Sobrevivendo os séculos

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Sobrevivendo os séculos

  1. 1. Sobrevivendo os séculos Por George McCready Price Sob o símbolo das duas testemunhas o capítulo 11 do Apocalipse apresenta umamemorável profecia a respeito da circulação admirável da Bíblia nesses nossos dias, otempo do fim. Estas duas testemunhas (que são o Velho e o Novo Testamento) são descritoscomo sendo profetizado, ou feito o seu trabalho apontado por 1260 dias (ou anos)embora vestidos de saco. No fim deste período eles são mortos e estão sem sepulturapor um curto tempo, após o qual eles são ressuscitados e ascendem aos céus em umanuvem, enquanto os seus inimigos olhavam admirados. Obviamente a passagem toda édesignada para mostrar a mudança de status com respeito às Sagradas Escrituras.Durante longo século a Palavra Escrita de Deus sobreviveu somente sob perigos edificuldades sem número. Mas em nossos dias é traduzida em mais de mil línguas edialetos e é despachada às toneladas e como carga de navio a todos os cantos do mundo.Do ponto de vista de Deus e do universo, que vê esta disseminação universal da Bíbliaem nossos dias, é sem dúvida o mais importante evento na terra desde o Calvário e oPentecostes. Nós precisamos nos lembrar que durante os primeiros vinte e cinco séculos dahistória humana nenhuma Bíblia existia em qualquer parte, nenhuma revelação escritada vontade de Deus para o homem. Então devagar, durante século após século, escritosdivinamente inspirados começavam a aparecer. Mas até mais ou menos a metade do primeiro século depois de Cristo, os homenspossuíam apenas o que nós agora chamamos o Velho Testamento. E quão poucas ecustosas eram as cópias! O Velho Testamento é realmente uma livraria de muitos livros.Cada cópia tinha que ser escrita à mão, uma escrita difícil, e somente escrita porespecialistas especialmente treinados para o trabalho. A adição do Novo Testamentoaumentou o tamanho da biblioteca e as despesas. Por mais de outros mil anos , até a
  2. 2. invenção da imprensa, uma cópia completa da Bíblia sempre custava o equivalente dosalário de um homem preparado um ano inteiro, ou ao redor do que nós hoje pagamospor um bom automóvel. Considerando a quase universal pobreza e ignorância de todosos tempos que precederam o nosso próprio, lamentavelmente quão poucas eram ascópias da Bíblia existentes, e quão poucos podiam possuir uma cópia para si mesmos! Nós precisamos também nos lembrar que exceto nos tempos muito modernos nãoexistiam dicionários em qualquer língua para auxiliar a explicar palavras e frasesdifíceis. Nem havia uma muleta mental como uma concordância para ajudar a localizaruma passagem somente fracamente lembrada. Estes fatos juntamente com o jeitovisivelmente absurdo e difícil de manusear rolos ou mesmo códices de pergaminho (osúltimos não existiam nos tempos do Velho Testamento), nos fazem admirar pela íntimafamiliaridade com todos os outros escritos mostrados pelo apóstolo S. João noApocalipse, que está absolutamente saturado com citações e alusões aos escritosproféticos do Velho Testamento. Mas esta profecia a respeito das duas testemunhas prediz um estado distintamentediferente dos negócios no fim da história do mundo. O último capítulo de Daniel predizque no tempo do fim muitos correriam de um lado para outro, e o conhecimentoaumentaria (Dan. 12:4). Esta passagem no Apocalipse a respeito das duas testemunhaspode ser considerado um aumento e comentário de um lado do texto de Daniel, pois dáo que na realidade é o mais importante aspecto da profecia de Daniel, isto é, o enormeaumento na compreensão da mensagem de Deus para o gênero humano e sua circulaçãoem forma impressa entre todos os povos e em todas as línguas. Esta disseminaçãoglobal da Bíblia seria um evento absolutamente único e sem precedentes na históriahumana . Ao nós olharmos para atrás sobre a história do trabalho de Deus durante os longosséculos, nós o vemos caracterizado por curtos períodos de reavivamento, alternandocom longos períodos de degenerescência e trevas. Contrariando a opinião geral, oprimeiro século do mundo foi de grande luz moral e espiritual. Ellen G. White declara:"Apesar da impiedade do mundo antediluviano, aquela época não era, comofreqüentemente tem sido suposto, de ignorância e barbárie. Ao povo concedeu-se a oportunidade de atingir uma elevada norma de moral e adiantamentointelectual..."As vantagens dos homens daquela época para adquirirem conhecimento deDeus mediante Suas obras, nunca foram desde então igualadas. E, assim,longe de ser uma era de trevas religiosas, foi ela de grande luz. Todo o mundoteve oportunidade de receber instrução de Adão, e os que temiam ao Senhortinham também a Cristo e os anjos como seus instrutores. E tiveram umatestemunha silenciosa da verdade, no jardim de Deus, que durante tantosséculos permaneceu entre os homens. Na porta do Paraíso, guardada pelosquerubins, revelava-se a glória de Deus, e para ali vinham os primeirosadoradores. Ali erguiam os seus altares, e apresentavam suas ofertas. Foi alique Caim e Abel trouxeram seus sacrifícios, e Deus condescendeu emcomunicar-Se com eles..."Apesar da iniqüidade que prevalecia, havia uma linhagem de homens santosque, elevados e enobrecidos pela comunhão com Deus, viviam como que nacompanhia do Céu. Eram homens de sólido intelecto, de maravilhosasconhecimentos. Tinham uma grande e santa missão: desenvolver um caráterde justiça, ensinar a lição da piedade, não somente para os homens de seutempo, mas para as gerações futuras." – Patriarcas e Profetas, pp. 82, 83, 84,
  3. 3. Nós precisamos lembrar que Adão viveu para ver a nova geração de suaposteridade. Por centenas de anos sete gerações estavam vivendo contemporaneamentesobre a terra. O grande envolvimento da vida de vários dos antigos patriarcas tanto antescomo depois do Dilúvio explica como as instruções divinas podiam facilmente sertransmitidas desde Adão até a família à qual Abraão pertencia. Por exemplo, Sem viveuaté Abraão ter 150 anos de idade. Assim em linhagem ininterrupta a verdade de Deuspodia ser passada adiante, e todos os que quisessem podiam saber as grandes promessasde Deus para a salvação do pecado e os gloriosos galardões da obediência. Eles nãotinham Bíblia; mas os ensinos paternos acurados, sob as bênçãos de Deus, eramamplamente suficientes para conseguir os propósitos graciosos da redenção. Entre as muitas vozes que nos chama hoje de todo o lado, é de máximaimportância que nós saibamos a qual atender. Qual é de Deus, em harmonia com oscéus e tudo que é bom e verdadeiro e elevado? Quais são os espíritos do mal,procurando desviar-nos à perdição? Estes problemas de escolha, que envolvem a vida ea morte, pressionam a todo o indivíduo moderno toda a hora desperta do dia. Como oanjo Gabriel disse a Daniel, "nenhum dos perversos entenderá; mas os sábiosentenderão" (Dan. 12:10). Através de todos os tempos antigos, ou ao menos até ao tempo da volta doCativeiro Babilônico, os israelitas sempre enfrentavam o problema de escolher entre overdadeiro profeta de Deus e os falsos. Eles tinham a Palavra Escrita de Deus desde otempo de Moisés; e estes escritos sagrados continham a parte maior do que nós agorachamamos os livros do Velho Testamento. Até o tempo mencionado aparentementepoucos, se alguns dos escritos dos profetas falsos chegaram à circulação comum. Mas desde o período da volta do exílio, numerosos escritos seculares e espúrios,que os sábios agora chamam apocalípticos, começaram a se multiplicar; e desde entãoos investigadores da verdade tinham que decidir quais eram de Deus e quais não o eram.Estes escritos apocalípticos eram obviamente imitações de tais escritos como as visõesde Daniel, mas eram eles inspirados pelo mesmo espírito como era o seu?Indubitavelmente muitas pessoas destes dias estavam inclinadas a classificá-los todosconjuntamente, incapazes de discernir qualquer grande diferença entre eles. Mas entãocomo sempre as palavras de Jesus eram verdadeiras: "As minhas ovelhas ouvem aminha voz; eu as conheço, e elas me seguem." João 10:27. Nos tempos do Novo Testamento estes escritos espúrios tinham se multiplicado, eno período pós-apostólico eles aumentaram grandemente em número e em apelosconfusos e enganosos. Praticamente todo pedaço de literatura que veio a nós dos assimchamados "pais apostólicos" são deste caráter, uma mistura do bem e do mal. Desde este tempo aos nossos o povo que deseja saber a verdade tem buscadodiscernir, não tanto entre os verdadeiros e os falsos profetas vivos, mas entre os escritosverdadeiros e falsos. Hoje em dia vozes encantadoras são ouvidas no ar pelo rádio etelevisão e por todos os outros meios concebíveis de propaganda. Nenhum povo emqualquer tempo anterior foi jamais "tão espanado por palavras", boas e más, e obrigadoconstantemente a se decidir entre elas. Quão imperativo que continuemos a decidir deacordo com Isaías 8:20! Quando o espírito imundo da tradição e temor é lançado fora, o homem modernose jacta de ser "livre". Ele declara ter uma mente aberta. O relatório de Gênesis nãorestringe mais a imaginação a respeito da origem do mundo; os trovões do Sinai nãomais o incomodam em questões de ética ou moral. Ele está estritamente dependendo desi, e sua "mente aberta" tem apenas um critério: se ele gosta de uma idéia ou não gosta.
  4. 4. Por exemplo, Einstein não somente se congratulou que ele era suficientementeamplo de compreensão de descrer da idéia de um Deus pessoal e de substituir umateoria panteísta, mas ele então procedeu de abandonar a cosmologia de Newton, queimplicava que o universo devia ter alguma maneira de centro ou sede administrativa, aoredor da qual as partes do universo revolvem. Assim, depois de liquidar este ponto devista, ele declarou: "Nós assim nos livramos da concepção sem gosto de que o universomaterial devia possuir alguma coisa da natureza de um centro". The theory of Relativity,Fourth ed., pp. 106,107. Em outras palavras, Einstein, como tantos outros modernos,usou seu gosto ou a falta dele, para decidir sua compreensão a respeito do universo esua origem e então se jactar de ser científico. Em nossos dias cada pessoa na vida pública é vítima do bombardeio do rádio,pelo correio, e por todas os outros meios da moderna massa de comunicação por meioda qual os sete outros espíritos, piores que o primeiro, procuram entrar no vácuo feitopela partida do ocupante original. Pouco admira que "agora o poder de Satanás de tentare enganar é dez vezes maior do que o foi nos dias dos apóstolos". Spiritual Gifts, Vol. 2,p. 277. Também devemos reconhecer que certas partes da Bíblia são especiais paranossos dias, tendo sido apropriadas para a última parte dos últimos dias. Outras partestêm sido de especial importância em outros tempos. E nós precisamos discernir. Para ilustrar pelo que é talvez um caso extremo: Alguns dos capítulos do VelhoTestamento consistindo de longas listas de nomes podem parecer de pouco interesse ouimportância para nós, mas eles eram muito interessantes e importantes naquele tempoem que foram escritos, e eles podem vir a ser de importância outra vez. A. H. Sayce, eminente arqueólogo de Oxford, certa vez declarou que algumasdestas longas listas de nomes são muito importantes nas investigações de arqueologia.Eles o convenceram e a muitos outros da extrema exatidão destes antigos relatórios emostravam que estes relatórios devem ser de origem divina. No próprio mérito da questão, estas predições divinas a respeito do fim da históriahumana são agora, para nossos dias de importância especial e deviam ter nossa atençãoespecial. Quando ouvirdes alguém diminuindo seus estudos como "doutrinas" e não"práticos" apenas fazei- uma pequena oração. "Pai, perdoa-lhes, porque não sabem oque fazem"."Ao nos aproximarmos do fim da história deste mundo, devem as profeciasrelativas aos últimos dias exigir especialmente nosso estudo. O último livro dosescritos do Novo Testamento, está cheio de verdade que precisamoscompreender". – Testemunhos para Ministros, p. 116. E ainda:"Quando os livros de Daniel e Apocalipse forem bem compreendidos, terão oscrentes uma experiência religiosa inteiramente diferente". – Ibid. p. 114. E que Deus nos dê uma tal experiência. Mais uma vez:"Quando nós, como um povo, compreendermos o que este livro (o Apocalipse)para nós significa, ver-se-á entre nós grande reavivamento". – Ibid. p. 113. Para este grande reavivamento estudemos e oremos todos."Quando vier, porém, o Espírito de verdade, ele vos guiará a toda a verdade".João 16:13. ""Se, porém, algum de vós necessita de sabedoria, peça-a a Deus, que a todosdá liberalmente e nada lhes impropera; e ser-lhe-á concedida". Tiago 1:5.
  5. 5. Com estas e semelhantes promessas diante de si, um homem não tem maisdesculpa de permanecer ignorante ou em perplexidade do que ele tem de permanecerum pecador. "Nenhum dos "ímpios entenderá; mas os sábios entenderão". Daniel 11:10

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