14 compreendendo os sete selos. apoc. 6

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14 compreendendo os sete selos. apoc. 6

  1. 1. COMPREENDENDO OS SETE SELOS Apocalipse 6 Os comentadores da Bíblia com freqüência equiparam a estruturaparalela dos 7 selos em Apocalipse 6 com o discurso profético de Jesusnos Evangelhos sinóticos. Beasley-Murray fala por muitos quando diz:"Nenhuma passagem no Novo Testamento está mais intimamenterelacionado a este elemento [os selos] dentro do livro do Apocalipse queo discurso escatológico dos Evangelhos, Marcos 13 e as passagensparalelos (Mat. 24 e Luc. 21)".1 Colocando as duas seqüências proféticasem forma paralela, elas mostram que os 7 selos apresentam as mesmascaracterísticas e a mesma ordem consecutiva do o discurso do Monte dasOliveiras. Marcos 13 (E PARALELOS) APOCALIPSE 61. Guerras v. 7. Mar. 24:6 Guerra v. 22. Luta internacional. V. 8; Mat. 24:7 Luta v. 43. Terremotos v. 8; Mat. 24:7 Fome vs. 5.64. Fomes v. 8; Mat. 24:7 Pestilência v. 85. Perseguição vs. 9,10; Mat. 24:9 Perseguições vs. 9,106. Pregação do Tempo de evangelho vs. 10,13; Mat. 24:14 Espera v. 117. Eclipses, queda Eclipses, queda de estrelas vs. 24,25; Mat. 24:29 de estrelas vs. 12,138. Temor pela vinda v. 19; Luc. 21:25,26; Temor pela ira de Cristo Mat. 24:30 do Cordeiro vs. 15-17 Esta comparação mostra que devemos considerar os selosconsecutivos em Apocalipse 6 como a exposição ulterior de Cristo deseu discurso anterior no que tinha resumido a seus discípulos o que lhesaconteceria durante sua missão no mundo. Isto significa que os selospredizem não só os juízos do tempo do fim mas também os juízos
  2. 2. Compreendendo os Sete Selos. Apoc. 6 2messiânicos durante toda a época da igreja. Em Mateus 24 Jesus adotouo estilo apocalíptico de Daniel de repetição e ampliação. Duas vezesJesus começou seu esboço com sua própria geração e depois passourapidamente adiante na história até o fim da era da igreja, como se podever por Mateus 24:1-4 e 24:15-31. Jesus anunciou que as guerras queviriam, as fomes, as perseguições e a apostasia não precederiamimediatamente a sua volta: "Quando ouvirdes falar de guerras e revoluções, não vos assusteis;pois é necessário que primeiro aconteçam estas coisas... E cairão a fio deespada e para todas as nações serão levados cativos; e Jerusalém serápisada pelos gentios, até que os tempos dos gentios se completem" (Luc.21:9, 24). Jesus lhes advertiu especificamente contra uma expectativaiminente: "Respondeu ele: Vede que não sejais enganados; porque muitos virãoem meu nome, dizendo: Sou eu! E também: Chegou a hora! Não os sigais"(Luc. 21:8). Se os selos desenvolvem em forma adicional Mateus 24, então osselos igualmente se estendem sobre os séculos do período da era cristã.Esta perspectiva histórica dos selos expressa o fluxo estrutural do livrodo Apocalipse da época histórica até o juízo final. O Significado da Era Cristã É instrutivo refletir sobre o significado das predições de Cristo deguerras, desastres na natureza, perseguições dos santos e uma crescenteapostasia da verdade, o amor e a moral. Os selos de Apocalipse 6assinalam o significado de toda a história ao colocá-los em umaperspectiva do tempo do fim, isto é, à luz dos destinos eternos. Tanto aigreja como a história mundial recebem seu significado transcendental dasoberania e os juízos de Cristo (cap. 5). Ele coloca a história do homemno contexto mais amplo do conflito espiritual entre Deus e Satanás e
  3. 3. Compreendendo os Sete Selos. Apoc. 6 3seus respectivos princípios de governo. O apóstolo Paulo reconheceuisto: "Porque a mim me parece que Deus nos pôs a nós, os apóstolos, emúltimo lugar, como se fôssemos condenados à morte; porque nos tornamosespetáculo ao mundo, tanto a anjos, como a homens" (1 Cor. 4:9). O crisol da história humana é o meio pelo qual Cristo santifica osque aceitam seu senhorio e testemunho de verdade sob as circunstânciasmais adversas. Por outro lado, demonstra sobre a terra os amargos frutosda rebelião contra ele, perdoando as vistas de seus inimigos, desde Caimpara frente. Ellen White oferece esta profunda revelação: "Satanás está constantemente em atividade, com intensa energia e sobmil disfarces para representar falsamente o caráter e governo de Deus. Complanos extensos e bem organizados, e com poder maravilhoso está ele aagir para conservar sob seus enganos os habitantes do mundo. Deus, o Serinfinito e todo sabedoria, vê o fim desde o princípio, e, ao tratar com o mal,Seus planos foram de grande alcance e compreensivos. Foi o Seu intuitonão somente abater a rebelião, mas demonstrar a todo o Universo anatureza da mesma. O plano de Deus estava a desdobrar-se, mostrandotanto Sua justiça como Sua misericórdia, e amplamente reivindicando Suasabedoria e justiça em Seu trato com o mal".2 Cada calamidade proporciona uma nova oportunidade para que ohomem caído se volte para Deus. Cristo ensinou esta lição a partir dosacontecimentos de seu próprio tempo (ver Luc. 13:1-5; também João 9:2,3). No passado do Israel, Deus tinha enviado quatro juízos sobre seupovo do pacto, que era rebelde: guerra, praga, fome e morte (ver Lev.26:23-26; Deut. 32:23-25, 42 ["minhas setas"]; Ezeq. 14:12-14, 21). Masesses juízos nunca foram o juízo final de Deus. Serviram como juízospreliminares, para motivar seu povo rebelde a voltar-se para Deus (verOsé. 5:14, 15; 6:1-3). Quanto a isto também o Antigo Testamento é umlivro de lições para a igreja (1 Cor. 10:11 ). Cristo deseja que a igreja compreenda que os juízos vindouros aindaestão limitados por sua vontade. Deus ainda está no comando mesmoque seus filhos morram como mártires. Também coloca limites ao
  4. 4. Compreendendo os Sete Selos. Apoc. 6 4cavaleiro amarelo sob o quarto selo (Apoc. 6:8). De igual maneira,Apocalipse 12 e 13 afirmam que o anticristo recebe não mais de 3 ½tempos proféticos, enquanto que à última rebelião é concedida apenas"uma hora" (Apoc. 17:12). Apocalipse 5 ensina que a responsabilidade pelos juízos de Deus foitransferida a Cristo. Os selos apocalípticos, e por extensão as trombetas eas pragas, todos devem entender-se como juízos messiânicos. O Cristoentronizado é o Senhor da história, ou como Leão de Israel ou como oCordeiro de Deus (Apoc. 5:5, 6). Isto significa que os que rechaçam osangue do Cordeiro terão que enfrentar a "ira do Cordeiro" (Apoc. 6:16,17). Pela fé em Cristo os homens podem confiar que a era cristã temsignificado, porque leva a humanidade adiante, a seu destino glorioso. Desenrolando o Livro da Providência Em Apocalipse 6, os selos desenvolvem a visão da coroação deCristo como o Cordeiro imolado que aparece no capítulo 5. O Cordeirosó abre os selos do rolo da escritura da providência. Sempre que Cristoabre um dos 4 primeiros selos, um dos 4 serafins diz "como com voz detrovão": "Vem e vê!" Em resposta aparecem 4 cavalos em formaconsecutiva, cada um com uma cor diferente: branco, vermelho, preto eamarelo. Estes cavalos levam cavaleiros diferentes. São enviados à terraum depois que o outro cumpriu sua missão atribuída. Entendemos quecada cavalo se une aos prévios já enviados, de maneira que finalmente os4 cavalos cavalgam juntos sobre a terra até o fim da era cristã. Isto quer dizer que os primeiros 4 selos ainda não estão completos,inclusive no tempo do fim. João está em dívida com o AntigoTestamento para esta linguagem figurada de cavalaria celestial. Em suasvisões, Zacarias descreve 4 cavalos com cores diferentes (Zac. 1:8-17 e6:1-8). Isto indica que devemos considerar o significado dos 4 cavalossimbólicos do Zacarias antes de interpretar os 4 cavaleiros apocalípticos.
  5. 5. Compreendendo os Sete Selos. Apoc. 6 5 Em Zacarias 1 atribuiu-se aos cavaleiros o dever de inspecionar omundo gentio com o fim de observar qualquer movimento para restaurarJerusalém e Judá (1:10). Este relatório foi frustrante: nada estavaacontecendo (v. 11). Entretanto, Deus assegura ao profeta que apesar dasaparências contrárias, ele estava trabalhando por Jerusalém e Sião comgrande zelo (v. 14), enquanto que ao mesmo tempo estava irado contraas nações (v. 15). O Deus do Israel voltaria para Sião, e seu templo e suacidade seriam reconstruídos. Seriam estabelecidas paz e prosperidadepermanentes (8:12). No capítulo 6, o profeta apresenta o complemento de sua primeiravisão. Esta vez vê 4 cavalos diferentes com carros de guerra [merkaba],cada um enviado pelo Deus do céu em todas as direções da terra, paralevar a cabo o plano redentor de Deus para Jerusalém. O anjo queinterpreta, explica que os 4 carros significam "os quatro ventos doscéus" que são enviados como ministros do Senhor para cumprir avontade redentora de Deus em todo mundo hostil (Zac. 6:5; cf. Sal.104:3, 4; Jer. 49:36; Isa. 66:15). A "terra do norte", ou Babilônia, é escolhida como um lugar exemplaronde o Deus de Israel deseja governar e estabelecer seu descanso (Zac.6:8). Isto significa que os 4 carros de guerra da visão foram enviados aomundo com uma missão dupla: (1) submeter todos os poderes políticos domundo à vontade do Deus de Israel (ver Ag. 2:7-10, 20-23); (2) reunir atodos os crentes israelitas e gentios em Jerusalém e no monte Sião (Zac.8:8, 20-23). O propósito fundamental é a realização do plano de redençãode Deus e a restauração da verdadeira adoração (vs. 22, 23). No Apocalipse, Cristo envia seus cavaleiros apocalípticos à terra,desta vez com uma missão do novo pacto (Apoc. 6:2-8): para conquistaros corações humanos a Cristo com o arco e as flechas do evangelho, epara levar a humanidade à reflexão por meio de alguns juízos limitadoscomo antecipações do castigo final de Deus por sua rebelião contraCristo.
  6. 6. Compreendendo os Sete Selos. Apoc. 6 6 O Primeiro Selo "Vi, então, e eis um cavalo branco e o seu cavaleiro com um arco; e foi-lhe dada uma coroa; e ele saiu vencendo e para vencer" (Apoc. 6:2). O cavalo branco leva um cavaleiro com um arco e uma coroa devencedor, saindo como "vencendo e para vencer". Alguns expositoresmodernos interpretam este cavaleiro apocalíptico como símbolo daavidez do homem para conseguir poder e domínio mundial. O argumentoé que os 4 cavaleiros de Apocalipse 6 iniciam juízos, de modo queparece "inapropriado ao contexto" ver aqui a conquista de Cristo pormeio do evangelho. Os cavalos se usavam para liberar a guerra.Entretanto, cada símbolo deve receber seu significado de seu própriocontexto e nele podemos descobrir a natureza dessa guerra. Os selos desenvolvem mais amplamente a visão do trono deApocalipse 5, onde Cristo é descrito como o Senhor ressuscitado,simbolizado pelo Leão que tinha triunfado (Apoc. 5:5). Estabeleceu suavitória por sua morte na cruz, simbolizado pelo Cordeiro imolado (V. 6).Depois enviou os discípulos, dando-lhes autoridade, para ir a todas asnações e fazer discípulos (Mat. 28:19). Deu-lhes o poder do EspíritoSanto para conquistar para ele, até os fins da terra (At. 1:8), assim comoconquistou a seu "inimigo" Saulo perto da porta de Damasco (cap. 9).Continua conquistando através do poder do evangelho e a "espada dedois fios" de sua Palavra (Heb. 4:12), com o fim de ganhar para seu reinoos corações sinceros de homens e mulheres até o fim do tempo de prova. Além disso, a estrutura quiástica do Apocalipse coloca a Cristocomo o Guerreiro em Apocalipse 19:11-16, como a contrapartesignificativa e como a consumação do tempo do fim de Apocalipse 6:2.As profecias messiânicas do Antigo Testamento representavam ao Reidavídico como conquistando com arco e flechas (ver Sal. 45:4, 5; Deut.32:23; Hab. 3:8-11; Sal. 7:12; 21:12). Cristo anunciou que veio trazer a"espada" para todos os que rechaçam sua paz (Mat. 10:34; Luc.12:51-53). Portanto podemos interpretar o cavalo branco do primeiro
  7. 7. Compreendendo os Sete Selos. Apoc. 6 7selo como o cavalo do evangelho que oferece a todos os homens a justiçaperfeita de Cristo. Este cavaleiro evangélico ainda conquista homens emulheres ao redor do globo (1 João 5:4, 5). A última confissão de fé dePaulo ilustra o poder do cavaleiro do cavalo branco: " Combati o bomcombate, completei a carreira, guardei a fé" (2 Tim. 4:7). O Segundo Selo "Quando abriu o segundo selo, ouvi o segundo ser vivente dizendo:Vem! E saiu outro cavalo, vermelho; e ao seu cavaleiro, foi-lhe dado tirar apaz da terra para que os homens se matassem uns aos outros; também lhefoi dada uma grande espada" (Apoc. 6:3, 4). Os três seguintes cavaleiros apocalípticos têm autoridade para trazerconsigo juízos severos sobre a terra. Não devemos considerar estasincursões que produzem morte, fome e praga como os resultados dasguerras seculares. Durante séculos houve paz no Império Romano, a"pax romana", desde Armênia até a Espanha. O cavalo vermelho representa o espírito de oposição ao cavaleiro doevangelho, ou guerra contra o povo de Cristo. Jesus tinha advertido queo testemunho de seus seguidores causaria uma oposição encarniçada:"Não pensem que vim trazer paz à terra; não vim trazer paz, senãoespada" (Mat. 10:34; ver a conexão com os vs. 32 e 33 e Luc. 12:51-53).Isto foi o que experimentou a igreja apostólica, como pode ver-se nascartas de Cristo às igrejas em Esmirna e Pérgamo (Apoc. 2:10, 13). Poroutro lado, só Cristo traz a paz do coração: "Deixo-vos a paz, a minhapaz vos dou; não vo-la dou como a dá o mundo" (João 14:27); "E a pazde Deus, que ultrapassa todo entendimento, guardará os vossos coraçõese as vossas mentes em Cristo Jesus" (Filip. 4:7). Os césares romanos não toleravam nenhum pensamento de Cristocomo o supremo Rei e Senhor. Tentaram erradicar todas as testemunhaspúblicas cristãs até o tempo da conversão do Constantino no século IV.A interpretação de que o cavalo vermelho significa a perseguição
  8. 8. Compreendendo os Sete Selos. Apoc. 6 8religiosa-política por causa de Cristo fica confirmado pela carta deCristo à igreja da Esmirna (Apoc. 2:8-11 ) e o clamor dos mártiresdegolados sob o quinto selo (6:9). Em qualquer lugar que se rechaça o Príncipe da paz, os resultadossão luta e violência, não só dentro da igreja mas também na sociedade. Oderramamento de sangue nos selos se cumpre em dois níveis: primeiro,dentro da igreja de Cristo e segundo, contra a igreja ao executar osseguidores de Cristo durante toda a época da igreja. O Terceiro Selo "Quando abriu o terceiro selo, ouvi o terceiro ser vivente dizendo: Vem!Então, vi, e eis um cavalo preto e o seu cavaleiro com uma balança na mão.E ouvi uma como que voz no meio dos quatro seres viventes dizendo: Umamedida de trigo por um denário; três medidas de cevada por um denário; enão danifiques o azeite e o vinho" (Apoc. 6:5, 6). A cor "preta" do terceiro cavalo apocalíptico é o contrário exato doprimeiro cavalo. Isto sugere que agora se rechaça ou se desconhece ajustiça de Cristo. Uma situação assim resulta em fome espiritual, o quenos recorda do juízo predito por Amós (8:11). A palavra de Deus e otestemunho de Jesus chegaram a ser tão escassos que podem simbolizar-se pelo fato de pesar o principal alimento do homem em uma balança(Apoc. 6:5, 6). Este símbolo está tomado de Levítico 26:26, ondeprimeiro se refere ao juízo de Deus sobre um povo rebelde que sofreriauma fome literal (ver também Ezeq. 4:16). A Escritura também usa abalança para simbolizar um veredicto celestial (Dan. 5:27). O terceirocavaleiro apocalíptico anuncia uma fome da Palavra e o Espírito de Deusna igreja pós-apostólica, sugerindo que chegará a ser fraco na verdade doevangelho, substituindo-a por um sistema de crenças doutrinais chamadoortodoxia. Mas as doutrinas e cerimônias não podem alimentar a alma,tal como Cristo admoestou em sua carta à igreja de Pérgamo (Apoc.2:14-16). O terceiro selo se aplica especialmente a esse período da
  9. 9. Compreendendo os Sete Selos. Apoc. 6 9história da igreja quando a Igreja e o Estado se uniram e começaram aimpor a ortodoxia sobre a consciência humana. A ordem: "Nãodanifiques o azeite e o vinho" (6:6), sugere um juízo limitado de Deus,que Deus protege seu evangelho em um tempo de escassez espiritual.Revela que Deus cuida ternamente de seu povo. O Quarto Selo "Quando o Cordeiro abriu o quarto selo, ouvi a voz do quarto servivente dizendo: Vem! E olhei, e eis um cavalo amarelo e o seu cavaleiro,sendo este chamado Morte; e o Inferno o estava seguindo, e foi-lhes dadaautoridade sobre a quarta parte da terra para matar à espada, pela fome,com a mortandade e por meio das feras da terra" (Apoc. 6:7, 8). O cavaleiro do cavalo amarelo é chamado Morte, seguido peloHades (a tumba). Os quatro juízos foram enviados antes pelo Deus deIsrael a seu povo do antigo pacto (ver Ezeq. 14:21). A cor de um pálidomortal sugere um estado contínuo de decadência espiritual e de umendurecimento maior do coração. O resultado é a apostasia da alma.Podemos pensar nas heresias e enganos como uma conseqüência derechaçar a verdade do evangelho (ver Apoc. 2:20-23). É o caminho àmorte eterna. Então, as "feras da terra" são uma antecipação simbólicadas bestas perseguidoras de Apocalipse 13, as quais também receberampermissão de "fazer guerra contra os santos e vencê-los" (vs. 7, 14, 15).O quarto cavaleiro concentra os resultados do trabalho dos cavaleirosanteriores: morte e condenação. Representa a situação prolongada daigreja medieval. Os primeiros 4 selos seguem o esboço do discurso profético doJesus em Mateus 24:6-8. A diferença entre Mateus 24 e os selosapocalípticos está no fato de que no Apocalipse pode detectar-se umsignificado mais profundo porque o primeiro cavaleiro é o evangelho deCristo.
  10. 10. Compreendendo os Sete Selos. Apoc. 6 10 Os selos 2 a 4 mostram um endurecimento crescente daincredulidade dos habitantes da terra, ao rechaçar a mensagem doevangelho do cavaleiro do cavalo branco. Sua morte espiritual seráselada finalmente na morte eterna quando receberem a "ira do Cordeiro"durante o sexto selo (Apoc. 6:15-17). Embora haja uma progressão histórica, os selos refletem aexperiência de todos os que aceitam ou rechaçam o evangelho de Cristo.Isso significa que a história pode repetir-se e que o passado outra vezpode chegar a ser o futuro. Ellen White faz esta aplicação pastoral doterceiro e quarto selos: "Hoje se vê o mesmo espírito que o que está representado emApocalipse 6:6-8. A história se repetirá. O que foi, voltará a ser. Este espíritotrabalha para confundir e desconcertar. Ver-se-á dissensão em cada nação,tribo, língua, e povo; e os que não tiveram um espírito para seguir a luz queDeus deu por meio de seus oráculos viventes, através de suas agênciasassinaladas, chegarão a confundir-se. Seu juízo revelará debilidade. Naigreja se verão a desordem, a luta e a confusão".3 Em resumo, os cavaleiros apocalípticos dos selos 2 a 4 encontraramseu cumprimento da igreja pós-apostólica que se corrompeu, mas aapostasia e a perseguição não estão limitadas à história passada. Comodeclara Roy C. Naden: "Uma vez solto, cada cavalo contínua até asegunda vinda".4 O Quinto Selo "Quando ele abriu o quinto selo, vi, debaixo do altar, as almas daquelesque tinham sido mortos por causa da palavra de Deus e por causa dotestemunho que sustentavam. Clamaram em grande voz, dizendo: Atéquando, ó Soberano Senhor, santo e verdadeiro, não julgas, nem vingas onosso sangue dos que habitam sobre a terra? Então, a cada um deles foidada uma vestidura branca, e lhes disseram que repousassem ainda porpouco tempo, até que também se completasse o número dos seusconservos e seus irmãos que iam ser mortos como igualmente eles foram"(Apoc. 6:9-11 ).
  11. 11. Compreendendo os Sete Selos. Apoc. 6 11 Esta imagem simbólica deve interpretar-se pela Escritura. Jesustinha anunciado que depois das revoltas políticas e os cataclismosnaturais, seus discípulos seriam perseguidos (ver Mat. 24:9-11, 21). Depois de abrir o quinto selo, escuta-se o clamor para que se façajustiça divina de todos os que morreram uma morte violenta "por causada palavra de Deus e por causa do testemunho que sustentavam" (Apoc.6:9). Este clamor não sai de crentes vivos, e sim simbolicamente de suas"almas" depois de ter sido derramado seu sangue, assim como no caso deAbel, o primeiro mártir. Deus pediu contas a seu assassino com estaspalavras: "Que fizeste? A voz do sangue de teu irmão clama da terra amim" (Gên. 4:10). Isto nos ensina que o Criador nunca esquecerá seusfilhos fiéis e faz responsáveis a seus assassinos! Considera o lugar ondesuas testemunhas morreram como um "altar" onde foi derramado osangue de seu sacrifício (cf. Lev. 4:7). De igual maneira, Pauloconsiderou que sua iminente decapitação pela ordem do imperador Nero,era uma morte como sacrifício a Deus (2 Tim. 4:6). A visão do quinto selo serve como um paralelo esclarecedor depisotear e pisar os santos que aparece nas visões do Daniel (Dan. 7-12).A visão do Daniel 7 se estende dos impérios mundiais sucessivos,através da divisão de Roma, até o surgimento do chifre pequeno e aperseguição dos santos durante a Idade Média, até o tempo do fim com acena de seu juízo majestoso na sala do trono de Deus. Naquele tempo, o"Ancião de dias" pronunciará seu veredicto em favor dos santos (v. 22). O significado do quinto selo deve ser aberto com a chave de Daniel.Especialmente a visão de Daniel da prevaricação assoladora e do pisardos verdadeiros adoradores aparece no antecedente do quinto selo. Oclamor dos mártires: "Até quando... não julgas, nem vingas o nossosangue" (Apoc. 6:10), corresponde ao mesmo clamor em Daniel 8: "Atéquando durará a visão...entregando o santuário e o exército para serempisoteados?" (v. 13). O quinto selo revela que o momento para a vindicação deve esperar"um pouco de tempo", porque incluso não chegou a perseguição do
  12. 12. Compreendendo os Sete Selos. Apoc. 6 12tempo do fim. A resposta de Deus à pergunta das testemunhasassassinadas em Apocalipse 6 é: "Então, a cada um deles foi dada umavestidura branca, e lhes disseram que repousassem ainda por poucotempo..." (v. 11). As vestimentas brancas dadas aos mártires expressam ocumprimento da predição de Daniel de uma vindicação forense dossantos caluniados (ver Dan. 7:22, 25). Isto dá segurança ao povo de Deusde que ele cuida deles, ouve seu clamor por justiça divina e os vindicarápublicamente. Esta consideração leva à conclusão de que o quinto seloalcança até o fim da era cristã, quando Deus executará seus juízos comrespeito aos santos e seus perseguidores (Apoc. 11:15, 18). O clamor dosmártires cristãos evoca "a ira do Cordeiro" sobre os que mataram osseguidores de Cristo. A Palavra de Deus e o Testemunho de Jesus Antes de passar ao sexto selo, devemos prestar atenção à causadeclarada pela qual morreram todos os verdadeiros mártires. O quintoselo diz que morreram "por causa da palavra de Deus e por causatestemunho que sustentavam" (Apoc. 6:9). À primeira vista, podemospensar que o "testemunho" que tinham se refere ao testemunho pessoalde sua fé em Cristo e na palavra de Deus. Isto certamente é verdade. Masuma comparação com as referências cruzadas que há no Apocalipseindica que "o testemunho" pelo qual deram sua vida foi o testemunho daprópria revelação de Jesus, transmitida pelo Espírito de profecia atravésdos apóstolos (ver 19:10). João usa usualmente o termo "testemunho" para referir-se aotestemunho dado pelo próprio Jesus. O próprio livro do Apocalipse échamado "o testemunho destas coisas [de Jesus] nas igrejas" (Apoc.22:16). João escreve que estava na ilha de Patmos "por causa da palavrade Deus e o testemunho de Jesus Cristo" (1:9). Isto indica que o sentidomais amplo da frase "o testemunho de Jesus Cristo" é "o evangelhocomo a revelação da vida e obra de Cristo".5 Isto significa que os
  13. 13. Compreendendo os Sete Selos. Apoc. 6 13Evangelhos do Novo Testamento estão incluídos no testemunho deJesus. O Apocalipse se abre com a declaração que continua a revelaçãoque Deus deu a Jesus para a igreja (Apoc. 1:1). Portanto, no Apocalipse,João dá testemunho sobre "a palavra de Deus e o testemunho de JesusCristo" (v. 2). O Apocalipse como um todo, junto com a proclamação doevangelho do Novo Testamento é parte do testemunho de Jesus.Identifica a igreja remanescente que aparece na profecia do capítulo 12por esta dupla característica: "Os que guardam os mandamentos de Deuse têm o testemunho de Jesus Cristo" (v. 17). O Apocalipse chama àigreja a ser fiel a esta dupla norma da verdade. Esta expressão repetidano livro do Apocalipse serve como uma linha de demarcação entre aadoração verdadeira e falsa de Deus durante toda a era cristã (ver 20:4).Dentro deste amplo contexto chega a ser claro que os mártires durante aera cristã sofreram uma morte violenta por causa de ter mantido apalavra de Deus e do testemunho do Jesus (6:9). Os mártires seaferraram [éijon] ao testemunho que tinham recebido de Jesus e dessaforma foram testemunhas fiéis. "Aceitaram-no, recusaram renunciar aele, e por conseguinte foram executados. O testemunho não menos quea palavra era uma posse objetiva dos mártires".6 Para um estudo maisamplo do termo apocalíptico "o testemunho de Jesus", ver mais adiante,no capítulo XXI desta obra, sobre Apocalipse 12:17. O Sexto Selo "Vi quando o Cordeiro abriu o sexto selo, e sobreveio grande terremoto.O sol se tornou negro como saco de crina, a lua toda, como sangue, asestrelas do céu caíram pela terra, como a figueira, quando abalada por ventoforte, deixa cair os seus figos verdes, e o céu recolheu-se como umpergaminho quando se enrola. Então, todos os montes e ilhas forammovidos do seu lugar. Os reis da terra, os grandes, os comandantes, osricos, os poderosos e todo escravo e todo livre se esconderam nas cavernase nos penhascos dos montes e disseram aos montes e aos rochedos: Caí
  14. 14. Compreendendo os Sete Selos. Apoc. 6 14sobre nós e escondei-nos da face daquele que se assenta no trono e da irado Cordeiro, porque chegou o grande Dia da ira deles; e quem é que podesuster-se?" (Apoc. 6:12-17). A abertura do sexto selo descreve a resposta final de Cristo aoclamor das almas "debaixo do altar" (Apoc. 6:10). Anuncia sua chegadacomo o Guerreiro divino com os mesmos sinais cósmicos no céu e naterra como as que fez Deus quando apareceu como o Rei de Israel.Moisés descreveu a manifestação do Jeová no monte Sinai dizendo: "Houve trovões, e relâmpagos, e uma espessa nuvem sobre o monte, emui forte clangor de trombeta, de maneira que todo o povo que estava noarraial se estremeceu. ... Todo o monte Sinai fumegava, porque o Senhordescera sobre ele em fogo; a sua fumaça subiu como fumaça de umafornalha, e todo o monte tremia grandemente. E o clangor da trombeta iaaumentando cada vez mais" (Êxo. 19:16,18, 19). Esta vinda de Deus sobre o monte Sinai esteve acompanhada porum terremoto violento, o escurecimento do sol com uma nuvem espessae fumaça, e um som forte de trombeta. Fez com que todo o povotremesse com temor (Êxo. 20:18, 19). Esta descrição de Moisés foiadotada pelos profetas de Israel como o arquétipo de todas as teofaniasseguintes. Descreveram cada visitação do Senhor em favor de seu povocom sinais cósmicos similares às da teofania do monte Sinai. Além do terremoto e dos trovões, acrescentaram granizo, uma fortechuva, o secamento repentino de um rio, um pânico aterrador entre osinimigos de Deus e seu povo, e até o sol, a lua e as estrelas comoparticipando da guerra santa de Deus a favor de seu povo do pacto (verJos. 3:13; 4:22-24; 5:1; Qui. 5:20, 21; 1 Sam. 7:10; 14:15, 20; Jos.10:11-14). Este aspecto cósmico proveu uma prova dramática de que oDeus do pacto também era o Criador do céu e da terra. Fez com que asnações pagãs reconhecessem que o Deus vivente estava do lado do Israel(Êxo. 14:25). Raabe de Jericó disse: "Ouvindo isto, desmaiou-nos ocoração, e em ninguém mais há ânimo algum, por causa da vossapresença; porque o Senhor, vosso Deus, é Deus em cima nos céus eembaixo na terra" (Jos. 2:11 ).
  15. 15. Compreendendo os Sete Selos. Apoc. 6 15 Um grande terremoto, chuva e tormenta de granizo e oobscurecimento do sol e das estrelas chegaram a ser parte dos anúnciosda aparição de Deus nas predições do "dia de Jeová" (Yom Yahveh) comoo dia do juízo (ver Ezeq. 38:19-23; Joel 2:30, 31; Isa. 24:1-4, 13, 18-23;Jer. 4:23-28). A Teologia Hebraica dos Sinais Cósmicos A predição de sinais cósmicos no céu e na terra não tinha opropósito de ser uma predição de alguns fenômenos isolados eintermitentes. Os sinais cósmicos têm um significado teológico nateologia hebraica porque foram descritas como manifestações do Criadorvindo como Rei e Guerreiro santo em favor de seu povo do pacto (ver oestudo de 8 exemplos no cap. VI, sob o subtítulo: "A teologia de Cristodos sinais cósmicos"). Joel declara que o obscurecimento do sol ocorrerá"antes que venha o dia grande e espantoso de Jeová" (Joel 2:31).Entretanto, em suas outras duas predições Joel não indica nenhumaperspectiva dos sinais celestes fora do ponto de vista padrão profético:que os sinais introduzem e acompanham a manifestação do dia do juízo(2:10, 11; 3:15, 16). Os profetas nunca sugeriram que podemos esperar para ver algumsinal insólito no céu ou na primeiro terra, antes de nos converter aoSenhor. Seu simbolismo cósmico tinha o propósito de motivar o povo deDeus a arrepender-se agora (ver Joel 1:15; 2:1, 10-17). Os profetas nuncaestiveram preocupados em ensinar uma ordem determinada de sinaiscósmicos. De fato, sentiram-se livres para mudar o modelo dos sinais,algumas vezes deixando que o terremoto precedesse aos cataclismoscelestes e outras vezes que o seguisse (Joel 2:10 e 3:15, 16; também Isa.13:10-13 e 24:18-23; além disso, Jer. 4:23-28). O profeta Ageu inclusive menciona um terremoto apocalípticocomo um sinal cósmico: "Porque assim diz Jeová dos exércitos: daqui apouco eu farei tremer os céus e a terra, o mar e a terra seca; e farei tremer
  16. 16. Compreendendo os Sete Selos. Apoc. 6 16a todas as nações..." (Ag. 2:6, 7). Este futuro terremoto universal não seapresenta como um desastre isolado para informar o mundo dapresciência de Deus a respeito de um terremoto vindouro. Ageuapresenta sua predição de uma maneira similar a que houve no MonteSinai para anunciar a visitação final de Deus sobre a terra, para julgar omundo e para estabelecer sua glória messiânica sobre a terra (v. 7). Acarta aos hebreus aplica a predição do Ageu ao terremoto cósmico ao fimda era cristã: "Agora, porém, ele promete, dizendo: Ainda uma vez por todas, fareiabalar não só a terra, mas também o céu. Ora, esta palavra: Ainda uma vezpor todas significa a remoção dessas coisas abaladas, como tinham sidofeitas, para que as coisas que não são abaladas permaneçam. Por isso,recebendo nós um reino inabalável, retenhamos a graça, pela qual sirvamosa Deus de modo agradável, com reverência e santo temor; porque o nossoDeus é fogo consumidor" (Heb. 12:26-29). Esta aplicação do terremoto profetizado por Ageu mostra que oNovo Testamento toma sua linguagem descritiva literalmente para falarde um terremoto cósmico de todas as "coisas criadas" que ocorrerá nofim da era cristã. Isto corresponde exatamente com a abertura do sextoselo em Apocalipse 6:12: "Houve um grande terremoto..." Não seráalguma sinal de advertência que proporcionará lugar para um período dearrependimento. Simplesmente introduzirá a era vindoura de glóriamessiânica (ver Ag. 2:7-9). O propósito moral tanto de Ageu como dacarta aos Hebreus é claramente levar a um compromisso para adorar aDeus agora, não quando ocorrer o terremoto cósmico! Além disso,aprendemos a lição importante de que o terremoto apocalíptico não seapresenta como um precursor isolado do dia do juízo, mas sim como amesma manifestação desse dia. A Predição de Cristo de Grande Aflição para seus Escolhidos O discurso profético de Jesus está apoiado no livro apocalíptico doDaniel (ver Mat. 24:15). Indicou a seus discípulos onde estavam no
  17. 17. Compreendendo os Sete Selos. Apoc. 6 17esboço profético da história da salvação. Naquele tempo Jerusalém e seutemplo estavam a ponto de ser destruídos pelo inimigo de Israel que seaproximava (Luc. 21:21-24), em cumprimento da profecia de Daniel(Luc. 21:22; Dan. 9:26, 27). Além disso, Jesus ressaltou umapreocupação ulterior para seus discípulos que ficariam depois dadestruição de Jerusalém. "Porque nesse tempo haverá grande tribulação[thlípsis], como desde o princípio do mundo não tem havido até agora enem haverá jamais" (Mat. 24:21). Esta maneira de expressar também sederiva da profecia de Daniel e exige um olhar mais detido: Mateus 24:21 DANIEL 12:1"Porque nesse tempo haverá grande "Nesse tempo, se levantará Miguel, otribulação [thlípsis megále], como grande príncipe, o defensor dos filhos dodesde o princípio do mundo até teu povo, e haverá tempo de angústia [kairós thlípsis], qual nunca houve,agora não tem havido e nem haverá desde que houve nação até àquelejamais". tempo". Existe um consenso comum de que Cristo em sua predição da"grande tribulação" referiu-se à tribulação do tempo do fim do povo deDeus em Daniel 12:1, a que será abreviada pelo levantamento de Miguelcomo o Guerreiro divino. Entretanto, Jesus aplicou essa tribulaçãovindoura a seus próprios seguidores durante toda a era cristã (ver Mat.24:21, 22, 29). Jesus não restringiu sua aplicação da tribulação do tempodo fim de que fala Daniel a um período determinado dentro da época daigreja. O contexto imediato em Mateus 24 (e em Mar. 13) conecta a"tribulação" diretamente com a destruição de Jerusalém (Mat. 24:21; verMar. 13:18, 19). Jesus cobre todos os períodos de angústia para seusverdadeiros seguidores, começando com a tribulação sob o judaísmo eRoma imperial (ver Mar. 13:9; Apoc. 2:10), e depois com a morte deseus discípulos "por todas as nações" (Mat. 24:9, CI) durante os séculosda Idade Média aos quais tinha indicado Daniel 7:25. Mas agora Jesus
  18. 18. Compreendendo os Sete Selos. Apoc. 6 18usou a frase "grande tribulação" (Mat. 24:21, 22) não de Daniel 7 massim de Daniel 12:1 (ver o gráfico anterior). Assim como em Daniel 12:1,Jesus enfatizou também a natureza sem precedentes da tribulação nahistória humana (Mat. 24:21). Anunciou que a tribulação seria"abreviada” por causa dos escolhidos naqueles dias ou nenhumsobreviveria àquela aflição (Mat. 24:22; Mar. 13:20). Este "abreviar" osdias corresponde exatamente com a promessa que apresenta Daniel, queMiguel se levantaria "naquele tempo” (o "tempo do fim", Dan.11:40-45) para liberar a seu povo por meio de sua intervençãosobrenatural (Dan. 12:1). A libertação de Miguel abrevia a últimaaflição, ou não sobreviveria nenhum do povo de Deus. A divina "interrupção" da aflição global para prevenir a aniquilaçãocompleta dos escolhidos dos quais Jesus fala no Mateus 24:22, podeaplicar-se como um cumprimento parcial do surgimento doprotestantismo e do seguinte período do Iluminismo ou o "século dasluzes", que obteve gradualmente a liberdade religiosa e o fim daperseguição. Em resumo, Jesus predisse dias de "aflição" para seus seguidoresnão singularizando um tempo particular de perseguição sob o judaísmo,sob Roma imperial, sob Roma papal ou sob a cristandade apóstata.Abrange todo o período entre os dois adventos, com uma ênfase especialsobre a aflição universal e intensiva no fim da história, a qual assinalaem Mateus 24:21 com palavras derivadas de Daniel 12:1. Este alcanceexaustivo dos dias de aflição é também o alcance do quinto selo emApocalipse 6:9-11. O clamor dos mártires mortos não provémexclusivamente de um período de perseguição, mas sim de todo o tempoda era cristã "até que se completasse o número de seus conservos, quetambém tinham que ser mortos como eles" (Apoc. 6:11). A aflição finalpara os seguidores de Cristo será abreviada pela intervenção e alibertação divinas.
  19. 19. Compreendendo os Sete Selos. Apoc. 6 19 Os Sinais Cósmicos Seguem-se à Aflição Final Jesus terminou sua predição profética com esta promessa: "Logo em seguida à tribulação daqueles dias, o sol escurecerá, a luanão dará a sua claridade, as estrelas cairão do firmamento, e os poderesdos céus serão abalados. Então, aparecerá no céu o sinal do Filho doHomem..." (Mat. 24:29, 30). Nesta metáfora cósmica, Jesus também usa as palavras dos profetas.Inclusive combina em uma imagem o que Isaías descreveu em doisconceitos sobre o dia do Senhor (Isa. 13:10 e 34:4). Como a perspectivade Isaías não se enfocava nos sinais astronômicos em si, a não ser sobrea aparição do Jeová como o Santo guerreiro, assim a mensagem centraldo Jesus no Mateus 24 não se centra sobre os sinais celestiais como tais,a não ser no "sinal" de que virá como o designado "filho de homem" daprofecia do Daniel (Mat. 24:30), e que ele juntará não a nação escolhida,a não ser seus próprios escolhidos de todas as tribos da terra (V. 31; Mar.13:27; cf. Mat. 8:11, 12). A frase, "logo em seguida à tribulação daqueles dias" (Mat. 24:29),ou "naqueles dias, após a referida tribulação" (Mar. 13:24), encaixa notempo do fim de Daniel 12:1, o qual também assinalava ao quinto selode Apocalipse 6:11. Essa "tribulação" seria abreviada por causa dosescolhidos de Cristo mediante o resgate imediato de Miguel (Dan. 12:1),quem aparece com os sinais cósmicos como o Filho do Homem em seucarro de nuvens (Mat. 24:30; Mar. 13:27). Toda a idéia-chave do discurso profético de Jesus é a novareinterpretação cristológica do dia de Jeová, e esta foi uma notíciaespantosa para o judaísmo. O dia do Senhor chegou a ser o dia do SenhorJesus. Esta verdade fundamental chegou a ser uma parte essencial doevangelho apocalíptico (ver 1 Cor. 1:8; 2 Cor. 1:14; 2 Tes. 2:2; Filip.1:10). O simbolismo cósmico padrão de Israel, centrado na teofania deJeová, é reconstituído por Jesus como apoiando-se em sua própria
  20. 20. Compreendendo os Sete Selos. Apoc. 6 20cristofania gloriosa. O segundo advento de Cristo revelará a todas asnações sua glória messiânica como o Filho de Deus. Exegese Literal do Sexto Selo Seguimos o método reconhecido para fazer uma exegeseresponsável quando examinamos o uso anterior da linguagem e o temado sexto selo nos outros livros da Bíblia. Nenhum texto no Apocalipsedeve ser interpretado isolado de seu contexto imediato e de seu contextomais amplo. O procedimento contextual é nosso amparo contra qualquerexegese especulativa ou forçada. Permite lançar um olhar novo a nossasinterpretações correntes com a possibilidade de descobrir umacompreensão mais adequada. Temos descoberto uma teologia consistente dos sinais cósmicos nasprofecias e teofanías do Antigo Testamento que estão enraizadas nanarração da criação de Gênesis 1. O fato de que o Deus do pacto deIsrael é ao mesmo tempo o Criador do céu e da terra proporciona a razãofundamental teológica para os fenômenos naturais excepcionais queocorrem à aparição do Criador. Tais transtornos, literais e dramáticos,nas leis da natureza sobressaltam tanto a crentes como a incrédulos comum esmagador sentido de insegurança de enfrentar o Criador como oJuiz de toda a terra. Virtualmente, todas as profecias de condenaçãoinclui a linguagem figurada cósmica como a introdução ao dia final daguerra santa a favor do Israel de Deus. Aprendemos do discurso profético de Jesus (Mat. 24 e paralelos)que sua volta como o "filho de homem" de Daniel 7 foi o "sinal"designado (Mat. 24:30) para o qual olhar. Os sinais celestiaissobrenaturais introduzirão e acompanharão imediatamente sua vinda.Então se lamentarão todas as linhagens da terra, quer dizer, estarãocheios de um remorso amargo por causa dele (Mat. 24:30; Apoc. 1:7).Não há nenhuma sugestão em Mateus 24, Marcos 13 e Lucas 21 de que
  21. 21. Compreendendo os Sete Selos. Apoc. 6 21os sinais celestiais são sinais de admoestação para arrepender-se epreparar-se para sua vinda. Só o Evangelho de Lucas nos diz que quando acontecerem oscataclismos finais sobre a terra e nos céus, "exultai e erguei a vossacabeça; porque a vossa redenção se aproxima" (Luc. 21:28). Esse nãoserá o tempo para que os que não se prepararam recebam outro apelo aoarrependimento. George R. Knight o recapitula adequadamente: "Dessamaneira, o modelo do Mateus 24 parece ser que os sinais reais não sãosinais da proximidade e sim sinais da vinda. Os sinais menos precisossão para animar os crentes a manter-se vigiando, esperando etrabalhando".7 No Apocalipse, Cristo reiteradamente coloca o evento de sua voltano centro, inclusive como a medula de todo o livro (Apoc. 1:7; 6:12-17;14:14-20; 17:14; 19:11-21). O sexto selo começa com umestremecimento cósmico que sacode tanto a terra como os céus(6:12-14). Descreve o efeito universal sobre os moradores da terra quenão têm refúgio contra a "ira do Cordeiro" (vs. 15-17). O sexto selo nos deixa com a impressão de que haverá uma ruínauniversal de toda a humanidade. Todos exclamam: "Quem poderá ficarde pé?" (Apoc. 6:17, BJ). A resposta a esta pergunta cheia de ansiedadese apresenta em forma extensa no capítulo 7, um dos capítulos maisconsoladores no livro do Apocalipse. Ali encontramos a verdadeiramotivação para o arrependimento em preparação para sua vinda:precisamos ser selados com o selo do Deus vivo antes que se soltem osventos finais de juízo (7:1-3). O Terremoto Apocalíptico O sexto selo se abre com: "E sobreveio grande terremoto" (Apoc.6:12). Este característico requer uma atenção cuidadosa olhando asreferências recíprocas em outros livros da Bíblia. No Antigo Testamento,um "terremoto" tem um significado teológico. Constitui uma
  22. 22. Compreendendo os Sete Selos. Apoc. 6 22característica regular da aparição de Deus a Israel (uma teofania), dotempo quando desceu sobre o monte Sinai com um terremoto (Êxo.19:18; Sal. 68:7, 8; ver também Sal. 144:5; Isa. 64:1, 3). Enquanto o Antigo Testamento fala freqüentemente de terremotoslocais como manifestações das visitações de Jeová como Santo Guerreiroem favor de Israel, os profetas descrevem o último terremoto na históriada salvação como um estremecimento cósmico que sacudirá a terra etodos os corpos celestiais (ver Joel 2:10, 11; Isa. 2:19-21; 13:10, 11, 13;Sof. 1:2, 3). Este estremecimento global do céu e da terra como aintrodução à glória messiânica de uma nova terra se apresenta naperspectiva apocalíptica de Ageu: "Porque assim diz o Senhor dos Exércitos: Ainda uma vez, daqui apouco, e farei tremer os céus, e a terra, e o mar, e a terra seca; e fareitremer todas as nações, e virá o Desejado de todas as nações, e enchereiesta casa de glória, diz o Senhor dos Exércitos " (Ag. 2:6, 7). A predição de Ageu se aplica a um tremor literal cósmico queintroduz a segunda vinda de Cristo em Hebreus 12:26 e 27. Esteterremoto apocalíptico se distingue claramente de todos os terremotoslocais anteriores que Jesus tinha anunciado como o "princípio de dores"(Mat. 24:7, 8; Mar. 13:8). Todos os terremotos locais podem serinterpretados como chamados a despertar para preparar-se para a vindade Cristo; como fortes motivações para arrepender-se antes que sejamuito tarde (ver Luc. 13:4, 5). A qual das duas categorias pertence o "grande terremoto" do sextoselo (Apoc. 6:12), à cósmica ou a local? Não todos os terremotos queaparecem no Apocalipse se descrevem com o tremor cósmico que sacodetanto o mundo como os corpos celestiais. Por exemplo, o "grandeterremoto" em Apocalipse 11:13 está caracterizado por sua colocação em"o segundo ai", durante a sexta trombeta, como um sinal preliminar deadvertência, com o propósito de levar ao arrependimento. Além disso odescreve como um tremor local, porque "a décima parte da cidade se
  23. 23. Compreendendo os Sete Selos. Apoc. 6 23derrubou, e pelo terremoto morreram em número de sete mil homens; etodos outros se aterrorizaram e deram glória ao Deus do céu" (Apoc.11:13). Este tremor local se distingue do terremoto universal queocorrerá durante a sétima trombeta ou o "terceiro ai" em Apocalipse11:19, que ulteriormente se amplia na sétima praga (16:17-21). O Grande Terremoto do Sexto Selo (Apoc. 6:11-14) Menciona o sexto selo dois terremotos diferentes, um local (Apoc.6:12) e um cósmico (v. 14)? Nem a sétima trombeta nem a sétima pragamencionam dois terremotos. Em Mateus 24, Jesus não se referiu anenhum terremoto particular no tempo do fim. Entretanto, a resposta anossa pergunta pode encontrar-se no mesmo contexto do sexto selo. Oestilo literário de Apocalipse 6:12-14 e 15-17 assinala a seu significado.A primeira unidade dos versículos 12-14 mostra o modelo do ABB1A1, aestrutura típica do paralelismo inverso: A. Há um grande terremoto. B. O sol, a lua e as estrelas funcionam mau. B1. O céu se desvanece como um pergaminho que se enrola. A1. Todo monte e toda ilha se remove de seu lugar. O argumento literário descreve uma sacudida do céu e da terra,exatamente como haviam predito Ageu (2:6) e Hebreus (12:26, 27)."Porque assim diz Jeová dos exércitos: daqui a pouco eu farei tremer oscéus e a terra, o mar e a terra seca". Nenhum terremoto local podeigualar a finalidade e as dimensões universais das descrições de Ageu, deHebreus e a do sexto selo. Apocalipse 6:12-14 descreve em primeiro lugar os sinais cósmicosna terra e no céu (A e B); depois continua descrevendo os efeitos destessinais na ordem inversa: no céu (B1) e na terra (Ao terremotomencionado em "A" é a origem dos efeitos universais mencionados em"A1: o desaparecimento dos montes e das ilhas. Uma descrição similar
  24. 24. Compreendendo os Sete Selos. Apoc. 6 24de causa e efeito pode ver-se na sétima praga, onde se mencionaprimeiro um terremoto tremendo e universal (ver Apoc. 16:18), seguidopor seu efeito sobre Babilônia e sobre os montes e as ilhas (vs. 19, 20). Adescrição da sétima praga é um paralelo literário surpreendente com a dosexto selo! Precisamos entender ambos da mesma maneira. Este paraleloindica que o sexto selo não projeta dois terremotos diferentes, comcentenas de anos entre eles (em Apoc. 6:12-14). Para entender a composição literária que João apresenta doscataclismos no céu durante o sexto selo, é instrutivo observar sua adoçãoda descrição que faz Isaías do juízo mundial devastador de Deus: "Todo o exército dos céus se dissolverá, e os céus se enrolarão comoum pergaminho; todo o seu exército cairá, como cai a folha da vide e a folhada figueira" (Isa. 34:4). "Porque as estrelas dos céus e os astros não deixarão brilhar a sua luz;o sol se escurecerá ao nascer, e a lua não fará resplandecer a sua luz...Pelo que farei estremecer os céus; e a terra se moverá do seu lugar, porcausa do furor do Senhor dos Exércitos e por causa do dia da sua ardenteira" (Isa. 13:10, 13). Nesta linguagem figurada tão vívida que formula os aspectosespantosos do dia do Senhor, não temos à vista uma ordem deacontecimentos e tampouco há indicação bíblica de que o sexto selotenha o propósito de ensinar uma ordem específica de eventos (ver nocap. VI a seção "A teologia de Cristo dos sinais cósmicos"). Na unidade seguinte (Apoc. 6:15-17), João descreve o impactouniversal do estremecimento cósmico sobre o mundo político, militar,econômico e social. Em vão tratam de procurar refúgio ante o Juiz daterra. Dessa maneira o sexto selo descreve a ordem progressiva de causae efeito. Se compararmos as descrições do terremoto apocalíptico doApocalipse, observamos uma ampliação gradual do mesmo na sétimatrombeta e na sétima praga:
  25. 25. Compreendendo os Sete Selos. Apoc. 6 25 APOC. 6:12-14 APOC. 8:5 APOC. 11:19 APOC. 16:18,20,21"E sobreveio "E houve "e sobrevieram "E sobrevieramgrande terremoto. trovões, vozes, relâmpagos, relâmpagos,O sol se tornou relâmpagos e vozes, trovões, vozes e trovões,negro como saco terremoto". terremoto e e ocorreu grandede crina, a lua grande terremoto, comotoda, como saraivada." nunca houvesangue, as igual desde queestrelas do céu há gente sobre acaíram pela terra, terra; tal foi ocomo a figueira, terremoto, fortequando abalada e grande ...por vento forte, Todas as ilhasdeixa cair os seus fugiram, e osfigos verdes, e o montes nãocéu recolheu-se foram achados;como um tambémpergaminho desabou do céuquando se enrola. sobre os homensEntão, todos os grandemontes e ilhas saraivada".foram movidosdo seu lugar". Este desenvolvimento progressivo do terremoto cósmico não é,obviamente, a predição de dois ou mais terremotos. A composiçãoliterária do Apocalipse ensina um terremoto final e cósmico, que seamplia na descrição de cada série seguinte, em harmonia com a crescenteseveridade dos juízos das trombetas e as pragas à medida que seaproxima o fim. É significativo que João se apropria em forma consistente dasantigas profecias do dia do Senhor para sua descrição do sexto selo. Isto
  26. 26. Compreendendo os Sete Selos. Apoc. 6 26é especialmente verdade de sua adoção dos sinais cósmicos de Isaías(13:10, 13; 24:18, 19, 23; 34:4, 8) e do Joel (2:10, 11, 30, 31; 3:14-16).João não encontrou nos profetas uma lista uniforme de sinais cósmicos!Inclusive troca o arranjo de sua fonte principal, Isaías 34:4, em suaprópria descrição em Apocalipse 6:12-14. A preocupação dominante deJoão não é criar uma ordem cronológica determinada de sinais cósmicos,a não ser colocá-as ao redor de Cristo como o novo centro e meta doscataclismos finais no universo, em harmonia com o próprioentendimento de Jesus em Mateus 24:29-31. Este empréstimo penetrantedo Antigo Testamento destaca a unidade teológica de ambos osTestamentos e seu panorama apocalíptico comum. Ambos osTestamentos revelam um Criador-Redentor e um dia de juízo (ver Heb.1:1, 2; Apoc. 6:17). . Em conclusão, o sexto selo não pode ser entendido corretamentepor si mesmo, divorciado dos cinco selos anteriores. O sexto selo é aconsumação dos selos anteriores. O clamor dos mártires por vindicaçãofoi respondido só em um sentido preliminar com a vindicação celestial("as vestimentas brancas") sob o quinto selo. Têm que "esperar umpouco de tempo", até que se complete a tribulação do tempo do fim parao povo de Deus (Apoc. 6:11). O sexto selo não se abre com outroperíodo de espera para os santos mortos e vivos, a não ser com a chegadado dia de ajuste de contas, o dia de justiça e vindicação. O Sétimo Selo O sétimo selo não acrescenta nenhum evento adicional, só "silênciono céu como por meia hora" (Apoc. 8:1). Este silêncio sugere que ajustiça de Deus foi plenamente apoiada sobre as expectativas de Israel(Isa. 62:1; 65:6, 7; Sal. 50:3-6). É interessante notar que o 4° livro deEsdras, escrito na última parte do século I de nossa era, relata umacrença judaica que menciona que o fim da história trará um "silêncio"correspondendo ao silêncio antes da criação do mundo:
  27. 27. Compreendendo os Sete Selos. Apoc. 6 27 "E o mundo voltará para silêncio primitivo por sete dias, como foi noprimeiro princípio; de maneira que ninguém ficará".8 O sétimo selo parece declarar um "silencio no céu" como o fim da"grande voz" dos mártires por justiça divina. Dessa forma, o cicloprofético dos selos ressegura à igreja que Cristo é o Senhor da história eum fiel guardador do pacto. As bênçãos do pacto prometidas à igreja emApocalipse 2 e 3 serão outorgadas aos que perseveram na fé ou notestemunho de Jesus até o fim! Este tema de cumprimento chega a ser oenfoque principal de consolo na visão de João de Apocalipse 7. Referências Para a Bibliografia, ver na página seguinte. 1. Beasley-Murray, Revelation, p. 129. 2. Ellen White, PP 78. 3. Ellen White, Carta 65, 1898; citado em Simpósio sobre o Apocalipse, t. 1, pp. 371, 372. 4. Naden, The Lamb Among the Beasts. Finding Jesus in the Book of Revelation, p. 110. 5. Pfandl, Simpósio sobre o Apocalipse, t. 2, P. 310. 6. Ibid., p. 313. 7. Knight, Matthew. Bible Amplifier, p. 237. 8. Charlesworth, The Old Testament Pseudepigrapha, t. 1, p. 537 (4 Esdras 7:30).
  28. 28. Compreendendo os Sete Selos. Apoc. 6 28 FONTES BIBLIOGRÁFICAS PARA APOCALIPSE 6 Livros Beasley-Murray, George R. Revelation [O Apocalipse]. New Century Bible Commentary [Comentário da Bíblia do Novo Século]. Grand Rapids, MI: Wm. B. Eerdmans, 1983. Charlesworth, J. H., ed., The Old Testament Pseudepigrapha [Os Livros Pseudoepigráficos do Antigo Testamento]. Garden City, New York: Doubleday, 1983-1985. 2 ts.. Ellul, Jacques. Apocalypse. The Book of Revelation [Apocalipse: O livro da Revelação]. Nova York: Seabury Press, ET 1977. Knight, George R. Matthew [Mateus]. Bible Amplifier [A Bíblia Amplificada]. Boise, Idaho: Pacific Press. Pub. Assn., 1994. Naden. Roy C. The Lamb Among the Beasts. Finding Jesus in the Book of Revelation. Tenney, Merril C. Interpreting Revelation [Interpretando o Apocalipse]. Grand Rapids, MI: Wm. B. Eerdmans, 1973. Cap. 6: "The Process of World Judgment" [O processo de juízo do mundo]. Artigos Bauckham, Richard J. "The Eschatological Earthquake in the Apocalypse of John" [O terremoto Escatológico no Apocalipse de João], Novum Testamentun [Novo Testamento] XIX (1977), pp. 224233. Pfandl, Gerhard. "The Remnant Church and the Spirit of Prophecy" [A Igreja Remanescente e o Espírito de Profecia], Simpósio sobre o Apocalipse. t. 2, cap. 10. Paulien, Jon. "Seals and Trumpets: Some Current Discussions" [Os Selos e as Trombetas: Algumas Discussões Atuais], Simpósio sobre o Apocalipse. ______ "The Seven Seals" [Os Sete Selos], Ibid. T. 1, cap. 11.
  29. 29. Compreendendo os Sete Selos. Apoc. 6 29 Schlier, H. "Thlipsis" [Thlípsis], Theological Dictionary of the New Testament [Dicionário Teológico do Novo Testamento], Gerhard Kittel, ed. Grand Rapids, MI: Wm. B. Eerdmans, 1966. T. 3, pp. 139-148. Strand, Kenneth A. "The Two Witnesses of Rev. 11:3-12" [As Duas Testemunhas de Apocalipse 11:2-12], AUSS 19:2 (1981), pp. 127-135. Thomas, R. L. "The Spiritual Gift of Prophecy in Revelation 22:18" [O Dom Espiritual de Profecia em Apocalipse 22:18], JETS 32:2 (1989), pp. 201-216.

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