Caderno do Aluno História 3 ano vol 1 2014-2017

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Caderno do Aluno História 3 ano vol 1 2014-2017

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Caderno do Aluno História 3 ano vol 1 2014-2017

  1. 1. 3a SÉRIE ENSINO MÉDIO Caderno do Aluno Volume1 HISTÓRIA Ciências Humanas
  2. 2. MATERIAL DE APOIO AO CURRÍCULO DO ESTADO DE SÃO PAULO CADERNO DO ALUNO HISTÓRIA ENSINO MÉDIO – 3a SÉRIE VOLUME 1 Nova edição 2014-2017 GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO SECRETARIA DA EDUCAÇÃO São Paulo
  3. 3. Governo do Estado de São Paulo Governador Geraldo Alckmin Vice-Governador Guilherme Afif Domingos Secretário da Educação Herman Voorwald Secretário-Adjunto João Cardoso Palma Filho Chefe de Gabinete Fernando Padula Novaes Subsecretária de Articulação Regional Rosania Morales Morroni Coordenadora da Escola de Formação e Aperfeiçoamento dos Professores – EFAP Silvia Andrade da Cunha Galletta Coordenadora de Gestão da Educação Básica Maria Elizabete da Costa Coordenadora de Gestão de Recursos Humanos Cleide Bauab Eid Bochixio Coordenadora de Informação, Monitoramento e Avaliação Educacional Ione Cristina Ribeiro de Assunção Coordenadora de Infraestrutura e Serviços Escolares Ana Leonor Sala Alonso Coordenadora de Orçamento e Finanças Claudia Chiaroni Afuso Presidente da Fundação para o Desenvolvimento da Educação – FDE Barjas Negri
  4. 4. Caro(a) aluno(a), Os temas estudados na 3a série do Ensino Médio relacionam-se ao século XX, estando bastante próximos do contexto atual. Alguns deles não estão presentes somente no vocabulário de especialistas e estudiosos, mas aparecem, também, nas notícias de jornais. Várias pessoas com as quais convivemos vivenciaram a ditadura militar no Brasil, acompanharam a derrocada da União Soviética e a queda do Muro de Berlim, assim como os mais velhos escutaram no rádio notícias sobre a Segunda Guerra Mundial. Dessa forma, daremos prioridade aos acontecimentos da primeira metade do século XX da história europeia. O Imperialismo, ou Neocolonialismo, provocado pela corrida industrial competitiva e nacionalista, iniciada no século anterior, será a base dos conflitos entre as principais potências formadas desse processo, que gerou uma infinidade de consequências, dentre as quais podemos citar: a dominação europeia de regiões consideradas, pelo pensamento do supremacismo branco, atrasadas e habitadas por populações hostis e pouco desenvolvidas. A Segunda Guerra Mundial pode ser analisada como um conflito resultante dos efeitos da Primeira Guerra, da Crise de 1929 e do Imperialismo estadunidense. A crise econômica promoveu o fortalecimento do fascismo, assim como os tratados de paz firmados após o término da Primeira Guerra. Por último, o expansionismo japonês, em atrito com a presença estadunidense no Pacífico, concretizado durante a batalha de Pearl Harbor, também contribuiu para a amplitude da Segunda Guerra. No Brasil, as décadas de 1920 e 1930 evidenciaram as influências do contexto mundial na vida social e política. A Crise de 1929, o nazifascismo e a Segunda Guerra Mundial marcaram o Período Vargas – que se estende de 1930 a 1945. Como você pode perceber, teremos uma grande jornada pela frente. Por isso, é preciso conscientizar-se que as discussões e a aprendizagem não podem se resumir às aulas ministradas. Há a necessidade de estudo, leitura, dedicação e, sobretudo, compromisso com seus estudos, o que permitirá desenvolver capacidades e seguir aprendendo com autonomia. Bom trabalho! Equipe Curricular de História Área de Ciências Humanas Coordenadoria de Gestão da Educação Básica – CGEB Secretaria da Educação do Estado de São Paulo
  5. 5. História - 3a série - Volume 1 5 SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 1 IMPERIALISMOS, GOBINEAU E O RACISMO Leitura e análise de texto Você sabia que já se pensou que a população brasileira miscigenada iria diminuir, gra- dativamente, até desaparecer, por volta do ano de 2140? Durante o século XIX, as nações mais industrializadas do período partiram em busca de novos fornecedores de matérias-primas, novos mercados consumidores e, graças à acu- mulação de riquezas nestes países, também atuaram como credores de nações mais jovens e conturbadas, como o Brasil, por exemplo. A suposta “superioridade do homem branco” servia como justificativa e motiva- ção para que vastos territórios na África, Ásia, Oceania e América fossem dominados, direta ou indiretamente, por nações “mais desenvolvidas”. Muitos acreditavam que se tratava de um esforço, um sacrifício do homem branco em prol de povos atrasados e “pouco desenvolvidos”. Retomemos a questão do desaparecimento da população brasileira miscigena- da. O responsável por essa previsão foi um rapaz que viveu no Brasil e era amigo de D. Pedro II. Chamavam-no de Conde de Gobineau. Em 1873, logo depois que retornou para a França, após ter ficado um ano em nosso país, Gobineau publicou o ensaio L’émigration au Brésil (A emigração ao Brasil), no qual incentivava os fran- ceses a vir para cá. Leia um trecho desse artigo: “A grande maioria da população brasileira é mestiça e resulta de misturas contraí- das entre os índios, os negros e um pequeno número de portugueses. Todos os países da América, seja no Norte seja no Sul, mostram hoje de uma maneira categórica que os mulatos dos diferentes graus só se reproduzem até um número limitado de gera- ções. A infecundidade não se apresenta sempre nos casamentos; mas os produtos vão gradualmente se mostrando doentios, tão pouco viáveis que desaparecem, seja antes mesmo de ter gerado crianças, seja deixando crianças que não podem sobreviver.”1 1 Conde de Gobineau. L’émigration au Brésil, 1873. Tradução Célia Gambini. Elaborado especialmente para o São Paulo faz escola.
  6. 6. História - 3a série - Volume 1 6 1. Segundo o autor, quais motivos levariam ao gradual desaparecimento da população brasileira? 2. Quais são os elementos do pensamento europeu da época que podemos perceber no trecho destacado? 3. Conde de Gobineau não era uma voz solitária em sua época. Diversos pensadores justificavam a superioridade europeia utilizando argumentos biológicos, evolucionistas, inspirados nas teorias darwinistas. Outro argumento era a visão linear do desenvolvimento econômico dos povos: diziam que esse processo ocorria em etapas, segundo a sequência a seguir destacada: “[...] a grande maioria dos plantadores, devido à sua deplorável situação econômica, que mencionei há pouco à Vossa Excelência, vive num estado muito próximo da bar- bárie, em meio aos escravos, não se distinguindo deles nem por gostos mais refinados, nem por tendências morais mais elevadas. Consequentemente, o comércio, os interesses e todas as fábricas, grandes ou pequenas, estão nas mãos dos estrangeiros.” Conde de Gobineau, em carta de 22 de setembro de 1869. Tradução Célia Gambini. Estado original Agricultura nômade Fazendas Interdependência comercial Aponte tal influência em outro trecho do texto do Conde de Gobineau.
  7. 7. História - 3a série - Volume 1 7 4. É bom ressaltar que o pensamento do Conde de Gobineau era justificável segundo a mentali- dade de sua época. No entanto, ainda hoje, esse posicionamento acalenta discussões e funda- menta preconceitos. a) Segundo o ponto de vista do Conde de Gobineau, há alguma relação entre à constituição étnica dos brasileiros e ao subdesenvolvimento do Brasil? b) Quais os argumentos que o autor usa para justificar a sua posição em relação à constituição étnica e ao subdesenvolvimento do Brasil? c) Na sua opinião, quais são os argumentos que negam a posição do Conde de Gobineau quanto à relação entre a constituição étnica dos brasileiros e o subdesenvolvimento do Brasil? d) Qual a relação entre o texto do Conde de Gobineau e a emigração europeia para o Brasil?
  8. 8. História - 3a série - Volume 1 8 Cena do Ódio “[...] Tu, que te dizes Homem! Tu, que te alfaiatas em modas e fazes cartazes dos fatos que vestes p’ra que se não vejam as nódoas de baixo! Tu, qu’inventaste as Ciências e as Filosofias, as Políticas, as Artes e as Leis, e outros quebra-cabeças de sala e outros dramas de grande espectáculo Tu, que aperfeiçoas sabiamente a arte de matar. Tu, que descobriste o cabo da Boa-Esperança e o Caminho Marítimo da Índia e as duas Grandes Américas, e que levaste a chatice a estas Terras e que trouxeste de lá mais gente p’raqui e qu’inda por cima cantaste estes Feitos... Tu, qu’inventaste a chatice e o balão, e que farto de te chateares no chão te foste chatear no ar, e qu’inda foste inventar submarinos p’ra te chateares também por debaixo d’água, Tu, que tens a mania das Invenções e das Descobertas e que nunca descobriste que eras bruto, e que nunca inventaste a maneira de o não seres Tu consegues ser cada vez mais besta e a este progresso chamas Civilização! [...]” NEGREIROS, José de Almada. Obra completa de Almada Negreiros. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2005.
  9. 9. História - 3a série - Volume 1 9 5. Leia agora a poesia do escritor português José de Almada Negreiros e responda às questões: a) Pode-se dizer que o autor desta poesia concorda com a “missão civilizatória” defendida pelo Conde de Gobineau e seus contemporâneos? Justifique. b) Que visões de colonizador os dois autores constroem? Copie excertos que justifiquem a sua resposta. 6. Podemos dizer que os dois autores têm concepções diferentes do que seria “civilização”? Com base nos materiais lidos, elabore a sua explicação.
  10. 10. História - 3a série - Volume 1 10 HERNANDEZ, Leila Maria Gonçalves Leite. A África na sala de aula: visita à história contemporânea. 2. ed. rev. São Paulo: Selo Negro, 2008. p. 68. Mapa original (sem escala; sem indicação de norte geográfico; mantida a grafia). África em 1902 PESQUISA INDIVIDUAL Analise o mapa a seguir, que ilustra as principais regiões da África ocupadas durante o século XIX pelas nações imperialistas europeias, e responda às questões.
  11. 11. História - 3a série - Volume 1 11 1. Destaque os nomes dos países que sofreram domínio da/e: a) Inglaterra: b) França: c) Bélgica: d) Portugal: 2. Qual é a situação política desses países africanos atualmente? 3. Quais são as influências da Conferência de Berlim (1884–1885) no traçado territorial desses países?
  12. 12. História - 3a série - Volume 1 12 1. Responda: a) Como o poderio europeu era justificado nesse período? b) Como percebemos, no texto, o discurso civilizatório? c) Quais são as considerações de ordem econômica apresentadas para justificar o domínio euro- peu? LIÇÃO DE CASA Era comum entre os defensores do neocolonialismo o argumento da ignorância dos povos nativos em relação às riquezas que possuíam em suas terras. Justificava-se o domínio europeu como uma atitude justa, que promovia a circulação das riquezas que tais povos não utilizavam nem para o benefício próprio e muito menos para os demais. Ou ainda, nas palavras de Albert Sarrault, um defensor do poderio colonial europeu: “Age-se, assim, para o bem de todos. A Europa não abandonará, absolutamente, sua autoridade colonial. [...] Ela está no comando e no comando deve permanecer”. SARRAULT, Albert. Grandeza y servidumbres coloniales, 1931. Apud: BRUIT, Héctor H. O imperialismo. 12. ed. São Paulo: Atual, 1994. p.11-12. (Discutindo a História).
  13. 13. História - 3a série - Volume 1 13 2. Pesquise as relações entre as teorias racistas do século XIX e o nazismo alemão do século XX. Escreva um pequeno texto, contendo: a) as justificativas teóricas dos pensadores no século XIX para a “superioridade do homem branco”; b) as justificativas nazistas para a superioridade do povo alemão. VOCÊ APRENDEU? 1. O trecho a seguir foi retirado de um romance de Júlio Verne, famoso por suas obras de viagens e ficção científica. No texto, Verne apresentou influências do contexto neocolonialista europeu. “O australiano permaneceu selvagem em seus costumes e gostos, e, por seus hábi- tos inextirpáveis de canibalismo – ao menos em algumas tribos –, ele ocupa o último grau da escala humana, quase na classe dos carniceiros.” VERNE, Júlio. Mistress Branican [A mulher do capitão Branican]. Disponível em: <http://beq.ebooksgratuits.com/vents-xpdf/ Verne-branican.pdf>. Acesso em: 17 maio 2013. p. 529. Tradução Célia Gambini. Quais características do Neocolonialismo europeu podemos identificar nessa citação?
  14. 14. História - 3a série - Volume 1 14 2. Leia o texto a seguir: Livros BRUIT, Héctor Hernan. O Imperialismo. 23. ed. São Paulo: Atual, 2013 (Discutindo a História). Apresenta um panorama geral sobre o assunto, como a formação dos prin- cipais impérios europeus. HOBSBAWM, Eric J. A era dos impérios – 1875-1914. 13. ed. Tradução Sieni Maria Campos e Yolanda Steidel Toledo. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2011. Excelente obra de referência para colher informações sobre o período de formação dos impérios europeus e estadunidense. PARA SABER MAIS “Mas se, em vez de se reproduzir por si mesma, a população brasileira tivesse a pos- sibilidade de subdividir mais os elementos deploráveis de sua constituição étnica atual, fortificando-os através de alianças de um valor mais alto com as raças europeias, então o movimento de destruição observado em suas fileiras seria freado e daria lugar a uma ação completamente contrária.” Conde de Gobineau. L’émigration au Brésil, 1873. Tradução Célia Gambini. Sobre o pensamento de Gobineau em relação ao Brasil no século XIX, podemos afirmar que: a) está correto, ao dizer que o Brasil teria muito a melhorar com a vinda de imigrantes para cá, pois estaríamos fadados ao fracasso pela pobreza racial anterior. b) trata-se de uma visão distorcida do Brasil, pois o autor nunca esteve aqui e escreveu somente a partir de descrições e comentários lidos na Europa. c) foi fortemente influenciado pelas teorias derivadas do darwinismo social do século XIX, que afirmam o eurocentrismo e a superioridade do europeu branco. d) caracteriza-se por forte influência do pensamento nazista, sendo Hitler uma das principais influências de Gobineau. e) o pensamento de Gobineau e a imigração europeia para o Brasil não estão relacionados, pois o Brasil não aceitou a vinda de imigrantes.
  15. 15. História - 3a série - Volume 1 15 RAEDERS, Georges. O Conde de Gobineau no Brasil. Tradução Rosa Freire D’Aguiar. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1997. Trata-se de obra bastante acessível, que narra a estada de Gobineau no Brasil. É fartamente recheada com trechos de cartas e escritos da época. Site Memória de África. Disponível em: <http://memoria-africa.ua.pt>. Acesso em: 17 maio 2013. Site que possui grande quantidade de documentos escritos e fotográficos, fruto das relações entre África e Portugal, editados pela Universidade de Aveiro. Os livros de retratos fotográficos estão muito bem digitalizados e as impressões saem com excelente qualidade.
  16. 16. História - 3a série - Volume 1 16 SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 2 “AS BOMBAS INTELIGENTES” Leitura e análise de texto Muitos dos armamentos utilizados nas guerras atuais foram desenvolvidos na Pri- meira Guerra Mundial. Metralhadoras leves, granadas, armas químicas, tanques e aviões passaram a ser utilizados em grande escala e transformaram, por completo, as táticas e os costumes de combate. Batalhas decididas pelo embate direto, físico, entre os soldados tornaram-se raras de- pois que foi introduzida a máquina de guerra. A tecnologia passou a pesar nos resultados, tanto para definir a vitória ou a derrota quanto na quantidade de vítimas, que aumentou substancialmente. No que se refere à transformação dos costumes de guerra, documentos da época sobre regras de bombardeio por aviões revelam a dificuldade de que os ataques aéreos se restrin- gissem a alvos militares, uma regra encarada como praticamente impossível de ser seguida. O quadro a seguir compara a quantidade de vítimas de alguns conflitos: Conflitos nos séculos XIX e XX e a relação entre vítimas e tempo Anos Conflito No de mortos 1861-1865 Guerra de Secessão 620 mil1 (13 mil mortos/mês) 1864-1870 Guerra do Paraguai 97 mil a 130 mil2 (1300 a 1800 mortos/mês) 1854-1856 Guerra da Crimeia 500 mil3 (20 mil mortos/mês) 1914-1918 Primeira Guerra Mundial 10 milhões4 (210 mil mortos/mês) 1939-1945 Segunda Guerra Mundial 50 milhões5 (700 mil mortos/mês) 1 Segundo o texto de André Roberto Martin. In: MAGNOLI, Demétrio (Org.). História das guerras. 4. ed. São Paulo: Contexto, 2008. p. 219-251. <http://www.editoracontexto.com.br>. 2 Entre 24 mil e 58 mil mortos paraguaios (REBER, Vera Blinn. The demographics of Paraguay: a reinterpretation of the Great War [1864-1870]. Hispanic American Historical Review, v. 68, n. 2, maio 1988. p. 289-319) e em torno de 23 mil uruguaios e argentinos (DORATIOTO, Francisco Fernando M. Maldita guerra. São Paulo: Companhia das Letras, 2002. p. 483). Entre os brasileiros, fala-se em 50 mil mortos. 3 Cf. <http://cwrs.russianwar.co.uk/cwrsentry.html>. Acesso em: 17 maio 2013. 4 Segundo o texto de Luiz de Alencar Araripe. In: MAGNOLI, Demétrio (Org.). História das guerras. 4. ed. São Paulo: Contexto, 2008. p. 319-353. <http://www.editoracontexto.com.br>. 5 Diversos livros e sites trabalham com o número de 50 milhões de vítimas ou mais. Elaborado por Diego López Silva especialmente para o São Paulo faz escola.
  17. 17. História - 3a série - Volume 1 17 1. Comente as mudanças no panorama das guerras quando as batalhas deixaram de ser decididas pelo embate direto entre os soldados. 2. Por que, segundo os registros em documentos da época da Primeira Guerra, considera- va-se difícil bombardear apenas alvos militares? 3. Além da tecnologia bélica mais mortífera e violenta, outros elementos contribuíram para o grande aumento da quantidade de vítimas na Primeira Guerra Mundial, em comparação com as demais, no século anterior. Avalie a influência de outros fatores para tal aumento de baixas: a) Nacionalismos: b) Concepção de “Guerra Total”: c) Alianças mundiais:
  18. 18. História - 3a série - Volume 1 18 4. Para explicar o aumento da quantidade de vítimas e as transformações da cultura de guerra posteriores à Primeira Guerra Mundial, o historiador inglês Eric Hobsbawm refere-se a outra motivação, além daquelas analisadas nos itens da questão anterior: “Outro motivo, porém, era a nova impessoalidade da guerra, que tornava o matar e estropiar uma consequência remota de apertar um botão ou virar uma alavanca. A tecnologia tornava suas vítimas invisíveis, como não podiam fazer as pessoas eviscera- das por baionetas ou vistas pelas miras de armas de fogo.” HOBSBAWM, Eric. Era dos extremos: o breve século XX – 1914-1991. São Paulo: Companhia das Letras, 2011. p. 57. Qual foi o outro motivo alegado pelo autor para explicar o aumento do número de vítimas nos conflitos posteriores à Primeira Guerra Mundial? PESQUISA INDIVIDUAL 1. Pesquise em livros didáticos, paradidáticos e sites as principais determinações dos seguintes documentos do final da Primeira Guerra Mundial: a) Catorze Pontos de Wilson:
  19. 19. História - 3a série - Volume 1 19 b) Tratado de Versalhes: 2. Por que há tantas preocupações com a indústria bélica e o poder de fogo dos países envolvidos no conflito em ambos os documentos? PESQUISA EM GRUPO Complete o quadro com os países que, inicialmente, participaram dos principais blocos envolvi- dos na Primeira Guerra Mundial: Bloco da Tríplice Entente Bloco da Tríplice Aliança
  20. 20. História - 3a série - Volume 1 20 LIÇÃO DE CASA “As maiores crueldades de nosso século foram as crueldades impessoais decididas a distância, de sistema e rotina, sobretudo quando podiam ser justificadas como lamentáveis necessidades operacionais.” HOBSBAWM, Eric. Era dos extremos: o breve século XX – 1914-1991. São Paulo: Companhia das Letras, 2011. p. 57. Segundo o ex-secretário de Defesa dos Estados Unidos da América Donald Rumsfeld, que ocupou o cargo entre 2001 e 2006, durante a presidência de George W. Bush, os ataques aéreos atuais são muito diferentes daqueles realizados na Primeira e na Segunda Guerra Mundial: hoje é possível direcionar os ataques para atingir os alvos escolhidos, pois as bombas são “inteligentes”. Escreva um texto, de aproximadamente 20 linhas, que comente a colocação de Rumsfeld e faça referência ao texto de Hobsbawm, citado anteriormente. Quais são as relações entre “as crueldades impessoais” e as “bombas inteligentes”? Como essas relações são evidenciadas nos conflitos atuais de guerras e invasões a violência das cidades? Anote a data de entrega de sua lição de casa: ____/____/________.
  21. 21. História - 3a série - Volume 1 21
  22. 22. História - 3a série - Volume 1 22 “Ela [a Convenção de Genebra de 1864] inaugura o que se convencionou chamar direito humanitário, em matéria internacional; isto é, o conjunto das leis e costumes da guerra, visando a minorar o sofrimento de soldados doentes e feridos, bem como de populações civis atingidas por um conflito bélico. [...] Em 1925, outra Convenção, igualmente assinada em Genebra, proibiu a utilização, durante a guerra, de gases asfixiantes ou tóxicos, bem como de armas bacterioló- gicas.” COMPARATO, Fábio Konder. A afirmação histórica dos direitos humanos. São Paulo: Saraiva, 2003. p. 169-170. a) Qual é o contexto da assinatura da Convenção de Genebra de 1925? b) Como as armas químicas e biológicas se diferenciam das demais? 2. A Batalha do Somme foi uma das mais importantes da Primeira Guerra Mundial. Ao todo, foram mais de 1 milhão de mortos, por conta da tentativa dos ingleses de retomar o Vale do rio Somme, no norte da França, dominado pelos alemães. As trincheiras eram verdadeiras máquinas de matar pessoas. Sobre a Primeira Grande Guerra, podemos afirmar que: a) a guerra de trincheiras trouxe uma nova fase bélica para a Primeira Guerra Mundial, introduzindo táticas do século XIX, baseadas nos manuais napoleônicos de guerra. b) a guerra de trincheiras valorizou a luta corpo a corpo, decidida pelas baionetas nas áreas livres entre as frentes inimigas. 1. Leia o texto a seguir e responda às questões: VOCÊ APRENDEU?
  23. 23. História - 3a série - Volume 1 23 c) as trincheiras favoreciam o avanço das tropas dentro de territórios inimigos, formando cor- redores livres nos quais transitavam exércitos. d) as trincheiras incentivavam a criação de novas técnicas e táticas para avançar nas linhas inimigas. e) a guerra de trincheiras marcou o período menos sangrento da Primeira Guerra Mundial, pois houve uma trégua ocorrida pela saída da Rússia em 1917. Livros MAGNOLI, Demétrio (Org.). História das guerras. 5. ed. São Paulo: Contexto, 2011. <http://www.editoracontexto.com.br>. Obra acessível, com textos sobre vários conflitos que serão estudados na 3a série. Trata-se de uma leitura rápida e esclarecedo- ra sobre guerras selecionadas, desde a Antiguidade até as guerras do Golfo. HOBSBAWM, Eric. Era dos extremos: o breve século XX – 1914-1991. 2. ed. 44. reimp. São Paulo: Companhia das Letras, 2011. Grande manual sobre o século XX, possui capítulos sobre quase todos os temas estudados na 3ª série. REMARQUE, Erich Maria. Nada de novo no front. Porto Alegre: L&PM Pocket, 2004. Esta obra narra o dia a dia de um soldado que serviu às forças alemãs durante a Primeira Guerra Mundial. O livro possui um discurso pacifista e foi muito vendido no pós-guerra, tendo sido proibido pelos nazistas. Filme Flyboys (Flyboys). Direção: Tony Bill/Keenen Ivory Wayans. EUA, 2006. 139 min. 14 anos. Filme construído com linguagem mais moderna, focado nas ba- talhas aéreas do final da Primeira Guerra Mundial. Menos denso do que Glória feita de sangue, um clássico do gênero. Site Fotos da Grande Guerra (Photos of the Great War). Disponível em: <http://www.gwpda. org/photos/greatwar.htm>. Acesso em: 17 maio 2013. Grande banco de imagens sobre a Primeira Guerra Mundial. Em inglês. PARA SABER MAIS
  24. 24. História - 3a série - Volume 1 24
  25. 25. História - 3a série - Volume 1 25 SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 3 A REVOLUÇÃO RUSSA E O TRABALHO Em 1917, nas vésperas da Revolução Russa, encontrava-se naquele país o jornalista estadu- nidense John Reed, que escreveu um importante livro chamado Dez dias que abalaram o mundo, relatando os acontecimentos daquele outubro que o mundo não esqueceu. O que impressiona no relato em primeira pessoa de John Reed são os detalhes jornalísticos co- lhidos durante o processo revolucionário. Ali estão panfletos jogados na rua, odores de vias abando- nadas, sons de guerra e, é claro, a constante referência ao clima frio da Rússia. Reed tem a capacidade de nos transportar, com seu texto, para um ambiente enérgico, pitoresco e revolucionário, chegando a produzir em nós a fantástica impressão de que tudo está se passando diante dos nossos olhos. Leia o seguinte trecho do texto de Reed: 1. Como o autor descreve as pessoas que viu? 2. Quais eram as situações sociais e econômicas das pessoas que formavam “as entranhas da Rús- sia”? Como tal condição motivou os acontecimentos revolucionários de 1917? Leitura e análise de texto “Do outro lado do corredor ficava o escritório do Comitê de Credenciais para o Con- gresso dos Sovietes. Fiquei ali observando os novos delegados entrarem – soldados fortes e barbudos, operários de blusas pretas, alguns camponeses com longas cabeleiras. A moça encarregada do serviço [...] sorria desdenhosamente. ‘Não se parecem nada com os dele- gados do primeiro Siezd (Congresso)’, disse ela. ‘Veja como parecem rudes e ignorantes! O Povo das Trevas.’ E era verdade; a Rússia havia sido sacudida até as entranhas, e aqueles que estavam no fundo vinham agora à superfície.” REED, John. Dez dias que abalaram o mundo. Disponível em: <http://www.marxists.org/archive/reed/1919/10days/10days/ch2.htm>. Acesso em: 17 maio 2013. Tradução Eloisa Pires.
  26. 26. História - 3a série - Volume 1 26 3. Percebemos a violência do Estado czarista com as camadas populares da Rússia ao analisarmos a quantidade de conflitos e repressões a movimentos de protesto nas vésperas da Revolução. O que foi o Domingo Sangrento de 1905 e como ele motivou a Revolução Russa? 4. Sobre as diferenças sociais marcantes na população russa, o historiador Daniel Aarão Reis Filho afirmou, em Uma revolução perdida: a história do socialismo soviético: “A convivência das pérolas e dos porcos, uma elite tão civilizada com uma sociedade tão bruta, atrasada e chula”. Caracterize a elite russa pré-revolucionária. Leitura e análise de texto Em grande parte, a luta revolucionária russa foi influenciada pela condição dos traba- lhadores no país, pela exploração do trabalho e pela luta de classes, utilizando um vocabu- lário marxista. Um romance de um famoso escritor russo, chamado Máximo Gorki, narra a condição dos trabalhadores de maneira contundente. Leia o trecho a seguir: Capítulo I “Dia após dia a sirene da fábrica lançava o seu rugido por entre o ar pesado da fumaça e dos vapores de óleo do bairro operário. E de pequenas casas cinzentas, respondendo ao seu apelo, saíam apressados, como baratas assustadas, homens de ar aborrecido e músculos
  27. 27. História - 3a série - Volume 1 27 Discuta em sala ou pesquise em casa as seguintes questões: 1. Você acha que existem trabalhadores em condições semelhantes à do texto de Gorki no Brasil atual? Justifique e exemplifique sua resposta. 2. Pesquise em livros didáticos, paradidáticos e sites quais são os principais direitos que os traba- lhadores têm assegurados por lei no Brasil. ainda cansados. Ao ar frio da alvorada, caminhavam por ruas não pavimentadas para as altas gaiolas de pedra da fábrica que, serena e indiferente, os esperava com os seus numero- sos olhos quadrados e viscosos. A lama estalava sob os passos. Exclamações roucas de vozes sonolentas e injúrias dilaceravam o ar. Mas eles iam ao encontro de outros sons: o barulho surdo das máquinas, o roncar do vapor. Sombrias e severas, as altas chaminés negras desta- cavam-se no céu como grossos varapaus. À noite, quando o sol se punha e os raios vermelhos brilhavam nas janelas das casas, a fábrica vomitava das suas entranhas de pedra aquelas escórias humanas e os operários, caras negras de fumaça, dentes brilhantes de fome, espalhavam-se de novo pelas ruas, deixando no ar exalações viscosas do óleo das máquinas. Agora, as vozes eram animadas e até alegres; o trabalho pesado terminara por aquele dia, o jantar e o repouso os esperavam em casa. A fábrica tinha devorado a jornada, as máquinas tinham sugado dos músculos dos homens todas as forças de que tiveram necessidade. Um dia mais tinha sido riscado da vida deles; os homens tinham dado mais um passo para o túmulo, mas a doçura do repouso estava muito próxima, com o prazer da taberna enfumaçada, e eles estavam contentes.” GORKI, M. A mãe. Tradução José Augusto/Edições Ráduga. São Paulo: Editora Expressão Popular. p. 12.
  28. 28. História - 3a série - Volume 1 28 3. A partir das aulas e pesquisa realizada, responda: esses direitos estão avançando ou recuando no atual mercado de trabalho? Justifique sua resposta. 4. O que significa “flexibilização do trabalho”? Como isso se relaciona aos direitos trabalhistas? 5. Como você se imagina daqui a dez anos, no que se refere às realizações profissionais? Com o que pretende trabalhar? Por quantas horas por dia? Qual é seu ideal de realização no mundo do trabalho? PESQUISA INDIVIDUAL Pesquise em livros didáticos, paradidáticos e sites a participação política de alguns dos envolvi- dos no movimento revolucionário russo de 1917. Centralize sua pesquisa nos diferentes aspectos ideológicos defendidos pelos partici- pantes, nos grupos sociais que representavam, em seu envolvimento no processo de 1917 e em suas contribuições posteriores.
  29. 29. História - 3a série - Volume 1 29 a) Kerensky (1881-1970): b) Nicolau II (1868-1918): c) Lenin (1870-1924): d) Trotsky (1879-1940): e) Stalin (1878-1953): ©Popperfoto/GettyImages©Bettmann/Corbis/Latinstock©Bettmann/Corbis/Latinstok©Hulton-Detschcollection/ Corbis/Latinstock ©TopFoto/Keystone
  30. 30. História - 3a série - Volume 1 30 Pesquise em livros didáticos, paradidáticos e sites as relações entre a Revolução Russa e o luxo da Corte dos Romanov. O texto dissertativo a ser elaborado deve abordar os padrões culturais, a religiosidade e o luxo da Corte nobiliárquica pré-revolucionária. É importante citar as fontes consultadas. PESQUISA EM GRUPO
  31. 31. História - 3a série - Volume 1 31 1. Leia o texto: LIÇÃO DE CASA “No ano seguinte, houve uma retomada dos movimentos grevistas, agora, porém, tendo que enfrentar um patronato mais organizado (com a criação de novas entidades patronais) e articulado com a repressão. As celebrações do 1o de maio de 1919, reunindo milhares de trabalhadores, indicam o grau de mobilização do movimento operário.” BATALHA, Cláudio. O movimento operário na Primeira República. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2000. p. 54. Sobre o movimento operário no mundo após 1917, responda: a) Quais foram as influências da Revolução Russa para esse movimento e sua repressão? b) Como os líderes revolucionários da recém-formada União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) pretendiam agir em relação ao proletariado do mundo todo?
  32. 32. História - 3a série - Volume 1 32 Livros REED, John. Dez dias que abalaram o mundo. Rio de Janeiro: Ediouro, 2002. Envolven- te narrativa de uma testemunha ocidental da Revolução. REIS FILHO, Daniel Aarão. Uma revolução perdida: a história do socialismo soviéti- co. São Paulo: Fundação Perseu Abramo, 1997. Bom livro para começar a ler sobre o assunto. Sem ser imparcial, retrata a Rússia desde sua formação imperial até a queda do regime soviético. PARA SABER MAIS VOCÊ APRENDEU? Leia o texto: “A Revolução de Outubro não era um golpe de Estado contra Nicolau II e sua odiada esposa, até porque em outubro os Romanov não estavam mais no poder. A revolução era uma derrubada de toda a antiga maneira de pensar dos russos, especial- mente sua religião: a ortodoxa.” KARNAL, Leandro. O martelo, a foice e a cruz. História Viva – Grandes Temas: 90 anos de Revolução Russa. n. 18. São Paulo: Duetto, 2007. A Revolução Russa alterou, como afirma o texto, a formação cultural do povo russo. Sobre essas alterações, podemos afirmar que: a) elas se restringiram ao campo religioso; as artes plásticas, a dança e a literatura não mudaram. b) havia forte ligação entre o Estado czarista e a Igreja Ortodoxa, e a derrubada da maneira an- tiga de pensar teria como consequência a formação de uma nova religião monoteísta, ligada ao Partido Comunista. c) o Estado bolchevique, instalado em outubro, assegurou a continuidade da Igreja Ortodoxa na URSS. d) derrubar a Igreja foi uma atitude simbólica, que não possuía nenhum embasamento ideo- lógico revolucionário. e) pela forte ligação com o czarismo, a Igreja Ortodoxa foi derrubada pelo regime bolche- vique, sob influências marxistas e ateístas.
  33. 33. História - 3a série - Volume 1 33
  34. 34. História - 3a série - Volume 1 34 SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 4 NAZISMO E RACISMO Nesta Situação de Aprendizagem você vai estudar o contexto no qual ocorreu a propagação do na- zismo, na Alemanha, após a Primeira Guerra Mundial. A seguir, está reproduzida a Lei para a Proteção do Sangue e da Honra Alemães – um dos documentos conhecidos como Leis de Nuremberg. A busca pela pureza da raça, a exaltação da nação e a necessidade de crescimento e expansão do Reich são aspectos evidenciados nestes documentos promulgados pelo Reichstag, o Parlamento alemão. Leitura e análise de texto 15 de setembro de 1935 “Imbuído da percepção de que a pureza do sangue alemão é condição para a continui- dade do povo alemão, e levado pelo desejo inquebrantável de proteger para todos o futuro da Nação Alemã, o Congresso do Reich promulga e torna conhecida por unanimidade a seguinte Lei: § 1(1) Casamentos entre judeus e cidadãos alemães, ou de sangue relacionado ao ale- mão, são proibidos. Casamentos realizados que contrariam essa lei serão nulos mesmo que tenham sido contraídos no exterior com a finalidade de contornar essa lei. (2) A ação judicial da nulidade somente poderá ser iniciada por um promotor público. § 2 Relações sexuais fora do casamento entre judeus e cidadãos alemães, ou de sangue relacionado ao alemão, são proibidas. § 3 Judeus não podem empregar em suas casas cidadãs alemãs, ou de sangue relacio- nado ao alemão, com idade inferior a 45 anos. § 4(1) Aos judeus é proibido hastear a bandeira do Reich e a Bandeira Nacional e portar as cores do Reich. (2) Ao contrário, lhes é permitido portar as cores judias. O exercício desse direito está sob proteção do Estado. § 5(1) Quem desobedecer à proibição descrita no § 1 será castigado com pena de trabalhos forçados. (2) O homem que desobedecer à proibição do disposto no § 2 será punido com pena de prisão ou de trabalhos forçados.
  35. 35. História - 3a série - Volume 1 35 1. A partir da leitura do documento, descreva o que propunha a Lei para a Proteção do Sangue e da Honra Alemães. 2. Com a promulgação da lei, quais foram as restrições impostas aos judeus? 3. Explique como, na perspectiva de seus elaboradores, as medidas previstas na Lei de Nuremberg, listadas a seguir, poderiam proteger o “sangue e a honra dos alemães”. a) A proibição de casamentos e relações extraconjugais entre alemães e judeus. b) A proibição de judeus empregarem mulheres alemãs com menos de 45 anos. (3) Aquele que desobedecer às resoluções dos parágrafos 3 ou 4 será punido com pri- são de até um ano e multa, ou com uma das duas penas. § 6 O Ministro do Interior do Reich, com o assentimento do representante do Führer e do Ministro da Justiça do Reich, emitirá os regulamentos legais e administrativos para a execução e complementação dessa lei. § 7 A lei entrará em vigor no dia seguinte ao da promulgação. O § 3, contudo, somen- te em 1o de janeiro de 1936.” Lei para a Proteção do Sangue e da Honra Alemães, de 15 de setembro de 1935. Disponível em: <http://www.lsg.musin.de/geschichte/geschichte/natsoz/N%C3%BCernberger_Gesetze.htm>. Acesso em: 17 maio 2013. Tradução Maria Regina Ronca.
  36. 36. História - 3a série - Volume 1 36 c) A proibição de uso, pelos judeus, da bandeira e das cores nacionais. Ampliação de conhecimentos 1. Discuta com seu professor e colegas as peculiaridades da ideologia nazista, considerando as questões a seguir. “Uma vez que os sentimentos nacionais alemães não haviam resultado do genuíno desenvolvimento nacional, mas foram simplesmente reações contra a ocupação es- trangeira, as doutrinas nacionais tinham um caráter negativo peculiar, destinavam-se a erguer um muro em torno do povo, a atuar como substitutos de fronteiras que não podiam ser definidas com clareza pela geografia ou pela história.” ARENDT, Hannah. Origens do totalitarismo. São Paulo: Companhia das Letras, 1989. p. 197. a) Com base em seus conhecimentos e no texto de Hannah Arendt, como poderia ser carac- terizado o nacionalismo alemão anterior à Segunda Guerra Mundial? b) Como os nazistas encaravam a perspectiva de construção de um novo mundo, de renovação da Alemanha e do homem alemão?
  37. 37. História - 3a série - Volume 1 37 c) Quais são os argumentos de defesa da superioridade do povo alemão? d) Defina o racismo xenofóbico nazista. e) Defina o antissemitismo. Lembre-se de que ele não esteve presente somente na Alemanha, que, aliás, historicamente, era onde os judeus estavam mais adaptados e sentiam menos os efeitos do antissemitismo. 2. Enumere outras características do pensamento nazista, além do nacionalismo, construção de um novo mundo, superioridade do povo alemão, racismo e antissemitismo.
  38. 38. História - 3a série - Volume 1 38 PESQUISA INDIVIDUAL Pesquise em livros didáticos, paradidáticos e sites sobre a vida dos irmãos Sophie e Hans Scholl, membros de um grupo contrário ao nazismo alemão, chamado Rosa Branca, que distribuiu panfletos contra a doutrina predominante em seu país. Se possível, procure trechos dos panfle- tos do grupo Rosa Branca e identifique as principais críticas ao Partido Nacional Socialista e ao governo autoritário de Adolf Hitler. Na mesma linha de oposição ao regime nazista há também outro grupo que se destacou por tentar assassinar Adolf Hitler. Alguns militares, liderados por Claus Schenk, Conde de Stauffenberg, tentaram colocar em prática um plano chamado Operação Valkíria. Pesquise e descubra os motivos de seu fracasso. 3. Após as aulas e pesquisas realizadas por você, analise a ideologia nazista e a violação dos direitos humanos. Quais as características que podemos descrever acerca da atuação dos nazistas du- rante as décadas de 1930 e 1940? Há uma grande quantidade de filmes que retratam o nazismo e o fascismo europeus. Faça um levantamento dos títulos disponíveis em locadoras perto de sua casa. Organize um grupo de três ou quatro integrantes e busque tais títulos. Anote-os a seguir: PESQUISA EM GRUPO
  39. 39. História - 3a série - Volume 1 39 LIÇÃO DE CASA “A ascensão da direita radical após a Primeira Guerra Mundial foi sem dúvida uma res- posta ao perigo, na verdade à realidade, da revolução social e do poder operário em geral, e à Revolução de Outubro e ao leninismo em particular. Sem esses, não teria havido fascismo algum, pois embora os demagógicos ultradireitistas tivessem sido politicamente barulhen- tos e agressivos em vários países europeus desde o fim do século XIX, quase sempre haviam sido mantidos sob controle antes de 1914. Sob esse aspecto, os apologetas do fascismo provavelmente têm razão quando afirmam que Lenin engendrou Mussolini e Hitler.” HOBSBAWM, Eric. Era dos extremos: o breve século XX – 1914-1991. São Paulo: Companhia das Letras, 2011. p. 127. 1. Por que a direita radical pode ser considerada uma resposta ao poder do operariado? 2. Quais foram as bases do pensamento da direita radical após a Primeira Guerra Mundial? VOCÊ APRENDEU? 1. As tendências racistas e eugênicas podiam ser notadas até meados da década de 1920. Sobre a eugenia, ou higiene racial, na década de 1920 na Europa, podemos afirmar que: a) tratava-se de uma tendência isolada na Alemanha, principalmente após a ascensão do nazismo e de Adolf Hitler ao poder.
  40. 40. História - 3a série - Volume 1 40 “[...] A Alemanha de Hitler, a Itália de Mussolini, a União Soviética de Stalin e o Brasil de Vargas reforçavam o construto ideológico de uma identidade nacional. Nele, as culturas populares, seguindo uma démarche inventada e instituída pelas diversas sensibilidades românticas do século XIX, adquiriam um papel fundador de ‘raízes’, que faziam, dos países, seres com legitimidade ‘natural’ e, para além dela, com uma existência quase metafísica. [...]” COLI, Jorge. O nacional e o outro. Disponível em: <http://www.sescsp.org.br/sesc/hotsites/missao/textos/texto3.html>. Acesso em: 17 maio 2013. b) foi defendida tanto por grupos de extrema direita, como os nazistas na Alemanha, quanto por grupos socialistas de esquerda, de origem operária. c) contradiz as bases do Neocolonialismo europeu, desenvolvido desde o século XIX e em declínio na década de 1920. d) foi criticada na obra do francês Conde de Gobineau e erradicada de diversos países. e) estava diretamente relacionada ao ideal desenvolvimentista e tecnológico da época, que apoiava a miscigenação. 2. Baseado na leitura do texto a seguir, analise as afirmativas sobre o desenvolvimento da cultura nos regimes totalitários: I. Houve incentivo da produção cultural ligada à valorização de símbolos nacionalistas, apro- priados pela propaganda que sustentava os regimes totalitários. II. As óperas de Richard Wagner, Giuseppe Verdi e Carlos Gomes foram obras valorizadas pe- los regimes totalitários, pois apresentam temáticas inspiradas nas “raízes” de suas respectivas culturas. III. Ocorreu forte movimento de ruptura cultural, que rejeitava as influências do passado e das van- guardas artísticas, buscando uma cultura popular mais próxima do imaginário da população. São verdadeiras as proposições: a) I, II e III. b) apenas I e II. c) apenas I e III. d) apenas II e III. e) nenhuma.
  41. 41. História - 3a série - Volume 1 41 Livro RIBEIRO JUNIOR, João. O que é nazismo. 3. ed. São Paulo: Brasiliense, 1991. (Primei- ros Passos). Texto bastante acessível, com informações básicas sobre o nazismo. Revista Superinteressante – A Ciência Nazista, n. 225, abr. 2006. A reportagem de capa deste nú- mero traz uma série de informações interessantes sobre a relação entre o nazismo e a ciência. Pode ser o começo de um projeto interdisciplinar. Filmes Arquitetura da destruição (Undergångens arkitektur). Direção: Peter Cohen. Suécia, 1989. 119 min. 14 anos. Documentário sobre a visão artística nazista e seus ideais de recons- trução do mundo por uma ordem “renovadora” e eugênica. O grande ditador (The great dictator). Direção: Charles Chaplin. EUA, 1940. 124 min. Livre. Comédia estrelada e dirigida com muito humor e sátira sobre o regime nazista e a figura de Hitler. Uma mulher contra Hitler (Sophie Scholl – Die letzten Tage). Direção: Marc Rothemund. Alemanha, 2005. 120 min. 10 anos. O filme narra o julgamento de integrantes do grupo Rosa Branca, que distribuía panfletos de protesto e questionamento contra o regime nazista alemão. PARA SABER MAIS
  42. 42. História - 3a série - Volume 1 42 Periodicamente, o capitalismo sofre crises em seu funcionamento. Em 2008, assistimos a uma delas, quando a crise de crédito no mercado estadunidense afetou bancos e grandes empre- sas. O Brasil sofreu indiretamente, assim como boa parte do mundo. As bolsas de valores caíram em diversos mercados e as ações de grandes companhias sofreram desvalorizações expressivas. Foi uma situação semelhante à Crise de 1929, estudada em sala de aula. Naquela quinta-feira, 24 de outubro de 1929, e pelos próximos três anos, o mercado de ações nos Estados Unidos da América (EUA) caiu, aproximadamente, 89% de seu pico e os investidores demoraram 25 anos para reaver os ganhos e atingir, novamente, as marcas mais altas de negociação. Não foi a única vez que isso aconteceu: em 1987 e em 2009, as perdas foram semelhantes e as bolsas caíram no mundo todo, assim como em 1929. 1. A partir das aulas e da leitura do excerto anterior explique os motivos pelos quais, nos anos de 1929 e 2008, as crises econômica dos EUA provocaram crises na economia mundial. SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 5 CRISE DE 1929 E SEUS EFEITOS MUNDIAIS ! ? “Em suma, após o fim da Primeira Guerra Mundial, os EUA eram em muitos as- pectos uma economia tão internacionalmente dominante quanto voltou a tornar-se após a Segunda Guerra Mundial. Foi a Grande Depressão que interrompeu temporariamente essa ascensão. Além disso, a guerra não apenas reforçou sua posição como maior produtor industrial do mundo, como os transformou no maior credor do mundo.” HOBSBAWM, Eric. Rumo ao abismo econômico. In: Era dos Extremos: o breve século XX – 1914-1991. São Paulo: Companhia das Letras, 1995. p. 101. PESQUISA INDIVIDUAL
  43. 43. História - 3a série - Volume 1 43 “O Brasil tornou-se o símbolo do desperdício do capitalismo e da seriedade da Depres- são, pois seus cafeicultores tentaram em desespero impedir o colapso dos preços queiman- do café em vez de carvão em suas locomotivas a vapor. (Entre dois terços e três quartos do café vinham desse país).” HOBSBAWM, Eric. Rumo ao abismo econômico. In: Era dos Extremos: o breve século XX – 1914-1991. São Paulo: Companhia das Letras, 1995. p. 97. Após a leitura dos textos, discuta com seus colegas e faça uma análise da imagem ao lado. Fevereiro 1932 – A fila de pão na Sexta Avenida com a 42nd Street, Nova Iorque, durante a Grande Depressão. ©Corbis/Latinstock
  44. 44. História - 3a série - Volume 1 44 Realize uma pesquisa em jornais, revistas e sites de economia sobre a crise econômica dos EUA de 2008. Com as explicações em sala de aula e a pesquisa realizada, elabore um texto dissertativo que explique as causas e consequências dessa crise para os EUA e o mercado mundial. LIÇÃO DE CASA Responda às seguintes questões, utilizando, se necessário, o livro didático como apoio. 1. O gráfico a seguir mostra os índices de produção em três setores industriais. Analisando-o atentamente, podemos inferir que: VOCÊ APRENDEU? Fonte dos dados: League of Nations, World Production and prices, 1937/8. p. 44. In: EICHENGREEN, Barry. The Origins and Nature of the Great Slump Revisited. In: The Economic History Review. v. 45, n. 2 (mai. 1992). p. 213-239.
  45. 45. História - 3a série - Volume 1 45 a) com a Crise de 1929, a produção de veículos automotores sofreu poucas perdas em relação à dos bens de consumo. b) a Crise de 1929 gerou grandes perdas em diversos setores industriais, sobretudo no de bens de consumo. c) os efeitos da Crise de 1929 atingiram o ápice em 1932, quando os três setores sofreram grandes quedas de produção. d) a produção industrial dos EUA não se recuperou após 1932, pois não ultrapassou os níveis de 1929. e) o gráfico não evidencia as transformações geradas na economia estadunidense pela política do New Deal. 2. Como foi denominado o plano desenvolvido pelo governo dos EUA para sair da Crise de 1929? Como ele funcionava? 3. Explique, resumidamente, os fatores que podem levar à “quebra” de uma Bolsa de Valores.
  46. 46. História - 3a série - Volume 1 46 Site Oakland Museum of California. Disponível em: <http://collections.museumca. org/?q=category/2011-schema/art/dorothealange>. Acesso em: 20 maio 2013. Site com diversas imagens, do acervo do museu, feitas pela fotógrafa Dorothea Lange durante a Crise de 1929. No link “Dorothea Lange slide show”, há uma apresentação das imagens. PARA SABER MAIS
  47. 47. História - 3a série - Volume 1 47 SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 6 A GUERRA CIVIL ESPANHOLA ! ? Para começo de conversa A Guerra Civil Espanhola (1936-1939) motivou e inspirou artistas no mundo todo. A violên- cia do conflito, a morte e o exílio de importantes artistas serviram de base para diversas obras do século XX. Um dos maiores exemplos dessa influência é o painel Guernica, pintado em 1937 pelo espanhol Pablo Picasso. PESQUISA INDIVIDUAL Pesquise a respeito da vida de Pablo Picasso. Você pode usar livros didáticos, paradidáticos e sites. Elabore um pequeno texto biográfico.
  48. 48. História - 3a série - Volume 1 48 Leitura e análise de texto e imagem Salvador Dalí nasceu na região da Catalunha (Espanha). Esta obra retrata os horrores da guerra e foi elaborada na Califórnia (EUA) entre o fim da Guerra Civil Espanhola e o início da Segunda Guerra Mundial. “Na época, a Guerra Civil Espanhola não pareceu um bom presságio para a derrota do fascismo. Internacionalmente, foi uma versão em miniatura de uma guerra europeia, travada entre os Estados fascistas e comunistas, os últimos marcadamente mais cautelosos e menos decididos que os primeiros. As democracias ocidentais continuaram não tendo certeza de nada, a não ser de seu não envolvimento. Internamente foi uma guerra em que a mobilização da direita se mostrou muito mais efetiva que a da esquerda. Terminou em derrota total, várias centenas de milhares de mortos, varias centenas de milhares de refu- giados nos países que quiseram recebê-los, incluindo a maior parte dos talentos artísticos e intelectuais sobreviventes da Espanha, que com raras exceções, haviam ficado do lado da República.” HOBSBAWM, Eric. “Contra o inimigo comum”, In: Era dos Extremos - o breve século XX - 1914-1991, São Paulo, Companhia das Letras, 1995, p. 162. Salvador Dalí. A cara da guerra, 1940. Óleo sobre tela. Museu Boijmans Van Beuningen, Holanda. ©Album/akg-images/Latinstock
  49. 49. História - 3a série - Volume 1 49 1. Após a leitura dos trechos e discussão da imagem anterior, faça uma pesquisa sobre Salvador Dalí e os motivos que causaram a Guerra Civil Espanhola, conflito que marcou o continente europeu e precedeu a Segunda Guerra Mundial. Privilegie na pesquisa as instituições que esta- vam envolvidas no conflito, por exemplo, a Igreja Católica, o Exército, representantes sindicais, partidos de esquerda e latifundiários, entre outros. 2. Quando a arte apresenta uma crítica ao momento histórico no qual se insere, dizemos que é “engajada”. Esse engajamento político e ideológico pode ser evidenciado nos artistas citados no texto, como Federico García Lorca, Pablo Picasso, Salvador Dalí, Carlos Drummond de Andrade e Manuel Bandeira. Pesquise, na atualidade, exemplos de artistas que procuram, com suas produções, esse engajamento nas questões contemporâneas. Escolha, ao menos, dois artis- tas de diferentes linguagens e selecione uma obra de cada um deles como exemplo.
  50. 50. História - 3a série - Volume 1 50 Integrantes do grupo: contato: contato: contato: contato: contato: Nosso foco será a pesquisa de: ( ) Pinturas ( ) Esculturas ( ) Poesias ( ) Obrasliterárias ( ) Outros:___________ Nosso formato de apresentação do trabalho final será: ( ) Painéis ( ) Blog ( ) Website ( ) ArquivoMP3 ( ) Outro:___________________ Em seguida, divida as tarefas entre os membros da equipe, segundo a indicação a seguir, que pode ser adaptada a diversas realidades. a) Pesquisa e listagem de internet. Responsáveis: Entrega: / / . b) Pesquisa e listagem de livros. Responsáveis: Entrega: / / . c) Elaboração do trabalho final. Responsáveis: Entrega: / / . A obra Guernica (1937), de Pablo Picasso, fez uma denúncia sobre a destruição do combate aéreo alemão à cidade basca. Vamos organizar uma pesquisa e exposição de outras obras? Siga os passos descritos a seguir e peça ajuda aos professores de História, Língua Portugue- sa, Arte, Filosofia, Sociologia e outras disciplinas relacionadas. PESQUISA EM GRUPO
  51. 51. História - 3a série - Volume 1 51 d) Elaboração dos textos do trabalho final. Responsáveis: Entrega: / / . e) Elaboração ou impressão das imagens do trabalho final. Responsáveis: Entrega: / / . Seu professor vai sugerir nomes de artistas, principais obras e outras informações, para orientar a pesquisa. Anote-as no espaço a seguir: O poema a seguir foi escrito no Brasil por Carlos Drummond de Andrade, durante a Guerra Civil Espanhola, e faz uma série de referências às dificuldades de obter informações sobre esse conflito. LIÇÃO DE CASA “[...] Aos navios que regressam marcados de negra viagem, aos homens que neles voltam com cicatrizes no corpo ou de corpo mutilado, peço notícias de Espanha. [...] Ninguém as dá. O silêncio sobe mil braças e fecha-se entre as substâncias mais duras. Hirto silêncio de muro, de pano abafando a boca, de pedra esmagando ramos, é seco e sujo silêncio em que se escuta vazar como no fundo da mina um caldo grosso e vermelho. [...] cansado de vã pergunta, farto de contemplação, quisera fazer do poema não uma flor: uma bomba e com essa bomba romper o muro que envolve Espanha. [...]” Trecho do poema “Notícias de Espanha”. In: ANDRADE, Carlos Drummond de. Novos poemas. São Paulo: Companhia das Letras. (futuro lançamento). Carlos Drummond de Andrade © Graña Drummond. Dis- ponível em: <www.carlosdrummond.com.br>. Acesso em: 17 maio 2013
  52. 52. História - 3a série - Volume 1 52 1. Qual era o contexto vivido no Brasil durante o período da Guerra Civil Espanhola (1936- 1939)? 2. Há diversas referências à violência e à censura no texto de Drummond. Qual é a relação entre esses temas e a realidade brasileira da época? 3. Quanto à produção intelectual, qual é a relação entre a Guerra Civil Espanhola e o Estado Novo de Getúlio Vargas no Brasil?
  53. 53. História - 3a série - Volume 1 53 VOCÊ APRENDEU? Pablo Picasso, Guernica, óleo sobre tela, 782 x 350 cm, 1937. ©MuseoNacionalCentrodeArteReinaSofia,Madrid,Spain/TheBridgemanArtLibrary/Keystone ©SuccessiónPabloPicasso/LicenciadoporAUTVIS,Brasil,2013. (Fuvest 1990) Em seu famoso painel Guernica, Picasso registrou a trágica destruição dessa cidade basca por: a) ataques de tropas nazistas durante a Segunda Guerra Mundial. b) republicanos espanhóis apoiados pela União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) durante a Guerra Civil. c) forças do Exército francês durante a Primeira Guerra Mundial. d) tropas do governo espanhol para sufocar a revolta dos separatistas bascos. e) bombardeio da aviação alemã contra os republicanos, em apoio ao general Franco. Livro CERQUEIRA, João. Arte e literatura na Guerra Civil da Espanha. São Paulo: Zouk, 2005. Essa obra aproxima o universo artístico dos acontecimentos políticos relacio- nados à Guerra Civil Espanhola. Filme O labirinto do fauno (El laberinto del fauno). Direção: Guillermo del Toro. México/ Espanha/EUA, 2006. 118 min. 16 anos. O filme retrata a Guerra Civil Espanhola, misturando a imaginação de uma menina à violência do período. PARA SABER MAIS
  54. 54. História - 3a série - Volume 1 54
  55. 55. História - 3a série - Volume 1 55 SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 7 SEGUNDA GUERRA MUNDIAL ! ? Um filme, assim como outros veículos de informação e obras de arte, reflete intenções e influências políticas, ideológicas e culturais, normalmente condicionadas pelo contexto de sua produção. Quando olhamos para a tela da televisão ou do cinema, às vezes nos esquecemos de que, por trás da câmera que gera aquelas imagens, há uma pessoa, com seus princípios e intenções. A Segunda Guerra Mundial foi tema de grande quantidade de filmes e ainda há muitos que utilizam os conflitos e o contexto das décadas de 1930 e 1940 como pano de fundo para seus enredos. Falando nisso, você pode enumerar alguns filmes a que tenha assistido com essa característica? 1. Enumere filmes a que você tenha assistido, ou que estejam disponíveis para locação perto de sua casa, que retratem o Holocausto judeu ou as batalhas na Europa durante a Segunda Guerra Mundial. 2. Enumere filmes que retratem os bombardeios de Hiroshima e Nagasaki. 3. Qual das listas foi preenchida com maior dificuldade? Quais são suas hipóteses para justificar essa diferença?
  56. 56. História - 3a série - Volume 1 56 Considerando o tema desta Situação de Aprendizagem, a Segunda Guerra Mundial, os grupos devem assistir a um filme que retrate esse período e analisá-lo. Peça ajuda ao professor para a indicação de títulos cinematográficos. Segue um roteiro de análise. a) Título do filme: b) Países envolvidos na produção: c) Ano de produção: d) Contexto histórico retratado: e) Pontos defendidos pelo cineasta: f) Pontos de crítica do filme: PESQUISA EM GRUPO
  57. 57. História - 3a série - Volume 1 57 g) O que o grupo mais gostou no filme? Por quê? h) Comentários a respeito do filme mais comumente encontrados na internet:
  58. 58. História - 3a série - Volume 1 58 Leitura e análise de texto “[...] Todo filme, ficção ou documentário, é resultado de um conjunto de seleções, escolhas, recortes e perspectivas, que envolve um leque de profissionais e de interesses co- merciais, ideológicos e estéticos. Isso implica afirmar que todo filme documental não é a representação direta da realidade, e que todo filme ficcional não está desligado da sociedade que o produziu. [...] [Deve-se, portanto,] entender o cinema como uma linguagem artística, com suas re- gras de expressão, aparatos técnicos, gêneros e estilos, tradições narrativas. Um filme, fic- cional ou documental, não se resume ao seu tema (a história contada) ou ao texto verbal que veicula (na forma de diálogos, narrações em off ou legendas). Mais importante é a maneira como se aborda e conta a história veiculada pelo filme e em que situações fílmicas os diálogos e textos verbais estão colocados na sequência de cenas. [...] Vários fatores interferem na maneira como temas [históricos] semelhantes são abordados em filmes diferentes, tais como: a época que produziu o filme, os valores ideo- lógicos e políticos do roteirista e do diretor, os interesses comerciais que cercam o filme, o gênero narrativo escolhido pelos realizadores, entre outros [...].” NAPOLITANO, Marcos. Cinema: experiência cultural e escolar. In: Cadernos de Cinema do Professor (Dois). São Paulo: Fundação para o Desenvolvimento da Educação, 2009. p. 12-13. 1. Quais são os fatores que estão relacionados com os resultados estéticos e ideológicos do cinema? 2. Conforme o texto, um filme pode ser analisado levando-se em conta apenas sua trama e seus diálogos?
  59. 59. História - 3a série - Volume 1 59 3. Filmes sobre o mesmo tema “histórico” veiculam, necessariamente, as mesmas visões ideológicas, morais, políticas e estéticas sobre os eventos e personagens neles representados? Explique. VOCÊ APRENDEU? As bombas de Hiroshima e Nagasaki marcaram o desfecho da Segunda Guerra Mundial. As transformações causadas pelas bombas foram fundamentais para se compreender a segunda metade do século XX. a) Como os governantes dos EUA justificaram a utilização da bomba atômica no contexto do final da Segunda Guerra Mundial?
  60. 60. História - 3a série - Volume 1 60 b) Quais foram os impactos do desenvolvimento de armas com tamanho poder de destruição para o desenrolar da diplomacia internacional após a guerra? Livros DIAS JUNIOR, José Augusto; ROUBICEK, Rafael. O brilho de mil sóis: história da bomba atômica. 3. ed. São Paulo: Ática, 1998. (História em Movimento). Livro intro- dutório com informações técnicas e diversos aspectos políticos que levaram à explosão das bombas. HERSEY, John. Hiroshima. São Paulo: Companhia das Letras, 2002. (Jornalismo Li- terário). Relato recolhido por um jornalista que foi ao Japão logo após a explosão das bombas atômicas, em 1945. Filme Rapsódia em agosto (Hachi-gatsu no kyôshikyoku). Direção: Akira Kurosawa. Japão, 1991. 98 min. 14 anos. História de uma família japonesa que foi marcada pela bomba atômica e possui um parente nos EUA. Site TV Cultura. Disponível em: <http://tvcultura.cmais.com.br/aloescola/historia/anos- dechumbo/index.htm>. Acesso em: 17 maio 2013. Portal da TV Cultura sobre a Se- gunda Guerra Mundial, repleto de sugestões de atividades, mapas, vídeos e imagens sobre o conflito. PARA SABER MAIS
  61. 61. História - 3a série - Volume 1 61
  62. 62. História - 3a série - Volume 1 62 SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 8 PERÍODO VARGAS ! ? O casal Olga Benário e Luís Carlos Prestes viveu intensamente o contexto político e ideológico do período Vargas. Os dois se conheceram em um esforço revolucionário e sofreram consequências gestadas pela sua época. Trata-se de uma história de amor, que ilustra, de maneira muito interes- sante, a vida e a luta política de ambos, bem como os rumos que o Brasil trilhou naquele período. Antes de ser executada, Olga deixou uma carta entre seus pertences. Leia-a a seguir. Leitura e análise de texto “Queridos, Amanhã vou precisar de toda a minha força e de toda a minha vontade. Por isso, não posso pensar nas coisas que me torturam o coração, que são mais caras que a minha própria vida. É por isso que me despeço de vocês agora. É totalmente impossível para mim imaginar, filha querida, que não voltarei a ver-te, que nunca mais voltarei a estrei- tar-te em meus braços ansiosos. Quisera poder pentear-te, fazer-te as tranças – ah, não, elas foram cortadas. Mas te fica melhor o cabelo solto, um pouco desalinhado. Antes de tudo, vou fazer-te forte. Deves andar de sandálias ou descalça, correr ao ar livre comigo. Sua avó, em princípio, não estará muito de acordo com isso, mas logo nos entenderemos muito bem. Deves respeitá-la e querê-la por toda a tua vida, como o teu pai e eu faze- mos. Todas as manhãs faremos ginástica... Vês? Já volto a sonhar, como tantas noites, e esqueço que esta é a minha despedida. E agora, quando penso nisto de novo, a ideia de que nunca mais poderei estreitar teu corpinho cálido é para mim como a morte. Carlos, querido, amado meu: terei que renunciar para sempre a tudo de bom que me destes? Conformar-me-ia, mesmo se não pudesse ter-te muito próximo, que teus olhos mais uma vez me olhassem. E queria ver teu sorriso. Quero-os a ambos, tanto, tanto. E estou tão agradecida à vida, por ela haver me dado a ambos. Mas o que eu gostaria era de po- der viver um dia feliz, os três juntos, como milhares de vezes imaginei. Será possível que nunca verei o quanto orgulhoso e feliz te sentes por nossa filha? Querida Anita, meu querido marido, meu garoto: choro debaixo das mantas para que ninguém me ouça, pois parece que hoje as forças não conseguem alcançar-me para suportar algo tão terrível. É precisamente por isso que me esforço para despedir-me de vocês agora, para não ter que fazê-lo nas últimas e difíceis horas. Depois desta noite, quero viver para este futuro tão breve que me resta. De ti aprendi, querido, o quanto significa a força de vontade, especialmente se emana de fontes como as nossas. Lutei pelo justo, pelo bom e pelo melhor do mundo. Prometo-te agora, ao despedir-me, que até o último instante não terão por que se envergonhar de mim. Quero que me entendam bem: preparar-me para a morte não
  63. 63. História - 3a série - Volume 1 63 significa que me renda, mas sim saber fazer-lhe frente quando ela chegue. Mas, no entanto, podem ainda acontecer tantas coisas... Até o último momento manter-me-ei firme e com vontade de viver. Agora vou dormir para ser mais forte amanhã. Beijos pela última vez. Olga.” Autorizado por Anita Leocádia Prestes e citado em MORAIS, Fernando. Olga. São Paulo: Companhia das Letras, 1993. O desfecho trágico da vida de Olga foi fortemente influenciado pelo contexto de sua atuação política no Brasil dominado por Getúlio Vargas. Para entender melhor tal desfecho, realize uma pesquisa a respeito da vida de Olga Benário e de seu marido, Luís Carlos Prestes, utilizando livros didáticos e a internet. Para orientá-lo, segue um pequeno roteiro: preencha os espaços reservados com as informações obtidas em suas leituras. 1. Final da década de 1920 a) Atuação de Olga no período: b) Atuação de Prestes no período:
  64. 64. História - 3a série - Volume 1 64 c) Contexto econômico e político: 2. Início da década de 1930 a) Atuação de Olga no período:
  65. 65. História - 3a série - Volume 1 65 b) Atuação de Prestes no período: c) Contexto econômico e político:
  66. 66. História - 3a série - Volume 1 66 3. Aproximação do casal Olga Benário e Luís Carlos Prestes 4. Atuação do casal no Brasil 5. Separação do casal 6. Morte de Olga Benário
  67. 67. História - 3a série - Volume 1 67 7. Atuação política de Luís Carlos Prestes após a morte de Olga 8. Atuação de Anita Prestes (filha de Olga e Luís, nascida em uma prisão na Alemanha nazista) LIÇÃO DE CASA Organize um grupo e produza, em conjunto, um texto utilizando o material pesquisado sobre Olga Benário e Luís Carlos Prestes, segundo as seguintes diretrizes: formule uma questão-problema que será, ao mesmo tempo, o eixo condutor e o título do texto; contextualize brevemente o período entreguerras na Europa e no Brasil; analise as ideologias que opuseram o governo de Getúlio Vargas ao casal Olga Benário e Luís Carlos Prestes; caracterize a situação política de Olga e Prestes após a repressão e o fracasso da Intentona Comunista, analisando o significado político da deportação de Olga; analise o populismo varguista com base na justificativa política da ocorrência do Estado Novo.
  68. 68. História - 3a série - Volume 1 68 VOCÊ APRENDEU? 1. (Comvest/Vestibular Unicamp 1999) Em 10 de novembro de 1937, Getúlio Vargas discursava à nação pelo rádio: “A disputa presidencial estava levando o país à desordem. Os comunistas infiltravam-se dia a dia nas instituições nacionais. A nação corria perigo de uma luta de classes e os partidos políticos inquietavam o nosso povo!”. a) Que argumentos Vargas usou para implantar o Estado Novo? b) Cite duas características do Estado Novo.
  69. 69. História - 3a série - Volume 1 69 Texto 1 “Os homens e as classes, pois, podem e devem viver em harmonia. É possível ao mais modesto operário galgar uma elevada posição financeira ou intelectual. Cumpre que cada um se eleve segundo sua vocação. Todos os homens são suscetíveis de harmonização social e toda superioridade provém de uma só superioridade que existe acima dos homens: a sua comum e sobrenatural finalidade. Esse é um pensamento profundamente brasileiro, que vem das raízes cristãs da nossa História e está no íntimo de todos os corações.” SALGADO, Plínio. Manifesto Integralista de 1932. Disponível em: <http://www.integralismo.org.br/?cont=75>. Acesso em: 17 maio 2013. 2. Leia e compare os textos a seguir e assinale a alternativa correta. Texto 2 “Por outro lado a crise mundial do capitalismo, na sua agravação crescente, leva os im- perialistas a tornarem cada vez mais clara a dominação e a exploração dos países subjugados por eles nas colônias e semicolônias como o Brasil. Quem tem a coragem, nos dias de hoje, de negar que somos explorados bárbara e brutalmente pelo capital financeiro imperialista? [...]” PRESTES, Luís Carlos. Manifesto da Aliança Nacional Libertadora, de 1935. Disponível em: <http://www.marxists.org/portugues/ prestes/1935/07/05.htm>. Acesso em: 17 maio 2013. a) No Texto 1, há uma clara defesa dos ideais socialistas, por meio da valorização das raízes cristãs do povo brasileiro. No Texto 2, há uma forte influência do pensamento fascista, principalmente pela não aceitação da exploração pelo capital financeiro capitalista. b) No Texto 1, há uma nítida influência fascista, evidenciada pelo nacionalismo e pela defesa da manutenção das classes sociais. No Texto 2, fica clara a defesa do socialismo, por conta do ataque ao capitalismo e à exploração imperialista. c) Nos Textos 1 e 2, há uma forte influência do pensamento socialista, presente no manifesto da Ação Integralista Brasileira, assim como no da Aliança Nacional Libertadora. d) Os Textos 1 e 2 refletem características do pensamento nazista alemão, pois ambos defen- dem claramente a inferioridade de países como o Brasil em comparação a países como a Alemanha e a Itália. e) Os Textos 1 e 2 apresentam ideias semelhantes ao tratar do futuro do Brasil, expressando a necessidade de produzir uma sociedade sem propriedade privada e diferenças sociais.
  70. 70. História - 3a série - Volume 1 70 Livros FAUSTO, Boris. A Revolução de 1930: historiografia e história. 16. ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2010. Livro que aborda o início do Período Vargas e aponta as principais transformações ocorridas após a Revolução de 1930. MORAIS, Fernando. Olga. 18. ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2011. Essa bio- grafia de Olga Benário Prestes serviu de inspiração para o filme de Jayme Monjardim, também indicado para aprofundar seus conhecimentos sobre o assunto. SKIDMORE, Thomas E. Brasil: de Getúlio a Castelo Branco (1930-1964). 14. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2007. O pesquisador percorre um longo período político da história brasileira, apontando e analisando fatos muito presentes no currículo esco- lar de História. Revista Nossa História. Rio de Janeiro: Editora Vera Cruz, ano 2, n. 15, jan. de 2005. Essa edição apresenta uma série de textos sobre a participação do Brasil na Segunda Guerra Mundial. Filmes Olga. Direção: Jayme Monjardim. Brasil, 2004. 141 min. 14 anos. Filme, comentado durante a Situação de Aprendizagem, que narra a vida de Olga Benário durante a dé- cada de 1930. Revolução de 30. Direção: Sylvio Back. Brasil, 1980. 118 min. Livre. Polêmico docu- mentário em preto e branco, com grande riqueza de imagens. Site Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil – CPDOC- FGV. Disponível em: <http://cpdoc.fgv.br>. Acesso em: 17 maio 2013. O site apresen- ta farta documentação sobre o Período Vargas, desde a década de 1920 até seu segundo governo (1951-1954). PARA SABER MAIS
  71. 71. CONCEPÇÃO E COORDENAÇÃO GERAL NOVA EDIÇÃO 2014-2017 COORDENADORIA DE GESTÃO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – CGEB Coordenadora Maria Elizabete da Costa Diretor do Departamento de Desenvolvimento Curricular de Gestão da Educação Básica João Freitas da Silva Diretora do Centro de Ensino Fundamental dos Anos Finais, Ensino Médio e Educação Profissional – CEFAF Valéria Tarantello de Georgel Coordenadora Geral do Programa São Paulo faz escola Valéria Tarantello de Georgel Coordenação Técnica Roberto Canossa Roberto Liberato Suely Cristina de Albuquerque Bom m EQUIPES CURRICULARES Área de Linguagens Arte: Ana Cristina dos Santos Siqueira, Carlos Eduardo Povinha, Kátia Lucila Bueno e Roseli Ventrela. Educação Física: Marcelo Ortega Amorim, Maria Elisa Kobs Zacarias, Mirna Leia Violin Brandt, Rosângela Aparecida de Paiva e Sergio Roberto Silveira. Língua Estrangeira Moderna (Inglês e Espanhol): Ana Paula de Oliveira Lopes, Jucimeire de Souza Bispo, Marina Tsunokawa Shimabukuro, Neide Ferreira Gaspar e Sílvia Cristina Gomes Nogueira. Língua Portuguesa e Literatura: Angela Maria Baltieri Souza, Claricia Akemi Eguti, Idê Moraes dos Santos, João Mário Santana, Kátia Regina Pessoa, Mara Lúcia David, Marcos Rodrigues Ferreira, Roseli Cordeiro Cardoso e Rozeli Frasca Bueno Alves. Área de Matemática Matemática: Carlos Tadeu da Graça Barros, Ivan Castilho, João dos Santos, Otavio Yoshio Yamanaka, Rodrigo Soares de Sá, Rosana Jorge Monteiro, Sandra Maira Zen Zacarias e Vanderley Aparecido Cornatione. Área de Ciências da Natureza Biologia: Aparecida Kida Sanches, Elizabeth Reymi Rodrigues, Juliana Pavani de Paula Bueno e Rodrigo Ponce. Ciências: Eleuza Vania Maria Lagos Guazzelli, Gisele Nanini Mathias, Herbert Gomes da Silva e Maria da Graça de Jesus Mendes. Física: Carolina dos Santos Batista, Fábio Bresighello Beig, Renata Cristina de Andrade Oliveira e Tatiana Souza da Luz Stroeymeyte. Química: Ana Joaquina Simões S. de Matos Carvalho, Jeronimo da Silva Barbosa Filho, João Batista Santos Junior e Natalina de Fátima Mateus. Área de Ciências Humanas Filosofia: Emerson Costa, Tânia Gonçalves e Teônia de Abreu Ferreira. Geografia: Andréia Cristina Barroso Cardoso, Débora Regina Aversan e Sérgio Luiz Damiati. História: Cynthia Moreira Marcucci, Maria Margarete dos Santos e Walter Nicolas Otheguy Fernandez. Sociologia: Alan Vitor Corrêa, Carlos Fernando de Almeida e Tony Shigueki Nakatani. PROFESSORES COORDENADORES DO NÚCLEO PEDAGÓGICO Área de Linguagens Educação Física: Ana Lucia Steidle, Eliana Cristine Budisk de Lima, Fabiana Oliveira da Silva, Isabel Cristina Albergoni, Karina Xavier, Katia Mendes e Silva, Liliane Renata Tank Gullo, Marcia Magali Rodrigues dos Santos, Mônica Antonia Cucatto da Silva, Patrícia Pinto Santiago, Regina Maria Lopes, Sandra Pereira Mendes, Sebastiana Gonçalves Ferreira Viscardi, Silvana Alves Muniz. Língua Estrangeira Moderna (Inglês): Célia Regina Teixeira da Costa, Cleide Antunes Silva, Ednéa Boso, Edney Couto de Souza, Elana Simone Schiavo Caramano, Eliane Graciela dos Santos Santana, Elisabeth Pacheco Lomba Kozokoski, Fabiola Maciel Saldão, Isabel Cristina dos Santos Dias, Juliana Munhoz dos Santos, Kátia Vitorian Gellers, Lídia Maria Batista Bom m, Lindomar Alves de Oliveira, Lúcia Aparecida Arantes, Mauro Celso de Souza, Neusa A. Abrunhosa Tápias, Patrícia Helena Passos, Renata Motta Chicoli Belchior, Renato José de Souza, Sandra Regina Teixeira Batista de Campos e Silmara Santade Masiero. Língua Portuguesa: Andrea Righeto, Edilene Bachega R. Viveiros, Eliane Cristina Gonçalves Ramos, Graciana B. Ignacio Cunha, Letícia M. de Barros L. Viviani, Luciana de Paula Diniz, Márcia Regina Xavier Gardenal, Maria Cristina Cunha Riondet Costa, Maria José de Miranda Nascimento, Maria Márcia Zamprônio Pedroso, Patrícia Fernanda Morande Roveri, Ronaldo Cesar Alexandre Formici, Selma Rodrigues e Sílvia Regina Peres. Área de Matemática Matemática: Carlos Alexandre Emídio, Clóvis Antonio de Lima, Delizabeth Evanir Malavazzi, Edinei Pereira de Sousa, Eduardo Granado Garcia, Evaristo Glória, Everaldo José Machado de Lima, Fabio Augusto Trevisan, Inês Chiarelli Dias, Ivan Castilho, José Maria Sales Júnior, Luciana Moraes Funada, Luciana Vanessa de Almeida Buranello, Mário José Pagotto, Paula Pereira Guanais, Regina Helena de Oliveira Rodrigues, Robson Rossi, Rodrigo Soares de Sá, Rosana Jorge Monteiro, Rosângela Teodoro Gonçalves, Roseli Soares Jacomini, Silvia Ignês Peruquetti Bortolatto e Zilda Meira de Aguiar Gomes. Área de Ciências da Natureza Biologia: Aureli Martins Sartori de Toledo, Evandro Rodrigues Vargas Silvério, Fernanda Rezende Pedroza, Regiani Braguim Chioderoli e Rosimara Santana da Silva Alves. Ciências: Davi Andrade Pacheco, Franklin Julio de Melo, Liamara P. Rocha da Silva, Marceline de Lima, Paulo Garcez Fernandes, Paulo Roberto Orlandi Valdastri, Rosimeire da Cunha e Wilson Luís Prati. Física: Ana Claudia Cossini Martins, Ana Paula Vieira Costa, André Henrique Ghel Ru no, Cristiane Gislene Bezerra, Fabiana Hernandes M. Garcia, Leandro dos Reis Marques, Marcio Bortoletto Fessel, Marta Ferreira Mafra, Rafael Plana Simões e Rui Buosi. Química: Armenak Bolean, Cátia Lunardi, Cirila Tacconi, Daniel B. Nascimento, Elizandra C. S. Lopes, Gerson N. Silva, Idma A. C. Ferreira, Laura C. A. Xavier, Marcos Antônio Gimenes, Massuko S. Warigoda, Roza K. Morikawa, Sílvia H. M. Fernandes, Valdir P. Berti e Willian G. Jesus. Área de Ciências Humanas Filosofia: Álex Roberto Genelhu Soares, Anderson Gomes de Paiva, Anderson Luiz Pereira, Claudio Nitsch Medeiros e José Aparecido Vidal. Geografia: Ana Helena Veneziani Vitor, Célio Batista da Silva, Edison Luiz Barbosa de Souza, Edivaldo Bezerra Viana, Elizete Buranello Perez, Márcio Luiz Verni, Milton Paulo dos Santos, Mônica Estevan, Regina Célia Batista, Rita de Cássia Araujo, Rosinei Aparecida Ribeiro Libório, Sandra Raquel Scassola Dias, Selma Marli Trivellato e Sonia Maria M. Romano. História: Aparecida de Fátima dos Santos Pereira, Carla Flaitt Valentini, Claudia Elisabete Silva, Cristiane Gonçalves de Campos, Cristina de Lima Cardoso Leme, Ellen Claudia Cardoso Doretto, Ester Galesi Gryga, Karin Sant’Ana Kossling, Marcia Aparecida Ferrari Salgado de Barros, Mercia Albertina de Lima Camargo, Priscila Lourenço, Rogerio Sicchieri, Sandra Maria Fodra e Walter Garcia de Carvalho Vilas Boas. Sociologia: Anselmo Luis Fernandes Gonçalves, Celso Francisco do Ó, Lucila Conceição Pereira e Tânia Fetchir. Apoio: Fundação para o Desenvolvimento da Educação - FDE CTP, Impressão e acabamento Log Print Grá ca e Logística S. A.
  72. 72. A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo autoriza a reprodução do conteúdo do material de sua titularidade pelas demais secretarias de educação do país, desde que mantida a integri- dade da obra e dos créditos, ressaltando que direitos autorais protegidos*deverão ser diretamente negociados com seus próprios titulares, sob pena de infração aos artigos da Lei no 9.610/98. * Constituem “direitos autorais protegidos” todas e quaisquer obras de terceiros reproduzidas no material da SEE-SP que não estejam em domínio público nos termos do artigo 41 da Lei de Direitos Autorais. * Nos Cadernos do Programa São Paulo faz escola são indicados sites para o aprofundamento de conhecimentos, como fonte de consulta dos conteúdos apresentados e como referências bibliográficas. Todos esses endereços eletrônicos foram checados. No entanto, como a internet é um meio dinâmico e sujeito a mudanças, a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo não garante que os sites indicados permaneçam acessíveis ou inalterados. * Os mapas reproduzidos no material são de autoria de terceiros e mantêm as características dos originais, no que diz respeito à grafia adotada e à inclusão e composição dos elementos cartográficos (escala, legenda e rosa dos ventos). Ciências Humanas Coordenador de área: Paulo Miceli. Filosofia: Paulo Miceli, Luiza Christov, Adilton Luís Martins e Renê José Trentin Silveira. Geografia: Angela Corrêa da Silva, Jaime Tadeu Oliva, Raul Borges Guimarães, Regina Araujo e Sérgio Adas. História: Paulo Miceli, Diego López Silva, Glaydson José da Silva, Mônica Lungov Bugelli e Raquel dos Santos Funari. Sociologia: Heloisa Helena Teixeira de Souza Martins, Marcelo Santos Masset Lacombe, Melissa de Mattos Pimenta e Stella Christina Schrijnemaekers. Ciências da Natureza Coordenador de área: Luis Carlos de Menezes. Biologia: Ghisleine Trigo Silveira, Fabíola Bovo Mendonça, Felipe Bandoni de Oliveira, Lucilene Aparecida Esperante Limp, Maria Augusta Querubim Rodrigues Pereira, Olga Aguilar Santana, Paulo Roberto da Cunha, Rodrigo Venturoso Mendes da Silveira e Solange Soares de Camargo. Ciências: Ghisleine Trigo Silveira, Cristina Leite, João Carlos Miguel Tomaz Micheletti Neto, Julio Cézar Foschini Lisbôa, Lucilene Aparecida Esperante Limp, Maíra Batistoni e Silva, Maria Augusta Querubim Rodrigues Pereira, Paulo Rogério Miranda Correia, Renata Alves Ribeiro, Ricardo Rechi Aguiar, Rosana dos Santos Jordão, Simone Jaconetti Ydi e Yassuko Hosoume. Física: Luis Carlos de Menezes, Estevam Rouxinol, Guilherme Brockington, Ivã Gurgel, Luís Paulo de Carvalho Piassi, Marcelo de Carvalho Bonetti, Maurício Pietrocola Pinto de Oliveira, Maxwell Roger da Puri cação Siqueira, Sonia Salem e Yassuko Hosoume. Química: Maria Eunice Ribeiro Marcondes, Denilse Morais Zambom, Fabio Luiz de Souza, Hebe Ribeiro da Cruz Peixoto, Isis Valença de Sousa Santos, Luciane Hiromi Akahoshi, Maria Fernanda Penteado Lamas e Yvone Mussa Esperidião. Caderno do Gestor Lino de Macedo, Maria Eliza Fini e Zuleika de Felice Murrie. GESTÃO DO PROCESSO DE PRODUÇÃO EDITORIAL 2014-2017 FUNDAÇÃO CARLOS ALBERTO VANZOLINI Presidente da Diretoria Executiva Antonio Rafael Namur Muscat Vice-presidente da Diretoria Executiva Alberto Wunderler Ramos GESTÃO DE TECNOLOGIAS APLICADAS À EDUCAÇÃO Direção da Área Guilherme Ary Plonski Coordenação Executiva do Projeto Angela Sprenger e Beatriz Scavazza Gestão Editorial Denise Blanes Equipe de Produção Editorial: Amarilis L. Maciel, Angélica dos Santos Angelo, Bóris Fatigati da Silva, Bruno Reis, Carina Carvalho, Carla Fernanda Nascimento, Carolina H. Mestriner, Carolina Pedro Soares, Cíntia Leitão, Eloiza Lopes, Érika Domingues do Nascimento, Flávia Medeiros, Gisele Manoel, Jean Xavier, Karinna Alessandra Carvalho Taddeo, Leandro Calbente Câmara, Leslie Sandes, Mainã Greeb Vicente, Marina Murphy, Michelangelo Russo, Natália S. Moreira, Olivia Frade Zambone, Paula Felix Palma, Priscila Risso, Regiane Monteiro Pimentel Barboza, Rodolfo Marinho, Stella Assumpção Mendes Mesquita, Tatiana F. Souza e Tiago Jonas de Almeida. Direitos autorais e iconografia: Beatriz Fonseca Micsik, Érica Marques, José Carlos Augusto, Juliana Prado da Silva, Marcus Ecclissi, Maria Aparecida Acunzo Forli, Maria Magalhães de Alencastro e Vanessa Leite Rios. Edição e Produção editorial: Jairo Souza Design Grá co e Occy Design projeto grá co . CONCEPÇÃO DO PROGRAMA E ELABORAÇÃO DOS CONTEÚDOS ORIGINAIS COORDENAÇÃO DO DESENVOLVIMENTO DOS CONTEÚDOS PROGRAMÁTICOS DOS CADERNOS DOS PROFESSORES E DOS CADERNOS DOS ALUNOS Ghisleine Trigo Silveira CONCEPÇÃO Guiomar Namo de Mello, Lino de Macedo, Luis Carlos de Menezes, Maria Inês Fini coordenadora e Ruy Berger em memória . AUTORES Linguagens Coordenador de área: Alice Vieira. Arte: Gisa Picosque, Mirian Celeste Martins, Geraldo de Oliveira Suzigan, Jéssica Mami Makino e Sayonara Pereira. Educação Física: Adalberto dos Santos Souza, Carla de Meira Leite, Jocimar Daolio, Luciana Venâncio, Luiz Sanches Neto, Mauro Betti, Renata Elsa Stark e Sérgio Roberto Silveira. LEM – Inglês: Adriana Ranelli Weigel Borges, Alzira da Silva Shimoura, Lívia de Araújo Donnini Rodrigues, Priscila Mayumi Hayama e Sueli Salles Fidalgo. LEM – Espanhol: Ana Maria López Ramírez, Isabel Gretel María Eres Fernández, Ivan Rodrigues Martin, Margareth dos Santos e Neide T. Maia González. Língua Portuguesa: Alice Vieira, Débora Mallet Pezarim de Angelo, Eliane Aparecida de Aguiar, José Luís Marques López Landeira e João Henrique Nogueira Mateos. Matemática Coordenador de área: Nílson José Machado. Matemática: Nílson José Machado, Carlos Eduardo de Souza Campos Granja, José Luiz Pastore Mello, Roberto Perides Moisés, Rogério Ferreira da Fonseca, Ruy César Pietropaolo e Walter Spinelli.
  73. 73. Validade:2014–2017

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