04 as cartas às sete igrejas

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04 as cartas às sete igrejas

  1. 1. AS CARTAS ÀS SETE IGREJASI. TEXTO BÁSICO: Apocalipse 2 e 3II. O MODELO DAS CARTAS A. O Destinatário 1. Sempre o “anjo” ou guia da igreja Angelos – que envia, um mensageiro, um anjo Angelo – dizer, anunciar Angélia – uma mensagem, doutrina ou preceito 2. Deus fala ao Seu povo por meio de mensageiros Moisés Êx. 4:12-16 Isaias Isa. 6:8, 9 Jeremias Jer. 1:7-9 Ezequiel Ezeq. 1:3; 2:1-7 Ageu Ageu 1:1 B. O Autor Divino 1. Alguns característicos apropriados 2. A dupla obra de Cristo como Sumo Sacerdote a. Representar o povo diante de Deus b. Representar Deus diante do povo 3. O contínuo serviço de Cristo C. Mensagem de Louvor e Reconhecimento 1. Deus reconhece e considera os méritos do Seu povo Sal. 1:6; 7:18; Atos 13:22
  2. 2. As Cartas às Sete Igrejas 2 "Nada neste mundo é tão caro ao coração de Deus como Sua igreja." –PR., 590 "Fraca e defeituosa como possa parecer, a igreja é o único objetosobre que Deus concede em sentido especial Sua suprema atenção. É ocenário de Sua graça, na qual Se deleita em revelar Seu poder detransformar corações." – AA., 12. "A igreja é muito preciosa aos olhos de Deus. Ele não a avalia porsuas prerrogativas exteriores, mas pela sincera piedade que a distingue domundo. Estima-a segundo o crescimento de Cristo, segundo o progresso naexperiência espiritual." – PJ., 298. D. Mensagem de Reprovação e Condenação 1. Deus reconhece completamente e como simpatia a debilidade do Seu povo Sal. 103:8-14 “É impossível escapar à observação d’Aquele que diz ‘Eu sei as tuasobras’, por menor que seja o detalhe de nossa conduta. As profundezas secada coração estão abertas à inspeção de Deus. Cada ação, cada intento,cada palavra, é como que distintivamente anotada como se houvessesomente um indivíduo em todo o universo, como se toda a vigilância eescrutínio de Deus fossem aplicados ao seu procedimento.” – 5 T. 627. 2. A razão das reprovações e correções de Deus Prov. 3:11, 12 "Com infatigável desvelo e ininterrupta vigilância, observa para ver se aluz de qualquer de Suas sentinelas está bruxuleando ou se extinguindo. Seos castiçais fossem deixados ao cuidado meramente humano, sua tremulachama enlanguesceria e morreria; mas Ele é o verdadeiro vigia da Casa doSenhor, o verdadeiro guarda dos átrios do templo. Seu assíduo cuidado egraça mantenedora são a fonte de vida e luz." – AA., 585, 586. 3. As mensagens de reprovação de Deus sempre são acompanhadas com mensagens de amor "Ao tempo em que foi dada esta revelação a João, muitos haviamperdido seu primeiro amor da verdade evangélica. Mas em Sua misericórdiaDeus não permitiu que a igreja continuasse em estado de apostasia. Numamensagem de infinita ternura Ele revelou Seu amor por eles.
  3. 3. As Cartas às Sete Igrejas 3 “A igreja era defeituosa, e necessitava de severa reprovação eadvertência; e João foi inspirado a registrar mensagens de advertência ereprovação e a apelar aos que, tendo perdido de vista os princípiosfundamentais do evangelho, estavam pondo em perigo sua esperança desalvação. Mas as palavras de repreensão que Deus acha necessário enviarsão ditas sempre em cativante amor, e com a promessa de paz a cadacrente contrito.” – AA., 587. E. Mensagens de Conselho e Exortação 1. O supremo valor do conselho de Deus Prov. 3:1, 2; 4:10-13, 20-22 2. As bênçãos de Deus ao homem por permanecer em Suas promessas 3. As promessas restringem-se ao vencedor III. A NECESSIDADE DA IGREJA DAS SETE CARTAS A. Vida e vigor espirituais B. Declínio espiritual C. Período de atividade missionária D. Frieza e satisfação própria E. Período de crescente apostasia F. Confusão e desânimo "Ao tempo em que foi dada esta revelação a João, muitos haviamperdido seu primeiro amor da verdade evangélica. Mas em Sua misericórdiaDeus não permitiu que a igreja continuasse em estado de apostasia. Numamensagem de infinita ternura Ele revelou Seu amor por eles, e Seu desejode que fizessem segura obra para a eternidade. ... "A igreja era defeituosa, e necessitava de severa reprovação eadvertência; e João foi inspirado a registrar mensagens de advertência ereprovação e a apelar aos que, tendo perdido de vista os princípiosfundamentais do evangelho, estavam pondo em perigo sua esperança desalvação. Mas as palavras de repreensão que Deus acha necessário enviar
  4. 4. As Cartas às Sete Igrejas 4são ditas sempre em cativante amor, e com a promessa de paz a cadacrente contrito. ... "E aos que em meio ao conflito mantivessem sua fé em Deus, foramdadas ao profeta as palavras de louvor e promessa: "Eu sei as tuas obras;eis que diante de ti pus uma porta aberta, e ninguém a pode fechar; tendopouca força, guardaste a Minha palavra, e não negaste o Meu nome." – AA.,587-588. IV. A APLICAÇÃO DAS SETE MENSAGENS “A natureza da visão em que João recebeu estas epístolas tornaclaro que elas não se limitam somente a estas sete igrejas, mas que nelasdevemos contemplar a igreja toda. ... “Estas sete igrejas, então, além de serem literais e históricas,representam todo o corpo da cristandade, em todos os períodos de suahistória. ... “Em primeiro lugar, as sete igrejas representam sete fases ouperíodos na história da Igreja, que se estendem dos tempos apostólicos àSegunda vinda de Cristo, e cujos característicos são apresentadosparcialmente nos nomes destas igrejas, mas mais completamente nascartas que lhes são enviadas. Houve o período de Éfeso – um período decalor, amor e trabalho por Jesus, aplicado diretamente ao tempo dosapóstolos, em que começou a queda do dever pelo esfriamento gradualdo amor de alguns, as falsas profissões de outros, e a renda de exaltaçõesindevidas do clero e oficiais da igreja. Veio, então, o período de Esmirna– a era do martírio e do cheiro suave a Deus, da fidelidade até à morte,marcado, entretanto, com o desenvolvimento de outros desvios noestabelecimento de normas e regulamentos, liberdade às propensõesjudaizantes e os conseqüentes afastamentos da verdadeira simplicidadedo Evangelho. Seguiu, então, o período de Pérgamo, no qual averdadeira fé desaparecia cada vez mais do cenário; o clericalismogradualmente se organizava num sistema; a igreja se unia ao mundo eBabilônia começava a assomar às alturas. Veio, então, o período de
  5. 5. As Cartas às Sete Igrejas 5Tiatira – a era da púrpura, da glória do sacerdócio corrompido, eescuridão da verdade; a era efeminada e do domínio clerical, ao usurpara igreja o lugar de Cristo, e em que as testemunhas de Jesus foramentregues às prisões, às fogueiras e inquisições; a era da entronização dafalsa profetiza, que se estendeu aos dias de Lutero e à Reforma. Veio,então, o período de Sardes – a época da separação e volta aos mandos deCristo; a época da libertação de Balaão e suas doutrinas; da libertaçãodos nicolaítas e seus dogmas; de Jezabel e suas fornicações; uma épocade nomes valiosos, embora também indicados como mortos, e tendomuito de que se arrepender; uma época que cobre a letargia espiritualdos séculos do protestantismo antes dos grandes movimentosevangélicos dos últimos cem anos, e que nos trouxe à era de Filadélfia,distinguida por uma ligação mais íntima com a Palavra escrita, e maiorfraternidade entre cristãos, embora já se entregando à mornidãoLaodiceana, à auto-suficiência, à profissão oca, à falsa paz, em que o diado juízo está para cair sobre as multidões despreocupadas que se supõemcristãs, mas não o são. ... “Cada coisa que assinala um destes períodos se aplica também numgrau menor, aos outros períodos. É simplesmente a predominância, e ovigor maior ou menor de um elemento em determinado tempo quedistingue as sete épocas umas das outras. Os sete períodos, em outraspalavras, coexistem em cada período, tanto quanto em sucessão. ... “Em segundo lugar, as sete igrejas representam sete variedades decristãos, tanto verdadeiros como falsos. Cada confessor do cristianismo éum efésio em suas qualidades religiosas, ou um esmirniano, umpergamita, um tiatiriano, um sardo, um filadelfo ou um laodiceano. “Nem devemos olhar para determinadas facções, nem para umadenominação somente. Cada época, cada denominação, e quase cadacongregação possui exemplos de cada igreja. ... “Eu encontro, assim, as sete igrejas em cada igreja, o que dá a estasepístolas uma aplicação direta, a nós mesmos e aos professos cristãos de
  6. 6. As Cartas às Sete Igrejas 6todos os tempos, de maior importância e solenidade.” – J. A Seiss, TheApocalypse, Vol. I, 143-145 V. AS SETE CARTAS A. A Primeira Carta: Apocalipse 2:1-7 1. A Éfeso – a igreja dos apóstolos, ativa e pura a. Significação – desejável b. Período – 31-100 c. A cidade (1) Localização Lídia, na costa ocidental da Ásia Menor Na foz do rio Caíster, sobre colinas das quais se descortina o mar Porto excelente Porta de entrada da Província romana da Ásia (2) Clima (3) Religião (4) História (a) Grandeza anterior – tornou-se capital da província (b) Declínio (c) Ruína “Éfeso é hoje mera desolação, inteiramente destruída, semhabitante algum. A grande praça do mercado, onde se faziam os negóciosde uma metrópole renomada, vi-a com plantas de tabaco, sem cercas,descuidada, cheia de mato e abandonada. Os grandes lagartos, aopassarmos por lá saltavam surpreendidos à vista do homem, por sobrecolunas caídas de mármore e pórfiro, e esplêndidas cornijas e capitólios queuma vez foram a admiração do mundo. O silêncio, malária e morte pairamsobre aquela que uma vez foi orgulhosamente chamada ‘a primeira dascidades’. ... Restos de paredes ciclópicas, aterros, templos, ruas e casasalinham-se nos planos, colinas e encostas da vasta área que uma vezesteve coberta com a sua glória; mas, a área toda está em completa
  7. 7. As Cartas às Sete Igrejas 7desolação, envolvida numa atmosfera venenosa e coberta somente decoisas sujas e vis.” – J. A Seiss, The Apocalypse, Vol. I, 121, 122 (5) Descobertas arqueológicas d. A igreja (1) O ministério de Paulo Atos 19:1-20:1`, 16-38; I Cor. 6:8; Efésios (2) História posterior 2. O Autor – Aquele que tem as sete estrelas e que anda entre os sete castiçais. Apoc. 2:1. 3. Elogio a Éfeso a. Suas obras e trabalho Apoc. 2:2; Atos 19:18-26; Col. 1:23 “A princípio, o que distinguia a igreja de Éfeso eram a suasimplicidade e fervor como de uma criança. ... “Cheios de amor ao Redentor, buscavam como seu mais elevadoobjetivo, ganhar almas para Ele. ... Os membros da igreja estavam unidos em sentimento e ação. O amorde Cristo era a corrente áurea que os vinculava entre si. Prosseguiamconhecendo o Senhor sempre e sempre com maior perfeição, e revelavamem sua vida alegria, conforto e paz. Visitavam os órfãos e as viúvas em suastribulações e mantinham-se incontaminados do mundo. ... “Em toda cidade era a obra levada avante. Almas eram convertidas,as quais, por sua vez, sentiam o dever de transmitir a outrem o inestimáveltesouro. Não tinham sossego sem que os raios de luz que lhes haviamiluminado a mente resplandecessem sobre outros. Multidões de incrédulosfamiliarizavam-se com a razão da esperança do cristão.” – 3 TS., 55, 56 b. Sua paciente tolerância Apoc. 2:3; Atos 4; 5:17-42; 6:7-12; 7:55-60; 8:1-4; II Cor. 11:24-30 Tradução de Moffat: “Eu sei que sofres pacientemente e te esforçaste pela minha causa e não te cansaste.” Apoc. 2:3
  8. 8. As Cartas às Sete Igrejas 8 Tradução de Knox: “Sim tu sofreste, e em tudo te esforçaste pelo amor ao meu nome e não desesperaste.” c. Odeia os atos dos nicolaítas Apoc. 2:6 Os nicolaítas constituíam uma antiga seita gnóstica que erradamente traçava sua origem de Nicolau (Atos 6:5), um dos sete diáconos. Eles mantinham certas doutrinas impuras e viviam vidas impuras. No dizer de Clemente de Alexandria eles mantinham o princípio pernicioso de que as paixões baixas devem ser permitidas. 4. A debilidade de Éfeso – um período de perda de amor Apoc. 2:4 “Numa só geração o evangelho foi levado a toda nação debaixo docéu. Mas pouco a pouco veio uma mudança. A igreja perdeu o seu primeiroamor. Tornou-se egoísta e lisonjeira. O espírito mundano foi acalentado. Oinimigo lançou seus encantamentos sobre aqueles que receberam de Deusa luz destinada ao mundo em trevas.” – 8 T., p. 26 “Depois de algum tempo, porém, começou a minguar o zelo doscrentes, bem assim o seu amor a Deus e de uns para com os outros. Afrieza invadiu a igreja. ... “A piedade decaía rapidamente e parecia estar Satanás para alcançara ascendência sobre os que se declaravam seguidores de Cristo. “Foi neste tempo crítico da história da igreja que João foi sentenciadoao desterro. Jamais fora a sua voz tão necessária à igreja como agora.” –AA., 580, 581 5. Conselho e AdvertênciaApoc. 2:5 6. A promessa a Éfeso 7. A mensagem de Éfeso aos cristãos de hoje “O chamado ao banquete do evangelho deve ser primeiramenteestendido nos caminhos. Deve ser dado àqueles que pretendem estar naestrada real da experiência cristã, - aos membros das diferentes igrejas. ‘Oque tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas’. Apoc. 2:7. Há nestas
  9. 9. As Cartas às Sete Igrejas 9igrejas adoradores verdadeiros e há adoradores falsos. Deve-se trabalharpor aqueles que caíram do seu primeiro amor, que perderam o seu primeirozelo e interesse nas coisas espirituais.” – 6 T., p. 76 “Fui instruída a dizer que estas palavras (Apoc. 2:4, 5) são aplicáveisàs igrejas Adventistas do Sétimo Dia na condição em que se encontramatualmente. O amor de Deus foi perdido, e isto significa ausência de amor deuns para com os outros. Egoísmo, egoísmo, egoísmo é nutrido e se bate porconseguir supremacia. ... “Deve haver uma reforma e uma reavivamento, sob a ação do EspíritoSanto. ... “Deus repreende Seu povo de seus pecados, a fim de torná-lo humildee levá-lo a buscar-Lhe a face. Ao se reformarem, e o amor de Deus reavivar-se em seus corações, serão amoravelmente atendidos nas petições que Lhefaz. Ele lhe fortificará na obra de reforma e arvorará por ele um estandartecontra o inimigo. Suas ricas bênçãos repousarão sobre ele e refletirá osbrilhantes raios da luz do céu. Então u’a multidão, não de sua fé, vendo queDeus está com Seu povo, unir-se-á a ele em servir ao Senhor.” – E. G.White, R & H, 25-2-1902. B. A Segunda Carta: Apoc. 2:8-11 1. Esmirna – uma igreja perseguida, mas firme a. Significação – Mirra, suave aroma adocicado b. Período – 100-313 c. A cidade (1) Localização 35 milhas ao norte de Éfeso. Na cabeceira de uma linda baía Magnífico porto Acrópole fortificada no monte Pagos atrás da cidade Colina circundada por uma rua chamada ‘a rua do ouro’ “Esmirna, receptáculo dos maiores elogios das sete cartas, é a maiorde todas as cidades da Anatólia. É atualmente o porto mais importante, ficana cabeceira do seu golfo o qual se estende bem para o interior docontinente, e que continuará sempre, o maior porto de todo o país. ...
  10. 10. As Cartas às Sete Igrejas 10Nenhuma cidade das terras do Mediterrâneo oriental oferecem tanta vida eesplendor, ao ser vista do mar espalhada suavemente na encosta entre omar e a colina. ... “O poderio ultrapassa a aparência, o esplendor, a vida; tais são oscaracterísticos da carta e da cidade.” – W. M. Ramsay, The Letter to theSeven Churches of Asia, 279, 280 (2) História (a) História antiga – colônia grega fundada aproximadamente no ano 1.000 A.C. (b) Tragédia e recuperação 600 A C Destruída por Aliate da Lídia e desaparecida por vários séculos. 330 AC Nova Esmirna, fundada após as conquistas de Alexandre. 300 AC Lisímaco planeja fazer de Esmirna um grande centro comercial. 195 AC Inicia o culto do poder de Roma. 178 A D Destruída por terrível terremoto e reconstruída por Marco Aurélio. Freqüentemente devastada por terremotos, mas sempre reconstruída. 1402 Tomada por Tamerlão – habitantes massacrados. 1424 Capturada pelos Turcos – morta a maior parte da população cristã. 1688 Terrível terremoto – a terra se abre e traga 5000 pessoas. 1758 Cidade despovoada por uma praga. 1923 Capturada pelos turcos – terrível massacre dos habitantes. (c) Prosperidade atual. Cidade preponderante da Ásia Menor. População em 1929, 375.000. Um grande porto marítimo e terminal de estrada de
  11. 11. As Cartas às Sete Igrejas 11 ferro. A única das sete cidades que retém sinais da antiga grandeza. (d) A igreja cristã em Esmirna. É possível que a igreja de Esmirna tenha sido fundada por Paulo. Deve ter sido visitada por ele durante o seu demorado trabalho na Ásia Menor. A igreja de Esmirna era pobre mas ativa mo trabalho. Sofreu muita perseguição de judeus, romanos e turcos. Foi lá que Policarpo sofreu martírio em 168 AD. Embora fosse sábado, mesmo assim os judeus estavam tão sequiosos de sua morte, que vieram em grande número ao estádio com feixes de lenha para o fogo em que Policarpo morreu. Noutra ocasião foram mortos mil e quinhentos cristãos, e mais oitocentos de outra feita. Apesar de suas muitas perseguições, o cristianismo está ainda vivo e ativo na Esmirna dos nossos dias. Cerca da metade de sua população é cristã no presente. Várias denominações tem ali a sede de suas corporações missionárias. Possui numerosas escolas cristãs. 2. O autor da carta dirigida a Esmirna – o primeiro e o último, Aquele que foi morto mas vive. Apoc. 2:8. 3. Elogio a Esmirna a. Suas obras v. 9 b. Sua tribulação v. 9. O período da igreja de Esmirna foi um período de perseguição e martírio. A igreja em desenvolvimento era odiada e seus membros perseguidos e mortos. Os cristãos eram acusados como causa de todas calamidades – fogo e fome, pestilência e terremoto. Roma começou a considerar os cristãos que reconheciam seu dever de lealdade primeiro a Deus, como inimigos do império e instituíram perseguições terríveis contra eles. Compreendeu a época da arena e do anfiteatro, em que os cristãos eram atirados às feras para
  12. 12. As Cartas às Sete Igrejas 12 divertir a população; em que eram queimados e crucificados, mortos à espada ou atirados em caldeirões de óleo fervendo. Poucos foram os mandatários de Roma que não se envolveram em perseguições aos cristãos durante o período de Esmirna. Trajano (98-117) Tumultos populares freqüentes contra os cristãos. Emitiu um édito que declarava ofensa capital perseverar no cristianismo. Muitos mártires, inclusive Simeão, bispo de Jerusalém, e Inácio, bispo de Antioquia foram mortos neste período. Adriano (117-138) Nos jogos e espetáculos a população clamava pela destruição de cristãos. Decretou que os cristãos não deveriam ser mortos sem serem convictos e interrogados. Antonio o Pio (136-161) Os magistrados acusam os cristãos de impiedade. Justino Mártir manda ao imperador a sua Apologia. Atribui-se aos cristãos a responsabilidade de um terremoto na Ásia Menor, fazendo com que a população se volte contra os cristãos com todos os tipos de violências. Marco Aurélio (161-180) Os filósofos acusam os cristãos de crimes horríveis, tais como incesto e banquetes com carnes de crianças mortas. Grandes arremetidas contra cristãos. Um dos mais terríveis períodos de perseguição. Muitos mártires, inclusive Justino Mártir. Destruição das igrejas cristãs de Lion e Viena.
  13. 13. As Cartas às Sete Igrejas 13 Muitas apologias para os cristãos, inclusive a de Justino Mártir, Atenágoras e Taciano. Cômodo (180-192) Era comum o suplício de cristãos por renunciarem o paganismo. Sétimo Severo (193-211) Muitos cristãos foram mortos nas províncias. Os presidentes tinham liberdade para perseguir os cristãos à sua vontade. Lei contra a propagação do cristianismo. Alexandre Severo (222-235) Constantemente havia tortura de cristãos. Opiniões de que o cristianismo merece tolerância. Maximino (235-238) Muitas atrocidades contra cristãos. Magistrados e população incitados a atacar cristãos. Décio Trajano (249-251 Editos terríveis contra os cristãos. Governadores encarregados de exterminar totalmente o cristianismo. Muitos cristãos mortos, a pior perseguição se deu neste tempo. Galo (251-253) Cristãos acusados das calamidades e pestilências. Perseguição contínua, morte de muitos cristãos. Aureliano (270-275) Éditos contra cristãos. Diocleciano (284-305) Terrível perseguição de cristãos. c. Pobre mas verdadeiramente rica. Apoc. 2:9; Tiago 2:5; Luc. 12:15-34; Romanos 8: 32. 4. A sinagoga de Satanás Apoc. 2: 9. Tradução de Moffat: “Eu sei como foste caluniada por aqueles que se intitulavam judeus (nem judeus são eles, mas simplesmente uma sinagoga de Satanás).”
  14. 14. As Cartas às Sete Igrejas 14 Twenty Century New Testament: “Eu conheço muito bem as calúnias procedentes daqueles que se declaram judeus, quando não o são, mas são uma congregação dirigida por Satanás.” a. O verdadeiro judeu Rom. 2: 28, 29; Gal. 3:7, 29. b. O partido organizado de Satanás. c. As pretensões blasfemas dos falsos religiosos professos. 5. Conselho e admoestação Apoc. 2:10. Tradução de Knox: “Não temas os sofrimentos que terás de suportar. Logo, o diabo lançará alguns de vós na prisão, para provar ali a vossa fé, e por dez dias estareis em dolorosa desgraça. Conservai comigo a fé até a morte, e vos coroarei com vida.” a. Provação e sofrimento, a sorte da igreja. Mat. 10: 22; Luc. 21: 16, 17; Atos 9: 16. b. O período excepcional de tribulação de Esmirna. (1) Os éditos de diocleciano 303 A D. (2) O édito de Milão de Constantino 313 A D. c. O objetivo de Deus na prova e aflição. “Ele permite que a aflição alguma sobrevenha à igreja senãounicamente a que é necessária para a sua purificação, seu bem presente eeterno. Purificará Sua igreja assim como purificou o templo no princípio e nofim do Seu ministério na terra. Tudo que Ele traz sobre a igreja em forma deprovações e aflições, fá-lo para que seu povo adquira mais profunda piedadee mais força para levar a todas as partes do mundo as vitórias da cruz.” –3TS., 392. d. A ineficácia dos esforços de Satanás para fazer parar a obra de Deus pela perseguição. “Nulos foram os esforços de Satanás para destruir pela violência aigreja de Cristo. O grande conflito em que os discípulos de Jesus rendiam avida, não cessava quando estes fiéis porta-estandartes tombavam em seuspostos. Com a derrota, venciam. Os obreiros de Deus eram mortos, mas aSua obra ia avante com firmeza. O evangelho continuava a espalhar-se, e o
  15. 15. As Cartas às Sete Igrejas 15número de seus aderentes a aumentar. Penetrou em regiões que eraminacessíveis, mesmo às águias romanas. ... "Milhares eram aprisionados e mortos, mas outros surgiam para ocuparas vagas. E os que eram martirizados por sua fé tornavam-se aquisição deCristo, por Ele tidos na conta de vencedores. Haviam pelejado o bomcombate, e deveriam receber a coroa de glória quando Cristo viesse. Ossofrimentos que suportavam, levavam os cristãos mais perto uns dos outrose de seu Redentor. Seu exemplo em vida, e seu testemunho ao morrerem,eram constante atestado à verdade; e, onde menos se esperava, os súditosde Satanás estavam deixando o seu serviço e alistando-se sob a bandeirade Cristo.” – GC., 41, 42. e. A atitude conveniente do filho de Deus ante a prova e a perseguição Mat. 10: 23-26, 39; Luc. 12: 32; Heb. 12:3. f. A firmeza dos filhos de Deus sob perseguição. Heb. 11 : 33-40. Resposta de Policarpo antes de ser martirizado em Esmirna ao juiz que lhe pedia renunciar a Cristo e poupar sua vida : “Oitenta e seis anos eu O servi, e Ele nunca me fez mal; como então posso blasfemar do meu Rei, Aquele que me salvou?” g. A recompensa prometida aos fiéis até a morte. Apoc. 2: 10. C. A terceira carta: Apoc. 2: 12-17. 1. A Pérgamo (Pergamum) – igreja próspera e popular. a. Período – 313-538. b. A cidade. (1) Localização. Quarenta milhas ao norte de Esmirna e quinze milhas do mar. Construída sobre um monte rochoso mil pés acima do vale. Posição de notável defesa natural. Dá a impressão de permanência, de poderio indestrutível e de autoridade. “Mais que qualquer outro lugar da Ásia Menor, ela dá ao viajante aimpressão de uma cidade real, a sede da autoridade: o rochoso monte em
  16. 16. As Cartas às Sete Igrejas 16que se localiza é tão vasto que domina altiva e audazmente a planíciecosteira do rio Caico. ... “A história a aponta como cidade real, e nada menos, claramente, o feza natureza. Nenhuma cidade de toda a Ásia Menor - tanto quanto eu tenhavisto, e há algumas de certa importância que não vi – possui um aspecto tãoimponente e dominante. Foi a única cidade que forçou a exclamar Umacidade real. Cheguei a ela depois de Ter visto as outras, mas essa foi aimpressão que ela produziu. Há um quê de singularidade e predominâncianeste efeito, situada como está sobre a magnificente colina que se sobressaidesafiadoramente do nível da planície, e que domina o vale e as montanhasdo sul. Outras cidades da região possuem esplêndidas colinas que fizeramdelas poderosas fortalezas da antiguidade; mas nas quais a colina é comose fosse o governo e a acrópole com a cidade estendida embaixo na frente eao redor. Mas aqui a colina era a própria cidade, e os edifícios,especialmente romanos, localizados abaixo da cidade, eram ornamentosexternos que lhe emprestavam beleza e majestade.” – W.M. Ramsey, TheLetters to the Seven Churches of Ásia, 281, 295. (2) História. Fundada pelos gregos eólios depois da queda de Tróia. Homero e mais tarde Heródoto, produziram ali alguns dos seus escritos. Lisímaco considerava-a como o lugar mais seguro de seu reino. 282 A.C Fileteros rompeu sua aliança com Lisímaco e fundou o reino de Pérgamo. 241 AC. Átalo I foi o primeiro de uma série de reis com o seu nome. Derrotou os gauleses invasores e os fez povoar um distrito conhecido dali em diante como Galácia. 197 AC. Eumenes tomou o trono e fundou uma famosa biblioteca em Pérgamo que logo rivalizou com a de Alexandria. 133 AC. Morte de Átalo III que legou o reino à Roma.
  17. 17. As Cartas às Sete Igrejas 17 Pérgamo tornou-se então a capital da província romana de Ásia por dois séculos e meio Posteriormente a cidade decaiu e a Pérgamo moderna é uma simples sombra da cidade primitiva. (3) Religião. Um centro preponderante de religiões pagãs. Imenso altar a Zeus erigido para comemorar a vitória sobre os gauleses. Um templo vistoso a Átena. Centro do culto a Dionizio (Baco), o deus boi. Famoso altar sagrado a Esculápio, o deus da medicina. Templos em homenagem aos imperadores romanos: Augusto, Trajano e Severo. Muitos devotos de Baco, o deus do vinho, e de Vênus, a deusa do amor “Em 487 A.C os babilônicos vencidos fugiram para a Ásia menor, efixaram seu colégio central em Pérgamo, para onde levaram o palácio deBabilônia, a pedra cúbica. Ali, independentes do controle estatal, elesconservaram os ritos de sua religião, e tramaram contra a paz do impériopersa, instigando os gregos neste sentido. – W.R. Barker, Lares andPenates, 233 Deve-se notar que os reis de Pérgamo eram todos também chefespontífices de sua religião, conforme o antigo costume babilônico. AtaloIII, o útimo destes reis-sacerdotes, entregou-se à Roma, com sua nação,reinado e ofícios sacerdotais. Os imperadores de Roma, a começar deJúlio e Augusto, tomaram também honras e títulos reais e seconsideraram divinos e nisto foram imitados mais tarde pelos papas. 2. O divino autor – Aquele que tem a espada aguda de dois gumes. Apoc. 2:12 a. Roma e o poder de sua espada de dois gumes. N.T e V.T. b. Deus e o poder de sua palavra. Heb. 4:12; Isa. 55:11 Efés. 6:17
  18. 18. As Cartas às Sete Igrejas 18 3. Elogios a Pérgamo. Apoc. 2:13 a. As obras de Pérgamo. b. Situada onde se encontra o trono de Satanás. (1) Deus toma em consideração as circunstâncias locais de seu povo. Sal. 87:4-6. (2) O significado de ‘o trono de Satanás’ Revised Standard Version: “Eu sei onde habitas, que é o lugar onde Satanás está entronizado”. Tradução de Knox: “Eu bem sei o lugar em que habitas, um lugar onde Satanás se entronizou”. Tradução de Weymouth: “Eu sei onde habitas, que é onde está o trono de Satanás”. Emphatic Diaglott: “Eu sei onde habitas, que é onde está o trono do adversário”. (a) A parcela de Satanás nos negócios deste mundo. João 2:31; II Cor. 4:4; Efés. 2:2; 6:12; Luc. 4:5,6. “Depois de tentar o homem a pecar, Satanás reclamou a Terra comosua, e intitulou-se príncipe deste mundo. Havendo levado os pais de nossaraça à semelhança com sua própria natureza, julgou estabelecer aqui seuimpério. Declarou que os homens o haviam escolhido como seu soberano.Através de seu domínio sobre os homens, adquiriu império sobre o mundo.Cristo viera para desmentir a pretensão de Satanás”. – DTN., 114-115. “Um demônio tornou-se o poder central no mundo. Satanás pôs o seutrono onde deveria estar o trono de Deus. O mundo depositou ahomenagem, como oferta voluntária, aos pés do inimigo”. – 6 T., 236. (b) O trono ou sede de Satanás. (1) Pérgamo, a capital da região a que se destinavam as sete cartas. (2) Pérgamo, um centro de cultos pagãos. (3) Roma, a capital do império romano.
  19. 19. As Cartas às Sete Igrejas 19 (4) Roma, a metrópole do papa durante o período de Pérgamo. c. Retém firma o nome de Deus. Tradução de Knox: “E ainda és fiel ao Meu nome”. Tradução de Moffat: “E ainda aderes ao Meu nome”. Tradução de Weymouth: “E ainda Me és fiel”. d. Fiel nos dias do martírio de Ântipas. 4. Reprovação de Pérgamo. Apoc. 2:14,15. a. Possuía aqueles que mantinham a doutrina de Balaão. Tradução de Knox: “Tens lá o seguidores da doutrina de Balaão. Aquele Balaão que ensinou Balaque a como preparar armadilhas ao povo de Israel, ao eles comerem do sacrificado aos ídolos e caírem em fornicação”. (1) Balaão. Núm. 22-25; PP. 479-505. Conhecia a mensagem da verdade. Tinha sido um profeta de Deus. Familiarizado com o caminho do dever. Enamorado do mundo. Desejo de honra, ganho, aplausos. Desejava ser usado como instrumento para derrubar o povo de Deus. Aconselhou estratagemas para desviar Israel. Levou Israel a alianças idólatras e adúlteras com o mundo. Os resultados desastrosos da libertinagem de Israel (2) A igreja balaamita no período de Pérgamo. Cristianismo e paganismo de mãos dadas. Aliança ímpia entre igreja e estado. Deformidade e libertinagem na igreja como resultado. Uma monstruosidade, sangue pagão correndo por veias cristãs.
  20. 20. As Cartas às Sete Igrejas 20 Cerimônias e pompa pagãs misturadas nos ritos cristãos “Quase imperceptivelmente os costumes do paganismo tiveramingresso na igreja cristã. O espírito de transigência e conformidade forarestringido durante algum tempo pelas terríveis perseguições que a igrejasuportou sob o paganismo. Mas, em cessando a perseguição e entrando ocristianismo nas cortes e palácios dos reis, pôs ela de lado a humildesimplicidade de Cristo e Seus apóstolos, em troca da pompa e orgulho dossacerdotes e governadores pagãos; e em lugar das ordenanças de Deuscolocou teorias e tradições humanas. A conversão nominal de Constantino,na primeira parte do século IV, causou grande regozijo; e o mundo, sob omanto de justiça aparente, introduziu-se na igreja. ... “Esta mútua transigência entre o paganismo e o cristianismo resultouno desenvolvimento do "homem do pecado", predito na profecia como seopondo a Deus e exaltando-se sobre Ele. Aquele gigantesco sistema dereligião falsa é a obra-prima do poder de Satanás – monumento de seusesforços para sentar-se sobre o trono e governar a Terra segundo a suavontade. “Para conseguir proveitos e honras humanas, a igreja foi levada abuscar o favor e apoio dos grandes homens da Terra; e, havendo assimrejeitado a Cristo, foi induzida a prestar obediência ao representante deSatanás – o bispo de Roma”. – GC., 49-51. b. Possuía aqueles que mantinham as doutrinas dos Nicolaítas. (1) Doutrinas que Deus odeia. (2) Doutrinas que a igreja primitiva odiara Apoc. 2:6. (3) Doutrinas que a igreja aceitou então “Os bispos cristãos introduziram, com leves modificações, no cultocristão, aqueles ritos e instituições pelos quais, anteriormente, gregos,romanos e outros tinham manifestado sua piedade e veneração às suasdeidades imaginárias, supondo que o povo abraçaria o cristianismo maisprontamente, se percebessem que os ritos lhes eram estendidos pelospróprios pais, sem haver alterações entre os cristãos, e vissem que, Cristo eos mártires eram adorados da mesma forma que os seus deusesanteriormente. Houve, naturalmente, pouca diferença entre o culto público
  21. 21. As Cartas às Sete Igrejas 21dos cristãos e o dos gregos e romanos nessa época. Tanto num como nooutro havia vestes esplendidas, mitras, tiaras, purificações, imagens, vasosde ouro e prata, velas, báculos pastorais, confissões e um sem número deoutras coisas semelhantes. “Constantino não renunciou a religião dos seus ancestrais antes de seerigirem aqui e acolá templos magníficos, os quais, adornados de gravuras eimagens, tanto na sua forma exterior como interior, se assemelhavam muitoàs igrejas e templos dos deuses”. J.L Von Mosheim, Ecclesiastical History,vol. I, 369. 5. Conselho e advertência a Pérgamo. Apoc. 2.:16; Núm. 22:22,23; Isa. 11:4. Tradução de Weymouth: “Arrepende-te de vez; senão, virei a ti em breve, e farei guerra contra eles com a espada da minha boca”. 6. A promessa a Pérgamo. V. 17. a . O maná escondido. Êx. 16:32,33,34; João 6:27-63; Sal. 119:11. b. A pedra branca. Tesseras com inscrições eram dadas aos gladiadores vitoriosos. Pedras eram usadas pelos jurados como votos nas eleições. Tesseras serviam de bilhetes de entrada nos festejos públicos. O Urim é o Tumim “A verdade é que a pedra branca com o novo nome não era qualquerreprodução exata de algum costume ou objeto de uso social daquele tempo.Era uma nova concepção, inventada para este novo objetivo; imaginadaunicamente para que, por coisas e formas já familiares, ficasseperfeitamente entendível a todos os leitores das igrejas asiáticas. Continhaanalogias com muitas coisas embora não fosse reprodução exata denenhuma delas”. W.M. Ramsay, The Letters to the Seven Churches of Asia,304. C . O novo nome: Isa. 62:2; 19:12; 22:4; I João 3:2.
  22. 22. As Cartas às Sete Igrejas 22 D. A Quarta Carta: Apoc. 2:18-29. 1. Tiatira – Igreja do período papal, poderosa, mas corrupta. a. Período – 538-1563. b. A cidade (1) Localização. Na Lídia, perto das fronteiras da Mísia Vinte e cinco milhas a sudeste de Pérgamo Várias estradas famosas e antigas passavam neste lugar Situada numa leve elevação do terreno, sem benefícios ou defesas naturais Impressão geral de debilidade, dependência, sujeição A fragilidade natural impunha aos sitiantes a necessidade de vigilância. (2) História. A cidade primitiva era conhecida como Pelúpia e Euipia Colonizada por negros entre 301 e 281 AC. por Seleuco Nicator Recebeu o nome Tiatira de Seleuco que nela estabeleceu uma guarnição Cercada pelos romanos em 190 AC. Tornou-se importante centro de comunicação Salientou-se como cidade industrial Possuía mais corporações comerciais que qualquer outra cidade da Ásia Os habitantes eram famosos por causa de sua perícia em tingir púrpura Possui aproximadamente vinte mil habitantes hoje Encontram-se fragmentos de antigas ruínas usadas hoje em construções e ruas modernas (3) Religião. A religião de Tiatira é um tanto obscura
  23. 23. As Cartas às Sete Igrejas 23 Seu herói era Tirino, uma figura montada, com uma machadinha de batalha no ombro. Seu deus protetor era um sincretismo conhecido como Propoli; Hélio, o deus sol, ou Apolo 2. O Autor. Apoc. 2:18. a. O Filho de Deus b. Olhos como chamas de fogo Aquele que examina o coração v. 23; Jer. 11:20 c. Pés semelhantes a latão reluzente Queima e esmaga os ímpios na Sua ira Apoc. 1:15, 2:27; Miq. 1:3-5; Hab 3:5; Jó 40:12. 3. Elogio a Tiatira (Apoc. 2:19) Tradução de Knox: “Eu conheço todas as tuas obras, tua fé, teu amor tua generosidade tua paciência e, de como nestes últimos dias és mais ativa que no princípio.” Revised Standard Version: “Eu conheço as tuas obras, teu amor e fé e serviço e paciente sofrimento, e que as tuas obras finais excedem as primeiras.” Embora o período de Tiatira devesse experimentar muito deescuridão, devia também ver muito de luz. Embora tenhamos aqui algunsdos fatos mais difamantes já executados em nome da religião, temostambém alguns dos maiores feitos de homens cheios de amor e Espíritode Deus. Foram os dias dos cavaleiros do templo, dos mongesmendicantes e de Hildebrando (mais tarde Gregório VII), mas foramtambém os dias dos Valdenses e Albigenses, de Wycliffe e Huss,Jerônimo e Lutero. Nunca houve tanto para ser louvado, nunca tanto paraser condenado. Deus viu o serviço de amor e o paciente sofrimento deSeus filhos e expressou a Tiatira as Suas palavras de louvor e elogio. 4. Condenação e reprovação (Apoc 2:20-23) a. Tolera a mulher Jezabel (v. 20)
  24. 24. As Cartas às Sete Igrejas 24 Tradução Americana: “Mas tenho contra ti que toleras aquela Jezabel como mulher que pretende estar inspirada.” Tradução de Knox: “Ainda cá e lá tenho faltas a descobrir em ti, tu tolerar a mulher Jezabel, que pretende ter o dom de profecia, para desviar com seus ensinos os Meus servos.” (1) A Mulher Jezabel (I Reis 16:31; 18:19; 19:1-8; 21:5-15, 23-25; II Reis 9:22-37) (a) Uma profetiza de Baal (b) Seus esforços para seduzir o povo de Deus (c) Apostasia em Israel (d) Perseguição aos filhos fiéis de Deus (e) Três ano e meio de fome (f) Elias e sua mensagem de reforma (g) A sentença de Jezabel. (2) O antítipo Jezabel – Roma Papal, a meretriz (Apoc 17:1-6) (a) Identificada com Babilônia, a inimiga de Deus. “O arquienganador não havia terminado a sua obra. Estava decidido acongregar o mundo cristão sob sua bandeira, e exercer o poder porintermédio de seu vigário, o orgulhoso pontífice que pretendia ser orepresentante de Cristo. Por meio de pagãos meio-convertidos, ambiciososprelados e eclesiásticos amantes do mundo, realizou ele seu propósito.... “No século VI tornou-se o papado firmemente estabelecido. Fixou-se asede de seu poderio na cidade imperial e declarou-se ser o bispo de Roma acabeça de toda a igreja. O paganismo cedera lugar ao papado. O dragãodera à besta "o seu poder, e o seu trono, e grande poderio.” – GC, 53, 54. (b) Sua aliança ilícita com o trono; (c) Seus esforços para seduzir o povo de deus; (d) Sua luta contra a palavra de Deus; (e) Seus esforços para esmagar o povo de Deus (f) O período de eclipse para os poderes da vida e da luz (Apoc 11:3-6; 12:6).
  25. 25. As Cartas às Sete Igrejas 25 “E começaram então os 1.260 anos da opressão papal preditos nasprofecias de Daniel e Apocalipse. (Dan. 7:25; Apoc. 13:5-7.) Os cristãosforam obrigados a optar entre renunciar sua integridade e aceitar ascerimônias e culto papais, ou passar a vida nas masmorras, sofrer a mortepelo instrumento de tortura, pela fogueira, ou pela machadinha do verdugo...Durante séculos a igreja de Cristo encontrou refúgio no isolamento eobscuridade. Assim diz o profeta: A mulher fugiu para o deserto, onde játinha lugar preparado por Deus, para que ali fosse alimentada durante mil eduzentos e sessenta dias. Apoc. 12:6. “O acesso da Igreja de Roma ao poder assinalou o início da escuraIdade Média.” – GC, 54, 55. b. Os tratamentos de Deus a Jezabel (Apoc 2:21-23) (1) Tempo para se arrepender mas recusado Tradução de Knox: “Dei-lhe tempo para o arrependimento, mas ela não quer abandonar os seus caminhos de prostituta.” (2) A sua recompensa, dos seus amantes e das suas filhas Tradução de Weymouth: “Digo-lhe que estou prestes a lançá-la num leito de dor, e afligirei severamente aqueles que com ela adulteram, a menos que se arrependam da conduta igual a dela. Suas filhas certamente morrerão; e todas as igrejas virão a conhecer que Sou Eu que examina os pensamentos íntimos dos homens; e recompensarei a cada um conforme as suas obras.” Tradução Americana: “Vede! Fá-la-ei deitar num leito de dor, e trarei grandes desgraças sobre os que partilham sua imoralidade, a menos que se arrependam das suas práticas, e ferirei de morte as suas filhas. Então todas as igrejas saberão que Eu Sou quem examina as mentes e os corações dos homens, e retribuirei a cada um de vós por aquilo que tendes feito.”
  26. 26. As Cartas às Sete Igrejas 26 c. O símbolo de Jezabel é apropriado Jamais alguns símbolos foram mais apropriados do que os deJezabel com a igreja de Tiatira. Jezabel veio da casa de Baal para a casade Deus. Pagã de coração, tornou-se a rainha de Israel. Do lugar de suainfluência no trono fez todos os esforços para seduzir os adoradores deDeus e para estabelecer o culto de Baal. Todos os esforços foram feitospara esmagar os servos de Deus e para honrar os sacerdotes de Baal. Osprofetas de Deus foram mortos à espada e fugitivos no deserto. Por trêsanos e meio houve fome na terra. Veio então o desafio de Elias noCarmelo e a reforma vagarosa e difícil. Tal se deu contra a igreja deTiatira. A vinda de Jezabel trouxe consigo terrível escuridão. A meretrizassentava-se sobre o trono enquanto que a virgem fugia para o deserto.Por três anos e meio proféticos, o período de 1260 anos preditos pelosprofetas, a verdade esteve eclipsada enquanto que na terra havia fomeespiritual. Finalmente surgiram profetas, luz, e a obra da reforma. “Em toda a história não há outro caráter que represente tão cabalmenteo sistema papal – seu caráter, obras e culto – como a impura mulher deAcabe, a Jezabel destas epístolas. Era uma pagã casada com judeu; e tal éo caráter do sistema papal nos seus principais elementos – paganismo unidoa um judaísmo obsoleto. É descrita como mulher que se diz profeta e comoencarregada de ser mestre dos servos de Deus; o papado professa epretende ser o único mestre infalível do céu a ensinar a verdade de Deus.Ela é descrita como tendo um conjunto de ‘obras’, enfaticamente chamado‘suas obras’ para distinguir de outras que são chamadas ‘obras de Cristo’; eo papado é um sistema de obras – uma religião de cerimônias, penitências,jejuns, missas, rezas, vigílias, abnegações, macerações do corpo,purgatórios, super privilégios e santidade meritória de santos, pelas quais elase propõe salvar seus devotos. Ela era adúltera; e o papado, acima de tudo,se tem caracterizado por suas relações com reis e potestades da terra,fazendo o que lhes agrada para conservá-los sob sua direção e ensinar opovo de Deus a submeter-se e aceitar as formalidades mundanas comomeios de vitória cristã. Ela foi uma perseguidora e matadora dos profetas edas testemunhas de Deus; e o que mais distingue o papado é a severidademostrada contra aqueles que se levantaram contra suas ímpias pretensões, e
  27. 27. As Cartas às Sete Igrejas 27as torturas públicas e secretas, e as matanças dos santos.” – J.A. Seiss,The Apocalypse, vol. I, 194, 195. 5. Palavras de conforto e conselho (Apoc 2:24-25) Tradução de Knox: “Mas eu vos digo, estes outros em Tiatira que não seguem este ensino, que nunca aprenderam os profundos mistérios (como são chamados) que Satanás oferece; tendo novo fardo para por sobre vós; conservai o que já tendes, até que Eu venha.” 6. Promessas (Apoc 2:26-28) Tradução Americana: “Aquele que for vitorioso e continuar até o fim a fazer o que Me agrada, dar-lhe-ei autoridade sobre os pagãos – a mesma autoridade que recebi do Meu Pai; apascentará com vara de ferro, e os sacudirá como vasos de barro: - e lhe darei a estrela da manhã.” Tradução de Knox: “Quem ganhará a vitória? Quem fará a minha vontade até o fim? Dar-lhe-ei autoridade sobre as nações para apascentá-las como ovelhas com cajado de ferro, desfazendo-as em pedaços como vasos de barro; a mesma autoridade que recebi do Meu Pai. E a estrelas da manhã será sua.” a. Poder sobre as nações (Sal 22:8, 9; Dan 2:44; 7:14, 18, 25-27) Não serão os soberbos mas os mansos que herdarão a terra. Não será aos que batem pelo poder que se dará o poder, mas aos humildes aos filhos de Deus freqüentemente pisados é que se dará afinal o governo da terra. b. A estrela da manhã “Passara para o mundo a meia-noite. As horas de trevas estavam aesvair-se, e em muitas terras apareciam indícios da aurora a despontar. “No século XIV surgiu na Inglaterra um homem que devia serconsiderado "a estrela da manhã da Reforma". João Wycliffe foi o arauto da
  28. 28. As Cartas às Sete Igrejas 28Reforma, não somente para a Inglaterra mas para toda a cristandade.” – GC,79, 80. “Assim pereceram os fiéis porta-luzes de Deus. Mas a luz das verdadesque proclamaram – luz de seu exemplo heróico – não se havia de extinguir.Tanto poderiam os homens tentar desviar o Sol de seu curso como impedir oraiar daquele dia que mesmo então despontava sobre o mundo.” – GC, 115 “Preeminente entre os que foram chamados para dirigir a igreja dastrevas do papado à luz de uma fé mais pura, acha-se Martinho Lutero.Zeloso, ardente e dedicado, não conhecendo outro temor senão o de Deus,e não reconhecendo outro fundamento para a fé religiosa além dasEscrituras Sagradas, Lutero foi o homem para o seu tempo; por meio deleDeus efetuou uma grande obra para a reforma da igreja e esclarecimento domundo.” – GC, 120. 7. O convite para ouvir ( Apoc 2:29) Deve-se notar que o convite feito à igreja para ouvir é o últimoitem que chega à igreja, vindo em seguida a promessa. Para as trêsprimeiras igrejas o convite para ouvir precede à promessa. Para asúltimas quatro, o convite segue a mesma. “Nos três primeiros casos parece que o convite do Espírito parte dedentro do corpo de membros para o mundo lá fora; nos últimos quatro,porém parece que até o próprio Espírito está fora, e que o convite é agoraconsiderado como tendo a mesma relação, tanto para o corpo professo daigreja como para o mundo. Isto é muito significativo quanto à prevalecenteapostasia que paganizou de tal maneira a professa igreja, que fez com queos cristãos fossem tão raros na igreja como no mundo. Tal como a coluna denuvem que se levantou de diante do acampamento de Israel para se colocarpor trás dele, para separar o povo do Senhor dos Egípcios, assim tambémesta transposição indica que a igreja, como um corpo, se tornou tãomisturada com o mundo que se fez necessário traçar uma distinção entre overdadeiro povo de Deus e o mundo, assim como o convite que lhe foidirigido significava separar-se dele. Desta maneira, temos que, em todas asepístolas em que a advertência do Espírito vem depois da promessa, oconjunto professo da igreja é tratado, pois, como apóstata edesesperadamente corrupto.” – J.A. Seiss, The Apocalypse, vol. I, 187.
  29. 29. As Cartas às Sete Igrejas 29 E. A Quinta Carta (Apoc 3:1-6) 1. Sardes – A igreja do período posterior à Reforma, fraca, mundana e degenerada. a. Período – 1563 – 1792 b. A cidade (1) Localização Cinqüenta milhas ao oriente de Esmirna; Aos pés do monte Tmolo; À margem oriental do rio Pactolo, que serve de escoadouro; Lugar de grande beleza cercado de uma região muito fértil; Acrópole sobre uma montanha de 150 pés de altura, uma crista da montanha; Uma fortaleza quase inexpugnável; Inacessível exceto no ponto ao sul; Os outros lados lisos como paredes de rocha quase perpendiculares; Distinguida pela natureza como sede do vale do Hermo. (2) História Principia contemporaneamente com os inícios da Lídia no décimo século antes de Cristo; Tornou-se a capital da Lídia; Esteve freqüentemente em guerras; Grande inimiga das cidades Jônicas, as quais conquistou uma a uma; Capital de Creso, o riquíssimo rei da Lídia; 546 a.C. – Tomada por Ciro, do confiante Creso, tornou-se sede da satrapia persa; 499 a.C. – Queimada pelos atenienses, o que causou a guerra com a Pérsia; 334 a.C. – Cercada por Alexandre; 214 a.C. – Tomada por estratagema, por Antíoco o Grande;
  30. 30. As Cartas às Sete Igrejas 30 190 a.C. – Caiu nas mãos romanas depois da Batalha de Magnésia; Tornou-se parte do reino de Pérgamo; 129 a.C. – Organização da Província da Ásia, causando a queda de Sardes e suas fronteiras; 17 A.D. – Quase destruída por um terremoto, mas reconstruída por Tibério; 295 A.D. – Após a desintegração da província romana da Ásia, tornou-se a capital da Lídia sob hierarquia bizantina; 1402 A.C. – Completamente destruída por Tamerlão e jamais reedificada; Hoje – Um campo ermo de espinhos, flores silvestres e ruínas imponentes; Algumas cabanas de nômades Yurucks por entre as antigas ruínas. Impressões de Emerson de uma visita a Sardes: “Há recordações mais vívidas e variadas, ligadas ao panorama deSardes do que se poderiam possivelmente associar a qualquer outro lugarda terra; mas todas estão misturadas de um sentimento de desgosto com apequenez da glória humana; tudo – tudo passou. À minha frente estavam osestandartes de uma religião morta; os túmulos de monarcas esquecidos, e apalmeira que se agitara no salão de banquete dos reis; enquanto que osentimento de desolação que me envolvia era duplamente acentuado porcausa da solidão e do céu muito claro acima de mim, o qual, com seu brilhoimorredouro, brilhava agora tão puro como quando raiava sobre os áureossonhos de Creso.” (3) Religião Cibele, uma deusa Anatólia, era a deidade protetora da cidade. Seu culto era semelhante ao de Diana dos efésios. Suas moedas revelam alianças religiosas com Éfeso. Cibele é descrita como uma estranha figura rústica de vários seios.
  31. 31. As Cartas às Sete Igrejas 31 Ela era cultuada num magnífico templo cujas ruínas ainda existem. Havia também um templo de Zeus. (4) A igreja Uma comunidade cristã desenvolveu-se antigamente em Sardes. Tornou-se a sede de um bispo da igreja. As paredes de uma igreja erigida antes do quarto século A.D. ainda estão em pé. O trono de mármore do bispo de Sardes foi descoberto. 2. O Autor – Apoc. 3:1 Aquele que tinha os sete Espíritos de Deus e as sete estrelas de Apoc. 2:1. 3. Mensagem de condenação – Apoc. 3:1 Tradução de Knox: “Eu conheço todos os teus feitos, como te fazes passar por vivo, e de como em tudo és um cadáver.” Tradução de Weymouth: “Eu conheço os teus feitos – supõe-se de que estás viva, mas em realidade está morta.” Standard Revised Version: “Eu conheço as tuas obras; tu tens o nome de que vives, e estás morta.” A igreja de Sardes é a igreja do período da reforma. Neste período aúnica coisa que se esperaria é vida e vitalidade. Depois das trevas e dainfâmia do período de Tiatira, só poderia ser natural supor que a igrejahá pouco fundada pelos reformadores devesse ser uma igreja viva comzelo e vigor, pura na fé, e inteiramente devotada ao serviço de Deus.Entretanto, em lugar do costumeiro elogio, a mensagem inicial a estaigreja é de condenação. – Presumia-se que a igreja estava viva masestava morta. Sardes foi um período de frias formalidades religiosas quetinham aparência de vida, uma igreja, entretanto, realmente morta.
  32. 32. As Cartas às Sete Igrejas 32 “Contudo, a vida nova não jactanciosa eram em muitos sentidosapenas de nome, e não na realidade. Estes sardenses haviam ouvido erecebido o que era reto e bom; mas eles não se apegaram ou nãocresceram naquilo que lhes foi dado, e tornaram-se mortos nas muitasformas e ornamentos da nova vida. Embora tivessem desafiado e escapadodos feiticeiros, eles permitiram que suas vestes fossem arrastadas poroutros aviltamentos. ... Em grande parte, a igreja de Sardes nada mais eraque uma planta abatida e uma carcaça morta. Surgiu no frescor danovidade; tinha ouvido e recebido daquilo que é próprio os verdadeirossantos terem na vida; mas em pouco tempo tinha mais profissão do quevitalidade, e mais jactância do que pureza ou frutos.” – J.A. Seis, TheApocalypse. Vol. I, 162. “Nalguns respeitos o décimo oitavo século é o mais ilusório período dahistória da Inglaterra. É a cincerela dos séculos. Ninguém tem uma boapalavra com a qual se referir a ele. Carlyle resume-o numa frase amarga:“alma extinta; estômago bem vivo. ... “O verdadeiro escândalo da Inglaterra no décimo oitavo século, a lepraque envenenava seu sangue, a mancha negra no disco luminoso de suahistória, é a decadência da religião que distinguiu os seus primeiros 50 anos.No que se refere à sua fé, a Inglaterra estava morta. Os seus céusespirituais eram tão negros como a meia-noite no Ártico, e enregeladoscomo as suas geadas. ... “Somente com um esforço de imaginação histórica é que podemosreconhecer a condição da Inglaterra em 1703. ... Montesquieu que estudou aInglaterra daqueles tempos a sua maneira francesa e aguda, dizgrosseiramente: ‘Não existe tal coisa como religião na Inglaterra’. ... Ocristianismo sob os céus da Inglaterra nunca esteve, nem no passado nemagora, tão próximo do estado de morto. Quem não se lembra das sentençascom as quais o bispo de Butler, tenebroso insinuante, intelecto poderoso,prefixou a sua analogia? Ela tem vários meios para ser tomada comoidônea. Ele escreveu que ‘o cristianismo não mais tanto um objeto deinvestigação, mas que, foi afinal agora manifesto que, como fictício. ... Oshomens o tratam como se, na época atual, ele fosse um ponto com o qualtodos os homens de discernimento concordem, e do qual nada sobra a nãoser como objeto principal de gaiatice e ridicularização’. Entre Montesquieu eButler, o grande francês e o ainda maior inglês, que outro cortejo de
  33. 33. As Cartas às Sete Igrejas 33testemunhas poderiam ser citadas com prova de decadência da fé na Grã-Bretanha no começo do décimo oitavo século? E quando a fé morre, que éque sobrevive?... “O cristianismo não pode perecer; mas chegou perto do desmaio mortalnaquela era melancólica. ‘Houve”, diz Green, o historiador, ‘revolta abertacontra a religião e contra as igrejas em ambos os extremos da sociedadeinglesa. Os pobres eram ignorantes e brutais num grau impossível de seragora reconhecido; os ricos, quase totalmente descrentes da religião,ligados a uma baixeza de vida agora felizmente quase inconcebível.’... “O verdadeiro despertamento da vida religiosa da raça de fala inglesadata de Wesley. Dizer que ele reuniu os fragmentos da consciência inglesa éverdade, mas é só meia verdade. Ele a criou de novo! Ela estava morta –duplamente morta; e foi através de seus lábios que Deus soprou de novonela o fôlego de vida. ... “O fator decisivo na religião daquele tempo foi ter ela deixado de servida, ou de comunicar vida. Ela foi exaurida dos seus elementos dinâmicos –a visão de um Cristo Redentor; a mensagem do perdão pessoal e imediato.Isto estava congelado na teologia; desaparecera nas formalidadeseclesiásticas; fora cristalizado num sistema de éticas exteriores; tornara-seum mero acessório dos políticos. Ninguém o imaginava, ninguém pensavanisto, nem procurava reconhecê-lo, como uma libertação espiritual; umalibertação ao toque dos dedos; uma libertação a ser reconhecido naexperiência pessoal. Religião traduzida em termos vivos da experiênciahumana, e habitando na alma como energia divina, era coisa esquecida.Uma lâmpada elétrica sem a corrente de eletricidade é um mero cordão defibras calcinadas, pretas e mortas. E o próprio cristianismo, na Inglaterra, nocomeço do 18.º século, foi exatamente um tal círculo de fibras mortas.” W.H.Fitchett, Wesley and His Century, 11-15. 4. Elogio – Apoc. 3:4 a. Algumas pessoas em Sardes Pietistas: Spenwer, Franque Moravianos: Conde Zinzendorf Quakers Metodismo: Wesley, Whitefield b. Andarão com Ele de branco
  34. 34. As Cartas às Sete Igrejas 34 5. Promessa ao Vencedor – v.5 a. Serão vestidos de branco b. Seu nome não será tirado do livro da vida “Ao abrirem-se os livros de registro no juízo, é passada em revistaperante Deus a vida de todos os que creram em Jesus. Começando pelosque primeiro viveram na Terra, nosso Advogado apresenta os casos de cadageração sucessiva, finalizando com os vivos. Todo nome é mencionado,cada caso minuciosamente investigado. Aceitam-se nomes, e rejeitam-senomes. Quando alguém tem pecados que permaneçam nos livros deregistro, para os quais não houve arrependimento nem perdão, seu nomeserá omitido do livro da vida, e o relato de suas boas ações apagado do livromemorial de Deus.” – GC., 483. “O livro da vida contém os nomes de todos os que já entraram aoserviço de Deus. Se quaisquer destes se afastam dEle, e por uma obstinadapersistência no pecado se tornam finalmente endurecidos à influência doEspírito Santo, seus nomes serão no juízo apagados do livro da vida, e elesserão votados à destruição.” – PP., 326. c. Jesus confessará seu nome. 6. Analogias entre as cartas de Éfeso e Sardes. “As analogias entre as cartas de Éfeso e Sardes são íntimas, e devemser estudadas juntamente. A história desenrolou-se em linhas semelhantesnas duas igrejas. Ambas começaram entusiasticamente e esfriaram. Adegeneração existiu em ambas; embora, em Éfeso a degeneração não setinha tornado tão séria como em Sardes. Desta maneira o ponto-chave nacarta a Éfeso é apenas alteração, instabilidade e incerteza; na carta aSardes o ponto-chave é degradação, falsa pretensão e morte.” – W.Ramsey, The Letters to the Seven Churches of Asia, 369. “As mensagens para a igreja de Éfeso e para a igreja de Sardes foram-me freqüentemente repetidas por aquele que me dá a instrução para estepovo. ... A menos que estejamos constantemente em guarda, cairemospresa fácil em seus inumeráveis enganos. ... Leiamos e estudemos aquelasporções da Palavra de Deus que fazem referência especial a estes últimosdias, e que apontam os perigos que ameaçarão o povo de Deus.” – 8 T,98-101.
  35. 35. As Cartas às Sete Igrejas 35 E. A Sexta Carta: Apoc. 3:7-13 1. A Filadélfia – A igreja das missões e da Bíblia. a. Significação – amor fraternal. b. Período – 1792-1844. c. A cidade (1) Localização Na Lídia, vinte e oito milhas a sudeste de Sardes. Porta de entrada e chave dos países da região oriental. No vale de Cogamir, um tributário de Hermus. Guardiã de uma importante região entre o Hermus e os vales adjacentes. Numa entrada de correio romano, mais tarde a maior estrada comercial do país. Cidade construída sobre ampla colina. Cercada de regiões bem férteis. Localizada em região vulcânica e sujeita a terremotos freqüentes. (2) História 189 AC. Veio a ser possessão do rei Eumenes de Pérgamo. Chamada Filadélfia por causa de Átalo Filadelfo, irmão de Eumenes. Tornou-se um centro de projeção na propaganda do helenismo. Em 19 AD. A língua deixou de ser falada, e somente o grego foi usado. Chamada “Pequena Atenas” devido aos seus muitos templos. Em 17 AD. sofreu severo terremoto, o mesmo que devastou Sardes.
  36. 36. As Cartas às Sete Igrejas 36 Teve o nome mudado duas vezes, em 17 AD. para Néo- Cesaréia em gratidão a uma dádiva imperial, e mais tarde para Flávia em honra a Vespasiano (70-79 AD.) Resistiu por muito tempo aos turcos depois de todo o resto da Ásia Menor já se haver rendido. Em 1390 sucumbiu diante de um exército formado de turcos e bizantinos após um cerco de oito anos. Atualmente uma moderna cidade com 15 mil habitantes conhecida hoje como “Allah Sher”, “Cidade de Deus”. (3) Religião A religião de Filadélfia era mais anatólica do que grega. O caráter grego ficou confinado às sombras superficiais e festivais. Dionisos, o deus do vinho, era a cidade preponderante. Moedas com dois irmãos idênticos, símbolo de sua unidade e afeição mútua, comemoravam a aliança religiosa com Éfeso. Fundou um culto a Germânico, o herdeiro de Tibério. Recebeu o título ‘Neokoros’ ou guarda do templo de Caracala (211-217). (4) Cristianismo Filadélfia tornou-se logo o centro de uma comunidade de cristãos. A profetiza ‘Ammia’ celebrizou-se ali entre os anos 100 e 160 AD. Depois da invasão turca, desfraldou longo tempo a bandeira do cristianismo. Hoje Filadélfia tem um bispo residente e cinco igrejas cristãs. 2. O Autor: Apoc. 3:7 a. Aquele que é santo. Atos 3:14; Lev. 11:44. b. Aquele que é verdadeiro. I João 5:20; João 14:6.
  37. 37. As Cartas às Sete Igrejas 37 c. Aquele que tem a chave de Davi. Isa. 22:22; Ezeq. 21:26, 27; Luc. 1:32, 33; João 10:9; 14:6; 11:25. d. Aquele que abre e homem algum fecha, que fecha e homem algum abre. 3. Uma porta aberta colocada diante de Filadélfia. Apoc. 3:8. a. A porta do lugar santíssimo. “Viam agora que estavam certos em crer que o fim dos 2.300 dias em1844 assinalava uma crise importante. Mas, conquanto fosse verdade quese achasse fechada a porta da esperança e graça pela qual os homensdurante mil e oitocentos anos encontraram acesso a Deus, outra porta seabrira, e oferecia-se o perdão dos pecados aos homens, mediante aintercessão de Cristo no lugar santíssimo. Encerrara-se uma parte de Seuministério apenas para dar lugar a outra. Havia ainda uma "porta aberta"para o santuário celestial, onde Cristo estava a ministrar pelo pecador. “Via-se agora a aplicação das palavras de Cristo no Apocalipse,dirigidas à igreja, nesse mesmo tempo...” – GC., 429, 430. “... e que a aceitação da verdade concernente ao santuário celesteenvolvia o reconhecimento dos requisitos da lei de Deus, e daobrigatoriedade do sábado do quarto mandamento. Aí estava o segredo daoposição atroz e decidida à exposição harmoniosa das Escrituras, querevelavam o ministério de Cristo no santuário celestial. Os homensprocuravam fechar a porta que Deus havia aberto, e abrir a que Ele fechara.Mas "O que abre, e ninguém fecha; e fecha, e ninguém abre", tinhadeclarado: "Eis que diante de ti pus uma porta aberta, e ninguém a podefechar." Apoc. 3:7 e 8. Cristo abrira a porta, ou o ministério, do lugarsantíssimo; resplandecia a luz por aquela porta aberta do santuário celestial,e demonstrou-se estar o quarto mandamento incluído na lei que ali se achaencerrada; o que Deus estabeleceu ninguém pode derribar” – GC., 435. “Vi que a presente prova do sábado não poderia vir até que a mediaçãode Jesus no lugar santo terminasse e Ele passasse para dentro do segundovéu; portanto os cristãos que dormiram antes que a porta fosse aberta nosantíssimo, quando terminou o clamor da meia-noite no sétimo mês, em1844, e que não haviam guardado o verdadeiro sábado, agora repousam emesperança, pois não tiveram a luz e o teste sobre o sábado que nós agoratemos, uma vez que a porta foi aberta. Eu vi que Satanás estava tentandoalguns do povo de Deus neste ponto. Sendo que grande número de bons
  38. 38. As Cartas às Sete Igrejas 38cristãos adormeceram nos triunfos da fé e não guardaram o verdadeirosábado, eles estavam em dúvida quanto a ser isto um teste para nós agora. Os inimigos da verdade presente têm estado procurando abrir a portado lugar santo, a qual Jesus fechou, e a fechar a porta do lugar santíssimo,que Ele abriu em 1844.” – GC., 42, 43. b. A porta de acesso ao Pai “Nosso Redentor abriu o caminho, de maneira que o mais pecador,necessitado, opresso e desprezado pode achar acesso ao Pai. Todospodem ter um lar nas mansões que Jesus foi preparar. ‘Isto diz o que ésanto, o que é verdadeiro, o que tem a chave de Davi; o que abre e ninguémfecha; e fecha e ninguém abre; ... eis que diante de ti tenho posto uma portaaberta, e ninguém a pode fechar’. Apoc. 3:7 e 8.” – GC., 113. “As orações simples formuladas pelo Espírito Santo ascenderão atravésdos portais entreabertos, a porta aberta da qual Cristo declarou, Eu abri, ehomem algum a pode fechar. Estas orações, misturadas com o incenso daperfeição de Cristo, ascenderão como fragrância ao Pai, e as respostasvirão.” – 8 T., 467. c. A porta para a luz e para a verdade “A tesouraria das jóias da verdade está aberta a todos. ‘Eis que diantede ti pus uma porta aberta’, declara o Senhor, ‘e ninguém a pode fechar.’Apoc. 3:8. Espada alguma guarda a entrada desta porta.” – PJ., 117. “Ninguém deve pretender ter toda a luz que há para os filhos de Deus.O Senhor não tolerará isso. Ele disse: ‘Eis que diante de ti pus uma portaaberta, e ninguém a pode fechar.’ Apoc. 3:8. Mesmo que todos os nossosdirigentes recusem a luz e a verdade, essa porta ainda continuará aberta. OSenhor suscitará homens que darão ao povo a mensagem para este tempo.”– TM., 107. “Jesus diz: "Eis que diante de ti pus uma porta aberta, e ninguém apode fechar." Apoc. 3:8. Dessa porta brilha uma luz e, se quisermos,teremos o privilégio de recebê-la. Dirijamos o nosso olhar para essa portaaberta, e busquemos receber tudo quanto Cristo está disposto a conceder-nos.” – TM., 381.
  39. 39. As Cartas às Sete Igrejas 39 d. A porta da oportunidade missionária: II Cor. 2:12; I Cor. 16:9; Atos 14:27. O final do 18º século devia testemunhar a inauguração de um dos mais poderosos movimentos que o mundo já viu, o esforço dos poderes da cristandade em enviar mensageiros para a evangelização do mundo e para dar à Palavra de Deus a todos os povos que se acham em escuridão. Foi este um sermão pregado por Guilherme Carey em Nottingham, na Inglaterra, em 31 de maio de 1792, que impeliu a centelha cujo destino era incentivar os corações dos cristãos em todas as igrejas e países. “Julgado segundo os seus resultados momentosos e seu vastoalcance, este sermão deve ser considerado como um dos principais dahistória cristã, secundado apenas pelo sermão da montanha. Tendo Isaías54:2,3 como texto, ele prosseguiu em desdobrar as duas subdivisõesincomparáveis e imortais, ‘esperai grandes coisas de Deus’ eeminentemente como só Carey, do princípio ao fim – unindo obrasincansáveis à uma fé de aço, ‘empreendei grandes coisas para Deus’. Nestahora jamais esquecida, os desejos de anos encontraram sua primeiracompleta expressão. ... “Em janeiro de 1797, podia-se afirmar a respeito dos resultados amplose distantes do fervor religioso: ‘Cristãos de todos os cantos do país estão sereunindo de maneira regular e derramando as suas almas pelas bênçãos deDeus no mundo’. E ainda: ‘Os esforços de tanto êxito feitos para introduzir oEvangelho nos lares do Sul tiveram a mais poderosa influência para unir osdevotos servos de Cristo de todas as denominações nos laços do amorfraternal.” – Delavan L. Leonard, A Hundred Years of Missions, 75, 89. “Os cristãos começaram a ver e sentir que o Evangelho é mais do queortodoxia, e que a viva agressividade é uma das suas feições fundamentais.A era de reavivamentos, de missões, aos quais se seguiram esforços unidospara a conversão geral da humanidade, tais como não houve desde osprimeiros tempos. ... Havia grandes reavivamentos de vida e fraternidadeentre os cristãos. Tudo isto vemos descrito na Sexta Epístola, e verificamosna história dos últimos cem anos.” – J.A. Seiss, The Apocalypse, 197, 198. 4. Elogio e Recompensa: Apoc. 3:8-10
  40. 40. As Cartas às Sete Igrejas 40 a. Suas obras Em 1784 havia somente vinte postos missionários protestantes no mundo, a metade dos quais nas mãos dos moravianos. A igreja cristã simplesmente não se interessava em missões. Quando Guilherme Carey numa convenção de ministros em 1786 apresentou a questão da obrigatoriedade dos ministros em levar a mensagem de Cristo a todas as nações, ele foi reprovado e pediram-lhe que se apresentasse. Um breve resumo das atividades que irromperam das forças da cristandade em seguida ao momentoso sermão de Carey de 1792, ajuda a dar-nos algumas idéias da onda da atividade nos hesitantes anos que cobrem o período de Filadélfia. 1792 Panfleto de Carey sobre as obrigações dos cristãos quanto às missões. 1792 Organização da Sociedade Missionária Batista. 1793 Guilherme Carey navega para a Índia. 1793 Fundação da Sociedade Escocesa de Colportagem e tratados. 1794 Primeiros número da “The Evangelical Magazine”, uma publicação missionária. 1795 Organização da Sociedade Missionária de Londres. 1796 Estabelecimento da Sociedade Missionária de Nova York 1796 Viagem do “Duff”, um navio missionário à vela com 29 missionários para os Mares do Sul. 1797 Organização da Sociedade Missionária dos Países Baixos 1798 Viagem do “Duff” com 46 missionários 1799 Fundação da Sociedade Missionária da Igreja 1799 Estabelecimento da Sociedade Inglesa de Tratados Religiosos 1800 Estabelecimento da Escola Missionária Janique em Berlim
  41. 41. As Cartas às Sete Igrejas 41 1802 Fundação da Sociedade Batista em Massachusetts 1804 Organização da Sociedade Bíblica Britânica e Estrangeira 1806 O ‘Grupo do Monte de Feno’ inicia suas atividades no ‘Williams College’. 1807 Robert Morrison embarca para a China 1810 Organização da Comissão Americana de Comissários para as Missões Estrangeiras 1812 Henry Martyn embarca para a Pérsia e Arábia 1812 Adoniran Judson inicia o trabalho em Burma 1814 Organização na América da União Missionária Batista 1815 Fundação do Instituto Missionário em Basel 1816 John Williams navega para as Ilhas Sociedade 1816 Estabelecimento da Sociedade Bíblica Americana 1816 Estabelecimento da Sociedade Wesleiana 1817 Robert Moffat embarca para a África 1818 Fundação da Sociedade Britânica de Marinheiros Estrangeiros 1820 Hiram Bingham embarca para Havaí 1824 Estabelecimento da Sociedade Missionária de Berlim 1825 Fundação da Sociedade Americana de Folhetos 1828 Organização da Sociedade Americana dos Marinheiros 1829 Alexandre Duff embarca para a Índia 1834 Primeira sociedade missionária de estrangeiros, feminina, formada em Londres 1836 Marcos Whitman parte como missionário aos índios de Oregon 1840 Davi Livingstone inicia o seu trabalho na África 1844 João Ludgig Krapf parte a África Oriental b. Sua ‘pouca força’ e ainda a sua fidelidade a Deus: Apoc. 3:8
  42. 42. As Cartas às Sete Igrejas 42 Tradução de Knox: “Eu sei que pequena é a tua força, e de como ainda tens sido fiel à Minha mensagem, e não negaste o Meu nome.” Twentieth Century New Testament: “Eu sei que, embora a força que tens seja pequena, conservas em mente o meu ensino, e não negaste a Minha causa.” Tradução Americana: “Eu sei que tens pouca força, mas tens obedecido a Minha mensagem e não negaste o Meu nome.” O período de Filadélfia não foi somente um tempo de notável atividade na obra das missões cristãs e na distribuição da Bíblia, mas foi também um de grande interesse no cumprimento da profecia bíblica e de espera pelo breve advento de Cristo. O cumprimento dos sinais dados por Jesus, o escurecimento do sol em 19/5/1780, e a queda das estrelas em 13/11/1833 serviram para patentear na mente de muitos a proximidade do fim. Em partes longínquas e espalhadas do mundo, homens começaram a examinar a Palavra de Deus e, independentemente uns dos outros, chegaram à conclusão de que o fim estava realmente perto. 1800 George Richards distribui as Preleções de Bampton, ‘A Defesa e Ilustração da Origem Divina da Profecia’. 1806 Publicação das Dissertações de Faber sobre as Profecias 1812 Publicação de Lacunza, A Segunda Vinda do Messias em Glória e Majestade 1813 Publicação de Cunningham, Dissertação Sobre os Selos e Trombetas 1814 Publicação de Hatley Frere, União Conjunta das Profecias de Cristo 1821 A doutrina da Vinda de Cristo é ensinada por um sacerdote na Tartária.
  43. 43. As Cartas às Sete Igrejas 43 1821 José Wolf inicia em nações ao redor do mundo a proclamação da breve volta de Jesus. 1823 Publicação de Edward Irving de O Juízo Vindouro 1824 Publicação de Leonard Heinrich Keller de O Fim Próximo 1826 Iniciaram-se reuniões anuais no ‘Albury Park, Surrey’ daqueles que estavam interessados no breve advento de Cristo. 1826 João George Lutz prega na Bavária sobre a Vinda de Cristo. 1828 Publicação de Alexandre Keith de Evidências da Verdade da Religião Cristã, Derivadas do Cumprimento Literal da Profecia 1829 Publicação de Archibald Mason de Dois Ensaios Sobre os Números Proféticos dos 2.300 Dias de Daniel e o Dever dos Cristãos de Investigar a Libertação da Igreja 1829 Início de uma publicação profética trimestral, Vigia Matinal 1830 O ministro de maior capacidade da Holanda, Sr. Hentzepeter publicou um panfleto sobre o fim do mundo 1831 W.E. Davis de Carolina do Sul começou a proclamar o segundo advento. 1831 Guilherme Miller começa a pregar. 1836 Publicação das preleções de Guilherme Miller, em forma de livro 1840 Publicação de Sinais dos Tempos 1840 Primeira conferência geral dos crentes adventistas de Boston 1842 Publicação de Josué Himes de O Clamor da Meia-Noite 1843 Pregação pela crianças da Grécia sobre a breve vinda de Cristo c. A sinagoga de Satanás reconheceria que Deus os ama. Ap. 3:9.
  44. 44. As Cartas às Sete Igrejas 44 Tradução de Moffat: “Vede, farei com que aqueles que pertencem àquela sinagoga de Satanás, que se dizem judeus (nem judeus são eles, mas mentirosos) – vede, os farei reconhecer que eu te amei.” “Logo ouvimos a voz de Deus semelhante a muitas águas, a qual nosanunciou o dia e a hora da vinda de Jesus. Os santos vivos, em número de144.000, reconheceram e entenderam a voz, ao passo que os ímpiosjulgaram fosse um trovão ou terremoto. Ao declarar Deus o tempo, verteusobre nós o Espírito Santo, e nosso rosto brilhou com esplendor da glória deDeus como aconteceu com Moisés, na descida do Monte Sinai. “...Por causa de nosso estado feliz e santo, os ímpios enraiveceram-see arremeteram violentamente para lançar mão de nós, a fim de lançar-nos àprisão, quando estendemos a mão em nome do Senhor e eles caíramindefesos ao chão. Foi então que a sinagoga de Satanás conheceu queDeus nos havia amado a nós...” – VE., 58. “O senhor acha que aqueles que adoram prostrados aos pés dossantos (Apoc. 3:9), serão salvos no final. Nisto tenho que discordar dosenhor, pois Deus mostrou-me que esta classe é de adventistas nominaisque já caíram, já crucificaram de novo o Filho de Deus, e O expuseram aovitupério público. E na hora da tentação que está para vir, para expor overdadeiro caráter de cada um, eles conhecerão que estão perdidos paratodo o sempre; e oprimidos, angustiados de espírito, eles cairão aos pés dossantos.” – E.G. White, A Word to the ‘Little Flock’, 12. d. Serão guardados da hora da tentação – Apoc. 3:10; Mat. 3:2-3; Sal. 91:14; 5 T., 297. Twentieth Century New Testament: “Tu guardas em mente os Meus ensinos com paciência, e por isso guardar-te-ei em mente na hora de tribulação que vem sobre todo o mundo, a hora em que todos os que vivem na terra serão provados.” Tradução de Moffat: “Por teres guardado o Meu chamado com perseverante paciência, guardar-te-ei salvo através da hora de tribulação que virá sobre o mundo para provar os habitantes da terra.”
  45. 45. As Cartas às Sete Igrejas 45 “Está iminente diante de nós a "hora da tentação que há de vir sobretodo o mundo, para tentar os que habitam na Terra". Apoc. 3:10. Todosaqueles cuja fé não estiver firmemente estabelecida na Palavra de Deus,serão enganados e vencidos. ... Os que sinceramente buscam oconhecimento da verdade, e se esforçam em purificar a alma pelaobediência, fazendo assim o que podem a fim de preparar-se para o conflito,encontrarão refúgio seguro no Deus da verdade. "Como guardaste a palavrada Minha paciência, também Eu te guardarei" (Apoc. 3:10), é a promessa doSalvador. Mais fácil seria enviar Ele todos os anjos do Céu para protegeremSeu povo, do que deixar a alma que nEle confia ser vencida por Satanás” –GC., 560. “Embora o povo de Deus esteja rodeado de inimigos que se esforçampor destruí-lo, a angústia que sofrem não é, todavia, o medo da perseguiçãopor causa da verdade; receiam não se terem arrependido de todo pecado, eque, devido a alguma falta, não se cumpra a promessa do Salvador: ‘Eu teguardarei da hora da tentação que há de vir sobre todo o mundo.’ Apoc.3:10.” – GC., 619. 5. Conselho a Filadélfia – Apoc. 3:11; Heb. 10:35-37 “O trono e a coroa são penhores de uma condição atingida; são ostestemunhos da vitória sobre o próprio eu por meio de nosso Senhor JesusCristo.” – DTN., 619. 6. A Recompensa ao Vencedor – Apoc. 3:12 a. Ser um pilar no templo de Deus: Gál. 2:9; Ef. 4:14; Heb. 10:23 “Na perda de Éfeso, os cristãos lamentaram a queda do primeiroanjo, a extinção do primeiro castiçal das Revelações; a desolação écompleta; igualmente o templo de Diana ou igreja de Maria passarádespercebida ao exame do viajante curioso. Os três imponentes teatrosde Laodicéia, e o circo, são agora povoados de leões e raposas; Sardesestá reduzida a um vilarejo miserável; em Pérgamo e Tiatira o deus deMaomé, sem rival ou filho, é invocado nas mesquitas, e a vastapopulação de Esmirna é sustentada pelo comércio estrangeiro de francose armênios. Somente Filadélfia foi salva pela profecia, ou pela coragem.Distante do mar, esquecida dos imperadores, circunscrita por todos pelos
  46. 46. As Cartas às Sete Igrejas 46turcos, os seus valentes habitantes defenderam a sua liberdade e a suareligião por meio de oitenta anos; embora capitulassem por fim, diantedo altivos otomanos. Mas, por entre as colônias gregas e as igrejas daÁsia, Filadélfia ainda permanece; uma coluna numa cena de ruínas, umexemplo admirável de que os caminhos de honra e da segurança podemser os mesmos muitas vezes.” – Edward Gibbon. The History of theDecline and Fall of the Roman Empire, vol. VI, cap. LXIV, pg. 229. b. Um novo nome (1) O nome de Deus – Apoc. 14:1; 22:4; I João 3:1, 2 (2) O nome da cidade de Deus – Apoc. 21:2; Isa. 54:5; 4:2,3; Heb. 12:22, 23 “As imaculadas vestes da justiça de Cristo são colocadas sobre osprovados, tentados mais fiéis filhos de Deus. Os desprezadosremanescentes são vestidos de vestes gloriosas, que nunca mais serãomanchadas pelas corrupções do mundo. Seu nomes são retidos no livro davida do Cordeiro, registrados entre ao fiéis de todos os séculos... “Estes são os que se acharão sobre o monte Sião com o Cordeiro,tendo escrito na fronte o nome do Pai. ... “Naquele dia o Renovo do Senhor será cheio de beleza e de glória, e ofruto da terra excelente e formoso para os que escaparem de Israel. E seráque aquele que ficar em Sião e o que permanecer em Jerusalém seráchamado santo; todo aquele que estiver inscrito entre os vivos emJerusalém.” – 2 TS., 178, 179 F. A Sétima Carta – Apoc. 3:14-22 1. Laodicéia – A Igreja do Fim, Rica e Satisfeita a. Significação A palavra grega Laodicéia é formada de duas palavras gregas: laos – povo, e dikaios – justo, direito, legal. A forma verbal desta última raiz significaria ‘assentar o direito’, ‘achar reto’, ‘julgar’, ‘declarar justo ou reto’. A palavra
  47. 47. As Cartas às Sete Igrejas 47 Laodicéia desta forma significa algo semelhante a ‘povo justo’, ou ‘julgado’ ou ‘povo justificado’. b. Localização No fértil e pitoresco vale do Licos, da antiga Frígia. Cem milhas a leste de Éfeso, cinqüenta milhas a sudoeste de Filadélfia. Numa importante bifurcação de estrada, uma rumo leste a Éfeso, e a outra a noroeste para Filadélfia, Sardes, Tiatira e Pérgamo. A estrada grande vinda do ocidente entre Laodicéia pelos ‘portões de Éfeso’ e sai no lado oriental pelos ‘portões da Síria’. Laodicéia foi considerada como um guarda da porta, e tornou- se sítio de uma resistente fortaleza. O seu grande fraco era depender da água fornecida por um aqueduto vinda de um local a seis milhas ao sul. Colossos e Hierápolis eram cidades vizinhas. c. Características Grande centro manufatureiro, comercial e financeiro. Suas atividades bancárias abrangiam grande parte do Oriente. Muitos dos que habitavam eram bem ricos, independentes e orgulhosos. Hiero deixou a fortuna de dois mil talentos para a cidade. Transformavam uma lã brilhante e delicada, de cor escura, produzida no vale, em vestes pretas sem costura, e em tapetes que eram vendidos para longe. Possuíam notáveis fontes térmicas e banhos de lodo. As águas minerais possuíam propriedades medicinais que atraíam milhares de doentes e esta estação de águas da moda. Estas águas, próprias para banho, eram imprestáveis como bebida.
  48. 48. As Cartas às Sete Igrejas 48 Fontes térmicas em Hierápolis precipitavam-se por um despenhadeiro no outro lado de Laodicéia e a água tornava-se morna no caminho. A localidade estava sujeita a muitos terremotos. “Não há cidade cujo espírito e natureza seja mais difícil de descreverdo que Laodicéia. Não há extremos, e dificilmente fatos bem marcantes.Mas é exatamente neste equilíbrio que se encontra seu caráter peculiar.Foram estas as qualidades que contribuíram essencialmente para fazer delaum próspera cidade comercial, a cidade das finanças e dos banqueiros, quese adaptava às necessidades e aos desejos dos outros, sempre flexível eacomodadora, cheia de espírito de compromisso.” – W.L. Ramsay, TheLetters to the Seven Churches of Asia, 422, 423. d. História Conhecida nos seis primeiros dias como Dióapolis e Roas. Reconstruída por Antíoco II (261-246 AC.) e chamada Laodicéia em homenagem à sua esposa. Um grande número de judeus foi fixado ali por Antíoco III (233-187 AC). Em 190 AC. caiu nas mãos dos romanos que a entregaram a Eumenes, rei de Pérgamo. Em 133 AC. Anexada a Roma. Nesta época a cidade floresce. Cícero fazia-lhe a corte e escreveu muitas de suas cartas em Laodicéia. Em 60 AC. Foi destruída por um terremoto, entretanto, a cidade era tão rica que os seus habitantes a reconstruíram às suas próprias custas sem o costumeiro subsídio imperial. Em 1.071 foi tomada pelos Seldjúcidas. Em 1.119 foi recuperada por cristãos sob João Cmneno. Caiu outra vez nas mãos dos turcos. A cidade acabou em ruínas e se encontra hoje sem habitantes algum.
  49. 49. As Cartas às Sete Igrejas 49 Ruínas de três grandes teatros, o aqueduto e o curso de seu povo ainda visível. e. Religião O deus da Frígia “Men Karou” era deus original da região. Um mercado era mantido sob a sua proteção que atraía muita gente para fins comerciais. A escola de medicina de Laodicéia era dirigida em conexão com o templo do deus. Uma forma helenizada do velho deus nativo era adorado ali como Zeus. Nos tempos de Roma, Laodicéia tornou-se um centro sa religião imperial. Recebeu a reitoria do templo sob Comodo (180-192 AD.) Encontram-se muitas moedas e alianças, mostrando relações religiosas com a maior parte das cidades vizinhas. f. Cristianismo A Igreja de Laodicéia foi provavelmente fundada por companheiros de Paulo, enquanto o apóstolo trabalhava em Éfeso. Paulo em sua carta à vizinha Colossos expressa grande interesse e referência à igreja de Laodicéia e também Hierápolis. (Col. 2:1; 4:13, 15). Uma carta foi enviada por Paulo a Laodicéia. (Col. 4:16) Paulo pediu que sua carta aos Colossenses fosse lida em Laodicéia (Col. 4:16). A primitiva igreja de Laodicéia gozava proeminência e importância. Sagaris, seu bispo, foi martirizado em 166 AD.
  50. 50. As Cartas às Sete Igrejas 50 Numerosos concílios da igreja foram ali realizados, entre eles o importante concílio de 364 AD. No qual havia trinta e dois bispos presentes. A igreja desapareceu completamente através do tempo. 2. O Autor da Carta de Laodicéia – Apoc. 3:14 a. O Amém – II Cor. 1:20 “Amém” é uma palavra hebraica significando ‘firme’, ‘fiel’, ‘verdadeiro’. É usada como um particípio de afirmação, significando ‘verdadeiramente’, ‘de uma verdade’, ‘assim seja’. Esta é uma única vez que aparece na Bíblia como um nome próprio. Usualmente aparece após uma afirmação ou uma oração, como uma espécie de confirmação, ‘assim seja’, ou ‘assim na verdade’. Aplicado aqui como um título de Jesus, deve ser usado num sentido de perfeição ou conclusão, ‘Aquele que é verdadeiro’. A mensagem de Laodicéia é a última mensagem de Deus, a última mensagem de Jesus à última igreja e é a Ele que se dá aqui o apropriado título “Amém”. b. A testemunha fiel e verdadeira – Apoc. 19:11; 22:6; João 3:11. c. O princípio da criação de Deus. The Twentieth Century New Testament: “Aquele por meio de quem Deus começou a criar.” Tradução de Knox: “A fonte da qual se iniciou a criação de Deus.” Tradução Americana: “A origem da criação de Deus.” 3. Aqueles aos quais se destina a mensagem de Laodicéia. “O chamado ao banquete do evangelho deve ser dado primeiramentenos caminhos. Deve ser dado àqueles que pretendem estar nos caminhos

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