Interação Humano Computador ( Aula 5) - Abordagens Teóricas

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Interação Humano Computador ( Aula 5) - Abordagens Teóricas

  1. 1. Abordagens Teóricas em IHC Marcos Devaner Interação Humano Computador Aula 05
  2. 2. Ação planejada Para a visao de ação planejada, a ação humana pode ser completamente caracterizada em termos de seus objetivos, intencoes e planos. Para entender como as pessoas agem, bastaria entender como elas seguem um plano predefi nido. Em geral, os trabalhos de analise do desempenho dos usuarios que enfocam a estrutura de suas tarefas (a partir da decomposicao de objetivos em tarefas e operacoes) se encaixam nessa visao.
  3. 3. Plano e ação situada Um plano e uma sequência de ações projetada para alcançar algum objetivo. Dado um objetivo e uma situação inicial, uma pessoa constroi um plano e então realiza as ações definidas nesse plano. Ja na visao de ação situada, defendida por Suchman, a cada instante é feita uma avaliacao das circunstancias concretas particulares e do valor das ações mediante a essas contingências. Em vez de tentar abstrair a ação das suas circunstâncias e representá-la como um plano racional, a abordagem de ações situadas consiste em estudar como as pessoas usam suas circunstâncias para atingir seus objetivos.
  4. 4. Analise da conversacao A analise da conversacao descreve a forma como uma conversa e organizada pelos participantes a cada momento, durante o desdobramento de cada turno de fala (Schegloff 1972; Schegloff e Sacks, 1973). No curso de uma conversa, quando uma fala puder ser considerada concluida, ocorre um dos seguintes eventos: • O falante atual seleciona o próximo falante (direcionando uma pergunta ou outra fala a um ouvinte particular); • Um outro participante se autosseleciona para comecar a falar; • O falante atual continua.
  5. 5. Comunição usuario-sistema O sucesso da interação assume que o usuario interpreta as instruções e as respostas do sistema da forma como o designer pretendia. Para transmitir a intenção do design ao usuario, e faze-lo interativamente, o designer se apoia em certas convenções da conversacao humana.
  6. 6. Etnometodologia  A Etnometodologia examina os processos interacionais (de comunicação entre as pessoas) e circunstâncias (Garfi nkel, 1967). • A Etnometodologia explorou a produção situada da ordem social através de dois dominios de interesse: 1. analise da conversação 2. estudos etnometodologicos do trabalho
  7. 7. Estudos Etnometodológicos de IHC Estudos fundamentados em Etnometodologia tem sido aplicados em IHC de diversas maneiras: • para analisar o impacto que um sistema teve no trabalho realizado no ambiente em que o sistema e introduzido; • para analisar os principios e métodos organizacionais subjacentes a um dominio de trabalho; • para analisar os impactos de um sistema sobre esses metodos; • para criticar o design do sistema quando entra em conflito com esses metodos. Em IHC, estudos do trabalho tambem vem sendo utilizados para avaliar designs tecnologicos particulares.
  8. 8. Teoria da Atividade Vygotsky advogava pela unidade da percepcao, fala e ação. Alem disso, enfatizava a centralidade dos dispositivos mediadores, como linguagens e outros simbolos ou ferramentas, no desenvolvimento da mente e do pensamento. A teoria da atividade rejeita o ser humano isolado como uma unidade de analise adequada, e insiste na mediação cultural e técnica da atividade humana. Perguntas do tipo por que, o que e como ajudam a entender melhor a atividade (Bertelsen e Bodker, 2003): • Perguntas “por quê?” revelam o motivo da atividade, o significado social e pessoal da atividade e a sua relação com motivos e necessidades. • Perguntas “o quê?” revelam possiveis objetivos, críticos e subobjetivos particularmente relevantes. • Perguntas “como?” revelam operações, formas concretas de executar uma ação de acordo com condições especificas em torno do objetivo da atividade.
  9. 9. Principios da Teoria da Atividade Mediação Instrumentos que são utilizados para atingir o objetivo, pela comunidade que participa da atividade e pela divisao de trabalho que existe nessa comunidade. A figura mostra um Paciente que tem o objetivo agendar uma consulta e utiliza um sistema como mediador para interagir com a comunidade que participa da comunidade (Agendador, Médico e Balconista).
  10. 10. Principios da Teoria da Atividade Orientação a objetos Se refere ao engajamento das pessoas com objetos (Objetivos). Recebem status de objeto (Objetivo) os fenômenos físicos, sociais e culturais, incluindo fenômenos não materiais como expectativas e afinidades. (Kaptelinin, 1996). Seguindo a linha de raciocínio do exemplo anterior para mediação, neste caso o objeto (Objetivo), seria o agendamento de uma consulta Online.
  11. 11. Principios da Teoria da Atividade Perturbação (disturbance): Se refere ao fato de que as relações entre os diversos elementos do modelo da teoria da atividade são flexíveis e estão sempre mudando. A medida que perturbações ( problemas) se tornam evidentes dentro de um sistema de atividade ou entre sistemas de atividade, os participantes podem começar a modificar suas situações e atividades. Podemos citar como exemplo a seguinte situação : Para um agendamento de consulta Online, caso o médico não tenha agenda livre, o usuário terá que seguir um caminho diferente do que ele costuma traçar. Ele teria que entrar em um fila de espera ou buscar outro médico.
  12. 12. Teoria da Atividade em IHC  Em IHC, a teoria da atividade tem se concentrado principalmente em quatro pontos (Bertelsen e Bodker, 2003): 1. Analise e design de uma pratica de trabalho especifica, considerando as qualificações, o ambiente de trabalho, a divisao de trabalho e assim por diante; 2. Analise e design com foco no uso real e na complexidade da atividade multiusuario e, em particular, na noção essencial do artefato como mediador da atividade humana 3. O desenvolvimento da experiência e do uso em geral; 4. A participação ativa do usuario no design, com foco no uso como parte do design.
  13. 13. Aplicação computacional situada no uso Para projetar uma aplicacao computacional situada no uso, e necessario (Bodker,1996):  Enquadrar historicamente o trabalho e a aplicacao computacional;  Situar a aplicação computacional numa rede de atividades em que ela é utilizada;  Caracterizar o uso da ferramenta;  Considerar o apoio necessario as diversas atividades que ocorrem em torno da aplicacao computacional;  Identificar os objetos (Objetivos) que são trabalhados na ou através da aplicacao;  Considerar a rede de atividades e contradições dentro de uma atividade e entre atividades.
  14. 14. Entendendo as Atividades 1. Qual é o objetivo da atividade e das ações para o usuario? 2. Qual objeto é focado pelo usuario? 3. Onde esse objetivo se encontra (dentro, fora ou atraves da aplicacao computacional)? 4. Qual é o instrumento? Onde ele se encontra (dentro, fora ou através da aplicacao computacional)? 5. Quando há mais usuarios cooperando, devemos perguntar: os objetivos e instrumentos estão alinhados ou conflitantes (entre individuos e entre o grupo e seus membros)? 6. Para cada mudança de foco, devemos perguntar: de qual foco para qual outro? 7. A mudança foi uma ruptura ou uma mudança deliberada? 8. O que causou a mudança? Ela se originou dentro ou fora da aplicaçao? Para cada atividade especifica, Bodker propõe perguntar:
  15. 15. Atividade Responda as 8 perguntas propostas por Bodker apresentadas no slide anterior para cada atividade do sistema mostrado na imagem.

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