Uma publicação da Igreja Batista da Lagoinha1ª Edição: janeiro/2006Revisão:     Darcy Gomes Rezende2ª Edição: janeiro/2011...
ApresentAção    Todos nós podemos passar por uma situação dedeserto, seja por um descuido na vigilância ou porsituações ad...
maravilhoso que Deus colocou o homem (Gn 2.8), enão em meio à aridez para que ele sofresse. NossoDeus é um Deus de abundân...
Querido leitor, abra o seu coração para a Palavra vi-vificante do Senhor! Como sair do deserto? Será que achuva pode inund...
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Introdução    “Conforme está escrito no livro das palavras doprofeta Isaías: Voz que clama no deserto: Preparai ocaminho d...
graça. Mas para que as pessoas pudessem experi-mentar as bênçãos do Pai, era preciso que endireitas-sem as suas veredas e ...
Caminhando sobre a Palavra do Senhor, vemosque existem obstáculos para a atuação de Deussobre nossa vida. Se você quer ver...
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AterrAndo        o VAle    “Todo vale será aterrado.” (Lc 3.5.) Esse versículoencerra a descrição do primeiro obstáculo qu...
Muitas vezes, encontramos casamentos que se ar-rastam por um longo deserto; marido e mulher viven-do como dois montes sepa...
Se você vive hoje um deserto, examine o seu re-lacionamento conjugal. Você, marido, tem cavadoburacos no coração da sua es...
dissolver os conflitos. Não passe a vida murmuran-do e indagando: “Por que eu estou experimentandoo deserto? Por que os ou...
Encha-se do Espírito Santo para que as palavras quesaírem da sua boca sejam cheias de poder e de vida!Sara é um exemplo de...
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com as grandes coisas, com os montes, e passadespercebido pelas pequeninas? Entretanto, nãotropeçamos nas montanhas, e sim...
o prumo do Senhor em nossa vida para nivelar osnossos caminhos ao caminho do Senhor.    Às vezes, acumulamos montanhas den...
outro, e sim, de você. Não importa se você foi ofendi-do ou se ofendeu. O perdão precisa ser liberado paraque as chuvas da...
Às vezes, estamos vivendo um momento de dis-ciplina do Senhor e não compreendemos. A discipli-na produz em nós um deserto,...
nova compreensão de um trecho da Palavra quediz: “Agindo eu, quem o impedirá?” (Is 43.13.) Antes,ele pensava apenas no lad...
a sua fidelidade.” (Sl 100.5.) Querido, não guarde ran-cor contra Deus. Ele sabe o que faz mesmo quandonão conseguimos ent...
“Senhor Deus e Pai, sei que és poderoso para fa-zer muito além daquilo que pedimos ou pensamos, equeres transformar todo d...
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Deus. O caminho reto, pelo contrário, é um cami-nho de pureza, de um caráter íntegro e reto diantedo Senhor.    Quantos ca...
arquiteta planos de vingança e depois diz: “maseu sou religioso, eu vou à igreja, eu falo em línguas...por que não chove e...
puro, reto. Você, crente, pode fazer chover no desertode sua família. Um único crente pode trazer a chu-va sobre a casa de...
AplAnAndo  os cAmInhos   escAbrosos    “Todo vale será aterrado, e nivelados, todos os mon-tes e outeiros; o que é tortuos...
removeu montanhas que pareciam intransponíveis,retificou seus caminhos tortuosos... Retire essa últi-ma barreira, prossiga...
agir assim nas vinte e quatro horas do dia; entretan-to, quando buscar a presença do Senhor em oração,verá que percorreu u...
ama. Vá, além disso, e olhe para você! Você não é per-feito. Veja e ame sua família como Deus vê e ama você!      E você, ...
“Deus amado, sei que tu sondas e conheces o meucoração e os meus pensamentos. Por isso te peço: vê sehá em mim algum camin...
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recebendo A     sAlVAção    A Palavra diz que os caminhos deverão ser planos;os vales, aterrados; os montes e os outeiros,...
dispuserem a endireitar os seus caminhos verão (nosentido de receber) a salvação do Senhor e a chuva debênção que Ele traz...
crentes que, no horário do almoço, sempre descan-sava na varanda. Essa mulher, quando os via, sentiauma grande paz, como s...
Que a mesma fé, que motivou o profeta Elias aouvir o som de abundante chuva, a partir do mo-mento que seu moço viu uma peq...
em Nome de Jesus, todo pacto feito com as trevas edeclaro que sou filho de Deus, em conformidade coma Palavra daquele que ...
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conclusão    O homem, em geral, tanto o ímpio quanto o filhode Deus, tem passado por longos períodos de deser-to. O desert...
consciência da necessidade de aplanar o seu caminhopara que todos os desertos de suas vidas se transfor-mem em jardins inu...
Senhor e na força do seu poder, preparando o cami-nho e endireitando as veredas, continuará...   Deus abençoe!   Márcio Va...
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Jesus te  AmA e Quer    VocÊ!1º PASSO: Deus o ama e tem um plano ma-ravilhoso para sua vida. “Porque Deus amou omundo de t...
2º PASSO: O Homem é pecador e estáseparado de Deus. “Pois todos pecaram e ca-recem da glória de Deus.“ (Rm 3.23b.)   3º PA...
de decisão em voz alta: “Senhor Jesus eu pre-ciso de Ti, confesso-te o meu pecado de estarlonge dos teus caminhos. Abro a ...
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Uma publicação da Igreja Batista da Lagoinha         Gerência de Comunicação Rua Manoel Macedo, 360 - São Cristóvão   CEP:...
Livro chovendo no deserto   pr marcio valadao
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Livro chovendo no deserto pr marcio valadao

  1. 1. Uma publicação da Igreja Batista da Lagoinha1ª Edição: janeiro/2006Revisão: Darcy Gomes Rezende2ª Edição: janeiro/2011Revisão: Adriana Santos e Nicibel SilvaCapa e Diagramação: Matheus Freitas
  2. 2. ApresentAção Todos nós podemos passar por uma situação dedeserto, seja por um descuido na vigilância ou porsituações advindas da desobediência a Deus. A expe-riência de deserto não é nada agradável, contudo énecessária, pois aprendemos muito com ela! Quando experimentamos o calor do deserto, fi-camos inquietos e a ansiedade toma conta do nossocoração. Todo o nosso corpo suspira por águas quepossam dessedentá-lo. É uma situação angustianteque sufoca o mais forte dos homens. Entretanto, Deus criou o Jardim do Éden, ondehavia abundância das delícias do Pai. Foi nesse lugar 5
  3. 3. maravilhoso que Deus colocou o homem (Gn 2.8), enão em meio à aridez para que ele sofresse. NossoDeus é um Deus de abundância, de glória, de vida! O deserto surgiu na história humana como conse-quência do pecado. A terra começou a produzir espi-nhos e abrolhos (Gn 3.18), a beleza secou. O homemfoi destituído da glória de Deus e ficou sujeito às in-tempéries do deserto. Quando falamos em deserto, referimo-nos a umestado de sequidão, angústia, lágrimas, solidão e mor-te. Deus não planejou que vivêssemos nessa situação.Ele deseja que sejamos como um jardim regado pelaágua da vida. Ele quer transformar nosso deserto emsolo úmido, fértil e produtivo. Querido leitor, lembre-se de que o Senhor Jesus também passou por situaçãode deserto. Ali Ele foi tentado e venceu; enfrentou amorte, mas ressuscitou. Como Ele, também podemosvencer as dificuldades trazidas por situações de an-gústia, tristeza, vazio. Deus quer entrar no seu deserto,trazer a chuva das bênçãos e deixar a sua glória brilharsobre sua vida. Ele quer endireitar as suas veredas. Sevocê permitir que Ele entre nesse lugar seco e morto,Ele irá transformá-lo em um lindo jardim, inundadopelo doce perfume da sua presença. 6
  4. 4. Querido leitor, abra o seu coração para a Palavra vi-vificante do Senhor! Como sair do deserto? Será que achuva pode inundá-lo e mudar o estado de sequidãoem fartura? Pela fé, sinto os primeiros pingos de chuva! Aleluia! “Pai amado, pelo teu Espírito Santo, conduz cadaleitor ao conhecimento da tua vontade, que, sendoboa, perfeita e agradável, restaura vidas, levandochuvas ao deserto. Que a tua Palavra comunique paz,alegria, consolo, edificação e exortação ao coração detodos, para que, de glória em glória, sejam transfor-mados à sua imagem. Pai, que o caráter de cada umpossa ser moldado ao caráter de Cristo durante estaleitura. Em nome de Jesus, amém!” 7
  5. 5. 8
  6. 6. Introdução “Conforme está escrito no livro das palavras doprofeta Isaías: Voz que clama no deserto: Preparai ocaminho do Senhor, endireitai as suas veredas. Todovale será aterrado, e nivelados todos os montes e ou-teiros; os caminhos tortuosos serão retificados, e osescabrosos, aplanados; e toda a carne verá a salvaçãode Deus.” (Lc 3.4-5.) Esse texto se refere a João Batista. Ele havia sidoescolhido pelo Senhor para preparar o caminhopara a vinda de Jesus. João Batista pregava arrepen-dimento às multidões para que elas vissem a salva-ção do Senhor e experimentasse o seu favor, a sua 9
  7. 7. graça. Mas para que as pessoas pudessem experi-mentar as bênçãos do Pai, era preciso que endireitas-sem as suas veredas e produzissem frutos dignos dearrependimento. Todos nós passamos por desertosem nossa vida, mas a Palavra de Deus continua viva,e a mensagem de João Batista ecoa como clamor emnosso coração: “Preparai o caminho do Senhor, endi-reitai as suas veredas [...] e toda a carne verá a salvaçãode Deus.” Você pode experimentar a salvação do Se-nhor no deserto da sua vida, porque Ele quer entrarnesse lugar árido, sem vida e sem esperança, e trans-formá-lo num jardim regado pela Água da Vida. En-tretanto, para que isso aconteça, é preciso endireitaras suas veredas. Deus quer agir, mas Ele é cavalheiro.Ele não arromba e nem invade a sua vida. Ele esperaser chamado e recebido, ao contrário do diabo, queage com violência, interferindo em sua vida sem per-missão. Nosso Deus é Deus de paz e de amor. Prepareo caminho, arrume as veredas que estão tortuosas,busque ao Senhor e você verá a manifestação da gló-ria e do poder de Deus! Como endireitar nosso caminho? O que impede aatuação de Deus em nossa vida e a transformação dodeserto em manancial? 10
  8. 8. Caminhando sobre a Palavra do Senhor, vemosque existem obstáculos para a atuação de Deussobre nossa vida. Se você quer ver a chuva abun-dante, ribeiros e correntes de águas caírem na terraseca, você precisa retirar essas barreiras: “Quem ésábio que entenda estas coisas; quem é prudente queas saiba, porque os caminhos do SENHOR são retos, eos justos andarão neles, mas os transgressores nelescairão.” (Os 14.9.) Os caminhos do Senhor são retos, mas somen-te os justos andarão por eles. Aqueles que trans-gridem a Lei de Deus não conseguirão ficar de pé,porque assim como os seus caminhos, também oSenhor é justo e os seus juízos são retos: “Justo és,SENHOR, e retos, os teus juízos.” (Sl 119.137.) Se você quer sair dos caminhos tortuosos e es-cabrosos, e caminhar seguro pelo caminho reto,sem vales, montes ou outeiros, endireite as suasveredas e descanse na promessa de que Ele podefazer chover em seu deserto. 11
  9. 9. 12
  10. 10. AterrAndo o VAle “Todo vale será aterrado.” (Lc 3.5.) Esse versículoencerra a descrição do primeiro obstáculo que im-pede a ação de Deus sobre o deserto da sua vida. Sabemos que vale é uma depressão alongada,um buraco profundo que separa dois montes. A Pa-lavra diz que Deus é reto, seus juízos são retos. Nos-so Deus é um Deus de retidão e não caminha ondehá escavações, covas. Para que o Senhor caminheem nossa vida, é preciso aterrar o vale. Quais são osvales que precisamos aterrar? 13
  11. 11. Muitas vezes, encontramos casamentos que se ar-rastam por um longo deserto; marido e mulher viven-do como dois montes separados por um vale, o qualpode começar com um buraco bem pequeno, a pontode não merecer a sua atenção; contudo, se você nãotomar a iniciativa de aterrá-lo desde o início, ele cres-cerá e se tornará o alimento do seu deserto. O casal separado por um vale passa a orar a Deusbuscando a solução dos problemas. Entretanto, a Pa-lavra nos adverte que, havendo discórdia entre mari-do e esposa, as orações são interrompidas e o deser-to continuará deserto. A situação, os problemas irãopermanecer, porque entre eles existe um vale; friezae sombras permeiam o relacionamento e assim conti-nuarão experimentando o deserto. A Bíblia nos ensinasobre o ideal de relacionamento conjugal. Ela nos for-nece uma sábia maneira de evitar a formação de vales: “Mulheres, sede vós, igualmente, submissas a vossopróprio marido [...] Maridos, vós, igualmente, vivei a vidacomum do lar, com discernimento; e, tendo considera-ção para com a vossa mulher como parte frágil, tratai-acom dignidade, porque sois, juntamente, herdeiros damesma graça de vida, para que não se interrompam asvossas orações.” (1 Pedro 3.1;7.) 14
  12. 12. Se você vive hoje um deserto, examine o seu re-lacionamento conjugal. Você, marido, tem cavadoburacos no coração da sua esposa? Você, esposa, temguardado amargura contra seu marido? Durante um aconselhamento, uma senhora meconfessou: “Pastor, eu odeio o meu marido”. Então, eua exortei, aconselhando: “Irmã, enquanto você não mu-dar a sua atitude, colocando o perdão e o amor no lugardo ódio, o seu deserto não será transformado em jardim.Você precisa escolher aterrar o vale para que Deus tragachuva sobre o deserto em que se encontra o seu lar”. Não argumente sobre as atitudes do seu cônju-ge; reflita sobre o seu modo de amar e, antes de exi-gir mudanças, mude você mesmo e aterre o vale quevocê causou, porque, enquanto houver vale, haveráseparação. Não sejam como dois montes separadospor um profundo vale. Aterrem o vale para que aschuvas de bênçãos do Senhor caiam, produzam riosde água viva e, junto a essas águas, a semente planta-da dê frutos, perfeitos e a seu tempo. Relacionamentos quebrados produzem vales,por isso esses relacionamentos precisam ser res-taurados. A vida com Deus traz privilégios e res-ponsabilidades. Uma delas é a de aterrar os vales, 15
  13. 13. dissolver os conflitos. Não passe a vida murmuran-do e indagando: “Por que eu estou experimentandoo deserto? Por que os outros têm jardins e eu, apenasdeserto?” Troque a murmuração pela oração e dei-xe o Espírito Santo agir em sua vida. Qual é o seuvale? Ele pode ser um irmão, um cunhado, um filhoou uma pessoa qualquer. Quantas vezes, mesmosem querer, marido e esposa se ferem mutuamentecom palavras duras! A intimidade do casamento àsvezes dá lugar à ironia e ao uso de expressões ofen-sivas que formam vales. O esposo, displicentemente,diz: “Como você está gorda! Você era tão bonita quan-do nos conhecemos, mas agora...” A esposa, por suavez, ao se encontrar com as amigas, enumera semreservas os defeitos do marido. A Bíblia nos diz quehá poder em nossas palavras: “A morte e a vida estãono poder da língua; o que bem a utiliza come do seufruto.” (Pv 18.21.) Você é aquilo que você diz que é.Suas palavras podem mudar a realidade à sua volta,tanto para melhor quanto para pior. Escolha dizer omelhor, edifique, abençoe, porque há poder em suaspalavras: “O homem bom do bom tesouro do coraçãotira o bem, e o mau do mau tesouro tira o mal; porquea boca fala do que está cheio o coração.” (Lc 6.45.) 16
  14. 14. Encha-se do Espírito Santo para que as palavras quesaírem da sua boca sejam cheias de poder e de vida!Sara é um exemplo de alguém que usava as pala-vras com sabedoria no seu relacionamento conju-gal. Abraão não era um homem perfeito, mas Sarao chamava de senhor. Escolha aterrar o vale. Se vocêtirou amor, pegue a pá e devolva o amor. Se forampalavras ou gestos de incentivo que você destruiu,recoloque-os no lugar. Devolva o que foi retirado eo vale será aterrado. Deus tem poder para aterrar ovale, mas Ele escolheu fazer isso por intermédio devocê. Pelo poder purificador do sangue de Jesus epelo poder gerador que há no nome de Jesus, vocêserá capaz de aterrar o vale! Não pense que a fonte que trará água abundan-te sobre a sua vida será o seu patrão, um novo em-preendimento, sua esposa, seu filho ou um emprés-timo bancário. Deus é a fonte! A Bíblia nos conta a história de Raquel, mulherde Jacó. Raquel era estéril e, por não ter filhos, suavida se transformara num deserto. Em sua aflição,ela se voltou para Jacó e disse-lhe: “Dá-me filhos, se-não morrerei.” (Gn 30.1.) E ele lhe respondeu: “Acaso,estou eu no lugar de Deus que ao teu ventre impediu 17
  15. 15. de frutificar?” (Gn 30.2.) Raquel erroneamente viaseu esposo como a fonte. Como Raquel estava en-ganada! A fonte era e continua sendo Deus! Haviaum vale entre Raquel e Jacó. Quando ela desviou osolhos do seu marido e voltou-se para Deus, vendo-o como a fonte única e inesgotável, choveu em seudeserto. Ela teve um filho e chamou-o José. Conti-nuou buscando na fonte e teve outro filho, Benja-mim. Nesses momentos veja Deus como sua fonte.Olhe para o Senhor! “Pai, em Nome de Jesus, revela ao meu coração osvales que tenho cavado. Mostra-me Senhor, os valesque servem de bloqueio, de impedimento para que tutragas a chuva sobre o meu deserto. Eu escolho bus-car na fonte, que é o Senhor. Eu escolho, pelo poderdo Nome de Jesus, tomar a pá e aterrar todo o vale,pequeno ou grande, novo ou velho, que impede o der-ramar das águas do Senhor. Tu prometeste que faráschover água sobre o deserto. E eu declaro que creiona tua Palavra. Profetizo agora: eu aterrei todo vale!Amém”. 18
  16. 16. nIVelAndo montes e outeIros Os montes e os outeiros são o segundo obstácu-lo que pode impedir a intervenção de Deus em seudeserto. Para que o Senhor possa atuar no desertoda sua vida, é preciso também nivelar os montes eos outeiros. O monte é uma notável elevação, ou seja, égrande; já o outeiro é uma pequena elevação, é umpequeno monte. Quantas vezes você se preocupa 19
  17. 17. com as grandes coisas, com os montes, e passadespercebido pelas pequeninas? Entretanto, nãotropeçamos nas montanhas, e sim, nas pedrinhas,nas pequenas coisas; os outeiros é que nos fazemtropeçar. No livro de Cantares o escritor já nos ad-verte sobre os perigos daquilo que consideramospequeno, pois os desastres que provocam são enor-mes: “Apanhai-me as raposas, as raposinhas, que de-vastam os vinhedos [...]” (Ct 2.15.) As coisas grandes,você as vê e se livra delas, mas as pequeninas en-tram, destroem toda a vinha e transformam a suavida em um deserto. O caminho do Senhor é reto, sem vales, nem ou-teiros ou montes. É preciso nivelar, colocar no mes-mo plano aquilo que está tortuoso. E em que pla-no? No plano de Deus. Não podemos permitir quemontes e outeiros desnivelem o nosso caminho,tornando-o escabroso. Não devemos deixar quepecados entortem os nossos caminhos. Precisamosprepará-los para que Deus possa caminhar conos-co. O caminho do Senhor é reto, é amor, perdão epaz! Precisamos passar pelo prumo do Senhor: “En-tão, me disse o Senhor: Eis que eu porei o prumo nomeio do meu povo [...]” (Am 7.8.) Temos que permitir 20
  18. 18. o prumo do Senhor em nossa vida para nivelar osnossos caminhos ao caminho do Senhor. Às vezes, acumulamos montanhas dentro denós. Elas podem ter início com uma palavra dura,com uma situação desagradável, com uma ofen-sa vinda de um irmão... Essas coisas vão se amon-toando e se transformando em uma montanhagigantesca. Não acumule as pedras recebidas emseu caminho, porque elas poderão se transformarnuma barreira intransponível. Faça delas um altarpara o Senhor. Isso só é possível à medida que vocêperdoa e ama aqueles que o ofendem. Perdoando,você glorifica a Deus, como afirma o Senhor Jesus: “Porque em verdade vos afirmo que, se alguémdisser a este monte: Ergue-te e lança-te no mar, e nãoduvidar no seu coração, mas crer que se fará o que diz,assim será com ele. Por isso vos digo que tudo quantoem oração pedirdes, crede que recebestes, e será assimconvosco. E, quando estiverdes orando, se tendes algu-ma coisa contra alguém, perdoai, para que o vosso Paicelestial vos perdoe as vossas ofensas.” (Mc 11.23-25.) Veja como as palavras ‘monte’ e ‘perdão’ estão rela-cionadas. Podemos criar montes em nossa vida quan-do não liberamos o perdão. Perdoar não depende do 21
  19. 19. outro, e sim, de você. Não importa se você foi ofendi-do ou se ofendeu. O perdão precisa ser liberado paraque as chuvas das bênçãos de Deus caiam sobre o seudeserto. O passado é imutável, mas quando você o vêcom os olhos do perdão, anula o seu poder destrui-dor sobre o presente e sobre o futuro. Algumas pes-soas dizem: “Ah, eu perdoo, mas não esqueço!” Falamisso com o coração tão fechado, como se isso fosseuma questão irrevogável. Perdoar realmente não éesquecer, porque ninguém, pelo fato de ter perdoa-do, sofre de amnésia. Perdoar é lembrar sem angústia,sem ódio ou mágoa. Outros nutrem amargura contra o próprio Deus,achando que Ele errou em uma situação ou foi indi-ferente diante de um momento de dor. Deus nuncaestá indiferente ou se mostra impotente. A Bíblia nosafirma que as nossas iniquidades, os nossos pecados,os nossos montes é que fazem separação entre nóse Deus. “Eis que a mão do SENHOR não está encolhida, paraque não possa salvar; nem surdo o seu ouvido, para nãopoder ouvir. Mas as vossas iniquidades fazem separaçãoentre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobremo seu rosto de vós, para que não vos ouça.” (Is 59.1-2.) 22
  20. 20. Às vezes, estamos vivendo um momento de dis-ciplina do Senhor e não compreendemos. A discipli-na produz em nós um deserto, entretanto, o Senhorestá operando nela para que sejam produzidos fru-tos de paz e de justiça, “porque o Senhor corrige aquem ama [...] É para disciplina que perseverais (Deusvos trata como filhos); pois que filho há que o pai nãocorrige?” (Hb 12.6-7.) Não seja como os filhos de Is-rael, que passaram pelo deserto com murmuraçõese cansaço. Eles poderiam ter atravessado o desertoem quatro dias, contudo passaram quarenta anosperegrinando nele devido à sua conduta diantede Deus. Não murmure contra o Senhor. Aprendaa confiar e a descansar inteiramente nele: “Entregao teu caminho ao SENHOR, confia nele, e o mais elefará.” (Sl 37.5.) Quando nós nos entregamos nasmãos do Senhor, nos apropriamos da verdade bíbli-ca de que “a paz de Deus, que excede todo o entendi-mento, guardará o vosso coração e a vossa mente emCristo Jesus.” (Fp 4.7.) Certa vez, ao visitar um irmão que se submete-ra a uma cirurgia cardíaca para implantação de ummarca-passo, ele relatou-me que durante os 16 diasem que esteve no CTI, o Senhor lhe trouxera uma 23
  21. 21. nova compreensão de um trecho da Palavra quediz: “Agindo eu, quem o impedirá?” (Is 43.13.) Antes,ele pensava apenas no lado positivo, aquele que ofavorecia em suas batalhas. Quando Deus quer ope-rar, quem pode segurar o seu braço? Quem podeimpedir o seu agir? No decorrer daqueles dias, eleobteve uma nova revelação: se Deus quer levar al-guém, não serão as nossas orações ou os nossosjejuns que o impedirão, pois “agindo Ele, quem oimpedirá?” Lembre-se de que você precisa descansar no Se-nhor, confiar em seu amor infinito, fazer calar e sos-segar a sua alma. Como uma criança que se acalmanos braços de sua mãe, aquiete-se nos braços deDeus. Mesmo com os filhos já casados, gosto de tomá-los no colo. Eu os abraço e vejo que, mesmo sendolimitado e pequeno, eu os amo profundamente e meempenho em cuidar de suas vidas. Se eu amo meusfilhos, quanto mais Deus, o Pai celestial! Ele me ama,ama você e zela por nossas vidas. Ele é bondoso etem o melhor para cada um de nós em qualquer cir-cunstância. Proclame que “o SENHOR é bom, a sua mi-sericórdia dura para sempre, e, de geração em geração, 24
  22. 22. a sua fidelidade.” (Sl 100.5.) Querido, não guarde ran-cor contra Deus. Ele sabe o que faz mesmo quandonão conseguimos entender. Quantas pessoas dizem ter-se decepcionadocom Deus porque ainda não se casaram, ou perde-ram um ente querido, mesmo depois de muito orar!Outros, ainda, por não terem alcançado determina-das coisas. Assim, acumulam amargura, revolta e,dessa forma, vão ajuntando pedras e construindomontanhas. Amado leitor, ouça a Palavra de Deus que nosensina a nivelar os montes e os outeiros para queexperimentemos a chuva abundante do Senhor, aconfessar nossos pecados, a liberar o perdão, a der-ramar o nosso coração diante dele. Nós, muitas vezes, permitimos que os montes eos outeiros se formem em nossos relacionamentoscom Deus, com nossos familiares, com os irmãos,em nosso trabalho. Mas o Nome de Jesus tem poderpara nivelar todas essas montanhas. Quando vocêescolher buscar na fonte e disser ao monte: “Ergue-te e lança-te no mar” (Mc 11.23), não duvidando emseu coração, o monte sairá e as nuvens se prepara-rão para o derramar das águas! Aleluia! 25
  23. 23. “Senhor Deus e Pai, sei que és poderoso para fa-zer muito além daquilo que pedimos ou pensamos, equeres transformar todo deserto em jardim. PerscrutaSenhor, o meu íntimo e revela o que devo nivelar. Que-ro preparar teu caminho, quero ser um removedor demontanhas, para tua honra e glória. Neste momento,Senhor, eu me arrependo por todo monte e outeiroque ergui; e, pela fé e na autoridade do Nome de Jesus,pego essas montanhas e as lanço no mar, nivelandotodos os montes e outeiros da minha vida. Sou umremovedor de montanhas e anseio por tua chuva emmeu deserto. Em nome de Jesus, amém!” 26
  24. 24. retIfIcAndo os cAmInhos tortuosos Agora que você já aterrou todo o vale e nivelouos montes, o terceiro obstáculo a ser vencido é: “Oscaminhos tortuosos serão retificados.” Você precisaendireitar o seu caminho, retirar as muitas voltasque ele adquiriu durante a sua jornada. O caminho torto é um caminho de pecados, deuma vida errada, oposta à verdade e à justiça de 27
  25. 25. Deus. O caminho reto, pelo contrário, é um cami-nho de pureza, de um caráter íntegro e reto diantedo Senhor. Quantos caminhos tortos existem nos lares?Quantos caminhos tortos construímos para nósmesmos trilharmos? Na maioria das vezes, somentevocê e Deus sabem que seu caminho não é de todoreto. E esconder nunca é a melhor alternativa. Infelizmente, muitas esposas ocultam os errosdos filhos aos maridos. Outras retiram escondido,dinheiro do esposo alegando: “Eu faço isso porque,se eu pedir, meu marido não me dará”. É por isso quenão chove no deserto, porque a mentira entorta ocaminho, acaba com a transparência, com a verda-de que deve existir entre marido e mulher. Às vezes, você contempla a imoralidade e a por-nografia às ocultas ou olha para uma mulher ou paraum homem com intenção impura e pensa: “Não hánada de errado em olhar e desejar. Eu não fiz nada deerrado, só pensei”. Pensar numa mulher mais jovemque a sua, ou num esposo mais jovem, mais gentilque o seu, é andar por caminhos tortuosos, é man-char o caráter que deveria ser imaculado. Em outrosmomentos, você deseja o mal para algum irmão, 28
  26. 26. arquiteta planos de vingança e depois diz: “maseu sou religioso, eu vou à igreja, eu falo em línguas...por que não chove em meu deserto?” Porque o seucaminho está torto. A Palavra diz que os caminhostortuosos precisam ser retificados. Você tem de en-direitar o que está torto. Aquelas dívidas não pagasprecisam ser acertadas, ainda que um pouco a cadamês. Aqueles objetos que você levou para casa eainda não devolveu, precisam ser devolvidos. Aquelas coisas que o perturbam e que você vaideixando para trás, dizendo que o tempo as resol-verá, precisam ser solucionadas agora. O tempo sófaz o caminho torto ficar cheio de buracos. Muitas pessoas têm sofrido problemas sérios,principalmente no aspecto da imoralidade. É muitocomum um cônjuge isentar-se de sua culpa pelosproblemas, atribuindo-a ao outro. Você falará a ver-dade em amor, não usando de mentiras, e sim im-primindo em seu relacionamento a vontade do Se-nhor, trazendo para dentro dele a transparência, aretidão. A Palavra diz que o marido é santificado noconvívio com a esposa que anda em caminhos retos.E, se você é um homem reto, você santifica sua espo-sa (1Co 7.14). Note bem: Santifica! Santificar é tornar 29
  27. 27. puro, reto. Você, crente, pode fazer chover no desertode sua família. Um único crente pode trazer a chu-va sobre a casa de um ímpio. Se Sodoma e Gomorrapossuíssem pelo menos dez justos, não teria chovi-do fogo, e sim, água. Você, com o seu testemunho deuma vida reta, pode santificar e mudar, transformar oseu ambiente! Se você está andando em caminhos tortuosos,retifique-os! Não permita que coisas, tantas vezestão pequenas, se coloquem entre você e a chuva debênçãos que o Pai tem preparado para a sua vida.Os caminhos tortos devem ser retificados para achegada do Senhor! “Pai, quero estar atento e vigilante para que meuscaminhos não sejam tortuosos. Abra os meus olhos,Senhor, e dá-me humildade para reconhecer o meupecado. Imprime em meu coração um legítimo arre-pendimento para que eu possa glorificar-te. Queroque meus caminhos sejam retos. Preciso ser capaz desantificar minha família, minha vizinhança e meu am-biente de trabalho. Em nome de Jesus, retifico agoratudo o que antes era torto, endireito os meus passos etomo a decisão de andar como Cristo andou. Amém!” 30
  28. 28. AplAnAndo os cAmInhos escAbrosos “Todo vale será aterrado, e nivelados, todos os mon-tes e outeiros; o que é tortuoso será retificado,e os lu-gares escabrosos, aplanados.” (Is 40.4.) Os caminhosescabrosos serão aplanados! Eis seu último obstá-culo para receber a restauração de Deus, para que achuva caia em seu deserto: os caminhos escabrosos.Não desista de aplanar seu caminho! Você, até aqui,já mexeu em tantas feridas, já aterrou vales enormes, 31
  29. 29. removeu montanhas que pareciam intransponíveis,retificou seus caminhos tortuosos... Retire essa últi-ma barreira, prossiga e verá a chuva do Senhor e oseu mover sobre sua vida! Nivele, endireite tudo oque em sua vida pode ser chamado de escabroso. Ocaminho escabroso é aquele cheio de pedras, difícil,árduo. Ele se relaciona com as questões difíceis dasua vida, aquelas que você nem menciona, para asquais julga não haver solução e até diz para si mes-mo: “Para este problema não há solução”. São aquelasperversões que sua alma alimenta e que muitas ve-zes são confundidas com temperamento, com carac-terísticas genéticas ou traços de personalidade. Naverdade, são pecados mascarados pelo diabo comdesculpas do tipo: “As tentações do mundo são muitase grandes demais para que se possa resistir a todas. Ah,isso é comum nos dias de hoje, bobagem, também nãoprecisa tanto”. Esse pensamento torna o seu desertoainda mais quente. O diabo tem dissimulado o peca-do, mostrando como natural aquilo que é oposto àdecência, às conveniências da vida de um verdadeirofilho de Deus. É preciso atentar-se, porque a especia-lidade de satanás é distorcer a Palavra, transforman-do a verdade de Deus em mentira. Você pode até 32
  30. 30. agir assim nas vinte e quatro horas do dia; entretan-to, quando buscar a presença do Senhor em oração,verá que percorreu um caminho escabroso, sobre oqual Ele não poderá caminhar. Mesmo pessoas nãocrentes em Jesus experimentam a desagradável sen-sação do pecado, ao perceberem que sua vida estápedregosa, que seus caminhos estão árduos. Tenha a coragem de mudar! A Palavra do Senhordiz que você precisa aplanar seus caminhos. O EspíritoSanto o assistirá nessa mudança! O seu relacionamento familiar pode ser um dessescaminhos. Muitas vezes, o marido chega em casa re-clamando e colocando defeito em tudo, ferindo compalavras, gritando... Suas palavras arranham e machu-cam. Ele não percebe que naquela casa está a famíliaque Deus preparou para sua felicidade. Irmão, seja osacerdote de sua casa e não o juiz. Não derrame sobresua esposa e filhos gestos e palavras escabrosos. Lem-bre-se da Palavra que diz: “Maridos, amai vossa mulher,como também Cristo amou a igreja [...] tendo conside-ração para com a vossa mulher como parte mais frágil,tratai-a com dignidade. [...] E vós, pais, não provoqueisvossos filhos à ira.” (Ef 5.25; 1Pe 3.7; Ef 6.4.) Esteja prontopara vê-los como Deus os vê, amá-los como Deus os 33
  31. 31. ama. Vá, além disso, e olhe para você! Você não é per-feito. Veja e ame sua família como Deus vê e ama você! E você, esposa, que tem reagido tanto contra seumarido, às vezes lhe negando carinho e atenção, outrasvezes dirigindo-lhe palavras duras, sabendo que essasatingirão, como uma flecha, o coração do seu esposo.Quantas vezes você elogia o marido da amiga, o seuemprego, o seu modo de agir e não lembra de elogiarseu esposo? “A grama do vizinho é sempre a mais verde;até você descobrir que é artificial”. Não crie situações es-cabrosas em sua vida conjugal! Não se esqueça do queorienta a Palavra: “As mulheres sejam submissas ao seupróprio marido, como ao Senhor [...] Não vos priveis umao outro.” (Ef 5.22; 1Co 7.5.) Ore para que o Senhor abraseus olhos e você veja as qualidades do seu esposo. Seo seu reservatório de amor está vazio, deixe Deus fazê-lo transbordar! Organize reuniões familiares nas quais cada mem-bro possa compartilhar seus próprios vales, montes eouteiros, seus caminhos tortuosos e escabrosos. Oremjuntos, nivelem os caminhos! Se o diálogo estiver di-fícil, troquem bilhetes de alerta – sem insultos, semamargura – relatando tudo com simplicidade, no amore no temor do Senhor. 34
  32. 32. “Deus amado, sei que tu sondas e conheces o meucoração e os meus pensamentos. Por isso te peço: vê sehá em mim algum caminho mau, com vales, montesou outeiros, caminhos tortuosos ou escabrosos. Nãoquero que reste em meu viver um só obstáculo a im-pedir tua poderosa ação em minha vida. Eu me arre-pendo, Senhor, dos caminhos escabrosos que alimen-tei. Eu os nivelo em Nome de Jesus, e no poder que hánesse Nome. Eu declaro que retificados estão os meuscaminhos! Vem, Senhor, e transforma o meu desertoem um jardim banhado pelo perfume da tua glória!Em nome de Jesus, amém!” 35
  33. 33. 36
  34. 34. recebendo A sAlVAção A Palavra diz que os caminhos deverão ser planos;os vales, aterrados; os montes e os outeiros, nivelados;os caminhos tortos, retificados; e os caminhos esca-brosos, aplanados. Quando você procede assim, tudofica reto, plano. Você preparou o caminho para que oSenhor traga chuvas sobre seu deserto. No evangelho de Lucas, 3.4-6, vemos a descriçãode Isaías sobre João Batista. Ele termina essa descriçãodizendo com uma palavra profética: “[...] toda carneverá a salvação de Deus.” Todos os que desejarem e se 37
  35. 35. dispuserem a endireitar os seus caminhos verão (nosentido de receber) a salvação do Senhor e a chuva debênção que Ele traz consigo. Deus deseja trazer a chuva sobre seu deserto.Deus deseja trazer a sua glória para o deserto dasua vida. E, quando Ele fizer chover em seu lar, emsua vida, em seu deserto, tudo se transformará emum jardim extremamente perfumado! O perfumede Deus vai envolver o seu lar e todos vão senti-lo.Todos perceberão a glória de Deus sobre suas vidase desejarão receber também dessa chuva que traz apaz e a alegria que o mundo não conhece. E lhe per-guntarão: “O que você tem de diferente que não vejonas outras pessoas?” E você dirá: “Sou assim porque achuva de Deus tem caído nos desertos da minha vida”. Quando o homem busca ao Senhor, Ele, na for-ça do seu poder, endireita todos os seus caminhos.Deus atende ao clamor de um coração aflito, cami-nha com ele, faz florescer em sua vida tudo o queestava morto, seco e espinhento, e traz bênçãos desalvação, libertação, cura e vitória. Uma senhora que experimentava grande tribula-ção saía todos os dias para levar seu filho à escola. Nocaminho, passava em frente à casa de uma família de 38
  36. 36. crentes que, no horário do almoço, sempre descan-sava na varanda. Essa mulher, quando os via, sentiauma grande paz, como se uma leve brisa tocasse oseu rosto, dando-lhe breve sensação de alívio. Issoacontecia cinco dias por semana. Até que, um dia, elanão resistiu e perguntou-lhes o que tinham de dife-rente, como conseguiam irradiar paz sem nem mes-mo terem pronunciado uma palavra. A resposta querecebeu mudou a sua vida. O casal, amorosamente,lhe falou: “Isso nos acontece porque temos caminhadocom Deus. Buscamos nele a força de que necessitamospara transformar os nossos caminhos tortuosos, es-cabrosos e cheios de montanhas de pecado em cami-nhos retos diante do Senhor. Desde então, a glória deDeus tem enchido a nossa vida, o nosso lar. Os nossosdesertos têm sido, um a um, transformados em jardinsregados pela água da vida, por isso podemos ser porta-dores dessa paz que você sentiu e que também poderáter”. Aquela mulher viu e pôde receber a salvação deDeus. Querido, seja você também um testemunhodo poder restaurador de Deus! Tome agora mesmo a Palavra do Senhor e apli-que-a em sua vida. Firme-se na promessa. Contem-ple os céus abertos e sinta o refrigério do Senhor! 39
  37. 37. Que a mesma fé, que motivou o profeta Elias aouvir o som de abundante chuva, a partir do mo-mento que seu moço viu uma pequena nuvem dotamanho da mão de um homem (1Rs 18.41-46) es-teja também em seu coração para que você recebaa abundante chuva de bênçãos do Pai. Que, comoaquele casal, você também busque, na fonte certa,as águas que podem inundar o deserto de sua vidae levar milhares a ver e a receber a salvação de Deus. Prepare o caminho e alegre-se, porque a chuva jávem: “A areia esbraseada se transformará em lagos, e aterra sedenta, em mananciais de águas; onde outroraviviam os chacais, crescerá a erva com canas e juncos.E ali haverá bom caminho, caminho que se chamaráCaminho Santo.” (Is 35.7-8.) “Pai, não vou me esquecer de que os vales devem seraterrados e os montes e os outeiros, nivelados. Não meesquecerei de que os caminhos tortuosos precisam serretificados e os escabrosos, aplanados. Comprometo-me a buscar somente em ti, fonte inesgotável da águaviva, os meios para retificar os meus caminhos. Por isso,nesta hora, recebo e confesso Jesus Cristo como meuúnico e suficiente Salvador. Creio que nesta hora o meunome está sendo escrito no Livro da Vida. Eu cancelo, 40
  38. 38. em Nome de Jesus, todo pacto feito com as trevas edeclaro que sou filho de Deus, em conformidade coma Palavra daquele que fez os céus e a terra. Deus, eu teagradeço porque percebo a chuva agora em minhavida e em meu lar. Sei que estarás comigo e que trans-formarás o meu deserto num glorioso jardim, enchen-do-me do doce perfume da tua inigualável presença.Já não vivo em um deserto, mas em um jardim regadopela chuva do meu Deus. Em nome de Jesus, amém!” 41
  39. 39. 42
  40. 40. conclusão O homem, em geral, tanto o ímpio quanto o filhode Deus, tem passado por longos períodos de deser-to. O deserto, entretanto, não deve ser permanentena vida dos seres humanos. Aquele que ainda não seentregou a Jesus, assumindo-o como Senhor e Sal-vador de sua vida, precisa da salvação em Cristo parater acesso a todas as promessas de Deus e ver o seucaminho se transformar em Caminho Santo. O filho de Deus, tendo já recebido a salvação, ne-cessita buscar em Deus a força para retificar o seu ca-minho e ser verdadeiramente um crente espiritual. Narealidade, tanto um quanto outro, é indispensável a 43
  41. 41. consciência da necessidade de aplanar o seu caminhopara que todos os desertos de suas vidas se transfor-mem em jardins inundados pela glória de Deus. Sóexiste uma fonte de onde jorra a Água da Vida, a únicacapaz de dessedentar o homem. E esta fonte é Jesus. Todo aquele que se humilha diante de Deus, quese arrepende dos seus pecados e se dispõe a retificaro seu caminho tem o Senhor caminhando junto delee vê o seu deserto se transformar em um jardim ondehabitam a vida e a paz de Deus. Muitas maneiras têm sido apresentadas ao mun-do como soluções para os diversos desertos que o serhumano experimenta, contudo só existe um cami-nho: Jesus Cristo. No livro de Filipenses, 4.13, está escrito: “Tudoposso naquele que me fortalece.” Posso inclusive ven-cer as dificuldades que me impedem de viver a vidaabundante que o Senhor tem prometido àquelesque esperam nele. Somente com Cristo você será capaz de aterraros vales, nivelar os montes e os outeiros, retificar oscaminhos tortuosos e aplanar os escabrosos. Vocêexperimentará a paz de Deus que excede todo en-tendimento. Assim, enquanto você se fortalecer no 44
  42. 42. Senhor e na força do seu poder, preparando o cami-nho e endireitando as veredas, continuará... Deus abençoe! Márcio Valadão 45
  43. 43. 46
  44. 44. Jesus te AmA e Quer VocÊ!1º PASSO: Deus o ama e tem um plano ma-ravilhoso para sua vida. “Porque Deus amou omundo de tal maneira que deu o seu Filho unigê-nito, para que todo o que nele crê não pereça, mastenha a vida eterna.“ (Jo 3.16.) 47
  45. 45. 2º PASSO: O Homem é pecador e estáseparado de Deus. “Pois todos pecaram e ca-recem da glória de Deus.“ (Rm 3.23b.) 3º PASSO: Jesus é a resposta de Deus,para o conflito do homem. “Respondeu-lheJesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida;ninguém vem ao Pai senão por mim.“ (Jo 14.6.) 4º PASSO: É preciso receber a Jesus emnosso coração. “Mas, a todos quantos o rece-beram, deu-lhes o poder de serem feitos filhosde Deus, a saber, aos que crêem no seu nome.“(Jo 1.12a.) “Se, com tua boca, confessares Je-sus como Senhor e, em teu coração, creres queDeus o ressuscitou dentre os mortos, será sal-vo. Porque com o coração se crê para justiçae com a boca se confessa a respeito da salva-ção.” (Rm 10.9-10.) 5º PASSO: Você gostaria de receber aCristo em seu coração? Faça essa oração 48
  46. 46. de decisão em voz alta: “Senhor Jesus eu pre-ciso de Ti, confesso-te o meu pecado de estarlonge dos teus caminhos. Abro a porta do meucoração e te recebo como meu único Salvadore Senhor. Te agradeço porque me aceita assimcomo eu sou e perdoa o meu pecado. Eu desejoestar sempre dentro dos teus planos para mi-nha vida, amém”. 6º PASSO: Procure uma igreja evangé-lica próxima à sua casa. Nós estamos reunidos na Igreja Batista daLagoinha, à rua Manoel Macedo, 360, bairroSão Cristóvão, Belo Horizonte, MG. Nossa igreja está pronta para lhe acom-panhar neste momento tão importante dasua vida. Nossos principais cultos são realizadosaos domingos, nos horários de 10h, 15h e18h horas. Ficaremos felizes com sua visita! 49
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  49. 49. Uma publicação da Igreja Batista da Lagoinha Gerência de Comunicação Rua Manoel Macedo, 360 - São Cristóvão CEP: 31110-440 - Belo Horizonte - MG www.lagoinha.com Twitter: @Lagoinha_com 52

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