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A evolução da razão no ocidente

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Evolução da organização do pensamento na civilização cristã ocidental, distinguindo e enfatizando as duas mais importantes correntes de pensamentos: o positivismo e o materialismo histórico dialético.

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A evolução da razão no ocidente

  1. 1. 1
  2. 2. 2
  3. 3. Prof. Dr.Roberto Monteiro de Oliveira 3
  4. 4. Introdução – Ultrapassando a rotina do dia a dia; excedendo oslimites territoriais de sua existência; indo além da percepçãodireta de seus sentidos os homens colocaram para si, em todosos recantos da Terra, as questões fundamentais da vida e damorte; da natureza e da sociedade; dos seres visíveis e invisíveis. 4
  5. 5. No OrienteMédio osjudeusconceberam anoção de umDeus único,criador, senhore sustentadorde todas ascoisas. 5
  6. 6. O que se deve observar é que inicialmente,resolvidas as questões relativas à suasobrevivência material o que sem dúvida lhes dáoportunidade de desenvolver os primeirosconhecimentos técnicos, os homens colocam parasi as questões fundamentais da própriaexistência. 6
  7. 7. Daí advindo, para a maioria dos autores, oconhecimento mítico, o conhecimento religioso, oconhecimento filosófico e o conhecimento científico.O grande desafio atual é conciliar o chamadoconhecimento tradicional com o conhecimentocientífico. 7
  8. 8. O CRISTIANISMO Iniciado com as pregações de Jesus Cristo e de seus apóstolos, em meados do século I, na região do atual Estado de Israel e dos Territórios Palestinos. Tem origem no judaísmo e é a religião mais difundida no mundo. 8
  9. 9. A civilização cristã ocidental - A civilização cristãocidental percorreu um longo caminho até chegar àforma atual da sua maneira de pensar e raciocinar. 9
  10. 10. Nesta caminhada tomaremos como ponto de partidaespaço/temporal o momento emque a civilização ocidental, viveuo momento que ficou conhecido como RENASCIMENTO. Não se pode desvincular o desenvolvimento técnico- científico do desenvolvimento político e sociocultural. 10
  11. 11. Aristóteles sistematizou a forma de organizar edesenvolver o pensamento através dosilogismo. O que passou para a História comoa lógica formal aristotélica.Na obra Organon, Aristóteles define a lógicacomo um método do discurso demonstrativo,que utiliza três operações da inteligência:o conceito,o juízo eo raciocínio. 11
  12. 12. O conceito é a representação mental dos objetos.O juízo é a afirmação ou negação da relação entre osujeito e seu predicado.E o raciocínio que leva à conclusãosobre os vários juízoscontidos no discurso. 12
  13. 13. Aristóteles estuda a estrutura lógica daargumentação e descobre que alguns argumentospodem ser convincentes, embora não sejamcorretos.A lógica, segundo Aristóteles, é um instrumentopara atingir o conhecimento científico.Só se pode chamar de ciência aquilo que é metódicoe sistemático, ou seja, lógico. 13
  14. 14. Os raciocínios podem ser analisados comosilogismos, nos quais uma conclusão decorre deduas premissas."Todo homem é mortal. Sócrates é homem, logo,Sócrates é mortal", diz ele, para exemplificar."Sócrates", "homem" e "mortal" são conceitos."Sócrates é mortal" e "Sócrates é homem" sãojuízos. 14
  15. 15. O raciocínio é a progressão do pensamento que sedá entre as premissas e, a conclusão, ou seja, é aorganização e disposição lógica das premissas deforma a se chegar a uma conclusão:"Todo homem é mortal", Premissas"Sócrates é homem“Logo, "Sócrates é mortal". (Conclusão) 15
  16. 16. Como filósofo Aristóteles refletiu muito para entenderas causas de tudo que observava o que ainda hoje é arazão de ser da maioria dos experimentos da ciênciamoderna.Por tudo isso, e por muito mais Aristóteles de Estagira(como ficou conhecido) de fato colocou as bases e osfundamentos da boa ciência ocidental que seconservam até hoje: a lógica, o método e a observaçãoda natureza e da sociedade. 16
  17. 17. 17
  18. 18. A Idade Média - a partir do século XI até oRenascimento, nas questões relativas aoconhecimento humano, no ocidente, prevalece oque ficou conhecido como Escolástica.. 18
  19. 19. A escolástica foi a tentativa de conciliar a fé cristãcom a razão, representada pelos princípios dafilosofia clássica grega, em especial osensinamentos de Platão e Aristóteles. Desenvolve-sea partir da filosofia patrística, elaborada pelos padresos Doutores da Igreja Católica, que fazem a primeiraaproximação entre o cristianismo e uma formaracional de organizar a fé e seus princípios, baseadano platonismo. Com a escolástica, a filosofiamedieval continua ligada à religião, uma vez que sãoas questões teológicas que suscitam a discussãofilosófica. 19
  20. 20. A fase inicial da escolástica éprofundamente influenciadapelo pensamento de SantoAgostinho (354-430), o maisimportante nome da filosofiapatrística. Retomando osprincípios do platonismo,entre eles o de que há umaverdade absoluta acima dasverdades particulares, SantoAgostinho vê na revelaçãodivina o meio pelo qual averdade é introduzida noespírito humano. 20
  21. 21. O período maisimportante daescolásticacorresponde ao dodesenvolvimento dotomismo, doutrinacristã criada noséculo XIII por SãoTomás de Aquino(1224-1274), combase na filosofiaaristotélica. 21
  22. 22. Para São Tomás de Aquinoe para seus seguidores, háduas ordens deconhecimento: o sensívele o intelectual, sendo queo intelectual pressupõe osensível. A impressão queum objeto deixa na alma échamada de conhecimentosensível. O conhecimentointelectual consideraapenas as característicascomuns entre os objetos eelabora o conceito. 22
  23. 23. A escolástica entra em crise no finalda Idade Média, por volta do séculoXIV, período marcado pelosurgimento do humanismorenascentista, pelas novasdescobertas científicas e pelaReforma Protestante. Entretanto,sobrevive na era moderna como opensamento cristão tradicional oneo-tomismo. 23
  24. 24. O Renascimento - A partir do Renascimento se começacriticar a maneira como se procurava explicar osfenômenos da natureza. Usava-se muita razão, muita lógica, muito sistema bem organizado, mas se descuidaram da observação e não se controlavam os fatos que se queria explicar. Galileu Galilei e Francisco Bacon que trabalharam para nos dar um método diferente e que chamamos hoje de método experimental. 24
  25. 25. Sucintamente este método consiste noseguinte:1º observar os fatos;2º levantar hipóteses explicativas dosmesmos;3º retornar a experiência paraverificar se as hipóteses estão certas,de acordo com os fatos. 25
  26. 26. Aos poucos vai se firmando como científicosomente aquilo que procurava as leis do mundofísico e que prova suas afirmações com ocontrole dos fatos. Com isso somente a físicaadquiriu foros de ciência. Mas com a adoção dométodo da física nas outras pesquisas tambémestas outras pesquisas passam a ter o status deciências de tal forma que quando falamos hojede ciência entendemos o tipo de conhecimentoque de alguma forma usa ométodo experimental. 26
  27. 27. As ciências humanasprocuraram então seenquadrar em um métodosemelhante ao da física paraserem chamadas ciências.Neste contexto as ciênciasadquiriram algumascaracterísticas. 27
  28. 28. Características da Ciência Moderna - Aprimeira característica é a matematizaçãoou quantificação, ou seja, as qualidades epropriedades da natureza passam a sermedidas por uma linguagem simbólica muitoprecisa, de compreensão universal unívoca:50mm, 9km, 120 4kg e etc.... Uma outra característica da ciência moderna é a funcionalidade, ao cientista interessa relatar como esta sendo processado o experimento e a quanto ou em que medida o mesmo se processa em vista unicamente de seus resultados. Não interessa ao cientista buscar as causas últimas. 28
  29. 29. A terceira característica da ciência moderna é ocaráter seletivo. Isso quer dizer que para fazeruma hipótese explicativa o cientista tem queselecionar os elementos e variáveis com quevai tratar, ou seja, tem que escolher asvariáveis que vão ficar sob controle. Por esseprocedimento do dado particular, pode ocientista chegar a uma Lei Geral. 29
  30. 30. Uma outra característica da ciênciamoderna é o seu caráter aproximativo.Esta característica diz respeito a tentativasde interpretar ou representar plasticamenteos fatos ou fenômenos estudados. Todavez que uma teoria científica cria umaexplicação para um fato ou fenômeno, nasua linguagem simbólica inventa einterpreta como se o símbolo substituísse arealidade. São os chamados modelosexplicativos. 30
  31. 31. A ciência moderna, como não podiadeixar de ser, tem também umcaráter progressivo acumulativo,os conhecimentos vão seacumulando e se aperfeiçoando, eas teorias vão sendo reelaboradas. 31
  32. 32. Existe ainda uma característica ligada aocaráter quantitativo da ciência moderna que éa exatidão. A ciência é exata precisamente nasua formulação unívoca, e tem que serunívoca exatamente pela dependência dosseus resultados. Este modelo de fazer ciênciaficou conhecido como positivismo. 32
  33. 33. Positivismo - Para o positivismo a ciência é a únicaforma válida de conhecimento. As descobertascientíficas dando novas explicações sobre a natureza,sobre a sociedade e sobre as homens justificaram aconclusão de que a única filosofia verdadeira era aprópria ciência.O positivismo considerando os fracassos da filosofiapropõe o domínio do homem sobre a natureza atravésda ciência e que a ciência seja a base da organizaçãoda sociedade humana. 33
  34. 34. Os positivistas tem uma concepção dinâmicada natureza. Os fenômenos se sucedem numprocesso evolutivo e ininterrupto do mundoinferior, inorgânico, passando por uma sérieprogressiva de formações intermediárias, cadavez mais complexas até atingir o mundosuperior, o mundo humano. 34
  35. 35. O positivismo trouxe para a sociedadehumana as mesmas leis encontradas nomundo animal legitimando a supremacia dosmais fortes sobre os mais fracos através daconcorrência. Daí advém uma série de outrasconsequências perversas para a convivênciahumana e para o funcionamento erelacionamento das sociedades e naçõescomo, por exemplo, a legitimidade dadestruição e invasão do território dos maisfracos se os mais fortes se sentiremameaçados. 35
  36. 36. Comparando o Positivismo com o Materialismo Históricoe dialético, constatamos que eles possuem em comum aconcepção de que a matéria é o princípio supremo e acausa de toda a realidade.Além disso, tanto o materialismo como o positivismopossuem uma preocupação com o homem. Omaterialismo de Marx e seus seguidores procura libertar ohomem das alienações ideológicas, das sujeições e dasopressões políticas. 36
  37. 37. O materialismo positivista procura adquirir umconhecimento exato do homem como ser socialempregando, para isso, o método das ciênciasexperimentais. Como as ciências são aptas paraformular as leis relativas ao desenvolvimentodinâmico da realidade natural, devem ser aptastambém para formular a leis relativas aodesenvolvimento social humano. 37
  38. 38. Na verdade Augusto Comte usou o termo POSITIVO,em oposição ao que ele considerava NEGATIVO, istoé, o iluminismo.O positivista tem uma postura afirmativa no sentido daORDEM rejeitando as críticas românticas dosconservadores feitas à sociedade propondo soluçõespara os problemas presentes em alternativasbuscadas no passado.Os positivistas rejeitam também o pensamentocritico progressista que propõe um projeto socialalternativo para o presente e o futuro da sociedade. 38
  39. 39. O paradigma da análise positivista - Ospositivistas lutam pela integração, peloconsenso, e pela harmonia social analisandoa sociedade segundo o seguinte paradigma: 39
  40. 40. 1 - A sociedade é um organismo, regulado por leisnaturais, cujas partes são mutuamente dependentes,como um organismo vivo,2 - O funcionamento tranquilo de todo o corpodepende do bom funcionamento de todas as partesconstitutivas. Qualquer patologia em uma das partespode levar todo o corpo à morte; 40
  41. 41. 3 - Cada órgão isolado desempenha uma funçãoespecífica, mas deve estar conectado e integrado parao bom desempenho de todo o corpo social. O principiointegrador da sociedade positivista é definirexatamente a função de cada parte ou órgão dasociedade.A normalidade da sociedade positivista é ofuncionamento ordeiro, integrado, harmonioso econsensual das partes que compõem o corpo social.Por fim, 41
  42. 42. 4 - Os positivistas consideram a importância quetodos têm para o funcionamento harmonioso docorpo social e que, portanto cada um deveaceitar resignado e naturalmentedesempenhar a própria função na sociedade. 42
  43. 43. Para as positivistas, os conflitos sociais, ascontradições da sociedade, são fenômenos marginais,imperfeições - o natural é a saúde do corpo, não suadoença.Na comparação positivista entre a sociedade e oorganismo biológico, a tendência natural é que aspartes constitutivas do todo, ainda que diferenciadas,cooperem no sentido da manutenção da saúde docorpo. Se é natural que o corpo tenda a normalidade, todosos sintomas que possam comprometer sua saúde sãopatologias, anormalidades. 43
  44. 44. Expressões do Positivismo - ParaDurkheim uma das maiores expressões doPositivismo, a raiz dos problemas sociais nãoé de natureza econômica, mas sim emrelação a fragilidade da moral e ao estado deanomia, ou seja, a inexistência ouinsuficiência de regulamentação, umaindeterminação jurídica. Daí a necessidadede regulamentações. 44
  45. 45. O positivismo durkheimiano expressa umelemento de continuidade com o objetivoproposto por Augusto Comte de reconciliarORDEM e PROGRESSO. Sua preocupaçãobásica é o restabelecimento da saúde doorganismo social. Para isso pensava sernecessário desenvolver novos hábitos ecomportamentos. 45
  46. 46. Durkheim remete a solução dos problemassociais para a moral e o direito. Se cada umcumprir sua função de maneira apropriada, otodo, a sociedade funcionará de formaintegrada: trata-se da solidariedade orgânica.Isto, em termos políticos, se traduz na defesade uma proposta corporativa que nega asociedade como dividida em classes sociais. 46
  47. 47. Entre os positivistas tem lugar de destaque CharlesDarwin que em 1831, participa, como naturalista, deuma expedição de volta ao mundo no navio Beagle,promovida pela Marinha inglesa. Durante cerca decinco anos desta viagem, obtém informações parafundamentar a Teoria da Evolução das Espécies,publicada em 1859 no livro A Origem das Espécies, naqual afirma que o meio ambiente seleciona os seresmais aptos e elimina as menos dotados. 47
  48. 48. O principal teórico do Positivismo é Augusto Comte (1798-1856). Em 1830 publica o "Curso de Filosofia Positivista", onde desenvolve a nova ciência da humanidade e cria uma nova religião, a religião da humanidade..Objetivo principal de Augusto Comte era elaborar umafilosofia da história baseada no princípio da evoluçãoespontânea e mecânica. Mas a parte da obra de AugustoComte que teve mais repercussão entre seuscontemporâneos e ainda hoje, foi a que trata do valor e dafunção da ciência 48
  49. 49. Augusto Comte admite que todo universo procede da matéria por via de evolução e o homem é produto da evolução da matéria..Quando a evolução atingiu o estágio humanoteve inicio a história. As fases da históriasegundo Comte são: religiosa, filosófica ecientífica 49
  50. 50. Na religião o homem explica os fenômenosnaturais pelas causas sobrenaturais.Na fase filosófica, a fase crítica a explicação édada por princípios;na fase positiva as explicações decorrem das leisnaturais que explicam por si sós os fenômenos. 50
  51. 51. A história do homem, segundo Comteresume-se em ter sidoteólogo na infância,metafísico na juventude efísico na idade adulta. 51
  52. 52. Positivismo no Brasil - O positivismo teve umafortíssima influência nos ideais dos republicanosbrasileiros. Entre os quais se destacam MiguelLemos, Teixeira Mendes e Benjamin Constant.Os governos de Deodoro da Fonseca e FlorianoPeixoto colocaram as marcas dos ideais positivistasna República Brasileira que foram eternizados nabandeira nacional: ordem e progresso. 52
  53. 53. A abordagem históricodialética - Outra maneirade entender e fazer ciência é o materialismohistórico e dialético. O materialismo histórico edialético parte da dimensão dinâmica da realidadedos seres.É uma forma de pensar a realidade em constantemudança. Para o materialismo histórico e dialéticoexiste uma ligação intrínseca entre a sociedade ea natureza de forma que é impossível entender avida da sociedade humana fora de sua ligaçãocom a natureza. 53
  54. 54. Foi no seu relacionamento com a naturezaatravés do trabalho produzindo e utilizandoferramentas que o homem evoluiu, se separou ese distinguiu dos outros animais desenvolvendoo cérebro e adquirindo outras característicaspróprias.Entre estas características se destacam acomunicação articulada pela linguagem e asociabilidade. Dinstinguindo-se e separando-sedos outros animais o homem se torna um sersocial. 54
  55. 55. O materialismo histórico e dialéticoparte do princípio de que os fatoshumanos são historicamentedeterminados e que estasdeterminações cientificamenteobservadas e analisadas permitem egarantem a interpretação e oconhecimento desses fatos podendoaté descobrir suas leis. 55
  56. 56. O materialismo é dialético porqueconsidera que o mundo é por suanatureza material existindoindependentemente das sensaçõeshumanas. O materialismo histórico edialético considera ainda que amatéria se encontra em contínuomovimento que se realiza no espaçoe no tempo. 56
  57. 57. O movimento, o espaço e o tempo- são as formas fundamentais deexistência da matéria. Deve-seobservar que o materialismohistórico e dialético entende omovimento como todas astransformações que ocorrem nouniverso desde os mecanismosmais simples da natureza aosprocessos mais complexos dopensamento humano. 57
  58. 58. Historicamente determinadossignifica que os fatos sociais sãocriados por pessoas que têminteresses individuais e da classe aque pertencem. São esses interessessociais, políticos, econômicosconflitantes e divergentes entre asclasses sociais que fazem ahumanidade caminhar em direção aofuturo. 58 58
  59. 59. É nesse caminhar coletivo onde ocorrem os processossociais econômicos e políticos que determinam astransformações históricas. A história não se fazindividualmente.O materialismo histórico e dialético demonstrou que osfatos humanos são produzidos em condições objetivasconcretas onde os homens pensam e realizam suasações.As primeiras ações humanas no sentido de prover aprópria sobrevivência colocam os homens em relaçãocom a natureza iniciando o processo de construção doterritório humano através do trabalho. 59 59
  60. 60. É preciso enfatizar que a relação dos homens e dasmulheres com a natureza no sentido de prover aprópria sobrevivência não se dá de formaindividualizada e sim de forma coletiva, socializada.Isso nos aponta que a sobrevivência atual dos sereshumanos, em face dos gravíssimos problemas criadospelos processos produtivos, particularmente pelocapitalismo exige soluções coletivas globais.Procedimentos individuais, isolados podem até ajudar,mas o tamanho do problema é de tal ordem que exigesoluções globais. 60
  61. 61. Nesse trabalho de construção daprópria territorialidade os homenscriam organizações, instituições,(a família, por exemplo), ideias,valores e símbolos que dãosustentação e legitimidade aessas instituições e práticas. 61
  62. 62. Portanto, o materialismo histórico edialético mostrou a alta correlaçãopositiva existente entre a base materialdas edificações, construções einstituições produzidas pelos homens eas ideias, valores e práticas utilizadospara justificarem e legitimarem essasinstituições e situações. 62
  63. 63. Conclusão - A ciência se coloca na Históriada Humanidade tentando dar explicaçõesverdadeiras aos fenômenos que envolvemtoda a existência humana e a natureza. Ènessa busca apaixonada e apaixonante que ohomem tenta libertar-se de todas asalienações e entraves que o escravizam e oimpedem de encontrar a plena felicidade. Não tenhamos dúvida ou temores:“A VERDADE NOS LIBERTARÁ”. 63
  64. 64. BibliografiaARON, Raymond. As etapas do pensamento sociológico. SãoPaulo, Martins Fontes; Brasília: Editora da Universidade de Brasília,1982.CAPEL, Horacio. El positivismo y la geografia. In: Filosofia yCiencia en la Geografia Contemporánea. Barcelona, EditorialBarcanova, 1981, cap. X, pag. 267-311.GIANNOTTI, Jose Arthur. (Org.) DURKEHIM, Emile. São Paulo,Abril cultural, 1983, 2a ed. (Coleção Os Pensadores).MARCUSE, Herbert. Razão e Revolução. Rio de Janeiro, Paz eTerra, 1978 (4a edição).MONDIN. Batista. Os Positivistas. In: Curso de Filosofia. SãoPaulo, Edições Paulinas, 1983, vol. 3, cap. VI, pag. 112-126).MORAES FRANCISCO, Evaristo de. Comte - Sociologia. SãoPaulo, Ática, 1989. (Coleção Grandes Cientistas Sociais).E-mail: rm.deoliveira@uol.com.br 64

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