Livro inteligencia emocional e lideranca

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Livro inteligencia emocional e lideranca

  1. 1. MESTRADO INTEGRADO DE ADMINISTRAÇÃO RELATÓRIO REFLEXIVO MESTRANDA: MÉRCIA MORALES TURMA: RADIAL ii “De um olhar furtivo, veio a mensagem, que foi seguindo a frente. De um a um, configurou-se em rede, moldou cenários, moveu ações, derrubou paradigmas e ergueu impérios. Quem diria!!! Tudo começou, apenas, com a insinuação de uma idéia...” anônimo APLICABILIDADE DA INTELIGÊNCIA EMOCIONAL, COMO UM ESTILO DE LIDERANÇA Numa épocaem quese fala emhabilidades e competências,busco nomes conhecidos em nossa literatura e encontro, entre eles, Daniel Goleman, que faz um relato sobre ambas: “Por muitas décadas, falou-se vagamente sobre essas habilidades que eram chamadas de temperamento e personalidade ou habilidades interpessoais (habilidades ligadas ao relacionamento entre as pessoas, como a empatia, liderança, otimismo, capacidade de trabalho em equipe, de negociação etc.), ou ainda competência. Atualmente, há uma compreensão mais precisa desse talento humano, que ganhou um novo nome: inteligência emocional”. Devo então concluir que Inteligência Emocional, é um conjunto de habilidades e competências e que para atingir a excelência no trabalho, é necessário saber administrar sentimentos e não somente possuir o conhecimento técnico, nem mesmo aquele adquirido em livros; é muito mais, é conseguir conhecer a nós mesmos, lidar com nossas emoções e nos colocarmos no lugar do outro para pensar em sentir o que ele sente. Isso significa queatualmente, as empresas competem no mercado, em
  2. 2. produtos agregados ao valor humano, sendo fundamental a forma que utilizam o seu pessoal, passando então a existir a necessidade de treinamento gerencial para atingir o sucesso tão esperado. É hora de sentir o desejo da maximização dos recursos humanos agregados à maximização do lucro. Quando falamos em sentirdesejo, estamosdizendo emsentir paixão pelo que fazemos, de acreditarmos em nosso potencial, e com o “borbulhar” de emoções, equilibradas com treinamento e desenvolvimento, gerarmos a capacidade em lidar com situações na busca de solução de problemas, propiciando, pelo conjunto de harmonia no trabalho e um bom relacionamento interpessoal, a satisfação humana, ocasionando um aumento de produtividade com excelência no que se faz, levando ao alavancar da organização e chegar ao retorno do investimento, tão almejado por ela. Goleman, em seu Livro Trabalhando com a Inteligência Emocional, retrata um fato ocorrido: “Um ex-gerente de projetos da Ford Motor Company recordou como havia utilizado os métodos de organização que aprende, desenvolvidos pela Escola Sloan de Administração de Empresas, do MIT, para redesenhar o Lincoln Continental. Disse que aprender sobre inteligência emocional foi uma revelação para ele: “São exatamente essas aptidões que tínhamos de incrementar para nos tornarmos uma eficaz organização que aprende.” Para liderar pessoas, precisamos primeiro nos conhecer, saber o que sentimos e aprendermos a processar e organizar as emoções em nosso interior. Na visão de Deepak Chopra, Em um artigo publicado pela Revista HSM Management, com o Título “A Alma da Liderança”, pessoas comuns podem chegar a Liderança, buscando em seu interior a capacidade de utilização de princípios espirituais para a motivação da vida. É a alma falando. Com esse princípio, em todos os momentos, mesmo nos mais difíceis e desesperadores, suas almas oferecerão a mais elevada inspiração para fazer valer a ordem sobre a desordem e obter êxito nas dificuldades surgidas.
  3. 3. O homem/líder passa então, a buscar em seu interior o entendimento da energia dos valores espirituais, para entender como as pessoas são motivadas espiritualmente, aprendendo a enxergar as suas necessidades e, como fazer para corresponder a cada uma delas; conforme já apontou Maslow no início do século XX. Enquanto o homem buscar fama, dinheiro e for movido por valores externos de cobiça e de poder, terá o fracasso em sua vida e não conseguirá ser um líder para ser seguido. Com essa magia, é só olhar para dentro de nós e entender o movimento da vida em nós, encontrando respostas às nossas necessidades, ficando simples sermos futuristas. Para essa elucidação, o autor , em uma viagem fantástica na descoberta das forças espirituais no interior do homem, desenvolve princípios doutrinários, como um modelo de Liderança. De acordo Goleman, “Inteligência emocional refere-se à capacidade de identificar nossos próprios sentimentos e os dos outros, de motivar a nós mesmos e de gerenciar bem as emoções dentro de nós e em nossos relacionamentos. O termo descreve capacidades distintas e complementares da inteligência acadêmica, que se compõe das capacidades puramente cognitivas, medidas pelo QI. Muitas pessoas que têm a inteligência dos livros mas carecem de inteligência emocional acabam trabalhando para pessoas que possuem um QI inferior ao delas, mas que se destacam nas habilidades da inteligência emocional. Esses dois tipos diferentes de inteligência – a intelectual e a emocional – expressam a atividade de partes diferentes do cérebro. O intelecto baseia-se unicamente no funcionamento do neocórtex, que são as camadas de evolução mais recente, localizadas na parte superior do cérebro. Os centros emocionais encontram-se mais abaixo, no cérebro, no subcórtex, que é mais antigo. A inteligência emocional envolve esses centros emocionais em funcionamento, juntamente com os centros intelectuais”. Considerando ambos fundamentos, de Deepak Chopra e de Daniel Goleman,
  4. 4. sinto-me inspirada em refletir nos conceitos estabelecidos, levando-me à pesquisar novos conhecimentos, onde, “navegando” pela internet, encontrei o site www.iipe.org.br, o qual contemplei fantasticamente porque me “iluminou” em fazer uma ponte da “inteligência emocional” para a “alma da liderança” , e por que não? Seria a ponte para o invisível? E o que é o invisível? Poderia ser a falta ainda, do conhecimento nosso, de nós mesmos; estaria eu me descobrindo e encontrando uma conexão à um plano maior, ou diferente do comum? Falamos aqui da Projeciologia e da Conscienciologia. “Projeciologia: (Latim: projectio, projeção; Grego: ;logos, tratado) – Ramo, subcampo, ou especialidade da ciência Conscienciologia, que estuda as projeções energéticas da consciência e as projeções da própria consciência para fora do corpo humano, ou seja, das ações da consciência operando fora do estado de restringimento físico do cérebro e todo o corpo biológico. Conscienciologia: ( Latim: con scientia; com conhecimento; Grego: logos, tratado) – Ciência que estuda a consciência (ego, alma, essência) em uma abordagem integrada, abrangente ou globalizante. Ou seja, estuda todos os seus instrumentos de manifestação (corpos), em todas as dimensões, com todas as suas energias, capacidades e atributos parapsíquicos lúcidos e cosmoéticos muito além das investigações convencionais das demais ciências modernas. O método da autopesquisa (pesquisa de si mesmo) entra em confronto com os princípios da ciência convencional, porque o pesquisador se envolve diretamente com o objeto de suas investigações. Segundo as premissas da Conscienciologia, torna-se necessário criar novos métodos de pesquisa, estabelecer novos parâmetros de medida, descobrir novos instrumentos de investigação, enfim: criar um novo modelo para pesquisar a consciência. Este novo modelo denomina-se paradigma consciencial. O paradigma consciencial propõe a ampliação do pensamento científico, oferecendo uma visão integral do Universo e da consciência, que a ciência mecanicista sempre procurou, mas não obteve, em função de suas limitações. A partir desse novo ponto de vista é possível sair da “dermatologia da consciência”,
  5. 5. ou seja: o estudo superficial, material, que representa a “pele” da consciência, para adentrar profundamente na dinâmica do microuniverso consciencial. A Conscienciologia, a Projeciologia, bem como as premissas do paradigma consciencial, foram feitas para aqueles que realmente desejam investir no autoconhecimento e no amadurecimento consciencial”. No momento desta escrita, volto- me para o meu interior e procuro me perceber; o que vemos, ouvimos e percebemos está profundamente ligado ao que somos e ao como estamos. Para perceber diferente precisamos ser diferentes; saber ver e ouvir, avaliando o quanto nossa personalidade, nossas emoções, nossos sentimentos e nosso momento estão interferindo na realidade das situações que vivemos, leva-nos a identificar o que somos e como estamos antes de agir. Golemam explica isso utilizando o poder da inteligência emocional: “Os grandes líderes nos mobilizam. Inflamam nossa paixão e inspiram dentro de nós. Quando tentamos explicar a causa de tamanha eficácia, pensamos em estratégia, visão ou idéias poderosas. Na realidade, porém, eles atuam em um nível mais fundamental: os grandes líderes agem por meio das emoções. Como funciona esse processo? Estudos recentes do cérebro revelam os mecanismos neurológicos da liderança primal e deixam claro por que as habilidades da inteligência emocional são tão fundamentais. O estilo de um líder – não só o que ele faz – mas como o faz - é tão relevante devido justamente ao funcionamento do cérebro humano, isto é, ao que os cientistas chamam de a natureza em loop aberto do sistema límbico, nosso centro emocional. Um sistema em loop fechado, como o aparelho circulatório, é auto-regulador; o que acontece no sistema circulatório dos indivíduos que nos cercam não exerce impacto algum sobre nosso próprio sistema. Um sistema loop aberto depende muito de fontes externas para se gerenciar. Em outras palavras, nossa própria estabilidade emocional depende de nossas
  6. 6. ligações com os demais. Os cientistas referem-se a esse fenômeno de loop aberto como uma “regulação límbica interpessoal”, por meio da qual uma pessoa emite sinais que podem alterar os níveis hormonais, a função cardiovascular, o ritmo do sono e até a função imunológica do corpo de outra. É por isso que casais apaixonados provocam nos cérebros um do outro explosões de oxitocina, responsável por uma agradável sensação de afeto. Contudo, em todos os aspectos da visão social, não só nas relações amorosas, nossas psicologias entrelaçam-se, nossas emoções mudam automaticamente para o registro da pessoa com quem estamos. O funcionamento em loop aberto do sistema límbico implica que outras pessoas podem afetar nossa própria fisiologia – e, portanto, nossas emoções”. Volto a me interiorizar nesta parte da escrita e refletir no que Golemam fundamenta; uma vez já comprovado pela ciência o loop aberto e sua interferência em nossas emoções, isso leva-me a crer que saber fazer uso do poder da inteligência emocional, pode significar uma diferenciação preciosa no meio em que vivemos, quer seja na família, nas organizações ou na sociedade como um todo. E partindo dessa premissa, faço aqui a “ponte com o invisível”; se temos essa capacidade, poderemos utilizá-la para influenciar e persuadir pessoas, mudar situações desfavoráveis em favoráveis, criando climas satisfatórios e proveitosos para a harmonia de um ambiente. Se uma ou mais pessoas, que saibam fazer o uso do poder da inteligência emocional, se agregam para um determinado trabalho a ser elaborado, a força da vibração emanada por elas alavancam o sucesso desejado por qualquer organização. Posso contar aqui uma experiência que tive com um grupo, na cidade de Ribeirão Preto, onde fazíamos a apresentação do conteúdo de nosso livro “Princípios da Administração de Recursos Humanos”; estávamos naquele local, eu e vários professores reunidos em uma mesma intenção, a de trocar informações e idéias da melhor maneira para se trabalhar o referido conteúdo, ou
  7. 7. seja, todos nós tínhamos um único objetivo: dar o melhor de nós para beneficiar alunos que nos chegam com a sede do saber; por ter conhecimento da responsabilidade, do compromisso e empenho assumidos por todos nós, criamos uma cadeia de ações com amor, que foi tão forte, que explodiu em uma reação apaixonante, como se todos fossem envolvidos em uma luminosidade de energia, favorecendo o ambiente em harmonia e resultados magníficos; algumas pessoas descreveram o momento com a sensibilidade ocorrida, “ficaram arrepiadas”; boas e fortes emoções sentiram e risos e sorrisos fluíram. Outras pessoas disseram que eu era magnífica, não fui eu a magnífica, penso ter sido o momento de todos nós envolvidos em uma forte paixão pelo que fazíamos. Acredito que fatos assim ocorreram com inúmeras pessoas. Faço reflexão do que escrevi e do que sinto, busco a pesquisa de meu auto-conhecimento e como vivemos em sociedade e muito precisamos uns dos outros para aprendermos e crescermos, creio poder acreditar, e me perdoem os que possuem visão diferente, que se nos unirmos com nossos valores e crenças, na busca de um mesmo ideal, com sentimentos sinceros e puros, formaremos um elo de energia inovadora que nos permitirá ter forças para vencermos momentos difíceis e obtermos maturidade para o nosso crescimento; somente assim o homem será um líder, porque aprendeu a se conhecer e se conhecendo, conheceu o seu próximo e o amou e o respeitou. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: Goleman, Daniel, PhD. Trabalhando com a Inteligência Emocional – Rio de Janeiro: Objetiva, 2001. Goleman, Daniel O Poder da Inteligência Emocional / Daniel Goleman, Richard Boyatzis, Annie mckee; tradução de Cristina Serra
  8. 8. − Rio de Janeiro: Campus, 2002. DEEPAK CHOPRA – A ALMA DA LIDERANÇA HSM MANAGEMENT Nº 33 – JULHO/AGOSTO 2002. PROJECIOLOGIA E CONSCIENCIOLOGIA Site: www.iipe.org.br

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