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PVA - COOPEUFRGS    Projeto Político-PedagógicoConteúdo:       1. Introdução       2. Objetivos       3. Orientações e Prá...
Temos como objetivo uma educação para a qual adotamos o nome de popular e autogestionária.Com este termo específico querem...
Também fazem parte da orientação pedagógica:·Atividades de arte, dança, cinema, música, teatro etc.;·Grupos de estudos par...
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Projeto político pedagógico pva

  1. 1. Pré-Vestibular Autogestionário-COOPEUFRGS O Curso Pré-Vestibular Autogestionário – PVA é um projeto de caráter sócio-educacionalnascido na COOPEUFRGS, com o objetivo de incentivar o ingresso da juventude na UniversidadeFederal do Rio Grande do Sul (UFRGS), de forma autogestionária, através da revisão deconteúdos e preparação à prova do Concurso Vestibular. Utilizamos o trabalho coletivo para realizar uma ação de interesse comum que, se tentadaisoladamente, teria um alto custo ou estaria fadada ao fracasso. Através da Cooperação,entendemos ser necessária a organização dos estudantes com objetivos comuns, que se unemmediante um contrato (associação), para tornar viáveis os objetivos almejados. Dito de outramaneira, os objetivos da COOPEUFRGS e, portanto, de seus associados, são de diminuir oscustos na aquisição de livros, material escolar, etc., possibilitando uma formação mais qualificadapara um melhoramento das condições sociais, questionando o consumo desenfreado e semeandovalores libertários na comunidade acadêmica. Atividades da COOPEUFRGS:*Compras Coletivas: Fornecimento e encomenda de livros didáticos, material escolar, informáticae pedagógicos.* Fomentar discussões e projetos relacionadas à Economia Popular Solidária, cooperativismo eautogestão.* Fortalecer as Feiras de Economia Popular Solidária e Incubadora Solidária da Universidade.* Execução de Projetos de Educação Popular, Cultura e Arte voltados á divulgar a autogestão ecooperativismo.* Edição de Mídia dos Estudantes, com uma linha editorial livre do mercado, a serviço da Ciênciae da Humanidade, a ser utilizado também como laboratório para os alunos de comunicação. O Curso Pré-Vestibular Autogestionário – PVA é um projeto de caráter sócio-educacionalnascido na COOPEUFRGS, com o objetivo de incentivar o ingresso da população de baixa rendana Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), de forma autogestionária, através darevisão de conteúdos e demais informações necessárias à prova do Concurso Vestibular destaUniversidade. O PVA, enquanto grupo de autogestão sócio-educacional, tem comofinalidades e objetivos principais: f Estimular e desenvolver o pleno exercício da cidadania através da educação popularpara melhorar a qualidade de vida da juventude. p Estudar, pesquisar e aplicar as metodologias de ensino que contribuam para oaperfeiçoamento da prática pedagógica autônoma. a Difundir atividades educativas, culturais e científicas realizando pesquisas, conferências,seminários, cursos e treinamentos, editando publicações e vídeos, processando dados eprestando assessoria técnica nos campos educacional e sócio-cultural; p Estimular a parceria, o diálogo local e solidariedade entre os diferentes segmentossociais, participando junto a outras entidades da Educação Popular e Economia Popular Solidária. s Exercer toda e qualquer atividade de ensino que esteja em conformidade com oestabelecido nos itens anteriores, tendo em atividade o Curso Pré-Vestibular Autogestionário, queorganiza estudos coletivos no Centro de Porto Alegre, visando oportunizar o acesso àuniversidade á população de baixa renda e proporcionar uma experiencia aos interessados numaeducação para a autonomia.
  2. 2. PVA - COOPEUFRGS Projeto Político-PedagógicoConteúdo: 1. Introdução 2. Objetivos 3. Orientações e Práticas Pedagógicas Sobre a avaliação 4. Organização4.1. Estrutura organizativa1)Das instâncias deliberativas2)Das instâncias avaliativas3)Das instâncias executivasDo Grupo de e-mails do PVA4.2. Estrutura das aulasa)Duração do cursob)Local de funcionamentoc)Processo seletivo 5. Considerações Finais: princípios fundamentaisADENDO: sobre Formação Humanística Plena, Autogestão e Economia Popular Solidária. 1. Introdução O PVA - COOPEUFRGS é um movimento que se constituiu como fruto de uma série de debates,reflexões e discussões sobre educação e autogestão. Inspirados no projeto dos estudantes da UFSM, oProjeto Educacional “Praxis”, buscamos um movimento ligado as causas populares, com liberdadenecessária para ariscar, experimentar, ousar. Esta experiencia não se pretende definitiva, conforme as próprias diretrizes do PVA, que se pautamnão somente em textos teóricos lidos e discutidos pelos participantes, como também nas diversas questõesapresentadas pela vivência em um projeto de educação popular. O fato de participarem desse debateestudantes advindos de diversos cursos da UFRGS e os educandos interessados em ingressar no ensinosuperior, faz com que uma grande variedade de pontos de vista e opiniões coexistam, propiciando umagrande riqueza de sínteses e cooperação. Além de passar no vestibular, o PVA se desafia a estabelecer um processo de construção coletivado curriculo, onde além do resultado, prima-se pelo processo a ser trilhado. Sobre a proposta de autogestão, o grupo se propoe a descobrir seu conceito e suas possibilidades,buscando aprofundar o protagonismo dos educandos no processo educativo, promovendo uma educaçãodiferenciada com um debate mais profundo, que nos leva a uma discussão sobre o papel da pedagogia, daeducação e da produção do conhecimento em uma sociedade marcada pela desigualdade, pela opressão,pelo consumo inconciênte e pelo egoísmo. Buscamos uma prática educacional que seja diferente da que existe na educação tradicional, ouseja: aquela que não rompe com o sistema de desigualdades e, para além disso, é um pilar fundamental desua manutenção e reprodução. Trata-se de uma educação que acreditamos não atingir a finalidade de umaverdadeira prática educacional, já que tanto o ensino público quanto o privado não estimulam o espíritocrítico tanto dos educadores como dos educandos, se limitando a preparar estes últimos para o mundo dotrabalho sem questionar as práticas e justificativas opressoras que se estabelecem na sociedade,preparação que se dá através de métodos disciplinares que reproduzem as práticas opressoras e procuramimpedir o seu questionamento.
  3. 3. Temos como objetivo uma educação para a qual adotamos o nome de popular e autogestionária.Com este termo específico queremos dizer que buscamos uma prática educacional voltada para o exercícioda reflexão crítica sobre os diversos aspectos da realidade social, que crie um espaço para oquestionamento dos valores dessa realidade, e que faça sentido para os atores envolvidos nesse processo,na medida em que esteja, ao contrário da educação tradicional, mais diretamente ligada às vivênciascotidianas desses atores. Tal educação se dá através da intervenção ativa na sociedade por parte doseducadores e dos educandos promovendo a transformação coletiva e individual. Desta maneira, aparticipação social dos membros do nosso projeto como sujeitos é nossa meta. Além disso, já que temcomo horizonte a eliminação das desigualdades presentes na sociedade, a educação popular volta-sefundamentalmente para a os setores da sociedade que sentem as contradições advindas da opressão socialde modo mais profundo. A educação popular é a educação que acreditamos ser parte de um conjunto de açõestransformadoras em direção a uma sociedade justa e livre de desigualdades. 2. ObjetivosReconhecendo que toda ação pedagógica é também uma ação política, nossos objetivos primeiros são:1.Ser um movimento social que busca a transformação da sociedade através de uma educação popularlibertadora, criando, para educandos e educadores, um ambiente propício para:a)A intervenção política e coletiva no meio em que estão inseridos, através de práticas socialmentetransformadoras e emancipadoras.b)Diversidade cultural, visando uma formação Integral e o respeito á diferença;2.Caminhar com os educandos buscando o seu acesso às universidades públicas através:a)Da discussão do significado deste ensino na sociedade brasileira;b)Da crítica ao modelo de ensino universitário e suas práticas;c)Do estudo de conteúdos abordados no Ensino Médio.3.Estimular a discussão sobre Educação Popular e Economia Popular Solidária e a produção deconhecimento sobre suas intersecções.3. Orientações e Práticas Pedagógicas Torna-se evidente que não podemos nos prender às formas tradicionais de ensino, caracterizadaspelo professores especialista em uma determinada disciplina expõem um conhecimento pronto e acabado aalunos que, assim, são estimulados e obrigados a adotarem um postura de passividade frente à produção eà transmissão desse conhecimento. Por isso, a orientação pedagógica que dá a base para a prática educacional do PVA é aquela quebusca novas diretrizes pedagógicas inspiradas na obra crítica de Paulo Freire, cuja leitura dos processoseducacionais nos permitiu desenhar de forma mais efetiva uma atuação pedagógica que visa umaemancipação do sujeito e uma aprendizagem verdadeira dos conteúdos disciplinares.Implementamos, neste sentido, uma reorganização de tais conteúdos. A proposta pedagógica do PVA faz uma dissolução de tais conteúdos em módulos temáticos quereconstroem a base epistemológica comum destes conhecimentos sobre a realidade, buscando uma visãomais global sobre os fenômenos dessa realidade. Cada módulo, assim, gira em torno de um tema que éabordado a partir de diferentes perspectivas, buscando estabelecer relações efetivas não somente entre asdiversas áreas do saber (comumente compartimentadas de maneira estanque), como também entre oconhecimento produzido na academia e o conhecimento adquirido na experiência cotidiana, de maneiraprática; entre o conhecimento teórico e a realidade efetiva de educadores e educandos.
  4. 4. Também fazem parte da orientação pedagógica:·Atividades de arte, dança, cinema, música, teatro etc.;·Grupos de estudos para organização das aulas com reuniões periódicas;·Despersonalização de aulas e de áreas;·Disponibilização das aulas e do material produzido ;·Avaliação constante das atividades e do andamento do projeto. Esta lista será sempre aumentada e repensada, visto que não temos um projeto acabado dediretrizes pedagógicas, mas sim um projeto em construção contínua. 4. Organização O PVA tem como fundamento de suas práticas a participação, por parte de seus membros, demaneira consciente em relação aos princípios e objetivos do projeto, bem como a compreensão de seucaráter político. Seu funcionamento tem o intuito de potencializar a responsabilidade individual através daliberdade intelectual, do espírito crítico, da iniciativa comprometida e da organização coletiva. Deste modo, omembro do PVA se torna orgânico ao projeto ao participar de suas instâncias, contribuindo para suaconstrução e manutenção.4.1. Estrutura organizativaO PVA é dividido em organizações coletivas que comportam três instâncias:1.Instâncias Deliberativas·Reuniões Gerais2.Instâncias avaliativas·Reuniões de avaliação3.Instâncias executivas·Módulos·Espaços·Oficinas·Grupos de Trabalho (GTs) É importante destacar que o PVA preza por uma organização baseada numa construção coletiva,horizontal e autogestionária. Dito de outra forma, a democracia interna e a hierarquia das instânciasdeliberativas exigem, sempre buscando o consenso, a prevalência das posições majoritárias sobre asminoritárias, das instâncias gerais sobre as particulares e dos coletivos sobre os indivíduos no que se refereà aplicação das resoluções e à ação prática. Para tanto, também é resguardada, com mesma importância eintensidade, a autonomia relativa dos organismos coletivos no âmbito de suas atribuições e o direito deopinião de cada membro.1- Das Instâncias deliberativasAs instâncias deliberativas são espaços fixos de discussão e decisão com periodicidade variavel com ointuito de esclarecer e aprofundar a consciência coletiva ao redor dos objetivos do Projeto e encaminharpráticas para atingi-los. Os encaminhamentos para as ações do PVA se dão através da busca peloconsenso.·Reuniões gerais:Estas reuniões se caracterizam por discutir assuntos mais longos e aprofundados que refletirão nas açõespráticas do PVA como um todo. Normalmente são convocadas com antecedência e os membros já estão a
  5. 5. par da pauta a ser tratada. Os assuntos a serem abordados são decididos antecipadamente na ReuniãoOrdinária, porém outros pontos de pauta podem ser acrescentados individualmente no começo da reunião.Sua duração é estabelecida conforme combinado antecipadamente em reunião ordinária ou no início dareunião, podendo variar, por exemplo, duas horas ou dois dias. Sua decisão prevalece sobre a decisão deoutras instâncias, dado a profundidade do debate e sua representatividade.2- Das Instâncias AvaliativasSão reuniões convocadas pelo PVA para realizar a crítica e a auto-crítica das práticas realizadas peloprojeto . Normalmente estas reuniões são iniciadas com leituras de textos acompanhadas de grupos dediscussões. Tem finalidade formativa e informativa podendo ser encaminhadas propostas para discussões epráticas futuras.·Reunião de Avaliação:Reunião onde se discute a prática pedagógica do PVA, com um foco maior sobre os Módulos e Espaços.Esta reunião é necessária para o afinamento do discurso e da prática pedagógica do PVA, para abrir oespaço dos módulos para a intervenção do PVA como um todo servindo para troca de experiências e idéias.Esta reunião pode ser realizada no mesmo dia da Reunião Geral, embora tenha um caráter diferente.3- Das instâncias executivasSão coletivos de duração temporária organizados pelo PVA a fim de encaminhar as práticas requeridas paraseu funcionamento e, portanto, atingir os objetivos por ele proposto.·Módulos: As atividades ocorrerão em função de módulos temáticos pré-definidos nas Reuniões Gerais, osquais serão organizados por educadores provenientes de diferentes especialidades em sua formação. Cadamódulo terá a duração que for considerada conveniente para uma abordagem adequada dos temaspropostos, discutida em Reunião Geral. O PVA orienta para que os membros dos módulos realizem reuniões semanais para a programaçãodo curso, discussão do conteúdo e das atividades, sempre pensando não só na transdisciplinaridade, masna troca entre os próprios módulos.·Espaços: São, literalmente, espaços na carga horária do Projeto, onde os educandos teriam um pouco maisde autonomia, ao se comparar com os módulos, no que se refere ao objeto a ser estudado. O objetivo aquié explicitar as “especialidades” dos educandos e promover o intercâmbio de conhecimentos. Porém, sendoatividades relativamente bastante livres, existe a possibilidade de, no início, haver um descompasso doseducandos com a nova forma de encarar um estudo. Deste modo, o papel dos educadores responsáveisenquadra-se em promover e potencializar o objetivo final deste espaço. E isto não porque o educador ficariamenos descompassado, mas porque, por sua história na construção deste projeto, tem mais claros osobjetivos finais do Espaço e do PVA. O assunto do Espaço é proposto em Reunião Geral.·Oficinas: As oficinas temáticas têm o papel de fornecer o ferramental específico de uma área doconhecimento a fim de munir os educadores e educandos de conceitos e práticas que os permitam seaprofundar nos temas desenvolvidos nos módulos e espaços. Suas atividades devem ser orientadas demodo a ter algum tipo de trabalho envolvendo a linguagem a ser apropriada. Oficinas, segundo asdefinimos, caracterizam-se justamente por sua especificidade e foco na linguagem (ou nas linguagens) deuma ou mais áreas do conhecimento, sendo flexíveis no que se refere à exigência da transdisciplinaridadedos módulos. É sobretudo isso o que as diferencia destes. No entanto, sua duração deve ser curta,evitando-se realizar mais de uma oficina em um mesmo período, para que não haja uma tendência de se
  6. 6. substituir os módulos pelas oficinas, o que não pode acontecer de maneira nenhuma. A forma deorganização das oficinas não difere dos módulos no que diz respeito ao número de responsáveis: não deveser menor que dois. Sua periodicidade varia com as necessidades do PVA, assim como seu dia derealização também, podendo ocorrer inclusive em finais de semana.·Grupos de Trabalho (GTs): Os Grupos são coletivos constituídos, com tarefas fora do âmbito didático ou não. Suas ações sedão tanto dentro do espaço físico e de tempo restrito aos cursos como fora destes.O funcionamento do PVA exige alguns grupos permanentes, porém com rotatividade de membros,denominadas grupos de trabalho (GTs):Avaliação Este GT organiza reuniões e recolhe os escritos de educandos e educadores realizados em sala deaula, verificando o andamento das atividades e a freqüência de ambas as partes.Organização Deve ser composta preferencialmente pelos membros que não estiverem envolvidos naorganização de módulos temáticos. Ela não é responsável por decisões que afetem os rumos do projeto,mas sim por viabilizar praticamente as atividades do mesmo, tais como as reuniões gerais e ordinárias,apoio aos módulos e grupos ou até na proposta de criação de frentes temporárias para dar conta de algumatarefa. Ela é responsável no que se refere tanto à estrutura material para tais atividades quanto àorganização dos seus participantes.Dado que ela fica responsável pela viabilização material das atividades do PVA esta frente também ficaresponsável pela administração da parte financeira do PVA, controlando a movimentação de recursosfinanceiros e buscando apoio de DAs, do DCE, movimentos sociais, etc...Esta frente deve ser rotativa com periodicidade máxima de seis meses para cada um dos membros. Destemodo, todos membros participarão da organização do PVA, mas ninguém será burocratizado.Biblioteca Os membros da frente de biblioteca ficam responsáveis por, além de administrar a biblioteca, buscara aquisição de livros e a ampliação do espaço destinado à biblioteca.Educação Esta frente visa promover discussões, manifestações, reflexões sobre o tema da educação. Englobafomentar o questionamento sobre a educação pública no país, construir atos, palestras etc. para divulgar eestimular esse questionamento, divulgar e debater os processos seletivos das universidades públicas,discutir acerca do papel que a universidade e a extensão universitária têm e deveriam ter frente àsociedade, entre outros.Os membros desta frente também irão procurar construir um Coletivo de Estudossobre Educação Popular e Economia Popular Solidária.Integração O GT de integração envolve a elaboração de atividades junto aos educadores e educandos, tantodurante a semana (nos espaços de integração entre os blocos de atividades) quanto ao longo do ano(atividades de sábados, saraus, churrascos, passeios, confraternizações etc.).GT dos Processos Seletivos Este coletivo tem, montado o calendário em Reunião Geral, o objetivo de viabilizar o processoseletivo, preocupando-se com o andamento do mesmo (observando se a realização do calendário é viável)e de suas questões materiais. Esta frente não tem caráter constante durante o ano, porém é uma “frente
  7. 7. permanente” do ponto de vista que ela é sempre necessária assim que se faz necessário um processoseletivo para o PVA.4.2.Estrutura das aulas Apresentamos a seguir a organização do PVA proposta para o seu primeiro período defuncionamento (Nov. e Dez. De 2010) , na sua versão de curso intensivo, devendo ser revista e avaliadafuturamente para correções e aprimoramento. Logicamente, não serão revistos os princípios que basearama elaboração dessa organização (horizontalidade das relações e a participação dos educadores eeducandos). As atividade do PVA ocorrerão de segunda à sexta das 19h às 22h.Cronograma previsto para o primeiro período de atividades: Além do período noturno de segunda a sexta, prevemos também atividades a serem realizadas nossábados: aulas ou estudos temáticos, resolução de exercícios e tirada de dúvidas, passeios, filmes, sarausetc.a)Duração do cursoTendo em vista que o período de um mês é muito restrito tanto para a construção de uma vivênciaeducacional autêntica e transformadora quanto para a aprendizagem dos conteúdos necessários àaprovação nos processos seletivos de acesso às universidades, o PVA é uma revisão intensiva.b)Local de funcionamentoO projeto tem funcionado nas dependências do Colégio Estadual Júlio de Castilhos. Avenida Piratini, 76 –Bairro Santana – Porto Alegrec) Processo seletivo e matrículaNão existe processo seletivo, o critério é boa vontade e interesse em cooperar.Número de vagas: a primeira turma terá 30 vagas. Será posteriormente estudada a possibilidade deampliação das vagas de acordo com a procura. 5. Considerações Finais: os princípios fundamentais
  8. 8. Apresentamos a seguir, somente, alguns princípios básicos de maneira mais sistematizada.É importante salientar que a idéia deste Projeto Pedagógico é estabelecer algumas diretrizes ou princípiosbásicos que nos dão a direção fundamental para que haja coerência nas atividades do PVA. Um de nossos princípios fundamentais é a avaliação e reformulação contínua desse ProjetoPedagógico, a partir da reflexão, da crítica e da discussão sistemática sobre a Educação e EconomiaSolidária e a realidade social em que está inserido. Nessa lógica, sempre adaptando-se ou aprimorado-se,sem ser totalmente descaracterizado em sua estrutura fundamental, mantendo as seguintes características:· A gratuidade do curso para os educandos e a não-remuneração para os educadores.· A horizontalidade das relações no interior do projeto, sem hierarquizações de qualquer espécie, assimcomo sem qualquer tipo de preconceito, discriminação ou práticas que reproduzam as relações dedominação e opressão que buscamos criticar e combater.· A postura crítica frente à realidade social, frente à universidade e às suas “verdades científicas” e frente àsua própria atuação no âmbito dessa sociedade e dessa universidade.· A manutenção da coerência entre o discurso e a prática.· A autonomia em relação a outros movimentos sociais, a partidos políticos, orientações religiosas,instituições, empresas etc.· A busca por uma transformação social profunda e emancipadora.· E por fim, o exercício da Educação-Economia Popular como prática educacional libertadora.

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