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ApresentaçãoColegas de curso e companheiras/os de sonhos e lutas,       Ano passado, várias/os estudantes de Ciências Soci...
Grupos de Trabalho – CECS Coletivo        Nossa concepção para o CECS passa pelos eixos e as propostas de cada um ecada um...
•   Representante Discente (RD) de Turma: pessoa responsável, durante um       semestre, por ser o canal de comunicação en...
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Através do objetivo de olhar para o nosso cotidiano da universidade(re)pensar a formação e o movimento se estabelece a lóg...
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O objetivo é deixar o espaço mais atrativo para todos os estudantes. Umespaço onde todos possam se identificar e se sentir...
•   Feiras Culturais: Teatro, Música, etc.    •   Oficinas gerais: de artesanato, stencil, malabares, culinária, etc.    •...
•   Construção e participação da Feira de Trocas e Dia Sem Antônio - toda 2ª    quarta feira do mês. Relação da Ecosol int...
•   Transdisciplinariedade: Relação e construção de atividades: seminários,    aulas públicas e pautas com outros cursos e...
Texto de Apoio                                     “O que é Grupo?”5                                                      ...
quando longe da presença do outro, pode “chamá-lo” em pensamento, à cada umdeles e a todos em conjunto. Este fato assinala...
Ou fugiu dela, de mim e de você?Eu não sou vocêVocê não é euMas sou mais eu, quando consigoLhe ver, porque você me reflete...
mais é que um reflexo, onde a imagem de um espelho que nos devolvem é de um“eu” que aparenta unicidade mas que está compos...
Estes que recebem nossos depósitos são nossos depositários, nós que nosdesembaraçamos destes conteúdos, colocando-os fora ...
Através do mecanismo de projeção nos livramos de aspectos nossos que nosdesagradam, pois não admitimos que também fazem pa...
líder de mudança radicaliza suas percepções, encaminhamentos, na direção dosideais do grupo, descuidando do principio de r...
expressado chega, que ressonâncias provoca no grupo. Caso não provoquenenhuma sintonia com o grupo, não será uma intervenç...
A cada conflito: rompimento do estabelecido para a construção da mudançaA cada emoção: faceta insuspeitávelA cada encontro...
A comida é uma atividade altamente socializadora num grupo, porquepermite a vivência de um ritual de ofertas. Exercício de...
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Subsídio de Prepação - Seminário de (Auto)Gestão

  1. 1. UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL CENTRO DE ESTUDANTES DE CIÊNCIAS SOCIAIS GESTÃO “CECS Coletivo 2013” SUBSÍDIO DE PREPARAÇÃO AO SEMINÁRIO DE GESTÃO 2013 Porto Alegre, janeiro de 2013
  2. 2. ApresentaçãoColegas de curso e companheiras/os de sonhos e lutas, Ano passado, várias/os estudantes de Ciências Sociais se colocaram emmovimento. Um movimento diferente visto no tempo recente. Durante algunsmeses foi construída a ideia de um Centro de Estudantes que voltasse a respirarares mais coletivos e participativos. A memória histórica do CECS, hoje comoCentro de Estudantes de Ciências Sociais, não foi perdida. Tudo o que foi vivido atéaquele momento foi importante para a construção da chapa “CECS Coletivo”. Odesejo da autogestão embalou a campanha eleitoral, as artes feitas coloriram oIFCH e as redes sociais de uma forma que agradou os estudantes. Agora, é chegada a hora de concretizar os sonhos e ver que a utopia épossível! Para além daquilo que separa, ousemos construir pontes de diálogo erespeito. De que forma? Participando! No próximo dia 31 de janeiro, a Sala X da CEU será palco do “Seminário deGestão do CECS Coletivo” e queremos contar com a sua presença. E para manterviva animação que nos mobilizou em 2012, construímos este “Subsídio dePreparação” com algumas informações sobre os Grupos de Trabalho propostos eum texto para refletirmos a vida em grupo. A proposta metodológica do Seminárioserá apresentada no dia, mas está sendo construída de modo a valorizar o caminhohistórico percorrido e a participação daquelas/es presentes. Esperamos que este Subsídio contribua para que a caminhada nossa sejafeita de braços dados. Eduarda Bonora Kern Rafael D’Avila Barros (Comissão de Metodologia do Seminário de Gestão)
  3. 3. Grupos de Trabalho – CECS Coletivo Nossa concepção para o CECS passa pelos eixos e as propostas de cada um ecada uma. Durante a campanha eleitoral, foram assumidos como compromisso acriação e efetivação de alguns Grupos de Trabalho (GTs). Os GTs foram produzidoscoletivamente, e operacionalizados em pequenos grupos que depois foramsocializados e debatidos em plenárias ao longo da construção da chapa. É possíveldescentralizar, ser horizontal e organizado, começamos isso na campanha paramostrar que é possível fazer o CECS um espaço plural e autônomo. Um desafio domomento, é conseguir que estes GTs se mantenham vivos e operantes ao longo doano, organizando ações que mobilizem e envolvam os estudantes de CiênciasSociais.GT 1: ORGANIZAÇÃO E AUTOGESTÃO1 As propostas do Eixo de Organização e Autogestão foram organizadas apartir do objetivo de gerar mais espaços de participação, diálogo, horizontalidade earticulação nas ações do centro acadêmico. É necessário fortalecer a relação dos estudantes do curso com o CentroAcadêmico da mesma forma que a gestão precisa se fazer presente ecompromissada com os movimentos do curso e os quais se envolve. É fundamentalconsolidar diferentes tipos de espaços para abarcar a diversidade de interesses edisponibilidades que existem no curso, por isso, achamos necessário haverdiferentes níveis de envolvimento na política estudantil do curso.1 Material disponível no blog do CECS Coletivo pelo endereço:http://cecscoletivo.blogspot.com.br/2012/11/eixo-1-organizacao-e-autogestao.html. Acessado em29/01/2013 às 19h25min.
  4. 4. • Representante Discente (RD) de Turma: pessoa responsável, durante um semestre, por ser o canal de comunicação entre o grupo que compartilha uma disciplina e o CECS. Esse RD é ligado a gestão e deve possibilitar maior retorno do CECS aos estudantes, bem como facilitar o acesso desses a gestão. Cada semestre será escolhido um RD de Turma nas cadeiras obrigatórias com a presença da gestão. O RD de Turma não pode tomar posições pela turma, apenas repassar as questões que estão mobilizando o grupo. • Grupo de Trabalho e Discussão (GTD): fortalecer a formação de grupos de trabalho e discussão, garantidos em estatuto, com o objetivo de vincular os estudantes a uma determinada temática de trabalho. • Gestão do CECS: funcionar como articuladora e multiplicadora de ações dentro do curso, assegurar a organicidade do movimento estudantil de ciências sociais. Da mesma forma, além de garantir espaços e participação, é necessárioestimular espaços de diálogo e deliberação além da gestão, se desejamos fazer umagestão plural e aberta: • Passagens em salas regulares: comunicação com os estudantes • Apresentação do CECS aos estudantes no início do ano: comunicação com os estudantes • Reuniões semanais/quinzenais abertas: questões operacionais do curso • Reuniões com RDs: socialização de informação e apoio aos RDs • Assembleia de Estudantes: consultivo e deliberativo • Congresso de Estudantes: estratégico, discutir com o curso os rumos do MECS
  5. 5. E de maneira complementar as propostas anteriores, o Eixo de Organizaçãoe Autogestão também considera relevante para abertura, transparência eorganização do C.A.: • Mural/quadro de avisos/calendários no espaço físico • Jornal com textos enviados por estudantes • Orçamento Participativo no cursos: consulta das demandas e destino do dinheiro do C.A. • Revisão do estatuto - dar abertura a diferentes formas de organização do centro acadêmico • Rotatividade das funções (ex: semestralidade em determinada atividade) • Solicitação de um bolsista para o CECS Todas essas propostas buscam fortalecer a participação e o envolvimentodos estudantes no movimento estudantil de Ciências Sociais, retomando anecessidade de se pensar o curso de maneira coletiva, representativa (no sentidode realmente representar os interesses dos discentes, não apenas do grupo dagestão) e democrática.GT 2: FORMAÇÃO EM MOVIMENTO22 Material disponível no blog do CECS Coletivo pelo endereço:http://cecscoletivo.blogspot.com.br/2012/11/eixo-2-formacao-em-movimento.html. Acessado em29/01/2013 às 19h31min.
  6. 6. Através do objetivo de olhar para o nosso cotidiano da universidade(re)pensar a formação e o movimento se estabelece a lógica de existência do eixo“Formação em Movimento”. Refletir sobre a “Formação” do estudante de Ciências Sociais nos leva aproblematizar constantemente o canal dessa educação que recebemos naacademia: o currículo. É nítido também que muitas das formações do estudanteestão além do currículo sendo este uma das instruções que ele recebe nauniversidade. Logo pensamos no Centro de Estudantes como um meio de formaçãopara o futuro cientista social. Com atividades sistemáticas que entram em sintoniacom o que os outros eixos propõem no sentido. Sendo assim nos cabe pensar no “Movimento” no sentido de dinamizarconstantemente a construção de um programa de estudos que o estudante recebe,trazendo para a construção do próprio as características destas mudançasnecessárias. Aliado a uma postura de dialogo o movimento se dá nessa relaçãoentre a base – estudantes que são atingidos pelo currículo vigente – e a estruturada COMGRAD/Departamentos. Nos cabe dinamizar/movimentar essa relaçãotrazendo e propondo as necessidades do primeiros para os segundos. Pensamos nas seguintes propostas: • Baseados na falta de disciplinas práticas no currículo, propomos pelo menos um cadeira de metodologia e prática desde o primeiro semestre.
  7. 7. Associando o embasamento teórico a uma prática na sociedade. Não são raros os currículos que tem esse perfil. Vejamos o da graduação em Ciências Sociais da USP: http://graduacao.fflch.usp.br/sites/graduacao.fflch.usp.br/files/Estrutura %20Curricular%20-%20C%20Sociais%202010.pdf• Criação de um “Grupo de estudos curriculares” aberto para a discussão e proposições para o nosso currículo.• Postura contraria a possível separação das áreas e formação de cursos fragmentados. É uma tendência nacional. No Brasil um caso emblemático é da UFF no Rio que abre uma graduação para cada área das ciências sociais.• Frente as mais de 60 disciplinas realizadas por semestre achamos necessário - junto ao eixo Organização e Autogestão - pensarmos a criação de “Representantes por Turma” (RT’s) pelo menos para as cadeiras obrigatórias. Estes estudantes referências seriam o meio de aproximação do DA com a realidade de sala do estudante, caracterizando o “acompanhamento” necessário que um centro de estudantes pode disponibilizar.• Conselho de RT’s ao menos duas vezes no semestre para partilha da realidade e do andamento das disciplinas.• Acompanhamento de um outro tipo de representação: a dos discentes(RD’s) na COMGRAD/Departamentos/IFCH. Não basta simplesmente escolhe-los em assembleia. É necessária a garantia de que estes estudantes estão realmente homologados e participando das decisões em tais estruturas. E abertura de espaço nas assembleias para partilha das discussões realizadas nesses espaços.• Organizar o 1° Encontro de Ensino, Pesquisa e Extensão da Graduação em Ciências Sociais UFRGS: repensando fronteiras no oficio do cientista social. (é uma primeira ideia de nome).• Um outro assunto problemático que nos cabe é a Resolução 19/2011 (http://www.ufrgs.br/cepe/arquivos/Res_19_-_2011.pdf). Em 2012/2 cerca de 800 estudantes de Ciências Sociais foram atingidos por ações como fim da permanência e retenção de créditos para alunos com baixo desempenho. Quem são estes estudantes? Quais os fatores do baixo
  8. 8. desempenho? Para ir além das respostas imediatas refletimos a necessidade de uma “comissão de acompanhamento junto a COMGRAD destes estudantes” antes de uma postura favorável ou contraria a resolução. Por fim entendemos a importância de uma postura de diálogo com asestruturas que fazem parte do nosso dia a dia na universidade e do CECS comoorganização administrativa que de fato contribua e auxilie o estudante nas suasnecessidades.GT 3: ESPAÇO E INTEGRAÇÃO3 O objetivo deste GT de Espaço e Integração é unir os colegas, aproximar osestudantes e quebrar os muros que os separam do CECS. É função do CentroAcadêmico: criar espaços de sociabilidade e inclusão, e a chave para a realizaçãodisso é o diálogo, através da criação de canais de comunicação. O primeiro deles já é marcar uma reunião “mateada” para discutirmos comtodas as propostas sobre o uso do espaço do CECS, agregando novas ideias.ESPAÇO:3 Material disponível no blog do CECS Coletivo pelo endereço:http://cecscoletivo.blogspot.com.br/2012/11/eixo-3-espaco-e-integracao.html. Acessado em 29/01/2013às 19h28min.
  9. 9. O objetivo é deixar o espaço mais atrativo para todos os estudantes. Umespaço onde todos possam se identificar e se sentir pertencentes a ele, enquantoestudantes de Ciências Sociais. Além disso, entendemos que se trata de um espaçoque deve ser usado à serviço do estudante. • Reforma estrutural: pitar paredes, levantar uma placa do CECS, grafite na parede externa, conseguir equipamentos como computador, impressora, som, cafeteira, microondas, sofás, bancos, “kit chimarrão” (cuias, rabo quente, térmica), etc. • Mural externo: transparência, comunicabilidade. • Usar o espaço para levantar fundos para os estudantes (ex. Formatura): festas, café, camisetas, economia solidária)INTEGRAÇÃO: CECS não é só festas, mas nós entendemos que as festas também fazemparte da rotina acadêmica e que são importantes para estimular a integração entreos colegas em espaços mais descontraídos. • Manter a segunda-feira como dia de festa no CECS. • Apoiar as festas para levantar fundos para formandos. • Dialogar com os movimentos culturais (e a partir disso também criar festas temáticas e eventos) • Festas Temáticas. • Atividades diurnas. • Calendário/Agenda fixa e abertaFEIRAS E OFICINAS: • As Feiras e Oficinas são formas de apoio às iniciativas solidárias e de aproximação com a comunidade, além de promoverem sociabilidade entre os estudantes. • Feiras de trocas de xérox e de livros • Feira de digitalização dos textos. • Feiras de Economia Solidária
  10. 10. • Feiras Culturais: Teatro, Música, etc. • Oficinas gerais: de artesanato, stencil, malabares, culinária, etc. • Oficina de Fotografia vinculada ao Núcleo de Antropologia Visual. • Feiras e Oficinas livres, onde os estudantes podem usar do espaço para promoverem suas atividades.GT 4: SOCIAIS CONSTRUINDO A UNIVERSIDADE POPULAR4 • Apoio ao PVA - Pré Vestibular Autogestionário e coletivos de Educação Popular como espaço prático para licenciatura, experimentação na educação e desmistificação entre a vida dos/as estudantes e o ingresso na UFRGS. Espaço para problematização sobre o fim do vestibular, transição da “escola” para o ensino superior e espaço de estudos sobre educação popular e modelos pedagógicos. • Apoio a Coopeufrgs e associações/organizações autônomas de estudantes: Prática de trabalho cooperado, laboratório de economia solidária e cooperativismo. Relação com NEA - Núcleo de Economia Alternativa e grupos de Economia Solidária da UFRGS e sociedade.4 Material disponível no blog do CECS Coletivo pelo endereço:http://cecscoletivo.blogspot.com.br/2012/11/eixo-4-ciencias-sociais-construindo.html. Acessado em29/01/2013 às 19h34min.
  11. 11. • Construção e participação da Feira de Trocas e Dia Sem Antônio - toda 2ª quarta feira do mês. Relação da Ecosol integrada ao espaço do Cecs. Incentivo a Cooperativas de Consumo Alternativo.• Relação com PET Sociais• Construção Congresso de Estudantes de Ciências Sociais: indicativo final de março - início de abril - espaço para construção coletiva de programa, agenda organizativa, projetos para o curso, cultura de participação, organização, possibilitando o fim da coordenação.• Pauta ANECS / MECS / MACS• Assistência Estudantil: permanência e autonomia estudantes: -Luta Transporte Público; -Creches; -Xerox: construir proposta para auxílio aos estudantes e (re)aproveitamento de material. Apoio a Feira de Trocas de Xerox, computador com textos digitalizados. -Lanches Solidários -Relação com demandas de assistência estudantil do IFCH: ampliação de horário de biblioteca, RU, cota de xerox …• Estudantes e Funcionários terceirizados (trabalhadores): construção de projeto quinzenal/mensal para integração/formação aos funcionários terceirizados da UFRGS: -Luta contra precarização do trabalho e debate sobre terceirização do espaço público; -Rotatividade; -Relação com professores; empoderamento dos trabalhadores através de processos formativos, queremos que quem participa da autogestão da universidade troque seus serviços por acesso ao conhecimento e que não seja somente uma prestação de serviços.• Relação com moradores da Villa e Movimentos sociais de luta por moradia urbana - MNLM
  12. 12. • Transdisciplinariedade: Relação e construção de atividades: seminários, aulas públicas e pautas com outros cursos e centros acadêmicos.• Relação com comunidades: mapeamento de comunidades envolvidas em projetos de extensão; associação luta urbana e rural; estágio de vivências; saídas de campos. Problematização: Quais são os espaços de estudos práticos das ciências sociais?• Relação Movimentos Sociais: Observatório dos Movimentos Sociais e integração permanente das demandas dos movimentos e estudos direcionados aos grupos.• Espaço para organização de seminários e integração América Latina: convite a coletivos que debatem a Universidade Popular, organizações de resistência, para permanente troca e atualização: movimento estudantes Chile, zapatistas, UPMS - Universidade Popular Movimentos Sociais, etc. (vamos sonhar alto! pq não?)• Diversidade: Grupos de estudos e diálogos com coletivos para debates em todas as esferas do curso (inclusive currículo) e da universidade;• Relação com todos os cursos e demandas do IFCH.• Espaço Saber Popular: atividades quinzenais com dia pré determinado aonde receberemos convidados para troca de saberes: os mais variados possíveis. Ex. parteiras, medicina natural, comunidades tradicionais, culinárias típicas, rituais, festas, contadores de histórias, etc …
  13. 13. Texto de Apoio “O que é Grupo?”5 Madalena Freire Psicóloga e pesquisadora na área da educação Autora do livro: “A paixão de conhecer o Mundo” Segundo Pichon-Riviere pode-se falar em grupo, quando um conjunto depessoas movidas por necessidades semelhantes de reúnem em torno de uma tarefaespecífica. No cumprimento e desenvolvimento das tarefas, deixam de ser umamontoado de indivíduos para cada um assumir-se enquanto participante de umgrupo, com um objetivo mútuo. Isso significa também que cada participante exercitou sua fala, sua opinião,seu silêncio, defendendo seus pontos de vistas. Portanto, descobrindo que, mesmotendo um objetivo mútuo, cada participante é diferente. Tem sua identidade. Neste exercício de diferenciação- construindo sua identidade- cadaindividuo vai introjetando o outro dentro de si. Isto significa que cada pessoa,5 Texto disponível no site: http://subsidiospj.blogspot.com.br/2011/03/o-que-e-grupo.html. Acessado em29/01/2013 às 19h13min.
  14. 14. quando longe da presença do outro, pode “chamá-lo” em pensamento, à cada umdeles e a todos em conjunto. Este fato assinala o inicio da construção do grupoenquanto composição de indivíduos diferenciados.O que Pichon denomina de“grupo interno”. EU NÃO SOU VOCÊ VOCÊ NÃO É EUEu não sou vocêVocê não é euMas sei muito de mimVivendo com vocêE você, sabe muito de você vivendo comigo?Eu não sou vocêVocê não é euMas encontrei comigo e me viEnquanto olhava pra vocêNa sua, minha, insegurançaNa sua, minha, desconfiançaNa sua, minha competiçãoNa sua, minha, birra infantilNa sua, minha, omissãoNa sua, minha, firmezaNa sua, minha, impaciênciaNa sua, minha, prepotênciaNa sua, minha fragilidade doceNa sua, minha, mudez aterrorizadaE você se encontrou e se viu, enquanto olhava pra mim?Eu não sou vocêVocê não é euMas foi vivendo minha solidãoQue conversei com vocêE você conversou comigo na sua solidão
  15. 15. Ou fugiu dela, de mim e de você?Eu não sou vocêVocê não é euMas sou mais eu, quando consigoLhe ver, porque você me refleteNo que eu ainda souNo que já sou eNo que quero vir o ser...Eu não sou vocêVocê não é euMas somos um grupo, enquantoSomos capazes de diferenciadamenteEu ser eu, vivendo com você eVocê ser você vivendo comigo. O indivíduo é um ser “geneticamente social” (Wallon) A identidade do sujeito é um produto das relações com os outros. Nestesentido todo individuo está povoado de outros grupos internos na sua história. Assim como também povoado de pessoas que o acompanham na suasolidão, em momentos de dúvidas e conflito, dor e prazer. Desta maneira estamossempre acompanhados por um grupo de pessoas que vivem conoscopermanentemente. Em termos gerais a influência deste grupo interno permanece inconsciente.Algumas vezes só no esquecimento (pré-consciente) e não nos damos conta queestamos repetindo, reproduzindo estilos, papéis que têm que vir com vínculosarcaicos onde outros personagens jogam por nós. Todos estes integrantes do nosso “eu” interno estão presentes na hora dequalquer ação, na realização de uma tarefa. Por isso, nosso ser individual nada
  16. 16. mais é que um reflexo, onde a imagem de um espelho que nos devolvem é de um“eu” que aparenta unicidade mas que está composta por inumeráveis marcos defalas, presenças de modelos dos outros TIPOS DE GRUPOS. Há dois tipos de grupos: primário e secundário. A família é um grupo primário. Secundários são os grupos de trabalho,estudo, instituições, etc. Em todos eles, encontramos um lugar, um papel, umaforma de estar, que por sua vez constitui nossa maneira de ser. Nesse espaçodesempenhamos nosso papel, segunda nossa história e as marcas que trazemosconosco. Durante nossa infância, em nosso grupo primário, tivemos um espaço queocupamos como o único papel possível. Se examinarmos nosso grupo familiarobservaremos como cada irmão tem seu papel dentro do grupo e como nóstambém desempenhamos o nosso. Há o que sempre agüenta as situações difíceis,outro se deixa levar por reações emocionais, outro que ajuda a comer o ódio, outroque faz a mediação, outro que está sempre em avergência, outro que assume odenunciar permanentemente. Estes papéis se mantêm ao longo da vida.Quando não suficientemente pensados, elaborados conscientemente, educados,cristalizam-se, assumindo uma forma estereotipada, onde a repetição mecânica domesmo papel acontece COMO SE FORMA ESTA ESTRUTURA? Segundo Pichon-Riviere, a estrutura dos grupos se compõe pela dinâmicados 3D. O depositado, o depositário e o depositante. O depositado é algo que o grupo, ou um individuo, não pode assumir no seuconjunto e o coloca em alguém, que por suas características permite e aceita.
  17. 17. Estes que recebem nossos depósitos são nossos depositários, nós que nosdesembaraçamos destes conteúdos, colocando-os fora de nós, somos osdepositantes. Podemos observar em qualquer grupo (secundário) de adultos como sedistribuem esses papéis e tarefas implícitas. Há os que se encarregam sempre deromper os silêncios embaraçosos, os que com uma piada ou uma saída criativadesfazem uma tensão, os que sempre estão em contra ou fazem de “advogado dodiabo”, os que se encarregam de carregar as culpas e mesmo reclamando aceitam odepósito de “bode expiatório”, os que chagam sistematicamente atrasados, os queinterrompem para sair, os que sempre discordam de algo, nunca estão de acordoou aqueles a quem tudo lhes parece ótimo e encarregam-se das tarefas de que osdemais se omitem. Este movimento de depósito começa na família, com o projeto inconscientedos pais. Estes marcam um lugar para cada um dos seus filhos, segundo asnecessidades que imaginariamente o grupo primário pretende preencher comaquele que chega. Deste modo, o filho ou a filha já ocupará um lugar pré-estabelecido e cumprirá um papel determinado. Entre os diversos papéis, sãodivididos aspectos que são ansiogênicos e aos quais a família não pode assumir emseu conjunto. Depositando-os assim num dos seus membros, o controle dasituação. A debilidade familiar( os medos, as doenças, a agressividade) é projetada(depositada) num de seus membros que assume “o doente” “o frágil”, a quem secuida, se vigia de perto. Desta maneira a família controla sua ansiedade. Diantedeste “membro doente” os demais se sentirão forçosamente sadios e fortes.Um exemplo bem característico é no que se refere à agressividade. Um membro dogrupo familiar “torna-se” agressivo, ou seja, não lhe dando (e ele tambémaceitando) esse lugar da violência do que sempre se irrita primeiro, ao que tudolhe incomoda. Deste modo o grupo vai depositando nele sua agressividade. A partirdaí, identifica-se inconscientemente com ele nessa emoção de raiva e passa a secrer livre dela, colocando-se, ao contrário, na posição, no papel do não-violento.Aquele que recebeu tal depósito passa a ser o “brigão”, “reclamão” da família e osoutros assumem o status de quem generosamente o suporte.
  18. 18. Através do mecanismo de projeção nos livramos de aspectos nossos que nosdesagradam, pois não admitimos que também fazem parte de nós. Se estou commedo, em lugar de admitir, reconhecer MEU medo digo “tu me dás medo” ou “tuaproposta é atemorizante”. Caso esta afirmação coincida (encontre) um sujeito aquem sempre lhe é dado esse papel (atemorizante), nosso mecanismo projetivo severá inteiramente satisfeito. O depositário recebeu e se encarregará de “viver” meumedo. Meu medo não estará mais no meu interior e será produto, culpa daqueleque me atemoriza. Poderei distanciar-me do meu medo, na medida em que mesepare dessa pessoa que se encarregou deste papel “atemorizante” OS COMPONENTES DO GRUPO São cinco os papéis que constituem um grupo, segundo a denominação dePichon Rivieri“Líder de mudança”“Líder de resistência”“Bode expiatório”“Representantes do silêncio”“Porta-voz” Líder de mudança é aquele que se encarrega de levar adiante as tarefas,enfrentando conflitos, buscando soluções, arriscando-se sempre diante do novo.O contrário dele é o líder de resistência. Este sempre”puxa” o grupo pra tas, freiaavanços depois de uma intensa discussão ele coloca uma pergunta que remete ogrupo ao inicio do já discutido. Sabota as tarefas (levantando sempre as melhoresintenções de desenvolve-las, mas poucas vezes as cumpre), assume sempre o papelde “advogado do diabo”. Contudo, o líder de mudança e o líder de resistência não podem existir umsem o outro... Os dois são necessários para equilíbrio do grupo. Esta é a visão deuma relação democrática, pois na relação autoritária e na espontaneista osencaminhamentos poderão ser outros. Para cada maior acelerada do líder demudança maior freio, brecada, do líder de resistência. Isto porque muitas vezes o
  19. 19. líder de mudança radicaliza suas percepções, encaminhamentos, na direção dosideais do grupo, descuidando do principio de realidade. Neste momento o líder deresistência traz para o grupo uma excessiva crítica (princípio de realidadeexacerbado) provocando uma desidealização (desilusionamento), produzindoassim um contrapeso às propostas do outro.Bode expiatório: é quem assume as culpas do grupo. Serve-se de depositário a essesconteúdos livrando o grupo do que lhe provoca mal-estar, medo, ansiedade, etc.Os silenciosos: são aqueles que assumem as dificuldades dos demais paraestabelecer a comunicação, fazendo com que o resto do grupo se sinta obrigado afalar. Num grupo falante, se “queima” quem menos pode sobreviver ao silêncio...Aqueles que calam representam essa parte nossa que desejaria calar, mas nãopode. Em algumas situações, os silenciosos suscitam críticas, por parte deelementos do grupo, porque estes se permitem o ocultamento. Ocultamento quepoderá ser aparente, pois o uso da palavra pode, também, ocultar um enormesilêncio.. Em outras situações este ocultamento é real, onde o produto é a omissão.No trabalho da coordenação, sua facilidade ou dificuldade em coordenar ossilenciosos dependerá de seu grau de escuta do silêncio do outro e do seu próprio...É necessário um exercício apurado de observação e leitura sobre o que ossilenciosos falam... para poder possibilitar, assim, ruptura do papel de“ocultamento”, de omissão. A coordenação deverá estar atenta para não permitiruma relação hostil que obriga os silenciosos a falarem, pois deste modo não estarárespeitando sua “fala”, mas também não cair na armadilha da marginalização: “elesnunca falam mesmo”..o que favorece a omissão.O porta-voz: é quem se responsabiliza em ser a “chaminé” por onde emergem asansiedades do grupo. Através da sensibilidade apurada do porta-voz ele consegueexpressar, verbalizar, dar forma aos sentimentos, conflitos que muitas vezes estãolatentes no discurso do grupo. O porta-voz é como uma antena que capta de longeo que está por vir... Em muitas situações o porta-voz pode coincidir com uma dasexpressões de lideranças. Para detectar se realmente está desenvolvendo o papelde porta-voz de um conteúdo do grupo é necessário observar como o conteúdo
  20. 20. expressado chega, que ressonâncias provoca no grupo. Caso não provoquenenhuma sintonia com o grupo, não será uma intervenção emergente do grupo(movimento de horizontalidade), mas sim um produto de sua história pessoal(movimento de verticalidade). No trabalho da coordenação, perceber, diagnosticaressa situação faz parte de um longo aprendizado. Para isso a coordenação terá(num primeiro movimento da construção do grupo) um trabalho de observaçãominuciosa para diagnosticar: (1)-Os papéis e (2)-Os conteúdos das projeções queestão sendo transferidas para (A), - o grupo (B)- seus participantes (C)- Acoordenação. Esta projeção maciça do primeiro movimento, só será superada caso acoordenação possibilite: (1)- A limpeza dessas projeções (2)- A mobilidadetranferencial (a)- com a coordenação e (b) entre iguais (3)- evitar a estereotipiados papéis, romper os papéis cristalizados (4)- “rodar” os papéis. GRUPO é: Esta trama grupal onde se joga com papéis precisos, às vezesestereotipados, outros inabaláveis, não é um amontoamento de indivíduos. Maiscomplexo que isso. Grupo é o resultado da dialética entre a história do grupo(movimento horizontal) e a história dos indivíduos com seus mundos internos,suas projeções e transferências (movimento vertical) no suceder da história dasociedade em que estão inseridos.Grupo é... GrupoA cada encontro: imprevisívelA cada interrupção da rotina: algo inusitadoA cada elemento novo: surpresasA cada elemento já parecidamente conhecido: aspectos desconhecidos.A cada encontro: um novo desafio, mesmo que supostamente já vividoA cada tempo: novo parto, novo compromisso com a história
  21. 21. A cada conflito: rompimento do estabelecido para a construção da mudançaA cada emoção: faceta insuspeitávelA cada encontro: descobrimentos de terras ainda não desbravadas...Grupo é grupo... A CONSTRUÇÃO DO GRUPO Um grupo se constrói através da constância da presença de seus elementos,na constância da rotina e de suas atividades. Um grupo se constrói na organização sistematizada de encaminhamentos,intervenções por parte do educador, para a sistematização do conteúdo em estudo. Um grupo se constrói no espaço heterogêneo das diferenças entre cadaparticipante: -da timidez de um, do afobamento do outro, da serenidade de um, daexplosão do outro, do pânico velado de um, da sensatez do outro, da serenidadedesconfiada de um, da ousadia do risco do outro, da mudez de um, da tagarelice dooutro, do riso fechado de um, da gargalhada debochada de outro, dos olhos miúdosde um, dos olhos esbugalhados do outro, de lividez do rosto de um, do encarnadodo rosto do outro. Um grupo se constrói enfrentando o medo que o diferente, o novo provoca,educando o risco de ousar. Um grupo se constrói não na água estagnada do abafamento das explosões,dos conflitos, no medo em causar rupturas. Um grupo se constrói construindo o vínculo com a autoridade e entre iguais. Um grupo se constrói na cumplicidade do riso, da raiva, do choro, do medo,do ódio, da felicidade e do prazer. A vida de um grupo tem vários sabores. No processo de construção de umgrupo, o educador conta com vários instrumentos que favorecem a interação entreseus elementos e a construção do círculo com ele. A comida é um deles. É comendo junto que os afetos são simbolizados, representados,socializados. Pois comer junto, também é uma forma de conhecer o outro e a si próprio.
  22. 22. A comida é uma atividade altamente socializadora num grupo, porquepermite a vivência de um ritual de ofertas. Exercício de generosidade. Espaço ondecada um recebe e oferece ao outro o seu gosto, seu cheiro, sua textura, seu sabor. Momento de cuidados é atenção. O embelezamento da travessa em que vai o pão, a “forma de coração” dobolo, a renda bordada no prato.. Frio ou quente? Que perfume falará de minhas emoções? Doce ou salgado? Todos esses aspectos compõem o ritual de comer junto que é um dosingredientes facilitadores da construção do grupo Um grupo se constrói com a ação exigente rigorosa do educador. Jamais coma cumplicidade autocomplacente com o descompromisso do educando. Um grupo se constrói no trabalho árduo de reflexão de cada participante edo educador. No exercício disciplinado de instrumentos metodológicos, educa-se oprazer de se estar vivendo, conhecendo, sonhando, brigando, gostando, comendo,bebendo, imaginando, criando e aprendendo juntos num grupo.I-“QUE DIABO TEM ESSE GRUPO?”-Que diabo tem esse grupo que dá tanto medo e ansiedade?-Que diabo tem esse grupo que o risco de ser eu mesmo amedronta tanto?-Que diabo tem esse grupo onde o “não sei” é o inicio para o aprender?-Que diabo tem esse grupo que me deixa desvairada à procura do significado detudo?-Que diabo tem esse grupo onde minhas hipóteses “corretas” são desestabilizadas,me fazendo duvidar de tudo?-Mas que diabo de grupo de grupo é esse onde me criticam?-Que diabo de grupo é esse que me faz sentir às vezes tão incompetente?-Que diabo de grupo é esse que não me “dá calo” quando choramingo, na minhaindisciplina...-Mas que diabo de grupo é esse???II- ESSE, É O DIABO DO GRUPO

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