Escatologia de isaías

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Escatologia de isaías

  1. 1. ESCATOLOGIA DE ISAÍASIsaías 65:20Alegramo-nos quando abrimos a Bíblia em Isaías cap. 65 e nos deparamoscom a nossa grande esperança de ver novos céus e Nova Terra. O profetaevangélico trouxe-nos esta promessa de Deus: "Pois eis que Eu crio novoscéus e Nova Terra; e não haverá lembrança das coisas passadas, jamaishaverá memória delas." (Isa. 65:17). Quando lemos esta mensagem,lembramos das coisas maravilhosas que nós conhecemos e que nos sãoprometidas na Palavra de Deus.Mas quando chegamos ao v. 20, nós ficamos um pouco perplexos: "Nãohaverá mais nela criança para viver poucos dias, nem velho que nãocumpra os seus; porque morrer aos 100 anos é morrer ainda jovem, equem pecar só aos 100 anos será amaldiçoado."Muitos cristãos ficam confusos quando se deparam com este verso,especialmente depois de já ter lido o verso 17. E então começam a indagare perguntar: Mas como? Por quê? Como pode haver crianças, velhos,morte, pecado e maldição na Nova Terra? Como poderia o profeta Isaíasescrever tantas coisas que aconteceriam na Nova Terra – coisas que o NovoTestamento deixa claro que nada disso nós deveríamos esperar lá?Como podemos resolver este problema: Como podemos interpretar estapassagem? Como podemos resolver este dilema, este terrível problema?HÁ TRÊS TEORIAS ACERCA DESTE VERSO(1) A 1a. teoria é de que houve um ERRO DOS COPISTAS. Ao copiaremo texto houve um erro, houve um acréscimo, houve um comentário, efinalmente temos o verso que possuímos.Mas isso não pode ser provado; o que pode ser provado é justamente ocontrário. Porque quando foram descobertos os manuscritos do Mar Morto,em 1947, imagina qual foi a primeira passagem que os eruditos foramexaminar? Exatamente: Isa. 65:20. E o que encontraram? As exataspalavras que nós temos em nossas Bíblias, com todas as letras, exatamentecomo os outros manuscritos inspirados, contendo a mensagem de Isaías, nasua íntegra. Realmente não foi nenhum erro dos copistas. E se tivesse sidohaveria de acontecer num só manuscrito e não em todos. Portanto, nósrejeitamos esta teoria de que houve um erro de algum copista.(2) A 2.ª teoria afirma um SENTIDO PARABÓLICO. É apenas umsímbolo, é uma parábola do que seria a vida cristã de antigamente, a vidacristã na Idade Média, a vida cristã aqui nesta Terra.Mas não podemos aceitar esta teoria do sentido parabólico, do sentidosimbólico, do sentido figurado, porque estas são palavras claramenteliterais; e não há nenhuma indicação de que estas palavras devam ser
  2. 2. interpretadas diferentemente. Portanto, nós rejeitamos também esta teoriado sentido parabólico.(3) Outros apresentam a possibilidade de um ESTADO MILENAR: Apassagem descreveria o estado durante o Milênio, e indica as condições devida durante aquele tempo de preparação para a eternidade.Então, alguns dizem que por 100 anos antes do Milênio os judeus haverãode se converter, terão uma segunda oportunidade e então os judeus detodo o mundo proclamarão a mensagem de Deus, haverão de anunciar oevangelho de Jesus Cristo ao terem recebido o Messias, e então haverão deconverter os gentios, converter a todos os demais que na época seriaminimigos de Deus.Nós também não podemos aceitar esta idéia – esta teoria do períodomilenar – pelas razões que vamos apresentar.Mas como podemos interpretar uma passagem difícil? Quais são as coisasque devemos ter em mente quando interpretamos uma passagem, qualquerpassagem da Escritura, especialmente uma passagem difícil, e ademais,uma passagem do Antigo Testamento?TRÊS REGRAS DE INTERPRETAÇÃOHá três regras simples mas importantes – três simples regras deinterpretação que devem ser consideradas, para nortear a nossa direção:(1) Primeiro é o CONTEXTO. O que é que diz o contexto acerca dapassagem? E para atentarmos e para estudarmos esse aspecto – o contexto– aplicarmos esta regra, devemos estar perguntando: Em 1.º lugar, quem éque escreveu? Aqui nesse caso, o profeta Isaías, o profeta evangélico. Paraquem é que ele escreveu? O profeta escreveu para o povo de Deus, paraJudá. Para que lugar ele escreveu e para que circunstâncias?É preciso estabelecer o sentido étnico e geográfico, porque o profeta Isaíasse dirigiu ao povo de Israel localizado em Judá, e profetizou acerca deJerusalém. O profeta está falando para o povo de Israel. V. 9: "Farei sair deJacó descendência, e de Judá um herdeiro que possua os Meus montes." V.18: "Mas vós folgareis e exultareis perpetuamente no que Eu crio; porqueeis que crio para Jerusalém alegria e para o Meu povo, regozijo." E nóslemos no verso 19: "E exultarei por causa de Jerusalém e me alegrarei noMeu povo."E se você ler todo o capítulo 65 e 66, você chegará a esta conclusão: oprofeta está falando para o povo judeu e para a terra de Israel. Portanto,isto deve ser tomado exatamente como está sendo escrito. Se não hánenhum sentido figurado, e se esta profecia é dirigida ao povo judeu, istoseria uma ocorrência para esse povo, e no exato tempo predito.(2) Em 2.º lugar, nós temos a CONDICIONABILIDADE
  3. 3. Devemos lembrar que todas as profecias, todas as promessas e todas asameaças da Bíblia são condicionais (Jer. 18: 7-10; Ev. 615). Assim,deveríamos estar atentos para verificar se as condições foram preenchidaspara que a profecia fosse ou não cumprida. Portanto, se as condições nãoforam preenchidas, estas condições, estas promessas, estas profecias nãoserão cumpridas.Naturalmente que as condições para o povo judeu eram condições deobediência a todo o plano de Deus, a toda a aliança de Deus. Eperguntaríamos: Será que o povo de Israel cumpriu as condições deobediência? Imediatamente a resposta é NÃO. Consequentemente, nadadisso se cumpriu com o povo de Israel.(3) A 3a simples regra de interpretação é a APLICAÇÃO. Só podemosaplicar um texto e uma profecia quando nós temos "permissão" através deum outro profeta. Se não tivermos o apoio de um outro profeta, aplicandoos detalhes de uma profecia qualquer do Antigo Testamento ao Novo paraalgum outro tempo, estaremos dando uma interpretação não autorizada porum "Assim diz o Senhor".Por exemplo: Haveria um outro profeta que aplica Isaías 65:20 em algumaoutra circunstância além das circunstâncias do povo de Israel antes do NovoTestamento? Teria um outro profeta inspirado aplicado no Novo Testamentoeste versículo e estas condições? De maneira nenhuma. Nós nãoencontramos nenhum apoio profético, nenhum apoio escriturístico paraaplicar isto para a Nova Terra. Consequentemente, isto não se aplicará àTerra que há de vir. Isto se aplica à terra em que estaria o povo de Israelvivendo nas condições prometidas se eles tivessem obedecido ao planointegral de Deus.Mas o que mais nos ajuda a compreendermos o verso em pauta écompreendermos como funcionava a escatologia profética dos judeus.ESCATOLOGIA DO ANTIGO TESTAMENTOO que mais elucida a nossa compreensão para entendermos Isa. 65:20, é aCronologia da Escatologia do Antigo Testamento. E deveríamos entenderalgumas palavras teológicas, porque elas nos ajudam a compreendergrandes idéias. ESCATOLOGIA é uma palavra simples, que é conhecida demuitos, e significa o estudo das últimas coisas, o estudo dos últimosacontecimentos. Isto é escatologia. Mas existe na escatologia umaCRONOLOGIA, que é o estudo da ordem dos acontecimentos, tantopassados quanto futuros.E, neste momento, gostaríamos de estudar esta Escatologia do AntigoTestamento, enfatizando o apocalíptico de Isaías. Eu chamo a sua atençãopara os acontecimentos que deveriam se desenrolar nos últimos dias naEscatologia do Antigo Testamento. Você verá algumas coisas semelhantes,mas também algumas coisas muito diferentes da Escatologia do NovoTestamento.
  4. 4. Notemos como Isaías estabelece a escatologia, os últimos acontecimentosem uma ordem lógica, e haveremos de chegar a uma cronologia, ou seja, aordem destes acontecimentos dos últimos dias.(1) Em 1.º lugar, nesta ordem dos acontecimentos estaria: A VOLTA DOCATIVEIRO BABILÔNICO. Este seria o primeiro e grande acontecimento.Vamos ler Isaías 44:28 – "Digo de Ciro: Ele é Meu pastor e cumprirá tudoo que Me apraz; que digo também de Jerusalém: Será edificada; e dotemplo: Será fundado."Esta é uma profecia impressionante. Por que digo isto? Porque aqui oprofeta Isaías está se dirigindo ao povo e mostra Deus falando acerca deCiro. Ciro era um conquistador que ainda não havia nascido. Ciro eraalguém que ainda haveria de nascer e Deus já chamava pelo seu nome queele ainda haveria de receber: “Ciro será o Meu pastor, Ciro haverá delibertar o Meu povo, que está na Babilônia”.No ano 605 a.C. Nabucodonosor começou a conquista dos povos e tambémconquistou a Jerusalém. E de 605 a.C. em diante, em várias conquistas, opovo foi levado para o cativeiro babilônico: Em 605 a.C., em 597 a.C. e em586 a.C. quando finalmente a cidade de Jerusalém foi completamentearrasada e o templo incinerado e tudo derribado. Estava tudo em ruínas, eo povo de Israel agora lá em Babilônia deveria voltar. Mas como voltar?Deveriam voltar através da conquista de Ciro, de Dario e Ciro, quedeveriam conquistar a Babilônia. Eles eram da Medo-Pérsia. E issoaconteceu realmente em 539 a.C., quando Ciro de uma maneira muitoestratégica, que haveremos de explicar depois com maiores pormenores,eles penetraram, Ciro e Dario penetraram em Babilônia e conquistaram aBabilônia e venceram, derrotaram a Babilônia.E em 537 a.C. Ciro baixou o decreto para que o povo judeu retornasse àsua pátria; e em 536 a.C., decorridos os 70 anos desde 605 a.C. (contageminclusiva), em 536 a.C., o povo judeu retornou para a sua terra, para aPalestina.(2) O 2.º acontecimento: RECONSTRUÇÃO DE JERUSALÉM.E era lógico. Logo que eles chegassem à terra, à sua terra querida, à suacidade querida, eles deveriam reconstruir a cidade; deveriam reconstruir assuas casas derrubadas em monturo, era evidente. E o templo também foireconstruído até 516 a.C. (Esd.6:15). Esta passagem (Isa. 44:28) indicaque o templo seria reconstruído, seria fundado novamente, e Jerusalémtambém seria edificada novamente.(3) Mas depois de reconstruída Jerusalém, depois de o templo serconstruído, depois de o templo estar bem preparado, então daria lugar ao3.º acontecimento: A VINDA DO MESSIAS.O Messias penetraria no templo, o Messias que era o próprio DeusEncarnado, haveria de chegar e [com Ele] a glória diz outro profeta, a glória
  5. 5. deste templo, do 2.º templo, chamado depois o Templo de Herodes. O 1.º,o Templo de Salomão. Agora, o Templo de Herodes – porque Herodesembelezou o 2º templo. Em 538 a.C. Zorobabel voltou do cativeiro, naqualidade de governador dos judeus. Restabeleceu o culto e reconstruiu oTemplo com a ajuda de Ageu (Ag 1:14) e de Zacarias (Zc 4:9). E então, oMessias deveria chegar ao templo.Como é que isto aconteceria? Em Isa. 40: 3, temos esta profecia que éconhecida e já se cumpriu: "Voz do que clama no deserto: Preparai ocaminho do SENHOR; endireitai no ermo vereda ao nosso Deus."Nós sabemos que isso se cumpriu literalmente com JoãoBatista. João Batista deveria preparar a vinda do Messias, deveria prepararo povo para receber o Messias. João Batista com a sua mensagemtonitroante, cheia do poder do Espírito Santo, preparou o povo, batizou opovo e então chegou o Messias.De que modo chegaria o Messias? Você lê acerca disso em Isaías capítulo 9,versículo 6. Observe este detalhe, esta profecia que se cumpriu naEscatologia do AT. Isaías 9: 6: "Porque um menino nos nasceu, um filho senos deu; o governo está sobre os seus ombros; e o seu nome será:Maravilhoso Conselheiro, Deus forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz."Observaram? O Pai da Eternidade, aquele Deus forte Todo-Poderoso, quenão teve princípio de dias e nunca terá fim de existência. Aquele queprocede da Eternidade, haveria de nascer como um Menino, como umaCriança e vir como o Messias para o Seu povo, o povo judeu. Isto éescatologia. Isto se cumpriu na Escatologia do AT no ano 5-4 a.C.(4) Mas imediatamente quando o Messias chegasse, quando o povo estavapreparado para receber o Messias, quando recebessem o Messias,aconteceria o 4.º evento: A PREGAÇÃO MUNDIAL DO EVANGELHO.Isso você pode ler também em Isaías no capítulo 52. Observem como essescapítulos se relacionam, especialmente os finais e os do centro de Isaíasque contêm o Apocalíptico de Isaías. Observe o que é que diz em: Isaías52: 7: "Que formosos são sobre os montes os pés do que anuncia as boasnovas, que faz ouvir a paz, que anuncia coisas boas, que faz ouvir asalvação, que diz a Sião: O teu Deus reina!"O que significa isto? Muitos havendo recebido o poder do Espírito Santo, aoterem recebido o Messias, o que deveriam fazer com esta mensagem quetinham no seu coração e na sua mente? O que é que faz alguma pessoa,um cristão, alguém que está com o seu coração cheio de Jesus Cristo?Haveria de pregar esta mensagem para outros, pregar a mensagem dasalvação em Cristo, a salvação do Messias. Haveriam, portanto, de levantarum grande Movimento Mundial, pregando o evangelho.A própria Palestina já foi colocada em um sentido geográfico especial de talmodo que quem passasse do Sul para o Norte e do Norte para o Sul, estariapassando obrigatoriamente por Jerusalém e assim teria o conhecimento dosjudeus e o conhecimento do verdadeiro Deus.
  6. 6. Mas além deste ponto estratégico em que a Palestina estava colocada nomundo conhecido de então, muitos haveriam de bombardear o mundo coma mensagem de Deus. Vejam aqui (Isa. 53:1) no capítulo 53, verso 1:"Quem creu em nossa pregação? E a quem foi revelado o braço doSENHOR?" É a pregação.(5) Observem aqui o resultado desta pregação mundial, em que muitosestariam empenhados a mostrar Quem é o verdadeiro Deus, o Criador doscéus e da Terra, observem agora o 5.º acontecimento: A CONVERSÃODO MUNDO.Isaías 54, versos 2-4: "Alarga o espaço da tua tenda; estenda-se o toldoda tua habitação, e não o impeças; alonga as tuas cordas e firma bem astuas estacas. Porque transbordarás para a direita e para a esquerda; a tuaposteridade possuirá as nações e fará que se povoem as cidadesassoladas."O povo de Israel teria necessidade de ampliar os limites de Jerusalém, oslimites da Palestina, porque milhões e milhões, massas inteiras de gentios,ouvindo a poderosa influência do Messias, ouvindo a respeito do grande emaravilhoso reinado do Messias, a salvação de Deus através do Messias,haveriam de se converter, abandonar os seus falsos deuses, jogar àstoupeiras e aos morcegos os seus ídolos, e então se converter aoverdadeiro Deus. Seria a conversão do mundo, o mundo inteiro seriaconvertido e haveriam de possuí-lo – o povo de Israel haveria de possuir asnações, as nações de todo o mundo – e Jerusalém seria a Metrópole, aCapital do mundo inteiro.Mas nem todos estariam satisfeitos. Alguns, não querendo abandonar osseus pecados, ou poderíamos dizer – hostes inteiras de ímpios, inimigos deDeus – não querendo abandonar o seu modo de vida, não querendo aceitaro Messias, haveriam de rejeitá-lo (Sal. 2).(6) E finalmente haveriam de levantar em 6.º lugar: UMA CONSPIRAÇÃOE UMA TRAIÇÃO.Observem que isto também está implícito aqui no versículo 15. Isaías54:15: "Eis que poderão suscitar contendas, mas não procederá de mim;quem conspira contra ti cairá diante de ti." Este versículo é climático.Portanto, ao invés de ele apresentar todos os detalhes, ele logo apresenta avitória. Mas nós estamos querendo apresentar os passos, e aqui está umacontecimento, o que é que realmente ocorreria: Uma conspiração e umatraição.Muitos deles não satisfeitos com o governo – este governo mundial, estegoverno universal de Jehová e do conhecimento de Jehová, e do reinado doMessias – não satisfeitos com isto, alguns apóstatas haveriam de levantaruma conspiração e haveriam de subornar alguém dentre o próprio povo ehaveriam de trair o Messias.
  7. 7. (7) E então, é evidente, é lógico que o 7.º acontecimento seria: UMAGRANDE GUERRA MUNDIAL.Esta guerra está implícita no versículo 17, nestes termos: "Toda armaforjada contra ti não prosperará; toda língua que ousar contra ti em juízo,tu a condenarás; esta é a herança dos servos do SENHOR e o seu direitoque de mim procede, diz o SENHOR." Em poucas palavras, ele está dandoênfase a uma guerra, as armas que se levantam "contra ti"; contra o povode Deus. Mas aqui, em uma forma climática, o profeta mostra a vitória.Mas antes de chegarmos à vitória, queremos estabelecer isto: A guerraaconteceria no AT; e, em termos do profeta Ezequiel isto significaria aguerra de Gogue e Magogue (Eze. 38-39); e, em termos apocalípticos (Apo.16:12-16) isso significa o Armagedom.Você pode ler isso lá, os detalhes desta guerra, as coisas terríveis queaconteceriam nesta guerra, e também a maneira como Deus seriaglorificado: Deus seria exaltado, o Seu Nome glorificado diante de todas asmultidões no mundo inteiro. Tudo isso, esses detalhes estão lá.Mas como o Messias teria sido traído – o Messias deveria ser traído – ecomo aconteceria a conspiração e como estariam em guerra, o que é quefariam com o Messias? Ah, o Messias sendo traído, seria levado para osSeus inimigos. E Ele seria preso, e Ele seria tirado. Desapareceria oMessias, porque os inimigos de Deus, haveriam de matar o seu Herói, oHerói do povo de Deus, o seu Messias, o seu Cristo. O seu Herói, o seuComandante, o Senhor dos Exércitos estaria sendo preso, açoitado,escorraçado, deveria ser morto de uma maneira não clara aqui, massabemos que agora está claro, e, reunindo outras profecias nós sabemosrealmente de que maneira como Ele seria levantado entre o céu e a terra.(8) A MORTE DO MESSIAS seria o próximo acontecimento. Isso estáclaro e explícito em Isaías 53: 7; vamos ler este verso. Você pode ler todo ocapítulo que descreve a morte do Messias. "Ele foi oprimido e humilhado,mas não abriu a boca; como cordeiro foi levado ao matadouro; e, comoovelha muda perante os seus tosquiadores, ele não abriu a boca."Mas este Cordeiro morto, este Messias que deveria ser morto como "oCordeiro de Deus que tira o pecado do mundo", este Messias não foicompreendido. O povo judeu esperava um Messias que viessegloriosamente; mas o profeta Isaías, já neste glorioso capítulo sobre amorte de Cristo – em toda a Bíblia este é o mais importante capítulo sobreisto – diz que Ele não foi visto, não foi compreendido pelos judeus.Por isso, quando Cristo falava – já agora transportando, abrindo umparêntesis para a época do Novo Testamento – os judeus não podiamcompreender como é que este Messias seria tirado, seria morto, seriacrucificado como Ele mesmo anunciava, como este Messias haveria depassar, e haveria de ser levantado. Eles não podiam aceitá-lO, porque oMessias de Deus realmente viria glorificado. Assim pensavam eles.
  8. 8. Mas aqui (Isa. 53:8, 9) está o fato de que o Messias deveria morrer pelospecados dos homens, como diz, por exemplo, o versículo 8: "Por juízoopressor foi arrebatado, e a Sua linhagem, quem dela cogitou? Porquantofoi cortado da terra dos viventes; por causa da transgressão do meu povo,foi Ele ferido. Designaram-lhe a sepultura."Portanto, o Messias deveria morrer de uma forma violenta e terrível, comodizem certas expressões do capítulo 53. Agora, este Cristo que morreu, esteCristo que haveria de morrer – colocando em termos futurísticos – esteCristo haveria também de ressuscitar, e eles não viram isto.E esta mensagem está escrita em forma implícita no: V. 10: "Todavia aoSENHOR agradou moê-lO, fazendo-O enfermar; quando der Ele a Sua almacomo oferta pelo pecado, verá Ele a Sua posteridade e prolongará os Seusdias; e a vontade do SENHOR prosperará nas Suas mãos."Que significa isto? Significa que Ele haveria de morrer. Mas como pode vera Sua posteridade, como pode ver o Seu galardão se Ele haveria de sermorto? Sim, é evidente que está implícita a ressurreição. Versículo 11:"Ele verá o fruto do penoso trabalho de Dua alma e ficará satisfeito; o meuServo, o Justo." Como Ele poderia ver o fruto do Seu trabalho se Ele haveriade morrer? Sim, porque está implícita a ressurreição. Verso 12: "Por isso,eu lhe darei muitos como a sua parte e, com os poderosos repartirá Ele odespojo, porquanto derramou a Sua alma na morte." Mas como? Elemorreu, Ele "derramou a Sua alma na morte", mas Deus Lhe dará arecompensa que Ele herdará através do Seu sacrifício. Por quê? Porque Eleressuscitaria. Portanto, a ressurreição está implícita.(9) O 9.º acontecimento era justamente aquilo que os judeus maisesperavam: A SEGUNDA VINDA DO MESSIAS.E isso nós lemos em Isa. 40: 10: "Eis que o SENHOR Deus virá com poder,e o Seu braço dominará; eis que o Seu galardão está com Ele, e diantedEle, a Sua recompensa." Os judeus aguardavam, esperavam ansiosamenteeste Cristo glorificado, que haveria de desbaratar os seus inimigos.Em muitos textos você pode ler sobre esta escatologia. Logo no início dolivro de Isaías, o profeta fala desse assunto tão emocionante; até pareceque ao ler estas palavras você estará lendo o profeta João no Apocalipse.Isa. 2:10 – "Vai, entra nas rochas e esconde-te no pó, ante o terror doSENHOR e a glória da Sua majestade." E observem o versículo 19: "Então,os homens se meterão nas cavernas das rochas e nos buracos da terra,ante o terror do SENHOR e a glória da Sua majestade, quando Ele selevantar para espantar a terra." Ele está falando especificamente da 2a.Vinda do Messias em glória, em majestade, quando Se levantaria, dos altosda Terra para efetuar o Seu grande propósito de salvação.E quando aconteceria isto? Observem aqui de passagem o versículo 2. Isa.2:2: "Nos últimos dias, acontecerá". Este é um assunto da Escatologia. Oprofeta começa o seu livro falando sobre o fim já desde o início. O que éescatologia? É o estudo dos últimos dias, é o estudo das últimas coisas. O
  9. 9. profeta Isaías apresenta a sua escatologia, e estes acontecimentos. E istoaconteceria nos últimos dias, não nos nossos últimos dias, mas nos últimosdias do povo de Israel. É a Escatologia do Antigo Testamento.(10) E então o que é que aconteceria depois, quando o Messias haveria devir em glória e majestade? 10.º acontecimento: A DESTRUIÇÃO DOSÍMPIOS.Isa. 26: 14: "Mortos não tornarão a viver; sombras não ressuscitam; porisso, os castigaste, e destruíste, e lhes fizeste perecer toda a memória."Observou? Ele não está dizendo que os ímpios não vão ressuscitar. Ele estádizendo que os ímpios depois de serem completamente destruídos, ele nãopoderão ressuscitar a Segunda vez, e eles serão castigados e destruídos.Isto é muito diferente das doutrinas que grassam no mundo de teoriaspseudo-"protestantes", que afirmam que os ímpios mortos estão ardendonum inferno eterno. O profeta afirma categoricamente que os ímpios serãodestruídos completamente, e jamais haverá memória deles. Se perece amemória de uma pessoa, isto significa que será completamente apagada eesquecida. Não estarão sendo lembrados e conservados vivos em uminferno, ardendo enquanto Deus existir. Esta não é uma doutrina bíblica.Podemos verificar que há aqui dentro destes capítulos centrais do 24 ao 27o Apocalíptico de Isaías. Quer dizer, aqui ele trata especificamente dosúltimos dias e dos grandes acontecimentos acerca dos ímpios e da Volta doMessias dos judeus.Agora observe o que é que aconteceria na destruição dos ímpios. Isa. 27:1: "Naquele dia, o SENHOR castigará com a sua dura espada, grande eforte, o dragão, serpente veloz, e o dragão, serpente sinuosa, e matará omonstro que está no mar." Quem é que seria morto e destruído? Todos osímpios, inclusive os líderes dos inimigos de Deus aqui chamados como"dragão", a "serpente" e "o monstro que está no mar". Será que isto noslembraria de Apoc. 12 e 19? Evidentemente. A destruição completa dosímpios, juntamente com Satanás, o seu líder. O arquiinimigo, o dragão, aantiga serpente, o próprio autor do pecado e da rebelião contra Deus serádestruído. Portanto, aqui se salientam duas coisas: O castigo e a morte dosímpios, e de seu comandante. O castigo das Pragas que seriam derramadassobre os ímpios; e, depois de castigados, eles realmente serão mortos edestruídos.(11) Mas agora, então, aconteceria algo extraordinário, algo muitoimportante, e isto seria: A RESSURREIÇÃO DOS JUSTOS – o undécimoacontecimento.Isa. 26:19 – "Os vossos mortos e também o meu cadáver viverão eressuscitarão; despertai e exultai, os que habitais no pó, porque o teuorvalho, ó Deus, será como o orvalho da vida, e a terra dará à luz os seusmortos." Todos os justos mortos – desde Abel, o primeiro justo que morreu– haveriam de ressuscitar.
  10. 10. Mas haveria uma classe especial de justos que ressuscitariam também.Aqueles que morreram, lutando por Jehová na batalha de Gogue eMagogue, haveriam de ressuscitar também, e haveriam de, exultantes,levantar os seus braços em alegria, e após ouvirem as palavras de seuMessias: "Despertai, despertai, despertai, vós que dormis no pó e surgi!"eles haveriam de responder "naquele dia...: "Eis que este é o nosso Deus,em quem esperávamos, e ele nos salvará; este é o SENHOR, a quemaguardávamos; na sua salvação exultaremos e nos alegraremos"." Isa.25:9. Que coisa maravilhosa! (12) Agora, muito mais maravilhoso do que esta ressurreição, seria oacontecimento marcante e glorioso, o 12.º acontecimento: O REINO DOMESSIAS.Isa. 9: 6-7. Observem estas palavras: "Porque um menino nos nasceu, umfilho se nos deu" – é a Primeira Vinda do Messias. Mas agora no versículo 7,o profeta fala de Sua Segunda Vinda, quando o Messias haveria deestabelecer o Seu reino de glória: "para que se aumente o seu governo, evenha paz sem fim sobre o trono de Davi e sobre o seu reino, para oestabelecer e o firmar mediante o juízo e a justiça, desde agora e parasempre."E como seria este reinado? Ah, seria tão maravilhoso! Seria um reinado depaz sem fim, nunca mais haveria guerra, com todas as coisas terríveis queela traz. A guerra de Gogue e Magogue seria a última guerra. Nunca maisse levantaria da guerra os homens com ódio e ressentimento no seucoração procurando matar o seu companheiro. Não, isso seria passado,porque haveria paz, paz sem fim.Mas por que paz? Paz é o resultado da justiça e a justiça seria umarealidade também como o principal dos característicos espirituais: a justiçae o juízo. E por quanto tempo haveria justiça e por quanto tempo haveriapaz? "Desde agora e para sempre." O Senhor dos Exércitos, o próprioMessias haveria de ser o Rei dos reis, o Senhor dos senhores, eestabeleceria um reino eterno.Bem, aqui termina a Cronologia da Escatologia do Antigo Testamento. Aquinós finalizamos, e aqui teria iniciado a Eternidade.O TEXTO DE ISA. 65:20Tendo considerado essas realidades proféticas do Antigo Testamento, comopodemos compreender, então, o texto que nós estamos considerando deIsa. 65:20?É justamente dentro deste contexto que deve ser entendido o profeta Isaíasnesse versículo: "Não haverá mais nela criança para viver poucos dias, nemvelho que não cumpra os seus; porque morrer aos cem anos é morrer aindajovem, e quem pecar só aos cem anos será amaldiçoado." O que significamessas palavras? Significam exatamente o que está escrito. Isso é literal; é
  11. 11. algo que foi prometido para se cumprir literalmente para o povo judeu naEscatologia do AT.O que é que está sendo prometido? Que não haveria morte prematura decrianças. Não haveria velho senão longevo; ou seja, haveriam de os idososvoltar à época patriarcal vivendo 700, 800, 900, 1.000 anos, 1.500 anos eassim sucessivamente. Se alguém morresse aos 100 anos, isso seria"morrer ainda jovem". E "quem pecar só aos cem anos será amaldiçoado."Por quê? Há aqui um processo paulatino, um processo vagaroso que severificaria naquele contexto e naquela escatologia, um processo detransformação e desenvolvimento.O que é que aconteceria? As rugas, as doenças, mesmo o pecado quealgumas vezes poderia acontecer, não por rebelião, mas por erro noconhecimento, alguns poderiam pecar, haveria ainda esta possibilidade, eainda haveria a possibilidade da morte. Mas tanto a morte como o pecado,como a maldição, haveriam de ser erradicados paulatinamente até quefinalmente, num dado tempo isto seria completamente erradicado.Bem, isto era a Escatologia do Antigo Testamento.O SEGREDO DA INTERPRETAÇÃONós voltamos a perguntar: Será que estas coisas se cumpriram com o povode Israel? A guerra de Gogue e Magogue foi cumprida? De modo nenhum.Aquele capítulo está lá apenas para dizer como teria sido. Mas quando vocêlê a profecia de Ezequiel 38 e 39, você não encontra na História do PovoJudeu algo semelhante. Isso não aconteceu.Alguém poderia perguntar por que isso tudo não aconteceu. Por que estasprofecias não se cumpriram? Será que falharam todas as profecias dirigidasao povo de Israel? Este era um grande e maravilhoso plano deengrandecimento do povo judeu, exaltando-o como o povo escolhido quehaveria de reinar num reino teocrático sobre todo o mundo. Mas isto nãoaconteceu. Por quê? Qual é o segredo para interpretarmos esse impasse?Precisamos compreender a condicionabilidade das profecias. O profetaJeremias deixou claro, escrevendo as palavras divinas. Ele disse: "Nomomento em que Eu falar acerca de uma nação ou de um reino para oarrancar, derribar e destruir, se a tal nação se converter da maldade contraa qual Eu falei, também Eu me arrependerei do mal que pensava fazer-lhe.E, no momento em que Eu falar acerca de uma nação ou de um reino, parao edificar e plantar, se ele fizer o que é mal perante mim e não der ouvidosà minha voz, então, me arrependerei do bem que houvera dito lhe faria."(Jer. 18:7-10).Como teria sido diferente o destino de Israel se ele tivesse atendido à vozde Deus! Conhecemos a história do povo judeu, e de como Israel recebeucom intolerância a Jesus Cristo que Deus enviara como o Salvador deles edo mundo. Eles não conheceram o tempo de Sua visitação, rejeitando-O, e,finalmente, O crucificaram entre dois ladrões. Se eles tivessem cumprido ascondições estabelecidas no concerto, se tivessem cumprido a sua parte,
  12. 12. Deus certamente também teria cumprido a Sua no grande plano desalvação e restauração.Entretanto, alguns intérpretes modernos entendendo que os judeus hãode se converter como um povo em massa e procurando interpretar asprofecias do AT dentro do NT, o que é que eles fazem? Eles estudam aprofecia de Gogue e Magogue e dizem que isso ainda acontecerá com opovo literal de Israel da Palestina atual. Eles desconsideram as afirmaçõesexplícitas da Bíblia sobre a condicionabilidade das profecias relativas aospovos envolvidos no concerto divino. Evidentemente, haverá muitos errosde interpretação para quem fizer isto.APLICAÇÃO DAS PROFECIASAgora, o que é que nós devemos fazer? A profecia dos novos céus e daNova Terra (Isa. 65:17) é transportada para o NT, e agora sim chegamos aApocalipse capítulo 21, para lembrar que os aspectos essenciais sãopreservados e transferidos para o Novo Testamento. (2Ped. 3:13; Apo. 21).Novos céus e Nova Terra serão uma realidade. Mas alguns aspectos foramdeixados para a Escatologia Antiga, e abandonados, enquanto que agoranós temos um plano diferente, um pouco diferente em alguns pequenosdetalhes, mas os aspectos essenciais são mantidos.Finalmente depois do Milênio, nós teremos novos céus e Nova Terra, nósnão teremos mais morte, não teremos mais os resultados do pecado,porque o próprio pecado será erradicado completamente. "Nunca maishaverá qualquer maldição". (Apo. 22:3). Se no plano antigo havia apossibilidade de morte, pecado e maldição, esses aspectos foram abolidos.Que coisas maravilhosas que nós esperamos! E, ao nós lermos essasmensagens, verificamos como Deus é maravilhoso, ao ter esperado por nós,ao ter permitido um processo longo e demorado para que nós pudéssemosentender as coisas.Por que o povo de Israel não podia entender? Enquanto não aceitassem asverdades básicas que Deus lhes prometia transmitir, eles não podiamcompreender esta grande luz que Ele finalmente haveria de transmitir atodo o povo de Israel e agora transmite ao Israel Espiritual, que é a Suaigreja, em continuação do Seu grande plano de salvar aos remanescentesde Israel.Mas se no passado aquele aspecto demorado, vagaroso, lento e paulatinonão foi cumprido literalmente, agora no Novo Testamento as coisas físicas emateriais serão repentinamente transformadas. A Terra será transformada,os corpos dos justos serão transformados imediatamente em corposimortais, e tudo será renovado repentinamente. Mas há um processo noNovo Testamento, um processo lento, vagaroso e paulatino. Enquanto queos nossos corpos serão transformados "num abrir e fechar de olhos" (1Cor.15:52), nós mesmos em nosso caráter não estamos sendo transformados"num momento". O nosso caráter será desenvolvido através do processo da
  13. 13. santificação. E há, portanto, um aspecto em que este processo é demoradoe paulatino.Como é que nós estamos desenvolvendo este processo em nós? Como éque nós estamos permitindo que Deus desenvolva o nosso caráter? Temosnós entendido estas coisas – que embora a justificação pela fé seja um atoimediato, a santificação é um processo, um processo através de toda anossa vida e que devemos ser hoje melhores do que fomos ontem, eamanhã deveremos ser melhores do que fomos hoje – temos entendidoisto? Como poderíamos censurar o povo de Israel, se em muitos respeitosnós estamos fazendo as mesmas coisas que eles faziam e repetindo osmesmos erros?Temos feito alguma coisa para desenvolver esta santificação e esta salvaçãoque há em nós e que foi iniciada por Jesus Cristo? Ou estamos nósretrocedendo, andando para trás? Temos nós um pecado acariciado?Estamos nós nos desenvolvendo, nos aprimorando e nos santificando?Temos nós ouvido a voz mansa e delicada do Espírito Santo em nossaconsciência? Temos nós como um povo muita luz e pouca prática?Estamos nós nos preparando para o glorioso dia quando Jesus Cristo voltaránas nuvens dos céus?Que Deus nos abençoe e nos dê a vitória final.Pr. Roberto BiaginiMestrado em Teologia

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