Copyright © 2010 by Cristian Germain
Editor:
Cristian Germain
Arte:
Lucas Dall Agnol
Editoração e Diagramação:
Guilherme D...
Índice
Prefácio.......................................................................................................... ...
 O desenvolvimento resulta da dedicação......................................... 89
Capítulo XI ............................
 Rodas da vida e seus perigos ......................................................... 178
 Felicidade ou realização mo...
 Autoestima..................................................................................... 279
 Cuide-se para a su...
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Prefácio
Poucas são as pessoas que se desenvolvem através do estudo, compre-
ensão e aplicação dos princípios mais eleva...
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da experimentação, do convívio social; ultrapassando barreiras, solucionan-
do questões cotidianas, refletindo sobre nos...
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Apresentação
Estimado amigo leitor.
Este pequeno trabalho é um convite para uma pausa no automatismo
que o mundo nos imp...
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Problemas existenciais todos nós passamos e temos de passar. Em maior ou
menor grau, mais fáceis ou complexos, todos te...
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quer ganhar ou manter território – inúmeros acontecimentos podem advir,
inclusive inúmeras situações embaraçosas e desa...
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Vale a pena dedicar-se a isso? Pois tenha plena convicção de que cada
minuto dedicado será plenamente recompensado em r...
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vive intensamente e com a certeza de estar no caminho certo. O ganho real
em tranquilidade e paz de espírito vale plena...
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controversos para que ganhem força e segurança para unir estas vertentes.
Só assim poderemos avançar para além do que t...
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çarmos para além do terreno das vaidades pessoais; para conhecimentos
mais elevados que vão infinitamente além de qualq...
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Nossa ciência é avançada no campo meramente tecnológico (movido
pelo capitalismo egoísta e ganancioso), mas vergonhosam...
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filosofia tira-lhe a religião, e o fanatismo tira-lhe a ciência. O fanatismo ig-
norante aceita tudo; o materialismo (q...
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Esperamos contribuir para algumas reflexões, confronto de opiniões,
abertura para novas ideias e uma nova visão que con...
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Capítulo I
Vida social e costumes
Num mundo atribulado e cheio de boas e más surpresas, vivemos mui-
tas vezes apenas o...
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errado, tudo poderá ser feito desde que não infrinja os bons modos, a moral,
as leis, as convenções e o direito dos out...
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Cultivamos a ideia de que religiões salvam e ritos transmutam. Mas,
religiões são apenas veículos que facilitam o camin...
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em desenvolvimento, e que precisam de boa instrução, informações e acom-
panhamento constantes para o real desenvolvime...
23
pessoa se espera que saia destes sistemas quando juntamos a isto tudo uma
estrutura familiar fraca, e que não consegue ...
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entre o bem e o mal não podem ser aprendidas sem o exercício da livre es-
colha do próprio caminho, e sem que se aprend...
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sua “fábrica de sonhos”. O desejo é o grande tentador da humanidade; é o
grande incentivo para toda a ação. Ele pode se...
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CapítuloII
Um Ser cósmico em evolução
Vamos estudar agora um pouco sobre nós, além desta pessoa conheci-
da por este no...
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necessários para o desenvolvimento de todas nossas faculdades, uma a uma
até que nos tornássemos o que hoje somos.
As c...
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Estas qualidades em nós contidas precisam ser desenvolvidas até que
se tornem conscientes e parte definitiva do que som...
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As recordações das sensações formam as percepções. Toda percepção física
ou psíquica é a recordação de uma sensação. Es...
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situações necessárias. A maturidade se dá com o tempo, e assim é também
com o espírito.
Nossa onda de vida evolui assis...
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Na nossa preparação para a volta, o corpo espiritual recebe os materi-
ais de acordo com o grau de desenvolvimento cons...
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sendo brancos, negros, pardos ou amarelos, e nas mais diferentes caracterís-
ticas humanas.
Apesar de que muitas das no...
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caminho. Depois de tê-lo escolhido e começado a viagem já não poderia
mudar de caminho durante a jornada. Poderia deter...
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vida. Verdadeiramente, tudo o que somos ou deixamos de ser é resultado do
nosso próprio esforço ou de nossa própria ina...
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deste doloroso Ciclo reencarnatório. Então, nem sempre o que parece ser as
melhores condições – pelas ilusórias facilid...
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As consequências totais que isto acarreta são extremamente prejudici-
ais. Sem contar que certamente o suicida, cumprid...
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Não temos determinadas características porque nascemos num deter-
minado dia; mas sim, nascemos naquele dia porque temo...
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Mas, podemos evitar que boa parte dos maus presságios venham a
acontecer. A qualidade de vida através da retidão, hones...
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O conhecimento da natureza exterior de um indivíduo é superficial e
falho. Em poucas horas de convívio, uma análise cri...
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Capítulo III
Involução e Evolução
A partir de um Plano evolutivo de milhões de anos, estamos atualmen-
te na fase de ev...
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é que podemos viver a magnitude de cada situação. Sem sentir individual-
mente cada experiência, nada elas significaria...
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até certo limite, criar nossas próprias passagens no Plano terrestre e nos de-
senvolver por vontade própria, sempre al...
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Assim integramos definitivamente tudo de bom que conquistamos, e avali-
amos a melhor forma de corrigir e dar sequencia...
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ência, a qual prevenir-nos-á para não repetirmos o ato. Esse freio nos impe-
de de agir de forma errada novamente.
Quan...
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e tudo mais para que nossas qualidades latentes possam se tornar dinâmicas
e ativas. O organismo vivo que portamos agor...
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galáxias, trilhões de outros sóis, uma infinidade de outros planetas e tudo
mais que compõe o Universo.
Para melhor nos...
A alquimia para o triunfo e sucesso
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Nesta grande obra Cristian Germain nos leva a pensar sobre nossos medos, temores, depressão, egoísmo, inveja, ciúmes, medo da morte, entre outros assuntos de elevada importância, e de como cada um deles nos afeta o comportamento, nossas emoções e saúde. De forma objetiva, esta obra nos faz refletir quem somos, para que somos e para onde temos de ir. Com informações de alta relevância, aqui temos o apoio que precisamos para superar medos, problemas e sentimentos que a todos afetam. Um guia para a vida, ferramenta imprescindível para nossa formação integral.

Sem repetições enfadonhas, aqui temos algo diferente e inovador numa abordagem pioneira, aprofundada e de alto valor prático. O fortalecimento de si nos leva a buscar aquilo que efetivamente precisamos para o nosso triunfo. Um investimento de valor inestimável para a nossa melhor formação. O triunfo e o sucesso só alcançam aqueles que possuem a melhor orientação.

Todos as dores e sofrimentos advêm da desinformação, do engano, da formação incompleta ou equivocada. A má orientação pessoal inequivocadamente leva a conseqüências dolorosas. Somos melhores em todos os aspectos quando temos luz interior que nos guia através da consciência. Leitura obrigatória para todos aqueles que querem ir além de um lugar comum.

Um guia para a conquista de uma nova consciência. Um estudo aprofundado do ser humano desde seu nascimento em seu aspecto global; suas limitações, dúvidas, questionamentos, medos, defesas, reações, desejos, sentimentos e comportamentos. Numa abordagem pioneira e objetiva, este guia nos revela o íntimo de um ser em desenvolvimento. Isso possibilita a cada um de nós conhecer melhor a si próprio, e assim conhecer melhor os outros e nossas interações, convivências e relacionamentos diários. Isso nos remete a um elevado nível de consciência, permitindo um rápido desenvolvimento integral de todas as nossas melhores faculdades. A vida torna-se mais fácil e agradável quando conhecemos sua finalidade. Quando conhecemos quem somos e pra quê somos, logo iniciamos uma caminhada muito mais produtiva e efetiva para a conquista de um novo grau de elevação espiritual. Diferente e inovadora, é leitura obrigatória para todos aqueles que querem ir além de um lugar comum.

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A alquimia para o triunfo e sucesso

  1. 1. Copyright © 2010 by Cristian Germain Editor: Cristian Germain Arte: Lucas Dall Agnol Editoração e Diagramação: Guilherme Dall Agnol ISBN: 978-85-910017-1-2 Todos os direitos reservados, proibida a reprodução total ou parcial por qualquer meio sem a expressa autorização do autor e do editor.
  2. 2. Índice Prefácio.......................................................................................................... 7 Apresentação ................................................................................................. 9 Capítulo I ..................................................................................................... 19  Vida social e costumes .................................................................... 19  Importância do meio social.............................................................. 23 Capítulo II.................................................................................................... 26  Um Ser cósmico em evolução ......................................................... 26  Ciclos evolutivos ............................................................................. 29  Preparação para o renascimento ...................................................... 32  O local de nascimento...................................................................... 34  Astrologia e individualidade............................................................ 36 Capítulo III .................................................................................................. 40  Involução e Evolução ...................................................................... 40  Missão, expiação ou experimentação? ............................................ 44 Capitulo IV .................................................................................................. 49  Causa e efeito e as forças conflitantes............................................. 49 Capítulo V.................................................................................................... 54  Desenvolvimento individual............................................................ 54 Capítulo VI .................................................................................................. 59  O despertar da Consciência ............................................................. 59 Capítulo VII................................................................................................. 63  Brilho momentâneo e Luz espiritual................................................ 63  Felicidade ou paz? ........................................................................... 66  Compreender antes de julgar ........................................................... 68  Fé e crença....................................................................................... 72  Benção ou uma prova? .................................................................... 74 Capítulo VIII................................................................................................ 77  Culpa................................................................................................ 77 Capítulo IX .................................................................................................. 81  Perdão .............................................................................................. 81  O medo pode nos inibir as iniciativas.............................................. 84 Capítulo X.................................................................................................... 87  Vida além da imaginação ................................................................ 87
  3. 3.  O desenvolvimento resulta da dedicação......................................... 89 Capítulo XI .................................................................................................. 93  Reflexão para compreensão e.......................................................... 93  conscientização................................................................................ 93  Uma outra analise pessoal ............................................................... 95  Seguindo num ponto de vista analítico............................................ 99 Capítulo XII............................................................................................... 102  Pelos palcos do mundo .................................................................. 102  Inteligência .................................................................................... 104  Sabedoria ....................................................................................... 105  Astúcia........................................................................................... 106 Capítulo XIII.............................................................................................. 109  Egoísmo......................................................................................... 109  De onde nasce o egoísmo?............................................................. 110  A força da ambição que enrijece ................................................... 113  e escraviza...................................................................................... 113  Forças divergentes ......................................................................... 115  Refletir além de si próprio............................................................. 116  Ambição excessiva ........................................................................ 118  Reflexão mais abrangente.............................................................. 119  Morte ao inimigo de todas as virtudes........................................... 121 Capítulo XIV ............................................................................................. 126  Reforma íntima.............................................................................. 126  Imaturidade.................................................................................... 130 Capítulo XV............................................................................................... 133  Etapas da vida e problemas comuns.............................................. 133  Infância .......................................................................................... 135  Início de vida adulta, influências e inseguranças........................... 138 Capítulo XVI ............................................................................................. 142  Agressividade ................................................................................ 142  O ponto x da questão ..................................................................... 144 Capítulo XVII............................................................................................ 147  Crescimento pelas provas do mundo............................................. 147 Capítulo XVIII........................................................................................... 154  Saindo do piloto-automático.......................................................... 154 Capítulo XIX ............................................................................................. 157  Timidez excessiva e seus perigos .................................................. 157  A timidez como caminho............................................................... 166  Aos excessivamente tímidos.......................................................... 167  A relação com os mais tímidos...................................................... 175 Capítulo XX............................................................................................... 178
  4. 4.  Rodas da vida e seus perigos ......................................................... 178  Felicidade ou realização momentânea? ......................................... 182 Capítulo XXI ............................................................................................. 188  Inveja ............................................................................................. 188  Construímos nossas próprias ......................................................... 192  oportunidades................................................................................. 192  A força de um ego ferido............................................................... 194 Capítulo XXII............................................................................................ 197  Ciúmes........................................................................................... 197  O que é o ciúme? ........................................................................... 198  Ciúme e status................................................................................ 203  Dica aos ciumentos........................................................................ 204  Diálogo pacífico e orientação construtiva ..................................... 208  A desorientação desvirtua e destrói............................................... 211  Amor em forma de boas conversas................................................ 214  Paixões e conflitos......................................................................... 216 Capítulo XXIII........................................................................................... 220  Planejando as escolhas................................................................... 220  Iniciativa construtiva ..................................................................... 224 Capítulo XXIV .......................................................................................... 229  Plano de meta pessoal.................................................................... 229  Constância ..................................................................................... 232 Capítulo XXV............................................................................................ 234  Depressão....................................................................................... 234  O que leva à depressão?................................................................. 239  Não se sinta obrigado a fazer sempre ............................................ 246  Não se imagine uma vítima do mundo .......................................... 247  Desilusão de si............................................................................... 249  Menos fatalismo ............................................................................ 252  Aparências enganam não só aos outros ......................................... 253  Ilusão de tolos................................................................................ 255  Voltando às cores........................................................................... 257  O sacro-ofício ................................................................................ 260 Capítulo XXVI .......................................................................................... 262  A dor do luto.................................................................................. 262 Capítulo XXVII ......................................................................................... 268  O que é a morte?............................................................................ 268  Saudades e dor............................................................................... 272 Capítulo XXVIII........................................................................................ 279
  5. 5.  Autoestima..................................................................................... 279  Cuide-se para a sua melhor aceitação............................................ 282  Ladrões de energia......................................................................... 287  Considerações finais...................................................................... 292
  6. 6. 7 Prefácio Poucas são as pessoas que se desenvolvem através do estudo, compre- ensão e aplicação dos princípios mais elevados que orientam nossas atitu- des. Assim, pouco ou nada sabemos sobre alguns temas de fundamental importância na formação integral de cada um de nós. A vida nos oferece múltiplas escolhas, e a cada dia novas coisas podem ser incorporadas aos nossos conhecimentos. Só que nem sempre podemos ter segurança ou certe- za de que fizemos as melhores escolhas, nem se o que estamos aprendendo é ou será bom para nosso desenvolvimento. Somente através de visão ampla e aprofundada é que podemos separar elementos essenciais, de outros formados pela confusão de interpretações, muitas vezes conduzidas por interesses escusos. Vemos frequentemente fórmulas “mágicas” emergindo nesses tempos de rápidas transformações. A imensa maioria dessas promessas milagrosas não passa de oportunismos visando apenas ganhos financeiros para quem as põe no mercado. Alguns chegam com promessas apanhadas de velharias impossíveis de serem leva- das à prática, e que jamais produzem o “milagre” prometido. Estamos vivendo uma época onde antigos conhecimentos estão sendo revelados para, juntamente com outros em uso, formar novos conceitos mais adequados e apropriados aos tempos modernos. Mas, num sistema altamente voltado ao capitalismo, existem muitos que tentam enriquecer criando ajun- tamentos de informações, sem muito nexo ou valor prático. Hoje se dá mui- to valor aos bens materiais; isso dificulta diferenciar necessidades reais das ilusórias. Nosso propósito aqui foi aprofundar e analisar alguns temas importan- tes na vida de todos nós através das ciências superiores. Só assim podería- mos chegar a oferecer uma visão mais avançada a respeito da formação hu- mana. A partir de análises comportamentais, situamos um ser em evolução em suas diversas fases. Procuramos citar alguns pontos importantes e de- senvolver comentários que conduzem à reflexão, avançando um pouco além do convencional e da simples pretensão sem propósito definido. Não pretendemos esgotar todas as possibilidades dos assuntos aqui apresentados. Nossa finalidade é a de tentar organizar pensamentos; a Ver- dade soberana está dentro de cada um de nós, e só chegaremos a ela através
  7. 7. 8 da experimentação, do convívio social; ultrapassando barreiras, solucionan- do questões cotidianas, refletindo sobre nossas ações, reações, medos, pre- conceitos, etc. O conhecimento e compreensão nos fortalecem para superar mais facilmente os desafios que a vida nos propõe. Saber a verdade, querer o bem, amar o belo e fazer o que é justo. Porque a verdade, o bem, o belo e o justo são inseparáveis, de tal forma que aquele que sabe a verdade não pode deixar de querer o bem, amá-lo porque é belo e fazê-lo porque é justo. O melhor conhecimento de si nos leva a compreender melhor os ou- tros. Quando compreendemos um pouco mais sobre a vida e a missão de cada um de nós, tudo passa a acontecer num nível mais adequado ao mútuo desenvolvimento. Nosso real propósito é auxiliá-lo na formação de uma visão mais am- pla e real, que dê suficiente sustentação para um caminhar mais seguro. O sincero desejo do autor é que a leitura das páginas seguintes possa tornar suas ideias mais completas e amplas. Que tua busca seja recompensada a cada instante com a descoberta de sua verdadeira identidade e individualidade. A melhora de cada um de nós resulta num pouco mais de luz para todos.
  8. 8. 9 Apresentação Estimado amigo leitor. Este pequeno trabalho é um convite para uma pausa no automatismo que o mundo nos impõe, sempre que buscamos apenas atender as necessi- dades mais urgentes e aquilo que precisamos para viver socialmente. O mundo moderno, principalmente nas grandes capitais, torna pessoas escra- vas de seus sistemas, robôs da máquina industrial e do consumismo impos- to, em tempos de desmedida cobiça e tresloucada correria, com alguns bus- cando seu sustento, e outros o enriquecimento e uma forma de parecer bem na sociedade. Meio a isso, às vezes nos esquecemos de olhar para dentro de si, e de que somos seres humanos com missão premente de desenvolvimento de nossa essência espiritual. Tratamos aqui sobre o desenvolvimento humano, levando em conta as- pectos que vão além daqueles onde boa parte das pessoas estão habituados pelos seus compromissos sociais, responsabilidades e obrigações impostas pelo sistema. A vida em sociedade nos remete às suas duras imposições, calcadas nas pessoas para que se encaixem meio a interesses criados por grandes corpo- rações inescrupulosas. Neste aparente caos social, pessoas passam pela vida num estado de sonambulismo, como se estivessem hipnotizadas para faze- rem aquilo que lhes impõem de forma avassaladora. A intenção do título que demos a este trabalho não foi chamar a atenção para uma fórmula secreta que leve alguém imediatamente para outros planos celestiais, materiais ou espirituais. Na verdade alguns certamente pensarão se tratar de mais um livro de autoajuda cheio de formulações intelectuais inúteis, com a tola pretensão de acabar com os problemas individuais de cada um que o lê, do tipo: “Leia este livro e sua vida se transformará num céu! Seus problemas se acabaram; não passe mais aperto; livre-se agora dos seus problemas financeiros; eis a fórmula secreta com as chaves da felicida- de; livre-se imediatamente de suas dores de cabeça...”. Procuramos demonstrar nesta obra um estudo que fosse além de sim- plesmente mostrar problemas e sugerir algum procedimento que os elimi- nasse de forma milagrosa; pois, claro, sabemos que isso não surte efeito.
  9. 9. 10 Problemas existenciais todos nós passamos e temos de passar. Em maior ou menor grau, mais fáceis ou complexos, todos temos questões das mais vari- adas ordens e gêneros a tratar. Isso é óbvio e inquestionável. Não existe uma só existência que não encontre questões que a faça pas- sar por jogos psicológicos que a remetam à maturidade. Quando vivemos impulsionados por estas questões existenciais somos submetidos a inúmeras particularidades que nos remetem à reflexão, sentimentos e dores que nos ensinam a lidar com situações mais complexas. Assim se dá o desenvolvi- mento de todos. Mas, podemos aprender pelo amor ou pela dor. Eis o ponto chave desta proposta: quando conhecemos um pouco mais quem somos, lidamos com estas relações de forma mais madura e preparada. Se entrarmos numa guerra sem saber ao menos um pouco sobre o adversário, corremos o risco de nos deparar com um inimigo muito maior ou diferente daquele imaginado, ou até mesmo supervalorizar seu poder e se esconder com medo. Mas, se reu- nimos informações e conhecimento acerca dele, tudo pode caminhar mais facilmente para um desfecho favorável. Em sua obra “A arte da guerra” Sun Tzu escreve: “Se conheces o ini- migo e te conheces a ti mesmo, não precisas de temer o resultado de cem batalhas. Se te conheces a ti mesmo, mas não conheces o inimigo, por cada vitória sofrerás também uma derrota. Se não te conheces a ti mesmo nem conheces o inimigo, perderá todas as batalhas”. O propósito da vida terrena não é a felicidade, mas sim a experiência. A experiência é o conhecimento dos efeitos que se seguem aos atos. Podemos adquiri-la pelo duro caminho da experiência pessoal, ou pela observação dos atos alheios, raciocinando e refletindo sobre eles, guiados pela luz de qual- quer experiência que já tínhamos. Antigos postulados hindus afirmam que se o homem quiser conhecer o Universo, primeiro deverá conhecer a si pró- prio. Existe uma máxima que diz: Gnozi si auton, nosce te ipsum ou Noscete Ipsum, que é o nosso conhece a ti mesmo. "Homem, conhece-te a ti mesmo e conhecerás o Universo e os Deuses”. O ser humano por si só já é por demais complexo. Quando um tipo de personalidade se vê de frente a outra diferente – num jogo onde cada um
  10. 10. 11 quer ganhar ou manter território – inúmeros acontecimentos podem advir, inclusive inúmeras situações embaraçosas e desagradáveis. Se não reunimos conhecimento que se traduza em capacidade, tudo poderá transcorrer em clima de embate, de guerra ou disputa. Mas, o desenvolvimento pode e deve transcorrer num clima ameno e calmo para que possamos alcançar níveis mais elevados com menos desgastes e sofrimentos. A compreensão das principais questões que envolvem os relacionamentos nos dá o preparo para saber lidar com elementos de dupla face, com um lado que impele para o desenvolvimento, e outro que nos põe um de frente para o outro disputando quem vai se sair melhor ou ganhar mais. Isso dá forças ao egoísmo, à ambi- ção excessiva, à avareza doentia, etc. Num jogo onde as forças não se equivalem, um lado sempre se verá desfavorecido ou perdedor, o que acaba por afetar o orgulho, as vaidades, o ego; o que acaba causando o medo, a raiva, ódio, rancor, inveja e tantos ou- tros terríveis males psicológicos e comportamentais. Aqui, onde hoje vive- mos, não temos que tentar evitar ou se esconder, pois são as lições aqui en- sinadas que temos de aprender. São as questões do dia a dia que nos impe- lem para as experiências que nos possibilitarão ir além de onde hoje esta- mos. Nenhum de nós conseguirá deter estas engrenagens que envolvem a todos. Afinal, nada existiria se não fosse para fazer que saiamos de onde estamos para ir mais longe, para um nível mais elevado de consciência, um novo grau de avanço espiritual. Então, para elevar o nível de compreensão de si mesmo e com relação aos outros, só mesmo com interações onde podemos sentir aquilo que nós mesmos temos que resolver, tanto para aperfeiçoamento de nossos senti- mentos como para alcançar o nível ideal de relacionamento, onde haja amor verdadeiro, compreensão, paz e tudo mais que poderemos experimentar em graus mais elevados. Procuramos nesta obra, antes de entrar nas dificuldades normais a to- dos, dar uma visão de como nascem determinados problemas, de onde eles afetam nossas vidas na prática, e de como fortalecer nossas defesas para não sermos acometido por males tão comuns. Assim podemos criar novas ma- neiras de agir que desviam de escorregões que tantos males causam. A conscientização de como nascem os problemas, e de como podemos proce- der para evitar ou eliminá-los, nos garantirá um desenvolvimento mais sau- dável, com menos dificuldades e mais vitórias.
  11. 11. 12 Vale a pena dedicar-se a isso? Pois tenha plena convicção de que cada minuto dedicado será plenamente recompensado em real ganho de qualidade de vida. A atitude reta e bem administrada costuma fazer pessoas de bem com a vida; bem resolvidas, confiantes de si e mais humanas, no melhor sentido desta palavra. Sua disciplina se tornará hábito, seu hábito produzirá qualidade de vida, sua qualidade será fundamental a cada minuto de sua trajetória futura. Existe um axioma que diz “Virtvti Fortvna Comes”: A Ventura acom- panha a virtude. A virtude supõe a ação, pois se opomos a virtude às pai- xões é para demonstrar que ela jamais é passiva. A virtude não é somente a força, é também a razão diretora da força. É o poder equilibrante da vida. É a arte de balançar as forças para equilibrar o movimento. O equilíbrio que é necessário ser alcançado não é aquele que produz a imobilidade, senão aquele que realiza o movimento. Pois a imobilidade é morte e o movimento é vida. A natureza, equili- brando as forças fatais, produz o mal físico e a destruição aparente do ho- mem mal equilibrado. Uma boa base orienta para as melhores decisões. Sem isso, quantos não desperdiçam tempo, saúde e oportunidades; com afobações, correrias, irrita- ções, desgastes, desentendimentos e tantos outros sentimentos comuns quando se está numa disputa que abala tanto interna quanto externamente. Os indivíduos e as massas a quem a razão não governa, são escravos da fata- lidade, a qual rege a opinião que é por sua vez a rainha do mundo. Devemos racionalizar e otimizar nosso tempo para aproveitá-lo ao má- ximo, de forma regrada e bem distribuída entre os afazeres diários, lazer, estudo, descanso e tudo o mais para transformar e fazer de cada instante uma grande oportunidade de real desenvolvimento. A disciplina leva ao hábito; quando alcançamos o melhor nível de compreensão de nossa trajetó- ria, tudo passará a transcorrer de forma mais suave e aproveitável. Mesmo nos momentos de pleno lazer estaremos interagindo de forma a tirar de cada circunstância uma nova lição, uma nova e mais avançada per- cepção de tudo o que está à volta. O estado geral se transforma quando se
  12. 12. 13 vive intensamente e com a certeza de estar no caminho certo. O ganho real em tranquilidade e paz de espírito vale plenamente cada minuto dedicado às mudanças para a construção de um caráter marcante e seguro, personalidade brilhante e espírito que irradia luz. As reflexões aqui propostas aguçam os sentidos mais elevados, para que estes governem as ações do Ego através da sábia orientação da Consciência. Isto possibilita a criação de mudanças que beneficiarão amplamente a evo- lução consciente de valores. Com isso sentimos uma gradual melhora geral na forma de pensar e interpretar cada acontecimento da vida. Avançamos o texto até o ponto suficiente para a boa compreensão do conteúdo, sem assim torná-lo pesado ou maçante. O objetivo é despertar de forma intuitiva o princípio de funcionamento mental mais elevado. Fique certo de que é muito mais fácil proceder a partir de alguns princípios bem pautados do que viver na base do errar para aprender. É necessário irmos além do que simplesmente viver a vida. É preciso que aprendamos com a mágica do mundo a dar sentido para nossas existências, e vivenciar cada momento como uma nova oportunidade. É uma proposta, pois o mundo em geral não considera coisa que julga demasiado altruísta, pois atualmente não se considera norma de conduta a que não ofereça uma oportunidade de tirar proveito de tudo. Ante a mente desses que estão escravizados pelo desejo de acumular riquezas inúteis, a ideia de Fraternidade evoca as terríveis visões da abolição do capitalismo, da exploração dos demais e o naufrágio de seus negócios. Quando concluímos que estamos todos num mesmo barco, compreen- demos melhor que cada um tem de fazer o seu melhor para o desenvolvi- mento de todos. A compreensão disso promove o enfraquecimento do ego- ísmo, que é a principal doença humana. A lição principal que o homem deve aprender é: o que não beneficia a todos não beneficia verdadeiramente a ninguém. Nossos conhecimentos e ensinamentos sobre a vida vivem um conflito gerado pela má formação de opiniões que, ou são totalmente baseadas em nossos modos e costumes, ou são influenciados por aqueles que tentam mostrar seus conhecimentos puramente pela sua formação espiritual ou eso- térica, nem sempre de origem confiável. Buscamos esclarecer alguns pontos
  13. 13. 14 controversos para que ganhem força e segurança para unir estas vertentes. Só assim poderemos avançar para além do que temos agora. O ponto central na ordem intelectual e moral é o laço de união entre a ciência e a fé. Na natureza do homem este ponto central é o meio pelo qual se unem a alma e o corpo para identificar a sua ação. Não há como resolver questões elevadas se não unirmos princípios, agrupando-os para um maior entendimento. Isso só pode ser feito sem pai- xões, fanatismos, religiosismos ou qualquer arrogância. Estamos começando a perceber que a união saudável entre nossas sociedades científicas e outras ciências ocultas é que poderá abrir nossas mentes para novos e mais avan- çados horizontes, onde encontraremos a solução para males físicos, psicoló- gicos, espirituais e sociais. Só que ainda vemos frequentemente homens da ciência apresentando como “fatos comprovados” simples hipóteses baseadas em ideias e conclu- sões pessoais. Nossa ciência só se tornará superlativa quando caminhar de mãos dadas com princípios esotéricos mais elevados. Só assim é que poderá chegar às chaves que mostrarão a solução para elucidar questões que estão estreitamente ligadas entre mundo físico e mundo espiritual, entre corpo e alma. O homem é um trio de corpo, alma e espírito. Entre o espírito e o cor- po existe um mediador: a mente que reflete o mundo físico. Somos unos em essência e trinos em manifestação, numa harmonia perfeitamente equilibra- da entre corpo, alma e espírito. Nossa medicina, apesar de seu avanço, esbarra frequentemente em pro- blemas de difícil solução, que só poderão ser resolvidos quando se extirpar alguns pensamentos limitativos de que, conhecer da alma e pesquisar a ori- gem cósmica do homem é ficção. Isto tem de ser enterrado bem fundo para que possamos caminhar sem fantasmas criados por usos e costumes anti- quados e cansativamente vividos por inúmeras gerações, sustentados pela arrogância nascida da ignorância. Quanto mais nos acostumarmos a pensar em termos dos Mundos Espirituais, tanto mais facilmente poderemos sobre- por-nos às ilusões que nos rodeiam nesta existência concreta, onde os sen- timentos gêmeos de Interesse e Indiferença obscurecem a Verdade e nos sugestionam. Não há que se pensar em misturar as coisas. Há sim que se pensar em unir forças e conhecimento para avançar para novos patamares; para avan-
  14. 14. 15 çarmos para além do terreno das vaidades pessoais; para conhecimentos mais elevados que vão infinitamente além de qualquer teoria especulativa ou título acadêmico passageiro. Na maioria das ciências há coisas boas e coisas más; há verdades fun- damentadas e passíveis de serem comprovadas, mas também alguns frutos de imaginações pretensiosas que julgam terem encontrado as chaves para resolver todos os males. Então temos de ter cuidado e discernimento para distinguir uma coisa de outra. A partir de que a ciência entenda que o corpo tem seu correspondente etérico1 , e que o ser humano não se limita a um corpo físico, poderemos avançar para novas e importantíssimas descobertas para resolver questões até agora encobertas por tolas crendices, paixões e vaidades pessoais. Isso só irá acontecer quando avançarmos para outros níveis de conhe- cimento, onde alguns mais conservadores poderão ser convencidos de que somos muito mais do que apenas um organismo animado; um corpo de exis- tência limitada entre o nascimento e a morte. Daí estaremos iniciando a construção mais avançada e definitiva de nossas sociedades. Não temos que esperar o clamor dos deuses; temos sim é que trabalhar para unir partes es- senciais e fortalecer princípios que só assim se tornarão mais abrangentes e completos. Nossa atual ciência, mecânica, material, materialista e repetitiva, teve sua origem basicamente nos tempos da Revolução Industrial, e prescinde de todo e qualquer valor que não seja objeto formal. Tudo que não se enquadre em seus estreitos limites não existe ou não é admitido como objeto de estu- do e pesquisa. E, com isso, continuam existindo grandes lacunas no conhe- cimento científico, contradições, teorias equivocadas e suposições. É esse materialismo ateísta que levou a ciência a estancar a humanidade em seu progresso social e espiritual. 1 Corpo Etérico ou vital é o veículo da bioenergia e do prana que flui pelos 72 mil canais ou meridianos energéticos que vitalizam todos os órgãos do corpo físico. Ele é o responsá- vel pela conformação, estruturação e alimentação energéticas do corpo celular. O conhe- cimento desses meridianos possibilitou o nascimento da acupuntura, do do-in, do moxabus- tão e da cromoterapia, dentre outros. É o grande maestro organizador termobioeletromag- nético que atrai e impulsiona energias dentro de um movimento de sístole e diástole.
  15. 15. 16 Nossa ciência é avançada no campo meramente tecnológico (movido pelo capitalismo egoísta e ganancioso), mas vergonhosamente atrasada no campo espiritual. A ciência terá, obrigatoriamente, de readquirir seu caráter religioso, assim como a religião readquirir seu caráter cientifico. O ser humano precisa ser compreendido integralmente. Hoje, salvo ra- ríssimas exceções, tudo se resume numa luta em busca do lucro a qualquer custo; na busca e descoberta de vantagens e oportunidades de ganhar mais e mais dinheiro. Com isso vemos, por exemplo, nossa medicina enfeitando problemas corriqueiros com novas nomenclaturas, ou criando novas sín- dromes a cada dia para vender mais remédios. Claro que isso jamais será admitido publicamente, e corremos até o risco de retaliações quando fala- mos a verdade. O poder que hoje governa chama-se “poder financeiro!”. Isso só piora a já caótica situação. Há, por exemplo, inúmeras enfermi- dades que precisam ser tratadas desde a sua raiz. Senão, corremos o risco de tratar as aparências da doença – sua manifestação ou sintomas apenas – e ignorar sua origem, que continuará fincada no corpo ou na alma; e com mais ou menos tempo tornarão a se manifestar, pois que o problema resiste a me- didas paliativas criadas para criar dependências; para enriquecem corpora- ções inescrupulosas. Até quando limitar nosso cérebro a não se curvar a ensinamentos mais elevados e completos? Aqui lembramos de Victor Hugo quando disse “Quem ri do que desconhece está a caminho de ser idiota”. Gostaríamos de ser sábios, mas, teríamos a certeza de nossa sabedoria enquanto acreditás- semos que os loucos são mais felizes e até mais alegres do que nós? Capri- chos da alma e orgulhos pessoais têm de ser atirados no lixo e substituídos por princípios humanitários mais elevados, sempre perseguindo o que de fato interessa a todos, e não só àqueles que se fartam às custas do trabalho de gente honesta, nem que isso lhes custe a vida. Só assim é que conseguiremos fazer algum progresso efetivo nisso que hoje vemos e sentimos. É isto que se espera de mentes inteligentes de ver- dade que não se prendem à noção simples das coisas. É isso que nos separa de um grande salto em qualidade geral, que signifique progresso e desen- volvimento, e não só crescimento econômico. Não podemos ficar presos a coisas para ostentar falso brilho, falsos e confusos valores, egoísmo, orgulho vazio, arrogância, prepotência e excesso de vaidades. O espírito humano é um doente que ainda caminha com o auxílio da ciência e da religião. A falsa
  16. 16. 17 filosofia tira-lhe a religião, e o fanatismo tira-lhe a ciência. O fanatismo ig- norante aceita tudo; o materialismo (que também é ignorância) nega tudo. O exercício da inteligência aplicada à verdade conduz à ciência. O exercício da inteligência aplicada ao bem dá o sentimento de belo, o qual produz fé. O homem equilibrado é aquele que pode dizer: sei o que é, creio no que deve ser, e nada nego do que pode ser. O fascinado dirá: creio no que as pessoas, em quem acredito, me disseram para acreditar. Creio porque amo a certas pessoas e certas coisas. Em outros termos, o primeiro poderá dizer “creio pela razão”; e o segundo, “creio pela fascinação”. Lembrando um brilhante pensamento de Montaigne: “Dá prova de tola presunção aquele que despreza e condena como falso aquilo que aos olhos seus não se apresenta desde logo como verossímil ou verdadeiro. É o erro habitual de todos aqueles que estão persuadidos de serem mais perspicazes que o comum das pessoas”. Enfim, expressamos neste breve trabalho opinião própria sem se pren- der a nenhuma fórmula pronta e desgastada, teorias ou teses mirabolantes, frutos de intelectualismos baratos. Intelectuais são aqueles que falam sobre o que os outros disseram ou escreveram, sem jamais ter vivido na prática a realidade do que ensinam. Mas, não podemos ficar presos ao que já foi pro- duzido quando queremos mais. Não há apenas que se requentar fórmulas ou mudar vírgulas quando o que se quer é chegar a outros destinos. Medimos, sim, nossa abordagem até os pontos de conclusão de raciocínio, sem avançar exaustivamente em cada assunto. Não buscamos a transformação do mundo, mas a transformação da mente; que por sua vez, conduzirá ao aperfeiçoamento espiritual, através da mudança de postura perante o mundo. Se desejamos o conhecimento que liberta, devemos nos desvencilhar do falso Cosmos criado pela nossa mente condicionada. A Consciência Desperta ou um Ser Desenvolvido equivale à ilumina- ção, à genialidade, à sabedoria. Do contrário temos a mecanicidade, incons- ciência, subjetivismo ou tão somente educação intelectual. Necessitamos lançar fora da mente todos os ídolos intelectuais convertidos em axiomas. Necessitamos desenfrascar a mente e libertá-la da Lógica Formal.
  17. 17. 18 Esperamos contribuir para algumas reflexões, confronto de opiniões, abertura para novas ideias e uma nova visão que consiga enxergar outros horizontes. Fraternalmente, o autor.
  18. 18. 19 Capítulo I Vida social e costumes Num mundo atribulado e cheio de boas e más surpresas, vivemos mui- tas vezes apenas o momento, sem se dar conta de quais são nossos propósi- tos, pra onde estamos indo ou onde podemos chegar. Num ritmo de correria, acabamos por ver o dia a dia de forma automática, sem se dar conta do que estamos fazendo de nossa vida, de nossos dias, de nosso tempo, de nossa oportunidade de crescer. Quando mergulhamos no mundo, sem parar pra pensar se estamos fa- zendo o melhor que podemos pra nós e para os outros, acabamos por deixar na mão do acaso nosso destino. Sem maiores explicações ou questionamen- tos, somos atraídos para frente empurrados pelas ondas de vida que alcan- çam a todos. A mecanicidade da vida aumenta a inconsciência com o passar dos anos e acabamos por esquecer de nós mesmos. Nossa atenção acaba descen- tralizada e voltada para o mundo exterior, quando na realidade precisamos nos centrar em nós mesmos, para dentro de cada um de nós, nosso íntimo, nosso verdadeiro ser, nossa alma. Por isso vivemos e fazemos tudo de forma mecânica e superficial. Sem sentir e sem chegar a viver de fato, mais bem passamos pela vida do que vivemos. Se vivemos em sociedade, regras terão de dizer os limites e ditar pro- cedimentos adequados para a boa convivência social. Claro que temos de nos adaptar e se enquadrar naquilo que são as normas da boa convivência, onde um tem de respeitar determinados limites para não avançar além do razoável e ponderado. Mas isso não quer dizer que temos de seguir tudo exatamente como dizem que tem de ser, sem pensar em criar procedimentos, inovar, buscar alternativas, viver mais amplamente, além das mesmices impostas; muitas vezes, por meros interesses financeiros. Sua mente pode criar o hábito de identificar alternativas, inovar, fazer além. Dentro de limites entre o certo e
  19. 19. 20 errado, tudo poderá ser feito desde que não infrinja os bons modos, a moral, as leis, as convenções e o direito dos outros. Muitos modelos são oferecidos como sendo o ideal, o mais apropriado e que nos conduzirá de forma segura e ideal conforme a vontade dos usos e costumes nascidos com o tempo. Mas, esses modelos são bons para quem? O que ocorre muito frequentemente é que pessoas seguem automática e pas- sivamente o que lhes é imposto, como se tivessem de agir estritamente de acordo com modelos criados pelas circunstâncias. Aqui nasce o risco de apenas se repetir procedimentos e estagnar numa metodologia que não acer- ta todas as vezes. Pensar ou fazer igual ao que os outros já fizeram irá levar no máximo a resultados próximos dos já conseguidos. Vivemos numa soci- edade que traz consigo problemas seculares, que parecem estar à espera de que Deus transforme tudo através de um milagre. O comportamento humano, de uma forma geral, vem repetindo proce- dimentos desde a antiguidade. Os mesmos problemas graves psicológicos que sabíamos existir a séculos continuam num mesmo nível de avanço. A cada dia, mais e mais pessoas vão às clínicas discutir o sexo dos anjos, falar de algo que pouco sabem com outro que muitas vezes sabe menos ainda. Então, existem muitos “tratamentos” e terapias que se arrastam por anos e anos e pouco resultado prático produzem. Procedimentos questionáveis são usadas sem medida em pessoas que continuam com suas mesmas perguntas ou crises, mesmo depois de muito tempo se submetendo a elas. Dificilmente alguém percebe sua individuali- dade sendo o que a sociedade espera, apenas fazendo o que ela impõe. A vida social – família, sociedade, igreja, ocupação e profissão; política, re- gras e normas morais e éticas – não conduzem ninguém à efetiva auto- realização do Ser. Ao contrário, constituem, frequentemente, as próprias algemas que nos alienam de nosso real destino espiritual. Não temos uma metodologia prática que aborde o ser humano em sua totalidade (física e espiritualmente) que possibilite um desenvolvimento integral: moral, financeiro, religioso, espiritual ou noutros aspectos quais- quer. Vivemos de forma a ter sempre uma interrogação quanto aos costu- mes, aos comportamentos e modismos. Dificilmente temos certeza e segu- rança quanto a cada atitude que tomamos. Há religiões e pseudo-religiões que sufocam colocando o peso do pecado em boa parte dos procedimentos das pessoas. Mas o que é o pecado?
  20. 20. 21 Cultivamos a ideia de que religiões salvam e ritos transmutam. Mas, religiões são apenas veículos que facilitam o caminhar em direção a Deus, e algumas orientam um pouco sobre certos aspectos dessa jornada. Mas, cabe a cada homem ser o pleno responsável pela própria evolu- ção do espírito. Essa liberdade de escolha nos foi concedida pelo nosso Cri- ador, e é aquilo que chamamos de livre-arbítrio. É frequente haver dois im- pulsos ou estímulos, duas argumentações, duas tendências, entre as quais precisamos escolher qual vamos aceitar e qual vamos rejeitar. Nessas ocasi- ões é que exercemos o privilégio do livre-arbítrio, onde temos a liberdade de escolha; mas, em contrapartida, temos de assumir a responsabilidade pelas consequências de nossas ações e decisões. O estudo da alma e do espírito proposto pelas religiões é falho e limi- tado por estar assentado em dogmas levantados sem a experiência direta e sem o uso da razão objetiva. É impossível se chegar ao autoconhecimento baseando-se exclusivamente no estudo conceitual ou intelectual. Tampouco é possível o verdadeiro e profundo autoconhecimento sem a experiência direta. Quem desses saberá dizer exatamente o que pode ou não pode, o que é certo ou errado? Quem poderá ditar regras pela interpretação de códigos deturpados pela cobiça humana? Será que alguns destes que aparecem em todas as esquinas estão querendo o seu bem ou o bem de seus cofres? Do- cumentos apócrifos e Canônicos foram escritos na mesma época e da mes- ma forma. A diferença está em que os denominados apócrifos não sofreram mutilações nem adaptações ao longo dos séculos, e são mais puros, originais e completos que os Canônicos. A verdadeira Religião de Jesus é a Solar de todas as idades e séculos, a Doutrina da Nova Era, o Cristianismo Primordial dos Deuses da Aurora, a Religião Universal. Num futuro ainda um pouco distante prevalecerá o Cris- tianismo Esotérico; que pouco ou nada tem a ver com códigos sagrados des- figurados pelos interesses escusos de corporações criminosas, e de outras tantas nascidas mais recentemente única e exclusivamente pelo interesse financeiro. Por estas tantas, dificilmente encontramos pessoas que tenham opinião completa e irretocável com relação a estes assuntos polêmicos. Mui- tas vezes querem defender seus pontos de vista e interpretações apenas para defender seus interesses, jamais pensando nas pessoas como seres sociais
  21. 21. 22 em desenvolvimento, e que precisam de boa instrução, informações e acom- panhamento constantes para o real desenvolvimento. Ninguém sai deste sistema com uma formação plena que lhe dê sus- tentabilidade para um caminhar mais seguro. Hoje uma criança vai à escola para ser programada para se comportar de acordo com os usos e costumes ultrapassados. Mal é instruída para poder ser e agir de acordo com este mo- delo nascido de mais erros do que acertos; que não oferece base sólida para a formação do caráter ou para suprir as verdadeiras necessidades humanas. Alguns outros ensinos acadêmicos oferecem apenas uma base para a vida profissional, como se fossemos máquinas de produção e consumo. Esse sis- tema ultrapassado, que apenas muda de roupagem de acordo com interesses financeiros, conduz as pessoas a aceitarem o status quo como sendo a reali- dade possível, permanente e imutável. E isso faz com que elas aceitem tudo como se isso fosse a vontade divina ou o único caminho. Aprender de fato é diferente de acumular informações. Os estudos deveriam estar voltados para o aprendizado direto, através das experimentações, dos exercícios práticos e das simulações. Hoje se fala muito em “crescimento econômico”, mas muito pouco se fala em desenvolver, adequar, modernizar, melhorar, aperfeiçoar; tornar o que existe mais apropriado para atender as reais necessidades atuais, e não apenas para que facilitem que este mesmo modelo capitalista vá ainda mais além. Não temos orientação básica sobre saúde, primeiros socorros, religião, educação moral e cívica que ensine as pessoas a portarem-se dignamente de forma boa para si e para os demais; que ofereça esclarecimentos sobre dro- gas, sexo ou que lhes indique uma forma segura de nascer para o mundo, longe de riscos de vícios, desencontros, perdas de tempo, ou de fazer coisas simplesmente para sustentar uma imagem que imaginam ser a mais adequa- da. Não orientamos de forma satisfatória sequer quanto ao uso de drogas permitidas como o álcool e o tabaco, nem tampouco quanto aos riscos de certos produtos e substâncias distribuídos livremente. O modelo de ensino de hoje bloqueia e anula os valores, os talentos e as potencialidades. É nessa importante fase de desenvolvimento que nossos jovens iniciam-se em vícios sem se dar conta dos enormes riscos e prejuízos que causam para si e para a sociedade. Este liberalismo desnorteado lhes permite ir além das fronteiras do razoável para experimentar produtos nocivos livres, enfeitados por rotu- lagens intensivamente veiculadas para o consumo em massa. Que tipo de
  22. 22. 23 pessoa se espera que saia destes sistemas quando juntamos a isto tudo uma estrutura familiar fraca, e que não consegue oferecer exemplos, nem meto- dologia diferente daquela que se encontra no mundo? Teremos, então, mais pessoas desencontradas, desorientadas, sem ru- mos e à mercê do que o mundo perigosamente atirar sobre elas. Os riscos de fracasso são muito maiores do que qualquer chance de se sobressair vitorio- so, de poder vislumbrar um futuro de realização, saúde, exemplo e vitória pessoal completa. E que satisfaça não só o aspecto material e financeiro, mas também o lado do desenvolvimento da alma, dos valores morais que todos temos de alcançar. Importância do meio social O convívio nos oferece a toda hora novas possibilidades que acabam por influenciar, em maior ou menor grau, cada um de nós. Mas como identi- ficar as melhores oportunidades, como saber separar o que de fato possa nos ajudar de outras tantas coisas que podem prejudicar? Somos seres influenciáveis pela própria natureza. Pessoas a nossa vol- ta acabam por criar diferentes alternativas; alguns influenciam com seu mo- do de ser; outros interagem de forma mais pessoal, podendo criar perigosos jogos psicológicos, onde podemos ser envolvidos em paixões, ciúmes e in- seguranças. Complexos são desenvolvidos, medos são atiçados, novas pos- sibilidades são vislumbradas. Outras tantas coisas mexem de forma tão in- tensa que podem desequilibrar a razão e fazer com que se aja de forma au- tomática, pela cobiça, paixão, desejos instintivos, vaidades, ciúmes, ambi- ção, raiva, medo; enfim, sentimentos que advém do egoísmo descontrolado e que alimentam o ego. A vida nos provoca a cada momento. Cabe a cada um de nós identifi- car nas suas linhas cada oportunidade de desenvolvimento pessoal que vão além das nossas aspirações pessoais imediatas. Todos os acontecimentos à nossa volta nos convidam a desenvolver nosso julgamento, nossas percep- ções, nossas opiniões e nossa forma de pensar e de enxergar o mundo. A intensidade com que cada acontecimento nos toca é proporcional ao grau de maturidade desenvolvido até aquele momento. As lições de discernimento
  23. 23. 24 entre o bem e o mal não podem ser aprendidas sem o exercício da livre es- colha do próprio caminho, e sem que se aprenda a rejeitar o erro como uma verdadeira “matriz de dor”. E é por isso que podemos agir de forma relati- vamente livre em nossas escolhas. Esse é o livre-arbítrio de que falamos. A forma que nosso sistema oferece para nos impelir ao desenvolvi- mento é provocando cada um de nós para promover mudanças naquilo que ainda não está totalmente desenvolvido. Porém, este mecanismo esconde algumas perigosas armadilhas. Muitas vezes, as mesmas oportunidades que surgem para nos desenvolver podem nos levar ao fracasso. Podemos exem- plificar isso através desta situação corriqueira e frequente, principalmente entre adolescentes: quando alguém se vê menor do que algum outro (por um simples comentário ou elogio feito a um outro qualquer) e fica tocado com aquilo se achando menor, logo tratará de iniciar uma forma de ser tão bom, ou tão querido e aprovado quanto aquele que foi elogiado. Daí inicia-se o jogo. Note que um mesmo impulso pode conduzir a pessoa a mais de um destino: ou vai fazer com que a ela se dedique de for- ma pensada e consciente para melhorar, ou vai levá-la a cometer uma ava- lanche de ações desconexas que poderão acabar numa derrocada. Ou, ainda, em confusão de sentimentos entre a razão, emoção, paixões e vontade que levarão a ações impensadas; que fatalmente conduzirão para a frustração, mágoa, revolta, raiva, culpa e reclusão em si. Observe como quase todas as comparações, todos os parâmetros e di- ferentes níveis entre as pessoas podem levar a isso. Se alguém vive dentre pessoas ricas pode, ou se sentir completamente inferior e deslocado, ou ini- ciar uma caminhada para crescer tanto quanto aqueles. E pode ir ainda mais além: o sentimento de inferioridade nascido poderá levar a comportamentos fora de suas reais possibilidades. Seus desejos tenderão a querer copiar o modo de vida daqueles que secretamente idolatrou. A humilhação pode le- vá-la a cometer atitudes desordenadas na desesperada tentativa de ter para si os atributos que admirou no outro; aqueles que, imagina, poderão colocá-la dentre aqueles que julgou serem melhores do que ele. Se esta pessoa não tem condições financeiras para suportar suas vai- dades feridas, logo se verá em condições deploráveis trazidas pelos gastos exagerados, financiamentos e submissão às tantas “facilidades” oferecidas pelo modelo econômico. Modelo que pouco se importa com as consequên- cias do ato do consumidor, pois o que lhes interessa é a saúde financeira da
  24. 24. 25 sua “fábrica de sonhos”. O desejo é o grande tentador da humanidade; é o grande incentivo para toda a ação. Ele pode ser bom quando favorece os propósitos do espírito, mas terrível quando se inclina para algo degradante. Somos chamados para ação a toda hora. Quando não temos boa orien- tação corremos o risco de se iludir e correr por caminhos que levam a gran- des desequilíbrios; que podem nos levar a destinos sombrios, onde as defe- sas poderão ser fortemente abaladas. Quando tomamos atitudes precipita- das, sem qualquer ponderação ou análise, podemos ser levados a criar um tipo na única intenção de ser digno de nota, de carinho, de atenção ou pres- tígio. Amor, fortuna, poder e fama! Eis os quatro grandes motivadores da ação humana. O desejo de alguma ou de várias destas coisas é o motivo de tudo que o homem faz ou deixa de fazer. Mas, um ego ferido pode levar a atitudes nascidas do devaneio, da paixão, raiva, inveja ou carências que nem sempre são identificados ou compreendidos a tempo de conter os impulsos mais instintivos.
  25. 25. 26 CapítuloII Um Ser cósmico em evolução Vamos estudar agora um pouco sobre nós, além desta pessoa conheci- da por este nome que hoje temos, e com estas características pessoais que nos distinguem um do outro na sociedade. Aqui temos de aceitar o fato de que somos muito mais do uma entidade passageira; que vive apenas uma vida, volta aos céus para ser julgado, e assim, ou ser condenado eternamen- te, ou permanecer no paraíso, num eterno desfrute. Isso, obviamente, basta que usemos um pouco de nosso juízo mais apurado para constatar que é uma bobagem! A Antropologia estuda unicamente o homem biológico, mas não estu- da os aspectos espirituais humanos e não detectáveis pelos nossos aparelhos e instrumentos científicos. Ela prendeu-se a alguns dogmas evolucionistas, ateístas e materialistas que a levaram a perder-se na busca de elos perdidos que jamais existiram. A Ontologia estuda o Ser de forma somente racional e filosófica. A Numenologia estudava o Espírito, mas foi deturpada pela teo- logia dos clérigos. A Medicina se desenvolve a partir apenas de estudos da fisiologia e anatomia humanas. A Sociologia busca apenas compreender os fenômenos e as relações sociais. Phillokalia era o tratado de psicologia da religião cristã original que estudava a Psicologia do Ser, mas há muito foi esquecida e afastada das prá- ticas atuais. A Psicologia originalmente estudava a alma, e não somente comportamentos como se aprende hoje. Hoje a psicologia se limita a tentar ajustar fenômenos comportamentais, sem dar importância aos aspectos espi- rituais, anímicos ou ontológicos. É evidente que não é possível existir uma autêntica ciência psicológica sem o profundo estudo desses elementos. Mui- to mais do que simples seres humanos, que nascem numa determinada famí- lia e que terminam sua jornada com a morte, pertencemos a uma onda de vida em plena evolução que nasceu há milhões de anos. Caminhamos atra- vés dos tempos nas mais variadas condições de nosso planeta, aperfeiçoando e desenvolvendo nossos veículos físicos e sutis. De espíritos virginais, par- timos nossa peregrinação evolutiva passando pelos mais diversos estágios
  26. 26. 27 necessários para o desenvolvimento de todas nossas faculdades, uma a uma até que nos tornássemos o que hoje somos. As condições climáticas e biológicas por onde passamos em outras eras eram exatamente as mais apropriadas àquele grau evolutivo. Cada fase é orientada para o desenvolvimento de qualidades latentes existentes em cada um de nós para que as transformemos em qualidades dinâmicas. Cada um de nós possui todas as qualidades mais elevadas em nosso átomo- semente2 , mas precisam ser despertadas através de nossas próprias experi- ências pessoais. Cada nova oportunidade de provar sobre determinado assunto diferen- te do que já conhecíamos é uma forma de provar a si mesmo e melhorar as qualidades já conquistadas. Numa escala evolutiva, em cada passo temos o corpo físico mais apropriado às tarefas que devemos executar. O desenvol- vimento anímico ocorre em conformidade com o aperfeiçoamento moral. Somos seres espirituais vivendo num corpo físico. A verdadeira morada do espírito está em outras esferas mais elevadas. As “descidas” ao plano terre- no são necessárias para que nossas possibilidades latentes possam ser de- senvolvidas até que se tornem energia cinética. Assim como uma semente de um vegetal contém a planta, somos se- mente em evolução, onde existem todas as qualidades do Criador: “Omnia ab unum et in unum omnia” – Tudo provém da Unidade e a Unidade contém tudo. 2 Átomo-semente - Conhecido na Cabala Esotérica com o nome sagrado de Ain- Soph, o átomo-semente serve de núcleo para um novo corpo denso na aurora de uma nova vida na Terra. Durante a vida ele está situado no ventrículo esquerdo do coração, próximo do ápice. O Átomo-semente é etérico e jamais poderá ser encontrado com um bisturi. En- quanto todos os demais átomos do corpo denso se renovam periodicamente, esse átomo continua subsistindo. E permanece estável não somente através de uma vida, mas de todos os corpos densos já usados por qualquer Ego em particular. A força do átomo-semente marca o Ego com as impressões recolhidas de todas as vidas anteriores vivenciadas num corpo físico. Esse átomo é retirado do corpo físico após a morte, e despertará somente na aurora de uma outra vida física para servir como núcleo de mais um corpo denso. Os registros ali contidos são ad aeternum, e formam nossa indi- vidualidade.
  27. 27. 28 Estas qualidades em nós contidas precisam ser desenvolvidas até que se tornem conscientes e parte definitiva do que somos espiritualmente. Boa parte do aprendizado necessário só pode ser feita através das passagens cor- póreas. Sem estas experiências aqui vividas, ficaríamos estagnados e limita- dos ao que já aprendemos. O que temos de desenvolver em nosso atual está- gio depende da perfeita simbiose que hoje temos com nosso corpo físico, composto de tal forma a sentirmos tudo que precisamos para evoluir. O Plano que ora habitamos é o que pode oferecer todas as possibilida- des e acontecimentos onde, através das convivências, podemos elevar con- ceitos e aprender cada vez mais. O corpo mental que hoje possuímos é pro- duto da mecânica evolutiva da natureza e formado de matéria protoplasmá- tica, para que, através das nossas percepções sensoriais, possamos viver e aproveitar tudo o que nos acontece de forma a melhorar aquilo que hoje somos. Todos os sentimentos vividos em cada momento é uma forma de nos pôr de frente com aquilo que somos para, através de nossos questionamen- tos e convivências, aperfeiçoar e melhorar tudo o que pensamos e fazemos. Assim é que se dá a evolução do nosso ser mais íntimo, aquilo que efetiva- mente somos, independente da nossa forma física. O impacto de nossas experiências imprime na memória marcas que são empregadas como guia nas ações futuras, de modo que podemos corre- lacionar as experiências e inventar novos meios de ação. Somente neste lu- gar com muitas pessoas se desenvolvendo nas mais diversas condições (nos muitos lugares diferentes e em diversos graus) é que podemos presenciar todos os acontecimentos para poder sentir, avaliar, comparar, sobrepor, la- mentar, apreciar, invejar, sentir ciúmes, orgulho, amor, paixão, ternura, compaixão, medo, culpa, desejo, ódio, alegria, tristeza e tudo o mais que faz parte de nossos sentimentos e emoções, necessários para o desenvolvimento intelectual e moral, e de todas as percepções e faculdades que iremos utilizar nos próximos graus evolutivos. Através dos sentimentos somos impelidos a progredir para novas eta- pas. A cada dia uma nova forma de pensar é alcançada e incorporada. Novas percepções são aperfeiçoadas de acordo com o novo julgamento que faze- mos sempre que avançamos etapas. Isto se dá através dos estudos regulares, pelas dificuldades vivenciadas, pelas perdas, ganhos etc. As sensações expe- rimentadas ficam registradas como arquivos das percepções e compreensão intelectual formando nossa memória. Cada sensação que toca nosso senso de vida influencia nossa mente para adequar-se de forma mais apropriada.
  28. 28. 29 As recordações das sensações formam as percepções. Toda percepção física ou psíquica é a recordação de uma sensação. Essas recordações organizam- se em grupos. Convertidas em causa comum, projetam-se externamente dando-nos os parâmetros para definir os objetos e tudo que nos rodeia. Quando uma experiência consegue lograr sucesso, e a impressão se torna um hábito, com o uso frequente este conceito se incorpora ao mecanismo mental, passando a fazer parte de seu todo. A compreensão verdadeira se manifesta como ação espontânea, natu- ral, simples e sem nenhuma indecisão. Isso só ocorre quando estamos livres dos processos da seleção conceitual. Compreensão intelectual é baseada na lembrança do que lemos, vimos ou ouvimos; é algo dualista, comparativo, calculista e dependente de conceitos de terceiros. Esse mecanismo mental baseado em comparações nos impede de ver a verdade ou realidade como ela é de fato em suas várias dimensões. Um conceito bom e verdadeiro aca- ba por fazer parte do repertório mental. Quando isso acontece não há mais necessidade da memória no processo de acionar o recurso, pois não é preci- so se lembrar daquele conceito, que então será mais uma ferramenta, mais um recurso disponível, e que será automaticamente utilizado sempre que necessário. Depois de inseridos em nossa unidade essencial, as reações daí comandadas são movimentos involuntários, impulsionados e executados de forma automática, sempre que uma situação exigir. Nenhuma lição, mesmo que a sua verdade seja superficialmente reco- nhecida, é de valor real como princípio ativo de vida enquanto o coração não tenha aprendido pela aspiração e pela amargura. Ciclos evolutivos Nosso atual estágio de desenvolvimento faz parte de um ciclo onde al- ternamos entre a vida espiritual e existências em um corpo físico, tal com a que agora vivemos. As etapas de desenvolvimento se dão entre o mundo espiritual e o mundo terreno. O ciclo reencarnatório (palingenesia) em que agora estamos persiste até que aprendamos tudo o que este plano pode ofe- recer em termos de desenvolvimento espiritual. Somente as confrontações e vivências do dia a dia é que podem fazer com que experimentemos todas as
  29. 29. 30 situações necessárias. A maturidade se dá com o tempo, e assim é também com o espírito. Nossa onda de vida evolui assistida por seres que passaram por etapas evolutivas similares a estas que ora vivemos, em outras ondas de vida mais antigas. Esses seres de avançado desenvolvimento nos acompanham de forma oculta, e cuidam da preservação de tudo que possa nos proporcionar o desenvolvimento espiritual, sem interferir no nosso livre-arbítrio. Numa variedade imensa de graduações, eles são os anjos, serafins, querubins, ar- canjos etc. Depois de cada etapa corpórea fazemos uma parada para assimi- lação, que é o período em que vivemos no Plano Astral, depois da morte física. Lá permanecemos em nossa forma espiritual, sem as vestes corpó- reas, mas plenos de Consciência, até que uma nova oportunidade apropriada ao grau desenvolvido surja, para assim podermos voltar para uma nova ex- periência num corpo físico. Uma nova vida aqui na Terra acontece depois que nossos guias espiri- tuais identificam o momento mais apropriado para esta nova etapa, donde reiniciamos do ponto evolutivo alcançado na derradeira passagem terrena. Assim, alternamos nossas experiências entre o Plano espiritual e o físico. Sempre que cumprimos uma jornada terrena voltamos ao mundo espiritual para rever tudo que experimentamos na vida corpórea recém encerrada. En- tão temos a oportunidade de analisar tudo que fizemos na vida que acabara de terminar. Cada falha ficará marcada como um ponto a corrigir em novas provas futuras. O espírito sentirá o retorno de cada um de seus atos mais nobres, tal como a gratidão daqueles a quem ajudou ou fez o bem, do seu altruísmo e de todas as suas boas ações. Assim também se dá com as falhas e atos cometidos de forma contrá- ria às Leis Maiores, aqueles que conhecemos como pecados. Um ato de agressão cometido em vida fará com que o espírito sinta tudo que sua vítima sentiu quando sofreu a agressão. Uma dor causada a alguém será sentida na mesma amplitude do sofrimento sentido por aquele que foi vitimado. De- pois, passado um período de descanso e trabalho nos planos astrais, seremos novamente inclinados a viver outra etapa num corpo físico. Com o passar do tempo na vida espiritual, por determinação dos Guias da Evolução, somos chamados a conhecer modelos para uma nova existência corpórea que torne possível nosso avanço a partir do ponto que paramos.
  30. 30. 31 Na nossa preparação para a volta, o corpo espiritual recebe os materi- ais de acordo com o grau de desenvolvimento conseguido na sua última existência terrena, mais a quinta-essência do resultado da depuração que tiver conseguido purgar na vida espiritual anteriormente vivida. A quinta-essência é aquilo que restou em termos de depuração. Tal como no refino de uma substância, o produto final deverá ser a parte mais nobre e preciosa. Aplicando-se a termos espirituais, compreendemos que, ao final de uma jornada, levaremos uma infinidade de experiências onde todos os aspectos da vida estarão presentes. Para que a experiência em vida corpó- rea possa ser aproveitada da melhor forma, será necessário depurar o conte- údo bruto dessa derradeira encarnação. Isso só se dá depois de uma rigorosa análise espiritual de tudo aquilo que foi vivido e sentido. Livre da limitação imposta pelas vestes corpóreas o espírito pode analisar tudo a partir de uma visão mais ampla, clara e profunda. O julgamento que nos permite concluir sobre tudo que foi vivido será realizado a partir de uma análise criteriosa e avançada através da Consciência Maior, aquela que contém em si todos os preceitos mais elevados da Criação. Quando voltamos para uma nova jornada terrestre as forças mentais da última vida, latentes no respectivo átomo-semente, são despertadas assim que o espírito inicia sua submersão na matéria. A essência espiritual, o espí- rito em si, atrai para si os materiais que comporão os corpos etéricos, exa- tamente de acordo com sua magnitude. A absorção de elementos mais ele- vados se dará exatamente pelo grau de evolução existente; ou seja, somamos à nossa essência os materiais que conseguirmos atrair conforme nosso grau de evolução. A vibração de nosso espírito atrairá para si somente as subs- tâncias etéreas que estiverem na sua mesma ressonância e intensidade. Numa analogia física, se segurarmos um imã sobre uma mistura de la- tão, prata, ouro, ferro, chumbo ou outros metais, veremos que ele atrairá para si somente o ferro. Assim acontece com o átomo-semente: ele atrairá para si uma quantidade específica da matéria que sua força pode atrair, por- quanto seu poder de atração é específico e limitado a uma quantidade certa daqueles elementos, formando assim os núcleos vitais que se somarão ao átomo-semente. Daí concluirmos que, o ser que se cria é o retrato do que fomos na vida passada, menos o mal que expurgamos, mais a quintessência do que conseguimos aprender na derradeira encarnação. O espírito não tem aparência, sexo, cor nem endereço cósmico fixo e permanente. Podemos alternar o aprendizado entre existências no sexo masculino e feminino; ora
  31. 31. 32 sendo brancos, negros, pardos ou amarelos, e nas mais diferentes caracterís- ticas humanas. Apesar de que muitas das nossas atuais configurações planetárias se- rem necessárias ao mútuo desenvolvimento, aqui é oportuno lembrar quan- to à tolice que são os preconceitos raciais, as separações de povos, nações e crenças. Alguém que numa passagem é fanático pelas crenças e costumes de seu povo – a ponto de declarar ser seu mais ferrenho defensor – poderá, numa próxima jornada, renascer dentre aqueles que julgava ser seus inimi- gos ou inferiores. Aquele que maltrata alguém, julgando-o pela cor de sua pele, numa próxima encarnação poderá vir exatamente na cor e nas mesmas miseráveis condições daquele que tanto maltratou. Assim também acontece com aque- les que maltratam pessoas que não possuem boa condição financeira, nem bens materiais. Os pobres de hoje poderão ser os ricos de amanhã, e vice versa. Uma hierarquia só é justa e verdadeira se for estabelecida pelo grau de Consciência e nível de desenvolvimento espiritual, e não por sobreno- mes, condição financeira, cor de pele ou status quo ou condições de mo- mentâneas passageiras, que podem ter sido construídas pelo egoísmo, mes- quinhez, avareza ou ganância. Preparação para o renascimento Após permanecer no Plano Astral por algum tempo surge o desejo de novas experiências. Assim somos orientados com algumas sugestões de trajetórias que poderemos adotar, na forma de um vislumbre de uma vida futura, onde podemos, conforme o grau de desenvolvimento espiritual, optar por um ou outro modelo, de acordo com nossas necessidades de aperfeiço- amento. O panorama da nova vida contém somente os acontecimentos princi- pais. Quanto aos detalhes o espírito tem plena liberdade de escolha. É como se um homem, para ir a uma cidade distante, tivesse uma passagem com tempo determinado para lá chegar, mas com liberdade inicial de escolher o
  32. 32. 33 caminho. Depois de tê-lo escolhido e começado a viagem já não poderia mudar de caminho durante a jornada. Poderia deter-se em todos os lugares que quisesse dentro do tempo marcado, mas não poderia voltar atrás. Então, vislumbramos partes desta nova existência ainda no plano as- tral, através de visões da futura vida, onde as imagens são apresentadas na mesma ordem que deverão ocorrer. Daí se escolhe uma das alternativas, e uma vez feita a escolha não se poderá mudar de opinião. Assim somos en- caminhados para o local, família e condições mais adequadas, de acordo com a orientação superior. Então, cada um é orientado para uma nova etapa através de vários planos, com possibilidades de variar nas formas de proceder. O fim proposto deverá ser alcançado, não importando o caminho que se tome para isso; o livre-arbítrio nos permite trilhar o caminho, até certo ponto, conforme a vontade individual. Por isso, as boas ou más consequências são, quase que invariavelmen- te, advindas de nossas próprias escolhas. Isso deve ser assim, pois somos seres individuais em evolução; ou seja, precisamos desenvolver o ser único que somos. Somente assim é que poderemos assumir novas atribuições, con- forme formos galgando os degraus da evolução. E é assim que chegaremos a níveis de elevação dos quais poderemos, inclusive, exercer novos trabalhos fundamentais ao desenvolvimento de outros seres que hoje se encontram em estado menos evoluído do que a atual humanidade. Num Plano infalível, cada um de nós terá de passar por todas as expe- riências de forma pessoal e inequívoca. Como isso deverá ser feito no decor- rer das vidas corpóreas depende exclusivamente de cada um de nós. Somos responsáveis pelos nossos acertos e também pelas consequências de nossas atitudes mal pensadas. Desta forma alguns levam mais e outros menos tem- po para aprender lições de um mesmo grau. O grau de aproveitamento de cada uma dessas oportunidades depende das escolhas que cada um faz para si em sua trajetória de vida. Quando dei- xamos o plano terrestre nossas qualidades conquistadas são somadas à es- sência individual, tornando-se parte do Eu superior e imortal. O merecimen- to é medido pela mais alta Justiça, e é certo para cada esforço que fazemos. Em contraparte, o que não conseguimos desenvolver, e as novas possibili- dades que criamos durante a atual existência, farão parte de uma próxima
  33. 33. 34 vida. Verdadeiramente, tudo o que somos ou deixamos de ser é resultado do nosso próprio esforço ou de nossa própria inação. O local de nascimento As condições de vida são elaboradas conforme nosso grau de desen- volvimento e de acordo com as necessidades que cada um tem para seguir adiante, numa justa sincronia entre o que precisamos desenvolver e aquilo que precisamos resgatar de dívidas passadas. Cada um de nós teve inúmeros relacionamentos com outras pessoas nas vidas anteriores. Destas muitas convivências podem ter restado dívidas a serem resgatadas. Assim, cada um é levado a renascer na família e no ambi- ente que respeite esses relacionamentos anteriores. Parte de nossa nova vida será constituída por eventos que irão necessariamente ocorrer, por se trata- rem de eventos estabelecidos pela Lei de Consequência (Causa e Efeito) aos quais não poderemos nos furtar por formarem aquilo que chamamos de “Destino Maduro”. As etapas de vida começam com o local indicado ou que escolhemos para nascer. Partindo do pressuposto de que o que importa é o desenvolvi- mento integral – e que tudo isso depende exclusivamente do esforço indivi- dual – claro que o espírito aceitará reencarnar mesmo sabendo que terá de passar por duras provas, com limitações de recursos ou outras contrarieda- des passageiras. Se isso é que vai possibilitar seu progresso e o resgate de dívidas ante- riores, certamente que não escolherá uma vida monótona e cheia de regalias, onde outros fariam por ele tudo que ele necessita passar para poder se de- senvolver. Isso seria simplesmente adiar a quitação de uma dívida, ou des- perdiçar uma oportunidade de desenvolvimento, que o isentaria de ter de passar por situações mais dolorosas. Se for pelas duras provas que poderá superar suas atuais limitações e deficiências, porque desperdiçar precioso tempo de vida com banalidades? Quando no Plano espiritual podemos vislumbrar todas as maravilhas que podemos alcançar, logo vemos a necessidade de fazer o melhor para sair
  34. 34. 35 deste doloroso Ciclo reencarnatório. Então, nem sempre o que parece ser as melhores condições – pelas ilusórias facilidades e mordomias – será, de fa- to, o que precisamos para pôr à prova conceitos pessoais que enfraqueçam o Ego. Cada um tem o que é mais apropriado para se desenvolver, mesmo que a nova existência terrena o sujeitar a duras lutas, dificuldades ou limitações. O compromisso que assumimos perante a Providência e para conosco mes- mo deverá ser de acordo com o que julgamos poder superar, sem fraquejar ou desistir pelo caminho, ou se perder e tomar rumo adverso, desperdiçando precioso tempo que poderia ser aproveitado para avançar. Para isso conta- mos com o auxílio de orientadores altamente desenvolvidos para que não assumamos missão demasiadamente difícil ou penosa, o que poderia nos levar ao fracasso ao invés da vitória. Numa existência demasiadamente dura qualquer um de nós poderia fraquejar e até cometer suicídio, o que traria consequências horrendas para o espírito. A interrupção de uma existência, mesmo que num momento de deses- pero, faz com que todo tempo que o suicida haveria de permanecer na vida corpórea – cumprindo sua missão até o dia planejado de seu término – seja vivido na erraticidade, num mundo espiritual vazio, escuro, com o sentimen- to de abandono e sensação terríveis. Estas visões e sentimentos fazem o es- pírito sentir e reviver a dor da morte, com a horrenda sensação de que o cor- po está vazio. O sofrimento é tremenda e terrivelmente doloroso! Por isso, por mais duro que esteja sendo um percurso da trajetória, jamais alguém deverá sequer pensar em interromper sua existência como uma atitude insa- na. O suicídio é como dar um tiro de misericórdia em si na tentativa de acertar outrem com suas mágoas. Alguém fragilizado pode querer tirar a própria vida na inconsciente tentativa de causar nos outros o remorso por uma desatenção para com ele. Aquele que se sente ignorado, rejeitado, des- prezado, incompreendido, etc, pode fraquejar e tentar chamar a atenção que não obteve em suas frustradas tentativas, de forma abrupta e violenta, com o impacto suficiente para tocar os sentimentos daqueles que o contrariaram. Só que quem comete esta loucura em busca de compaixão acaba por acordar de sua ilusão num plano onde terá de enfrentar consequências ainda piores do que os problemas que a levaram ao suicídio.
  35. 35. 36 As consequências totais que isto acarreta são extremamente prejudici- ais. Sem contar que certamente o suicida, cumprido seu tempo de vida na erraticidade, quando voltar para uma nova tentativa neste mundo terá de passar por uma existência com o mesmo tipo de provas que o levaram ao fracasso. Então, por mais que uma prova esteja sendo difícil, melhor será resistir, buscar auxílio e superá-la. Tentar desviar o caminho apenas retarda- rá até que outra oportunidade de nascimento corpóreo surja, onde se terá que passar tudo que deixou de fazer naquela oportunidade em que fraquejou. Quando se está na vida espiritual a Consciência analisa de forma mais clara como avançar mais efetiva e proveitosamente, independente se pra isso terá de submeter-se a duras provas no plano físico. Do ponto de vista espiri- tual, não é difícil avaliar o bem possível de se conseguir através das provas mais difíceis. Como o que efetivamente importa é o desenvolvimento, logo podemos deduzir que, cada um na sua forma de orientação pessoal ou suge- rida, escolherá o que for melhor para o seu desenvolvimento. Somente atra- vés do desenvolvimento é que se podemos seguir adiante na escala evolutiva e se habilitar para operar nos mundos superiores. Cada qualidade pessoal depende do desenvolvimento emocional con- quistado para se tornar uma qualidade efetiva. Cada uma das qualidades menos desenvolvidas deverá ser remodelada até o nível ideal para prosse- guir adiante. E é dessa forma que acontece a evolução de um Ser. Através do méri- to pessoal e das necessidades somos encaminhados para novas etapas, sem- pre caminhando para um grau superior, donde poderemos ingressar noutras escolas, com outras características e outras possibilidades mais elevadas, vivendo novas experiências corpóreas, em veículos corpóreos menos densos e mais capazes. Astrologia e individualidade Aqui é oportuno que tomemos um vislumbre do que somos pelos olhos da astrologia científica. Através desta maravilhosa ciência podemos identificar características individuais profundas.
  36. 36. 37 Não temos determinadas características porque nascemos num deter- minado dia; mas sim, nascemos naquele dia porque temos determinadas características. Ninguém é privilegiado por determinadas configurações as- trais, e por isso possui qualidades diferenciadas a seu favor. Nossa individu- alidade é construída por nós mesmos no decorrer dos tempos. A partir da data, horário e localização do nascimento podemos identificar quais são nossas características mais peculiares, aquelas que se encontram num nível espiritual elementar. A conjunção astral do momento do nascimento aponta qual é a nossa essência individual única e verdadeira. Tanto as qualidades quanto quaisquer outras características, nada mais são do que aquilo que estamos naquele determinado momento de nossa exis- tência espiritual. Não ganhamos qualidade por nascer num dia mais apropri- ado. Nosso desenvolvimento ocorre em conformidade com nosso poder de discernir entre as boas e más escolhas. Hoje somos o resultado daquilo que fomos capazes de fazer de nós mesmos. O que hoje somos e sentimos é o resultado daquilo que somamos, dividimos, subtraímos ou modificamos em nós de acordo com cada situação vivida. Através de uma carta astral podemos elaborar o horóscopo pessoal, um mapa astral que aponta como somos na nossa individualidade. Ninguém terá mais ou menos sorte, inteligência ou boas chances simplesmente porque nasceu numa data “privilegiada”. A ciência astrológica apenas nos aponta nossas reais características. Todas nossas mais íntimas características apare- cerão num mapa astral elaborado por um astrólogo profissional habilitado, desde que utilize os conhecimentos da Astrológica Científica. Nele encon- traremos fortes sinais daquilo que fomos na precedente encarnação, tanto as boas como as más características. Os cuidados ali apontados dizem respeito a eventuais dívidas passadas, coisas mal resolvidas, pendências, etc. Aquela configuração pessoal influenciou intensivamente na atual exis- tência. Por isso, melhores chances, favorecimentos, talentos ou outras carac- terísticas quaisquer nada mais são do que possibilidades construídas noutras passagens. Um dom não nos é dado gratuitamente. Um dom nada mais é do que um avanço conquistado pelos nossos próprios méritos pessoais nas ex- periências anteriores. Nossas qualidades e defeitos são decorrentes de nos- sas próprias ações.
  37. 37. 38 Mas, podemos evitar que boa parte dos maus presságios venham a acontecer. A qualidade de vida através da retidão, honestidade e equilíbrio na atual existência pode possibilitar atitudes eficazes que podem afastar do- enças, acidentes, infortúnios, más associações, etc. As qualidades ali apon- tadas são frutos de nossas boas atitudes, estudos, experiência e provações passadas, e que agora podem ter sua sequencia e desenvolvimento facilita- dos pelo avanço já alcançado no passado. A investigação honesta do Eu interior nosso ou de nossos filhos e amigos possibilitam uma análise com a finalidade de ajudar a fortalecer as tendências herdadas positivas e sobrepujar as que são desfavoráveis ou no- civas, favorecendo nosso desenvolvimento espiritual. O efeito Cósmico so- bre a nossa Consciência nem sempre se manifesta na nossa natureza exterior ou objetiva. A verdadeira índole de uma pessoa pode ser muito diferente da personalidade que ela expressa. Em muitos casos, somente uma amizade prolongada é que poderá nos revelar a verdadeira natureza interior de uma pessoa que pensávamos conhecer e compreender inteiramente. A personalidade de uma pessoa geralmente expressa contaminações, tendências, vícios, expressões e maneirismos que ela pode ter assumido, adquirido ou até mesmo fingir possuir por muitas razões. Estas característi- cas de momento podem não ser coerentes com seu verdadeiro Eu interior. Os recursos atualmente utilizados para leitura de alguém, tais como quiro- mancia, fisiognomonia, frenologia, grafologia e outros tantos podem dar uma boa indicação das características externas, mas todos eles falham na tarefa de retratar verdadeiramente a Personalidade-Alma que é inerente e profundamente enraizada nos recessos do Ser. É frequente verificarmos que certas pessoas têm ocupações, profis- sões, vocações e posição social diferentes daquelas que poderíamos imagi- nar através de uma simples análise. Isso porque os sistemas utilizados para leitura do caráter são apenas indicadores do Eu objetivo exterior, que é mu- tável, vacilante, e que possui fortes tendências de assumir e afetar condi- ções, maneirismos, e influenciar na escolha de ocupações. Mas, quando uti- lizamos um método que nos indica a natureza interna da pessoa, verifica- mos que, a despeito da vida e das características exteriores, intimamente, no seu âmago, quando estão consigo mesmas, todas as pessoas vivem segundo os indicadores internos e a natureza Cósmica da alma.
  38. 38. 39 O conhecimento da natureza exterior de um indivíduo é superficial e falho. Em poucas horas de convívio, uma análise criteriosa e bem funda- mentada revelará mais a respeito dos hábitos e características exteriores de uma pessoa do que qualquer sistema superficial que apenas busca conhecer alguém através dos sinais externos. O simples conhecimento da expressão, tendências, hábitos e reações de uma pessoa não é o bastante para formamos uma opinião confiável. Se queremos conhecer a verdadeira natureza consti- tutiva de alguém, além de suas características temporárias, temos de buscar a essência que está além das aparências fictícias, temporárias e vacilantes de uma pessoa. A natureza exterior geralmente é a carapuça que vestimos para nos de- fender e representar força e capacidade iguais ou superiores aos nossos “ad- versários”. Então, em boa parte das vezes ela é a aparência que buscamos dar a nós mesmos para nos expressar e fazer as manobras que nos impedem de sermos vistos como fracos, dependentes ou menos capazes do que aque- les que estão a nossa volta. Pais que desejam compreender seus filhos para ajudá-los a evoluir su- as tendências naturais Cósmicas devem encontrar a natureza interior da cri- ança, e saber separar estas características daquelas que surgem por força da imitação de hábitos alheios, de associações casuais e de outras influências exteriores de natureza temporária. É desta forma que poderão manter a har- monia com a personalidade Cósmica em seu interior, o que resultará em maior felicidade e sucesso na vida. Para conhecer nosso Eu real devemos saber com que tendências, ca- pacidades, características e pontos fortes da personalidade viemos ao mun- do. Isso nos familiarizará com o Eu interior de modo surpreendente. As in- dicações do caráter da alma e da personalidade levarão a um resultado muito mais correto e abrangente do que qualquer sistema de leitura humana hoje utilizados. Apesar de poucos a conhecerem, o mais poderoso recurso exis- tente para isso é a ciência astrológica científica.
  39. 39. 40 Capítulo III Involução e Evolução A partir de um Plano evolutivo de milhões de anos, estamos atualmen- te na fase de evolução onde avançamos de forma mais individualizada, fun- cionando a partir da consciência desenvolvida até então e pela ação do Ego correspondente ao que temos de provar, dentro de um Plano Maior. O Ego é o Eu pluralizado, o Tríplice espírito no homem, uma seção superior da per- sonalidade humana; é um estado que se caracteriza mais pelo instinto do que pela razão. Morre a personalidade, mas sua recordação fica no Ego. Esse Eu reencarna incessantemente. Falaremos mais sobre o Ego mais adiante. Depois de vivermos no Purgatório a expiação de nossos maus atos voltamos em vidas posteriores para sermos testados nessas mesmas falhas e maus hábitos, para que provemos que aprendemos a lição. É uma repetição das mesmas condições nos ajudando a crescer. Uma coisa é reconhecermos que estávamos errados, e outra é provarmos que aprendemos e não mais cometeremos aqueles erros. Assim como devemos entender matemática e não apenas decorá-la, as provações não devem ser decoradas, mas compreendidas. Do contrário, a memória registraria as provações como retratos de períodos difíceis e as desprezaria, sem assimilá-las como de fato tem de ser; pois seriam sentidas sob o prisma do sofrimento, e não dos ensinamentos edificantes. A provação é uma crítica construtiva que Deus estabelece para que reflitamos sobre nos- sos atos, mantendo o livre-arbítrio intocável. Mas se não meditarmos sobre elas, entendendo suas mensagens, voltamos a cometer os mesmos erros, de nada adiantando o sofrimento pelo qual passamos. O importante é saber compreender e separar o positivo e desprezar o negativo que envolve as provações; esquecer o sofrimento em si e assimilar o ensinamento como um bem eterno. Como seres complexos, só podemos desenvolver nossas qualidades la- tentes intrínsecas através das confrontações. Somente através de sentimentos
  40. 40. 41 é que podemos viver a magnitude de cada situação. Sem sentir individual- mente cada experiência, nada elas significariam. A Essência Divina de cada um de nós só pode se tornar individualizada a partir do momento em que sejam desenvolvidas as características do Criador. Tendo como fim o de- senvolvimento de uma centelha até o ponto onde possua luz própria, essa luz advinda do Pai necessita passar por provas que a levem a ter consciência própria, Luz Divina; uma nova individualidade com as mesmas qualidades do Criador. O Ego individual contém a contraparte necessária à criação de senti- mentos que possibilitam estas situações. Essa parte livre corresponde ao nosso lado provocativo. Os impulsos do Ego é que nos empurram para as novas experiências. Somente com essa força atuante em cada um é que so- mos impelidos ao desenvolvimento, à ação, ao movimento, à busca. Através do livre arbítrio somos impelidos – de forma induzida pela repetição – a seguir construindo de forma independente, o que deveremos ser no futuro. Nosso desenvolvimento até nossa penúltima fase evolutiva se deu através da involução; ou seja, estávamos nos desenvolvendo de acordo com a orientação e trabalho dos Seres auxiliares de ondas de vida mais antigas. Estávamos numa longa viagem descendente para nos tornar aptos a receber e criar novos veículos para atuar em corpo denso. No passado remoto, quando estávamos num estágio muito inferior ao atual, não precisávamos de um organismo complexo tal como temos hoje. Novas incorporações se so- maram através do desenvolvimento induzido e orientado pelos Mentores Maiores. Assim, através dos tempos, crescemos conforme orientação supe- rior, mas de acordo com o trabalho e merecimento individual. Nesta fase fomos guiados para avançar de forma constante e apropriada aos Desígnios Maiores. Só podíamos seguir de forma individualizada a partir de quando al- cançássemos o grau de maturidade suficiente para caminhar com recursos próprios, tal como hoje acontece. A partir de então, iniciamos a subida atra- vés de uma escalada evolutiva. Então, o período de tempo dedicado à aquisição de consciência do Eu, e à construção dos veículos por cujo intermédio se manifesta o espírito do homem, é denominado Involução. O período subsequente de existência, durante a qual o ser humano individual desenvolve consciência própria até convertê-la em Divina Onisciência, é chamada Evolução. Agora podemos,
  41. 41. 42 até certo limite, criar nossas próprias passagens no Plano terrestre e nos de- senvolver por vontade própria, sempre almejando um mesmo fim: tornar-se mais avançado de acordo com os desígnios da Criação. Assim avançaremos para condições futuras inimagináveis no momento. Mas, trataremos disso com detalhes noutra oportunidade. Por hora, o que nos importa é a boa per- cepção de quem somos, para onde devemos ir, e de que forma aproveitar melhor cada momento de cada uma destas passagens tão importantes. O importante aqui é termos claro que cada nova existência é sempre uma oportunidade de resgatar alguma dívida passada, aprimorar o que já aprendemos e aprender coisas novas. Trazemos conosco o ônus das dívidas cometidas no passado para que sejam corrigidas e resolvidas. Enquanto nos- sa personalidade se molda a cada passagem, nossa essência recebe os frutos de todas nossas interações, experiências e aprendizados que vamos incorpo- rando ao Eu imortal. Nosso átomo-semente grava tudo que presenciamos e vivemos, exa- tamente de acordo com o que se passa em nós e ao nosso redor. Através da respiração absorvemos a impressão contida no ar. O ar que respiramos en- che nossos pulmões com a vida que nos rodeia a cada instante; o sangue leva ao átomo-semente cada impressão, emoção ou sentimento vivido a cada instante. Isto tudo fica gravado intimamente em nossa essência. Esses regis- tros fazem parte de nossa história. Assim como a natureza se encarrega de gravar em seus registros akáshicos tudo o que aconteceu e acontece com a evolução de nosso planeta, cada um de nós leva consigo tudo o que já experimentou, nessa e em outras vidas, fielmente gravado no átomo-semente. Esses registros nos permitem analisar todas nossas atitudes em cada passagem pela vida corpórea. São estes registros que nos remetem a cada acontecimento vivido quando esti- vermos passando pelo estágio oportuno (purgatório3 ) depois da morte física. 3 O purgatório não é apenas um lugar de sofrimento, onde cada um será julgado ou terá de sofrer as consequências de seus atos. Purgatório é o plano onde tomamos melhor consciência de cada atitude presenciada e sentida, sejam elas as nossas próprias ou as dos outros. É a parada onde podemos sentir e refletir cada uma dessas atitudes para melhor compreensão de si e dos outros. O homem constrói e semeia até que chegue a morte. Quando acontece a morte do corpo físico, o tempo da sementeira e os períodos de crescimento e amadurecimento fica- ram para trás. É chegado o tempo da colheita. O produto restante da experiência no Pur- gatório é o fruto da vida recentemente vivida. Este fruto é incorporado ao átomo-semente e
  42. 42. 43 Assim integramos definitivamente tudo de bom que conquistamos, e avali- amos a melhor forma de corrigir e dar sequencia ao que já aprendemos, identificando tudo aquilo que precisamos reformar numa próxima existência no plano físico. Cada uma das características imperfeitas terá sua oportunidade de res- gate numa circunstância futura que será a oportunidade de resgate e aperfei- çoamento daquilo que ainda não aprendemos. As faltas que porventura cau- semos a outrem ficarão marcadas profundamente até que sejam resolvidas e pagas. O resgate de nossas dívidas é regido pela Lei da Causa e Efeito, ação e reação, atitudes e suas consequências. Espiar nossas faltas não é o mesmo que receber um castigo ou maldição por um pecado digno de condenação por parte dos céus. Espiar nossas faltas é uma necessidade de que algo seja feito para que as más qualidades sejam substituídas por princípios mais ele- vados. Isso se torna possível através da justa medida entre o que causamos e o que passamos para perceber nossas falhas, e assim não mais cometê-las. Cada falha receberá uma providência que seja suficiente para sua reso- lução. Sempre que cometemos um erro, ou tomamos uma decisão pelo im- pulso e não pela Consciência, é porque o sentimento de justiça com relação àquela questão ainda não estava totalmente formado. Quando isso acontece, enquanto cometermos atos levados pelo mau julgamento e prejudicial ao meio, uma situação futura acontecerá onde o resultado cause um impacto marcante que nos deixe evidente que as consequências dolorosas advém daquela falha. Cada uma das más atitudes acarretará uma consequência do- lorosa que nos leve a sentir as mesmas dores que causamos àqueles que pre- judicamos. E é desta forma que somamos novos juízos e valores à nossa Consciência na maioria das vezes. Numa próxima ocasião, as chances de vir a cometer aquele mesmo er- ro estarão reduzidas; pois, logo que se encontrar numa situação em que agí- amos de forma prejudicial, nossa Consciência nos alertará sobre as más con- sequências que nós mesmos tivemos de provar numa ocasião parecida. Quando ultrajamos a moralidade o remorso provoca dor em nossa Consci- tomará parte da Consciência, que assim estará renovada e mais elevada. Isso permite à Consciência agir com mais justiça e misericórdia em sua futura jornada corpórea.
  43. 43. 44 ência, a qual prevenir-nos-á para não repetirmos o ato. Esse freio nos impe- de de agir de forma errada novamente. Quando persistirmos e agimos de má-fé, a lição que o destino nos fará passar será ainda muito mais dolorosa do que aquelas outras que não deram conta de nos amadurecer. Se não aprendemos através de uma lição mais branda, logo teremos de suportar as consequências de um golpe mais violen- to, até que aprendamos e não mais cometamos as mesmas falhas. Isso pode acontecer com pouco ou muito tempo; o certo é que a verdadeira Justiça sempre é feita, e é desta forma que somos lapidados com o passar do tempo. Missão, expiação ou experimentação? Então, podemos compreender que as dificuldades são oportunidades para aprender uma nova lição. Mas, em muitas ocasiões, não é porque co- metemos algo contra alguém que teremos de passar por uma situação difícil; mas sim porque é desta forma que vamos experimentando todo tipo de situ- ação, para conhecer e provar sobre tudo. E assim criamos o nível de Consci- ência necessário para continuar aprendendo coisas mais elevadas. Então, a sequencia de vida que levamos é formada pelos nossos desejos, pelas provas que temos de passar para o desenvolvimento individual, mais as tarefas a que somos submetidos para corrigir erros passados. Nem sempre é fácil determinar o que é uma expiação (que é a purifi- cação, reparação ou remissão de uma falta sofrendo as consequências atra- vés de penitência ou pena), missão ou experimentação. O certo é que, quan- to menos erramos, mais teremos tempo para viver as condições que nos pro- porcione mais e melhores aprendizados. Não haveria como cada um somar em si experiências sem que provasse de situações reais. Se não existissem termos comparativos e um conjunto de ações – tais como a que temos em nosso planeta – não teríamos como vivenciar situações em que pudéssemos sentir o que precisamos neste atual grau de evolução. Todo este “palco” é a mais perfeita escola que poderíamos ter para passar pelo que necessitamos agora. De outra forma, se mais ou se menos, não haveria como desenvolver o que já sabíamos e aprender coisas novas. Somente as experiências em vida terrena é que podem oferecer sentimentos
  44. 44. 45 e tudo mais para que nossas qualidades latentes possam se tornar dinâmicas e ativas. O organismo vivo que portamos agora – nosso corpo denso – é a mais perfeita organização para que possamos sentir o que sentimos na me- dida mais adequada ao que precisamos passar. Nossas condições planetárias reúnem tudo que precisamos para poder passar por uma existência onde podemos aprimorar todos os nossos conceitos, percepções e julgamentos, até que se tornem definitivos. Assim, descemos do Plano Astral Superior para o Plano Físico que funciona num nível de consciência e energia inferiores ao daquele existente no Astral Superior. O nascimento num veículo físico é que possibilita traba- lharmos e desenvolvermos este nível. As imperfeições não passam de cami- nhos que levam ao desenvolvimento das qualidades possíveis neste estágio. Então, problemas e imperfeições antes são os meios em que somos levados a vivenciar para nosso aperfeiçoamento. Cada átomo existente é uma parte de um todo organizado para proporcionar tudo que precisamos nesta altura de nossas existências. Estamos vivendo hoje numa esfera altamente elaborada que é a escola que nos habilita para outros graus superiores. Perceba como nada do que aqui existe está ou é fruto do acaso: a temperatura de nosso planeta, a dis- tância em relação ao nosso doador de vida, o Sol; a combinação de gases, os nutrientes de cada alimento; o ecossistema, a diversidade, quantidade e dis- tribuição da fauna e da flora; a temperatura do fogo em condições normais; a pressão atmosférica, que mantém nosso sangue no interior do corpo em perfeito equilíbrio com a pressão interna. Ainda, a umidade do ar, a tempe- ratura e a quantidade das geleiras nos polos; a quantidade de água dos ocea- nos e distribuição hidrográfica; a formação geológica e geográfica; a dispo- sição dos povos nos países; os vulcões, os desertos; a inclinação do eixo imaginário da Terra e o Plano da eclíptica4 ; a existência, tamanho, distância, força gravitacional e fases da lua; a velocidade de rotação e translação da Terra, a posição em relação aos demais planetas e estrelas, etc, etc. Nada do que não é lógico pode existir no Universo. Esta configuração não existe por acaso. É sim a evolução acontecendo juntamente com o de- senvolvimento humano numa magnífica simbiose. Isso tudo faz parte da Criação, que vai além de nossa existência até bilhões de anos luz, bilhões de 4 Plano da eclíptica é o caminho circular percorrido, aparentemente, pelo Sol em torno da Terra em um ano.
  45. 45. 46 galáxias, trilhões de outros sóis, uma infinidade de outros planetas e tudo mais que compõe o Universo. Para melhor nos situarmos nessa imensidão, vamos a alguns números: A Via-Láctea é a galáxia onde está localizado o nosso Sistema Solar, composto por nosso Sol, a Terra e os planetas vizinhos: Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter, Saturno, Urano, Netuno e PlutÀ1

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