Tarifas de banda larga na América Latina e Caribe:Avaliação comparativa e tendências.Hernan Galperin, Universidade de San ...
Figura 1. Média de qualidade da banda larga fixa oferecida (em velocidade de download), 2ºtrimestre de 2011 kbpsAs tarifas...
acompanhar essas práticas como que para assegurar uma combinação ideal de serviços independentese ofertas de pacote4.Figur...
Além disso, a tendência mostra uma melhoria notável em relação a 2010, dado que, embora as tarifasnominais não apresentass...
maioria dos países, as operadoras que oferecem ambos os serviços são as mesmas, o que reduz osincentivos para a competição...
Figura 4. Banda larga fixa contra custo mensal da banda larga móvel (planos médios de até 3Mbps dedownload e 1GB) em U $ P...
Finalmente, é importante destacar a crescente segmentação por tipo de serviço (chat, email, redes   sociais e navegação) n...
Próximos SlideShares
Carregando em…5
×

Tarifas de banda larga na América Latina e Caribe: Avaliação comparativa e tendências - Hernán Galperín

753 visualizações

Publicada em

As características de oferta são um indicador chave no desempenho do mercado de banda larga de acesso à Internet. Preço, qualidade, opções existentes contratantes e outras características de oferta também são um determinador importante dos níveis de serviço de adoção em residências e empresas. Este trabalho analisa as características dos serviços de banda larga oferecidos na América Latina e no Caribe. A análise é baseada em uma pesquisa conduzida em 24 países da região, com as principais operadoras de banda larga móvel e fixa em cada mercado, e por fim, é comparada com os países da OCDE. Os dados são referentes ao 2º trimestre de 2011 e são comparados aos da mesma pesquisa do 2º trimestre de 2010

0 comentários
0 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

  • Seja a primeira pessoa a gostar disto

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
753
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
5
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
2
Comentários
0
Gostaram
0
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Tarifas de banda larga na América Latina e Caribe: Avaliação comparativa e tendências - Hernán Galperín

  1. 1. Tarifas de banda larga na América Latina e Caribe:Avaliação comparativa e tendências.Hernan Galperin, Universidade de San Andrés (Argentina).As características de oferta são um indicador chave no desempenho do mercado de banda larga deacesso à Internet. Preço, qualidade, opções existentes contratantes e outras características de ofertatambém são um determinador importante dos níveis de serviço de adoção em residências e empresas1.Este trabalho analisa as características dos serviços de banda larga oferecidos na América Latina e noCaribe. A análise é baseada em uma pesquisa conduzida em 24 países da região, com as principaisoperadoras de banda larga móvel e fixa em cada mercado, e por fim, é comparada com os países daOCDE. Os dados são referentes ao 2º trimestre de 2011 e são comparados aos da mesma pesquisa do2º trimestre de 20102.Apesar da crescente segmentação da oferta e melhoria da velocidade de acesso, a baixa qualidade eos altos preços da banda larga fixa ainda são comuns na América Latina e no Caribe.A crescente segmentação da oferta de banda larga fixa na região é um sinal positivo dodesenvolvimento gradual do mercado e do interesse das operadoras para expandir o universo declientes atendidos. Isso se reflete no aumento da oferta dos planos de nível de entrada, os quaisoferecem um serviço básico (entre 256kbps e 512kbps de velocidade de download de dados comlimites de volume de download) a preços relativamente acessíveis. Em vários países, esses planosfazem parte das iniciativas do governo para ampliar o acesso da banda larga, seja através deoperadoras estatais (como nos casos da Venezuela, Costa Rica e Uruguai) ou acordos com o setorprivado (como no caso do Brasil). No outro extremo, encontramos uma crescente gama de planos comvelocidades de acesso muito altas (> 30Mbps de velocidade de download) voltadas para o mercadoresidencial e de PMEs em países com mercados mais maduros, como Argentina, Brasil e Chile, assimcomo o Caribe (particularmente Jamaica e Trinidad & Tobago).No entanto, como mostrado na Figura 1, à qualidade da banda larga fixa oferecida variasignificativamente na região. Menos da metade (11 de 24) dos países pesquisados oferecemvelocidades acima de 10Mbps, e ninguém oferece FTTH. O revés é particularmente significativo emmuitos países onde a oferta da banda larga média não excede 2Mbps. É igualmente digno de mençãoque, em média, a qualidade da oferta (medida pelas velocidades de download oferecidas) é quatrovezes maior nos países da OCDE. Ainda assim, a tendência é positiva e a qualidade do fornecimentomédio aumentou 65% na região em relação a 2010, que, como mostrado abaixo, implica umasignificativa redução dos custos de serviços por Mbps.1 Ver Galperin e Ruzzier (2010).The broadband tariffs: benchmarking and analysis. In Jordan, V., Galperin, H., & Peres,W. (Eds.). Accelerating the digital revolution: Broadband for Latin America and the Caribbean. Santiago de Chile: ECLAC.2 Ver Galperin e Ruzzier (2010).The broadband tariffs: benchmarking and analysis. In Jordan, V., Galperin, H., & Peres,W. (Eds.). Accelerating the digital revolution: Broadband for Latin America and the Caribbean. Santiago de Chile: ECLAC. 1
  2. 2. Figura 1. Média de qualidade da banda larga fixa oferecida (em velocidade de download), 2ºtrimestre de 2011 kbpsAs tarifas dos serviços de banda larga na região devem ser avaliadas em relação às restrições sobre aqualidade do serviço. Em média, as tarifas de banda larga fixa na região são três vezes acima daquelasencontradas nos países da OCDE, embora, como mostrado na Figura 2, existam variações significativasentre os diferentes mercados. Por outro lado, a introdução dos planos de acesso de baixo custo reduziua diferença de preço com os países da OCDE no segmento da oferta de nível de entrada. Nestesegmento, as tarifas médias da região excedem as do OCDE em 80%, o que representa uma melhoriasignificativa em relação à pesquisa de 2010 (em média, há uma redução de 16% ano a ano no custo dosplanos de nível de entrada na região). Além disso, países como Venezuela, Uruguai e Brasil sedestacam, uma vez que eles oferecem planos de acesso básicos com tarifas que são semelhantes ouabaixo do nível dos países mais desenvolvidos3.A introdução dos planos de acesso de baixo custo reduziu a diferença de preço com a OCDE nosegmento de oferta de nível de entrada.Outra tendência que reduziu as barreiras de entrada no mercado foi o aumento da disponibilidade depacotes de serviços. Eles são oferecidos em mais da metade dos países pesquisados (15 em 24) efornecem banda larga, telefone (geralmente chamadas locais ilimitadas) e serviços de TV a cabo. Emmenos da metade dos países (11 em 24) os pacotes triplos estão disponíveis, embora, em alguns casos,estes pacotes incluam serviços de TV fornecidos através de acordos com operadoras de TV por satélite.Os pacotes de serviço podem expandir o mercado, reduzindo os custos adicionais para os usuários quejá pagam por outros serviços. No entanto, como observado pela OCDE (2011), é necessário3 Claro que, mesmo nesses países o custo relativo é ainda maior devido aos níveis mais baixos de renda na região. A esterespeito ver Galperin e Ruzzier (2010). 2
  3. 3. acompanhar essas práticas como que para assegurar uma combinação ideal de serviços independentese ofertas de pacote4.Figura 2. Planos de banda larga fixa (plano mais barato e planos médios oferecidos) em U$ PPP, 2ºtrimestre de 2011 Preço mais barato Preço médioAs comparações com base apenas nas tarifas não levam em conta as restrições de qualidade dosserviços de banda larga na região. Para apresentá-las, a unidade de comparação precisa ser o custo doserviço de acesso por Mbps da velocidade de download, um indicador que considera tanto o preçoquanto a qualidade do serviço prometido. Os resultados são mostrados na Figura 3. Dado que as tarifassão não-lineares, este indicador favorece os mercados mais maduros, onde existem ofertas de maiorvelocidade (e, portanto, menor custo por Mbps). Assim, descobre-se que o custo médio de Mbps davelocidade de download para uma casa na região é de 20 vezes maior do que uma casa nos países daOCDE. Mas, novamente, não há dispersão de preços significativa entre os países da região: análise devalores extremos, o custo de Mbps médio para uma casa no Chile é 25 vezes mais barato do que parauma casa na Bolívia (em U$ PPP). Também deve ser notado que em países com ofertas de velocidademuito elevada (> 100 Mbps), como Brasil e Trinidad & Tobago o custo de Mbps é semelhante aosvalores de referência da OCDE.Os resultados mostram uma dispersão significativa nos preços de banda larga fixa entre os países daregião: análise dos valores extremos, o custo de Mbps para uma casa em Santiago do Chile é 25vezes mais barato do que para uma casa em La Paz, Bolívia.4 OECD (2011).Broadband bundling: Trends and Implications. OECD Digital Economy Papers No. 175. OECD Publishing. 3
  4. 4. Além disso, a tendência mostra uma melhoria notável em relação a 2010, dado que, embora as tarifasnominais não apresentassem muita alteração, a melhoria da qualidade da oferta resultou numaredução de 36% no custo médio de Mbps na região. A melhoria é ainda maior no caso dos planos denível de entrada com uma diminuição de 44% ano a ano no custo médio de Mbps neste segmento.Mesmo que esta tendência seja positiva, a melhoria da proporção preço/qualidade da banda largadeve ser acelerada, a fim de reduzir a diferença que separa a América Latina e o Caribe a partir dospaíses mais desenvolvidos.Figura 3. Planos de banda larga fixa (plano mais barato e planos médios oferecidos) em U$ PPP, 2ºtrimestre de 2011 Preço mais barato Preço médioAs causas da diferença de preços persistentes entre a América Latina, o Caribe e a OCDE, bem comodispersões de preços importantes entre países da região, são múltiplas, e exigem uma discussão maisampla, a qual ultrapassa o escopo deste trabalho. No entanto, alguns aspectos que surgem a partirdesta análise merecem destaque. Primeiro, a falta de concorrência intermodal pode ser vista (isto é,entre diferentes plataformas de acesso de banda larga fixa) em quase um terço (7 de 24) dos paísespesquisados. Este déficit de investimento para infra-estruturas de acesso alternativas deve sercompensado por regras que permitam a concorrência entre as operadoras de serviços na mesmaplataforma (em geral a controlada pela operadora incumbida da telefonia fixa). No entanto, os altospreços encontrados em alguns dos mercados menos desenvolvidos mostram o alcance limitado destasregras na região.Nestes casos, a única alternativa para disciplinar os preços de acesso da banda larga fixa é a oferta debanda larga móvel. Isso requer a definição de até que extensão são complementares a banda larga fixae móvel ou os produtos substitutos, para ser abordado na próxima seção. Convém notar que na 4
  5. 5. maioria dos países, as operadoras que oferecem ambos os serviços são as mesmas, o que reduz osincentivos para a competição direta entre as duas plataformas.A dispersão de preços entre os países com serviços de banda larga móvel é significativamente menordo que a observada nos planos de banda larga fixa, indicando níveis elevados de concorrência nosegmento móvel.O desenvolvimento da banda larga móvel é visto como uma oportunidade para abordar a falta deconcorrência nos serviços de banda larga fixa e também para expandir as fronteiras do mercadoexistente. De acordo com estimativas da UIT (2011), o número de conexões de banda larga móvel emtodo o mundo dobra o das conexões fixas. Isso requer analisar até que extensão estes serviços sãosubstitutos ou complementares, e por sua vez, a comparação das características de oferta de ambos osserviços. Esta comparação possui algumas limitações. Em primeiro lugar, a qualidade prometida deambos os serviços não é estritamente comparável. Normalmente, os serviços móveis de banda largasão comercializados sob uma promessa de velocidade única (em geral entre 1 e 3 Mbps), que, emmuitos casos é reduzida, uma vez excedida o nível limiar da transferência de dados. Ao mesmo tempo,a oferta de planos da banda larga móvel tem maior segmentação em termos de opções de contrato(pré-pago ou pós-pago), tempo de serviço (pode ser comprada a partir de uma hora até um contratomensal), download de dados e outras variáveis de segmentação da demanda.Este trabalho é limitado a examinar os serviços da banda larga móvel como um substituto para a bandalarga fixa. Em outras palavras, a análise se limita a examinar a extensão em que a banda larga móvelcoloca pressão sobre os preços de oferta da banda larga fixa residencial. Portanto, a análise sócompara os planos da banda larga móvel e fixa que, em termos de tipo de contrato e serviço dequalidade, são substitutos próximos. A comparação incide sobre tarifas (mensal) da subscrição deserviços da banda larga móvel de pelo menos 1GB de dados de volume de download(independentemente do dispositivo de acesso) e das tarifas dos serviços de banda larga fixa comqualidade semelhante (entre 1 e 3 download Mbps velocidade)5.A Figura 4 apresenta os resultados desta análise. A dispersão de preços nos serviços da banda largamóvel é significativamente menor do que a observada nos planos da banda larga fixa: a diferença entreos países com a maior e o menor custo médio (Bolívia e Uruguai, respectivamente) é reduzida 14 vezesno caso de serviços fixos e 5 vezes no caso de banda larga móvel, enquanto que o desvio padrão é trêsvezes menor no caso da banda larga móvel. A maior igualdade de tarifa reflete maiores níveis deconcorrência no segmento móvel, onde, com exceção da Costa Rica, há duas ou mais operadorasconcorrentes em cada mercado.5 Embora as restrições de download de dados tornem alguns dos serviços de banda larga móvel não estritamenteidênticos aos da banda larga fixa, o critério da UIT foi usado para estabelecer um nível mínimo de 1GB de uso mensalpara os planos de comparação. Ver ITU (2011), Measuring the Information Society. Genebra: ITU. 5
  6. 6. Figura 4. Banda larga fixa contra custo mensal da banda larga móvel (planos médios de até 3Mbps dedownload e 1GB) em U $ PPP, 2 trimestre de 2011. Fixo MóvelOs resultados revelam que, em média, os serviços da banda larga móvel são 25% mais baratos do queos serviços equivalentes da banda larga fixa. No entanto, é interessante notar que a diferença é emgrande parte explicada pelo pior desempenho dos mercados de acesso fixo, enquanto que em algunsdos mercados mais maduros, como Uruguai e Chile, a diferença da tarifa entre as duas plataformas ésignificativamente reduzida. Tomando em consideração apenas os planos mais baratos de cadamercado, a diferença em favor dos serviços móveis é estendida a 32%. Mais uma vez, nos países comserviços fixos menos desenvolvidos - como na maioria dos mercados da América Central - as diferençassão maiores do que em mercados mais maduros.Os resultados revelam que, em média, os serviços da banda larga móvel são 25% mais baratos doque dos serviços equivalentes da banda larga fixa. Tomando em consideração apenas os planos decada mercado mais baratos, a diferença em favor dos serviços móveis é estendida a 32%.Em suma, não há dúvida de que o desenvolvimento da banda larga móvel favorece a expansão domercado de acesso, fornecendo uma oferta de maior nível de segmentação em termos do tipo deduração do contrato, de serviços e limites de download, bem como preços competitivos em relação aosserviços de acesso fixos equivalentes. Os resultados mostram que a oferta da banda larga móvel écomplementar à banda larga fixa em termos de serviços focados em mobilidade e acesso pré-pago, etambém um substituto devido à pressão que exerce sobre os preços no segmento de planos de nível deentrada. 6
  7. 7. Finalmente, é importante destacar a crescente segmentação por tipo de serviço (chat, email, redes sociais e navegação) na comercialização dos serviços da banda larga móvel. Embora essas inovações comerciais permitam que o operador segmente a demanda e melhore o gerenciamento do tráfego que, por sua vez, reduz a implantação e a operação da rede de custos, eles também introduzem eventuais problemas de concorrência no mercado de serviços de valor agregado, e devem ser monitorados para garantir o funcionamento dos que os mercados competitivos.Este trabalho foi realizado com a ajuda de fundos atribuídos ao IEP pelo Centro de Pesquisa de Desenvolvimento Internacional e da AgênciaCanadense de Desenvolvimento Internacional, Ottawa, Canadá.Este documento está licenciado no tipo Creative Commons: Atribuição - Uso Não Comercial - Compartilhamento pela mesma Licença 2.5 Peru. Você pode: copiar, distribuir e transmitir o trabalho e fazer obras derivadas sob as condições da licença: http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/2.5/pe/legalcode 7

×