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Cast sobre o programa "The Voice". Equipamentos de iluminação cênica, iluminação do palco e atividades pertinentes a esta ação. Vale a visualização e leitura.

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The voice-2013-luz---cena

  1. 1. (Íàçgçpgy : tuenagggôzííignr-uu-nuxaínr Iluminação futurista dá "cara" a pmgrama glcbal 58 | áudio música e tecnologia
  2. 2. Recorde de audiência na televisão brasileira, juntamente com a novela global AmorÀ Vida, o The Voice, programa que tem como objetivo revelar novos talentos da música, chegou à sua segunda edição. E, a exemplo do que ocorreu em 2012, quan- do estreou na programação da TV Globo, neste ano a atração tem, mais uma vez, projeto de luz assinado pelos Iighting de- signers Sergio Antônio e Nilson Barros, o “Xuxa", e direção de fotografia de Césio Lima, que também participou da criação. E é o próprio Serginho quem nos conta detalhes sobre a criação de seu rider, dessa vez composto por um rico mix de aparelhos e auxiliado por importantes ferramentas tecno- lógicas, tais como o Light Converse, um software indicado para a criação de mapas em três dimensões. APARELHOS DIVIDIDOS POR FUNÇÕES O rider de luz do programa foi desenhado com o objetivo de apresentar uma grande variedade de cenas dentro de um espaço teoricamente limitado - o estúdio onde a atração é gravada. No teto, por exemplo, são dispostos 36 moving lights Varilite 3000 Spot, usados para a geração de fachos afinados e desenhados no contraplano. Entre as cadeiras dos técnicos, no chão, são distribuídos 12 XR2000 Beam, da italiana DTS. Os aparelhos são aciona- dos, segundo Serginho, sempre que os técnicos estão em evidência, ou seja, quando vão discutir alguma questão re- lacionada a algum candidato ou mesmo quando se dirigem a eles, depois de suas apresentações. "Usar estes aparelhos é uma forma de evidenciar, por meio de luzes, as inter- venções desses caras [os técnicos Lulu Santos, Carlinhos Brown, Claudia Leitte e Daniel], que têm, indiscutivelmente, papel fundamental na 'história' do programa", diz. "Esses aparelhos são robustos, têm luzes mais presentes, mais encorpadas, e servem tanto para dar esses destaque [aos técnicos] quanto para recortá-Ios em contraluz, além de revelar alguns dos ele- diz. “As PAR LED, inclusive, servem também para fazer os contras da banda e dos artistas", completa. Por serem bastante velozes, os moving lights Shar- py, da Clay Paky, estão em grande quantidade no rider (32 unidades). Usados basicamente para “ata- ques" nos números mais voltados para o pop rock, eles são, de acordo com Serginho, a "menina dos olhos" de Boninho, diretor do programa. “Ele curte muito [os Sharpy]. Aliás, não somente ele, mas todo mundo que está ali, trabalhando com a gente. Os aparelhos trocam de cor e se movimentam em uma ve- locidade impressionante, portanto podem ser usados em demasia, que não cansam os espectadores", conta. BATALHA DE CANDIDATOS TEM LUZ ESPECIAL Um dos momentos mais especiais de todo o programa é, sem sombra de dúvida, o duelo de candidatos, no qual dois partici- pantes de um mesmo time disputam uma vaga para a fase se- guinte. De acordo com a regra, vence aquele que for escolhido pelo próprio técnico. No entanto, aquele que perde ainda tem uma segunda chance, caso seja “resgatado" por outro técnico. "A batalha é emocionante! É, dentre tantos momentos, aquele no qual vivemos um verdadeiro duelo. Tanto é que a forma como é feita remete a uma luta, como, por exemplo, os atuais e popularizados combates do UFC. Nela [na batalha], assim como em todos os demais mo- mentos, a luz também tem importante papel", diz. Para iluminar a batalha, Serginho utiliza diversos moving lights. No entanto, de acordo com ele, o equipamento que exerce grande importância nesta etapa do programa é o Jarag, dispos- to em dois grupos de três módulos cada, localizados nas duas entradas do palco, que, para a disputa, ganha ares de ring. “Esses módulos [de Jarag] são acionados justamente quando os participantes entram no palco. Eles servem o _m o. m E* ; i . E Q . or trás e entre as cadeiras dos técnicos, moving . l lights geram fachos grossos de luz: ideia do ligÉting designer Serginho foi delimitar o espaço mentos que compõem o cenário, também [U “LH iluminados por 24 aparelhos Nick 1200 LED Wash, da DTS, e 48 PAR LED, de 3W", áudio musica e tecnologia | 59
  3. 3. Capa CORES "FORA oo PADRÃO" O The Voice Brasil é, como o próprio nome diz, a versão nacional do programa que é exibido em todo o mundo. No entanto, engana- -se quem pensa que, por ser uma “versão", o show tem, por regra, que seguir padrões. Ainda mais no que diz respeito à iluminação. Pelo menos é o que garante Serginho, que afirma ter criado suas próprias cenas sem se prender às dos programas estrangeiros. “Naturalmente, assisto às versões internacionais. Mas, na hora de criar o rider e, consequentemente, as luzes, procuro dar o eu toque e não reproduzir o que os caras fazem lá fora. Prova disso é como espécies de blinder, pois promovem explosões de luz que simbolizam a apresentação ao público destes candi- datos, como é feito nas já citadas lutas de vale-tudo", diz, acrescentando que, além dos Jarags, são usados, nas bata- lhas, como efeitos, dez estrobos Attomic e 36 mini-bruttes. NA E MA NOS PAINEIS E NO CONTROLE O clima futurista do programa se dá, em partes, pelo uso de painéis de LED, como os NA, distribuídos por toda a extensão do palco. Nesses painéis são exibidos conte- údos criados pelos diretores de arte da TV Globo. Es- ses conteúdos chegam às placas por meio de servidores como o Resolume e o VPU, este último da grandMA, gran- de fabricante de consoles. E por falar em MA, vale lembrar que toda a luz do pro- grama, bem como sua integração com as imagens dos painéis, e até mesmo as luzes dos pisos e as correspon- dentes às viradas das cadeiras dos técnicos, é controla- Divulgação . unngggoc . .ninguna Na versão americana do The Voice (imagem acima), luzes azuis são predominantes. Na nacional, o vermelho é o tom principal. Bl] | áudiomuslcaetecnologia que o The Voice americano tem, por base, o uso da cor azul. Aqui, na nossa versão, a predominância é pelo vermelho, cor quente, que tem a ver com nosso país", defende. Além do azul, já citado por Serginho, no programa são usados ou- tros tons, como, por exemplo, os de verde. "Na verdade, para a TV, o verde nem é, a principio, tão interessante, mas o usamos mistura- do a outras cores, como o branco, por exemplo, que fazem com que ele sobressaia de maneira interessante. A mistura de cores, nesse caso, é mais interessante do que o uso da cor em si", completa. da por consoles do gênero, como a grandMA II Full Size, “pilotada" pelo próprio Serginho. "O sistema é tão integrado, pois trabalha em rede, que tudo pode ser feito por meio dele. É por conta disso que, durante as batalhas, por exemplo, quando um técnico decide resgatar um participante, as luzes surgem de forma impactante. Ao apertar o botão “Peguei! ', que simboliza esse resgate, o técnico automaticamente 'dispara' uma ver- dadeira explosão luminosa, acionada pela função Remote", diz, acrescentando a importância de Felipe Augusto, do de- partamento de engenharia da TV Globo, “responsável pelo endereçamento dos vídeos". ESTRUTURAS "ESCONDIDAS" Grande parte do rider de luz do The Voice é montada em estruturas presas ao teto do estúdio, exceto os já citados XR2000, que ficam ao chão, ao lado das cadeiras dos técnicos. Essas estruturas, chamadas de hoists, medem, individualmente, cerca de 1,5 m, ocupam toda a parte superior do estúdio e, por serem mecânicas, podem subir e descer a alturas diversas. Essa variação de altura, inclusive, é, segundo Serginho, uma for- ma de modernizar o ambiente. “O programa é como uma espécie de game gigante. Tem interatividade, ações que, quando promovidas, interferem na luz, portanto, o movimento das luzes, além, claro, do movimento natural delas, é algo que contribui muito para esse panorama futurista que buscamos oferecer", diz. Mas se as estruturas têm funções visíveis, por outro lado, se faz valer a opção de escondê-Ias, algo que a produção do pro- grama se encarregou de fazer para “ma- quiar" o clima de estúdio e dar ao espaço uma nova cara, mais moderna, como a própria proposta da atração.
  4. 4. Capa “Usamos [para cobri-Ias] capas que conseguem escondê-las praticamente por inteiro, dei- xando de fora somente os apa- relhos. Às vezes, nem mesmo eles. Somente suas luzes. É uma opção estética que, na minha opinião, deixa tudo mais bonito, mais elegante e 'internacional', digamos", afirma Serginho. FOTOGRAFIA MODERNA Responsável pela direção de fo- tografia do programa, Césio Lima conta que, desde a estreia do The Voice, no ano passado, no Iu- gar dos tradicionais elipsoidais e fresneis, estão sendo usados 16 moving lights Robin LED 600, da Robe. A opção pelos aparelhos in- teligentes, diz ele, faz parte de um processo de modernização de algo que, para alguns, não tem mais como "evoluir". "Muita gente está acostumada com aquela fotografia 'ca- reta', com uma base “segura', que está ali somente para Divulgação Em primeiro plano, detalhe do console grandMA, pelo qual o Iighting designer Sergio Antônio controla luzes e painéis de LED 62 | áudiornuslcaelecnologia Ao fundo, moving lights colorem o cenário do The Voice Brasil 2013 o ; m o» m E* 3 . E o cumprir seu papel, mas, parti- cularmente, acho que é preciso inovar. E, sabendo fazer a coi- sa certa, o resultado vem. Na verdade, a base existe, claro, principalmente por termos a missão de iluminar quatro téc- nicos e, claro, os candidatos, a plateia etc. A forma como ela é utilizada, na verdade, é que é a grande sacada", resume. DOS PALCOS PARA DENTRO DO ESTUDIO Iluminador que, ao longo dos últimos anos, acompanhou inúmeros artistas do show bu- siness na estrada, Sergio Antô- nio levou para o The Voice, ou melhor, para dentro do estúdio onde o programa é gravado, algo que, até então, de acordo com ele, era inédito na TV: o uso de luzes slncadas por meio de time code. "A ferramenta", diz ele, “é bastante utilizada por ilumi- nadores de artistas pop internacionais e nacionais [ca- sos como o do Jota Quest, por exemplo] e chega ao pro- grama para torná-Io mais dinâmico no que diz respeito à iluminação. Afinal de contas, permite maior integração de luzes, painéis de LED e cenário". O uso desta tecnologia é, como bem coloca o Iighting designer, mais que necessário, ainda mais se conside- rarmos que, em casos como o do The Voice, em que candidatos têm somente uma chance de interpretar as canções que os levarão às fases subsequentes, não existe o famoso “undo". “É uma vez e ponto final! Então, não pode haver erro de nenhuma parte. Nem dos músicos que estão acompanhan- do o candidato, muito menos da equipe de luz. Nem mes- mo nas fases em que as disputas são gravadas, como o blind test e o duelo de candidatos. Portanto, a responsa- bilidade é grande, e o time code, fundamental", explica. Além do time code, Serginho destaca o uso de outra “ferramenta": o software Light Converse, tema da pró- xima matéria desta edição da Luz & Cena e utilizado na criação de mapas em 3D, segundo ele, altamente realis- tas. “Pense num programa que te dá uma visualização perfeita do ambiente cênico, com direito a movimentos de câmera etc. Para quem gosta de criar e minimizar riscos, não há nada igual", completa. o

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