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Oficina: Clube de leitura Amós OzO escritor Amós Oz construiu sua obra literária junto à construção do Estadode Israel. Su...
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Oficina:Clube de leitura Amós Oz  Margem sul do Mar da Galileia, em Israel – a Toscana do Oriente Médio                   ...
A pesquisa - perguntas1. Qual seria a importância de espaços não   tradicionais, como os clubes de leitura, para a   forma...
A pesquisa -abordagens utilizadasJover-Faleiros (2009)   Importância da valorização das impressões do    leitor   Possib...
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A pesquisa - resultadosComprometimento com a leitura   compromisso com o grupo   leitura mais séria, atenta, consciente,...
A pesquisa - resultadosAmpliação de repertório   pré-seleção de obras (caráter diretivo)   é possível ousar e experiment...
A pesquisa - resultadosExpectativa de construção de novos sentidos   “torneio argumentativo”   interpretação literária =...
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A pesquisa - resultadosContexto da obra   não há roteiros que direcionam a interpretação   busca por necessidade de cont...
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  1. 1. Língua Portuguesa:a pesquisa e o trabalho em sala de aula dlp em ação diálogos sobre ensino e pesquisa - 2012
  2. 2. Clubes de leitura: a construção de sentidosem situações de leitura colaborativa 9º encontro – 15/05/2012 Andréa Schmitz-Boccia
  3. 3. Para começar... o que é ser leitor? qual é a sua trajetória pessoal com a leitura? e que papel teve a escola nessa trajetória?
  4. 4. O ser leitor O leitor autônomo é aquele que coopera com o texto, transcende o literal e embrenha-se no não dito. Sua interlocução com o texto é genuína. Ele não vê o texto como fechado para o mundo, já que sabe que é preciso contextualizá-lo sempre. Mas, enquanto o tem nas mãos, busca apropriar- se dele, em uma atitude de atenção e colaboração. Jouve (2002, p. 64): espaços de certeza e de incerteza O leitor autônomo é capaz de reconhecer pistas
  5. 5. O ser leitor“[...] os textos sempre querem dizer mais do quedizem. O que um texto significa depende não só dosentido do que vem expresso, tal como éespecificado pelo léxico e pela gramática, mastambém da força ilocucionária, a qual, quandomarcada explicitamente, indica a intenção do autorquanto ao modo como um público receptor real oupresumido deve interpretá-lo.” (OLSON, 1997, p.174)
  6. 6. O ser leitor- Sendo o texto “uma máquina preguiçosa”, ele “vive da valorização de sentido que o destinatário ali introduziu” (ECO, 1985, p. 37)- O leitor autônomo atualiza, no momento da leitura, o “não dito” do texto, em um trabalho consciente e ativo, por meio de movimentos cooperativos e inferenciais, sem esquecer-se dos deveres filológicos que tem em relação ao texto.
  7. 7. A leitura na escola o que significa para você trabalhar leitura na escola? quais as maiores dificuldades que você encontra?
  8. 8. A leitura na escola O ensino da leitura deve tomar a construção de sentidos, em toda sua complexidade, como sua pedra fundamental. O envolvimento do aluno – “como sujeito que infere, reflete, avalia” (KLEIMAN, 2008, P. 175) – deve ser a base para a transformação do ensino da leitura na escola. Compreensão e fruição devem andar juntas.
  9. 9. A leitura na escola É preciso que haja uma disposição pessoal e uma atitude interessada por parte do leitor. Talvez essa seja a chave inicial (e mais intrincada) para o trabalho escolar de leitura: suscitar o interesse – tanto do aluno como do próprio professor. Uma escolarização adequada da literatura não pode afastar-se do contexto social da leitura.
  10. 10. Clube de leitura Fruição da leitura literária Caráter igualitário Ambiente informal e descontraído Leitura colaborativa / abordagem dialógica
  11. 11. Oficina:Clube de leitura Amós Oz seleção prévia de autores / livros escolha final feita pelos participantes leitura atenta solitária torneio argumentativo
  12. 12. Oficina:Clube de leitura Amós Oz seleção prévia de autores / livros ampliação de repertório (certo caráter diretivo) + certa contextualização da obra escolha final feita pelos participantes comprometimento com a leitura (caráter democrático, não compulsório) leitura atenta solitária construção dos primeiros sentidos + contextualização da obra torneio argumentativo comprometimento com o grupo (pacto de leitura) + expectativa de construção de novos sentidos
  13. 13. Oficina:Clube de leitura Amós Oz Estamos curiosos sobre o que os outrospensam. Ouvimos e respondemos com respeito. Debatemos ideias, não indivíduos. Opiniões diferentes das nossas são bem-vindas. Tentamos não interromper os demais. A leitura e a conversa sobre a leitura podem ser bastante divertidas!!
  14. 14. Oficina:Clube de leitura Amós Oz http://youtu.be/8ROPq2Txm3w
  15. 15. Oficina: Clube de leitura Amós OzO escritor Amós Oz construiu sua obra literária junto à construção do Estadode Israel. Sua literatura vem ajudando a revelar uma realidade marcada porrelações de amor e ódio que varreram a Europa no século XX e queaumentaram o drama do conflito entre Israel e o mundo árabe.A meninice de Amós Oz coincide com o início do Estado de Israel. Asmemórias de menino são as memórias de um país que foi criado quandoAmós tinha apenas 8 anos. Nascido em Jerusalém, com o sobrenomeKlausner, saiu de casa aos 15 anos, depois da morte da mãe e em conflitocom o conservadorismo do pai. Foi morar num kibutz, espécie de colônia ruralcomunitária, quando adotou o sobrenome Oz, que significa coragem emhebraico. Como todo jovem israelense, fez serviço militar. Participouda Guerra dos Seis Dias, em 1967, um ataque-surpresa para prevenir umaofensiva conjunta que Egito, Síria e Jordânia preparavam contra Israel.Depois lutou na Guerra do Yon Kipur em 1973. Dessa vez, Israel [é] que foiatacado de surpresa pelo Egito e pela Síria, que pretendiam recuperarterritórios perdidos na guerra anterior. Nesse período, Amós já havia iniciadosua produção literária e publicado ensaios de conteúdo pacifista.
  16. 16. Oficina: Clube de leitura Amós OzEm 1978, ajudou a fundar o movimento Paz Agora e foi se tornandoconhecido por sua ação política em favor de negociações com palestinos e daidéia de um Estado para cada povo. Tornou-se, assim, uma figura de duplaimportância na vida do país: pela militância em busca de uma solução de paze pelo trabalho literário, que o colocou na posição do mais renomadoromancista de Israel. Entre ensaios, novelas, contos e romances já produziuquase trinta livros, traduzidos em quase trinta línguas. Boa parte estádisponível no Brasil: Não diga noite, A caixa preta, O mesmo mar, Pantera noporão, entre outros. Até o mais recente, De amor e trevas, onde conta ahistória de uma família e de parte de sua infância. Não é uma autobiografia,mas a reconstituição de personagens e conflitos familiares para fazer umparalelo com o conflito árabe-israelense. Amós Oz, que conta ter sido criadoem meio a fanáticos de direita, costuma dizer que é um fanático recuperado.E aponta a literatura como um eficiente antídoto contra o fanatismo.Roda Viva, TV Cultura, 5/7/2007
  17. 17. Oficina:Clube de leitura Amós Oz Margem sul do Mar da Galileia, em Israel – a Toscana do Oriente Médio Foto: Ministério do Turismo de Israel.
  18. 18. A pesquisa - perguntas1. Qual seria a importância de espaços não tradicionais, como os clubes de leitura, para a formação de hábitos leitores?2. Em que medida o clube de leitura contribui para a elaboração individual de sentidos de leitura de uma dada obra?
  19. 19. A pesquisa -abordagens utilizadasJover-Faleiros (2009) Importância da valorização das impressões do leitor Possibilidade de novas interpretações Legitimação da experiência de fruição estética do texto liberta e permite que o leitor renove sua percepção de mundo Construção própria de sentidos de leitura Relevância das verbalizações orais “torneio argumentativo”
  20. 20. A pesquisa -abordagens utilizadasFlecha (1998) Aprendizagem dialógica Leitura colaborativa Horizontalidade como situação ideal de fala Diálogo igualitário considera as falas de acordo com a validade dos argumentos e não pela hierarquia de poder dos sujeitos “Potencializa, em vez de anular, a reflexão de cada pessoa” (p. 45) Diálogo tende a caminhar rumo à superação de desigualdades, ainda que o contexto social nunca seja neutro
  21. 21. A pesquisa -abordagens utilizadasHébert (2008) Diálogo entre pares como forma efetiva de aprendizagem Diálogo em um contexto horizontal Exposição a uma ampla gama de ideias, modos de leitura e estratégias Superação da compreensão simplista ou literal Atitudes interpretativas “pública” (forma estrutural e informativa) e “privada” (modo estético, significado pessoal) – rejeitar racionalização como único modo de ler.
  22. 22. A pesquisa - resultadosMudanças de hábitos leitores com a participação noclube de leitura: Comprometimento com a leitura ampliação de repertório expectativa de construção de novos sentidos contexto da obra
  23. 23. A pesquisa - resultadosComprometimento com a leitura compromisso com o grupo leitura mais séria, atenta, consciente, crítica necessidade de expor as opiniões em público respeito entre participantes possibilidade de legitimar a própria leitura grupo valoriza e legitima a função da leitura em nossas vidas diretividade (prazo), mas sem conotação negativa leitura nunca é objeto de controle ou avaliação
  24. 24. A pesquisa - resultadosAmpliação de repertório pré-seleção de obras (caráter diretivo) é possível ousar e experimentar autores ou histórias que transcendem nossa própria experiência “[...] agora sou mais aberta a ler textos que em outros momentos não teria escolhido.”
  25. 25. A pesquisa - resultadosExpectativa de construção de novos sentidos “torneio argumentativo” interpretação literária = natureza dialógica interação simultânea de vários modos de leitura pressupõe sujeitos verdadeiramente engajados na argumentação pressupõe objetivo comum de resolução de problemas experiência de mundo é acionada no momento da verbalização da interpretação - relações afetivas com o texto
  26. 26. A pesquisa - resultadosExpectativa de construção de novos sentidos não há roteiros que direcionam a interpretação o fato de ouvir e ser ouvido aumenta a autoconfiança em falar sobre textos literários conhecimentos prévios de cada participante - outros discursos (crítica literária, estudos, vivências) chegam ao debate como mais uma voz possível
  27. 27. A pesquisa - resultadosContexto da obra não há roteiros que direcionam a interpretação busca por necessidade de contextualização é natural existe um número “teoricamente ilimitado” contextualizações possíveis (COSSON, 2009, p. 85) Ao mesmo tempo em que a leitura de qualquer texto é sempre inédita, pois resultado de um encontro entre o livro e o leitor (JOUVE, 2002, p. 102), ela é também sempre “[...] uma leitura comparativa, contato do livro com outros livros” (GOULEMOT, 2009, p. 112)
  28. 28. “Ora, quem quer emancipar um homemdeve interrogá-lo à maneira dos homens e não à maneira dos sábios, para instruir-se a si próprio e não para instruir um outro.” JACQUES RANCIÉRE
  29. 29. Aplicação em sala deaulaClubes de leitura Abordagem dialógica Leitura colaborativa, Torneio argumentativo, Pacto de leitura, Liberdade de criação de hipóteses...Conceitos possíveis para se adotar na escola?Como mudar o modo como a literatura é tratada ediscutida no ambiente escolar?

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