DEMOCRACIA 3.0
Interação entre governos e cidadãos
mediada por tecnologias digitais
Dissertação de Mestrado em Design de I...
Palavras chave
design de interação, participação social,
consultas online, tecnologia, democracia
Resumo
Este trabalho parte de um relato histórico da participação por meios digitais no Brasil, com foco em consultas
públ...
Sumário
1 - Introdução
2 – Participação, democracia e transformação social
3 – Democracia 3.0
4 – Consultas interativas: M...
1 - Introdução
Imagem: Democracy OS
Objetivo geral
Identificar variáveis relevantes na elaboração de
ambientes digitais de participação social a partir de
uma...
Objetivos específicos
●
Identificar estruturas de interação para a participação social mediada pela
tecnologia;
●
Mapear i...
Metodologia
Abordagem sistêmica
• Entrevistas semi estruturadas para captar a
visão dos gestores;
• Análise instrínseca pa...
Ativismo orientado a causas
2 - Participação, democracia e
transformação social
Participação Social
9 instâncias e mecanismos de
participação
Crise da democracia representativa
Outubro de 1988
Tecnologia e transformação social
3 - Democracia 3.0
Transparência
Suporte de ordenamento jurídico
Accountability
Responsabilização
Participação Cidadã
Conselhos:
Controle Social +
Política de
presença
Tecnologia e inovação
TICs no Brasil
Domicílios com internet
Telefone celular
Aquisição de computador
0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100
2005
2010...
Consultas públicas interativas
Consultas públicas interativas
Design de interação
Usabilidade
“Experiência do usuário”
Princípios do design de interação
4 – Consultas interativas: Métodos e
técnicas de análise
Visão sistêmica
Visão dos gestores
1. Na sua opinião quais foram os principais pontos positivos e negativos das
consultas?
2. Quais plataf...
Mapeamento
●
Tema e público da consulta;
●
Natureza (portaria, regulamentação de lei, anteprojeto, etc);
●
Objetivo da con...
Interação dos jovens
1) Se cadastrar no site.
2) Encontrar o trecho sobre “dados sensíveis” da consulta do anteprojeto de ...
Engenharia Semiótica
Socorro! - quando as pessoas não conseguem realizar a tarefa, mesmo recorrendo a ajuda do sistema.
Ca...
Percepção dos ativistas
5 – Resultados e discussão
Análise das consultas interativas
Classificação indicativa
Consulta
Número de comentários Número de visitas
Marco Civil da Internet 2000* 18.500
Classificação Indicativa 2305 13.500...
Consulta
Início Fim Número de
contribuições
Modernização da Lei de Direitos
Autorais
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Consulta
Início Fim Número de
contribuições
Política Nacional de Participação
Social
18/7/2013 6/9/2013 700*
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Consultas abertas
Análise intrínseca e teste de usabilidade
Teste exploratório
Perfil dos voluntários
Público engajado
Perfil dos voluntários
Público engajadpo
Principais pontos
• Destaque para a ausência do eixo de fiscalização
na consulta da regulamentação do Ma...
6 – Roteiro para consultas
interativas
Visão sistêmica
Diferentes níveis de participação
Diferentes níveis de participação
Preparar a participação
Participação para além da internet
Representação líquida
Parlamento a serviço do povo
Inclusão Digital via dispositivos
móveis
Repensar a internet, a inclusão e a participação
social sob a ótica da computação ubíqua
7 - Conclusão
Objetivos, metodologia e resultados
• Diagnóstico das plataformas que abrigaram
estas consultas sob a perspectiva da
usabilidade de design de interação.
• Var...
Contribuições
• Mapeamento inédito das consultas publicas
interativas realizadas pelo governo federal
brasileiro;
• Anális...
Próximos passos
• Investigação acerca do papel de
intermediação das instituições participativas
em face a tecnologia digit...
Obrigada!
Adriana Veloso Meireles
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Democracia 3.0: Interação entre governo e cidadãos mediada por tecnologias digitais

  1. 1. DEMOCRACIA 3.0 Interação entre governos e cidadãos mediada por tecnologias digitais Dissertação de Mestrado em Design de Informação e Interação – Universidade de Brasília – Programa de Pós Graduação em Design Adriana Veloso Meireles   Orientador: Prof. Dr. Rogério José Camara Co-orientador: Prof. Dr. Tiago Barros Pontes e Silva Brasília, 2015
  2. 2. Palavras chave design de interação, participação social, consultas online, tecnologia, democracia
  3. 3. Resumo Este trabalho parte de um relato histórico da participação por meios digitais no Brasil, com foco em consultas públicas interativas, ou seja, aquelas em que os cidadãos conversam entre si. Para iniciar a análise observamos o processo da formação das preferências e o ativismo orientado à causas para então conceituar uma crise da democracia representativa, tanto no contexto nacional como global. Destacamos as parceiras para governos abertos como um marco na tentativa de resposta dos Estados à uma demanda da população por mais protagonismo na construção de políticas públicas. Abordamos a tecnologia com foco na participação, para então conceituar o design de interação. Pontuamos como esta área do conhecimento pode colaborar com a elaboração e desenvolvimento de ambientes de participação mais interativos, que se aproximem mais da realidade dos cidadãos. Fechamos o trabalho propondo um roteiro para a construção de consultas interativas a partir de uma perspectiva dialógica com foco em uma democracia mais direta, mediada por tecnologias digitais. Concluímos apresentando tendências de uma eventual democracia digital, com destaque para uma representação política mais fluída e o uso de tecnologias para participação que extrapolam a Internet.
  4. 4. Sumário 1 - Introdução 2 – Participação, democracia e transformação social 3 – Democracia 3.0 4 – Consultas interativas: Métodos e técnicas de análise 5 – Resultados e discussão 6 – Roteiro para consultas interativas online 7 - Conclusão 8 - Referências bibliográficas
  5. 5. 1 - Introdução Imagem: Democracy OS
  6. 6. Objetivo geral Identificar variáveis relevantes na elaboração de ambientes digitais de participação social a partir de uma investigação acerca das consultas públicas interativas realizadas pelo Governo Federal
  7. 7. Objetivos específicos ● Identificar estruturas de interação para a participação social mediada pela tecnologia; ● Mapear iniciativas de consultas públicas interativas realizadas pelo governo brasileiro; ● Avaliar as interfaces das consultas identificadas a partir do referencial teórico adotado; ● Verificar a percepção dos usuários com relação a facilidade de uso da interface e estrutura de interação; ● Propor um conjunto de recomendações para ambientes digitais de participação social.
  8. 8. Metodologia Abordagem sistêmica • Entrevistas semi estruturadas para captar a visão dos gestores; • Análise instrínseca para mapeamento de consultas interativas jã realizada no âmbito do governo federal; • Teste de usabilidade de caráter exploratório para captar a percepção e interação dos
  9. 9. Ativismo orientado a causas 2 - Participação, democracia e transformação social
  10. 10. Participação Social
  11. 11. 9 instâncias e mecanismos de participação
  12. 12. Crise da democracia representativa
  13. 13. Outubro de 1988
  14. 14. Tecnologia e transformação social
  15. 15. 3 - Democracia 3.0
  16. 16. Transparência Suporte de ordenamento jurídico
  17. 17. Accountability
  18. 18. Responsabilização
  19. 19. Participação Cidadã Conselhos: Controle Social + Política de presença
  20. 20. Tecnologia e inovação
  21. 21. TICs no Brasil Domicílios com internet Telefone celular Aquisição de computador 0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100 2005 2010 2013
  22. 22. Consultas públicas interativas
  23. 23. Consultas públicas interativas
  24. 24. Design de interação
  25. 25. Usabilidade
  26. 26. “Experiência do usuário”
  27. 27. Princípios do design de interação
  28. 28. 4 – Consultas interativas: Métodos e técnicas de análise Visão sistêmica
  29. 29. Visão dos gestores 1. Na sua opinião quais foram os principais pontos positivos e negativos das consultas? 2. Quais plataformas nacionais e internacionais você acha que podem inspirar inovações nas consultas públicas realizadas pelo governo brasileiro? 3. Em termos técnicos quais são as limitações de infra estrutura que podem dificultar a viabilidade de adoção de tecnologias inovadoras nas consultas públicas realizadas pelo governo? 4. Em um mundo ideal, em que não existem restrições tecnológicas, qual plataforma você recomendaria para a adoção e desenvolvimento por parte do governo? Porque?
  30. 30. Mapeamento ● Tema e público da consulta; ● Natureza (portaria, regulamentação de lei, anteprojeto, etc); ● Objetivo da consulta (referendar uma decisão já tomada, construir um projeto de lei ou instrução normativa, revisar leis, buscar opinião das pessoas);  ● Metodologia de consulta (por etapas, debate estruturado, comentário por parágrafo, voto de prioridades, concordar/discordar, wiki survey); ● Tecnologia adotada (Wordpress, Noosfero, integração com redes sociais, uso de recursos multimídia); ● Interface e modelo conceitual de participação (metodologia de interação, navegabilidade, usabilidade, formatos e níveis de participação, levando em conta os princípios de design de interação e critérios ergonômicos de usabilidade); ● Resultados em termos de; participação quantitativa e qualitativa, aplicabilidade dos resultados, feedback aos participantes, implementação de
  31. 31. Interação dos jovens 1) Se cadastrar no site. 2) Encontrar o trecho sobre “dados sensíveis” da consulta do anteprojeto de Proteção de Dados Pessoais. 3) Comentar um trecho do texto da consulta do anteprojeto de Proteção de Dados Pessoais. 4) Encontrar o debate sobre “tarifa zero”, ou “zero rating” na consulta da regulamentação do Marco Civil da Internet. 5) Criar uma nova pauta na consulta sobre a Regulamentação do Marco Civil da Internet. 6) Comentar uma contribuição já existente da consulta da regulamentação do Marco Civil da Internet. 7) Concordar ou discorde de uma contribuição de outro participante da consulta da regulamentação do Marco Civil da Internet. 8) Compartilhar sua contribuição no Facebook ou Twitter. http://participacao.mj.gov.br
  32. 32. Engenharia Semiótica Socorro! - quando as pessoas não conseguem realizar a tarefa, mesmo recorrendo a ajuda do sistema. Cadê? - quando as pessoas tentam realizar uma ação, mas não encontram onde realizá-la. E agora? - quando as pessoas não sabem o que fazer em seguida. O que é isto? - quando a pessoa não identifica o signo Epa! - quando realiza uma ação indesejada e tenta desfazê-la de imediato. Onde estou? - quando tenta realizar uma ação que não é apropriada para aquele contexto. Assim não dá. - quando tenta seguir por um caminho e percebe que não conseguirá fazê-lo dessa forma. Por que não funciona? - quando insiste em repetir uma ação que não produz o efeito esperado. Ué, o que houve? - quando o sistema não dá retorno à pessoa. Para mim está bom… - quando completa a tarefa com algum erro. Desisto.- quando a pessoa acha que não irá completar a tarefa. Vai de outro jeito. - quando não entende o caminho projetado e tenta de outra forma realizar a ação. Não, obrigado. - quando o usuário decide ir por um caminho alternativo, compreendendo o que foi projetado.
  33. 33. Percepção dos ativistas
  34. 34. 5 – Resultados e discussão Análise das consultas interativas
  35. 35. Classificação indicativa
  36. 36. Consulta Número de comentários Número de visitas Marco Civil da Internet 2000* 18.500 Classificação Indicativa 2305 13.500 Proteção de Dados Pessoais 795 14 mil Código do Processo Civil 2500 20 mil Código Comercial 149 29.179 Sistema Público de Ouvidorias 461 12.979 Consultas do Ministério da Justiça
  37. 37. Consulta Início Fim Número de contribuições Modernização da Lei de Direitos Autorais 14/6/2010 31/8/2010 7863 Consulta Pública das Metas do Plano Nacional de Cultura 21/9/2011 20/10/2011 645 Plano Setorial de Artesanato 22/8/2014 9/10/2014 208 Plano Setorial de Design 9/10/2014 23/10/2014 35 Plano Setorial de Moda 29/10/2014 12/11/2014 88 Plano Setorial de Arquivos 29/10/2014 05/12/2014 32 comentários e 62 votos Consultas do Ministério da Cultura
  38. 38. Consulta Início Fim Número de contribuições Política Nacional de Participação Social 18/7/2013 6/9/2013 700* Net Mundial 20/3/2014 17/4/2014 295 e 281.529 votos Plano Institucional de Dados Abertos e Espaciais do Ministério da Justiça 15/4/2014 2/5/2014 ND Minuta da resolução que institui o GT Sociedade Civil - Parceria para o Governo Aberto 2/4/2014 5/5/2014 68 Projeto de Lei Orçamentária 2015 16/5/2014 16/6/2014 ND Manual do Ofertante do Software Público 16/6/2014 16/7/2014 ND Consultas da SGP
  39. 39. Consultas abertas Análise intrínseca e teste de usabilidade
  40. 40. Teste exploratório Perfil dos voluntários
  41. 41. Público engajado Perfil dos voluntários
  42. 42. Público engajadpo Principais pontos • Destaque para a ausência do eixo de fiscalização na consulta da regulamentação do Marco Civil da Internet; • Excesso de telas para chegar ao debate; • Beleza da interface; • Palavras participe e comente direcionando para a mesma ação;
  43. 43. 6 – Roteiro para consultas interativas Visão sistêmica
  44. 44. Diferentes níveis de participação
  45. 45. Diferentes níveis de participação
  46. 46. Preparar a participação
  47. 47. Participação para além da internet
  48. 48. Representação líquida
  49. 49. Parlamento a serviço do povo
  50. 50. Inclusão Digital via dispositivos móveis
  51. 51. Repensar a internet, a inclusão e a participação social sob a ótica da computação ubíqua
  52. 52. 7 - Conclusão Objetivos, metodologia e resultados
  53. 53. • Diagnóstico das plataformas que abrigaram estas consultas sob a perspectiva da usabilidade de design de interação. • Variáveis: tema, objetivo, natureza e público da consulta, metodologias e tecnologias adotadas, modelo conceitual de participação. Resultados e termos de efetividade e feedback a seus participantes. • Roteiro ou o que levar e conta ao promover uma consulta interativa.
  54. 54. Contribuições • Mapeamento inédito das consultas publicas interativas realizadas pelo governo federal brasileiro; • Análise das metodologias e modelos conceituais de interação utilizados nas plataformas de consultas; • Diagnóstico da presença de requisitos de usabilidade e de interatividade nas interfaces e fluxo de navegação dos portais de participação
  55. 55. Próximos passos • Investigação acerca do papel de intermediação das instituições participativas em face a tecnologia digital; • Participação para além da Internet; • Tecnologia para outros mecanismos de participação ampliando a transparência e accountability.
  56. 56. Obrigada! Adriana Veloso Meireles

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