Nossa garantia profética apoc 10 vers 2 9 e 10

297 visualizações

Publicada em

0 comentários
0 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

  • Seja a primeira pessoa a gostar disto

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
297
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
27
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
5
Comentários
0
Gostaram
0
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Nossa garantia profética apoc 10 vers 2 9 e 10

  1. 1. Nossa Garantia Profética - Apoc. 10: 2, 9, 10Por Wilson Luiz Paroschi (RA, out/84)Antes mesmo que raiasse o dia, naquela terça-feira, a meninazinha, bastanteapressada, saltou de sua cama e foi correndo até onde estavam seus pais. que nemsequer haviam dormido aquela noite.—É hoje, mamãe? — perguntou ela, com toda a sua euforia infantil.— Sim, querida! É hoje o dia — respondeu a mãe num tom de felicidade.— Mas, a que horas vai ser, mamãe?—Não sabemos, filhinha. Só sabemos que será hoje.A pequena se afastou entusiasmada a fim de se aprontar. Sua mãe lhe mandara fazerum vestidozinho branco especialmente para aquela ocasião.O clima naquele lar era de ansiedade e expectativa. Em sua inocência infantil, aquelameninazinha não conseguia compreender o significado daquela data. Naquele dia elasabia que algo diferente e extraordinário haveria de acontecer, e ela vibrava comaquilo. Mas, sua ingenuidade de criança não permitia que ela vislumbrasse aimportância e a grandiosidade plena do evento.Seus pais, que outrora felizes ansiavam por esse momento, iam ficando mais e maispreocupados à medida que os minutos passavam. Não haviam tido sono naquela noite,e havia várias noites que a expectativa não os deixava dormir. Porém, a convicção deque tudo daria certo enchia-lhes a alma de segurança e tranqüilidade. Havia já muitotempo que vinham se preparando para aquele momento, e tinham certeza de que nãose decepcionariam. Todas as providências haviam sido tomadas para que tudo saísseperfeito. Todos os detalhes haviam sido considerados cuidadosamente para que nãohouvesse nenhuma surpresa.Embora as noites outonais fossem um pouco mais longas, aquela, em especial, parecianão ter mais fim. Os segundos pareciam ter-se tornado em minutos, e os minutos, emlongas horas. O tempo parecia não passar. O relógio se tornara um instrumento detortura, e a mente um verdadeiro campo de batalha. Mas, estavam seguros. A noitehaveria de passar, e o dia haveria de raiar, raiando também a concretização de seu tãoesperado e cobiçado sonho.Seis horas da manhã. Os primeiros raios do sol começavam a surgir no horizonte,despertando a Natureza adormecida. Os passarinhos começavam a cantar; as florescomeçavam a abrir suas pétalas, saudando o novo amanhecer.
  2. 2. O pai, a mãe e a filha saíram da casa a fim de examinar o tempo. O céu estava limpo.Tudo parecia normal. A Natureza toda parecia nada saber sobre aqueleacontecimento. Parecia não se importar com aquele dia.A família quase não conversava. Apenas se entreolhavam calados. Caminhavam de umlado para o outro, e olhavam impacientemente para o relógio... Enquanto isso o Sol seerguia poderosamente no azul do firmamento. O dia estava muito bonito. Porém, nadaprenunciava o que estava para acontecer.Chegara o momento de ir ao trabalho, e o esposo não saiu como de costume. Aliás,havia vários dias que ele não trabalhava, pois já fazia duas semanas que havia vendidosua loja e doado todo o dinheiro aos pobres. A mãe, nesse dia, não estava preparandoo alimento, como de costume. A filhinha não estava brincando com suas coleguinhas,como o fazia sempre. Apenas estavam prontos, e aguardando o grande momento.As horas passavam lentamente. Estavam aflitos, angustiados... E, apesar datemperatura amena, grandes gotas de suor brotavam-lhes pelo corpo.Meio-dia! Tudo normal. Nada parecia estar por acontecer. O drama dessa família eraenorme. Sabiam que era esse o dia. Haviam feito todos os preparativos. Tudo estavaem ordem. Mas, algo os angustiava: não sabiam a que horas seria o evento.Essa família não era a única nessa ansiedade. A mesma experiência estava sendosentida, naqueles mesmos instantes, por milhares de outras famílias e indivíduos emquase todo o território norte-americano.Só nos Estados Unidos, cerca de cem mil pessoas haviam depositado totalmente suasesperanças naquele dia memorável. Muitas cidades estavam quase completamenteparadas. Todos aguardavam, roendo as unhas de expectativa, o grandioso momento.A tensão era geral, e grande demais para ser suportada. E não era para menos, pois aconvicção de que o Senhor voltaria naquele exato dia havia provocado uma reação talentre os crentes, que foi algo realmente impressionante. A consagração e dedicaçãoque demonstraram foi surpreendente.Os comerciantes adventistas haviam fechado os seus estabelecimentos; mecânicoshaviam trancado suas oficinas; empregados haviam abandonado os seus empregos.Fazendeiros haviam deixado de colher suas lavouras; as batatas foram deixadas nosolo; as maçãs apodreciam nos pomares; o feno caía pelos campos.Magistrados, professores, oficiais de justiça haviam deixado suas funções. Uma grandeinstituição comercial no Brooklin havia dispensado todos os seus empregados, einúmeras outras lojas foram fechadas em honra ao advento do Rei dos reis.Grandes somas de dinheiro haviam sido doadas para que os pobres pudessem liqüidarsuas dívidas, bem como para a publicação de literaturas, que anunciavam o iminenteretorno do Salvador.Impressoras a vapor haviam operado dia e noite produzindo centenas de milhares depublicações em muitas das principais cidades americanas e canadenses.
  3. 3. Centenas de metodistas, congregacionais, presbiterianos, por toda a parte, haviamconfessado suas faltas, e se apressado em descer às águas batismais. Todos sepreparavam! Todos se consagravam!O mundo exterior aguardava em suspense. Milhares que nunca se haviam unido aomovimento examinavam o coração com temor de que fosse verdade. Todos estavamconvencidos de que Cristo voltaria naquela data. Os cálculos proféticos haviam sidoexaminados, estudados e reestudados. Não tinham dúvidas de que aquele era o dia —22 de outubro de 1844.E, o dia chegara! O grande dia chegara! Mas, algumas horas já se haviam passado, enada. E o dia começava a descambar para os seus momentos finais. A aflição de todoschegava a um ponto insuportável. O tique-taque do relógio produzia um somestarrecedor. A respiração tornara-se difícil e freqüente. Milhares de olhos arregaladosprocuravam desesperadamente por algum pequenino sinal no céu, mas em vão. O Solse punha no horizonte, com toda a crueldade de sua indiferença. E Cristo não voltava!As sombras do ocaso se estendiam serena e friamente por sobre a Terra. A noitechegara, e suas horas passavam vagarosamente. Em desconsolados lares deadventistas, os relógios iam dando as últimas badaladas daquele dia, até queassinalaram meia-noite. 22 de outubro havia terminado. Jesus não viera! Ele nãovoltara!— Por que papai não veio hoje? — desabafaram em pranto incontido os dois filhos daSra. Fitch.O pai deles, Carlos Fitch, havia falecido havia somente oito dias, com apenas trintaanos de idade. Carlos Fitch era pastor da Igreja Congregacional, e se havia unidodecisivamente ao movimento que pregava e aguardava o iminente retorno doSalvador.Certo dia, após batizar três grupos de conversos ao ar livre, num dia frio, e nas águasgeladas de um lago, ele contraiu pneumonia, o que o levou à morte no dia 14 daquelemesmo mês.Um periódico havia relatado que sua viúva e os filhos órfãos estariam agora no Estadode Cleveland, aguardando confiantemente a vinda do Senhor para reunir os membrosespalhados da família. Não é difícil imaginar os dois filhos sobreviventes perguntandoem meio às lágrimas, após o funeral:— Mamãe, nós veremos papai novamente?— Sim, queridos — respondia corajosamente a Sra. Fitch. — Em poucos dias, quandoJesus retornar, Ele despertará papai e seus irmãos adormecidos também, e entãoseremos uma família completa e feliz outra vez, para sempre!Na noite de segunda-feira, 21 de outubro, as crianças perguntaram:— Mamãe, amanhã tornaremos a encontrar papai?
  4. 4. — Sim, queridos! E na noite do dia seguinte, terça-feira, depois de passar um dia emmeio a angústia e segurança, aflição e esperança, as lágrimas do desespero rolaram-lhes pela face, e, soluçando, perguntaram:— Por que papai não veio hoje? Essa, contudo, não era a única família nessascondições. Havia muitas outras cujos filhos ou pais tinham morrido de tuberculose,cólera e outras doenças fatais. Muitos antecipavam uma alegre reunião quando Jesusviesse novamente. Mas Ele não voltara.Os crentes não conseguiam aceitar os fatos. "No que erramos?" clamavam eles emdesespero de alma. A cruel realidade era como um enorme peso a esmagar-lhes ocoração. Ás profecias haviam sido estudadas cuidadosamente. Os cálculos haviam sidofeitos detalhadamente.Não conseguiam aceitar a realidade de mais um dia neste mundo cruel e miserável.Não conseguiam aceitar a realidade de mais uma noite neste planeta escuro esombrio. Não conseguiam aceitar a realidade de mais um inverno nesta Terra fria emelancólica.Sentiram-se traídos pelas suas convicções! Enganados pelas suas crenças! Todoschoraram como crianças. Muitos não mais possuíam casas a que retornar, pois haviamvendido tudo o que tinham — casas, lojas, fazendas — e doado o dinheiro aos pobrese à obra. Não é sem razão que 22 de outubro de 1844 passasse para a História como odia do "Grande Desapontamento".Quão dolorosa foi essa experiência para aqueles adventistas! Quão cruel foi para elesessa grande decepção!Apocalipse 10:9 e 10 relata a figura com que o grande desapontamento foraprofetizado: "Fui, pois, ao anjo, dizendo-lhe que me desse o livrinho. Ele então me fala:Toma-o, e devora-o; certamente ele será amargo ao teu estômago, mas na tua boca,doce como mel. Tomei o livrinho da mão do anjo e o devorei, e na minha boca eradoce como mel; quando, porém, o comi, o meu estômago ficou amargo."Quando os crentes dos últimos séculos, em especial do século passado, começaram aestudar e a compreender o livro do profeta Daniel (o "livrinho aberto" mencionado emApoc. 10:2, 9 e 10), o qual estivera selado desde os dias de sua composição (Dan.12:4), uma nova animação tomara conta deles. O estudo dos cálculos proféticos, emparticular o dos 2.300 dias, fez com que milhares deles vibrassem de alegria, poispensavam que o retorno de Cristo se daria em 22 de outubro de 1844, exatamente emseus dias.Era a doçura do mel! Era o gosto da felicidade! Era a certeza de que aquela geraçãohaveria de se encontrar, viva, com o Senhor nos ares. Mas, o dia passou, e odesapontamento foi muito maior do que se possa imaginar. Foi o amargor da alma! Foio sabor da decepção! Foi a triste realidade que tiveram de "engolir". E no dia 22 destemês, outubro de 1984, esse acontecimento estará completando 140 anos.Entretanto, esse desapontamento não ocorreu por falha divina. Não fora Deus quemfaltara com Suas promessas, e sim o povo, que falhara em não compreender o sentido
  5. 5. correto da profecia, muito embora o cômputo estivesse exato. Mas, ao passar o diafatídico, na manhã seguinte, dia 23, Hirã Edson teve uma visão vinda dos Céus, e odetalhe vital, no qual haviam errado, foi esclarecido. E isto aconteceu porque nãodesanimaram diante da decepção. Foram desapontados, porém não desesperançados.E o adventismo se expandiu rapidamente desde então, procurando cobrir com suamensagem todos os quadrantes da Terra, em cumprimento às profecias de Apocalipse10:2 e 14:6. Enfrentou, e ainda enfrenta muitos obstáculos, mas tem progredido, e vaicontinuar progredindo sempre, até ver suas esperanças se realizarem. E a provaprofética desse triunfo final está em Apocalipse 14:16 e 17, onde Cristo é apresentadocomo efetuando a colheita dos justos (em contraste com a colheita dos ímpios,retratada nos versos 18 a 20), exatamente após o triunfo da tríplice mensagemangélica (versos 6 ali), cuja proclamação foi iniciada justamente pelo movimentoadventista.E aqui estamos nós, 140 anos depois. Possuímos em nosso passado as marcantescicatrizes de uma grande decepção, mas ainda sustentamos firmemente a benditamensagem do iminente retorno de Cristo. Não seremos desapontados novamente. Aprofecia nos garante esse fato, e também a grande luz que possuímos agora nospermite afirmar com segurança que, desta vez, realmente, estamos vivendo nosúltimos dias da história deste velho mundo. Temos a nosso favor os testemunhoseloqüentes da Palavra de Deus e do Espírito de Profecia, os quais são mais do queconfirmados pelas condições reinantes no mundo contemporâneo.Sem medo de errar, afirmo que não estamos incorrendo em outro erro decepcionantecomo o fizeram os pioneiros do movimento milerita. As profecias bíblicas indicamclaramente que o "tempo do fim" para a humanidade teve o seu início no ano de 1798,ano em que findou o período profético dos 1.260 anos (Dan. 7:25 e 26). E, de lá paracá, dar-se-iam numa rápida sucessão muitos outros acontecimentos que consolidariama identificação deste tempo como "o tempo do fim".Assim, o dia 22 de outubro de 1844 marcou, não o dia do retorno de Cristo à Terrapara purificar o mundo e julgar a igreja como Rei dos reis, mas sim, o início dapurificação do santuário celestial e do juízo investigativo, atividades de Cristo quedeveriam preceder Sua segunda vinda. Não, o Senhor não voltaria naquele dia, comopensava Guilherme Miller, mas a partir daquele dia o Senhor poderia voltar a qualquermomento.Segundo as palavras do anjo Gabriel, o término do período profético não marcaria ofim de tudo, mas o próprio cumprimento da profecia deveria encaixar-se num períodomais amplo, ou seja, no "tempo determinado do fim" (Dan. 8:19).O próprio Cristo nos ajudou, também, a identificar mais pormenorizadamente esse"tempo do fim". Ele falou dos muitos sinais que haveriam de caracterizar esse período,os quais indicariam, também, que o "fim" do "tempo do fim" (um tempo bastantecurto) estaria bem próximo. "Quando virdes todas estas coisas, sabei que estápróximo, às portas" (S. Mat. 24:33).Os sinais anunciados pelo Mestre, que haveriam de se evidenciar nos astros, na Terra,na Natureza, no mundo social, político e econômico, deveriam, principalmente, servir
  6. 6. de alerta e confirmação para todos os crentes de que Sua volta estaria muito breve. E acada minuto que passa não temos dúvidas de que este velho e sofrido planeta estárealmente, em seus momentos finais. "Já é a última hora", é a linguagem bíblica (I S.João 2:18), e esta expressão está de todo correta.Ao darmos uma olhada para trás, para as páginas da História, percebemos que quasetodos os sinais anunciados por Cristo já se cumpriram, e que já podemos, inclusive, aoolhar para a frente, para as poucas páginas restantes, presenciar e sentir algunsrelances prévios da glória colossal daquele memorável dia. O constante fremir da Terraé como que o sentir os passos poderosos de um Rei que Se aproxima. O gemerangustiante do mundo é como que o ouvir o som portentoso da grande comitivacelestial que se aproxima.O próprio Jesus falou, referindo-Se a isso: "Ora, ao começarem estas coisas a suceder,exultai e erguei as vossas cabeças; porque a vossa redenção se aproxima" (S. Luc.21:28).Exultemos, irmãos, o Senhor vem vindo! Levantemos os olhos, e tentemos divisar pordetrás da fumaça deste mundo em chamas, Aquele que vem vindo em glória emajestade para trazer a salvação final a todos os crentes. Alegremo-nos por isso! OSenhor está voltando!Já está para soar meia-noite no relógio histórico-profético, a hora suprema que marcao salvamento da humanidade. E nesses derradeiros momentos da história terrestre,Cristo intervirá nos destinos do mundo e conduzirá os crentes ao paraíso celeste. Destavez não fracassaremos! Não seremos desapontados novamente! A igreja triunfará emglória! Portanto, meu irmão, cuide para que você, particularmente, não fracassenaquele dia. Prepare-se! Consagre-se! Senão, o desapontamento será apenas seu!Bibliografia:Maxwell. C. M.. História do Adventismo. Oliveira, M. M.. História da IAS D. SDA BibleCommentary.Spalding, A. W., Origin And History of Seventh-Day Ad-ventists. vol. 1

×