SlideShare uma empresa Scribd logo
1 de 33
ROMANTISMO - REVISÃO Tudo  indica  que o primeiro best-seller foi o livro chamado  “ Os  sofrimentos  do  jovem  Werther”.  O romance  é  escrito  em  primeira pessoa e com poucas personagens. Na época ocorreu, na Europa, uma onda de suicídios, de tão profundo que Goethe fora em suas palavras.
ROMANTISMO - REVISÃO O  Romantismo  está  relacionado  a  dois acontecimentos que mudaram a face da Europa: Revolução Industrial Revolução Francesa
ROMANTISMO - REVISÃO Aristocracia Burguesia Política Econômica Social
ROMANTISMO EM PORTUGAL
O início  da  fase   romântica   na  literatura portuguesa   ocorreu  com a publicação do poema narrativo “Camões”, do autor Almeida Garret, em 1825. Neste  poema  é  expressado uma espécie de biografia  sentimental  de  Luís  Vaz  de Camões.
  Primeira geração romântica portuguesa   - Sobrevivência de características neoclássicas.   - Nacionalismo  - Historicismo, medievalismo  Gerações Românticas I
Gerações Românticas I Terceira geração romântica portuguesa - Diluição das características românticas.  - Pré-realismo    Segunda geração romântica portuguesa   -Mal do século  - Excessos do subjetivismo e do emocionalismo  românticos.  - Irracionalismo  - Escapismo, fantasia  - Pessimismo 
Almeida Garrett: um dos mais  importantes representantes do  Romantismo português. ALMEIDA GARRET Nasceu na cidade do Porto (Portugal) em 1799 e morreu em 1854, na cidade de Lisboa. Seus romances possuíam um forte caráter dramático.    Participou também da política, escrevendo sobre este tema. Produziu textos históricos, críticos e diplomáticos.
SEUS OLHOS Seus olhos – se eu sei pintar    O que os meus olhos cegou –    Não tinham luz de brilhar,    Era chama de queimar;    E o fogo que a ateou    Vivaz, eterno, divino,    Como facho do Destino.  
Almeida Garret Divino, eterno! – e suave    Ao mesmo tempo: mas grave    E de tão fatal poder,    Que, um só momento que a vi,    Queimar toda alma senti...    Nem ficou mais de meu ser,    Senão a cinza em que ardi.
ALEXANDRE HERCULANO Alexandre Herculano -  Nasceu na cidade de  Lisboa em 1810 e morreu em 1877, na cidade de Val-de-lobos. .  Homem de lúcida visão crítica e participante ativo das lutas políticas de seu tempo , destaca-se principalmente como historiador , tendo escrito História de Portugal e da origem e estabelecimento da Inquisição em Portugal .  Herculano foi  o  responsável  pela  introdução  e  pelo  desenvolvimento da narrativa  histórica em Portugal.
Camilo Castelo Branco Consagrado como o melhor  representante  do  Ultra-Romantismo. Camilo Castelo Branco nasceu na cidade de  Lisboa em 1825 e  morreu em 1890 na cidade de São Miguel de Seide. Teve uma vida que pode ser confundida com uma de suas próprias novelas, ou seja, uma vida dramática e tão cheia de atribulações que chega a espelhar as histórias que escreveu. 
AMIGOS Amigos cento e dez, e talvez mais,   eu já contei. Vaidades que eu sentia! Pensei que sobre a terra não havia mais ditoso mortal entre os mortais.   Amigos cento e dez, tão serviçais,   tão zelosos das leis da cortesia, que eu, já farto de os ver, me escapulia às suas curvaturas vertebraís.  
Um dia adoeci profundamente.   Ceguei. Dos cento e dez, houve um somente que não desfez os laços quase rotos.   - Que vamos nós (diziam) lá fazer? Se ele está cego, não nos pode ver". . - Que cento e nove impávidos marotos!   Camilo Castelo Branco
ROMANTISMO NO BRASIL
1ª geração –Valorizavam muito  os  temas  nacionais, fatos históricos e a vida do índio, que era apresentado  como  “bom  selvagem”  e,  portanto,  o  símbolo  cultural  do  Brasil. 2ª geração – Retratavam os temas amorosos levados ao  extremo  e  as  poesias  são  marcadas  por  um profundo pessimismo, valorização da morte, tristeza e uma visão decadente da vida e da sociedade Gerações Românticas
3ª geração – Textos  marcados  por  crítica  social, Castro  Alves  criticou de forma direta a escravidão no  poema  “Navio  Negreiro”. O  autor  mostra em sua  observação  que  os  escravos tinham uma vida antes  da  escravidão. Alguns  eram  reis,  príncipes, pessoas  da  nobreza  arrancadas  de  seu  conforto. Gerações Românticas
Características SUBJETIVISMO  SENTIMENTALISMO  EGOCENTRISMO  PESSIMISMO ESCAPISMO PSICOLÓGICO BYRONISMO  RELIGIOSIDADE NATIVISMO
Gonçalves Dias Gonçalves Dias, poeta, professor,  crítico  de  história,  etnólogo, nasceu  em  Caxias, MA, em  10  de  agosto  de  1823,  e  faleceu em naufrágio, no baixo dos Atins, MA,  em  3  de  novembro  de  1864. É  o  patrono da cadeira  n.  15,  por  escolha  do  fundador Olavo Bilac.  1823 – 1864
CANÇÃO DO EXÍLIO Minha terra tem palmeiras,  Onde canta o Sabiá;  As aves, que aqui gorjeiam,  Não gorjeiam como lá.  Nosso céu tem mais estrelas,  Nossas várzeas têm mais flores,  Nossos bosques têm mais vida,  Nossa vida mais amores. 
Em cismar, sozinho, à noite,  Mais prazer eu encontro lá;  Minha terra tem palmeiras,  Onde canta o Sabiá.  Minha terra tem primores,  Que tais não encontro eu cá;  Em cismar –sozinho, à noite–  Mais prazer eu encontro lá;  Minha terra tem palmeiras,  Onde canta o Sabiá. 
Não permita Deus que eu morra,  Sem  que  eu  volte  para  lá;   Sem que disfrute os primores     Que não encontro por cá;  Sem qu'inda aviste as palmeiras,  Onde canta o Sabiá.    Gonçalves Dias
Álvares de Azevedo 1831 -1852 A obra de Álvares de  Azevedo apresenta linguagem  inconfun- dível, em cujo vocabulário  são constantes  as palavras  que ex- pressam seu estado de  espírito, a  fuga  do  poeta  da  realidade, sua busca incessante pelo amor, a  procura  pela  vida boêmia, o vício, a morte, a noite, a mulher.
SE EU MORRESSE AMANHÃ Se eu morresse amanhã, viria ao menos  Fechar meus olhos minha triste irmã;  Minha mãe de saudades morreria  Se eu morresse amanhã! Quanta glória pressinto em meu futuro!  Que aurora de porvir e que manhã!  Eu perdera chorando essas coroas  Se eu morresse amanhã! Que sol! que céu azul! que dove n'alva  Acorda a natureza mais loucã! Não me batera tanto amor no peito Se eu morresse amanhã!
Mas essa dor da vida que devora A ânsia de glória, o dolorido afã... A dor no peito emudecera ao menos  Se eu morresse amanhã! Álvares de Azevedo
Castro Alves 1847 – 1871 Antônio  Frederico  de Castro Alves,  poeta,  nasceu  em Muritiba, BA, em 14 de março de  1847, e  faleceu  em Salvador, BA, em 6 de julho de 1871.  É  o patrono da  Cadeira nº 7 da Academia Brasileira de Letras,  por  escolha  do fundador  Valentim Magalhães.
NAVIO NEGREIRO III       Desce do espaço imenso, ó águia do oceano!  Desce mais ... inda mais... não pode olhar humano  Como o teu mergulhar no brigue voador!  Mas que vejo eu aí... Que quadro d'amarguras!  É canto funeral! ... Que tétricas figuras! ...  Que cena infame e vil... Meu Deus! Meu Deus! Que horror!   
IV Era um sonho dantesco... o tombadilho   Que das luzernas avermelha o brilho.  Em sangue a se banhar.  Tinir de ferros... estalar de açoite...   Legiões de homens negros como a noite,  Horrendos a dançar...  Negras mulheres, suspendendo às tetas   Magras crianças, cujas bocas pretas   Rega o sangue das mães:   Outras moças, mas nuas e espantadas,   No turbilhão de espectros arrastadas,  Em ânsia e mágoa vãs
E ri-se a orquestra irônica, estridente...  E da ronda fantástica a serpente   Faz doudas espirais ...  Se o velho arqueja, se no chão resvala,   Ouvem-se gritos... o chicote estala.  E voam mais e mais...  Presa nos elos de uma só cadeia,   A multidão faminta cambaleia,  E chora e dança ali!  Um de raiva delira, outro enlouquece,   Outro, que martírios embrutece,  Cantando, geme e ri!
No entanto o capitão manda a manobra,  E após fitando o céu que se desdobra,  Tão puro sobre o mar,  Diz do fumo entre os densos nevoeiros:  "Vibrai rijo o chicote, marinheiros!  Fazei-os mais dançar!..."  E ri-se a orquestra irônica, estridente. . .  E da ronda fantástica a serpente            Faz doudas espirais...  Qual um sonho dantesco as sombras voam!...  Gritos, ais, maldições, preces ressoam!            E ri-se Satanás!...     Castro Alves
 
 
CONCLUSÃO Compreendemos  que  o  Romantismo, não  passou  de uma forma de repudiar  as regras que  contornavam  e  preenchiam  o  campo  literário  da  época  que,  Juntamente  com  a  ideologia  vigente,  traziam  um  Enorme  descontentamento. Este  momento  em  que a  Literatura presenciava, talvez fosse o  marco principal Para  a  d efinitiva  liberdade  de  expressão  do pensamento, que  viria  se  firmar  tardiamente com o Modernismo.

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

Mais procurados (20)

Realismo em portugal
Realismo em portugalRealismo em portugal
Realismo em portugal
 
Barroco
Barroco Barroco
Barroco
 
Características do romantismo
Características do romantismoCaracterísticas do romantismo
Características do romantismo
 
2ª geração modenista (POESIA)
2ª geração modenista (POESIA)2ª geração modenista (POESIA)
2ª geração modenista (POESIA)
 
segunda geração romântica
segunda geração românticasegunda geração romântica
segunda geração romântica
 
Segunda geração do modernismo
Segunda geração do modernismoSegunda geração do modernismo
Segunda geração do modernismo
 
Slide realismo
Slide realismoSlide realismo
Slide realismo
 
Romantismo poesia - 2ª geração
Romantismo   poesia -  2ª geraçãoRomantismo   poesia -  2ª geração
Romantismo poesia - 2ª geração
 
Realismo e naturalismo resumo
Realismo e naturalismo   resumoRealismo e naturalismo   resumo
Realismo e naturalismo resumo
 
Eugenio De Andrade
Eugenio De AndradeEugenio De Andrade
Eugenio De Andrade
 
Ricardo reis
Ricardo reisRicardo reis
Ricardo reis
 
Arcadismo
ArcadismoArcadismo
Arcadismo
 
Arcadismo
ArcadismoArcadismo
Arcadismo
 
Modernismo
ModernismoModernismo
Modernismo
 
Romantismo no Brasil
Romantismo no BrasilRomantismo no Brasil
Romantismo no Brasil
 
Modernismo em portugal
Modernismo em portugalModernismo em portugal
Modernismo em portugal
 
Modernismo em portugal e fernando pessoa
Modernismo em portugal e fernando pessoaModernismo em portugal e fernando pessoa
Modernismo em portugal e fernando pessoa
 
O Modernismo
O ModernismoO Modernismo
O Modernismo
 
Primeiras manifestações literárias no Brasil (séc. xvi xviii)
Primeiras manifestações literárias no Brasil (séc. xvi   xviii)Primeiras manifestações literárias no Brasil (séc. xvi   xviii)
Primeiras manifestações literárias no Brasil (séc. xvi xviii)
 
Álvaro de Campos - "Ode Triunfal"
Álvaro de Campos - "Ode Triunfal"Álvaro de Campos - "Ode Triunfal"
Álvaro de Campos - "Ode Triunfal"
 

Destaque

Slides Romantismo
Slides RomantismoSlides Romantismo
Slides Romantismomix1981
 
Romantismo em portugal aula 03
Romantismo em portugal   aula 03Romantismo em portugal   aula 03
Romantismo em portugal aula 03xipolito
 
Primeira Geração do Romantismo
Primeira Geração do RomantismoPrimeira Geração do Romantismo
Primeira Geração do RomantismoLidiane Kuster
 
Romantismo no Brasil(trabalho 2ºano)
Romantismo no Brasil(trabalho 2ºano)Romantismo no Brasil(trabalho 2ºano)
Romantismo no Brasil(trabalho 2ºano)FOLHA NAZA
 
Romantismo no Brasil - 1ª geração
Romantismo no Brasil - 1ª geraçãoRomantismo no Brasil - 1ª geração
Romantismo no Brasil - 1ª geraçãoQuezia Neves
 
Romantismo No Brasil
Romantismo No BrasilRomantismo No Brasil
Romantismo No Brasilmartinsramon
 
Romantismo em Portugal
Romantismo em PortugalRomantismo em Portugal
Romantismo em PortugalNathalyNara
 
Estética Romântica e o Romantismo em Portugal
Estética Romântica e o Romantismo em PortugalEstética Romântica e o Romantismo em Portugal
Estética Romântica e o Romantismo em Portugalelenir duarte dias
 
O romantismo da segunda geração
O romantismo da segunda geraçãoO romantismo da segunda geração
O romantismo da segunda geraçãoAntonio Minharro
 
2ª Geração do Romantismo
2ª Geração do Romantismo2ª Geração do Romantismo
2ª Geração do RomantismoGabriel Luck
 
O romantismo
O romantismoO romantismo
O romantismoPeroVaz
 
Slide introdução ao romantismo
Slide introdução ao romantismoSlide introdução ao romantismo
Slide introdução ao romantismoElaine Chiullo
 
O romantismo na arquitetura e na pintura
O romantismo na arquitetura e na pinturaO romantismo na arquitetura e na pintura
O romantismo na arquitetura e na pinturaCarlos Pinheiro
 
O romantismo em Portugal (Romanticism in Portugal)
O romantismo em Portugal (Romanticism in Portugal)O romantismo em Portugal (Romanticism in Portugal)
O romantismo em Portugal (Romanticism in Portugal)Isabelle Ribeiro
 

Destaque (20)

Slides Romantismo
Slides RomantismoSlides Romantismo
Slides Romantismo
 
Romantismo em portugal aula 03
Romantismo em portugal   aula 03Romantismo em portugal   aula 03
Romantismo em portugal aula 03
 
Romantismo
RomantismoRomantismo
Romantismo
 
Romantismo I
Romantismo IRomantismo I
Romantismo I
 
O romantismo
O romantismoO romantismo
O romantismo
 
Romantismo
RomantismoRomantismo
Romantismo
 
Romantismo em Portugal
Romantismo em PortugalRomantismo em Portugal
Romantismo em Portugal
 
Primeira Geração do Romantismo
Primeira Geração do RomantismoPrimeira Geração do Romantismo
Primeira Geração do Romantismo
 
Romantismo
RomantismoRomantismo
Romantismo
 
Romantismo no Brasil(trabalho 2ºano)
Romantismo no Brasil(trabalho 2ºano)Romantismo no Brasil(trabalho 2ºano)
Romantismo no Brasil(trabalho 2ºano)
 
Romantismo no Brasil - 1ª geração
Romantismo no Brasil - 1ª geraçãoRomantismo no Brasil - 1ª geração
Romantismo no Brasil - 1ª geração
 
Romantismo No Brasil
Romantismo No BrasilRomantismo No Brasil
Romantismo No Brasil
 
Romantismo em Portugal
Romantismo em PortugalRomantismo em Portugal
Romantismo em Portugal
 
Estética Romântica e o Romantismo em Portugal
Estética Romântica e o Romantismo em PortugalEstética Romântica e o Romantismo em Portugal
Estética Romântica e o Romantismo em Portugal
 
O romantismo da segunda geração
O romantismo da segunda geraçãoO romantismo da segunda geração
O romantismo da segunda geração
 
2ª Geração do Romantismo
2ª Geração do Romantismo2ª Geração do Romantismo
2ª Geração do Romantismo
 
O romantismo
O romantismoO romantismo
O romantismo
 
Slide introdução ao romantismo
Slide introdução ao romantismoSlide introdução ao romantismo
Slide introdução ao romantismo
 
O romantismo na arquitetura e na pintura
O romantismo na arquitetura e na pinturaO romantismo na arquitetura e na pintura
O romantismo na arquitetura e na pintura
 
O romantismo em Portugal (Romanticism in Portugal)
O romantismo em Portugal (Romanticism in Portugal)O romantismo em Portugal (Romanticism in Portugal)
O romantismo em Portugal (Romanticism in Portugal)
 

Semelhante a ROMANTISMO

Panorama da literatura ii a partir do romantismo
Panorama da literatura ii   a partir do romantismoPanorama da literatura ii   a partir do romantismo
Panorama da literatura ii a partir do romantismoDilmara Faria
 
slides-aula-Romantismo-no-Brasil-poesia.pptx
slides-aula-Romantismo-no-Brasil-poesia.pptxslides-aula-Romantismo-no-Brasil-poesia.pptx
slides-aula-Romantismo-no-Brasil-poesia.pptxGANHADODINHEIRO
 
Noite na Taverna
Noite na TavernaNoite na Taverna
Noite na TavernaKauan_ts
 
slides-aula-Romantismo-no-Brasil-poesia.ppt
slides-aula-Romantismo-no-Brasil-poesia.pptslides-aula-Romantismo-no-Brasil-poesia.ppt
slides-aula-Romantismo-no-Brasil-poesia.pptMnicaOliveira567571
 
slides-aula-Romantismo-no-Brasil-poesia.ppt
slides-aula-Romantismo-no-Brasil-poesia.pptslides-aula-Romantismo-no-Brasil-poesia.ppt
slides-aula-Romantismo-no-Brasil-poesia.pptaldair55
 
slides-aula-Romantismo-no-Brasil-poesia.ppt
slides-aula-Romantismo-no-Brasil-poesia.pptslides-aula-Romantismo-no-Brasil-poesia.ppt
slides-aula-Romantismo-no-Brasil-poesia.pptEdilmaBrando1
 
slides-aula-Romantismo-no-Brasil-poesia.ppt
slides-aula-Romantismo-no-Brasil-poesia.pptslides-aula-Romantismo-no-Brasil-poesia.ppt
slides-aula-Romantismo-no-Brasil-poesia.pptWandersonBarros16
 
português%20trabalho.pptx
português%20trabalho.pptxportuguês%20trabalho.pptx
português%20trabalho.pptxDAYNARASANTOS3
 
slides-aula-Romantismo-no-Brasil-poesia.ppt
slides-aula-Romantismo-no-Brasil-poesia.pptslides-aula-Romantismo-no-Brasil-poesia.ppt
slides-aula-Romantismo-no-Brasil-poesia.pptsolsioli
 
Lira dos vinte anos andré,douglas, luis augusto
Lira dos vinte anos  andré,douglas, luis augustoLira dos vinte anos  andré,douglas, luis augusto
Lira dos vinte anos andré,douglas, luis augustoteresakashino
 
Resumos das obras derek e isabella 2º b
Resumos das obras   derek e isabella 2º bResumos das obras   derek e isabella 2º b
Resumos das obras derek e isabella 2º bteresakashino
 
“O Romantismo olha o mundo de forma apaixonada e ideal”
“O Romantismo olha o mundo de forma apaixonada e ideal”“O Romantismo olha o mundo de forma apaixonada e ideal”
“O Romantismo olha o mundo de forma apaixonada e ideal”Thalita Dias
 
Romantismo - poesia - brasil
Romantismo - poesia - brasilRomantismo - poesia - brasil
Romantismo - poesia - brasilJosi Motta
 

Semelhante a ROMANTISMO (20)

Romantismo
RomantismoRomantismo
Romantismo
 
Romantismo
RomantismoRomantismo
Romantismo
 
Panorama da literatura ii a partir do romantismo
Panorama da literatura ii   a partir do romantismoPanorama da literatura ii   a partir do romantismo
Panorama da literatura ii a partir do romantismo
 
Antologia poética
Antologia poéticaAntologia poética
Antologia poética
 
slides-aula-Romantismo-no-Brasil-poesia.pptx
slides-aula-Romantismo-no-Brasil-poesia.pptxslides-aula-Romantismo-no-Brasil-poesia.pptx
slides-aula-Romantismo-no-Brasil-poesia.pptx
 
Noite na Taverna
Noite na TavernaNoite na Taverna
Noite na Taverna
 
slides-aula-Romantismo-no-Brasil-poesia.ppt
slides-aula-Romantismo-no-Brasil-poesia.pptslides-aula-Romantismo-no-Brasil-poesia.ppt
slides-aula-Romantismo-no-Brasil-poesia.ppt
 
slides-aula-Romantismo-no-Brasil-poesia.ppt
slides-aula-Romantismo-no-Brasil-poesia.pptslides-aula-Romantismo-no-Brasil-poesia.ppt
slides-aula-Romantismo-no-Brasil-poesia.ppt
 
slides-aula-Romantismo-no-Brasil-poesia.ppt
slides-aula-Romantismo-no-Brasil-poesia.pptslides-aula-Romantismo-no-Brasil-poesia.ppt
slides-aula-Romantismo-no-Brasil-poesia.ppt
 
slides-aula-Romantismo-no-Brasil-poesia.ppt
slides-aula-Romantismo-no-Brasil-poesia.pptslides-aula-Romantismo-no-Brasil-poesia.ppt
slides-aula-Romantismo-no-Brasil-poesia.ppt
 
português%20trabalho.pptx
português%20trabalho.pptxportuguês%20trabalho.pptx
português%20trabalho.pptx
 
slides-aula-Romantismo-no-Brasil-poesia.ppt
slides-aula-Romantismo-no-Brasil-poesia.pptslides-aula-Romantismo-no-Brasil-poesia.ppt
slides-aula-Romantismo-no-Brasil-poesia.ppt
 
Lira dos vinte anos andré,douglas, luis augusto
Lira dos vinte anos  andré,douglas, luis augustoLira dos vinte anos  andré,douglas, luis augusto
Lira dos vinte anos andré,douglas, luis augusto
 
Romantismo
RomantismoRomantismo
Romantismo
 
Toda a Literatura
Toda a LiteraturaToda a Literatura
Toda a Literatura
 
Resumos das obras derek e isabella 2º b
Resumos das obras   derek e isabella 2º bResumos das obras   derek e isabella 2º b
Resumos das obras derek e isabella 2º b
 
“O Romantismo olha o mundo de forma apaixonada e ideal”
“O Romantismo olha o mundo de forma apaixonada e ideal”“O Romantismo olha o mundo de forma apaixonada e ideal”
“O Romantismo olha o mundo de forma apaixonada e ideal”
 
Romantismo - poesia - brasil
Romantismo - poesia - brasilRomantismo - poesia - brasil
Romantismo - poesia - brasil
 
Romantismo.ppt
Romantismo.pptRomantismo.ppt
Romantismo.ppt
 
Romantismo.ppt
Romantismo.pptRomantismo.ppt
Romantismo.ppt
 

Último

SQL Parte 1 - Criação de Banco de Dados.pdf
SQL Parte 1 - Criação de Banco de Dados.pdfSQL Parte 1 - Criação de Banco de Dados.pdf
SQL Parte 1 - Criação de Banco de Dados.pdfAndersonW5
 
APH- Avaliação de cena , analise geral do ambiente e paciente.
APH- Avaliação de cena , analise geral do ambiente e paciente.APH- Avaliação de cena , analise geral do ambiente e paciente.
APH- Avaliação de cena , analise geral do ambiente e paciente.HandersonFabio
 
Peça de teatro infantil: A cigarra e as formigas
Peça de teatro infantil: A cigarra e as formigasPeça de teatro infantil: A cigarra e as formigas
Peça de teatro infantil: A cigarra e as formigasBibliotecaViatodos
 
Apostila-Letramento-e-alfabetização-2.pdf
Apostila-Letramento-e-alfabetização-2.pdfApostila-Letramento-e-alfabetização-2.pdf
Apostila-Letramento-e-alfabetização-2.pdflbgsouza
 
O Reizinho Autista.pdf - livro maravilhoso
O Reizinho Autista.pdf - livro maravilhosoO Reizinho Autista.pdf - livro maravilhoso
O Reizinho Autista.pdf - livro maravilhosoVALMIRARIBEIRO1
 
Nós Propomos! Sertã 2024 - Geografia C - 12º ano
Nós Propomos! Sertã 2024 - Geografia C - 12º anoNós Propomos! Sertã 2024 - Geografia C - 12º ano
Nós Propomos! Sertã 2024 - Geografia C - 12º anoIlda Bicacro
 
Testes de avaliação português 6º ano .pdf
Testes de avaliação português 6º ano .pdfTestes de avaliação português 6º ano .pdf
Testes de avaliação português 6º ano .pdfCsarBaltazar1
 
o-homem-que-calculava-malba-tahan-1_123516.pdf
o-homem-que-calculava-malba-tahan-1_123516.pdfo-homem-que-calculava-malba-tahan-1_123516.pdf
o-homem-que-calculava-malba-tahan-1_123516.pdfCarolineNunes80
 
Apresentação sobre Robots e processos educativos
Apresentação sobre Robots e processos educativosApresentação sobre Robots e processos educativos
Apresentação sobre Robots e processos educativosFernanda Ledesma
 
UFCD_9184_Saúde, nutrição, higiene, segurança, repouso e conforto da criança ...
UFCD_9184_Saúde, nutrição, higiene, segurança, repouso e conforto da criança ...UFCD_9184_Saúde, nutrição, higiene, segurança, repouso e conforto da criança ...
UFCD_9184_Saúde, nutrição, higiene, segurança, repouso e conforto da criança ...Manuais Formação
 
Slides Lição 07, Central Gospel, As Duas Testemunhas Do Final Dos Tempos.pptx
Slides Lição 07, Central Gospel, As Duas Testemunhas Do Final Dos Tempos.pptxSlides Lição 07, Central Gospel, As Duas Testemunhas Do Final Dos Tempos.pptx
Slides Lição 07, Central Gospel, As Duas Testemunhas Do Final Dos Tempos.pptxLuizHenriquedeAlmeid6
 
transcrição fonética para aulas de língua
transcrição fonética para aulas de línguatranscrição fonética para aulas de língua
transcrição fonética para aulas de línguaKelly Mendes
 
4 ano atividade fonema e letra 08.03-1.pdf
4 ano atividade fonema e letra 08.03-1.pdf4 ano atividade fonema e letra 08.03-1.pdf
4 ano atividade fonema e letra 08.03-1.pdfLindinhaSilva1
 
QUESTÃO 4 Os estudos das competências pessoais é de extrema importância, pr...
QUESTÃO 4   Os estudos das competências pessoais é de extrema importância, pr...QUESTÃO 4   Os estudos das competências pessoais é de extrema importância, pr...
QUESTÃO 4 Os estudos das competências pessoais é de extrema importância, pr...azulassessoria9
 
ufcd_9649_Educação Inclusiva e Necessidades Educativas Especificas_índice.pdf
ufcd_9649_Educação Inclusiva e Necessidades Educativas Especificas_índice.pdfufcd_9649_Educação Inclusiva e Necessidades Educativas Especificas_índice.pdf
ufcd_9649_Educação Inclusiva e Necessidades Educativas Especificas_índice.pdfManuais Formação
 
Gramática - Texto - análise e construção de sentido - Moderna.pdf
Gramática - Texto - análise e construção de sentido - Moderna.pdfGramática - Texto - análise e construção de sentido - Moderna.pdf
Gramática - Texto - análise e construção de sentido - Moderna.pdfKelly Mendes
 
Aparatologia na estética - Cavitação, radiofrequência e lipolaser.pdf
Aparatologia na estética - Cavitação, radiofrequência e lipolaser.pdfAparatologia na estética - Cavitação, radiofrequência e lipolaser.pdf
Aparatologia na estética - Cavitação, radiofrequência e lipolaser.pdfAbdLuxemBourg
 
1. Aula de sociologia - 1º Ano - Émile Durkheim.pdf
1. Aula de sociologia - 1º Ano - Émile Durkheim.pdf1. Aula de sociologia - 1º Ano - Émile Durkheim.pdf
1. Aula de sociologia - 1º Ano - Émile Durkheim.pdfaulasgege
 

Último (20)

SQL Parte 1 - Criação de Banco de Dados.pdf
SQL Parte 1 - Criação de Banco de Dados.pdfSQL Parte 1 - Criação de Banco de Dados.pdf
SQL Parte 1 - Criação de Banco de Dados.pdf
 
APH- Avaliação de cena , analise geral do ambiente e paciente.
APH- Avaliação de cena , analise geral do ambiente e paciente.APH- Avaliação de cena , analise geral do ambiente e paciente.
APH- Avaliação de cena , analise geral do ambiente e paciente.
 
Peça de teatro infantil: A cigarra e as formigas
Peça de teatro infantil: A cigarra e as formigasPeça de teatro infantil: A cigarra e as formigas
Peça de teatro infantil: A cigarra e as formigas
 
Apostila-Letramento-e-alfabetização-2.pdf
Apostila-Letramento-e-alfabetização-2.pdfApostila-Letramento-e-alfabetização-2.pdf
Apostila-Letramento-e-alfabetização-2.pdf
 
O Reizinho Autista.pdf - livro maravilhoso
O Reizinho Autista.pdf - livro maravilhosoO Reizinho Autista.pdf - livro maravilhoso
O Reizinho Autista.pdf - livro maravilhoso
 
Nós Propomos! Sertã 2024 - Geografia C - 12º ano
Nós Propomos! Sertã 2024 - Geografia C - 12º anoNós Propomos! Sertã 2024 - Geografia C - 12º ano
Nós Propomos! Sertã 2024 - Geografia C - 12º ano
 
Testes de avaliação português 6º ano .pdf
Testes de avaliação português 6º ano .pdfTestes de avaliação português 6º ano .pdf
Testes de avaliação português 6º ano .pdf
 
o-homem-que-calculava-malba-tahan-1_123516.pdf
o-homem-que-calculava-malba-tahan-1_123516.pdfo-homem-que-calculava-malba-tahan-1_123516.pdf
o-homem-que-calculava-malba-tahan-1_123516.pdf
 
Apresentação sobre Robots e processos educativos
Apresentação sobre Robots e processos educativosApresentação sobre Robots e processos educativos
Apresentação sobre Robots e processos educativos
 
UFCD_9184_Saúde, nutrição, higiene, segurança, repouso e conforto da criança ...
UFCD_9184_Saúde, nutrição, higiene, segurança, repouso e conforto da criança ...UFCD_9184_Saúde, nutrição, higiene, segurança, repouso e conforto da criança ...
UFCD_9184_Saúde, nutrição, higiene, segurança, repouso e conforto da criança ...
 
Slides Lição 07, Central Gospel, As Duas Testemunhas Do Final Dos Tempos.pptx
Slides Lição 07, Central Gospel, As Duas Testemunhas Do Final Dos Tempos.pptxSlides Lição 07, Central Gospel, As Duas Testemunhas Do Final Dos Tempos.pptx
Slides Lição 07, Central Gospel, As Duas Testemunhas Do Final Dos Tempos.pptx
 
transcrição fonética para aulas de língua
transcrição fonética para aulas de línguatranscrição fonética para aulas de língua
transcrição fonética para aulas de língua
 
662938.pdf aula digital de educação básica
662938.pdf aula digital de educação básica662938.pdf aula digital de educação básica
662938.pdf aula digital de educação básica
 
Poema - Maio Laranja
Poema - Maio Laranja Poema - Maio Laranja
Poema - Maio Laranja
 
4 ano atividade fonema e letra 08.03-1.pdf
4 ano atividade fonema e letra 08.03-1.pdf4 ano atividade fonema e letra 08.03-1.pdf
4 ano atividade fonema e letra 08.03-1.pdf
 
QUESTÃO 4 Os estudos das competências pessoais é de extrema importância, pr...
QUESTÃO 4   Os estudos das competências pessoais é de extrema importância, pr...QUESTÃO 4   Os estudos das competências pessoais é de extrema importância, pr...
QUESTÃO 4 Os estudos das competências pessoais é de extrema importância, pr...
 
ufcd_9649_Educação Inclusiva e Necessidades Educativas Especificas_índice.pdf
ufcd_9649_Educação Inclusiva e Necessidades Educativas Especificas_índice.pdfufcd_9649_Educação Inclusiva e Necessidades Educativas Especificas_índice.pdf
ufcd_9649_Educação Inclusiva e Necessidades Educativas Especificas_índice.pdf
 
Gramática - Texto - análise e construção de sentido - Moderna.pdf
Gramática - Texto - análise e construção de sentido - Moderna.pdfGramática - Texto - análise e construção de sentido - Moderna.pdf
Gramática - Texto - análise e construção de sentido - Moderna.pdf
 
Aparatologia na estética - Cavitação, radiofrequência e lipolaser.pdf
Aparatologia na estética - Cavitação, radiofrequência e lipolaser.pdfAparatologia na estética - Cavitação, radiofrequência e lipolaser.pdf
Aparatologia na estética - Cavitação, radiofrequência e lipolaser.pdf
 
1. Aula de sociologia - 1º Ano - Émile Durkheim.pdf
1. Aula de sociologia - 1º Ano - Émile Durkheim.pdf1. Aula de sociologia - 1º Ano - Émile Durkheim.pdf
1. Aula de sociologia - 1º Ano - Émile Durkheim.pdf
 

ROMANTISMO

  • 1. ROMANTISMO - REVISÃO Tudo indica que o primeiro best-seller foi o livro chamado “ Os sofrimentos do jovem Werther”. O romance  é escrito em primeira pessoa e com poucas personagens. Na época ocorreu, na Europa, uma onda de suicídios, de tão profundo que Goethe fora em suas palavras.
  • 2. ROMANTISMO - REVISÃO O Romantismo está relacionado a dois acontecimentos que mudaram a face da Europa: Revolução Industrial Revolução Francesa
  • 3. ROMANTISMO - REVISÃO Aristocracia Burguesia Política Econômica Social
  • 5. O início da fase  romântica  na literatura portuguesa   ocorreu com a publicação do poema narrativo “Camões”, do autor Almeida Garret, em 1825. Neste poema é expressado uma espécie de biografia sentimental de Luís Vaz de Camões.
  • 6.   Primeira geração romântica portuguesa   - Sobrevivência de características neoclássicas.   - Nacionalismo  - Historicismo, medievalismo Gerações Românticas I
  • 7. Gerações Românticas I Terceira geração romântica portuguesa - Diluição das características românticas.  - Pré-realismo   Segunda geração romântica portuguesa   -Mal do século  - Excessos do subjetivismo e do emocionalismo românticos.  - Irracionalismo  - Escapismo, fantasia  - Pessimismo 
  • 8. Almeida Garrett: um dos mais importantes representantes do Romantismo português. ALMEIDA GARRET Nasceu na cidade do Porto (Portugal) em 1799 e morreu em 1854, na cidade de Lisboa. Seus romances possuíam um forte caráter dramático. Participou também da política, escrevendo sobre este tema. Produziu textos históricos, críticos e diplomáticos.
  • 9. SEUS OLHOS Seus olhos – se eu sei pintar    O que os meus olhos cegou –    Não tinham luz de brilhar,    Era chama de queimar;    E o fogo que a ateou    Vivaz, eterno, divino,    Como facho do Destino.  
  • 10. Almeida Garret Divino, eterno! – e suave    Ao mesmo tempo: mas grave    E de tão fatal poder,    Que, um só momento que a vi,    Queimar toda alma senti...    Nem ficou mais de meu ser,    Senão a cinza em que ardi.
  • 11. ALEXANDRE HERCULANO Alexandre Herculano - Nasceu na cidade de Lisboa em 1810 e morreu em 1877, na cidade de Val-de-lobos. . Homem de lúcida visão crítica e participante ativo das lutas políticas de seu tempo , destaca-se principalmente como historiador , tendo escrito História de Portugal e da origem e estabelecimento da Inquisição em Portugal . Herculano foi o responsável pela introdução e pelo desenvolvimento da narrativa histórica em Portugal.
  • 12. Camilo Castelo Branco Consagrado como o melhor representante do Ultra-Romantismo. Camilo Castelo Branco nasceu na cidade de Lisboa em 1825 e morreu em 1890 na cidade de São Miguel de Seide. Teve uma vida que pode ser confundida com uma de suas próprias novelas, ou seja, uma vida dramática e tão cheia de atribulações que chega a espelhar as histórias que escreveu. 
  • 13. AMIGOS Amigos cento e dez, e talvez mais,   eu já contei. Vaidades que eu sentia! Pensei que sobre a terra não havia mais ditoso mortal entre os mortais.   Amigos cento e dez, tão serviçais,   tão zelosos das leis da cortesia, que eu, já farto de os ver, me escapulia às suas curvaturas vertebraís.  
  • 14. Um dia adoeci profundamente.   Ceguei. Dos cento e dez, houve um somente que não desfez os laços quase rotos.   - Que vamos nós (diziam) lá fazer? Se ele está cego, não nos pode ver". . - Que cento e nove impávidos marotos!   Camilo Castelo Branco
  • 16. 1ª geração –Valorizavam muito os temas nacionais, fatos históricos e a vida do índio, que era apresentado como “bom selvagem” e, portanto, o símbolo cultural do Brasil. 2ª geração – Retratavam os temas amorosos levados ao extremo e as poesias são marcadas por um profundo pessimismo, valorização da morte, tristeza e uma visão decadente da vida e da sociedade Gerações Românticas
  • 17. 3ª geração – Textos marcados por crítica social, Castro Alves criticou de forma direta a escravidão no poema “Navio Negreiro”. O autor mostra em sua observação que os escravos tinham uma vida antes da escravidão. Alguns eram reis, príncipes, pessoas da nobreza arrancadas de seu conforto. Gerações Românticas
  • 18. Características SUBJETIVISMO SENTIMENTALISMO EGOCENTRISMO PESSIMISMO ESCAPISMO PSICOLÓGICO BYRONISMO RELIGIOSIDADE NATIVISMO
  • 19. Gonçalves Dias Gonçalves Dias, poeta, professor, crítico de história, etnólogo, nasceu em Caxias, MA, em 10 de agosto de 1823, e faleceu em naufrágio, no baixo dos Atins, MA, em 3 de novembro de 1864. É o patrono da cadeira n. 15, por escolha do fundador Olavo Bilac. 1823 – 1864
  • 20. CANÇÃO DO EXÍLIO Minha terra tem palmeiras,  Onde canta o Sabiá;  As aves, que aqui gorjeiam,  Não gorjeiam como lá.  Nosso céu tem mais estrelas,  Nossas várzeas têm mais flores,  Nossos bosques têm mais vida,  Nossa vida mais amores. 
  • 21. Em cismar, sozinho, à noite,  Mais prazer eu encontro lá;  Minha terra tem palmeiras,  Onde canta o Sabiá.  Minha terra tem primores,  Que tais não encontro eu cá;  Em cismar –sozinho, à noite–  Mais prazer eu encontro lá;  Minha terra tem palmeiras,  Onde canta o Sabiá. 
  • 22. Não permita Deus que eu morra,  Sem que eu volte para lá;  Sem que disfrute os primores   Que não encontro por cá;  Sem qu'inda aviste as palmeiras,  Onde canta o Sabiá.  Gonçalves Dias
  • 23. Álvares de Azevedo 1831 -1852 A obra de Álvares de Azevedo apresenta linguagem inconfun- dível, em cujo vocabulário são constantes as palavras que ex- pressam seu estado de espírito, a fuga do poeta da realidade, sua busca incessante pelo amor, a procura pela vida boêmia, o vício, a morte, a noite, a mulher.
  • 24. SE EU MORRESSE AMANHÃ Se eu morresse amanhã, viria ao menos  Fechar meus olhos minha triste irmã;  Minha mãe de saudades morreria  Se eu morresse amanhã! Quanta glória pressinto em meu futuro!  Que aurora de porvir e que manhã!  Eu perdera chorando essas coroas  Se eu morresse amanhã! Que sol! que céu azul! que dove n'alva  Acorda a natureza mais loucã! Não me batera tanto amor no peito Se eu morresse amanhã!
  • 25. Mas essa dor da vida que devora A ânsia de glória, o dolorido afã... A dor no peito emudecera ao menos  Se eu morresse amanhã! Álvares de Azevedo
  • 26. Castro Alves 1847 – 1871 Antônio Frederico de Castro Alves, poeta, nasceu em Muritiba, BA, em 14 de março de 1847, e faleceu em Salvador, BA, em 6 de julho de 1871. É o patrono da Cadeira nº 7 da Academia Brasileira de Letras, por escolha do fundador Valentim Magalhães.
  • 27. NAVIO NEGREIRO III       Desce do espaço imenso, ó águia do oceano!  Desce mais ... inda mais... não pode olhar humano  Como o teu mergulhar no brigue voador!  Mas que vejo eu aí... Que quadro d'amarguras!  É canto funeral! ... Que tétricas figuras! ...  Que cena infame e vil... Meu Deus! Meu Deus! Que horror!   
  • 28. IV Era um sonho dantesco... o tombadilho   Que das luzernas avermelha o brilho.  Em sangue a se banhar.  Tinir de ferros... estalar de açoite...   Legiões de homens negros como a noite,  Horrendos a dançar...  Negras mulheres, suspendendo às tetas   Magras crianças, cujas bocas pretas   Rega o sangue das mães:   Outras moças, mas nuas e espantadas,   No turbilhão de espectros arrastadas,  Em ânsia e mágoa vãs
  • 29. E ri-se a orquestra irônica, estridente...  E da ronda fantástica a serpente   Faz doudas espirais ...  Se o velho arqueja, se no chão resvala,   Ouvem-se gritos... o chicote estala.  E voam mais e mais...  Presa nos elos de uma só cadeia,   A multidão faminta cambaleia,  E chora e dança ali!  Um de raiva delira, outro enlouquece,   Outro, que martírios embrutece,  Cantando, geme e ri!
  • 30. No entanto o capitão manda a manobra,  E após fitando o céu que se desdobra,  Tão puro sobre o mar,  Diz do fumo entre os densos nevoeiros:  "Vibrai rijo o chicote, marinheiros!  Fazei-os mais dançar!..."  E ri-se a orquestra irônica, estridente. . .  E da ronda fantástica a serpente            Faz doudas espirais...  Qual um sonho dantesco as sombras voam!...  Gritos, ais, maldições, preces ressoam!            E ri-se Satanás!...    Castro Alves
  • 31.  
  • 32.  
  • 33. CONCLUSÃO Compreendemos que o Romantismo, não passou de uma forma de repudiar as regras que contornavam e preenchiam o campo literário da época que, Juntamente com a ideologia vigente, traziam um Enorme descontentamento. Este momento em que a Literatura presenciava, talvez fosse o marco principal Para a d efinitiva liberdade de expressão do pensamento, que viria se firmar tardiamente com o Modernismo.