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Concretamente, no Brasil, após a Independência, a
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MA, CE, PI

Assim é que no Rio Grande do Sul e
em Santa Catarina, de 1835 até
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e Rio Negro

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Este trabalho é apenas uma abordagem geográfica de um fato
da maior relevância para a formação da sociedade regional
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As características da região
amazônica sempre foram vistas
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Este trabalho se coloca, portanto,
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Vem de longas datas a prática
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Argumentam
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Estudar a dimensão geográfica da cabanagem certamente
nos ajudará muito a entender a formação da sociedade regional
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Nas Câmaras de vereadores?
Nas Assembleias Legislativas?
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Desde o início de sua colonização
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posteriormente a partir de 1751
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A Independência do Brasil cria em consequência a
necessidade de um novo reordenamento das relações
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Dom Pedro I mantém rituais levados a
efeito anteriormente por seu pai, como
o do Beija mão. (Esboço de Debret).
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império à época de sua coroação, em dezembro de 1822. Era
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queriam
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Na verdade a Cabanagem a nível
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Portanto, a cabanagem
é um fato geo-histórico
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Os cabanos revelam o nível de consciência de todas as pessoas,
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Portanto, o holocausto desses quarenta mil
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na História da Amazônia como um exem...
A mensagem que nossos antepassados
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É esta a herança cívica e
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Na verdade a cidadania brasileira, a
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Assim como Thomas Morus pensou [...] uma sociedade sem
propriedade privada, com absoluta comunidade de bens e do
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Aqui na Amazônia, nossos antepassados construíram o projeto
da utopia cabocla, um mundo fraterno, feliz, alegre e justo pa...
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Muito Obrigado
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APRESENTAÇÃO DO LIVRO CABANAGEM AMAZÔNIDAS INDIGNADOS

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Resgate das lutas dos amazônidas contra o colonialismo interno a que estão submetidos. Como diz o General Villas Boas, comandante militar da Amazônia: o Brasil trata a Amazônia como se fosse uma colônia.

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APRESENTAÇÃO DO LIVRO CABANAGEM AMAZÔNIDAS INDIGNADOS

  1. 1. 1
  2. 2. Inicialmente faremos algumas considerações de caráter metodológico para que se entenda este trabalho como um trabalho geográfico: geografia (des)humna ou regional e não histórico e que se complementarão na introdução. 2
  3. 3. Este trabalho tem sua fundamentação teórica nas colocações feitas por Edward Soja em sua obra Geografias pósmodernas. Reafirmação do espaço na teoria social crítica. Segundo Edward Soja a questão das regiões subnacionais no contexto do desenvolvimento geograficamente desigual está ligada às mudanças ocorridas na divisão espacial do trabalho. Edward W. Soja - 1993 - O objetivo do autor é espacializar a narrativa histórica, associar ao tempo uma geografia humana crítica permanente. 3
  4. 4. EDWARD SOJA Y LA GEOGRAFÍA CONTEMPORÁNEA Edward Soja afirma que as regiões subnacionais resultam de uma regionalização no nível do Estado nacional e que a especialização resultante decorre das lutas competitivas e de conjunturas particulares, repleta de tensões, política, ideologia e poder. http://geoperspectivas.blogspot.com.br/2012/03/edward-soja-y-la-geografia.html 4
  5. 5. Complementando as suas reflexões a respeito da regionalização dentro do processo de formação dos Estados nacionais, Edward Soja acrescenta que é nesse processo que surge o regionalismo: O regionalismo pode assumir muitas formas políticas e ideológicas diferentes, que vão desde a solicitação aquiescente de recursos adicionais até tentativas explosivas de secessão. 5
  6. 6. Concretamente, no Brasil, após a Independência, a sociedade brasileira manifesta regionalmente sua insatisfação contra a chamada centralização do poder na 6 figura do imperador.
  7. 7. MA, CE, PI Assim é que no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, de 1835 até 1845, acontece a chamada Revolução Farroupilha. De 1837 até 1838, na Bahia, ocorre o que ficou conhecido como a Sabinada. No Maranhão, parte do Ceará e do Piauí, de 1838 a 1841, sucede outro movimento de insatisfação popular que passou para a história com o nome de Balaiada. E no Grão-Pará e Rio Negro, de 1835 a 1840, a Cabanagem. 7
  8. 8. e Rio Negro 8
  9. 9. Este trabalho é apenas uma abordagem geográfica de um fato da maior relevância para a formação da sociedade regional amazônica que nunca mereceu a atenção dos geógrafos, que nunca atentaram para a dimensão histórica do conceito geográfico de região amazônica. 9
  10. 10. As características da região amazônica sempre foram vistas a partir da natureza, sobretudo da floresta, da bacia hidrográfica e da bacia geológica, naquilo que pôde e pode ser transformado em mercadorias para o mercado capitalista mundial, e nunca a partir da formação da sociedade regional e das necessidades e interesses de seu povo. 10
  11. 11. As nações indígenas, caboclos e caboclas que são os sujeitos marcantes da sociedade amazônica, nunca foram considerados como pessoas plenas pelos conquistadores e colonizadores e pelas elites atuais detentoras do poder nacional e regional. Os chamados interesses nacionais sempre se sobrepõem aos legítimos interesses e necessidades regionais. A política transformou-se numa feira quadrienal na qual o voto é o objeto de escambo. 11
  12. 12. Este trabalho se coloca, portanto, na linha daqueles que consideram legítimas as manifestações de indignação popular contra governos, governantes e políticos corruptos que adquirem mandatos através de falsas promessas, comprando votos, e de outras autoridades que, sem mérito algum, são nomeadas para cuidarem dos interesses espúrios de quem as 12 indicou.
  13. 13. Vem de longas datas a prática de criminalizar e reprimir com violência as justas reivindicações dos segmentos populares pelos seus direitos, enquanto os segmentos da classe dominante são prontamente atendidos quando reclamam por privilégios, isenções fiscais, perdão de dívidas e outras regalias. 13
  14. 14. Como atualmente, no início do século XXI, as manifestações populares contra a ordem econômica, política e social injusta e corrupta, desde os indignados da Europa e de Wall Street, nos Estados Unidos, até os estudantes e trabalhadores de Manaus e das outras capitais brasileiras, são sempre acusados de baderneiros, arruaceiros, 14 oportunistas políticos etc.
  15. 15. 15
  16. 16. Argumentam as elites detentoras do poder ser difícil atender as demandas populares, pois são reinvindicações difusas e micro utópicas, e que não conseguem ver na massa indistinta rostos identificáveis com RG e CPF com os quais possam conversar. Entretanto, os identificados são sempre acusados, no mínimo, de desacato à autoridade. 16
  17. 17. Estudar a dimensão geográfica da cabanagem certamente nos ajudará muito a entender a formação da sociedade regional amazônica dentro do quadro geral da formação do Estado brasileiro nas relações com o poder central que se estabelece no sudeste e com as outras formas de poder regional, as chamadas oligarquias regionais, sobretudo do norte, nordeste e sul. 17
  18. 18. Membro da aristocracia portuguesa, em Santos. O pai, Bonifácio José Ribeiro de Andrada, era a segunda fortuna da cidade, possuidor de bens no valor de 8:000$000. José Ribeiro de Andrada, o avô, casado com Ana da Silva Borges, pertencia a antiga família portuguesa do Minho e de Trás-os-Montes, parente dos condes de Amares e marqueses de Montebelo, ramo dos BobadelasFreires de Andrada. A cabanagem se dá no contexto da emergência e afirmação da sociedade brasileira unificada pela sua territorialidade mas submissa a uma estrutura de poder superestrutural, sem legitimidade e representatividade resultado de um “acordo de lideranças” instaladas no centro do poder político no sudeste, comandado por José Bonifácio que não considerou a existência das outras regiões, ou seja das outras sociedades regionais. 18
  19. 19. A independência foi proclamada em setembro, Dom Pedro foi aclamado imperador em outubro e, dois meses depois coroado pelo bispo do Rio de Janeiro, com o título de Dom Pedro I. 19
  20. 20. A cabanagem é toda uma sociedade que luta pela sua autodeterminação e pela participação na vida política do país, a partir de todos os seus componentes e segmentos sociais com um projeto político e reivindicações bem claras e específicas e que teve como resposta um saldo imediato de aproximadamente quarenta mil cidadãos e cidadãs amazônidas massacrados e assassinados. 20
  21. 21. A cabanagem é a dimensão histórica da geografia humana da Amazônia que pertence aos índios, aos negros, aos tapuios e cabocos: homens e mulheres morenas que pagaram e ainda hoje pagam muito caro para serem brasileiros. 21
  22. 22. Em vão intelectuais mazombos comprometidos com o poder estabelecido que desenvolvem essa política neocolonial tentam se apropriar do potencial revolucionário da cabanagem e da capacidade de indignação do povo brasileiro e dos amazônidas. Não brinquem, não menosprezem nem debochem da capacidade de indignação dos amazônidas e de todos os 22 brasileiros.
  23. 23. O POVO SE VÊ REPRESENTADO Nas Câmaras de vereadores? Nas Assembleias Legislativas? No Congresso nacional? A cabanagem foi um movimento organizado dos amazônidas reivindicando entre outras demandas participação na administração regional uma vez que na Amazônia, decorridos treze anos após a “Independência do Brasil” a estrutura de poder local continuava nas mãos dos portugueses. 23
  24. 24. Desde o início de sua colonização em 1616 que o Estado do Maranhão e Grão-Pará, posteriormente a partir de 1751 denominado o Grão-Pará e Maranhão, e, a partir de 1772 Estado do Grão-Pará e Rio Negro constituíram-se em uma colônia diretamente governada por Lisboa sem grandes relações administrativas, comerciais, econômicas e políticas com a sede da colônia no Rio de Janeiro. 24
  25. 25. A Independência do Brasil cria em consequência a necessidade de um novo reordenamento das relações políticas e econômicas do Grão-Pará e Rio Negro com o novo centro de poder estabelecido no Rio de Janeiro. 25
  26. 26. Dom Pedro I mantém rituais levados a efeito anteriormente por seu pai, como o do Beija mão. (Esboço de Debret). 26
  27. 27. A imagem de D. Pedro I foi distribuída por todos as regiões do império à época de sua coroação, em dezembro de 1822. Era possível vê-la em calendários, canecas e capas de livros. Desse modo, rituais de aclamação poderiam ser levados a efeito nas vilas mais remotas dispensando-se a presença física do 27 imperador. (Souza 1999: 263 e ss).
  28. 28. Neste quadro Debret declara que, vários símbolos lhe foram encomendados, os quais foram diretamente supervisionado por José Bonifácio de Andrada e Silva: "O governo imperial é representado, nesse trono, por uma mulher sentada e coroada". Abaixo dela se vê "uma 28 cornucópia derramando frutas do país".
  29. 29. A barca que se vê à esquerda está, "carregada de sacos de café e de maçoes de cana-de-açúcar". As pessoas ali representadas possuem um sentido especial: "Ao lado, na praia, manifesta-se a fidelidade de uma família negra em que o negrinho armado de um instrumento agrícola acompanha a sua mãe, a qual, com a mão direita, segura vigorosamente o machado destinado a derrubar as árvores das florestas virgens e a defendê-las contra a usurpação, enquanto com a mão esquerda, ao contrário, segura ao ombro o fuzil do marido arregimentado e pronto para partir". Outras figuras são destacadas por Debret: "a indígena branca, ajoelhada ao pé do trono", um "oficial da marinha" e "um ancião paulista" que, "apoiado a um de seus jovens filhos que carrega o fuzil a tiracolo, protesta fidelidade" (Schwarcz 2000: 29 41).
  30. 30. Os cabanos queriam república, o Brasil se torna um império. Os cabanos queriam trabalho livre, o Império Brasileiro defendia e fomentava o trabalho escravo. Os cabanos queriam terra pra trabalhar, reforma agrária o Império Brasileiro se baseou em uma estrutura latifundiária associada ao trabalho escravo. 30
  31. 31. A cabanagem é, portanto a luta indignada de todo um povo contra uma estrutura de poder autoritário e absolutista que começa a se arruinar de cima para baixo, pela arrogância e corrupção dos dirigentes e pela revolta da população contra condições de vida indignas de pessoas livres e de desrespeito e deboche sistemático contra os direitos elementares dos cidadãos e das cidadãs, como ainda hoje fazem as elites detentoras do poder político e econômico. 31
  32. 32. Os detentores de poder em todos os tempos impuseram ordem e sempre através da violência da força das armas. Isaías, já no Antigo Testamento no capítulo 32, versículo 17 afirma com bastante veemência: “O fruto da justiça é a paz”. 32
  33. 33. Na verdade a Cabanagem a nível internacional e em uma outra conjuntura política do mundo ocidental é o eco das vozes vindas da Europa e da América que clamavam por liberdade, igualdade e fraternidade e que no riacho Ipiranga ecoa “independência ou morte” e aqui no rio Amazonas “vivam os descendentes de Ajuricaba e nhengaíbas! Vivam os paraenses livres! Viva o 33 Pará”.
  34. 34. Portanto, a cabanagem é um fato geo-histórico que transcende geograficamente os limites locais e regionais e historicamente se coloca além da linha do tempo colonial. 34
  35. 35. Os cabanos revelam o nível de consciência de todas as pessoas, sociedades e de todos os povos que conquistaram a cidadania e querem exercê-la em plenitude participando da vida política do país que ajudaram a construir. 35
  36. 36. Portanto, o holocausto desses quarenta mil amazônidas há de permanecer na Geografia e na História da Amazônia como um exemplo concreto indelével para todas as gerações que o habitat natural para o desenvolvimento de todos os seres humanos é a liberdade, a autodeterminação e a participação na vida política e social da comunidade humana em qualquer lugar que ela se organize. 36
  37. 37. A mensagem que nossos antepassados cabanos nos dão é a de que a cabanagem não foi uma luta em vão. A escravidão foi abolida. O império e a monarquia foram derrotados e a república foi proclamada. A luta pela demarcação das terras indígenas (Humaitá) e pela reforma agrária continuam e os quilombolas estão recebendo o título definitivo de suas terras. 37
  38. 38. É esta a herança cívica e cidadã deixada pelos nossos antepassados cabanos que estimulam as gerações atuais dos amazônidas a unirem-se a todos os brasileiros nessas lutas vitoriosas de conquistas sociais contra os neocolonizadores e neoexploradores, sobretudo contra os políticos corruptos e autoridades desonestas. Quando o povo quer ninguém domina. 38
  39. 39. Na verdade a cidadania brasileira, a nação brasileira vem sendo construída geográfica e historicamente nas lutas de todos os segmentos populares desde as lutas das nações indígenas em suas aldeias na defesa de suas terras defrontando-se contra as tropas de resgate; desde a luta dos negros na defesa de seus quilombos enfrentando os capitães-do-mato até hoje nas lutas urbanas de jovens estudantes, professores e trabalhadores nas ruas, avenidas e praças confrontando-se com as tropas de choque. 39
  40. 40. Assim a luta dos primitivos espoliados e explorados continua hoje com a luta dos agora chamados excluídos e continuará no futuro com os nossos descendentes contra todas as injustiças e explorações na construção desta utopia colocada na mente e na vontade de todos os povos. 40
  41. 41. Assim como Thomas Morus pensou [...] uma sociedade sem propriedade privada, com absoluta comunidade de bens e do solo, sem antagonismos entre a cidade e o campo, sem trabalho assalariado, sem gastos supérfluos e luxos excessivos, com o Estado como órgão administrador da produção e deu-lhe o nome de “Utopia” 41
  42. 42. Aqui na Amazônia, nossos antepassados construíram o projeto da utopia cabocla, um mundo fraterno, feliz, alegre e justo para todos os curumins e cunhantãs que entrou para a história e geografia do mundo ocidental com o nome de País das Amazonas, ou simplesmente Amazônia. 42
  43. 43. 43
  44. 44. Muito Obrigado Prof. Dr. Roberto Monteiro 44 robertomonteiroam@blogspot.com

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