em: http://revistas.ua.pt/index.php/prismacom/article/view/754. Acesso em 10/04/2015.
  22. 22. 12 efetivamente jornalistas e os cidadãos participam efetivamente na produção, construção e transmissão da informação”33 . Pinheiro traz luz a uma questão fundamental no Jornalismo Participativo: a credibilidade das informações. O autor chama atenção para a checagem da veracidade, que assegura a credibilidade. E nesta questão que reside o grande conflito do jornalismo colaborativo. De um lado temos o profissional confinado a procedimentos rígidos e de outro lado o público, ansioso pela verdade e agora detentor dos meios tecnológicos para obter e revelar informações. 34 Para Pinheiro, o jornalismo colaborativo trabalha com a seguinte lógica: “publicar primeiro para depois filtrar as informações, imitando o princípio de auto- correção que impera nas redações só que quem faz o papel de editor que separa o que deve ser de proveito é o próprio leitor”35 . A falta de credibilidade neste modelo de Jornalismo se dá, principalmente, segundo Brambilla: Sem a chancela de uma instituição ou mesmo o suporte de técnicas jornalísticas de apuração conduz, inegavelmente, à desconfiança da veracidade por uma sociedade habituada a esperar que o jornalismo seja o porta-voz do mundo real. 36 Esta modalidade jornalística parte do princípio de que qualquer pessoa pode ser um jornalista que contribui para a construção do noticiário. O cidadão entra em cena, enviando para os veículos de comunicação, imagens cinematográficas, fotos ou textos que ilustram determinada situação, que na grande maioria das vezes o cidadão-repórter presenciou. Esse fenômeno deve-se em grande parte à “vulgarização de máquinas de fotografia digital e celulares que podem captar fotos ou vídeos e enviar mensagens multimídia”. 37 33 AROSO, Inês. As redes sociais como ferramentas de jornalismo participativo nos meios de comunicação regionais: um estudo de caso. Disponível em: http://bocc.ubi.pt/pag/aroso- ines-2013-redes-sociais-ferramenta-jornalismo.pdf. Acesso em 26/03/2015. 34 PINHEIRO, Guilherme. O cidadão-repórter e o papel do jornalista profissional através do jornalismo participativo. Disponível em: www.intercom.org.br/papers/regionais/sudeste2009/.../R14-0289-1.pdf. Acesso em 27/03/2015. 35 Idem 36 BRAMBILLA, Ana. Jornalismo open source em busca de credibilidade. Disponível em: http://www.ufrgs.br/limc/PDFs/Ana_4.pdf. Acesso em 27/03/2015. 37 PRIMO, Alex; TRÄSEL, Marcelo. Webjornalismo participativo e a produção aberta de notícias. Disponível em: www.ufrgs.br/limc/PDFs/webjornal.pdf. Acesso em 27/03/2015.
  23. 23. 13 Silva afirma que “um dos pontos fracos da participação do leitor na construção das notícias é a questão da credibilidade”38 . Neste processo novo, Gilmor acrescenta que a história passa a ser escrita por aqueles que previamente faziam parte da audiência. A internet passa a oferecer a possibilidade da comunicação de muitos-para-muitos e poucos-para-poucos. Cruz, em seu Trabalho de Conclusão de Curso, sugere que: O jornalismo participativo e suas ferramentas não representam ameaça à prática profissional, mas exige novas aplicações no exercício de jornalistas, que passam a ter relacionamento mais interativo e intenso com seu público, tendo também a função de intermediar a colaboração de usuários comuns (internautas/leitores) nos veículos pelos quais respondem, visando zelar pela credibilidade do mesmo, bem como preservar sua identidade como profissional da comunicação. 39 Para López, ao longo do século XX, “a produção de notícias foi quase que exclusivamente um trabalho jornalístico e que os então usuários tinham um papel bastante passivo”40 . Porém, com os novos media surgem novas formas de participação assim como tendências de mudanças nas atitudes dos usuários. “Os cidadãos com ajuda de pequenas máquinas estão aprendendo a criar notícias e outros modos de expressão”41 . Para Canavilhas42 , uma das grandes possibilidades do webjornalismo é a interação direta e imediata com o produtor da notícia. “No ciberespaço há um grande fluxo de informações acontecendo de forma mais rápida, com atualizações em poucos espaços de tempo”. Atualmente, as redes sociais Facebook e Twitter 38 SILVA, Letícia. Webjornalismo Colaborativo ou Culto ao Amador?. Disponível em: http://www.bocc.ubi.pt/pag/silva-leticia-webjornalismo-colaborativo-ou-culto-ao-amador.pdf. Acesso em 13/04/2015. 39 CRUZ, Thaís. Jornalismo participativo na internet – o “eu-repórter” do Globo online: um estudo de caso. Disponível em: http://pt.slideshare.net/atitudedigital/mtv-brasil. Acesso em 27/03/2015. 40 LÓPEZ apud FRANCISCO, Kárita. O jornalismo e as redes sociais: participação, inovação ou repetição de modelos tradicionais? Disponível em: http://revistas.ua.pt/index.php/prismacom/article/view/754. Acesso em 10/04/2015. 41 Idem 42 CANAVILHAS, João. Webjornalismo Considerações gerais sobre jornalismo na web. Disponível em: http://www.bocc.ubi.pt/pag/canavilhas-joao-webjornal.pdf. Acesso em: 10/04/2015.
  24. 24. 14 aparecem como ferramentas importantes para a coleta e divulgação da webnotícia. Neste capítulo, discorremos sobre a origem da internet e a sua evolução, através da web 2.0. Consequentemente, o jornalismo se beneficiou das suas potencialidades. O fenômeno dos Blogs na democratização da informação e a revolução do webjornalismo com o surgimento do Jornalismo Participativo. No próximo capítulo iremos investigar como as redes sociais influenciaram a construção da notícia na internet e os perigos dos hoaxes.
  25. 25. 15 CAPÍTULO 2 AS REDES SOCIAIS E O HOAX 2.1 As redes sociais O site da Wikipédia define as redes sociais como “uma estrutura social composta por pessoas ou organizações, conectadas por um ou vários tipos de relações, que compartilham valores e objetivos comuns” 43 . Para Marteleto, redes sociais são “um conjunto de participantes autônomos, unindo ideias e recursos em torno de valores e interesses compartilhados” 44 . Com o avanço da tecnologia e da informação, as redes sociais foram ganhando um papel de destaque na sociedade. Segundo Recuero45 , as redes sociais ditas online podem operar em diferentes níveis, como, por exemplo, redes de relacionamentos (como Facebook e Twitter) e as redes profissionais (como Linkedin), dentre outras, e que nos permitem analisar a forma como as organizações desenvolvem suas atividades, como os indivíduos alcançam os seus objetivos ou medir o capital social (isto é, o valor que os indivíduos obtêm da rede social). Um ponto em comum entre as redes sociais é o compartilhamento de informações, de conhecimentos, interesses e esforços em busca de objetivos comuns. Para Recuero46 , as redes sociais têm por objetivo a interação. 43 WIKIPÉDIA. Rede Social. Disponível em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Rede_social. Acesso em 24/04/2015. 44 MARTELETO, Regina. Análise de Redes Sociais - aplicação nos estudos de transferência da informação. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/ci/v30n1/a09v30n1.pdf. Acesso em: 24/04/2015. 45 RECUERO, Raquel. Redes sociais na internet. Disponível em: http://www.ichca.ufal.br/graduacao/biblioteconomia/v1/wpcontent/uploads/redessociaisnainternetre cuero.pdf. Acesso em: 25/04/2015. 46 Idem
  26. 26. 16 Rede social é gente, é interação, é troca social. É um grupo de pessoas, compreendido através de uma metáfora de estrutura, a estrutura de rede. Os nós da rede representam cada indivíduo e suas conexões, os laços sociais que compõem os grupos. Esses laços são ampliados, complexificados e modificados a cada nova pessoa que conhecemos e interagimos 47 . O crescimento das principais redes sociais é surpreendente. Estudos recentes revelam que o Facebook, em resultados do terceiro trimestre de 2014, inclui uma impressionante base ativa mensal de nada menos que 1,35 bilhões de usuários. Essa é mais ou menos a mesma população da China, o país com a maior população do planeta48 . Em terceiro lugar está o Twitter, com 11,3 milhões de usuários brasileiros. Os números são ainda mais impressionantes porque na época a rede social tinha apenas 375 mil usuários. Até abril deste ano, essa quantidade saltou para 4 milhões49 . O Twitter viu o número de usuários subir para 271 milhões50 . 2.2 A comunicação nas redes sociais Segundo Recuero, no espaço offline, ou seja, fora da grande rede, uma notícia ou informação só se propaga na rede através das conversas entre as pessoas. “Nas redes sociais online essas informações são muito mais amplificadas, reverberadas, discutidas e repassadas”. Para a autora, essas redes “proporcionaram mais voz às pessoas, mais construção de valores e maior 47 RECUERO, Raquel. Redes sociais na internet. Disponível em: http://www.ichca.ufal.br/graduacao/biblioteconomia/v1/wpcontent/uploads/redessociaisnainternetre cuero.pdf. Acesso em: 25/04/2015. 48 CÓDIGO FONTE. Número de usuários do Facebook está quase ultrapassando a quantidade de pessoas na China. Disponível em: http://codigofonte.uol.com.br/noticias/numero- de-usuarios-do-facebook-esta-quase-ultrapassando-a-quantidade-de-pessoas-na-china. Acesso em 25/04/2015. 49 CANAL TECH. Linkedin passa Twitter e agora é a segunda rede social mais usada no Brasil. Disponível em: http://canaltech.com.br/noticia/internet/LinkedIn-passa-Twitter-e-agora-e-a- segunda-rede-social-mais-usada-no-Brasil/. Acesso em: 25/04/201.
  27. 27. 17 potencial de disseminar informações. Esses valores são chamados capital social”. Para Tomaél, “no ambiente das redes, o compartilhamento de informação e de conhecimento entre as pessoas é constante, pois as pessoas frequentemente gostam de compartilhar o que sabem” 51 . Boa parte da transmissão das informações se deve às redes móveis. O WhatsApp, por exemplo, é um mensageiro gratuito para smartphones. O aplicativo permite enviar mensagens de textos, imagens, vídeos e outros arquivos para outros usuários que também tenham o programa instalado no smartphone ou no tablet52 . O aplicativo é utilizado por 700 milhões de pessoas, segundo anunciou no dia 06/01/2015 o criador e presidente-executivo da empresa, Jan Koum53 . Apesar dos inúmeros benefícios, as redes sociais online apresentam um ambiente favorável à disseminação de notícias falsas ou boatos virtuais devido à rapidez e o número de usuários que as informações podem alcançar. Para Francisco54 , “as redes sociais, assim, além de terem potencial para colaboração, têm também potencial para a difusão de informações e para a construção de 50 EXAME.COM. Número de usuários ativos do Twitter bate expectativas. Disponível em: http://exame.abril.com.br/tecnologia/noticias/numero-de-usuarios-ativos-do-twitter-bate- expectativas-e-acoes-disparam-2. Acesso em 25/04/2015. 51 TOMAÉL, Maria. Redes de conhecimento: O Compartilhamento da informação e do conhecimento em consórcio de exportação do setor moveleiro. Disponível em: http://www.bibliotecadigital.ufmg.br/dspace/bitstream/handle/1843/EARM- 6ZFQFX/doutorado___maria_in_s_toma_l.pdf?sequence=1. Acesso em 01/05/2015. 52 WIKIPEDIA. Whatsapp. Disponível em: http://pt.wikipedia.org/wiki/WhatsApp. Acesso em: 25/04/2015. 53 G1. WhatsApp atinge os 700 milhões de usuários por mês em todo o mundo. Disponível em: http://g1.globo.com/tecnologia/noticia/2015/01/whatsapp-atinge-os-700-milhoes-de-usuarios- por-mes-em-todo-o-mundo.html. Acesso em 24/05/2015. 54 FRANCISCO, Kárita. O jornalismo e as redes sociais: participação, inovação ou repetição de modelos tradicionais? Disponível em: http://revistas.ua.pt/index.php/prismacom/article/view/754. Acesso em 10/04/2015.
  28. 28. 18 novos valores sociais”. Mazzanti55 diz que “a Internet é agora a precursora de folclores contemporâneos”. 2.3 O hoax Diferente de vírus ou ataques de phishing, que visam o roubo de informações da pessoa ao se passar por uma instituição séria, os hoaxes têm outras finalidades. Normalmente são usados para difamar pessoas ou instituições, transmitir visões políticas, atrair tráfego para determinada página/site/blog/perfil ou mesmo por diversão irresponsável 56 . A primeira preocupação é diferenciar rumores e boatos, do termo hoax. Para Borinatti e Pinheiro “o fato de o termo ser novo e exclusivamente digital já diferencia o Hoax de rumor e boato, já que os dois últimos podem ocorrer em qualquer meio de comunicação e através do boca a boca”57 . Damasceno e Lima dizem que o termo é muito utilizado na cibercultura: “o hoax é tratado como ruído no ciberespaço, e caracteriza-se pela velocidade de viralização, desorientando usuários e produtores de conteúdo dentro da rede”58 . Para Alecrim, o hoax é como um tipo de spam, que tem a finalidade de propagar boatos ao maior número de indivíduos possíveis. “Uma pessoa pode receber um hoax por e-mail e enviá-lo em poucos segundos para a sua lista de contatos ou divulgá-lo em uma rede social, permitindo que várias pessoas ao mesmo tempo vejam este conteúdo” 59 . A internet, principalmente os sites de 55 MAZZANTI, Eduardo. Hoax: Lendas e Boatos na Internet. Disponível em: http://www.inf.ufsm.br/~mazzanti/elc1020/artigo_elc1020.tex. Acesso em: 03/05/2015. 56 COLUNA DIGITAL. O que são hoaxes? E como jornalistas podem evitá-los. Disponível em: http://www.colunadigital.com/2013/04/o-que-e-hoax-como-nao-ser-enganado.html. Acesso em 06/05/2015. 57 BORINATTI, Luiz Antônio; PINHEIRO, Paulo. Principais características dos hoaxes. Disponível em: http://www.intercom.org.br/sis/2014/resumos/R9-2319-1.pdf. Acesso em 06/05/2015. 58 DAMASCENO, Diana. LIMA, Christopher. A construção da informação jornalística na pós- modernidade: Hoaxes e ruídos da rede. Disponível em: http://www.periodicoseletronicos.ufma.br/index.php/bauman/article/view/2883/1105. Acesso em 04/05/2015. 59 ALECRIM, Emerson. Hoax: os perigos dos boatos na internet. Disponível em: http://www.infowester.com/hoax.php. Acesso em 02/05/2015.
  29. 29. 19 redes sociais, é um ambiente favorável à disseminação e proliferação de boatos ou rumores. Para Reule, a circulação de rumores na rede “é um processo comunicacional, resultado de ações coletivas”60 . O fenômeno é definido como um tipo de informação não confirmada que se propaga em rede e que circula com a intenção de ser tomada como verdadeira. A autora afirma ainda que, com o advento da internet, ficariam potencializadas pelo sujeito social as atividades inerentes ao ser humano. A rede representa um ideal de democratização – diminuindo, utopicamente, hierarquias – e possibilita, através do anonimato, um sentimento de liberdade em diversos níveis, seja emocional, relacional, cultural ou mesmo profissional. 61 Wolton chama atenção e nos diz que na internet “cada um pode agir sem intermediários, quando bem quiser, sem filtro nem hierarquia e em tempo real”62 . Reule também reforça este conceito com os termos “desterritorializado” e “interativo” para citar a internet e seu espaço social, e que “potencializa uma interação sem coincidência temporal e geográfica, caracterizado pela multimídia, pelo hipertexto, pela velocidade e pela produção coletiva” 63 . Alguns sites têm se especializado em identificar e desmistificar informações falsas nas redes sociais. O pioneiro é o E-Farsas64 , idealizado em 2002, pelo 60 REULE, Danielle. A dinâmica dos rumores na rede: a web como espaço de propagação de boatos virtuais. Disponível em: http://www.lume.ufrgs.br/handle/10183/13796?locale=pt_BR. Acesso em 07/05/2015. 61 Idem 62 WOLTON apud REULE, Danielle. A dinâmica dos rumores na rede: a web como espaço de propagação de boatos virtuais. Disponível em: http://www.lume.ufrgs.br/handle/10183/13796?locale=pt_BR. Acesso em 07/05/2015. 63 REULE, Danielle. A dinâmica dos rumores na rede: a web como espaço de propagação de boatos virtuais. Disponível em: http://www.lume.ufrgs.br/handle/10183/13796?locale=pt_BR. Acesso em 07/05/2015. 64 http://www.e-farsas.com
  30. 30. 20 Analista de Sistema Gilmar Lopes, e o mais recente Boatos.org65 , idealizado pelo jornalista Edgard Matsuki. 2.4 Quais as motivações na propagação do hoax? Na Internet, “cada um pode agir sem intermediários, quando bem quiser, sem filtro nem hierarquia e em tempo real”66 . Rosa afirma que a potencialidade do hoax se dá pela possibilidade de “um grande número de conexões entre os indivíduos, estreitamento de laços entre pessoas fisicamente distantes e a facilidade de acesso a informações” 67 . Mas quais são as motivações para o surgimento de um boato virtual? Jean-Noël Kapferer explica que: Um boato pode surgir como compensação a um desejo frustrado de alguém ou de um grupo social, da necessidade de tornar público alguma confidencialidade, de interesses perturbadores de uma ordem que não convém, das fantasias (ou fantasmas) que povoam as narrativas míticas de uma cultura, de mal entendidos, de interpretações distorcidas, etc... 68 Na internet, tudo é registrado. Iasbeck afirma que “o boato só se torna um fenômeno depois que ganha circulação”69 . Reule explica que o compartilhamento de boatos virtuais se dá da seguinte forma: Ao receber o rumor, o indivíduo permanece num estado de dúvida sobre o significado dos eventos ocorridos ou mesmo sobre quais eventos ainda podem ocorrer. Na ausência de notícias formais, ele busca mais informações em suas redes sociais, ampliando a propagação do rumor. 70 65 http://www.boatos.org/ 66 REULE, Danielle. A dinâmica dos rumores na rede: A web como espaço de propagação de boatos virtuais. Disponível em: http://www.lume.ufrgs.br/handle/10183/13796?locale=pt_BR. Acesso em: 01/05/2015. 67 ROSA, Míriam. A ditadura da audiência e os boatos na web. Disponível em: http://www.abciber.org.br/simposio2014/anais/GTs/miriam_silva_da_rosa_90.pdf. Acesso em: 07/05/2015. 68 Apud IASBECK, Luiz Carlos. Os boatos - Além e aquém da notícia. Disponível em: http://www.ufjf.br/facom/files/2013/03/R5-Iasbeck-HP.pdf. Acesso em 08/05/2015. 69 IASBECK, Luiz Carlos. Os boatos - Além e aquém da notícia. Disponível em: http://www.ufjf.br/facom/files/2013/03/R5-Iasbeck-HP.pdf. Acesso em 08/05/2015. 70 REULE, Danielle. A dinâmica dos rumores na rede: a web como espaço de propagação de boatos virtuais. Disponível em: http://www.lume.ufrgs.br/handle/10183/13796?locale=pt_BR. Acesso em: 08/05/2015.
  31. 31. 21 Iasbeck faz a seguinte indagação: “e por que correm os boatos?” O autor cita Kapferer que discorre sobre as motivações: Os boatos correm porque são notícias, porque trazem novidades, mesmo que a novidade não esteja no fato narrado, mas – como não raras vezes acontece – na forma de como é narrado. Além disso, a mídia do boato é informal, tal como ocorria antes da invenção da imprensa: o boato corre de ouvido a ouvido, criando um elo de cumplicidade e confirmando laços de confiança. Nesse sentido, o boato é fator de coesão social. 71 No Facebook, por exemplo, nos deparamos com montagens e imagens que transmitem mensagens falsas ou fora do contexto. “A vontade de expressar sua visão sobre algo polêmico ou de surpreender seus amigos com uma “bomba” levam ao compartilhamento inocente – ou não – de hoaxes”72 . Dejavite faz uma observação interessante. Segundo a autora, a disseminação e o uso do boato dá- se segundo a teoria de Flusser, ou conversa fiada cósmica, pois: Pela necessidade natural do ser humano de se comunicar freqüentemente. Ou seja, as pessoas precisam falar, mesmo que não tenham de quê, por isso costumam incrementar suas conversas com informações descartáveis ou até mesmo conscientemente inverídicas. 73 Para De Souza nunca devemos acreditar em citações que não incluam um link para a informação e que, em casos assim, a notícia deve ser confirmada para ser passada adiante74 . Para que o hoax possa ter credibilidade, diversas estratégias são utilizadas para persuadir o receptor, como “usar expressões apelativas ou ao associar o fato a nomes ou instituições respeitadas” 75 . 71 KAPFERER Apud IASBECK, Luiz Carlos. Os boatos - Além e aquém da notícia. Disponível em: http://www.ufjf.br/facom/files/2013/03/R5-Iasbeck-HP.pdf. Acesso em 08/05/2015. 72 COLUNA DIGITAL. O que são hoaxes? E como jornalistas podem evitá-los. Disponível em: http://www.colunadigital.com/2013/04/o-que-e-hoax-como-nao-ser-enganado.html. Acesso em 06/05/2015. 73 DEJAVITE, Fábia. O jornalismo de celebridade e a propagação do boato: uma questão ética. Disponível em: http://www.portcom.intercom.org.br/pdfs/f2d6afe132c5b6219bd9ac13037177c7.pdf. Acesso em: 09/05/2015. 74 DE SOUZA apud MAZZANTI, Eduardo. Hoax: Lendas e Boatos na Internet. Disponível em: http://www.inf.ufsm.br/~mazzanti/elc1020/artigo_elc1020.tex. Acesso em: 06/05/2015. 75 ZAGO, Gabriela. Boatos que viram notícias: Considerações sobre a Circulação de Informações entre Sites de Redes Sociais e Mídia Online de Referência. Disponível em:
  32. 32. 22 Allport e Postman afirmam que qualquer necessidade humana pode dar movimento a um rumor76 . Difonzo e Bordia levam a questão mais profundamente e afirmam que, “no contexto da transmissão de rumores, tais objetivos são representados por três motivações”: Valorizar relacionamentos, pois uma reputação como uma fonte de informação confiável e fidedigna é vital para a aceitação em redes sociais, valorizar a si mesmo, pois refere-se à necessidade do indivíduo de se sentir bem com ele mesmo, e buscar o fato, no qual a incerteza sobre assuntos de importância pessoal produz sentimentos de falta de controle e ansiedade 77 . 2.5 As consequências do Hoax no jornalismo No jornalismo, o boato se torna extremamente prejudicial, como foi bem definido pelo sociólogo T. Shibutani, que afirma: “o boato é o mercado negro da informação”78 . Moretzsohn observa que não é possível “simplesmente, substituir a informação jornalística pelo que circula na internet” e que “é preciso filtrar para zelar pela credibilidade e combater o caos”79 . É inquestionável o valor das redes sociais como fonte de informação para o jornalista, porém há de ter um cuidado por parte do profissional de comunicação. A proliferação de boatos ocorre com imensa facilidade porque a fluidez do mundo virtual o torna particularmente permeável a esse tipo de coisa. Além disso, as redes sociais são um reflexo do comportamento das pessoas na vida cotidiana, cuja característica é precisamente o automatismo, a reação irrefletida. 80 http://www.intercom.org.br/papers/regionais/sul2010/resumos/R20-0675-1.pdf. Acesso em 08/05/2015. 76 ALLPORT; POSTMAN Apud REULE, Danielle. A dinâmica dos rumores na rede: a web como espaço de propagação de boatos virtuais. Disponível em: http://www.lume.ufrgs.br/handle/10183/13796?locale=pt_BR. Acesso em: 08/05/2015. 77 DIFONZO; BORDIA Apud REULE, Danielle. A dinâmica dos rumores na rede: a web como espaço de propagação de boatos virtuais. Disponível em: http://www.lume.ufrgs.br/handle/10183/13796?locale=pt_BR. Acesso em: 08/05/2015. 78 SHIBUTANI apud ROSA, Míriam. A ditadura da audiência e os boatos na web. Disponível em: http://www.abciber.org.br/simposio2014/anais/GTs/miriam_silva_da_rosa_90.pdf. Acesso em: 07/05/2015. 79 MORETZSOHN, Sylvia. Redes sociais, boatos e jornalismo. Disponível em: http://observatoriodaimprensa.com.br/caderno-da- cidadania/_ed751_redes_sociais_boatos_e_jornalismo/. Acesso em 09/05/2015. 80 Idem
  33. 33. 23 Para Fraga, Rollemberg e Terra, “o dano causado por meios de comunicação, mídias, por conta de seu conteúdo ser falso ou ofensivo resulta na violação da confiança”. O jornalista trabalha com a credibilidade dos fatos, e, ao perdê-la, se constitui em uma tragédia na comunicação. Neste contexto vale uma reflexão de Chesterton: “quando as pessoas deixam de acreditar em alguma coisa, o risco não é de que passem a acreditar em nada, e sim, de que acreditem em qualquer coisa”81 . Para Sodré e Paiva, “a falha na apuração e o excesso de informação em circulação ou à disposição têm produzido um ambiente em que as notícias circulam de maneira acelerada consolidando o ambiente de boato”82 . Deiro chama atenção para a urgência na atividade jornalística e “a semelhança entre a agilidade do jornalismo online e dos antigos serviços de agência noticiosas”. Segundo o autor: A gravidade reside no fato de que, enquanto os últimos produzem um material que depois será filtrado pelos jornais, o trabalho feito pelos primeiros tem publicação quase imediata e muitas vezes automática. A ausência dos mecanismos de checagem, detalhamento e contextualização, assim, muitas vezes compromete a qualidade das notícias veiculadas 83 . Neste capítulo falamos sobre a importância das redes sociais na comunicação e o surgimento do hoax. Analisamos as motivações que levam ao seu compartilhamento e as consequências dos boatos virtuais no jornalismo. No próximo capítulo iremos analisar alguns casos de boatos que prejudicam o trabalho jornalístico e os cuidados que o profissional deve ter na apuração das informações na grande rede. 81 Apud SODRÉ, Muniz. O boato nosso de cada dia. Disponível em: http://observatoriodaimprensa.com.br/imprensa-em-questao/o-boato-nosso-de-cada-dia/. Acesso em 09/05/2015. 82 Apud DEIRO, Bruno. O ônus da agilidade no jornalismo online. Disponível em: http://casperlibero.edu.br/wp-content/uploads/2014/04/Bruno-Peixoto-Deiro.pdf. Acesso em 09/05/2015.
  34. 34. 24 CAPÍTULO 3 O HOAX E A FALHA NA APURAÇÃO JORNALÍSTICA 3.1 A popularização das redes sociais O volume de informações que transitam pelas redes sociais é assustador. Segundo estudo de 2014 da comScore, empresa de análise de mídias digitais, “os brasileiros continuam liderando o engajamento online, com usuários que navegam 29,7 horas por mês, 7 horas a mais do que a média mundial” 84 . Ainda segundo o estudo: O Brasil possui a 5ª maior audiência do mundo com 68.1 milhões de visitantes únicos em Fevereiro de 2014, um crescimento de 11% em comparação a fevereiro de 2013. Em relação a total de minutos, ocupa o terceiro lugar com 126,857 milhões de minutos. Dos 169 milhões de internautas da América Latina, 40% da audiência online está no Brasil. O Facebook lidera a categoria de Redes Sociais, seguido por LinkedIn. Os Brasileiros passam mais tempo navegando no Facebook do que Mexicanos e Argentinos passam online por mês. Para Maffesoli85 , “as pessoas não querem só informação na mídia, mas também é fundamentalmente ver-se, ouvir- se, participar, contar o próprio cotidiano para si mesmas e para aqueles com quem convivem”. O autor ainda afirma que a informação serve de cimento social. O fato é que os internautas querem ouvir e serem ouvidos. Recuero86 explica que as redes sociais são um conjunto formado por dois elementos, os atores e as conexões. As pessoas, 83 DEIRO, Bruno. O ônus da agilidade no jornalismo online. Disponível em: http://casperlibero.edu.br/wp-content/uploads/2014/04/Bruno-Peixoto-Deiro.pdf. Acesso em 09/05/2015. 84 COMSCORE. Estudo da comScore: Brazil Digital Future in Focus 2014 está disponível. Disponível em: http://www.comscore.com/por/Imprensa-e-eventos/Press-Releases/2014/5/Estudo- da-comScore-Brazil-Digital-Future-in-Focus-2014-esta-disponivel. Acesso em 12/05/2015. 85 MAFFESOLI, Michel. A comunicação sem fim (teoria pós-moderna da comunicação). Disponível em: http://www.revistas.univerciencia.org/index.php/famecos/article/viewFile/336/267. Acesso em: 13/05/2015. 86 RECUERO, Raquel. Redes sociais na internet. Disponível em: http://www.raquelrecuero.com/livros/redes_sociais_na_internet.pdf. Acesso em 16/05/2015.
  35. 35. 25 instituições ou grupos (os indivíduos envolvidos na rede), de um lado, e suas respectivas conexões, de outro. Na atualidade, uma característica marcante dos atores nas redes é a necessidade de visibilidade que, por sua vez, reforça a possibilidade de interação. Para Costa e Bezerra87 , as redes sociais são “um novo meio através do qual os cidadãos também tomam conhecimento de fatos, buscam informações e/ou externam posicionamentos, num processo que pode abordar temas diversos”. O advento das novas tecnologias, aliado aos diferentes modelos de comunicação e disseminação das mensagens, fez da Internet um campo fértil para o surgimento de espaços propícios, inclusive, ao debate público 88 . Porém, Recuero89 afirma que “as redes sociais não têm uma vocação jornalística em essência, mas complementar à prática jornalística”. Pase e Goss citam Gillmor90 ao dizer que “o jornalismo deixou de ser uma palestra, com a atenção destinada apenas a uma pessoa, e intensificou seu tom de conversa, formando um diálogo entre diferentes partes”. Outro fator altera totalmente o cenário jornalístico atual: no jornalismo colaborativo, a popularização das tecnologias móveis, como as câmeras fotográficas digitais, os smartphones, etc. “As tecnologias móveis modificam os papeis tradicionais dos atores, de consumidor a produtor, e o jornalismo parece 87 COSTA, Juliana dos Santos; BEZERRA, Beatriz. A viralização das notícias sobre celebridades em redes sociais e a interação para construção da nova notícia: o caso Anitta. Disponível em: http://www.geminis.ufscar.br/download/jornada_internacional_geminis:_entretenimento_transm%C 3%ADdia_(jig_2014)/redes_de_produ%C3%A7%C3%A3o_e_circula%C3%A7%C3%A3o_do_cont e%C3%BAdo_audiovisual/A%20Viraliza%C3%A7%C3%A3o%20das%20Not%C3%ADcias%20So bre%20Celebridades%20em%20Redes%20Sociais%20e%20a%20Intera%C3%A7%C3%A3o%20 para%20Constru%C3%A7%C3%A3o%20da%20Nova%20Not%C3%ADcia_%20O%20Caso%20A nitta.pdf. Acesso em 16/05/2015. 88 Idem 89 RECUERO, Raquel. Redes Sociais na Internet, Difusão de Informação e Jornalismo: Elementos para discussão. Disponível em: http://www.raquelrecuero.com/artigos/artigoredesjornalismorecuero.pdf. Acesso em 20/05/2015.
  36. 36. 26 não ter reelaborado o seu papel neste cenário de permanente troca de informações e de conexões ubíquas”, afirma Mielniczuk91 . 3.2 A APURAÇÃO EM TEMPO REAL A primeira tarefa do jornalista/criador de contexto ainda é verificar que informação é confiável, mas apresentar de maneira correta e de forma que o público possa compreender corretamente. 92 Para os profissionais de comunicação, principalmente os jornalistas, desenvolver habilidades de checagem na internet é essencial. A grande questão no Jornalismo Online é a apuração das notícias em tempo real. Franciscato chama atenção para este tipo esse aceleramento do fluxo de informação, praticado aqui no país: O jornalismo que opera em uma dimensão de tempo real se defronta com a possibilidade de romper práticas tradicionais tanto na produção quanto na circulação do seu produto. A experiência de atualidade, ao se aproximar dramaticamente da meta da instantaneidade e utilizar o ‘instante’ como ordenador temático, gera uma tensão entre sua real capacidade de relatar o instante e a secundarização do atendimento a outras tarefas fundamentais do jornalismo, como a apuração rigorosa da informação 93 . Costa e Kondlatsch94 afirmam que “é fundamental questionar se a apuração sofre de uma diminuição de sua importância quando contraposta com a 90 GILLMOR apud PASE, André; GOSS, Bruna. Entre cordeiros e cabritos: um estudo da relação entre jornalistas e torcidas na apropriação do conteúdo das redes sociais. Disponível em: http://www.fumec.br/revistas/mediacao/article/view/1901. Acesso em: 18/05/2015. 91 MIELNICZUK, Luciana. O celular afronta o jornalismo. Disponível em: http://sbpjor.kamotini.kinghost.net/sbpjor/admjor/arquivos/9encontro/CC_42.pdf. Acesso em 18/05/2015. 92 KOVACH; ROSENTIEL Apud PASE, André; GOSS, Bruna. Entre cordeiros e cabritos: um estudo da relação entre jornalistas e torcidas na apropriação do conteúdo das redes sociais. Disponível em: http://www.fumec.br/revistas/mediacao/article/view/1901. Acesso em: 18/05/2015. 93 FRANCISCATO Apud COSTA, Helton; KONDLATSCH, Rafael. Sujeito emissor: O “bolsa prostituição” como verdade nas redes sociais. Disponível em: http://www.unigran.br/mercado/paginas/arquivos/edicoes/4/6.pdf. Acesso em: 13/05/2015. 94 COSTA, Helton; KONDLATSCH, Rafael. Sujeito emissor: O “bolsa prostituição” como verdade nas redes sociais. Disponível em: http://www.unigran.br/mercado/paginas/arquivos/edicoes/4/6.pdf. Acesso em: 13/05/2015.
  37. 37. 27 urgência da notícia em tempo real”95 , e afirmando que “o que é imperativo no jornalismo, porém, é a necessidade da veracidade dos fatos relacionados à ocorrência”96 . Para Machado e Palacios97 , “as chamadas Últimas Notícias tornaram-se uma característica de quase todos os jornais mais importantes na web”. Os autores ainda sinalizam outro ponto preocupante: “alguns jornais, especialmente aqueles localizados em portais, chegam a estabelecer como sua marca registrada a rapidez da atualização, no estilo fast-food”. Pase e Goss também chamam a atenção para uma atualização técnica do profissional: No horizonte jornalístico, a consequência disso é a exigência de novas habilidades, principalmente a atualização técnica. A principal diferença, porém, está no desafio de agir corretamente em frações menores de tempo. O registro permanente do que é veiculado culmina na perpetuação de deslizes 98 . O resultado é um jornalismo que “disputa” a audiência do internauta e prejudica o trabalho jornalístico, pois a informação é transmitida com deficiências na sua construção. E cada vez mais os internautas acompanham os sites ditos jornalísticos: O acompanhamento da informação através de sites e portais de notícias já faz parte do cotidiano de um número crescente de pessoas, que por sua vez encontram nas chamadas redes sociais da Internet uma maneira de expressar suas opiniões 99 . 95 Idem 96 COSTA, Helton; KONDLATSCH, Rafael. Sujeito emissor: O “bolsa prostituição” como verdade nas redes sociais. Disponível em: http://www.unigran.br/mercado/paginas/arquivos/edicoes/4/6.pdf. Acesso em: 13/05/2015. 97 MACHADO, Elias; PALACIOS, Marcos. (Org.). Modelos de Jornalismo Digital. Disponível em: http://pt.scribd.com/doc/117393289/Modelos-de-Jornalismo-Digital. Acesso em: 13/05/2015. 98 PASE, André; GOSS, Bruna. Entre cordeiros e cabritos: um estudo da relação entre jornalistas e torcidas na apropriação do conteúdo das redes sociais. Disponível em: http://www.fumec.br/revistas/mediacao/article/view/1901. Acesso em: 18/05/2015. 99 COSTA, Juliana dos Santos; BEZERRA, Beatriz. A viralização das notícias sobre celebridades em redes sociais e a interação para construção da nova notícia: o caso Anitta. Disponível em: http://www.geminis.ufscar.br/download/jornada_internacional_geminis:_entretenimento_transm%C 3%ADdia_(jig_2014)/redes_de_produ%C3%A7%C3%A3o_e_circula%C3%A7%C3%A3o_do_cont e%C3%BAdo_audiovisual/A%20Viraliza%C3%A7%C3%A3o%20das%20Not%C3%ADcias%20So bre%20Celebridades%20em%20Redes%20Sociais%20e%20a%20Intera%C3%A7%C3%A3o%20 para%20Constru%C3%A7%C3%A3o%20da%20Nova%20Not%C3%ADcia_%20O%20Caso%20A nitta.pdf. Acesso em 16/05/2015.
  38. 38. 28 Mas como o jornalista deve se comportar frente a uma informação que julgue incerta? Werner100 , editor da mídia social do Metro Sweden, sugere alguns conselhos: Quando você suspeita que uma história é falsa, olhe para os fatos. Algum nome foi mencionado? Tem fotos da cena ou pessoas envolvidas? Existe algum lugar ou tempo específico citado? Se houver, pesquise. Se não houver, é provavelmente falso. Se encontrar um nome em uma história que você suspeita ser falsa, sempre [tente] entrar em contato com a pessoa Matsuki101 , jornalista da EBC e da UOL, criou o site Boatos.org em 2013 com a proposta de investigar as principais notícias que circulam nas redes sociais. Segundo ele, “o nível notícias falsas que circulam online é imenso” e o número de sites para desmentir “essas histórias (algumas vezes publicadas na mídia e depois esquecidas sem qualquer correção) não era tão grande assim”. O jornalista ensina cinco truques na identificação dos hoaxes: 1 – Descubra se a fonte da notícia é confiável, checando as fontes. 2 – Confira se o texto tem características de um boato. Quase todos os textos com informações falsas têm um caráter alarmista. Preste atenção se o texto usa as seguintes palavras: ALERTA, CUIDADO, ATENÇÃO, LEIA ANTES QUE APAGUEM, entre outros termos. Também é comum que eles peçam divulgação. Sendo assim, as palavras COMPARTILHEM ou REPASSEM, também são comuns em boatos. 3 – Dê um Google no nome dos personagens citados, se o nome deles aparecerem só em textos que descrevem o boato, há chances da história ser falsa. 4 – Imagens podem dedurar mentiras. Grande parte das mentiras online usa imagens. Se a história for falsa, é óbvio que a imagem ou foi adulterada ou não tem nada a ver com a história. 5 – Use o bom senso 102 . O New York Times103 fez uma pesquisa para saber quais eram as motivações para o compartilhamento de informações nas redes sociais e chegou a cinco principais razões: 100 WERNER, Jack Apud SILVERMAN, Craig. Conselhos para jornalistas que querem apurar e desmentir boatos. Disponível em: https://ijnet.org/pt-br/blog/conselhos-para-jornalistas-que- querem-apurar-e-desmentir-boatos. Acesso em: 19/05/2015. 101 MATSUKI, Edgard. Entrevista cedida ao autor em 11/05/2015. 102 Idem 103 THE NEW YORK TIMES. The psychology of sharing. Disponível em: http://nytmarketing.whsites.net/mediakit/pos/. Acesso em20/05/2015.
  39. 39. 29 Levar conteúdo valioso e entretenimento para as pessoas da rede; para definir sua imagem perante os outros atores; para nutrir relacionamento; para autor realização; e para fazer com que outras pessoas se importem com causas ou marcas. Como consequências que a disseminação de hoax pode causar, podemos citar ofender, denegrir e causar constrangimento às pessoas, empresas e organizações; causar comoção social desnecessária e até consequências mais graves como a morte. “A mídia pode impulsionar um rumor mesmo sem dar crédito a ele. Isso acontece normalmente quando um boato virtual toma dimensões que escapam ao mundo online e entram na pauta de grandes veículos de comunicação”104 . Reule chama a atenção para o fato de que “se o conteúdo de uma mensagem falsa que circula na Internet é tratado pelos meios de comunicação como uma informação verdadeira, por mais que continue sendo boato, essa mensagem ganha credibilidade”105 . A autora também complementa afirmando que “rumores podem preceder escândalos ou simplesmente alimentá-los e é comum que sejam usados como estratégia para atingir pessoas públicas, principalmente na política”106 . 3.3 O hoax nos sites jornalísticos Os boatos virtuais podem trazer diversas consequências, conforme mencionado anteriormente. Um bom exemplo de notícias que são veiculadas por grandes sites jornalísticos, sem a devida apuração: no dia 13 de outubro de 2014, 104 REULE, Danielle. A dinâmica dos rumores na rede: A web como espaço de propagação de boatos virtuais. Disponível em: http://www.lume.ufrgs.br/handle/10183/13796?locale=pt_BR. Acesso em: 21/05/2015. 105 Idem 106 Ibidem
  40. 40. 30 a coluna Planeta Bizarro do G1107 , que compartilha notícias polêmicas e curiosas, publicou a informação de uma espanhola que teria contratado um stripper anão para animar a sua festa de despedida de solteira, e que acabou engravidado, “por engano”, dele. Segundo o site e-farsas108 “a notícia não cita nenhum nome, nenhuma fonte, nenhuma data… Ou seja, não se sabe quando e com quem o incidente teria ocorrido”. O site ainda cita que a jornalista Mari Luz Penteado, do jornal El País da Espanha, fez uma pesquisa minuciosa sobre a história, “indo atrás das empresas de entretenimento que alugam strippers para festas de despedida de solteiras na Espanha”. Segundo a matéria da Jornalista, apenas duas empresas, em toda a Espanha, possuem strippers anões, e em entrevista a funcionários, todos desconheciam o caso. Um caso que ilustra bem a falha na apuração do jornalismo, onde os profissionais se apropriaram de uma informação sem o devido trato, pode ser citato no caso “Selton Mello”. No dia 05 de junho de 2014, vários portais jornalísticos na internet, como EGO, O Dia109 e UOL, publicaram a notícia que o ator estaria escalado para fazer parte do novo elenco da série televisiva norte americana “Games Of Thrones” (figura 1). A informação era dada no site gringo “Breathe Cast”. Além dos sites, a notícia repercutiu nas redes sociais. Porém tudo não passou de mais um hoax. Rapidamente, os principais sites correram para desfazer e esclarecer o erro. 107 G1. Mulher fica grávida de stripper anão em despedida de solteira na Espanha. Disponível em: http://g1.globo.com/planeta-bizarro/noticia/2014/10/mulher-fica-gravida-de-stripper-anao-em- despedida-de-solteira-na-espanha.html. Acesso em: 21/05/2015. 108 E-FARSAS. Espanhola engravida de anão em sua despedida de solteira! Disponível em: http://www.e-farsas.com/espanhola-engravida-de-anao-em-sua-despedida-de-solteira.html. Acesso em 21/05/2015. 109 O DIA. Selton Mello fará participação em 'Game of Thrones', diz site. Disponível em: http://odia.ig.com.br/diversao/televisao/2014-06-05/selton-mello-fara-participacao-em-game-of- thrones-diz-site.html. Acesso em 23/05/2014.
  41. 41. 31 Figura 1: A página do site EGO publica a informação da participação de Selton Mello em Games Of Thrones. A reportagem do Breathe Cast era na verdade feita com o SHRTURL110 . O autor da brincadeira foi Felipe Venetiglio, que teve a ideia junto com Gabriel Gil. Utilizando o site Shrturl, que produz páginas que imitam outras páginas, Felipe editou uma notícia publicada sobre a quinta temporada da série no Breathe Cast, um site cristão que acompanha as novidades da cultura pop. O assunto logo repercutiu na internet e chegou a ser um dos assunto mais comentados no Twitter no Brasil. 111 O site do Youpix tratou de esclarecer toda a história: “É claro que o site depois teve que soltar uma nota de correção sobre a matéria”. O site ainda informa que “o caso retoma a discussão da web de informação x desinformação. Há ferramentas que ajudam a fazer hoaxes, o que torna mais difícil pra quem busca credibilidade em uma notícia”. De fato a dinâmica da internet requer um jornalismo mais atento na apuração. “A apuração é o mais importante para a notícia, da mesma forma como 110 SHRTURL é um site no qual você cria pegadinhas, criando ou editando endereços virtuais, incluindo imagens. 111 CINEMA 10. Selton Mello na quinta temporada de Game of Thrones? Disponível em: http://cinema10.com.br/noticias/selton-mello-na-quinta-temporada-de-game-of-thrones-9840. Acesso em 23/05/2015.
  42. 42. 32 a notícia é o mais importante para o jornalismo” 112 . Felipe Venetiglio, em seu site, explica todo o processo: Fiz um post no Facebook pouco antes das 19h. Meus amigos comentaram. Um ou outro sacou que era pilha, e eu atento apaguei e avisei que eu que tinha feito e queria ver até onde ia. Eles entraram na onda e compartilharam, assim como outros amigos que caíram (mal, galera). Mandei um tweet. Só 3 retweets. Mas alguém pegou o link e jogou no twitter mesmo assim. Aí começou a sair em blogs e logo tava no EGO. Tava feito o estrago 113 . Para se ter uma ideia do efeito devastador do boato, Venetiglio coletou os dados referentes114 : Foram mais de 145.000 acessos na falsa página; 521 tweets no twitter com a url da página; 4.500 tweets com “Selton Mello” nas últimas 24 horas (usei o Topsy); 3.717 compartilhamentos (usei esse counter) e 13.363 likes no Facebook; Só a notícia do Ego foi compartilhada mais de 9.000 vezes. Trending topic no Brasil durante quase o dia inteiro. 3.4 Jornalismo fast-food Professor do Departamento de Comunicação Social da PUC-Rio, Leonel Aguiar115 afirma que “um princípio ético fundamental da prática profissional do jornalismo determina que qualquer informação, mesmo aquelas que venham de fontes oficiais, deve ser sempre checada com rigor”. Aguiar ainda acrescenta que, 112 BAHIA, Juarez Apud SANTI, Vilso. O desafio da apuração jornalística no ciberespaço. Disponível em: http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/famecos/article/viewFile/9021/6244. Acesso em: 23/05/2015. 113 VENETIGLIO, Felipe. Anatomia de um hoax: como e por que eu pus o Selton Mello em Game of Thrones e o que dá pra aprender com isso. Disponível em: http://venetiglio.com.br/post/88028153424/anatomia-de-um-hoax-como-e-por-que-eu-pus-o. Acesso em 23/05/2015. 114 Idem
  43. 43. 33 muitas vezes, devido à acirrada concorrência existente entre os sites jornalísticos, que culmina em publicar notícias mais rápido do que os concorrentes, “cometem graves erros éticos que são também erros primários de produção da notícia”116 . Em outras palavras, o jornalismo abandona o princípio da verificação da informação com fontes diversificadas e com credibilidade. É o chamado “jornalismo fast-food que garanta maior audiência na internet às notícias mais lidas, produzidas com rapidez para chegar primeiro ao público” 117 . No dia 20 de setembro de 2014 diversos portais compartilharam a informação do site inglês The Huffington Post118 , de que a americana Jasmine Tridevil teria implantado um terceiro seio (figura 2). Sites como Terra119 , O Dia120 , a Gazeta Online121 e Globo.com122 replicaram a suposta informação. A notícia foi amplamente compartilhada nas redes sociais. A massagista chegou a criar um canal no YouTube123 , onde postou um vídeo mostrando o suposto terceiro seio, onde chegou a marca de 5.571.916 visualizações. 115 AGUIAR, Leonel. “Jornalismo fast-food dá barriga”, alerta professor. Disponível em: http://pucriodigital.com.pucrio.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=13188&sid=175#.VWMJhtJVik o. Acesso em 24/05/2015. 116 AGUIAR, Leonel. “Jornalismo fast-food dá barriga”, alerta professor. Disponível em: http://pucriodigital.com.pucrio.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=13188&sid=175#.VWMJhtJVik o. Acesso em 24/05/2015. 117 Idem. 118 http://www.huffingtonpost.com/ 119 TERRA. Americana implanta terceiro seio para "espantar os homens". Disponível em: http://beleza.terra.com.br/americana-implanta-terceiro-seio-para-espantar-os- homens,d85971ff91d98410VgnVCM3000009af154d0RCRD.html. Acesso em 24/05/2015. 120 O DIA. Jovem norte-americana implanta terceiro seio para espantar homens. Disponível em: http://odia.ig.com.br/noticia/mundoeciencia/2014-09-22/jovem-norte-americana-implanta- terceiro-seio-para-espantar-homens.html. Acesso em 24/05/2015. 121 GAZETA ONLINE. Massagista de 21 anos implanta terceiro peito para espantar os homens. Disponível em: http://gazetaonline.globo.com/_conteudo/2014/09/noticias/mundo/1497900-massagista-de-21- anos-implanta-terceiro-peito-para-espantar-os-homens.html. Acesso em 24/05/2015. 122 GLOBO.COM. Americana que alega ter implantado 3º seio vira sensação na internet. Disponível em: http://g1.globo.com/planeta-bizarro/noticia/2014/09/americana-que-alega-ter- implantado-3-seio-vira-sensacao-na-internet.html. Acesso em 24/05/2015. 123 https://www.youtube.com/watch?v=I8hNMpb4b04
  44. 44. 34 Novamente o site Boatos.org resolveu investigar o caso124 . Segundo o site, algumas evidências colocaram em xeque a informação: Em primeiro lugar “de acordo com o site Snopes, cirurgiões apontam que é preciso uma motivação lógica para que procedimentos do tipo sejam realizados e que nenhuma cirurgia plástica pode ser feita antes de garantir a saúde mental do(a) paciente”125 . O médico que aceitasse este procedimento, estaria quebrando o código de ética da medicina. Em segundo lugar “que em esclarecimento afirmou a impossibilidade de um procedimento como esse ser realizado tão rápido e sem dor. Uma cirurgia assim requereria pelo menos um ano de cuidados e sessões médicas”. Jasmine 124 BOATOS.ORG. Lorota: massagista americana gasta R$ 47 mil para ter três seios. Disponível em: http://www.boatos.org/bizarro/lorota-massagista-americana-gasta-r-47-mil-para-ter- tres-seios.html. Acesso em 24/05/2015. 125 Idem
  45. 45. 35 posou para fotos sem nenhuma cicatriz. O site ainda lista outros motivos126 , como o fato da massagista ter criado uma conta no Facebook no dia 11 de agosto daquele ano, e a criação de um site, que também foi registrado na mesma data. E, finalizando a matéria, o site chega à conclusão: A mulher que registrou o site é a modelo americana Alisha Hessler. Ela já tem um histórico que não a faz ser muito confiável. A garota foi responsável por um viral em 2013 de um homem que segurou uma placa na rua dizendo que batia em mulheres. Ela também já foi presa por dar informações fraudulentas à polícia. Além disso, ele é descrita no site Daily Mail profissionalmente como massagista e criadora de Hoaxes na web. Ou seja, o currículo da moça não é dos melhores. No dia 26 de setembro de 2014, o site E-Farsas atualizou a notícia e trouxe informações úteis que confirmaram o hoax: De acordo com o jornal 10 News, da Flórida, um incidente ocorrido no inicio do mês de setembro de 2014 no Aeroporto Internacional de Tampa denunciou a farsa inventada pela moça. Alisha Jasmine Hessler (o nome completo da moça) teve sua bagagem roubada. Quando os pertences de Jasmine foram recuperadas e duas pessoas foram presas por roubar várias malas nas esteiras dos aeroportos, a moça foi reaver seus itens que haviam sido roubados. Adivinha o item que estava na lista fornecida pela policia? Pois é! A moça havia perdido uma prótese de três seios (que foi recuperada logo em seguida). 127 Com a expansão da internet, são inevitáveis as modificações no mundo da informação. De fato, a participação do internauta trouxe benefícios ao jornalismo. Com o fenômeno dos smartphones, com câmera fotográficas digitais embutidas, e o mensageiro instantâneo WhatsApp, o jornalismo passou a ser mais colaborativo. Este cenário reforça ainda mais o papel do jornalista como intermediador, separando boatos e fatos, através da apuração das notícias. A credibilidade do jornalismo perante a sociedade depende de profissionais que prezam pelas etapas do processo noticioso. A notícia precisa responder as 126 BOATOS.ORG. Lorota: massagista americana gasta R$ 47 mil para ter três seios. Disponível em: http://www.boatos.org/bizarro/lorota-massagista-americana-gasta-r-47-mil-para-ter- tres-seios.html. Acesso em 24/05/2015. 127 E-FARSAS. É verdade que Jasmine Tridevil implantou um terceiro seio? Disponível em: http://www.e-farsas.com/e-verdade-que-jasmine-tridevil-se-implantou-um-terceiro-seio.html. Acesso em 24/05/2015.
  46. 46. 36 seis perguntas básicas: O quê? Quem? Quando? Onde? Como? Por quê?128 . Dasmaceno e Lima afirmam que “o hoax utiliza-se de coberturas jornalísticas reais para sobrepor informações fantasiosas”129 . Diante da crescente dos hoaxes na rede, as grandes empresas já atentaram para esta realidade. Recentemente foi lançado o “Manual de Verificação Para Cobertura Digital”, disponível gratuitamente para download130 : As redes sociais pautam jornalistas todos os dias, mas, ao mesmo tempo que podem garantir o furo da carreira, também podem render uma “barriga” histórica. Para evitar armadilhas, vale conferir o Manual de Verificação para Cobertura Digital, originalmente lançado pelo Centro Europeu de Jornalismo (EJC) e que agora conta com versão em português. O manual foi editado por Craig Silverman, autor do blog Regret the Error, que aponta erros publicados na imprensa e suas respectivas correções, e conta com a colaboração de diversos profissionais de veículos renomados como BBC e ABC, dentre outros. 131 Viana afirma que dois fatores são fundamentais para a qualidade do jornalismo feito a partir de informações obtidas na internet: “o primeiro está relacionado ao comportamento do profissional de jornalismo frente àquilo que encontra, e o segundo deriva das habilidades necessárias para trafegar entre tudo o que encontra”132 . Em meio ao cenário turbulento, o jornalismo precisa de comprometimento à prática jornalística. 128 BARROS, Edgard. Quem? Quando? Como? Onde? O quê? Porquê?. Disponível em: http://www.edgardbarros.net.br/livro%20quem-prof.%20edgard.pdf. Acesso em 27/05/2015. 129 DAMASCENO, Diana; LIMA, Christopher. A construção da informação jornalística na pós- modernidade: Hoaxes e ruídos da rede. Disponível em: http://www.periodicoseletronicos.ufma.br/index.php/bauman/article/view/2883/1105. Acesso em 27/05/2015. 130 http://verificationhandbook.com/downloads/manual.de.verificacao.pdf 131 OBSERVATÓRIO DA IMPRENSA. Manual de Verificação para Cobertura Digital. Acesso em: http://observatoriodaimprensa.com.br/netbanca/_ed807_manual_de_verificacao_para_cobertura_d igital/. Acesso em: 27/05/2015.
  47. 47. 37 132 VIANA, Luciana. O Hoax e os desafios jornalísticos no trato da informação. Disponível em: http://www.intercom.org.br/papers/nacionais/2010/resumos/R5-1857-1.pdf. Acesso em 27/05/2015.
  48. 48. 38 CONCLUSÃO O advento da internet e as transformações da web trouxeram novas possibilidades para o jornalismo. Não podemos negar que a democratização da comunicação e o jornalismo participativo, com um número crescente de acessos nas redes sociais, principalmente o Facebook, e a popularização dos Smartphones, também trouxeram benefícios. Hoje, boa parcela dos brasileiros possuem smartphones com câmera fotográfica digital, filmadora com uma resolução aceitável e o aplicativo de mensagens instantâneas, WhatsApp. Se tornou fácil ver e ser visto, produzir seu próprio conteúdo ou se tornar testemunha ocular de um evento. Mas assim como no mundo off-line, os rumores e boatos estão presentes, sejam eles intencionais ou não. Apesar do volume de hoaxes que circulam nas redes sociais, as coisas parecem que começaram a mudar. Recentemente o Facebook, através do site FB Newsroom, afirmou que os usuários do site “tendem a excluir mensagens enganosas após serem alertados pelos amigos, por meio dos comentários”. A rede social criou uma ferramenta que permite sinalizar hoaxes. A mesma foi lançada inicialmente em inglês, mas deverá chegar aos outros usuários. Atualmente o jornalismo vem sofrendo com a não obrigatoriedade do diploma para o exercício da profissão e a desvalorização por parte da sociedade. Recentemente, a exigência do diploma entrou em votação. Por mais democrática que seja a web, o jornalista ainda tem um papel fundamental diante da apuração dos fatos. O Jornalismo não pode abrir mão da qualidade pela velocidade das informações. Para o trabalho do jornalista como divulgador de informações, é
  49. 49. 39 primordial uma apuração criteriosa com o objetivo de garantir informações de qualidade e produzida com responsabilidade social e parâmetros éticos.
  50. 50. 40 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS LIVROS: CASTELLS, Manuel. A galáxia da internet. Reflexões sobre a internet, os negócios e a sociedade. Rio de Janeiro: Jorge Zarah Editora, 2003. GABRIEL, Martha. Marketing na Era digital. São Paulo: Novatec Editora, 2010. LABORATÓRIO INTEGRADO DE MARKETING E CULTURA (Org). Políticas de Comunicação Corporativa. São Paulo: COM-ARTE, 2005. LÉVY, Pierre. Cibercultura. São Paulo: Editora 34, 1999. PINHO, J. B. Jornalismo na Internet: planejamento e produção da informação on-line. São Paulo: Editora Summus, 2003. XAVIER, Antônio Carlos. Hipertexto e gêneros digitais novas formas de construção de sentido. Rio de Janeiro: Editora Lucerna, 2005. ARQUIVOS ONLINE: AGUIAR, Leonel. “Jornalismo fast-food dá barriga”, alerta professor. Disponível em:
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  52. 52. 42 BOATOS.ORG. Lorota: massagista americana gasta R$ 47 mil para ter três seios. Disponível em: http://www.boatos.org/bizarro/lorota-massagista-americana- gasta-r-47-mil-para-ter-tres-seios.html. Acesso em 24/05/2015. BORINATTI, Luiz Antônio; PINHEIRO, Paulo. Principais características dos hoaxes. Disponível em: http://www.intercom.org.br/sis/2014/resumos/R9-2319- 1.pdf. Acesso em 06/05/2015. BRAMBILLA, Ana. Jornalismo open source em busca de credibilidade. Disponível em: http://www.ufrgs.br/limc/PDFs/Ana_4.pdf. Acesso em 27/03/2015. CANAL TECH. Linkedin passa Twitter e agora é a segunda rede social mais usada no Brasil. Disponível em: http://canaltech.com.br/noticia/internet/LinkedIn- passa-Twitter-e-agora-e-a-segunda-rede-social-mais-usada-no-Brasil/. Acesso em: 25/04/201. CANAVILHAS, João. Webjornalismo Considerações gerais sobre jornalismo na web. Disponível em: http://www.bocc.ubi.pt/pag/canavilhas-joao-webjornal.pdf. Acesso em: 10/04/2015. CINEMA 10. Selton Mello na quinta temporada de Game of Thrones?. Disponível em: http://cinema10.com.br/noticias/selton-mello-na-quinta-temporada- de-game-of-thrones-9840. Acesso em 23/05/2015.
  53. 53. 43 CÓDIGO FONTE. Número de usuários do Facebook está quase ultrapassando a quantidade de pessoas na China. Disponível em: http://codigofonte.uol.com.br/noticias/numero-de-usuarios-do-facebook-esta- quase-ultrapassando-a-quantidade-de-pessoas-na-china. Acesso em 25/04/2015. COLUNA DIGITAL. O que são hoaxes? E como jornalistas podem evitá-los. Disponível em: http://www.colunadigital.com/2013/04/o-que-e-hoax-como-nao-ser- enganado.html. Acesso em 06/05/2015. COMSCORE. Estudo da comScore: Brazil Digital Future in Focus 2014 está disponível. Disponível em: http://www.comscore.com/por/Imprensa-e- eventos/Press-Releases/2014/5/Estudo-da-comScore-Brazil-Digital-Future-in- Focus-2014-esta-disponivel. Acesso em 12/05/2015. COSTA, Juliana dos Santos; BEZERRA, Beatriz. A viralização das notícias sobre celebridades em redes sociais e a interação para construção da nova notícia: o caso Anitta. Disponível em: http://www.geminis.ufscar.br/download/jornada_internacional_geminis:_entretenim ento_transm%C3%ADdia_(jig_2014)/redes_de_produ%C3%A7%C3%A3o_e_circ ula%C3%A7%C3%A3o_do_conte%C3%BAdo_audiovisual/A%20Viraliza%C3%A 7%C3%A3o%20das%20Not%C3%ADcias%20Sobre%20Celebridades%20em%2 0Redes%20Sociais%20e%20a%20Intera%C3%A7%C3%A3o%20para%20Constr u%C3%A7%C3%A3o%20da%20Nova%20Not%C3%ADcia_%20O%20Caso%20 Anitta.pdf. Acesso em 16/05/2015.
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