A VISÃO DO TRONO DO CRIADOR                       Apocalipse 4     O Cristo ressuscitado chama agora a João para que suba ...
A Visão do Trono do Criador. Apoc. 4                                     2onipotente. João também vê 4 criaturas viventes ...
A Visão do Trono do Criador. Apoc. 4                                     3     No Israel da antiguidade ficaram à parte 24...
A Visão do Trono do Criador. Apoc. 4                                 4     Como assistentes sacerdotais de Cristo, represe...
A Visão do Trono do Criador. Apoc. 4                                    5para distingui-la das descrições que aparecem em ...
A Visão do Trono do Criador. Apoc. 4                                     6     A descrição de um "arco-íris" ao redor do t...
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12 a visão do trono do criador. apoc. 4

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12 a visão do trono do criador. apoc. 4

  1. 1. A VISÃO DO TRONO DO CRIADOR Apocalipse 4 O Cristo ressuscitado chama agora a João para que suba no Espíritopara ter uma nova visão e um olhar dentro do céu (Apoc. 4:1). O Espíritolhe permite ver através de "uma porta aberta" na sala do trono do Todo-poderoso. Tal privilégio foi concedido só a poucos servos de Deus, taiscomo Miquéias (1 Reis 22:19-22), Isaías, Ezequiel e Daniel. EnquantoIsaías estava adorando no templo de Jerusalém tinha visto Deus sentadoem um trono no céu, rodeado por serafins e anjos. Esses guardiões dotrono estavam louvando a Deus cantando: "Santo, santo, santo, Jeovádos exércitos; toda a terra está cheia de sua glória" (Isa. 6:3). Enquanto estava cativo em Babilônia, também foi permitido aoprofeta e sacerdote Ezequiel ver os céus abertos. Conta que viu asemelhança de 4 criaturas viventes sustentando o trono de Deus. Essesseres levavam o trono semelhante a uma carruagem para Jerusalém paraconvocar a cidade apóstata diante do divino Juiz. Descreve os 4 serescomo tendo 4 asas e 4 rostos que se pareciam com os rostos de umhomem, um leão, um boi e uma águia (Ezeq. 1:5, 6, 10). Sobre ascabeças dos 4 portadores do trono, Ezequiel viu "uma expansão amaneira de cristal maravilhoso" (v. 22) e ainda por cima daquelefirmamento, "a figura de um trono" com alguém sentado sobre ele quetinha "a forma de homem" (v. 26). Ao redor do trono viu um arco íris (v.28). O impacto dessa visão do trono foi tão entristecedora que Ezequieldiz que ao contemplá-la "caí com o rosto em terra" (v. 28, NBE). Quando João estando em Patmos descreve sua visão do trono, usapalavras que fundem as duas visões anteriores de Isaías e Ezequiel.Embora contemple a majestade do Deus de Israel, só descreve a Deuspor sua aparência de brilho que resplandecia como o "jaspe" e avermelha "cornalina" [BJ]. Além disso, vê um halo em forma de umarco-íris, semelhante em aspecto à esmeralda, ao redor do trono (Apoc.4:3), como se queria significar que a graça divina rodeia a justiça
  2. 2. A Visão do Trono do Criador. Apoc. 4 2onipotente. João também vê 4 criaturas viventes ao redor do trono que separecem com os que Ezequiel havia descrito (vs. 6, 7). Entretanto, Joãoos combina com os serafins da visão de Isaías, porque diz que cada sertinha 6 asas em vez de 4 (Apoc. 4:9) e tinha um rosto em vez de 4 (verEzeq. 1:6). Também diz que os seres estavam "cheios de olhos pelafrente e por trás" (Apoc. 4:6), um detalhe tirado das rodas do trono deDeus que aparece no Ezequiel 1:18. O Apocalipse mostra uma fluidezcom o simbolismo hebreu que desafia nossa exigência de exatidãofotográfica. Uma característica importante na visão que João teve do trono, quenão se vê nos profetas anteriores nem nas visões apocalípticas judaicas, éa de 24 pequenos tronos ao redor do trono de Deus sobre os quais estãosentados 24 anciões [presbúteros] "vestidos de roupas brancas, comcoroas de ouro em suas cabeças" (Apoc. 4:4). Estes anciões, que semencionam 12 vezes no Apocalipse (4:4, 10; 5:8, 11, 14; 7:11-13; 11:16;14:3; 19:4), são aparentemente o cumprimento da predição apocalípticade Isaías, de que Jeová manifestaria seu reino glorioso "diante de seusanciões" (Isa. 24:23). Com freqüência o número 24 se entendeu como a soma de 12 e 12,sugerindo 12 representantes de Israel e da igreja respectivamente, masseria arbitrário partir o grupo de anciões em duas unidades. Jesus haviadito que seus apóstolos se sentariam "em tronos para julgar as dozetribos de Israel" (Luc. 22:30; Mat. 19:28). João vê seu cumprimento emsua visão do milênio em Apocalipse 20:4. Entretanto, as visões do tronocom os anciões em Apocalipse 4 e 5 têm o propósito de descrever umaatividade celestial nos dias de João. Isso significa que João mesmo nãopode ser um dos 24 anciões que estão no céu. Além disso, os 24 anciõesnão se desempenham como juizes, mas sim como sacerdotes reais queadoram a Deus com cânticos de louvor e lançam suas coroas diante dotrono (Apoc. 4:10), têm harpas em suas mãos e apresentam a Deus asorações de seu povo em suas taças de ouro cheias de incenso (5:8).
  3. 3. A Visão do Trono do Criador. Apoc. 4 3 No Israel da antiguidade ficaram à parte 24 ordens sacerdotais datribo do Levi para atender a ordem do culto sagrado e também 24 ordenspara o ministério de profetizar, com o acompanhamento de liras, harpas ecímbalos (1 Crôn. 24:3, 4; 25:1, 6, 9-31). Isto indica que João viu no céuos representantes do povo de Deus do velho pacto. No Apocalipse se faz uma distinção entre os "anciões" e os anjos deDeus (Apoc. 5:11; 7:11 ) e constitui um grupo novo e sem par ante otrono de Deus. Formam um característico importante da visão docapítulo 4. Podem ver-se como homens glorificados que saíramvitoriosos sobre o pecado e a tentação. Todos morreram comovencedores. Têm três características que cumprem as promessas deCristo aos fiéis em Apocalipse 2 e 3: os tronos, os vestidos brancas e ascoroas [stéfanos] de vitória (ver 3:5, 11, 21). L. W. Furtado comenta:"Estando [Apoc. 4] precisamente depois destas promessas [de Apoc. 3],a visão dos 24 anciões parece ser a segurança da realidade celestial daspromessas".1 Que os anciões estejam sentados sobre tronos que rodeiamo trono de Deus, é de grande significado: "A estes personagens lhes dá uma posição e honra que nega aos anjosmais elevados, até às criaturas viventes; mas sua condição e honracorrespondem perfeitamente às promessas feitas precisamente umpouquinho antes no Apocalipse aos escolhidos".2 Assim podem ser identificados com os santos gloriosos que foramlevantados dos mortos pouco depois da própria ressurreição de Jesus (verMat. 27:52, 53; Ef. 4:8). Ellen White o explica assim: "Aquelesfavorecidos santos ressurgidos saíram glorificados. Eram escolhidos esantos de todos os tempos, desde a criação até os dias de Cristo... Davamtestemunho de que fora pelo Seu grande poder que tinham sidochamados de suas sepulturas".3 "Ascenderam com Ele, como troféus deSua vitória sobre a morte e o sepulcro".4 A presença dos anciões no céuexpressa a convicção de que de fato tinha tido lugar a exaltação deCristo.
  4. 4. A Visão do Trono do Criador. Apoc. 4 4 Como assistentes sacerdotais de Cristo, representam o Israelespiritual e confirmam a realidade gloriosa da esperança de Israel noreino messiânico de Deus. Um dos anciões assegura a João em termoshebreus que o "Leão da tribo do Judá, a raiz do Davi, venceu" (Apoc.5:5). Seu ministério na sala do trono de Deus é uma segurança para queas igrejas permaneçam fiéis até o fim. Sobre isto comenta Feuillet: "A idéia de que os santos do Antigo Testamento estão presentesdurante todo o desenvolvimento da história, e que têm um vivo interesse nodestino dos cristãos, não é nada escasso de magnificência. Dificilmente sepode ser mais eloqüente ao expressar a unidade interna que governa toda ahistória da salvação e o elo essencial que une a ambos os testamentos".5 Além disso, João descreve a presença dinâmica do Espírito de Deusao declarar: "E, diante do trono, ardem sete tochas de fogo, que são ossete Espíritos de Deus" (Apoc. 4:5; ver 1:4). O profeta Zacarias tinhaexplicado as sete luzes sobre a menorá do templo como "os olhos doSenhor, que se passeiam por toda a terra" (Zac. 4:10, NBE). Na visão dotrono de Apocalipse 5, João conecta este sétuplo Espírito com Cristocomo o Soberano de sua igreja (v. 6), ressaltado dessa maneira que oEspírito é o Espírito de Cristo. A Liturgia Celestial Depois de João descrever o que viu no céu, começa a dizer o queescutou: a adoração de Deus em uma liturgia celestial. Ouviu os cantosantifonais de adoração dos diferentes coros. Os quatro seres angélicos ouserafins dirigiam em uma doxologia jubilosa, derivada do canto deadoração dos serafins do Isaías 6: "Santo, santo, santo é o Senhor DeusTodo-poderoso, que era, que é, e que há de vir" (Apoc. 4:8). O aspecto novo desta doxologia é o louvor acrescentado de Deuscomo o Senhor da história: "que era, que é, e que há de vir". Estaseqüência de passado, presente e futuro está formulada intencionalmente
  5. 5. A Visão do Trono do Criador. Apoc. 4 5para distingui-la das descrições que aparecem em Apocalipse 1:4 e 8,com o fim de proclamar a soberania de Deus na história, desde o começoaté o juízo final (ver Apoc. 21:5). Esta caracterização do Deus de Israelgarante o destino prometido da humanidade. O Criador não abandonaráas obras de suas mãos (Sal. 138:8). Sua "vinda" determina o futuro domundo. Deus nunca é simplesmente um espectador dos assuntoshumanos, mas sim está ativamente envolto em lhes dar forma. Osserafins já louvam ao Deus Todo-poderoso porque é a fonte e a causa detoda a realidade criada, especialmente, de seu povo eleito, o novo Israelde Deus. Todas as vezes que os serafins entoam sua doxologia de dar "glória,honra e ações de graças" ao Soberano do universo, os 24 anciõesrespondem prostrando-se ante a majestade que está sobre o trono.Lançam suas coroas ante o trono e adoram a Deus com uma aclamaçãosignificativa de louvor: "Senhor, digno é de receber a glória e a honra e o poder; porque vocêcriou todas as coisas, e por sua vontade existem e foram criadas" (Apoc.4:11 ). Os anciões exaltam a dignidade de Deus, fundamentalmente porquefoi sua vontade planejar todas as coisas por sua sabedoria infinita (verGên. 1), e produzir toda a realidade por seu poder criador. Esta féhebraica permaneceu como algo básico para a adoração de Deus naigreja apostólica (ver At. 4:24; 14:15; 1 Ped. 4:19). Merece uma atenção especial a forma em que os 24 anciões sedirigem ao Criador, como "Senhor e nosso Deus" (Apoc. 4:11, NBE).Assim como seus predecessores, o imperador Domiciano insistiu em quetodo mundo devia adorá-lo como o "Dominus et Deus noster" ("Senhor enosso Deus"). A adoração ao imperador ficou em vigor por meio dosacerdócio pagão em um ritual anual na província romana da ÁsiaMenor. Ao fazer frente a essa ameaça de totalitarismo, João anima aigreja a permanecer firme (ver Apoc. 2:10).
  6. 6. A Visão do Trono do Criador. Apoc. 4 6 A descrição de um "arco-íris" ao redor do trono de Deus (Apoc.4:2) expressa a fidelidade do Criador a suas promessas. Ele é Deus fiel,que guarda o pacto (Deut. 7:9), o "fiel Criador" (1 Ped. 4:19). A visão dotrono celestial busca evocar nossa adoração de Deus em espírito e emverdade de maneira que a igreja sobre a terra possa ser uma com a igrejano céu. A visão de João do trono de Deus continua com a cena docapítulo 5. Referências A Bibliografia para Apocalipse 4 e 5 a encontrará nas páginas 153-154. 1 Hurtado, "Revelation 4-5 in the Light of Jewish Apocalyptic Analogies", JSNT 25 (1985), p. 113. 2 Ibid. 3 Ellen White, PE 184. 4 Ellen White, DTN 786. 5 Feuillet, The Apocalypse, p. 211.

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