A "Teoria do Intervalo" em Dan. 9:27Pr. Roberto Biagini   - Mestrado em TeologiaO conhecido comentarista romano Hipólito, ...
1) Não é bíblica. Não há a mínima sugestão na Bíblia de que devemos colocar umintervalo no final do período das 69 semanas...
Mas como esses teólogos liberais sustentam a doutrina extra-bíblica doDispensacionalismo, que ensina a conversão futura da...
Portanto, é grave toda interpretação escatológica que não se preocupa com acronologia, mas muito mais grave quando essa cr...
e até ao fim haverá guerra; desolações são determinadas.v. 27 :1)" Ele fará firme aliança com muitos, (Retorna ao 1º Prínc...
potestades, publicamente os expôs ao desprezo, triunfando deles na cruz." (Col.2:14-15).Comentando a teoria do parêntesis ...
10) Não é segura. A teoria do hiato não é uma interpretação segura porque nãoencontra nenhum apoio contextual. Não está se...
(2) É Cristo quem traz a justiça eterna: "A Tua justiça é justiça eterna" (Sal.119:142). "Justiça de Deus mediante a fé em...
(2) Ademais, onde estão os períodos de 1290 e 1335 dias-anos (Dan. 12:11-12)que se encontram próximos cronologicamente dos...
Portanto, os adventistas tem uma hoste de ilustres predecessores para a suaposição.4 Citações extras, como exemplos:1) "O ...
Ou você pode optar pela verdadeira interpretação:A esolha é inteiramente sua. O que você vai fazer com todo esse conhecime...
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A teoria do intervalo em daniel 9 27

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A teoria do intervalo em daniel 9 27

  1. 1. A "Teoria do Intervalo" em Dan. 9:27Pr. Roberto Biagini - Mestrado em TeologiaO conhecido comentarista romano Hipólito, do séc. III confundiu os dois príncipesde Dan. 9:24-27, concluindo que os dois eram um só, interpretando "Ele" do v. 27,como sendo um futuro Anticristo, e não Jesus Cristo que haveria de cessar ossacrifícios.É lamentável que o erro de Hipólito tenha sido copiado por John N. Darby, noséculo IXX, introduzindo o conceito de que a vinda de Cristo consiste de duas fases,o que capturou o pensamento de muitos protestantes de hoje. Uma fase é oarrebatamento secreto dos cristãos, seguido do Seu aparecimento em glória emajestade, 7 anos depois, para governar a Terra por mil anos.Certamente, ele está baseado na "Teoria do Intervalo", que separa a últimasemana de Dan. 9:27, em uma lacuna de mais de 2000 anos, após a qual virá oAnticristo que fará uma aliança com os judeus, mas quebra esta aliança na metadeda semana de 7 anos.O que ensina a Bíblia sobre isto? Há 13 categóricos "nãos" , que justificama não-aceitação da "Teoria do Intervalo".
  2. 2. 1) Não é bíblica. Não há a mínima sugestão na Bíblia de que devemos colocar umintervalo no final do período das 69 semanas de Dan. 9:27. Não há um só paraleloem toda a Bíblia de semelhante acréscimo, em um período profético que foi dadoem sua perfeição completa para ser interrompido.Bíblica é a exposição que segue criteriosamente o seu contexto mediato e imediato,considerando a harmonia entre as partes e sua interpretação natural. Mas comoisso não acontece com a teoria do intervalo, ela pode ser uma interpretaçãohumana, uma tentativa de encontrar a verdade na falta de mais sabedoria, masnão é bíblica.A teoria do hiato coloca a figura do Anticristo dentro desta profecia, para o futuro, oque não consta em nenhum texto, nem nesta parte, nem em qualquer outra partedas Escrituras, para confirmar essa conexão extra-bíblica. Não há um "Assim diz oSenhor" para autorizar a adição de um intervalo em Dan. 9:27.2) Não é perfeita. A teoria do intervalo desfaz a perfeição profética tanto doperíodo, como dos acontecimentos relacionados. O número 70 é formado de 7 x10; o número 7 indica a perfeição do período (como na própria semana de 7 dias);o número 10 indica a perfeição do governo e da vontade divina (como visto nos 10mandamentos). Dan. 9:24 expõe o período, colocando o limite próprio, além dedefinir claramente o propósito sêxtuplo, acrescido do 7º propósito no verso 27, quedescreve o acontecimento que seria exato em sua perfeição para dar o sentido maisbíblico e exato, na morte do Messias. Isto tudo deve se cumprir dentro das 70semanas.Ora, separar a última semana, uma única, de 69 outras semanas é tornarimperfeito um período perfeito, de 70 semanas, e frustrar o acontecimento maisperfeito que foi o sacrifício do Messias na Cruz do Calvário, que deve culminar coma metade da semana dos 7 anos restantes, no ano de 31 d.C.É por esse perfeito sacrifício que Jesus Cristo comunica a perfeição à Sua Igreja(Heb. 10:14). A teoria do intervalo retira essa perfeição profética, colocando sobreos ombros do Anticristo uma obra que não lhe foi atribuída. Portanto, não é perfeitoseparar um período perfeito, cujos propósitos se ajustam e se cumprem comexatidão.3) Não é necessária. Os advogados da teoria do intervalo afirmam que se nãohouver uma lacuna entre as 69 semanas e a 70ª, se o período for contínuo, nãohaveria mais nada a dizer-se sobre o futuro. Dizem que esse hiato é necessáriopara que tenhamos uma visão do futuro. Entretanto, esta necessidade não existe,porque a profecia das 70 semanas não foi dada para o mundo em geral, mas para opovo judeu: "Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo e sobre a tuasanta cidade." (Dan. 9:24), delimitando a Teocracia de Israel para apenas mais 490anos daquela parte do tempo do profeta, e no final desse tempo, não haveria maischance para uma nação que rejeitaria o Messias de Deus dizendo: "O Seu sanguecaia sobre nós e sobre os nossos filhos". (Mat. 27:25).Ademais, esta profecia é uma ampliação do capítulo 8:14, para explicar a primeiraparte e o ponto de partida da profecia dos 2300 anos (Dan. 8:26-27; 9:21-22).Mas, falando desta visão disse o anjo: "... esta visão se refere ao tempo do fim" e"há de acontecer no último tempo da ira, porque esta visão se refere ao tempodeterminado do fim." (Dan. 8:17,19,26). Ora, se esses intérpretes da profeciaestão procurando um período que se estenda até o "tempo do fim", devem entãoprocurar no capítulo anterior, em Dan. 8, porque este, sim, é claro em afirmar averdade sobre o fim dos séculos.
  3. 3. Mas como esses teólogos liberais sustentam a doutrina extra-bíblica doDispensacionalismo, que ensina a conversão futura da nação israelita ao verdadeiroMessias, e a separação de judeus e gentios, se vêem na necessidade de criar umintervalo para adaptar a profecia às suas crenças preconcebidas.Entretanto, a Bíblia ensina claramente o fim da Teocracia judaica no próprio textoestudado, onde o profeta Daniel expõe o tempo de graça para Israel: "Setentasemanas estão determinadas sobre o teu povo e sobre a tua santa cidade." (Dan.9:24).Cristo confirmou esta interpretação, quando diante dos líderes judeus falou:"Portanto, vos digo que o reino de Deus vos será tirado e será entregue a um povoque lhe produza os respectivos frutos." (Mat. 21:43). Logo depois, Ele chorou aocontemplar a cidade condenada, dizendo que o seu tempo de graça estavaexpirando, ao afirmar: "Eis que a vossa casa vos ficará deserta." (Mat. 23: 37-38).O Espírito Santo estaria fora de qualquer templo que fosse reedificado após adestruição do seu santuário, predito por Daniel (9:26) e também profetizado pelogrande Profeta e Mestre (Mat. 24:1-2).Acabou-se a Economia judaica, cumpriu-se a profecia de Dan. 9:26-27. Após isto, oevangelho foi pregado para os gentios que também deveriam ter a suaoportunidade. Mas ainda assim, lá estavam os judeus atrapalhando a pregação queera dirigida aos gentios. Pelo que disse o apóstolo Paulo: "a ponto de nosimpedirem de falar aos gentios para que estes sejam salvos, a fim de iremenchendo sempre a medida de seus pecados. A ira, porém, sobreveio contra eles(contra os judeus – v. 14-15), definitivamente." (1Tes. 2:16).Portanto, não é necessário um intervalo para nos indicar o futuro, porque asprofecias relativas ao tempo do fim se encontram explanadas nos capítulosescatológicos de Dan. 2, 7, 8, e 11-12.4) Não é cronológica. A teoria de que tratamos segue a cronologia profética até oseu final, percorrendo as 69 semanas, mas quando abandona a seqüência paraadicionar um hiato perde a cronologia exigida pelo próprio texto que se pretendeexplicar.É de se admirar que as duas primeiras partes (7 semanas e 62 semanas) seguem opadrão cronológico sugerido pelo texto, mas que logo ao chegar à terceira unidade(1 semana), sem nenhum motivo para isso, o autor da teoria abandona acronologia, para se satisfazer em criar um intervalo, inadmissível em qualquerestudo sério de escatologia.Toda escatologia sem cronologia evidente por si mesma e pelo texto estudado sofredo perigo de ser considerada uma falsa teoria e perigosa interpretação, da qualmuitos vão depender até o seu modo de vida, como acontece nesse caso, em quemuitos estão acomodados, julgando que tudo já está resolvido para o seu futuro, eque nada mais tem a fazer a não ser continuar em sua fé pelo que Cristo já fez naCruz. O resultado é um preparo frouxo e acomodado."É somente mediante uma ginástica hermenêutica e uma suspensão da razão queum intervalo imenso pode ser importado para Daniel, a fim de interromper operíodo de tempo de outra forma cronologicamente exato." (Dr. K.L.Gentry Jr., As70 Semanas de Daniel).
  4. 4. Portanto, é grave toda interpretação escatológica que não se preocupa com acronologia, mas muito mais grave quando essa cronologia é claramente indicadapelo texto profético estudado, como base e fundamento da verdade.5) Não é natural. Espera-se de uma interpretação profética que seja natural eespontânea, seguindo-se as mínimas regras de interpretação, que parta a suaexposição do próprio texto, conforme a indicação do mesmo. Mas se há umacréscimo de alguma coisa estranha ao texto, que não tenha um relacionamentonatural e comum das partes entre si, é uma falsa interpretação, que precisa serreestudado, sem isenção.O apóstolo Pedro advertiu à igreja primitiva: "Tende por salvação a longanimidadede nosso Senhor, como igualmente o nosso amado irmão Paulo vos escreveu,segundo a sabedoria que lhe foi dada, ao falar acerca destes assuntos, como, defato, costuma fazer em todas as suas epístolas, nas quais há certas coisas difíceisde entender, que os ignorantes e instáveis deturpam, como também deturpam asdemais Escrituras, para a própria destruição deles." (2Ped. 3:15-16). Umainterpretação profética jamais deveria ser torcida, deturpada, ou forçada, em seusignificado original para que seja natural em sua compreensão.6) Não é exegética. O ensino da teoria do hiato se perde por sua falta de exegeseséria do texto bíblico. Para se fazer uma exegese, são necessários algunselementos indispensáveis, como: estudo das línguas originais, estudo do contextomediato e imediato, gramática, estrutura literária do texto, bem como o tipo deliteratura apresentada, para citar algumas ferramentas.Mas, para não nos alongarmos demasiadamente, vamos considerar apenas o tipode literatura que foi usada. Muitas vezes, a poesia hebraica é um recurso usado nosescritos proféticos, dando beleza e força de expressão. Na poesia, logo nosdeparamos com o método dos paralelismos: sinônimos, sintéticos, antitético,alternativos e quiasmas. A estrutura literária poética de Dan. 9:24-27 possui sinônimos, antíteses, equiasmas (linhas em X, "qui" – do grego), além do jogo de palavras [como apalavra "cortar" que no original tem a mesma raiz das palavras traduzidas por"valados", "determinadas" e "decretada"]. Mas o grande auxílio da poesia nestecaso são os contrastes que nos ajudam a identificar o sujeito "Ele" do v. 27.O grande problema por que muitos não podem ver a Cristo é a identificação dosujeito "Ele" com o Anticristo futuro. Mas tudo se esclarece se podemos ver doispríncipes em luta e em frisante contraste:v. 26 :1) será morto o Ungido, (Príncipe no v. 25: morte ao 1º Príncipe)e já não estará ("não estará" na destruição que segue logo abaixo)2) e o povo de um príncipe que há de vir ("estarão" para destruir:)destruirá a cidade e o santuário,e o seu fim será num dilúvio, (morte ao 2º príncipe: o destruidor é destruído.)
  5. 5. e até ao fim haverá guerra; desolações são determinadas.v. 27 :1)" Ele fará firme aliança com muitos, (Retorna ao 1º Príncipe)por uma semana;na metade da semana,fará cessar o sacrifício e a oferta de manjares;2)" sobre ... abominações virá o assolador, (Retorna ao 2º príncipe)até que a destruição, que está determinada, se derrame sobre ele.É evidente o contraste dos dois príncipes em luta. A ordem é esta:1) Primeiramente, destaca-Se o Messias, que morre.2) Logo após, vem o destruidor, que também morre.1)" A seguir, Gabriel retorna com o 1º Príncipe, Cristo que constrói.2)" Logo, vem o assolador que é destruído.As linhas 1) e 2) estão em paralelo, mas em contraste. A mesma estrutura se vênas linhas 1)" e 2)": estão em paralelo, mas em contraste. Entretanto, as linhas 1)e 1)" estão em harmonia, como também as linhas 2) e 2)". Esta é a estruturapoética e profética dos versos 26-27. A identificação desta forma poética ajudará aidentificar os personagens, e trará a verdadeira interpretação dos termos.A conclusão é clara: o maior personagem é enfatizado como sendo o Messias e Suaobra redentora. O anjo Gabriel não estava tão preocupado com o inimigo, mas como perigo de rejeitar o Messias, porque isso traria o destruidor da própria nação e dotemplo. Essa seria a sorte do povo judeu, embora havia um escape para osarrependidos.A identificação também virá com a resposta à palavra-chave destruição". Quem é oassolador, quem é que destrói? É evidente que no verso 27, o assolador éapresentado como o segundo personagem, após o Cristo identificado como o "Ele"do início do verso.A teologia identifica o fato de que Cristo (Ele) ao morrer na Cruz, não só (1) cessaos sacrifícios, como também (2) triunfa sobre o assolador e seus aliados,mencionados na segunda parte do verso. O apóstolo Paulo disse: "[1] tendocancelado o escrito de dívida, ... que constava de ordenanças, ... removeu-ointeiramente, encravando-o na cruz; e, [2] despojando os principados e as
  6. 6. potestades, publicamente os expôs ao desprezo, triunfando deles na cruz." (Col.2:14-15).Comentando a teoria do parêntesis ou intervalo, diz o teólogo Gentry: "Esseargumento ignora as peculiaridades do estilo poético hebraico. A mente orientalfrequentemente confunde a preocupação ocidental com uma sucessão cronológica;a estrutura ocidental não pode ser inserida na passagem. Esse "padrãorevelacional" permite uma repetição paralela e expansão do assunto, sem exigiruma sucessão real no tempo." (Dr. K.L.Gentry Jr., As 70 Semanas de Daniel).E mais: "Essas propostas futuristas repousam, essencialmente, sobre umacompreensão errônea dos padrões de pensamento da poesia hebraica... elasrepresentam uma leitura do idioma hebraico através de óculos ocidentais". (FrankHolbook, Symposium on Revelation - Book 1, pág. 327). "7) Não é climática. O modo de colocação dos termos da profecia, a ordem dostemas, a seqüência das divisões do período, e a explicação do anjo levam ao pontomais climático que é a realização de todo o período das 70 semanas com o seuponto climático na última semana. O clímax é esperado na profecia imediatamentena sua parte final.O texto não sugere um anticlímax, como a teoria do intervalo quer impor,dogmaticamente. O texto sugere fortemente um momento culminante, e tem umatendência para o seu final imediato. Nada de um hiato distanciando a parte maisesperada da profecia para um povo que aguardava ansiosamente o Messias, naplenitude dos tempos.8) Não é cristocêntrica. A teoria do intervalo ignora que a principal Figuraapresentada em Dan. 9:27 seja o Messias, sendo a Sua morte e rejeição doCrucificado pelos judeus a própria razão da destruição de Jerusalém: "Porque estesdias são de vingança, para se cumprir tudo o que está escrito." (Luc. 21: 22; VerMat. 24:15).O período começa com vários objetivos que tratam do pecado e sua vitóriaesmagadora. Mas se as partes em que o período é dividido são importantes,apontam, no entanto, para a parte superimportante, que é o seu finalcristocêntrico: a obra de Jesus Cristo para cumprir os 7 objetivos na sua mortecomo o Messias.Esta é a parte mais importante, porque é o acontecimento sobre o qual gravitamtodas as verdades da Bíblia. Esta profecia bíblica encontra o seu cumprimentomáximo na Pessoa de Cristo, que morreu na metade da semana, realizando a suaobra salvífica para a humanidade.A teoria do intervalo falha em não reconhecer essa verdade cristocêntrica, para darlugar ao Anticristo e, portanto, perde-se no intuito de apresentar um futuropersonagem estranho à profecia, e deixa de visualizar a mensagem cristocêntricado "Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo" (João 1:29).9) Não é proporcional. Um período de 383 anos, seguido por outro período de 7anos, um período quase terminado num total de 490 anos, mas interrompidoabruptamente para além de 2000 anos é algo simplesmente desproporcional. Denovo, retirar 1 simples semana de 70 semanas e lançá-la inadequadamente paraum futuro indefinido de mais de 2000 anos, sem nenhuma certeza de seucumprimento, é completamente desproporcional e descabido.
  7. 7. 10) Não é segura. A teoria do hiato não é uma interpretação segura porque nãoencontra nenhum apoio contextual. Não está segura no contexto imediato, nem nocontexto mediato. Não se baseia em nenhuma segurança próxima ou distante. Nãotem nenhum "Assim diz o Senhor" para certificar a certeza de sua pretensão. E nãoé sábio se aventurar numa interpretação insegura, vacilante e comprometedora.A grande falácia da doutrina do intervalo é que promove insegurança espiritual àIgreja que ficando confusa sobre o tempo de sua tribulação, recebe a promessa deque no tempo do Anticristo ela será retirada da Terra pelo Arrebatamento Secreto,mas peca ao se deparar com muitos textos que indicam claramente que a Igrejapassará pela tribulação e é provada nela, tendo experimentado a fúria de Satanás edo Anticristo. (Dan. 12:1; Apoc. 7:14; 12:17; 13:15-17).A doutrina do intervalo, juntamente com a doutrina do Dispensacionalismo, que é asua própria base, não é segura, porque leva o povo de Deus a relaxar o seupreparo, confiando em uma falsa segurança.11) Não é lógica. O pensamento de um possível intervalo dentro de um períodoprofético criteriosamente estabelecido na Escritura não é lógico. As lógica exigeuma proposição e as provas que a estabelecem. A proposição do profeta Daniel seencontra no v. 24 (Dan. 9:24); as provas seguem através da divisão do período em7 + 62 + 1, resultando em 70. Não é lógico separar a última semana, que é umadas três unidades que complementam e exatificam o número 70, com todas asexplanações do anjo assistente Gabriel, que se deu ao trabalho de unir as partesligadas pelos números e acontecimentos correlatos.A coisa mais lógica que se espera de um período profético é que ele tenha um inícioe um fim, como é o caso dos períodos de 1260, 2300, 1290, 1335 anos (Dan. 7:25;8:14; 9:24; 12:7, 11, 12; Apo. 11:2,3; 12:6,14; 13:5) – todos eles contínuos, semnenhum intervalo entre eles, como é também o caso de 70 semanas que tambémsão uma unidade inseparável e contínua (Dan. 9:24). Se não fosse assim, nãohaveria por que procurar exatidão profética.É lógico que a 70ª semana se refira aos 7 anos seguintes à 69ª, isto é, ao períodoem que o ministério do Messias tomou o lugar. As palavras do texto em nenhumaforma indicam uma quebra ou intervalo. Ora, sair da lógica mais simples, é errar nainterpretação e violentar o texto, fazendo-o dizer o que a profecia não diz.12) Não é coerente. A teoria do hiato, da descontinuidade do período profético deDan. 9:27, não é coerente com o próprio ensino da profecia. O Anticristo não poderealizar a obra estipulada como sendo os 7 acontecimentos e propósitos do v. 24 e27: (1) "para fazer cessar a transgressão", (2) "para dar fim aos pecados", (3)"para expiar a iniqüidade", (4) "para trazer a justiça eterna", (5) "para selar a visãoe a profecia", (6) "para ungir o Santo dos Santos", e (7) "cessar o sacrifício e aoferta de manjares".Tudo isso é Obra exclusiva do Messias e tudo isso pertence ao propósito finaldas 70 semanas:(1) É Cristo que trata com o pecado de modo a extirpá-lo: "Eis o Cordeiro deDeus, que tira o pecado do mundo! Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado domundo!" (João 1:29). "...agora, ... ao se cumprirem os tempos, se manifestou umavez por todas, para aniquilar, pelo sacrifício de si mesmo, o pecado."
  8. 8. (2) É Cristo quem traz a justiça eterna: "A Tua justiça é justiça eterna" (Sal.119:142). "Justiça de Deus mediante a fé em Jesus Cristo, para todos e sobretodos os que crêem" (Rom. 3:22).(3) É Cristo quem sela a profecia: "O tempo [Dan. 9:24-27] está cumprido, e oreino de Deus está próximo; arrependei-vos e crede no evangelho." (Marc. 1:15).(4) É Cristo quem unge o Santo dos Santos: "Ora, o essencial das coisas quetemos dito é que possuímos tal sumo sacerdote, que se assentou à destra do tronoda Majestade nos céus, como ministro do Santuário [celestial]" (Heb. 8:1). "...peloSeu próprio sangue, entrou no Santo dos Santos, uma vez por todas, tendo obtidoeterna redenção." (Heb. 9:12).(5) É Cristo quem faz cessar a lei cerimonial, os sacrifícios e as ofertas demanjares: "E Jesus, clamando outra vez com grande voz, entregou o espírito. Eisque o véu do santuário [terrestre] se rasgou em duas partes de alto a baixo" (Mat.27:50-51). "Aboliu, na sua carne, a lei dos mandamentos na forma de ordenanças"(Efé. 2:15). "Tendo cancelado o escrito de dívida, ... que constava de ordenanças,... removeu-o inteiramente, encravando-o na cruz." (Col. 2:14).(6) É Cristo quem faz uma "firme aliança", tão firme que é eterna: "Farei comeles aliança eterna" (Jer. 32:40). "Porque isto é o meu sangue, o sangue da novaaliança, derramado em favor de muitos, para remissão de pecados." (Mat. 26:28).A idéia do original hebraico é "confirmar a aliança", que evidentemente já existia,por ser eterna; não tanto fazer uma aliança ainda inexistente.(7) É Cristo quem deu esta profecia e a interpretou: "Quando, pois, virdes oabominável da desolação de que falou o profeta Daniel [9:27], no lugar santo(quem lê entenda), então, os que estiverem na Judéia fujam para os montes."(Mat. 24:15-16). "Quando, porém, virdes Jerusalém sitiada de exércitos, sabei queestá próxima a sua devastação... Porque estes dias são de vingança, para secumprir tudo o que está escrito... Cairão a fio de espada e serão levados cativospara todas as nações." (Luc. 21:20, 22, 24). É evidente que Cristo interpretavaDan. 9:27, predizendo a destruição da cidade de Jerusalém no ano 70 d.C. pelosromanos, considerados por Ele como "o abominável da desolação".Introduzir o futuro Anticristo nesse meio é colocar um corpo estranho paraa realização dos santos propósitos divinos; mas Deus não tem parceriacom Satanás. Seria fazer o texto dizer o que não tem a intenção de dizer.Seria forçá-lo à incoerência.Faltaria espaço para considerar em maior profundidade outra grande incoerênciasobre a metade da semana (Dan. 9:27), que todos concordam ser de 3 ½ anos:Como podem os teólogos da teoria do intervalo tomar o período de Dan. 7:25 (Dan.12:7; Apo. 11:2,3; 12:6,14; 13:5), que descreve um período profético de 1260dias-anos e usá-los como 3 ½ anos para se adaptarem à metade da últimasemana em Dan. 9:27?(1) Se o princípio dia-ano (Núm. 14:34; Eze. 4:6-7, 1 dia = 1 ano) foi usado parachegarem aos 490 anos (70 semanas x 7dias = 490 dias), então, pelo menos poramor à coerência, 1260 dias também devem ser 1260 anos. Por que as 70 semanassão interpretados como tempo profético e os 1260 dias não são? Mas, se forementendidos como devem ser, tempo profético de dias-anos, como poderiam caber1260 anos dentro de 1 semana de 7 anos, para ser a metade da semana?
  9. 9. (2) Ademais, onde estão os períodos de 1290 e 1335 dias-anos (Dan. 12:11-12)que se encontram próximos cronologicamente dos 1260? (Dan. 12:7: 3 ½ tempos= 1260 dias).(3) E ademais ainda, onde estão os diferentes contextos dessas profeciasrelacionadas aos 1260 dias?(4) E finalmente, como podem colocar no futuro indefinido uma profecia que já secumpriu no passado (538-1798 d.C.), com o surgimento e queda do Papado,cujos contextos se adaptam perfeitamente? E isso é confirmado pelos grandesintérpretes da profecia escatológica!Conseqüentemente, desfaz-se o período de 3 ½ anos, baseados em 7 textosextemporâneos, e está desfeita a teoria do intervalo. Simples-mente, não hácoerência.Portanto, a teoria do intervalo não é coerente com o ensino bíblico geral nem com oensino particular do anjo Gabriel de Dan. 9:24-27, que interpreta esse períodocomo sendo um período completo, terminado, acabado.13) Não é conservadora. Há um grande número de teólogos conservadores queinterpretam o período das 70 semanas como sendo uma unidade completa einseparável. Aqueles que aceitam a interpretação que conecta a 70ª semanacom o Messias e não com o Anticristo incluem os seguintes eruditos:1- Pais da Igreja primitiva: Tertullian, Eusebius, Athanasius, Cyril de Jerusalém,Polychronius, e Augustine.2- Escritores cristãos medievais: O Venerável Bede, Thomas Aquinas, andArnold de Villanova.3- Líderes da Pré-Reforma: Wycliffe e Brute, junto com tais reformadores como Luthero, Melanchthon, Funck, Selnecker, Nigrinus, e Heinrich Bullinger.4- Eruditos da Pós-Reforma: Joseph Mede, Sir Isaac Newton, William Whiston,Johann Bengel, Humphrey Prideaux, John Blair, e James Ferguson.5- Exegetas do Mundo Antigo do Século IXX: Jean de la Flechere, WilliamHales, George Faber, Thomas Scott, Adam Clarke, Thomas Horne, Archibald Mason,John Brown, John Fry, Thomas White, Edward Cooper, Thomas Keyworth, AlfredAddis, William Pym, Daniel Wilson, Alexander Keith, Matthew Habershon, EdwardBickersteth, e Louis Gaussen, como também o último Havernick, Hengstenberg, ePusey.6- Expositores Americanos do Séc. IXX: Elias Boudinot, William Davis,Moderador Joshua Wilson, Samuel McCorkle, Robert Reid, Alexander Campbell, Josede Rozas (Mexico), Adam Burwell (Canadá), Robert Scott, Stephen Tyng, IsaacHinton, Richard Shimeall, James Shannon, e John Robinson.7- Expositores do Século XX: C.H.Wright, R. D. Wilson, Boutflower, e outrosmuito numerosos para serem mencionados.
  10. 10. Portanto, os adventistas tem uma hoste de ilustres predecessores para a suaposição.4 Citações extras, como exemplos:1) "O povo de um príncipe. Certamente os Romanos, o povo do príncipe,destruíram a cidade e o santuário em um modo mais completo do que qualqueroutro, desde Nabucodonozor." (Pulpit Commentary, Exposition em Dan. 9:26).2) "Na metade da semana. A interpretação comum aplica essas palavras àcrucifixão de nosso Senhor..." (Pulpit Commentary, Exposition, em Dan. 9:27).3) "O fim da economia judaica... o fim da dispensação judaica... O Tempo. Docomeço do ministério do Senhor acerca do tempo da morte de Estevão e oespalhar-se da Igreja judaica cristã – cerca de 7 anos. ... as "70 semanas" estavamacabadas. Daí para frente, a história dos Atos dos Apóstolos volta-se para osgentios." (H.T.Robjohns, Pulpit Commentary, Homiletics, em Dan. 9:26-27).4) "Versículo 27. É melhor considerar o sujeito como o Messias, visto que Ele é aPessoa mais proeminente desta passagem. O concerto que deverá prevalecer seriao concerto da graça pelo qual o Messias, por meio de Sua vida e morte, obtém asalvação para Seu povo. O septuagésimo sete se refere, dessa maneira, ao tempoda vida terrena de nosso Senhor. Na metade desse sete o Messias, por meio daSua morte, faz cessar os sacrifícios judaicos (cf. Hb 8.13). " (Novo Comentário daBíblia, Dan. 9:27). "ConclusãoVocê pode escolher esta interpretação forçada
  11. 11. Ou você pode optar pela verdadeira interpretação:A esolha é inteiramente sua. O que você vai fazer com todo esse conhecimentomaravilhoso? Espero que você seja iluminado pelo Espírito Santo e escolha averdade. "E conhecereis a verdade e verdade vos libertará" do erro, do pecado e damorte (João 8:32).

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