Uma publicação da Igreja Batista da LagoinhaEdição outubro/2008Gerência de Comunicação     Ana Paula CostaTranscrição:    ...
Introdução   “Vai tudo bem?” Antes que se prontifiquea responder, há de convir comigo que se nãocumprimentou alguém assim,...
mo e com o Pai, não estamos dispostos a serpacientes. Provavelmente, se pararmos paraouvir o que as pessoas têm a nos dize...
gem, o doce Espírito toque o seu coração.    Uma ótima leitura! E que a sua vida seja edi-ficada.    Em nome de Jesus! Amé...
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tudo bem    mesmo com    o “menIno      morto?”embora essa forma decostumeira em nos-    sos dias,              corriqueir...
bem contigo, com teu marido, com o menino?Ela respondeu: Tudo bem.” No capítulo 5, verso21, está escrito: “Então, foi Geaz...
homem de Deus. Ela disse: “Vamos construirum quarto, mobiliá-lo, e quando o profeta pas-sar por aqui, teremos o privilégio...
sempre presente, sempre intercedendo, vindoao nosso auxílio, ao nosso encontro. Eliseu per-cebeu que a mulher vinha e mand...
da perda de um ente querido... Enfim, situaçõeshorríveis, em que nada vai bem, e que quandoalguém pergunta se tudo está be...
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razões e          reaçõesaque asaspessoasnão estão bem.razõesbem,   mados, quero considerar trêsenquanto coisas           ...
sentido ou importância dizer que não está bem.A estas pessoas, o sofredor não abre o coração,pois sabem que não terão um o...
rava confiança. A sunamita agarrou os pés deEliseu quando o viu. Olha o que diz o verso 27:“Chegando ela, pois, ao homem d...
como se o mesmo fosse uma varinha mágica. Épreciso contato; é preciso passar vida; é precisoestar ali com o “morto” para q...
ta dera a Geazi fora em razão da falta de segu-rança dela, uma vez que Geazi parece não terdemonstrado empatia. Ela não se...
sofre, mas escolhe sofrer calada. Não adianta!Podemos enganar aos outros, mas não po-demos enganar a Deus e nem a nós mesm...
tua serva por filha de Belial; porque pelo excessoda minha ansiedade e da minha aflição é que te-nho falado até agora.” “V...
era reto aos teus olhos; e chorou muitíssimo. En-tão, veio a palavra do Senhor a Isaías, dizendo:Vai e dize a Ezequias: As...
está escrito em Romanos, capítulo 12, verso 15:“Alegrai com os que se alegram, e chorai com osque choram.” Em Gálatas 6.2 ...
medo dos cravos; não era isto. Ele não estavacom medo da tortura que os soldados iriam lheinfligir. Ele temia o momento qu...
A terceira razão porque muitos optam pordizer que vai tudo bem é a ignorância. Quandoalguém lhe pergunta se vai tudo bem, ...
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Porque cremos é que tudo vaI bemvai verdadeiro crente tudo bem mesmo?   O         tudo bem? Vai                          p...
daqueles que amam a Deus, daqueles que sãochamados segundo o seu propósito.” (Romanos8.28). O crente no Senhor Jesus tem a...
ma distância, ali no monte, mas por que umdizia: “Vai bem”, e o outro dizia: “Não vai bem?”Eliseu orou e disse: “Senhor, a...
carta, no capítulo 4, versículos 10 a 13, ele rela-tou: “Alegrei-me, sobremaneira, no Senhor porque,agora, uma vez mais, r...
conclusãoHouve umDeus olhou para olá homem e     do Éden,               instante, quando no Jardimfez uma pergunta: “Adão,...
parar e responder, realmente do seu coração:“Vai tudo bem”. Você pode dizer que vai tudomuito bem, porque o cristão está a...
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Uma publicação da Igreja Batista da Lagoinha         Gerência de Comunicação Rua Manoel Macedo, 360 - São Cristóvão   CEP ...
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Livro vai tudo bem pr marcio valadao

  1. 1. Uma publicação da Igreja Batista da LagoinhaEdição outubro/2008Gerência de Comunicação Ana Paula CostaTranscrição: Else AlbuquerqueCopidesque: Adriana SantosRevisão: Ana Paula Costa e Marcelo FerreiraCapa e Diagramação: Luciano Buchacra
  2. 2. Introdução “Vai tudo bem?” Antes que se prontifiquea responder, há de convir comigo que se nãocumprimentou alguém assim, já foi cumpri-mentado nesses termos. Assim acontece co-nosco inúmeras vezes. E como bom mineiroque somos, quem sabe até nos dirigimos a al-guém com essa colocação: “Cê tá bem?” Mineirice à parte, você pode concordar co-migo que nem sempre estamos interessadosna resposta, seja a que daremos ou que os ou-tros nos darão. Fazemos a pergunta mais porhábito que, necessariamente, por interesse, econtinuamos no nosso caminho. E se formossinceros conosco mesmos, com o nosso próxi- 5
  3. 3. mo e com o Pai, não estamos dispostos a serpacientes. Provavelmente, se pararmos paraouvir o que as pessoas têm a nos dizer quan-do as cumprimentamos, elas irão desabafar,dizendo: “Olha, não vai muito bem! Meu filhosaiu de casa; meu marido foi mandado emborado emprego; estou sem dinheiro etc.” E por aí vai.Normalmente, as pessoas fazem a pergunta enão esperam a resposta. Mais que uma questãode interesse, a pergunta é mais força de hábito,educação, saudação, que realmente desejo desaber o que se passa com a pessoa. É sobre isso que quero tratar. Por que as-sim procedemos muitas vezes? Seria culpa dapressa, da correria, do chamado “tempos mo-dernos?” Ou por que não estamos dispostos aouvir o que os outros têm a nos dizer? O que aPalavra tem a nos ensinar acerca disso? Em mais uma publicação da nossa SérieMensagens, queremos trazer algo que cremosvir do coração do nosso Amado Pai, que sem-pre esteve de ouvidos e coração abertos paranos receber. Abra o seu coração para receber aPalavra de Deus, o Pai! Amado leitor, a minha oração é para que Se-nhor fale com você, e que durante o decorrerda leitura dessa pequena e poderosa mensa- 6
  4. 4. gem, o doce Espírito toque o seu coração. Uma ótima leitura! E que a sua vida seja edi-ficada. Em nome de Jesus! Amém! 7
  5. 5. 8
  6. 6. tudo bem mesmo com o “menIno morto?”embora essa forma decostumeira em nos- sos dias, corriqueira e cumprimento nãoé tão recente quanto parece. Ela também estáinserida na Bíblia. O profeta Eliseu, falando aocomandante do rei da Síria, Naamã, cerca denovecentos anos antes de Jesus Cristo, fez usoda referida frase. Em 2 Reis, capítulo 4, verso 26lemos: “Corre ao seu encontro e dize-lhe: Vai tudo 9
  7. 7. bem contigo, com teu marido, com o menino?Ela respondeu: Tudo bem.” No capítulo 5, verso21, está escrito: “Então, foi Geazi em alcance deNaamã; Naamã, vendo que corria atrás dele, sal-tou do carro a encontrá-lo e perguntou: Vai tudobem? Ele responde: Tudo vai bem.” Veja o queo que está registrado no capítulo 9, verso 11(parte b): “Saindo Jeú aos servos de seu senhor,disseram-lhe: Vai tudo bem?” Não somos os únicos que fazemos esta per-gunta. Quando nos voltamos para as páginasda Bíblia, podemos nos admirar ao ver quan-tas e quantas vezes encontramos a expressão“Vai tudo bem?” No capítulo 4, verso 26 de 2Reis, também fora usada por Geazi, o servo doprofeta Eliseu, a uma mulher, a uma sunamita.Esta era uma mulher jovem, casada com umhomem muito rico, mas velho, e ela não tinhafilhos. Eliseu sempre passava em frente à casado casal, em Suném. Esta senhora, certa vez,voltou-se para o seu marido e disse: “[...] Eis queeste homem que passa por aqui é um santo ho-mem de Deus.” (2 Reis 4.9b). Não que Eliseu carregasse uma bandei-ra com os dizeres: “Sou um homem de Deus”.Nada disso. Mas todos que entravam em con-tato com ele, percebiam que se tratava de um 10
  8. 8. homem de Deus. Ela disse: “Vamos construirum quarto, mobiliá-lo, e quando o profeta pas-sar por aqui, teremos o privilégio de hospedá-loem nossa casa”. (Veja 2 Reis 4.10). E assim foi.Houve um momento que Eliseu percebeu queaquela mulher era muito triste porque, dentrodo contexto de Israel, não ter muitos filhos eraum estigma tremendo. Eliseu orou e disse àmulher: “Olha, daqui há um ano, vamos voltaraqui e você terá um filho em seus braços.” (Verso16). Ela disse: “Como?” Abro um parêntese aqui.Nunca devemos perguntar a Deus: “Como?”Deus é um Deus de milagres. É um Deus queage, que trabalha. Fecho o parêntese. Decorrido exatamente um ano, a criançanasceu. Agora já crescido, o menino foi comseu pai ao campo. Mas, de repente, começoua sentir-se mal, com dores na cabeça. O pai olevou para casa, dispensou-lhe todos os cuida-dos, mas nada parecia surtir efeito. O meninoentão morreu. O que fez a mãe? “Vou procuraro profeta”, disse ela. “Se esta criança veio comouma bênção do Senhor, ele será uma bênção emminha vida”. Deixou a criança morta em casa efoi procurar o profeta. É interessante que Eliseu, nas Escrituras, étambém uma figura do Espírito Santo, que está 11
  9. 9. sempre presente, sempre intercedendo, vindoao nosso auxílio, ao nosso encontro. Eliseu per-cebeu que a mulher vinha e mandou que Geazifosse ao encontro dela. E ele foi. A ordem foi:“Partiu ela, pois, e foi ter com o homem de Deus,ao monte Carmelo. Vendo-a de longe o homemde Deus, disse a Geazi, seu moço: Eis aí a suna-mita; corre ao seu encontro e dize-lhe: Vai tudobem contigo, com teu marido, com o menino? Elaresponde: Tudo bem.” (2 Reis 4. 25-26). Imaginea situação: o filho que fora tão esperado, tãodesejado, motivo de alegria e satisfação, agoraestava morto em casa, e Geazi a perguntar: “Vaitudo bem?” Porque será que a mãe respondeuque tudo ia bem? Por que ela disse “tudo bem”,enquanto os acontecimentos daquele dia ti-nham sido os piores de sua vida? Hoje continuamos a fazer a mesma pergun-ta que Geazi fez: “Vai tudo bem?” Também con-tinuamos responder da mesma maneira quea sunamita respondeu: “Tudo bem”. Apesar deem casa estarmos passando por conflitos tre-mendos, ainda assim dizemos: “Vai tudo bem!”.É o lar que está se desfazendo, o alimento quefalta na panela, o desemprego que atinge a fa-mília, a prisão de algum familiar, o diagnósticodos médicos de uma grave enfermidade, a dor 12
  10. 10. da perda de um ente querido... Enfim, situaçõeshorríveis, em que nada vai bem, e que quandoalguém pergunta se tudo está bem, a respos-ta é um sim, tudo está bem. Qual será entãoo motivo desta habitual resposta? Por que aspessoas respondem assim? 13
  11. 11. 14
  12. 12. razões e reaçõesaque asaspessoasnão estão bem.razõesbem, mados, quero considerar trêsenquanto coisas dizem que tudo vai por- A primeiradelas: ausência de simpatia. Há pessoas quenão são simpáticas, que não sabem comparti-lhar da dor ou da alegria do outro, que não têmhabilidade de atrair ou consolar os aflitos, quenão criam confiança, que não estão preparadaspara aconselhar ou dispostas a dar um poucoda sua vida em favor do outro. Há pessoas quenão dão liberdade e abertura para o outro di-zer que não vai bem. Então, pela lógica, não faz 15
  13. 13. sentido ou importância dizer que não está bem.A estas pessoas, o sofredor não abre o coração,pois sabem que não terão um ombro para cho-rar. Não há espaço para dividir a dor. Note quea sunamita disse que estava tudo bem paraGeazi, que era o servo do profeta Eliseu. Era omoço para o qual Eliseu disse: “Corra, pergunteà mulher se vai tudo bem”. É interessante obser-var que quando ela chegou diante do profeta,no momento quando ela se encontrou comEliseu, ela disse o seguinte: “Disse ela: Pedi eu ameu senhor algum filho? Não disse eu: Não meenganes?” (Verso 28, capítulo 4). Quando elase encontrou com Eliseu, a primeira coisa queela fez foi abrir o seu coração. Para Geazi ela nãodisse nada; apenas “tudo bem”. Mas para Eliseu,ela abriu o coração, rasgou a alma. Podemos ima-ginar a fala dela: “Não fui eu que pedi a Deus estacriança. Era impossível, mas você foi um instrumen-to de Deus para que eu recebesse esse filho. Ele medeu tanta alegria, tanta vida, e agora está morto”. As pessoas que inspiram confiança ofere-cem aos outros a liberdade de abrir o coração.Eliseu era assim, mas Geazi era um profissionaldo ministério, aquele que fazia porque tinhaque fazer, porque era mandado a fazer. E faziasó o que precisava fazer, e por isso, não inspi- 16
  14. 14. rava confiança. A sunamita agarrou os pés deEliseu quando o viu. Olha o que diz o verso 27:“Chegando ela, pois, ao homem de Deus, ao mon-te, abraçou-lhe os pés. Então, se chegou Geazipara arrancá-la; mas o homem de Deus lhe disse:Deixa-a, porque a sua alma está em amargura, eo Senhor mo encobriu e não mo manifestou.” Aliestava a mulher, agarrada aos pés do profeta,prostrada, chorando. Ele não perguntou a elase tudo estava bem. Ele viu no semblante da-quela mãe as lágrimas. Percebeu a tristeza quecobria o seu rosto. Quando a mulher disse que acriança havia morrido, Eliseu disse: “Tome o seubordão, Geazi, vá onde está o corpo da criança ecoloque o bordão sobre a criança.” (4.29). Gea-zi foi e colocou o bordão sobre a criança, masela ainda continuava morta. Ciente do fato, opróprio profeta toma a iniciativa. Ele deitou-sesobre a criança, colocou suas mãos nas mãosdo menino, seus olhos sob os olhos dela, suaface sobre a face dela. Ele assim procedeu uma,duas vezes, e lá, pela terceira vez, a criança dásinal de vida. O fôlego lhe retorna. Estava viva.Eliseu, pela graça do Senhor, comunicou-lhe avida. Amada ovelha, saiba que quando as pesso-as não vão bem, não adianta passar um bordão 17
  15. 15. como se o mesmo fosse uma varinha mágica. Épreciso contato; é preciso passar vida; é precisoestar ali com o “morto” para que ele recupere avida; é preciso que você passe a sua vida paraa vida dele. Quantos mortos espirituais estãopor este mundo afora; quantos desviados, afas-tados do Caminho! Vocês sabiam que há maispessoas desviadas, que um dia estiveram noCaminho, e que hoje estão fora das igrejas doque pessoas dentro das igrejas? Não adiantaum profissional passar um bordão por cima,chegar e perguntar: “Tudo bem?” Porque ele vaidizer: “Tudo bem”, quando lá no fundo ele podeestar debaixo das garras do diabo, vivendo amorte, o sofrimento, a angústia, as lágrimas. Que Deus possa levantar, em nosso meio,homens e mulheres como Eliseu, que não te-nham vergonha de se aproximarem daquelesque há muito perderam a vida espiritual, e as-sim colocarem as mãos e transmitir-lhes a vida,para que a recuperem. Muitas vezes, as pesso-as dizem que tudo vai bem em resposta ime-diata à falta de simpatia e apreço da parte dequem fez a pergunta. E quem pergunta dessamaneira, é porque não quer ouvir o outro falardos seus dramas, das suas angústias, dos seusmedos e sofrimentos. A resposta que a sunami- 18
  16. 16. ta dera a Geazi fora em razão da falta de segu-rança dela, uma vez que Geazi parece não terdemonstrado empatia. Ela não sentia confian-ça para desabafar com ele, pois Geazi não lheinspirara confiança. A segunda razão porque muitos dizem quevai tudo bem é o orgulho. Muitos preferemguardar a aparência e não querem dar o bra-ço a torcer. Evitam fazer a confissão de dor, defraqueza, de temor. Quando você lê os Evange-lhos e acompanha as palavras de Jesus, perce-ba que Ele sempre tinha uma compaixão muitogrande para com as pessoas. Mas havia um tipoespecial de pessoas que tratava com certa du-reza. Eram os fariseus. Jesus os chamava de hi-pócritas. Hipócrita é aquele que aparenta umacoisa que não é. Muitas pessoas dizem: “Vaitudo bem?” E o outro responde: “Tudo bem”. Porquê? Por causa do orgulho. Ele não quer dizerque está mal. Não quer compartilhar os proble-mas. Não quer desabafar. Acha vergonhoso di-zer: “Olha, nesta semana lá em casa, foi terrível.Briguei com minha mulher a semana toda. Ela foipara a casa da mãe dela e levou as crianças. Foiuma guerra”. Quantas vezes, a pessoa está doente e nãodiz nada a ninguém. Quantas vezes a pessoa 19
  17. 17. sofre, mas escolhe sofrer calada. Não adianta!Podemos enganar aos outros, mas não po-demos enganar a Deus e nem a nós mesmos.Deus nos conhece e o nosso eu é tão forte, quenão nos dobramos. Quantas foram as vezes emque alguém perguntou a você se vai tudo beme você responde que “sim”, que tudo estavabem, mas por dentro, sua vontade era dizer:“Não, eu não vou bem”. Mas você pensa: “Eu nãovou falar porque senão, vou incomodar a pessoa.Afinal de contas, ela já tem tantos problemas”.Mas saiba, querido, que não deve ser assim.O pior é que muitas vezes, aquele que tem oorgulho de se abrir para as pessoas mantém omesmo orgulho para se abrir para Deus, tam-bém. Aqueles que não se abrem para as pesso-as, também não se abrem para Deus. Têm difi-culdades em fazer uma oração parecida com ade Ana. Esta oração está em 1 Samuel, capítulo1, versos 15 e 16. Ana estava no templo orando.Aproximou-se dela o sacerdote que disse: “Vocêestá bêbada, que negócio é este de ficar aí falan-do sozinha? Isto está errado”. Mas veja a respos-ta de Ana: “Porém Ana respondeu: Não, senhormeu! Eu sou mulher atribulada de espírito; nãobebi nem vinho nem bebida forte; porém venhoderramando a minha alma. Não tenhas, pois, a 20
  18. 18. tua serva por filha de Belial; porque pelo excessoda minha ansiedade e da minha aflição é que te-nho falado até agora.” “Vai tudo bem, Ana?” E eladisse: “Não! Eu estou aqui derramando a minhaalma diante de Deus”. Quando deixamos de lado o orgulho, o Es-pírito de Deus em nós comunica esta verdade:a necessidade de passarmos esta realidade unspara os outros. É muito difícil vermos um reichorar. Houve um rei em Israel chamado Eze-quias, que chorou. Quando perguntaram paraele se tudo estava bem, ele não quis dizer quetudo ia bem. Podemos verificar o que ele dis-se no livro de Isaías, capítulo 38. Eu creio quetodos podemos concordar de que um simplesexpor da alma já gera um alívio. Então será porque muitos continuam mentindo à sua alma,dizendo que está tudo bem, quando as coisasnão estão bem? Vejamos o que o rei Ezequiasfez: “Naqueles dias, Ezequias adoeceu de umaenfermidade mortal; veio ter com ele o profetaIsaías, filho de Amoz, e lhe disse: Assim diz o Se-nhor: Põe em ordem a tua casa, porque morreráse não viverás. Então, virou Ezequias o rosto paraa parede e orou ao Senhor. E disse: Lembra-te,Senhor, peço-te, de que andei diante de ti comfidelidade, com inteireza de coração e fiz o que 21
  19. 19. era reto aos teus olhos; e chorou muitíssimo. En-tão, veio a palavra do Senhor a Isaías, dizendo:Vai e dize a Ezequias: Assim diz o Senhor, o Deusde Davi, teu pai: Ouvi a tua oração e vi as tuaslágrimas; acrescentarei, pois, aos teus dias quin-ze anos. Livrar-te-ei das mãos do rei da Assíria, ati e a esta cidade, e defenderei esta cidade. Ser-te-á isto da parte do Senhor como sinal de que oSenhor cumprirá esta palavra que falou: eis quefarei retroceder dez graus a sombra lançada pelosol declinante no relógio de Acaz. Assim, retroce-deu o sol os dez graus que já havia declinado.”(Isaías 38. 1-8). Ezequias tinha uma coroa, belas roupas,muito servos, mas o que adiantava tudo isto seele estava com uma doença mortal! Aconteceque ele não quis encobrir o seu sofrimento emascarar a sua dor. Ele não quis dizer “vai tudobem” quando, na verdade, tudo ia de mal apior. Ele se abriu para Deus e chorou. Não fo-ram lágrimas apenas; o texto nos afirma queele chorou muitíssimo. Era pranto, lágrimas deuma dor na alma. É importante você saber que sempre há al-guém perto de você, como Igreja de Jesus, queestá disposto a chorar com os que choram e ase alegrar com os que se alegram, conforme 22
  20. 20. está escrito em Romanos, capítulo 12, verso 15:“Alegrai com os que se alegram, e chorai com osque choram.” Em Gálatas 6.2 está escrito assim:“Levai as cargas uns dos outros e, assim, cumpri-reis a lei de Cristo.” Muitos acham que a Lei deCristo é o sábado. É não fazer isto ou não fa-zer aquilo. Saiba, amada ovelha, que a Lei deCristo requer não apenas o amor ao próximo,mas aos inimigos também, tendo como mode-lo o amor de Deus. Por isso, a Palavra nos dizpara “levarmos as cargas uns dos outros e, assim,cumpriremos a lei de Cristo.” O próprio SenhorJesus, no Getsêmani, se esvaziou do orgulhoque porventura pudesse ter como Filho do Rei.Houve um momento quando ele disse: “A mi-nha alma está profundamente triste até à morte;ficai aqui e vigiai comigo.” (Mateus 26.38). Ali es-tavam Pedro, Tiago e João, três dos seus discí-pulos queridos. Jesus abriu o coração para eles.O Mestre não se envergonhou de compartilharo que estava sentindo naquele momento. O Deus que se fez homem, Jesus Cristo, ne-cessitou naquela hora de trevas e de angústiada companhia de irmãos. “A minha alma estáprofundamente triste até à morte; ficai aqui evigiai comigo.” O Calvário se aproximava, masJesus não sentia medo da morte. Ele não tinha 23
  21. 21. medo dos cravos; não era isto. Ele não estavacom medo da tortura que os soldados iriam lheinfligir. Ele temia o momento quando o Pai volta-ria o rosto contra o seu Filho; o momento quandoo abandono seria completo, quando estaria absor-vendo os nossos pecados, nossas enfermidades,nossas dores, nossas mazelas; tudo de ruim do ho-mem cairia sobre Ele. Ele se transformaria em mal-dição em nosso lugar. Ele disse: “A minha alma estáprofundamente triste até à morte.” Ele não encobriuisto. Se alguém perguntasse “vai tudo bem?”, Elediria: “A minha alma está profundamente triste até àmorte, ficai aqui e vigiai comigo.” Mas o que aconteceu? Os homens falharam.Os homens sempre falham. Naquela hora emque Ele precisava da companhia dos discípu-los, o que eles fizeram? Dormiram. Os discípu-los dormiram. Mas há uma verdade nas Escri-turas: o nosso Deus não dorme. Os homensfalharam, mas o nosso Deus não falha. Aleluia!Naquele momento de sofrimento, de tremen-da dor, quando o Senhor dizia: “A minha almaestá profundamente triste até à morte, ficai aquie vigiai comigo”; quando os homens dormiram,é dito em Lucas 22.43: “Então, lhe apareceu umanjo do céu que o confortava.” Se os homens fa-lharem, Deus nunca vai falhar. 24
  22. 22. A terceira razão porque muitos optam pordizer que vai tudo bem é a ignorância. Quandoalguém lhe pergunta se vai tudo bem, algunsnão respondem à sua dor, ao seu problema, àsua angústia ou ao seu medo pela ignorância.Alguns podem responder afirmativamente:“Tudo bem”, ou “Tudo jóia”, “Tudo cem por cento”,“Tudo sob controle”. E os crentes dizem “Tudoem paz”, porque desconhecem, muitas vezes, osinal. Geazi, quando se encontrou com Naamã,este perguntou: “Tudo bem?” E ele disse: “Tudobem”. Mas o que estava fazendo Geazi? Ele es-tava mentindo; ele estava ali vilipendiando Na-amã, e dentro de poucos minutos, Geazi ficarialeproso por causa da mentira que ele iria falar.Ele, por ignorância, estava dizendo: “Tudo bem”.Geazi não estava se importando com o pecadoque estava praticando. (2 Reis 5.19-27). Muitas vezes, a pessoa está vivendo em pe-cado, em tormento, uma vida de imoralidade,um namoro sujo, situações as mais escabrosas,e quando lhe perguntam: “Tudo bem?”, ele diz:“Tudo bem”. Por ignorância, porque não querafirmar ou desconhece que aquela situação éuma situação pecaminosa e que todo pecadoleva à morte, à destruição, ao mal. 25
  23. 23. 26
  24. 24. Porque cremos é que tudo vaI bemvai verdadeiro crente tudo bem mesmo? O tudo bem? Vai pode afirmar, semmentir, que vai tudo bem. Sem mentiras, semrecursos da auto-sugestão, com lucidez, comfirmeza. Em meio a qualquer circunstância, ocrente em Deus depende da sua relação com oSenhor, da sua fé pessoal, da sua posição den-tro da vontade soberana do Senhor. O crentepode dizer: “Vai tudo bem”! Sabe por quê? “Sa-bemos que todas as coisas cooperam para o bem 27
  25. 25. daqueles que amam a Deus, daqueles que sãochamados segundo o seu propósito.” (Romanos8.28). O crente no Senhor Jesus tem a compre-ensão de que o Senhor está no Trono e que Eletem sempre o melhor para as nossas vidas, emtoda e qualquer circunstância. Vai tudo bem,porque eu sei que Deus me ama. Vai tudo bem,porque eu sei que Deus me vê. Vai tudo bem,porque eu sei que todas as coisas cooperampara o meu bem. Se você vir apenas o que os seus olhos natu-rais vêem, você vai dizer: “Não vai bem”. O mes-mo profeta Eliseu estava no monte quando oexército da Síria cercou o monte com milharese milhares de soldados, com espadas, lanças ecavalos, tudo preparado para a batalha, paradizimar Israel, para destruir. Eliseu estava nomonte tranqüilo. Se alguém perguntasse paraele: “Eliseu, vai tudo bem?” Ele poderia dizer:“Vai tudo bem”. Mas se perguntassem para omoço: “Vai tudo bem?”, o moço, com medo,poderia dizer: “Não, não vai tudo bem! Veja oexército, o inimigo, as circunstâncias!”. Será queEliseu estava mentindo? Será que ele estava ta-peando? Por que Eliseu poderia dizer que tudoia bem e o outro dizer que nada estava bem? Ocenário era o mesmo, os dois estavam na mes- 28
  26. 26. ma distância, ali no monte, mas por que umdizia: “Vai bem”, e o outro dizia: “Não vai bem?”Eliseu orou e disse: “Senhor, abra os olhos domeu servo”. No momento que os olhos espiritu-ais daquele jovem foram abertos, qual não foia sua surpresa, quando ele olhou e viu que omonte estava totalmente cercado pelo Senhordos Exércitos com seus anjos, seus cavaleiros eseus soldados espirituais, e o moço então pôdever que “mais são os que estão conosco do queos que estão contra nós” (2 Reis 6.16). Um via omundo espiritual e o outro via, apenas, o mun-do natural. Não é que o crente em Jesus faça qualquertipo de tapeação, mas ele vê o mundo espiri-tual, ele entende esta realidade. Foi precisoque Deus abrisse os olhos do moço para queele pudesse ver além. A carta aos Filipenses foiescrita por Paulo quando ele estava em umaprisão, no fundo de um cárcere. Essa carta re-vela a alegria. Você encontra, pelo menos cincovezes, a palavra alegria. Encontra-se a expres-são “regozijai-vos”, onze vezes. E observem queela foi escrita dentro de uma prisão. Se alguémperguntasse a Paulo, algemado ali: “Vai tudobem?” Paulo iria dizer: “Vai tudo bem”. Por quê?Por que ele podia dizer isto? No final da sua 29
  27. 27. carta, no capítulo 4, versículos 10 a 13, ele rela-tou: “Alegrei-me, sobremaneira, no Senhor porque,agora, uma vez mais, renovastes a meu favor o vos-so cuidado; o qual também já tínheis antes, mas vosfaltava oportunidade. Digo isto, não por causa dapobreza, porque aprendi a viver contente em toda equalquer situação. Tanto sei estar humilhado comotambém ser honrado; de tudo e em todas as circuns-tâncias, já tenho experiência, tanto de fartura comode fome; assim de abundância como de escassez;tudo posso naquele que me fortalece.” Querido, não se trata de uma resignaçãocompulsória ao sofrimento. O apóstolo, real-mente, se coloca acima das circunstâncias. Elese faz senhor da situação. A grande caracterís-tica da carta aos Filipenses é a alegria. “Alegrai-vos sempre no Senhor; outra vez digo: alegrai-vos.” (Capítulo 4, verso 4). Vai tudo bem? Você pode dizer: “Sim, vaibem”; porque o Senhor está no Trono e Ele temtudo sob o seu controle. Mas há momentos emque você vai precisar da ajuda de um irmão ouirmã, da sua oração, da sua companhia, da suapresença. Quando você perguntar a alguém“vai tudo bem?”, pare um pouco, escute o seuirmão ou irmã e seja uma verdadeira bênçãopara ele. 30
  28. 28. conclusãoHouve umDeus olhou para olá homem e do Éden, instante, quando no Jardimfez uma pergunta: “Adão, onde estás?” Não queDeus não estivesse vendo Adão, porque nin-guém pode se esconder de seus olhos, mas Eleestava perguntando: “Adão, tudo bem?” E Adãose escondeu e disse: “Vai tudo bem”. Aconteceque nada estava indo bem. Ele havia pecado,tinha feito roupas com folhas de figueira, ten-tando tampar o seu pecado, escondendo-se doSenhor. Quando a pessoa perde o relacionamentocom Deus, perde o relacionamento com o pró-ximo também. Que você tenha a liberdade de 31
  29. 29. parar e responder, realmente do seu coração:“Vai tudo bem”. Você pode dizer que vai tudomuito bem, porque o cristão está além das cir-cunstâncias. Mas, quando necessitar, que vocêpossa dividir a sua carga com outro. Deus viuque a situação do homem não ia bem e nãocruzou os braços. Deus enviou Jesus, o seuFilho, para pagar o preço do nosso resgate e,desta forma, podermos afirmar: “Vai tudo bemporque o Senhor me ama”. Filho, que por meio da leitura desse livro,o Senhor tenha lhe abençoado! Que o nomedele seja glorificado por meio da sua vida!Você pode se alegrar porque o Senhor está noTrono. Você pode se alegrar porque, acima dascircunstâncias, está o poder do nosso Deus.Você pode se regozijar porque o Senhor o amae você é o alvo do amor e do carinho dele. “Ale-grai-vos sempre, (não algumas vezes, mas sem-pre), no Senhor”. Deus abençoe! Pr. Márcio Valadão 32
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  33. 33. Uma publicação da Igreja Batista da Lagoinha Gerência de Comunicação Rua Manoel Macedo, 360 - São Cristóvão CEP 31110-440 - Belo Horizonte - MG www.lagoinha.com 36

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