Capítulo 9 de daniel

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Capítulo 9 de daniel

  1. 1. Capítulo 9 de DanielSúplica e EntendimentoAo terminar a visão de Daniel 8, o profeta estava deprimido e angustiado; abalado comaquilo que lhe fora revelado e completamente desorientado. Treze anos se passaram eparte da sua interpretação do sonho de Nabucodonosor estava se cumprindo diantedos seus olhos. Babilônia foi finalmente derrotada. O império medo-persa já estavagovernando o mundo.Daniel foi apontado como conselheiro dos presidentes, sentenciado a passar umanoite na cova dos leões e salvo pela poderosa mão de Deus. Naquele mesmo ano, oanjo Gabriel veio até ele com a explicação da visão que o deixara tão perplexo.Daniel 9:1-2 – “No primeiro ano de Dario, filho de Assuero, da linhagem dos medos, oqual foi constituído rei sobre o reino dos caldeus, no primeiro ano do seu reinado, eu,Daniel, entendi, pelos livros, que o número de anos, de que falara o SENHOR aoprofeta Jeremias, que haviam de durar as assolações de Jerusalém, era de setentaanos”.Os medo-persas derrotaram Babilônia em 539 a.C. Daniel era prisioneiro desde 605a.C, quando tinha 17 anos. Então, no tempo do capítulo 9, Daniel deveria ter 83 ou 84anos de idade.Nem o dom de profecia fez com que Daniel negligenciasse o estudo das Escrituras.Como primeiro-ministro da mais preeminente nação da Terra, ele nunca estavaocupado demais para deixar de passar tempo com a Palavra de Deus.Na adolescência, Daniel tinha ouvido Jeremias pregar e sabia que esse profeta erainspirado por Deus. As promessas de Deus, por meio de Jeremias, eram muitoimportantes para ele. A firme crença de Daniel era de que o Senhor cumpriria apromessa para o Seu povo, quando disse: “Assim diz o Senhor: Logo que se cumprirempara a Babilônia setenta anos, atentarei para vós outros e cumprirei para convosco aMinha boa palavra, tornando a trazer-vos para este lugar” (Jeremias 29:10).Daniel já estava no cativeiro por quase setenta anos e, de acordo com os escritos deJeremias, esse cativeiro devia estar chegando ao fim. Mas Daniel estava confuso porcausa de uma discrepância entre sua visão e os escritos de Jeremias. Em sua visão, eletinha visto um longo período de 2.300 anos antes do santuário ser purificado. Isso é oque lhe tirava o sono, enquanto cuidava dos negócios do rei. Este assunto sempreestava presente em suas orações.
  2. 2. Daniel 9:3-4 – “Voltei o rosto ao Senhor Deus, para o buscar com oração e súplicas,com jejum, pano de saco e cinza. Orei ao SENHOR, meu Deus, confessei e disse: ah!Senhor! Deus grande e temível, que guardas a aliança e a misericórdia para com os quete amam e guardam os teus mandamentos;”Daniel reconhecia a majestade de Deus. Os exemplos mostram que os homens maispróximos de Deus, de todos os tempos, foram os que demonstraram maior respeito aomencionarem o Seu nome sagrado.Daniel 9:5 – “temos pecado e cometido iniqüidades, procedemos perversamente efomos rebeldes, apartando-nos dos teus mandamentos e dos teus juízos;”Daniel 9:6 – “e não demos ouvidos aos teus servos, os profetas, que em teu nomefalaram aos nossos reis, nossos príncipes e nossos pais, como também a todo o povoda terra”.Daniel não culpou os perversos reis de Israel, ou o povo idólatra. Ele disse “pecamos”.Quis identificar-se com o povo, a quem amava profundamente. Ele compartilhava asconseqüências da idolatria, mesmo sem ter participado dela.Era como Moisés, que não somente estava disposto a interceder pelo seu povo – adespeito da maneira como eles o haviam tratado – mas também estava pronto amorrer com eles. “Tornou Moisés ao Senhor e disse: Ora, o povo cometeu grandespecados, fazendo para si deuses de ouro. Agora, pois, perdoa-lhe o pecado; ou, senão,risca-me, peço-Te, do livro que escreveste” (Êxodo 32:31-32).Daniel entendeu a importância da confissão como uma parte da oração. “Se euatender à iniqüidade no meu coração, o Senhor não me ouvirá” (Salmo 66:18).Daniel 9:7 – “A ti, ó Senhor, pertence a justiça, mas a nós, o corar de vergonha, comohoje se vê; aos homens de Judá, os moradores de Jerusalém, todo o Israel, quer os deperto, quer os de longe, em todas as terras por onde os tens lançado, por causa dassuas transgressões que cometeram contra ti”.Daniel 9:8 – “Ó SENHOR, a nós pertence o corar de vergonha, aos nossos reis, aosnossos príncipes e aos nossos pais, porque temos pecado contra ti”.Daniel 9:9-10 – “Ao Senhor, nosso Deus, pertence a misericórdia e o perdão, pois nostemos rebelado contra Ele e não obedecemos à voz do SENHOR, nosso Deus, paraandarmos nas Suas leis, que nos deu por intermédio de Seus servos, os profetas”.
  3. 3. Daniel 9:11 – “Sim, todo o Israel transgrediu a Tua lei, desviando-se, para nãoobedecer à Tua voz; por isso, a maldição e as imprecações que estão escritas na Lei deMoisés, servo de Deus, se derramaram sobre nós, porque temos pecado contra Ti”.Daniel 9:12 – “Ele confirmou a Sua palavra, que falou contra nós e contra os nossosjuízes que nos julgavam, e fez vir sobre nós grande mal, porquanto nunca, debaixo detodo o céu, aconteceu o que se deu em Jerusalém”.Daniel 9:13 – “Como está escrito na Lei de Moisés, todo este mal nos sobreveio; apesardisso, não temos implorado o favor do SENHOR, nosso Deus, para nos convertermosdas nossas iniqüidades e nos aplicarmos à Tua verdade”.A Lei da Causa e EfeitoDaniel 9:14 – “Por isso, o SENHOR cuidou em trazer sobre nós o mal e o fez vir sobrenós; pois justo é o SENHOR, nosso Deus, em todas as suas obras que faz, pois nãoobedecemos à sua voz”.Quando qualquer pessoa, qualquer família, qualquer nação, consciente evoluntariamente deixa os caminhos do Senhor, perde as bênçãos e a proteção divina.Em conseqüência, sua vida se enche de problemas, sofrimentos e destruição, que nãoexistiriam caso não tivessem escolhido ignorar as determinações de Deus.Assim, é a rebeldia humana que retém a mão de Deus e dá ao diabo a permissão paranos causar problemas e sofrimentos que, em outra situação, ele não poderia causar.Algumas vezes, Deus nos ensina através do sofrimento o que não aprenderíamos emmomentos de alegria. Alguém já disse que só olhamos para cima quando estamos láembaixo. É muito melhor aprender na alegria do que na dor.Daniel 9:15 – “Na verdade, ó Senhor, nosso Deus, que tiraste o Teu povo da terra doEgito com mão poderosa, e a Ti mesmo adquiriste renome, como hoje se vê, temospecado e procedido perversamente”.Daniel 9:16 – “Ó Senhor, segundo todas as Tuas justiças, aparte-se a Tua ira e o Teufuror da tua cidade de Jerusalém, do Teu santo monte, porquanto, por causa dosnossos pecados e por causa das iniqüidades de nossos pais, se tornaram Jerusalém e oTeu povo opróbrio para todos os que estão em redor de nós”.
  4. 4. Daniel 9:17 – “Agora, pois, ó Deus nosso, ouve a oração do Teu servo e as suas súplicase sobre o Teu santuário assolado faze resplandecer o rosto, por amor do Senhor”.Daniel 9:18 – “Inclina, ó Deus meu, os ouvidos e ouve; abre os olhos e olha para anossa desolação e para a cidade que é chamada pelo Teu nome, porque não lançamosas nossas súplicas perante a Tua face fiados em nossas justiças, mas em Tuas muitasmisericórdias”.Daniel 9:19 – “Ó Senhor, ouve; ó Senhor, perdoa; ó Senhor, atende-nos e age; não teretardes, por amor de ti mesmo, ó Deus meu; porque a tua cidade e o teu povo sãochamados pelo teu nome”.A Resposta Divina à OraçãoDaniel 9:20 – “Falava eu ainda, e orava, e confessava o meu pecado e o pecado do meupovo de Israel, e lançava a minha súplica perante a face do SENHOR, meu Deus, pelomonte santo do meu Deus”.Daniel 9:21 – “Falava eu, digo, falava ainda na oração, quando o homem Gabriel, queeu tinha observado na minha visão ao princípio, veio rapidamente, voando, e me tocouà hora do sacrifício da tarde”.Indiscutivelmente, Daniel está se referindo à visão do capítulo anterior. As duas únicasvisões anteriores foram a interpretação do sonho de Nabucodonosor e a visão deDaniel 7. Mas não há menção ao anjo Gabriel em nenhuma dessas visões.Daniel 9:22 – “Ele queria instruir-me, falou comigo e disse: Daniel, agora, saí parafazer-te entender o sentido”.O anjo estava prestes a explicar sobre o tempo da purificação do santuário, no final docapítulo 8, quando aconteceu algo com Daniel (Dan.8:27). Daniel desmaiou e adoeceu.Por amor a nós, muitas vezes Deus aguarda que tenhamos suficiente condição eentendimento para receber Suas respostas e revelações.O anjo já havia explicado para Daniel a parte do significado da visão que ele era capazde compreender. Agora, ele volta para complementar sua explicação, esclarecendo oassunto que estava causando tanta preocupação a Daniel.Daniel 9:23 – “No princípio das tuas súplicas saiu a ordem, e eu vim, para to declarar,porque és mui amado; considera, pois, a coisa e entende a visão”.
  5. 5. Gabriel veio ajudar Daniel a entender qual era “o sentido”. A que sentido, ou assunto,estava ele se referindo? Era aquilo que, na visão anterior, Daniel não tinha entendido.Sobre o carneiro, o bode e o chifre pequeno Daniel compreendeu, o que não entendeufoi a parte acerca dos 2.300 dias.Daniel 9:24 - Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo e sobre a tuasanta cidade, para fazer cessar a transgressão, para dar fim aos pecados, para expiar ainiqüidade, para trazer a justiça eterna, para selar a visão e a profecia e para ungir oSanto dos Santos.Quando a Bíblia fala de um dia comum, quer dizer um período literal. Está escrito emGênesis sobre manhã e tarde como compondo um dia completo de 24 horas. Jonaspassou três dias e três noites no ventre do grande peixe, assim Jesus estaria “no ventreda terra” durante o mesmo período. Jesus morreu na sexta-feira e no terceiro diaressuscitou. Em Daniel e Apocalipse quando se trata de profecias, fica claro que um diarepresenta um ano.O povo de Daniel eram os judeus. Quantos dias tem uma semana? Sete. Setenta vezessete são 490 dias-proféticos, ou anos. Assim, os 490 anos da primeira parte da profeciadeveriam aplicar-se ao povo judeu. A primeira parte dos 2.300 anos se refere aosjudeus.A expressão “para fazer cessar a transgressão” descreve de maneira apropriada apersistente rejeição de Israel aos mandamentos de Deus, culminando com a rejeição ecrucifixão do Messias esperado.O cumprimento de tudo o que foi profetizado ao fim das 70 semanas, atestaria aautenticidade da visão, colocando um selo de confirmação na profecia. Um selo é umdocumento de autenticidade.Daniel 9:25 – “Sabe e entende: desde a saída da ordem para restaurar e para edificarJerusalém, até ao Ungido, ao Príncipe, sete semana e sessenta e duas semanas; aspraças e as circunvalações se reedificarão, mas em tempos angustiosos”.O anjo Gabriel dividiu o período de 70 semanas em três partes:7 semanas (49 anos);62 semanas (434 anos)1 semana (7 anos).O ponto de partida é identificado como “a saída da ordem para restaurar e para
  6. 6. edificar Jerusalém”. Daniel estava prisioneiro em Babilônia há 70 anos e estavapreocupado em saber quando o povo seria libertado para voltar a Jerusalém ereconstruir a cidade, os muros, o templo e adorar a Deus em paz.Então Gabriel começou com um evento que era muito importante para Daniel. Otempo deveria ser contado a partir da ordem para restaurar Jerusalém até o Ungido, oPríncipe. Quem é o Ungido? Jesus, sem sombra de dúvida.A explicação de Gabriel é clara. A partir do decreto para reedificar Jerusalémtranscorreriam 7 e mais 62 semanas (de anos) até o Cristo, o Messias. Ainda restariamais 1 semana profética para completar as 70 semanas anunciadas. Assim, desde odecreto para restaurar Jerusalém até o Messias, Jesus, transcorreriam 483 anos (7 + 62semanas).Na realidade, foram baixados três decretos; o terceiro deles foi expedido porArtaxerxes e era muito importante porque permitia aos judeus não só partir, comotambém restabelecer a adoração a Deus. Isso ocorreu em 457 a.C.A partir daí, deveriam ser contadas as 69 semanas até o Messias e mais uma, paracompletar os 490 anos. Assim, partindo de 457 a.C., se somarmos mais 483 anoschegaremos ao ano 27 d.C., porque não existe o ano zero. Precisamente nesse anoJesus Cristo, o Messias, foi batizado, ou ungido pelo Espírito Santo (Luc.3:1 e 21).Daniel 9:26 – “Depois das sessenta e duas semanas será morto o Ungido e já nãoestará; e o povo de um príncipe que há de vir destruirá a cidade e o santuário, e o seufim será num dilúvio, e até ao fim haverá guerra; desolações são determinadas”.No ano 70 d.C. a cidade de Jerusalém foi destruída por Tito Vespasiano. A Bíblia previrade forma milimétrica que o santuário terrestre seria destruído.Daniel 9:27 – “Ele fará firme aliança com muitos, por uma semana; na metade dasemana, fará cessar o sacrifício e a oferta de manjares; sobre a asa das abominaçõesvirá o assolador, até que a destruição, que está determinada, se derrame sobre ele”.Os Eventos da Última ‘Semana’Sessenta e nove das setenta semanas determinadas para o povo judeu haviampassado. Faltava a última semana. Uma semana profética, ou sete anos, que teriaminício em 27 d.C. Se somarmos 27 com 7 chegaremos ao ano 34 d.C.
  7. 7. No meio desse período, a Bíblia diz: “e na metade da semana”, o Messias seriacrucificado. A metade da semana são três anos e meio. Se somarmos três anos e meioa partir do outono de 27 d.C. chegaremos à primavera de 31 d.C, data em que Jesus foicrucificado.No final desses 490 anos, em 34 d.C., os judeus selariam seu destino como povo deDeus. Logicamente que como indivíduos poderiam fazer parte do povo de Deus queviria depois. Qualquer pessoa, muçulmano, indiano, judeu, cristão, só é salvo atravésdo sangue de Cristo. Mas os judeus não seriam mais a nação escolhida após 34 d.C.Em 34 d.C., Estevão, o primeiro mártir cristão, foi apedrejado. Os líderes judeusrejeitaram o evangelho e esse passou a ser disseminado entre os gentios. Podemos leressa história no livro de Atos, quando o sumo sacerdote fez um discurso noapedrejamento de Estevão, renunciando a fé cristã, rejeitando a Jesus como o Messias.Em 34 d.C., o evangelho passou a ser pregado aos gentios e a primeira parte dessaprofecia se cumpriu.Os primeiros 490 dos 2.300 anos findaram em 34 d.C. Essa fração do grande períodode 2.300 anos referia-se ao povo de Daniel e à primeira vinda de Cristo. A última partediz respeito ao moderno povo de Deus e à segunda vinda de Cristo.Deus usou um acontecimento que pudemos constatar – a primeira vinda de Cristo –para que compreendêssemos aquilo que não podemos ver – a segunda vinda de Cristo.Ora, se os acontecimentos da primeira parte da profecia se cumpriram pontualmente,obviamente os eventos da segunda parte também hão de se cumprir.“Até duas mil e trezentas tardes e manhãs e o santuário será purificado” (Dan.8:14).Conforme vimos, as 70 semanas são apenas a primeira parte de um período maislongo, do qual elas foram tiradas. Quatrocentos e noventa anos foram amputados dos2.300 anos. Isso nos deixa com 1.810 anos para cumprir a segunda parte da profecia.Como os 490 anos terminaram em 34 d.C., se somarmos mais 1.810 anos, chegaremosao ano de 1844.Mas, alguém poderá dizer: “Nada aconteceu em 1844 que se encaixe na descrição daprofecia!” A profecia disse que, em 1844, o santuário seria purificado. Isso não podeser uma referência ao santuário de Jerusalém, o qual foi destruído em 70 d.C. Só podeser uma referência ao santuário, “o qual o Senhor fundou, e não o homem” (Heb.8:2).Esse é o santuário que está no Céu (Heb. 9:11; Apoc.4:5; 8:3; 11:19).A purificação do santuário no Antigo Testamento fazia referência ao Dia da Expiação,que prefigurava o dia do julgamento. Como poderia o julgamento começar em 1844? A
  8. 8. Bíblia não ensina que ele ocorrerá no tempo da segunda vinda de Cristo? Somenteolhando para o conjunto, o contexto das profecias de Daniel, é que podemosencontrar uma resposta para essa pergunta.Tivemos uma prévia do julgamento no capítulo 7 de Daniel. Note as seguintesexpressões: “Continuei olhando, até que foram postos uns tronos, e o Ancião de Dias Seassentou” (Dan.7:9). “Assentou-se o tribunal, e se abriram os livros” (Dan.7:10). “E eisque vinha com as nuvens do céu um como o Filho do Homem, e dirigiu-Se ao Ancião deDias” (Dan.7:13).Temos aqui um retrato do Ancião de Dias (Deus, o Pai) tomando assento e abrindo oslivros. O Filho do Homem (Jesus) vem com as nuvens dos céus (não nas nuvens, comoem Sua segunda vinda), mas com as nuvens) e aparece diante do Ancião de Dias. Ocapítulo 8 de Daniel continua o tema. A purificação do santuário, portanto, é o mesmoevento do julgamento de Daniel 7.Mais luz é lançada sobre o assunto quando lemos o capítulo 14 de Apocalipse. Temosali a proclamação do evangelho eterno, e a mensagem pregada é: “Temei a Deus e daí-Lhe glória, pois é chegada a hora do Seu juízo” (Apoc.14:7). Essa mensagem não dizque a hora do Seu julgamento será no futuro, mas que ela está no presente.O evangelho está sendo pregado depois de haver chegado o tempo do julgamento. Édito que o dia da volta de Cristo não é conhecido nem pelos anjos do Céu (Mat. 24:36).Mas sobre a hora do julgamento é dito: “Porquanto estabeleceu um dia em que há dejulgar o mundo com justiça, por meio de um Varão que destinou e acreditou diante detodos, ressuscitando-O dentre os mortos” (Atos 17:31).Segundo a mesma profecia (Dan.8:9-14), desde 1844, Deus tem restaurado para omundo a verdade sobre as Escrituras. A verdade que foi perdida durante os séculos,que foi obscurecida por tradições e doutrinas humanas. A verdade de que somossalvos somente por Cristo e que nossas boas obras não nos podem salvar. A verdadede que em qualquer preocupação ou dificuldade que enfrentarmos, precisamos não deum sacerdote terreno, mas de Jesus, nosso Sumo Sacerdote celestial. A verdade deque se nós O amarmos, permitiremos que Ele mude nossos corações e escreva Sua leiem nosso interior.Se estivermos vivendo no tempo do fim desde 1844, então isso é mais do que 150anos! Mas devemos nos lembrar de que Noé pregou a destruição pelo dilúvio durante120 anos. A Terra está sendo julgada por 150 anos, porque o dilúvio final estáchegando. Nos últimos 150 anos, a mensagem de Deus tem sido anunciada ao mundoenquanto o tempo se escoa. Estamos nos aproximando da Grande Crise, do fim do
  9. 9. mundo, da volta de Cristo, dos últimos momentos que precedem a eternidade.As Fases do Julgamento Final:• O julgamento antes da volta de Cristo – Esse é o tempo em que o Filho do Homemvem ao Ancião de Dias, purifica o santuário e investiga os livros (Dan.7:9-14, 27 e 27;Dan.8:14).• O julgamento na segunda vinda – O Filho do Homem separa as ovelhas dos bodes(Mat.25:31-46).• O julgamento durante o milênio – Os santos sentarão nos tronos e o julgamento seráentregue a eles, ao examinarem os registros (Apoc.20:4; I Cor.6:2 e 3).• A sentença final para os ímpios – No final do milênio, os ímpios serão sentenciadosao castigo final (Apoc.20:4 e 12).• A execução – Após a sentença final, os perdidos serão lançados no lago de fogo(Apoc.20:12).Que encorajamento para os cristãos de hoje é saber que nosso Representante estádiante do trono da graça intercedendo em nosso favor! “Por isso, também pode salvartotalmente os que por Ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles”(Heb.7:25).

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