9º ANO

4.482 visualizações

Publicada em

3º BIMESTRE

Publicada em: Educação
  • Seja o primeiro a comentar

9º ANO

  1. 1. CadernoC0901 AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA 3° BIMESTRE Língua Portuguesa e Matemática 9° ano do Ensino Fundamental 2012 Nome do Aluno(a): Orientações  Você está recebendo um caderno com 52 questões.  Você dispõe de duas horas para responder a todas as questões e de 20 minutos para preencher o Cartão de Respostas.  Leia com atenção cada questão antes de respondê-la.  Cada questão tem uma única resposta correta.  Em alguns textos, há, na margem esquerda, uma indicação com a numeração de linhas.  Ao terminar a prova, passe suas respostas para o Cartão de Respostas, utilizando caneta esferográfi ca azul ou preta. Não rasure seu Cartão de Respostas.  Depois, passe suas respostas para folha de rascunho. Ela servirá para você acompanhar as questões junto ao professor. Boa prova!
  2. 2. 01: A B C D 02: A B C D 03: A B C D 04: A B C D 05: A B C D 06: A B C D 07: A B C D 08: A B C D 09: A B C D 10: A B C D 11: A B C D 12: A B C D 13: A B C D FOLHA DE TRANSCRIÇÃO 14: A B C D 15: A B C D 16: A B C D 17: A B C D 18: A B C D 19: A B C D 20: A B C D 21: A B C D 22: A B C D 23: A B C D 24: A B C D 25: A B C D 26: A B C D 27: A B C D 28: A B C D 29: A B C D 30: A B C D 31: A B C D 32: A B C D 33: A B C D 34: A B C D 35: A B C D 36: A B C D 37: A B C D 38: A B C D 39: A B C D 40: A B C D 41: A B C D 42: A B C D 43: A B C D 44: A B C D 45: A B C D 46: A B C D 47: A B C D 48: A B C D 49: A B C D 50: A B C D 51: A B C D 52: A B C D Língua Portuguesa e Matemática 9° ano do Ensino Fundamental Caro(a) Aluno(a), Após transcrever as respostas para o Cartão de Respostas, repasse todas as respostas também para essa folha. Em outro momento, essa folha será utilizada para que seja realizada a correção da prova junto ao seu professor.
  3. 3. BL01P09 C0901 ATENÇÃO, ALUNO! Agora, você vai responder a questões de Língua Portuguesa. Leia o texto abaixo. 5 10 15 20 25 O Quinze Capítulo 7 Na primeira noite, arrancharam-se numa tapera que apareceu junto da estrada, como um pouso que uma alma caridosa houvesse armado ali para os retirantes. O vaqueiro foi aos alforjes e veio com uma manta de carne de bode, seca, e um saco cheio de farinha, com quartos de rapadura dentro. Já as mulheres tinham improvisado uma trempe e acendiam o fogo. E a carne foi assada sobre as brasas, chiando e estalando o sal. Pondo na boca o primeiro pedaço, Chico Bento cuspiu: – Ih! Sal puro! Mesmo que pia! Mocinha explicou: – Não tinha água mode lavar... Sem se importarem com o sal, os meninos metiam as mãos na farinha, rasgavam lascas de carne, que engoliam, lambendo os dedos. Cordulina pediu: – Chico, vê se tu arranjas uma aguinha pro café... Apesar da fadiga do longo dia de marcha, Chico Bento levantou-se e saiu; a garganta seca e ardente, parecendo ter fogo dentro, também lhe pedia água. Os meninos, passado o furor do apetite, exigiam com força o que beber; gemiam, pigarreavam, engoliam mais farinha, ou lambiam algum taco de rapadura, entretendo com o doce a garganta sedenta. Pacientemente, a mãe os consolava: – Esperem aí, seu pai já vem... Em meia hora, realmente, ele chegou, com a cabaça cheia duma água salobra que arranjara a quase um quilômetro de distância. O Josias, que era o que mais se lastimava e mais tossia, correu para o pai, tomou-lhe a vasilha da mão e colando às bordas a boca sôfrega, em sorvos lentos, deliciados, sugou a água tão esperada; mas os outros, avançando, arrebataram-lhe a cabaça. Aflita, Cordulina interveio: – Seus desesperados! Querem ficar sem café? QUEIROZ, Rachel de. Disponível em: <http://www.visionvox.com.br/biblioteca/o/o-quinze.txt>. Acesso em: 28 mar. 2012. Fragmento. (P091460RJ_SUP) Questão 01 P091460RJ De acordo com esse texto, Chico Bento foi arrumar água, porque A) Cordulina queria fazer café. B) Josias lastimava e tossia. C) os meninos comeram carne salgada. D) os meninos exigiam com força o que beber. 1
  4. 4. Leia novamente o texto “O Quinze” para responder às questões abaixo. Questão 02 P091461RJ O trecho “– Não tinha água mode lavar...” (ℓ. 9) expressa um exemplo de linguagem comum em A) textos jornalísticos. B) revistas de ciência. C) palestras acadêmicas. D) falas regionais. Questão 03 P091462RJ No trecho “... a garganta seca e ardente, parecendo ter fogo dentro,...” (ℓ. 14-15), o recurso utilizado para a construção da expressão destacada é A) a comparação de ideias. B) a enumeração de fatos. C) a oposição de ideias. D) a repetição de sons. Questão 04 P091463RJ Esse texto é um fragmento de A) crônica. B) diário de bordo. C) relato de viagem. D) romance. Questão 05 P091464RJ No trecho “... e colando às bordas a boca sôfrega,...” (ℓ. 24), a palavra em destaque sugere A) aflição. B) ambição. C) fúria. D) temor. BL01P09 C0901 2
  5. 5. BL01P09 Leia o texto abaixo. 5 10 15 20 25 30 C0901 Relato de um náufrago Nada disso era errado, até certo ponto. Em todos os momentos, tratei de me defender. Encontrei sempre um meio de me defender. Encontrei sempre um meio de sobreviver, um ponto de apoio, por insignificante que fosse, para continuar esperando. No sexto dia, porém, já que não esperava mais nada. Eu era um morto na balsa. À tarde, pensando que logo seriam cinco horas e os tubarões voltariam, fiz um desesperado esforço para me levantar e me amarrar à borda. Em Cartagena, há dois anos, vi na praia os restos de um homem destroçado por tubarão. Não queria morrer assim. Não queria ser repartido em pedaços entre um montão de animais insaciáveis. Eram quase cinco horas. Pontuais, os tubarões estavam ali, rodando a balsa. Levantei-me penosamente para desatar os cabos do estrado. A tarde era fresca. O mar, tranquilo. Senti-me ligeiramente fortalecido. Subitamente, vi outra vez as sete gaivotas do dia anterior e essa visão infundiu em mim renovados desejos de viver. Nesse instante teria comido qualquer coisa. A fome me incomodava. Mas o pior era a garganta e a dor nas mandíbulas, endurecidas pela falta de exercício. Precisava mastigar qualquer coisa. Tentei arrancar tiras de borrachas dos sapatos, mas não tinha com que cortá-las. Foi então que lembrei dos cartões da loja de Mobile. Estavam num dos bolsos da calça, quase completamente desfeitos pela umidade. Rasguei-os, levei-os à boca e comecei a mastigar. Foi um milagre: a garganta se aliviou um pouco e a boca se encheu de saliva. Lentamente continuei mastigando, como se aquilo fosse chiclete. [...] Pensava continuar mastigando os cartões indefinidamente para aliviar a dor das mandíbulas e até achei que seria desperdício jogá-los no mar. Senti descer até o estômago a minúscula papa de papelão moído e desde esse instante tive a sensação de que me salvaria, de que não seria destroçado pelos tubarões. [...] Afinal, amanheceu o meu sétimo dia no mar. Não sei por que estava certo de que esse não seria o último. O mar estava tranquilo e nublado, e quando o sol saiu, mais ou menos às oito da manhã, eu me sentia reconfortado pelo bom sono da noite. Contra o céu cinza e baixo passaram sobre a balsa as sete gaivotas. Dois dias antes eu sentira uma grande alegria vendo as sete gaivotas. Mas quando as vi pela terceira vez, depois de tê-las visto durante dois dias consecutivos, senti o terror renascer. “São sete gaivotas perdidas”, pensei, com desespero. Todo marinheiro sabe que, às vezes, um bando de gaivotas se perde no mar e voa sem direção, durante vários dias, até encontrar e seguir um barco que lhes indique a direção do porto. Talvez aquelas gaivotas que vira durante três dias fossem as mesmas todos os dias, perdidas no mar. Isso significa que eu me distanciava cada vez mais da terra. MÀRQUEZ, Gabriel Garcia. Relato de um náufrago. 3. ed. Rio de Janeiro: Record, 1970. p. 70-3. Fragmento. (P091465RJ_SUP) Questão 06 P091466RJ O trecho desse texto que apresenta uma opinião do narrador é: A) “... fiz um desesperado esforço para me levantar...”. (ℓ. 5-6) B) “... vi na praia os restos de um homem destroçado por tubarão.”. (ℓ. 7) C) “Nesse instante teria comido qualquer coisa.”. (ℓ. 13) D) “... até achei que seria desperdício jogá-los no mar.”. (ℓ. 21) 3
  6. 6. Leia novamente o texto “Relato de um náufrago” para responder às questões abaixo. Questão 07 P091465RJ No trecho “Não queria morrer assim.” (ℓ. 7), o verbo em destaque revela A) desejo. B) ordem. C) sugestão. D) súplica. Questão 08 P091467RJ De acordo com esse texto, no sétimo dia, o náufrago A) pensava em continuar mastigando os cartões. B) pensava que logo os tubarões voltariam. C) sentia-se alegre vendo as sete gaivotas. D) sentia-se reconfortado pela boa noite de sono. Questão 09 P091469RJ No trecho “Rasguei-os,...” (ℓ. 18), o pronome em destaque refere-se à palavra A) bolsos. B) cabos. C) cartões. D) sapatos. Questão 10 P091468RJ No trecho “... e quando o sol saiu...” (ℓ. 25), a palavra em destaque tem o mesmo sentido que A) afastar. B) passar. C) separar. D) surgir. BL01P09 C0901 4
  7. 7. BL01P09 Leia o texto abaixo. 5 10 15 C0901 A bolsa amarela – Toma, Raquel, fica pra você. Era a bolsa. A bolsa por fora: Era amarela. Achei isso genial: pra mim amarelo é a cor mais bonita que existe. Mas não era um amarelo sempre igual: Às vezes era forte, mas depois ficava fraco; não sei se porque ele já tinha desbotado um pouco, ou porque já nasceu assim mesmo, resolvendo que ser sempre igual é muito chato. Ela era grande; tinha até mais tamanho de sacola do que de bolsa. Mas vai ver ela era que nem eu: achava que ser pequena não dá pé. A bolsa não era sozinha: tinha uma alça também. Foi só pendurar a alça no ombro que a bolsa arrastou no chão. Eu então dei um nó bem no meio da alça. Resolveu o problema. E ficou com mais bossa também. Não sei o nome da fazenda que fez a bolsa amarela. Mas era uma fazenda grossa, e se a gente passava a mão arranhava um pouco. Olhei bem de perto e vi os fios da fazenda passando um por cima do outro; mas direitinho; sem fazer bagunça nem nada. Achei legal. Mas o que eu ainda achei mais legal foi ver que a fazenda esticava: “vai dar pra guardar um bocado de coisa aí dentro”. A bolsa por dentro: Abri devagarinho. Com um medo danado de ser tudo vazio. Espiei. Nem acreditei. Espiei melhor. BOJUNGA, Lígia. A Bolsa Amarela. 35 ed. Rio de Janeiro: Casa Lígia Bojunga, 2003. p. 27. Fragmento. (P091470RJ_SUP) Questão 11 P091470RJ No trecho “Achei isso genial:” (ℓ. 3), o uso dos dois pontos A) indica uma opinião da narradora. B) expressa uma citação. C) apresenta uma enumeração. D) anuncia a fala de uma personagem. Questão 12 P091471RJ No trecho “... se a gente passava a mão arranhava um pouco.” (ℓ. 12), o conectivo em destaque estabelece com a oração anterior uma ideia A) causal. B) condicional. C) consecutiva. D) opositiva. Questão 13 P091472RJ Qual é o fato que dá início a essa narrativa? A) Raquel ter ganhado a bolsa. B) A bolsa ser amarela. C) Raquel ter dado um nó na alça da bolsa. D) A bolsa poder guardar muitas coisas dentro. 5
  8. 8. 1 no sábado e, no BL01M09 C0901 ATENÇÃO, ALUNO! Agora, você vai responder a questões de Matemática. Questão 14 M090014E4 A tabela abaixo mostra a relação entre a quantidade de minério removida (M), em toneladas, e a quantidade de ouro obtida (z), em quilogramas, em uma mina de ouro. Quantidade de Minério removida (ton) 50 75 100 125 150 Quantidade de Ouro obtida (kg) 2 3 4 5 6 De acordo com os dados dessa tabela, qual é o gráfico que melhor representa a quantidade de ouro obtida (z) em função da quantidade (M) de minério removida? A) 150 100 50 0 1 2 3 4 5 6 z M B) 150 100 50 0 1 2 3 4 5 6 z M C) 50 100 150 z 6 4 2 M D) 50 100 150 z 6 4 2 M Questão 15 M090028E4 Valdir participou em um final de semana de uma campanha de vacinação contra a gripe para idosos. Na sexta-feira, ele vacinou um total de 72 idosos, sendo que esse número aumentou em 4 domingo, teve uma queda de 1 em relação ao número de vacinados no sábado. 3 Quantos idosos Valdir vacinou nesse final de semana? A) 222 B) 232 C) 240 D) 282 6
  9. 9. Questão 16 M090002E4 Observe o retângulo MNPQ representado no plano cartesiano abaixo. BL01M09 5 N M 0 –2 –1 4 3 2 1 –3 4 –1 –2 –3 1 2 3 x P Q As coordenadas dos vértices desse retângulo são A) M(3, 4), N( – 2, 4), P( – 2, – 3) e Q(3, – 3). B) M(3, 4), N(4, – 2), P( – 3, – 2) e Q(3, – 3). C) M(4, 3), N( – 2, 4), P( – 2, – 3) e Q( – 3, 3). D) M(4, 3), N(4, – 2), P( – 3, – 2) e Q( – 3, 3). Questão 17 M090018E4 Se o salário atual de Marcelo fosse aumentado em um terço e o de Pedro fosse diminuído em R$ 500,00, o salário de Marcelo passaria a ser a metade do salário de Pedro. Considerando Se Scomo os salários atuais de Marcelo e Pedro, em reais, qual é a relação entre M P esses valores? A) S+ 1 = M 3 SP – 500 2 B) SM + 1 = 3 1 (SP – 500) 2 C) 4 SM = 2 3 SP – 500 D) 4 SM = 2 3 1 (SP – 500) C0901 7
  10. 10. C0901 Questão 18 M090011E4 Observe no esquema abaixo os cruzamentos de algumas ruas do bairro onde Júlia mora. Nesse bairro, as ruas Japão e Salvador são perpendiculares e as ruas Goiás e Salvador se cruzam formando um ângulo de 30º. A medida do comprimento da rua Salvador, entre as ruas Goiás e Japão, é 400 m. BL01M09 Japão Rua Goiás Rua Rua Salvador x Dado: sen 30º = 1 2 3 cos 30º = 2 tg 30º = 1 3 Considerando que todas as ruas são retas e estão no mesmo plano, qual é a medida do comprimento x da rua Japão, entre as ruas Goiás e Salvador? A) 200 m B) 200 3 m C) 400 m 3 D) 400 3 m Questão 19 M090026E4 Carlos viajou do Rio de Janeiro para Moscou, na Rússia. Ao partir, a temperatura no Rio de Janeiro era de 32 ºC e a previsão para a temperatura em Moscou, na hora de sua chegada, era de – 8 ºC. Porém, ao chegar em Moscou, ele percebeu que a temperatura estava 5 ºC abaixo da que havia sido prevista. Qual é a diferença entre a temperatura no Rio de Janeiro, na hora da partida de Carlos, e a temperatura em Moscou, na sua chegada? A) 45 ºC B) 40 ºC C) 37 ºC D) 35 ºC 8
  11. 11. C0901 Questão 20 M090029E4 Observe os triângulos abaixo. Nesses triângulos, o perímetro está indicado no interior de cada um deles por P. BL01M09 H P = 14 cm J I 6 cm 3 cm K P = 16,5 cm L M 7,5 cm 5,5 cm N O P P = 16,5 cm 3 cm 7,5 cm S P = 35 cm P= 35 cm Q R 7,5 cm 12,5 cm V T 15 cm 5,5 cm P = 35 cm U O triângulo semelhante ao triângulo HIJ, com fator de ampliação igual a 2,5, é A) ΔKLM B) ΔNOP C) ΔQRS D) ΔTUV 9
  12. 12. Questão 21 M090023E4 Nas retas abaixo, o intervalo [2, 3] está subdividido em segmentos de mesmo comprimento. Em qual dessas retas o número 6 está melhor localizado? A) BL01M09 6 B) 6 C) 6 D) 6 Questão 22 M090016E4 A tabela abaixo mostra a relação entre as grandezas s e w. s 0 5 10 15 20 w 6 0 – 2 0 6 De acordo com os dados dessa tabela, qual é o gráfico que melhor representa a grandeza w em função da grandeza s? A) 5 10 15 20 s w 6 4 2 0 –2 B) 5 10 15 20 s w 6 4 2 0 –2 C) 20 15 10 5 s 2 4 6 w –2 0 D) 20 15 10 5 s 2 4 6 w –2 0 C0901 10
  13. 13. C0901 Questão 23 M090009E4 O desenho abaixo representa quatro estradas retas que ligam as cidades M, N, P e Q. A estrada que liga as cidades N e Q passa pela cidade P. Além disso, a estrada que passa pelas cidades M e N é perpendicular à estrada que passa pelas cidades M e Q e a estrada que passa pelas cidades M e P é perpendicular à estrada que passa pelas cidades N e Q. BL01M09 M N 50 km P 18 km Q Qual é a distância entre as cidades M e P? A) 25 km B) 30 km C) 32 km D) 34 km Questão 24 M090006E4 Observe abaixo o desenho de uma circunferência de centro O, em que M, N, P, Q e R são pontos dessa circunferência. P N O M Q R Os segmentos OP, MN e QR são, respectivamente, A) um diâmetro, um raio e uma corda dessa circunferência. B) um diâmetro, uma corda e um arco dessa circunferência. C) um raio, um diâmetro e uma corda dessa circunferência. D) um raio, uma flecha e uma corda dessa circunferência. 11
  14. 14. Questão 25 M090021E4 A representação percentual do número racional 0,035 é A) 35% B) 3,5% C) 0,35% D) 0,035% Questão 26 M090012E4 Observe o triângulo MNP desenhado abaixo, no qual o lado MN mede 3 m. BL01M09 M 45º N P Dado: sen 45º = cos 45º = 2 2 tg 45º = 1 Qual é a medida do lado NP desse triângulo? A) 3 2 m 4 B) 3 m C) 3 2 m 2 D) 3 2 m C0901 12
  15. 15. BL02P09 C0901 ATENÇÃO, ALUNO! Agora, você vai responder a questões de Língua Portuguesa. Leia o texto abaixo. 5 10 15 20 25 30 Sertão dos Confins O Sertão dos Confins é um mundo de chão arenoso e branco, que principia na Serra dos Ferreiros e acaba no Ribeirão das Palmas. [...] Ah, e a caatinga! Lavoura, lavoura mesmo, por ora nada: meia quarta de arroz aqui, litrinho ali de feijão comum; milho, cana e mandioca; e, lá uma vez na vida, um canteirinho de algodão. [...] Se o Sertão dos Confins é magro de boas terras, tem lá as suas compensações. A caça encontra-se à vontade nas tiras de mato e nos varjões beira-rio: jacus, jaós, patos, e tudo o que é raça de passarão morador nas redondezas de água corrente e parada. Nos campos pragueja a caça miúda das perdizes, codornas e nhambus. Para os que apreciam bichos de porte, há fartura de emas, queixadas, capivaras, e todo o tipo de veados das três moradas: campeiros, catingueiros e mateiros. Antas e cervos não fugiram de todo ainda, apesar de um ou outro caçador que sempre dá de aparecer por aquelas bandas. Tampouco as onças-pintadas, e outras pestes da mesma marca: sucuris e jacarés, sem falar nas piranhas, a maldição mor das águas sertanejas. As sucuris [...], essas, então, infestam as cabeceiras e brejos daqueles cafundós. Uma desgraça! Jacaré, também, enxame deles. E jacarés papo-amarelo, dos manatas – sornas sempre, mas refinadíssimos ladrões de tudo o que é criação de terreiro. Uma beleza, o Sertão dos Confins, para quem gosta de caçadas. [...] Para quem gosta da pesca, então é que é pagode! Peixe por demais: de escama ou de couro, de bigode ou sem bigode, a peixaria é um dilúvio. Dourados e matrinxãs, surubis e pacus, taguaras e piaus, jaús, pirás, corvinas... – povo aquático de todas as categorias e tamanhos. Tarrafa jogada em rasoura não volta murcha. Na pior das desgraças, são lá as suas oito ou dez curimatás de palmo e tanto, e cascudões de mais de quilo (um ensopado de cascudo, torrado antes no borralho para se conseguir arrancar o capotão de couro duro que nem ferro, e temperado sem misérias de pimenta, é prato de muito luxo). Anzol iscado com muçum não esfria na água e vai parar certinho no bucho de um moleque dos seus oito ou dez quilotes. Isso, quando o pescador é azarado, porque na maioria dos casos o peixe costuma pesar arroba e coisa. E não é novidade, não senhor, arrancar-se um pintadão de mais de cinco arrobas! [...] Este, um ligeiro apanhado do Sertão dos Confins. Esqueceram-no as geografias, esqueceram-no os governos. Quem desejar pormenores, só mesmo dando um pulo até lá. PALMÉRIO, Mário. Vila dos Confins. 10. ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 2003. Fragmento. (P091473RJ_SUP) Questão 27 P091473RJ De acordo com esse texto, a caça é encontrada à vontade A) nas faixas de mato. B) nas lavouras de arroz. C) nos campeiros. D) nos catingueiros. 13
  16. 16. Leia novamente o texto “Sertão dos Confins” para responder às questões abaixo. Questão 28 P091474RJ No último parágrafo desse texto, percebe-se que o narrador A) convida o interlocutor para conhecer o lugar. B) despreza os detalhes do lugar. C) evidencia o descaso com o lugar. D) explica a importância política do lugar. Questão 29 P091475RJ No trecho “... a peixaria é um dilúvio.” (ℓ. 19), o termo em destaque sugere A) fartura. B) ironia. C) menosprezo. D) temporalidade. Questão 30 P091477RJ No trecho “... essas, então, infestam as cabeceiras e brejos...” (ℓ. 14), o pronome demonstrativo em destaque refere-se à palavra A) antas. B) cordonas. C) emas. D) sucuris. Questão 31 P091476RJ No trecho “e piaus, jaús, pirás, corvinas...” (ℓ. 20), o uso das reticências dá ideia de A) continuidade. B) hesitação. C) pausa. D) suspense. Questão 32 P091478RJ No trecho “... apesar de um ou outro caçador...” (ℓ. 11-12), a expressão em destaque estabelece com a oração anterior uma ideia de A) comparação. B) concessão. C) finalidade. D) proporção. Questão 33 P091483RJ No trecho “O Sertão dos Confins é um mundo de chão arenoso...” (ℓ. 1), o recurso estilístico empregado é A) a atribuição de ações a seres inanimados. B) a mistura de diversas impressões. C) o exagero na apresentação de ideias. D) o jogo de oposição semântica. BL02P09 C0901 14
  17. 17. BL02P09 Leia o texto abaixo. 5 10 15 20 25 C0901 Memórias de um sargento de milícias [...] Ao sair do Tejo, estando a Maria encostada à borda do navio, o Leonardo fingiu que passava distraído por junto dela, e com o ferrado sapatão assentou-lhe uma valente pisadela no pé direito. A Maria, como se já esperasse por aquilo, sorriu-se como envergonhada do gracejo, e deu-lhe também em ar de disfarce um tremendo beliscão nas costas da mão esquerda. Era isto uma declaração em forma, segundo os usos da terra: levaram o resto do dia de namoro [...]. Quando saltaram em terra começou a Maria a sentir certos enojos: [...], sete meses depois teve a Maria um filho, formidável menino de quase três palmos de comprido, gordo e vermelho, cabeludo, esperneador e chorão; o qual, logo depois que nasceu, mamou duas horas seguidas sem largar o peito. E este nascimento é certamente de tudo o que temos dito o que mais nos interessa, porque o menino de quem falamos é o herói desta história. Chegou o dia de batizar-se o rapaz: foi madrinha a parteira; sobre o padrinho houve suas dúvidas: o Leonardo queria que fosse o Sr. Juiz; porém teve de ceder a instâncias da Maria e da comadre, que queriam que fosse o barbeiro de defronte, que afinal foi adotado. Já se sabe que houve nesse dia função: os convidados do dono da casa, que eram todos dalém-mar, cantavam ao desafio, segundo seus costumes; os convidados da comadre, que eram todos da terra, dançavam o fado. O compadre trouxe a rabeca, que é, como se sabe, o instrumento favorito da gente do ofício. A princípio, o Leonardo quis que a festa tivesse ares aristocráticos, e propôs que se dançasse o minuete da corte. Foi aceita a ideia, ainda que houvesse dificuldade em encontrarem-se pares. Afinal levantaram-se uma gorda e baixa matrona, mulher de um convidado; uma companheira desta, cuja figura era a mais completa antítese da sua; um colega do Leonardo, miudinho, pequenino, e com fumaças de gaiato, e o sacristão da Sé, sujeito alto, magro e com pretensões de elegante. O compadre foi quem tocou o minuete na rabeca; e o afilhadinho, deitado no colo da Maria, acompanhava cada arcada com um guincho e um esperneio. Isto fez com que o compadre perdesse muitas vezes o compasso, e fosse obrigado a recomeçar outras tantas. [...] ALMEIDA, Manuel Antônio de. Memórias de um sargento de milícias. 25. ed. São Paulo: Ática,1996. Fragmento. (P091479RJ_SUP) Questão 34 P091479RJ Nesse trecho, há presença de ironia no trecho: A) “Era isto uma declaração em forma, segundo os usos da terra:..”. (ℓ. 5) B) “... sete meses depois teve a Maria um filho, formidável menino...”. (ℓ. 7-8) C) “E este nascimento é certamente de tudo o que temos dito...”. (ℓ. 10-11) D) “... porque o menino de quem falamos é o herói desta história.” (ℓ. 11) Questão 35 P091482RJ No trecho “Chegou o dia de batizar-se o rapaz:...” (ℓ. 12), o autor faz uso da linguagem A) técnica. B) regional. C) informal. D) culta. 15
  18. 18. Leia novamente o texto “Memórias de um... ” para responder às questões abaixo. Questão 36 P091481RJ O trecho que apresenta uma opinião do narrador é: A) “Ao sair do Tejo, estando a Maria encostada à borda do navio,...”. (ℓ. 1) B) “A Maria, como se já esperasse por aquilo, sorriu-se...”. (ℓ. 3) C) “... teve a Maria um filho, formidável menino de quase três palmos...”. (ℓ. 8) D) “... logo depois que nasceu, mamou duas horas seguidas...”. (ℓ. 9-10) Questão 37 P091480RJ O fato que dá início a essa narrativa é A) a aproximação de Maria e Leonardo. B) a escolha do padrinho do menino. C) a festa de batizado do menino. D) a viagem de Leonardo e Maria. BL02P09 C0901 16
  19. 19. BL02P09 Leia o texto abaixo. 5 10 15 20 C0901 A morte e a morte de Quincas Berro d’água I Até hoje permanece certa confusão em torno da morte de Quincas Berro D’água. Dúvidas por explicar, detalhes absurdos, contradições no depoimento das testemunhas, lacunas diversas. Não há clareza sobre hora, local e frase derradeira. A família, apoiada por vizinhos e conhecidos, mantém-se intransigente na versão da tranquila morte matinal, sem testemunhas, sem aparato, sem frase, acontecida quase vinte horas antes daquela outra propalada e comentada morte na agonia da noite, quando a lua se desfez sobre o mar e aconteceram mistérios na orla do cais da Bahia. Presenciada, no entanto, por testemunhas idôneas, largamente falada nas ladeiras e becos escusos, a frase final repetida de boca em boca representou, na opinião daquela gente, mais que uma simples despedida do mundo, um testemunho profético, mensagem de profundo conteúdo (como escreveria um jovem autor de nosso tempo). Tantas testemunhas idôneas, entre as quais Mestre Manuel e Quitéria do Olho Arregalado, mulher de uma só palavra, e, apesar disso, há quem negue toda e qualquer autenticidade não só à admirada frase mas a todos os acontecimentos daquela noite memorável, quando, em hora duvidosa e em condições discutíveis, Quincas Berro D’água mergulhou no mar da Bahia e viajou para sempre, para nunca mais voltar. Assim é o mundo, povoado de céticos e negativistas, amarrados, como bois na canga, à ordem e à lei, aos procedimentos habituais, ao papel selado. Exibem eles, vitoriosamente, o atestado de óbito assinado pelo médico quase ao meio-dia e com esse simples papel – só porque contém letras impressas e estampilhas – tentam apagar as horas intensamente vividas por Quincas Berro D’água até sua partida, por livre e espontânea vontade, como declarou, em alto e bom som, aos amigos e outras pessoas presentes.[...] AMADO, Jorge. Disponível em: <http://veja.abril.com.br/150801/quincas.html>. Acesso em: 24 jun. 2011. Fragmento. (P091484RJ_SUP) Questão 38 P091485RJ No trecho “... mulher de uma só palavra,...” (ℓ. 13), a expressão em destaque significa que a mulher A) é cautelosa. B) é convicta. C) fala bem. D) fala pouco. Questão 39 P091484RJ No trecho “... até sua partida,...” (ℓ. 21), o pronome destacado retoma a palavra A) Mestre Manuel. B) Quitéria do Olho Arregalado. C) médico. D) Quincas Berro D’água. 17
  20. 20. BL02M09 ATENÇÃO, ALUNO! Agora, você vai responder a questões de Matemática. Questão 40 M090020E4 O número 3,70 corresponde à fração A) 3 70 3 B) 7 37 C) 10 37 D) 7 Questão 41 M090003E4 Em um triângulo MNP, o lado MN mede 8 cm, o lado MP mede 10 cm e o ângulo NMt P mede 40º. Qual dos triângulos abaixo é semelhante a esse triângulo MNP? A) 40º 8 cm 10 cm B) 15 cm 40º 12 cm C) 9 cm 7 cm 40º D) 4 cm 5 cm 40º C0901 18
  21. 21. Questão 42 M090019E4 O lado de um quadrado mede L cm e a área de um círculo mede K cm2. Aumentando cada lado desse quadrado em 5 cm, sua área que é calculada pelo produto dos lados, passaria a medir, aproximadamente, o triplo da área do círculo. Qual é a relação entre L e K? A) L2 + 5 = 3K B) L2 + 5 = 3K2 C) (L + 5)2 = 3K D) (L + 5)2 = 3K2 Questão 43 M090013E4 Um balão inicia uma subida vertical a partir do ponto N. No instante em que esse balão passa pelo ponto Q, José, cuja posição está representada pelo ponto P, avista esse balão segundo um ângulo de 60º. O desenho abaixo ilustra essa situação, na qual os pontos P e N encontram-se no mesmo plano horizontal. BL02M09 Q N 200 m P 60º Dado: sen 60º = 2 3 1 cos 60º = 2 tg 60º = 3 Nesse instante, qual é a medida da distância PQ entre José e o balão? A) 400 3 m B) 400 m C) 200 3 m 400 D) m 3 C0901 19
  22. 22. C0901 Questão 44 M090024E4 Ao ordenar os números reais 11 , BL02M09 61 e 3,2, do menor para o maior, obtemos a relação 15 61 < 11 < 3,2 A) 15 61 B) 11 < 3,2 < 15 61 < 11 C) 3,2 < 15 61 D) 3,2 < 11 < 15 Questão 45 M090027E4 Nos quatro desenhos abaixo, o ponto Q representa o centro dos círculos. M Q N P M Q N P (I) (II) M N Q P M Q P N (III) (IV) Em qual desses desenhos os segmentos MN, NP e PQ são, respectivamente, um diâmetro, uma corda e um raio desse círculo? A) I B) II C) III D) IV 20
  23. 23. C0901 Questão 46 M090017E4 A idade que Vitor terá daqui a 5 anos será igual a um terço da idade que Silas tinha há 4 anos. Qual é a relação entre as idades atuais de Vitor e Silas representadas, respectivamente, por v e s? A) v + 5 = BL02M09 3 s – 4 s – 4 B) v + 5 = 3 C) v – 5 = 3 s + 4 D) v – 5 = s + 4 3 Questão 47 M090008E4 Observe no desenho abaixo as medidas de três lados de uma praça em forma de trapézio retângulo. M N 40 m Q 85 m P 55 m Qual é a medida do lado NP dessa praça? A) 50 m B) 55 m C) 60 m D) 70 m Questão 48 M090025E4 O lucro L, em reais, obtido pela venda de x unidades de um determinado produto pode ser calculado utilizando a equação L = x2 + 8x + 120, com 1 x 40. Se o lucro na venda desse produto foi de R$ 1 004,00, quantas unidades desse produto foram vendidas? A) 17 B) 22 C) 26 D) 34 21
  24. 24. C0901 Questão 49 M090015E4 A tabela abaixo mostra a relação entre a temperatura T, em graus Celsius, e a altitude h, em quilômetros, de uma região. BL02M09 T (ºC) 10 7,5 5 2,5 0 h (km) 1 1,5 2 2,5 3 De acordo com os dados dessa tabela, qual é o gráfico que melhor representa a temperatura T em função da altitude h dessa região? A) T (°C) B) 5 10 15 3 2 1 h (Km) 5 10 15 3 2 1 h (Km) T (°C) C) T (°C) D) 15 10 5 1 2 3 h (Km) 10 5 h (Km) 15 1 2 3 T (°C) Questão 50 M090007E4 Um círculo tem raio igual a 2 cm e seu centro é o ponto O. O segmento MN é uma corda desse círculo, e passa pelo ponto O. Então, o comprimento da corda MN é A) igual a 2 cm. B) igual a 4 cm. C) maior que 2 cm e menor que 4 cm. D) menor que 2 cm. 22
  25. 25. Questão 51 M090030E4 Observe o triângulo PQR abaixo. BL02M09 50º 30º 100º P Q 12,86 cm R Qual dos triângulos abaixo é semelhante a esse triângulo PQR? A) 100º 50º B) 60º 30º C) 50º 76,46º 6,43 cm D) 100º 60º 20º C0901 23
  26. 26. Questão 52 M090001E4 Em qual dos triângulos abaixo os vértices têm coordenadas M (– 1, 1), N (– 2, – 3) e P (3, – 1)? A) BL02M09 y 2 1 0 –2 –1 1 2 3 x –1 –2 –3 –4 M N P B) y 3 2 0 –2 –1 x 1 2 1 –1 –2 M N P –3 C) y 3 2 0 –2 –1 x 1 2 1 –1 –2 M N P –3 D) y 3 2 1 0 –2 –1 1 2 x –1 –2 M N P –3 3 –3 C0901 24

×