Cereais E Seus Sub Produtos ACA

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Trabalho escrito: Cereais e seus SubProdutos

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Cereais E Seus Sub Produtos ACA

  1. 1. INSTITUTO POLITÉCNICO DE SANTARÉM ESCOLA SUPERIOR AGRÁRIA ENGENHARIA DA PRODUÇÃO ANIMAL UC ALIMENTOS COMPOSTOS PARA ANIMAIS CEREAIS E SEUS SUB-PRODUTOS 1. O que são os cereais? cereal, s. m., (do Lat. Cereale, relativo a Ceres, deusa das sementeiras) é qualquer grão ou fruto comestível, da família das gramíneas (cariopse), que pode ser usado como alimento humano ou animal. 1.2. Taxonomia DIVISÃO: Angiospermica CLASSE: Monocotiledonea FAMÍLIA: Graminæ = Poaceæ (Gramíneas) Uma das famílias mais importantes na perspectiva agrícola. 500 géneros e mais de 5.000 espécies em toda a superfície terrestre. 2. Diferença entre os cereais com casca e os cereais sem casca A cariopse é um fruto com uma semente presa ao pericarpo em toda a extensão. É típico das gramíneas. Exemplo: grão de milho, de trigo ou de arroz. A estrutura anatômica é basicamente a mesma. Alguns tipos de cariopse: Cariopse nua: frutos que possuem somente germe, endosperma e membrana da semente. Por ex.: milho, trigo e centeio. Cariopse vestida: frutos que possuem fusão de glumos que formam a casca. Por exemplo: arroz, aveia e cevada.
  2. 2. 3. Grãos de cereais e respectivos sub-produtos 1. Arroz a. Amido de arroz b. Bagaço de gérmen de arroz obtido por extracção c. Bagaço de gérmen de arroz obtido por pressão d. Farinha forrageira de arroz estufado e. Sêmea grosseira de arroz (clara) f. Sêmea grosseira de arroz (escura) g. Sêmea grosseira de arroz com carbonato de cálcio h. Trincas de arroz 2. Aveia a. Cascas de sêmea grosseira de aveia b. Flocos de aveia c. Sêmea de aveia 3. Centeio a. Farinha forrageira de centeio b. Sêmea de centeio 4. Cevada distica e cevada hexástica a. “Dréches” escuros da indústria de destilação b. “Dréches” secos da indústria cervejeira c. Proteínas de cevada d. Radículas de malte 5. Espelta 6. Milho a. Amido de milho b. Amido de milho pré-gelatinizado c. Bagaço de gérmen de milho obtido por extracção d. Farinha forrageira de milho e. Glúten de milho f. Glúten feed de milho g. Sêmea grosseira de milho 7. Milheto 8. Sorgo 9. Teff 10. Trigo duro e trigo mole a. Amido de trigo b. Amido de trigo pré-gelatinizado c. Farinha forrageira de trigo d. Gérmen de trigo e. Glúten de trigo f. Glúten feed de trigo g. Sêmea de trigo h. Sêmea grosseira de trigo 11. Triticale
  3. 3. 4. Caracteristicas Qualitativas Os grãos de cereais são a principal fonte de energia na alimentação animal, uma vez que são maioritariamente constituídos por amido, um hidrato de carbono que se encontra concentrado no endosperma (Figura 1), por proteínas e por lípidos. A composição do grão depende principalmente do método de colheita e das condições de armazenamento. Dos componentes azotados, 85 a 90% estão na forma de proteínas, as quais estão presentes em todos os tecidos do grão, mas encontram-se mais concentrados no embrião e na camada de aleurona e a sua quantidade total, proteína bruta, abrange valores que variam entre os 80 e os 120 g/Kg. As roteínas nos cereais são deficientes em certos aminoácidos, nomeadamente em lisina e metionina. A gordura bruta dos grãos de cereais varia consoante a espécie, sendo a aveia a mais rica em gorduras não-saturadas (40 a 60g/Kg) e o trigo a mais pobre (10 a 20g/Kg). O gérmen é a parte com maiores concentrações de gordura, por exemplo, no gérmen de trigo encontram-se concentrações entre os 100 e os 170g/Kg enquanto que no endosperma ronda os 15g/Kg. O gérmen de arroz é o sub-produto dos cereais mais rico em gordura, com valores de concentração aproximados dos 350g/Kg. Figura 1 . Detalhes do grão de Trigo Minerais: Concentram-se nas camadas externas do grão: fosfatos e sulfatos de K, Mg, Ca; fósforo com fictina; Na, Cl, S e em quantidades menores Fe, Mn, Zn.. Vitaminas: A maior concentração está no germe e na aleurona; no grupo B; tocoferóis no gérme de trigo e aveia.
  4. 4. 5. Digestibilidade Tabela 1 . Performance e digestibilidade de 4 cereais diferentes em ovinos Cereal GMD (g/dia) IC (Kg/Kg D. Matéria D. Azoto PV) Orgânica 340 2.75 0.81 0.72 Cevada 345 2.52 0.84 0.75 Milho 241 3.07 0.70 0.78 Aveia 303 2.97 0.83 0.71 Trigo GMD = Ganho Médio Diário; IC = Índice de Conversão; D. = Digestibilidade
  5. 5. 6. Características tecnológicas Os cereais são uma grande matéria prima na indústria alimentar, uma vez que são imensos os alimentos produzidos a partir destes. Por exemplo, na produção de farinhas, gérme de trigo, arroz branco ou óleo de milho, as restantes partes do grão são separadas e removidas do produto, dando assim origem, a partir dos nutrientes perdidos ou concentrados, a sub-produtos como a sêmea de trigo, cascas de arroz ou bagaço de milho. Os nutrientes nestes processos podem também sofrer mudanças fisico-quimicas como a inactivação de enzimas, a hidrólise de polissacarídeos e a difusão de vitaminas. Tabela 2 . Utilização e Valorização Nutritiva de alguns cereais e sub-produtos Matéria-prima Valorização Utilização Nutritiva 64 % Amido Monogástricos. Milho 38% Amido Ruminantes, Aveia 10,5% FB Porcas gestantes 10,5% PB Coelhos, Equinos. 50% Amido Suínos com Cevada hexastica 11% PB necessidades de 6% FB FB. 53,9% Amido Bom granulado. Centeio 10,7% PB Suínos. 2,3% FB 63,8 Amido Todas as Sorgo 8,7% PB espécies. 2,7% FB 57% Amido Bom granulado. Triticale 12% PB Suínos, aves e 2,7% FB ruminantes. 20% Amido Ruminantes e Corn Glúten Feed 20% PB Suínos. 8% FB 16% Amido Monogástricos Corn Glúten Meal 60% PB 1,7% FB
  6. 6. 7 – Bibliografia MCDONALD, E. e G. (1981) – Animal Nutrition. 3ª Edição. New York, USA: Longman Inc. 479 pp. ROBARDS, G. E.; PACKHAM, R. G. (1983) – Feed Information and Animal Production. Sydney: University of Sydney, Australia. 516 pp. Aulas leccionadas pela Prof. Elisabete Palma (2008), UC de Alimentos Compostos para Animais. Bibliografia On-line UNIVERSIDADE CATÓLICA PORTUGUESA (2008) – Disponível em: http://www.dalmeida.com/. Consulta efectuada em 28 de Outubro de 2008. UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL (2002) – Cereais e Farinhas. Disponível em: http://www.farsul.org.br. Consulta efectuada em 14 de Outubro de 2008. SCRIBD (2009) – Disponível em: http://www.scribd.com. Consulta efectuada em 6 de Janeiro de 2009. Trabalho realizado por: David Quintino nº 2439 Ana Luísa Sena nº 2649 Cátia Simões nº 2678

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