O livro de Daniel em julgamentoO livro de Daniel contém profecias sobrenaturais que partiram do tempo de Daniel, eestender...
críticos e dos racionalistas, profetizar — predizer eventos futuros — é impossível.Daniel tornou-se um alvo favorito. Na r...
filho de Nabonido, mas sim de Nabucodonosor. Alguns insistem em que Daniel nemmesmo faz alusão à existência de Nabonido. N...
ano de Jeoiaquim foi o primeiro ano de Nabucodonosor. (Jeremias 25:1; 46:2)Contradizia Daniel a Jeremias? Com mais informa...
19 Surge outro contraste. Daniel mostra que Nabucodonosor podia criar e mudar leis àvontade. Dario não podia fazer nada pa...
canônico. Além disso, a evidência sugere que o cânon das Escrituras Hebraicas foiencerrado muito antes do segundo século a...
28 No entanto, consideremos por fim a maior de todas as testemunhas da autenticidadede Daniel — o próprio Jesus Cristo. Na...
imediatos dele, mesmo que para o bem deles."Nabonido estava ausente quando Babilônia caiu. De modo que Belsazar é corretam...
potência mundial. Além disso, se o livro de Daniel tivesse sido escrito durante osegundo século a.C., quando a cultura e a...
Próximos SlideShares
Carregando em…5
×

O livro de daniel em julgamento

1.817 visualizações

Publicada em

0 comentários
0 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

  • Seja a primeira pessoa a gostar disto

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
1.817
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
45
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
21
Comentários
0
Gostaram
0
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

O livro de daniel em julgamento

  1. 1. O livro de Daniel em julgamentoO livro de Daniel contém profecias sobrenaturais que partiram do tempo de Daniel, eestenderam-se centenas de anos à frente (Dn2:7). Daniel 11 apresenta uma amplitude dedetalhadas profecias, que vão desde o reinado de Ciro, o Grande, ao reinado doanticristo, do milênio, e até ao fim dos tempos e à eternidade. O registro do movimentode nações e de eventos é tão preciso, que soa como se fosse um relato de fatos históricosdo passado, narrados por uma testemunha ocular. Entretanto, os eruditos conservadoresfixam para o livro de Daniel uma data anterior a todos esses eventos. O próprio livroreivindica ser uma previsão profética (cf. 9:24ss).Para evitar a conclusão de que a profecia de Daniel foi decorrente de uma revelaçãosobrenatural dada por Deus, eruditos da atualidade propuseram uma série deexplicações, incluindo uma datação posterior. Entretanto, a precisão histórica doregistro feito por Daniel confirma ter sido uma obra do século VI a.C, e a melhorconclusão é a de que o livro de Daniel é uma revelação de Deus sobre eventoshistóricos que para o profeta estavam no futuro. Para nós, muitos deles ainda hoje estãono futuro.IMAGINE que você esteja num tribunal, presenciando um importante julgamento. Umhomem é acusado de fraude. O promotor insiste em que o homem é culpado. Noentanto, o acusado já por muito tempo tem a reputação de ser íntegro. Não estaria vocêinteressado em ouvir a evidência apresentada pela defesa?Você está numa situação similar quando se trata do livro bíblico de Daniel. Seu escritorera um homem famoso pela sua integridade. O livro que leva seu nome tem gozado dealta estima por milhares de anos. Apresenta-se como História autêntica, escrita porDaniel, profeta hebreu, que viveu durante o sétimo e o sexto século a.C.. A cronologiabíblica exata mostra que seu livro abrange o período desde cerca de 618 até 536 a.C., eque estava terminado nesta última data. Mas o livro é alvo de acusações. Algumasenciclopédias e outras obras de referência dão a entender ou afirmam diretamente queele é uma fraude.Por exemplo, The New Encyclopædia Britannica admite que o livro de Daniel eraantigamente "de modo geral considerado como história verídica, contendo profeciagenuína". A Britannica afirma que, na realidade, porém, Daniel "foi escrito numa épocaposterior de crise nacional — quando os judeus sofriam severa perseguição sob [o reisírio] Antíoco IV Epifânio". A enciclopédia data o livro entre 167 e 164 a.C.. Estamesma obra afirma que o escritor do livro de Daniel não profetiza o futuro, massimplesmente apresenta "eventos que para ele são história passada como se fossemprofecias de acontecimentos futuros".De onde surgiram tais idéias? A crítica ao livro de Daniel não é novidade. Ela começoulá no terceiro século, com um filósofo de nome Porfírio. Assim como muitos outros noImpério Romano, ele se sentia ameaçado pela influência do cristianismo. Escreveu 15livros para minar esta "nova" religião. O 12.° foi dirigido contra o livro de Daniel.Porfírio declarou que o livro era uma falsificação, escrita por um judeu no segundoséculo a.C.. Ataques similares surgiram nos séculos 18 e 19. No conceito dos altos
  2. 2. críticos e dos racionalistas, profetizar — predizer eventos futuros — é impossível.Daniel tornou-se um alvo favorito. Na realidade, ele e seu livro foram levados ajulgamento em tribunal. Os críticos afirmavam ter ampla prova de que o livro não foraescrito por Daniel durante o exílio dos judeus em Babilônia, mas por outra pessoaséculos mais tarde. Esses ataques tornaram-se tão profusos, que um autor até mesmoescreveu uma defesa, chamada de Daniel in the Critics’ Den (Daniel na Cova dosCríticos).Há alguma prova para as afirmações confiantes dos críticos? Ou é a defesa apoiada pelaevidência? Há muito envolvido nisso. Não se trata apenas da reputação deste livroantigo, mas envolve também o nosso futuro. Se o livro de Daniel for uma fraude, entãosuas promessas quanto ao futuro da humanidade, no melhor dos casos, são apenaspalavras ao vento. Mas, se contiver profecias genuínas, então, sem dúvida, você estaráansioso de saber o que elas significam para nós hoje em dia. Com isso em mente,examinemos alguns dos ataques lançados contra Daniel.Por exemplo, veja a acusação feita em The Encyclopedia Americana: "Muitospormenores históricos dos períodos anteriores [tais como o do exílio babilônico] foramgrandemente distorcidos" em Daniel. Será que é mesmo assim? Consideremos três dosalegados erros, um por vez.O CASO DO MONARCA QUE FALTADaniel escreveu que Belsazar, um "filho" de Nabucodonosor, governava como rei emBabilônia quando a cidade foi derrubada. (Daniel 5:1, 11, 18, 22, 30) Os críticos pormuito tempo atacaram este ponto porque o nome de Belsazar não era encontrado emparte alguma fora da Bíblia. Mas, historiadores antigos identificavam Nabonido, umsucessor de Nabucodonosor, como o último dos reis babilônicos. Neste respeito, em1850, Ferdinand Hitzig disse que Belsazar obviamente era produto da imaginação doescritor. Mas, não lhe parece que a opinião de Hitzig é um pouco precipitada? Afinal,será que não se mencionar este rei — especialmente num período sobre o qual osregistros históricos admitidamente eram escassos — prova realmente que ele nuncaexistiu? De qualquer modo, em 1854 desenterraram-se alguns pequenos cilindros deargila nas ruínas da antiga cidade babilônica de Ur, no que agora é o sul do Iraque.Esses documentos cuneiformes, do Rei Nabonido, incluíam uma oração a favor de "Bel-sar-ussur, meu filho mais velho". Até mesmo os críticos tiveram de concordar: este erao Belsazar do livro de Daniel.No entanto, os críticos não ficaram satisfeitos. "Isto não prova nada", escreveu umdeles, de nome H. F. Talbot. Ele levantou a acusação de que o filho mencionado nestainscrição podia ter sido apenas uma criança, ao passo que Daniel o apresenta como reireinante. No entanto, apenas um ano depois de se publicarem as observações de Talbot,desenterraram-se mais tabuinhas cuneiformes, que se referiam a Belsazar como tendosecretários e domésticos. Portanto, ele não era uma criança! Por fim, outras tabuinhasremataram o assunto, relatando que Nabonido passava anos a fio fora de Babilônia.Estas tabuinhas mostravam também que, durante esses períodos, ele ‘confiava oreinado’ de Babilônia ao seu filho mais velho (Belsazar). Nessas épocas, Belsazar era narealidade o rei — co-regente de seu pai.Alguns críticos, ainda insatisfeitos, queixam-se de que a Bíblia não chama a Belsazar de
  3. 3. filho de Nabonido, mas sim de Nabucodonosor. Alguns insistem em que Daniel nemmesmo faz alusão à existência de Nabonido. No entanto, ambas as objeções nãoresistem a exame. Parece que Nabonido casou-se com a filha de Nabucodonosor. Istofaria de Belsazar o neto de Nabucodonosor. Nem a língua hebraica nem a aramaica têmpalavras para "avô" ou "neto"; "filho de" pode significar "neto de" ou mesmo"descendente de". (Note Mateus 1:1.) Além disso, o relato bíblico permite aidentificação de Belsazar como filho de Nabonido. Quando a ominosa escrita à mão naparede aterrorizou o desesperado Belsazar, ele ofereceu o terceiro lugar no reino a quemsoubesse decifrar as palavras. (Daniel 5:7) Por que o terceiro e não o segundo? Estaoferta dá a entender que o primeiro e o segundo lugar já estavam ocupados. E realmenteestavam — por Nabonido e por seu filho, Belsazar.De modo que a menção de Belsazar por Daniel não é evidência de história ‘muitodistorcida’. Ao contrário, Daniel — embora não escrevesse a história de Babilônia —fornece uma visão mais detalhada da monarquia babilônica do que os antigoshistoriadores seculares, tais como Heródoto, Xenofonte e Beroso. Por que conseguiuDaniel registrar fatos que lhes escaparam? Porque ele estava lá em Babilônia. Seu livroé obra duma testemunha ocular, não dum impostor de séculos posteriores.QUEM ERA DARIO, O MEDO?Daniel relata que, quando Babilônia foi derrubada, começou a governar um rei chamado"Dario, o medo". (Daniel 5:31) Ainda não se encontrou o nome de Dario, o medo, emfontes seculares ou arqueológicas. De modo que The New Encyclopædia Britannicaafirma que este Dario é "um personagem fictício".Alguns eruditos foram mais cautelosos. Afinal, os críticos também chamavam antes aBelsazar de "fictício". Sem dúvida, o caso de Dario mostrará ser similar. Tabuinhascuneiformes já revelaram que Ciro, o persa, não assumiu logo após a conquista o títulode "Rei de Babilônia". Um pesquisador sugere: "Quem quer que levasse o título de ‘Reide Babilônia’ era um rei vassalo sob Ciro, não o próprio Ciro." Poderia ter sido Dario onome ou título de governante dum poderoso oficial medo, encarregado de Babilônia?Alguns sugerem que Dario pode ter sido um homem chamado Gubaru. Ciro empossouGubaru como governador em Babilônia, e registros seculares confirmam que elegovernou com considerável poder. Uma tabuinha cuneiforme diz que ele nomeousubgovernadores de Babilônia. É interessante notar que Daniel menciona que Dariodesignou 120 sátrapas para governarem o reino de Babilônia. — Daniel 6:1.Com o tempo talvez surja mais evidência direta da identidade exata deste rei. Dequalquer modo, o aparente silêncio da arqueologia neste respeito dificilmente é motivopara classificar Dario de "fictício", e muito menos para rejeitar todo o livro de Danielcomo fraudulento. É muito mais razoável encarar o relato de Daniel como o de umatestemunha ocular com mais pormenores do que os registros seculares quesobreviveram.O REINADO DE JEOIAQUIM14 Daniel 1:1 reza: "No terceiro ano do reinado de Jeoiaquim, rei de Judá, chegou aJerusalém Nabucodonosor, rei de Babilônia, e passou a sitiá-la." Os críticos têmquestionado este texto, porque não parece concordar com Jeremias, que diz que o quarto
  4. 4. ano de Jeoiaquim foi o primeiro ano de Nabucodonosor. (Jeremias 25:1; 46:2)Contradizia Daniel a Jeremias? Com mais informações, este assunto é logo esclarecido.Quando Jeoiaquim pela primeira vez foi constituído rei pelo Faraó Neco, em 628 a.C.,ele se tornou um fantoche daquele governante egípcio. Isto foi cerca de três anos antesde Nabucodonosor suceder a seu pai no trono de Babilônia, em 624 a.C.. Logo depois(em 620 a.C.), Nabucodonosor invadiu Judá e fez de Jeoiaquim um rei vassalo sobBabilônia. (2 Reis 23:34; 24:1) Para o judeu que vivesse em Babilônia, o "terceiro ano"de Jeoiaquim seria o terceiro ano de serviço deste rei como vassalo de Babilônia. Danielescreveu deste ponto de vista. Jeremias, porém, escreveu do ponto de vista dos judeusque moravam lá em Jerusalém. De modo que se referiu ao reinado de Jeoiaquim comotendo começado quando Faraó Neco o fez rei.15 Realmente, pois, esta alegada discrepância só aumenta a evidência de que Danielescreveu seu livro em Babilônia, enquanto estava entre os judeus exilados. Mas há outragrande lacuna neste argumento contra o livro de Daniel. Lembre-se de que é evidenteque o escritor de Daniel tinha disponível o livro de Jeremias e até mesmo recorreu a ele.(Daniel 9:2) Se o escritor de Daniel fosse um falsificador engenhoso, conforme oscríticos afirmam, será que ele se arriscaria a contradizer uma fonte tão respeitada comoJeremias — e isso logo no primeiro versículo do seu livro? Claro que não!PORMENORES REVELADORES16 Deixemos agora de lado os pontos negativos e enfoquemos os positivos. Considerealguns outros pormenores no livro de Daniel, que indicam que o escritor tinhaconhecimento de primeira mão dos tempos sobre os quais escreveu.17 A familiaridade de Daniel com pormenores sutis, referentes à antiga Babilônia, éevidência convincente da autenticidade do seu relato. Por exemplo, Daniel 3:1-6 relataque Nabucodonosor mandou erigir uma enorme imagem para ser adorada por todo opovo. Arqueólogos têm encontrado outras evidências de que este monarca procuravaenvolver mais o seu povo em práticas nacionalistas e religiosas. De forma similar,Daniel registra a atitude jactanciosa de Nabucodonosor referente aos seus muitosprojetos de construção. (Daniel 4:30) É só nos tempos modernos que os arqueólogostêm confirmado que Nabucodonosor, de fato, foi responsável por muitas dasconstruções feitas em Babilônia. Quanto à jactância — ora, o homem mandou que seunome fosse estampado nos próprios tijolos! Os críticos de Daniel não conseguemexplicar como seu suposto falsificador da época dos macabeus (167-63 a.C.) podia tersabido de tais projetos de construção — uns quatro séculos depois destes e muito antesde os arqueólogos os terem trazido à luz.18 O livro de Daniel revela também algumas diferenças básicas entre a lei babilônica ea medo-persa. Por exemplo, sob a lei babilônica, os três companheiros de Daniel foramlançados numa fornalha ardente por se recusarem a obedecer à ordem do rei. Décadasmais tarde, Daniel foi lançado numa cova de leões por se negar a obedecer a uma leipersa, que violava a sua consciência. (Daniel 3:6; 6:7-9) Alguns têm tentado rejeitar orelato da fornalha ardente afirmando ser uma lenda, mas arqueólogos encontraram atéuma carta da antiga Babilônia que menciona especificamente esta forma de punição.Para os medos e para os persas, porém, o fogo era sagrado. De modo que recorriam aoutras formas horrendas de punição. Por isso, a cova dos leões não é surpresa.
  5. 5. 19 Surge outro contraste. Daniel mostra que Nabucodonosor podia criar e mudar leis àvontade. Dario não podia fazer nada para mudar ‘as leis dos medos e dos persas’ —nem mesmo as decretadas por ele! (Daniel 2:5, 6, 24, 46-49; 3:10, 11, 29; 6:12-16) Ohistoriador John C. Whitcomb escreve: "A história antiga confirma esta diferença entrea Babilônia, onde a lei estava sujeita ao rei, e a Medo-Pérsia, onde o rei estava sujeito àlei."20 O relato emocionante sobre a festa de Belsazar, registrado no capítulo 5 de Daniel, érico em pormenores. Pelo visto, começou com uma animada refeição e bastante bebida,pois há diversas referências a vinho. (Daniel 5:1, 2, 4) Deveras, entalhes em relevo defestas similares mostram apenas o consumo de vinho. Aparentemente, o vinho era entãoextremamente importante em tais festividades. Daniel menciona também que haviamulheres presentes neste banquete — as esposas secundárias e as concubinas do rei.(Daniel 5:3, 23) Os arqueólogos confirmam este pormenor do costume babilônico. Aidéia de esposas participarem com homens numa festividade era objetável aos judeus eaos gregos na era macabéia. Este talvez seja o motivo de as primeiras versões datradução de Daniel na Septuaginta grega omitirem a menção dessas mulheres. Noentanto, o suposto falsificador do livro de Daniel teria vivido na mesma culturahelenizada (grega), e talvez até mesmo durante a mesma era, em que se produziu aSeptuaginta!21 Em vista desses pormenores, parece quase incrível que a Britannica descreva o autordo livro de Daniel como tendo apenas um conhecimento "limitado e inexato" dostempos do exílio. Como poderia qualquer falsificador de séculos posteriores ter tidotanta familiaridade com os antigos costumes babilônicos e persas? Lembre-se tambémde que ambos os impérios entraram em declínio muito antes do segundo século a.C..Evidentemente, lá naquele tempo não havia nenhum arqueólogo; nem se orgulhavam osjudeus daquela época de ter conhecimento de culturas e história estrangeiras. SomenteDaniel, o profeta, testemunha ocular dos tempos e dos eventos que descreveu, pode terescrito o livro bíblico que leva o seu nome.HÁ PROVAS EXTERNAS DE QUE DANIEL SEJA UMA FALSIFICAÇÃO?22 Um dos argumentos mais comuns contra o livro de Daniel envolve seu lugar nocânon das Escrituras Hebraicas. Os rabinos antigos organizaram os livros das EscriturasHebraicas em três grupos: a Lei, os Profetas e os Escritos. Não alistaram Daniel entre osProfetas, mas entre os Escritos. Isto significa, argumentam os críticos, que o livro nãodeve ter sido conhecido na época em que as obras dos outros profetas foramcompiladas. Foi agrupado entre os Escritos supostamente porque esses foramcompilados mais tarde.23 No entanto, nem todos os pesquisadores da Bíblia concordam que os rabinos antigostenham dividido o cânon de tal maneira rígida ou que tenham excluído Daniel dosProfetas. Não obstante, mesmo que os rabinos tenham alistado Daniel entre os Escritos,provaria isso que foi escrito numa data posterior? Não. Eruditos de boa reputação têmsugerido várias razões pelas quais os rabinos talvez tivessem excluído Daniel dosProfetas. Por exemplo, talvez o tivessem feito porque o livro os ofendia ou porqueachavam que o próprio Daniel era diferente dos outros profetas, por ter ocupado umcargo secular num país estrangeiro. De qualquer modo, o que realmente importa é: osjudeus antigos tinham profundo respeito pelo livro de Daniel e o consideravam
  6. 6. canônico. Além disso, a evidência sugere que o cânon das Escrituras Hebraicas foiencerrado muito antes do segundo século a.C.. Simplesmente não se permitiramacréscimos posteriores, nem de alguns livros escritos durante o segundo século a.C..24 É irônico que uma dessas obras posteriores, rejeitada, tenha sido usada comoargumento contra o livro de Daniel. O livro apócrifo de Eclesiástico, de Jesus BenSirac, evidentemente foi composto por volta de 180 a.C.. Os críticos gostam de salientarque Daniel é omitido na longa lista de homens justos no livro. Argumentam que Danielnão deve ter sido conhecido na época. Este argumento é amplamente aceito entreeruditos. Mas, considere o seguinte: a mesma lista omite Esdras e Mordecai (ambosgrandes heróis aos olhos dos judeus pós-exílicos), o bom Rei Jeosafá e o homem reto,Jó; de todos os juízes, menciona apenas Samuel. Visto que esses homens são omitidosnuma lista que não afirma ser exaustiva, ocorrendo num livro não-canônico, será quetemos de rejeitar a todos eles como fictícios? A mera idéia disso é absurda.TESTEMUNHO EXTERNO EM FAVOR DE DANIEL25 Voltemos de novo a atenção para os pontos positivos. Sugeriu-se que nenhum outrolivro das Escrituras Hebraicas é tão bem atestado como o de Daniel. Para ilustrar isso:Josefo, o famoso historiador judeu, atesta a sua autenticidade. Ele diz que Alexandre, oGrande, durante a guerra contra a Pérsia, no quarto século a.C., veio a Jerusalém, ondeos sacerdotes lhe mostraram uma cópia do livro de Daniel. O próprio Alexandre chegouà conclusão de que as palavras da profecia de Daniel, que lhe foram mostradas,referiam-se à sua campanha militar envolvendo a Pérsia. Isso teria sido cerca de umséculo e meio antes da "falsificação" sugerida pelos críticos. Naturalmente, os críticostêm atacado Josefo referente a esta passagem. Também o atacam por ele ter mencionadoque algumas profecias no livro de Daniel se cumpriram. No entanto, conformeobservou o historiador Joseph D. Wilson, "[Josefo] provavelmente sabia mais sobre oassunto do que todos os críticos do mundo".26 A autenticidade do livro de Daniel recebeu ainda mais apoio com a descoberta dosRolos do Mar Morto nas cavernas de Qumran, em Israel. O que surpreende é quenumerosos rolos e fragmentos entre os achados, descobertos em 1952, são do livro deDaniel. O mais antigo foi datado do fim do segundo século a.C.. Portanto, já naquelaépoca, o livro de Daniel era bem conhecido e amplamente respeitado. The ZondervanPictorial Encyclopedia of the Bible (A Enciclopédia Pictórica da Bíblia, da Zondervan)observa: "A datação macabéia de Daniel tem de ser abandonada agora, nem que sejapor ser impossível que tenha havido um intervalo suficiente entre a composição deDaniel e seu aparecimento na forma de cópias na biblioteca duma seita religiosa dosmacabeus."27 No entanto, há uma confirmação muito mais antiga e mais confiável para o livro deDaniel. Um dos contemporâneos de Daniel foi o profeta Ezequiel. Ele também serviucomo profeta durante o exílio babilônico. O livro de Ezequiel menciona diversas vezes aDaniel por nome. (Ezequiel 14:14, 20; 28:3) Estas referências mostram que, mesmodurante a sua vida, no sexto século a.C., Daniel já era bem conhecido como homemjusto e sábio, digno de ser mencionado ao lado de Noé e de Jó, que temiam a Deus.O MAIOR TESTEMUNHO
  7. 7. 28 No entanto, consideremos por fim a maior de todas as testemunhas da autenticidadede Daniel — o próprio Jesus Cristo. Na sua consideração dos últimos dias, Jesusmenciona "Daniel, o profeta", e uma das profecias de Daniel. — Mateus 24:15; Daniel11:31; 12:11.29 Então, se a teoria macabéia dos críticos fosse correta, uma de duas coisas teria de serverdade: ou Jesus foi enganado por esta falsificação, ou ele nunca disse o que Mateusatribui a ele. Nenhuma dessas opções é viável. Se não pudermos confiar no relatoevangélico de Mateus, então como podemos confiar nas outras partes da Bíblia? Seretirarmos essas sentenças, quais são as outras palavras que tiraremos a seguir daspáginas das Escrituras Sagradas? O apóstolo Paulo escreveu: "Toda a Escritura éinspirada por Deus e proveitosa para ensinar, . . . para endireitar as coisas." (2 Timóteo3:16) Portanto, se Daniel foi uma fraude, então Paulo foi outra! Será que Jesus foienganado? De forma alguma. Estava vivo no céu quando se escreveu o livro de Daniel.Jesus até mesmo disse: "Antes de Abraão vir à existência, eu tenho sido." (João 8:58)Dentre todos os humanos que já viveram, Jesus seria a pessoa mais indicada para darinformações sobre a autenticidade de Daniel. Mas não precisamos perguntar. Conformejá vimos, o testemunho dele não poderia ser mais claro.30 Jesus autenticou adicionalmente o livro de Daniel na própria ocasião do seu batismo.Ele se tornou então o Messias, cumprindo uma profecia em Daniel a respeito das 69semanas de anos. (Daniel 9:25, 26; veja o Capítulo 11 deste livro.) Mesmo que fosseverdade que, segundo a teoria, Daniel foi escrito mais tarde, o escritor de Daniel aindasabia o futuro com uns 200 anos de antecedência. Naturalmente, Deus não inspiraria umfalsificador para proferir profecias verdadeiras sob um nome falso. Não, o testemunhode Jesus é aceito sinceramente por aqueles que são fiéis a Deus. Se todos os peritos,todos os críticos do mundo, fossem unânimes em denunciar a Daniel, o testemunho deJesus mostraria que estão errados, porque ele é "a testemunha fiel e verdadeira". —Revelação (Apocalipse) 3:14.31 Para muitos críticos da Bíblia, nem mesmo este testemunho basta. Depois deconsiderarmos cabalmente este assunto, não podemos deixar de nos perguntar sequalquer montante de evidência os convenceria. Um professor da Universidade deOxford escreveu: "Nada se ganha com uma mera resposta a objeções, enquanto persistiro preconceito original, de que ‘não pode haver profecia sobrenatural’." De modo que opreconceito os cega. Mas esta é a escolha — e a perda — deles.32 Que dizer de você? Se puder compreender que não há nenhum motivo válido para seduvidar da autenticidade do livro de Daniel, então está pronto para uma empolganteviagem de descobertas. Achará emocionantes as narrativas de Daniel, e fascinantes asprofecias. O que é mais importante, verá a sua fé aumentar a cada capítulo. Nuncalamentará ter prestado detida atenção à profecia de Daniel![Nota(s) de rodapé]Alguns críticos procuram moderar a acusação de falsificação por dizer que o escritorusou Daniel como pseudônimo, assim como alguns dos antigos livros não-canônicosforam escritos sob nomes fictícios. No entanto, Ferdinand Hitzig, crítico da Bíblia,afirmou: "O caso do livro de Daniel, se for atribuído a outro [escritor], é diferente.Neste caso, torna-se uma escrita falsificada, e a intenção era enganar os leitores
  8. 8. imediatos dele, mesmo que para o bem deles."Nabonido estava ausente quando Babilônia caiu. De modo que Belsazar é corretamentedescrito como o rei naquela época. Os críticos objetam, dizendo que os registrosseculares não atribuem a Belsazar o título oficial de rei. No entanto, evidência antigasugere que mesmo um governador pode ter sido chamado de rei pelo povo naquelesdias.O hebraísta C. F. Keil escreve a respeito de Daniel 5:3: "A LXX omitiu aqui, e tambémno v. 23, a menção de mulheres, segundo o costume dos macedônios, dos gregos e dosromanos."A lista inspirada do apóstolo Paulo, de homens e mulheres fiéis, mencionada emHebreus, capítulo 11, em contraste, parece aludir aos acontecimentos registrados emDaniel. (Daniel 6:16-24; Hebreus 11:32, 33) No entanto, a lista do apóstolo tampouco éexaustiva. Há muitos, inclusive Isaías, Jeremias e Ezequiel, que não constam na lista,mas isso dificilmente prova que eles nunca existiram.Alguns historiadores mencionaram que isso explicaria por que Alexandre foi tãobondoso para com os judeus, que eram de longa data amigos dos persas. Naquela época,Alexandre estava numa campanha para destruir todos os amigos da Pérsia.A questão da línguaA ESCRITA do livro de Daniel foi concluída por volta de 536 a.C.. Foi escrito nalíngua hebraica e na aramaica, com umas poucas palavras gregas e persas. Esta misturade línguas é incomum, mas não sem precedentes nas Escrituras. O livro bíblico deEsdras também foi escrito em hebraico e em aramaico. No entanto, alguns críticosinsistem em dizer que o escritor de Daniel usou estas línguas dum modo que prova queele escreveu numa data posterior a 536 a.C.. Um crítico, amplamente citado, diz que ouso de palavras gregas em Daniel exige uma data posterior para a escrita dele.Afirma que o hebraico apóia tal data posterior e que o aramaico pelo menos a permite— mesmo uma tão recente como o segundo século a.C..No entanto, nem todos os lingüistas concordam com isso. Algumas autoridadesdisseram que o hebraico de Daniel é similar ao de Ezequiel e de Esdras, e diferente doencontrado em obras apócrifas posteriores, tais como Eclesiástico. Quanto a Daniel usaro aramaico, considere dois documentos encontrados entre os Rolos do Mar Morto.Esses também estão no aramaico e datam do primeiro e do segundo século a.C. —pouco depois da suposta falsificação de Daniel. Mas os eruditos notaram uma grandediferença entre o aramaico nestes documentos e o encontrado em Daniel.De forma que alguns sugerem que o livro de Daniel deve ser séculos mais velho do queseus críticos afirmam.Que dizer das "problemáticas" palavras gregas em Daniel? Descobriu-se que algumasdelas são persas, e de forma alguma gregas! As únicas palavras ainda consideradasgregas são os nomes de três instrumentos musicais. Será que a presença dessas trêspalavras realmente exige que se atribua a Daniel uma data posterior? Não. Arqueólogosdescobriram que a cultura grega já exercia influência séculos antes de a Grécia se tornar
  9. 9. potência mundial. Além disso, se o livro de Daniel tivesse sido escrito durante osegundo século a.C., quando a cultura e a língua grega predominavam, será que conteriaapenas três palavras gregas? Dificilmente. É provável que contivesse muito mais. Demodo que a evidência lingüística realmente apóia a autenticidade de Daniel.

×